Usina de Letras
Usina de Letras
   
                    
Usina de Letras
93 usuários online

 

Autor Titulo Nos textos

 


Artigos ( 54786 )
Cartas ( 21052)
Contos (12082)
Cordel (9478)
Crônicas (21038)
Discursos (3104)
Ensaios - (9893)
Erótico (13116)
Frases (39763)
Humor (17540)
Infantil (3558)
Infanto Juvenil (2307)
Letras de Música (5410)
Peça de Teatro (1309)
Poesias (135495)
Redação (2869)
Roteiro de Filme ou Novela (1034)
Teses / Monologos (2371)
Textos Jurídicos (1913)
Textos Religiosos/Sermões (4164)

 

LEGENDAS
( * )- Texto com Registro de Direito Autoral )
( ! )- Texto com Comentários

 

Nossa Proposta
Nota Legal
Fale Conosco

 



Ensaios-->A crise de 31/3/64 foi resolvida em Porto Alegre -- 28/03/2014 - 11:12 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos

A crise de 31/3/64 foi resolvida em Porto Alegre

Luiz Ernani Caminha Giorgis (*)

Em 13/03 no Comício da Central do Brasil, Goulart promete “revisar a Constituição”, com claro objetivo esquerdizante. A 19 ocorre em S. Paulo a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, contra Jango. A 22 os militares da reserva se manifestam contra as ações ilegais do Executivo. Em 25 ocorre o motim dos marinheiros e fuzileiros navais apoiando Jango. Punidos, são anistiados pelo governo.

A 30, em reunião no Automóvel Clube, Goulart promete “reformas na lei ou na marra”. Fica claro o objetivo golpista (fechamento do Congresso). No mesmo dia, em Minas Gerais, o governador Magalhães Pinto decide-se pela contrarrevolução, apoiado pelos generais da área, e lança o “Manifesto de Minas”.

A 31 o General Olympio Mourão Filho decide movimentar suas tropas em direção ao Rio a partir de 1230 h. Por ordens de Jango, o General Âncora (I Exército) lança suas forças pela Via Dutra contra as tropas do General Amaury Kruel (II Exército), que já havia conferenciado e rompido com Jango, e optado pela contrarrevolução. À noite, o General Benjamin Galhardo é exonerado do III Exército, substituído pelo janguista Gen Ladário Telles. A 1º de abril, os comandantes do I Exército e do II Exército reúnem-se com o General Médici na AMAN, em Resende, e concordam pela união das tropas. O único apoio que restava a Jango era o do III Exército. Ele foi para Brasília e depois Porto Alegre.

Na capital gaúcha, Ladário havia exigido que a BMRS passasse ao seu comando, recebendo a negativa do governador Meneghetti. À 1 h de 2/4, com Goulart em pleno voo para Porto Alegre, Auro de Moura Andrade declara vago o cargo de Presidente e assume Ranieri Mazzilli. Goulart foi deposto pelo Congresso antes que os militares o fizessem.

Para que o Legislativo usasse um subterfúgio desses era necessário que a situação estivesse muito grave. Não foram as Reformas de Base que derrubaram Jango e sim a sanha golpista. Chegando às 0358 h, Jango vai para a residência oficial do Comandante do III Exército, na Av. Cristóvão Colombo, e vai dormir. Às 7 h, reúne-se com Brizola e com os Generais Ladário, Ottomar e Floriano da Silva Machado, Comandante da 3ª Região Militar. Ouve deste que não há condições de contar com a tropa a favor de um governo “desmoralizado” e mais o seguinte: “Presidente, por favor! Isso é uma loucura! Loucura, Ladário! O que vocês estão propondo é uma loucura! Militarmente a situação é muito grave. Faço um apelo a ti, Ladário, não podemos pensar de maneira nenhuma em guerra!”

Possesso, Brizola quase se atraca com Floriano e pede a Jango que o nomeie Ministro da Guerra. Queria incendiar Porto Alegre. Jango conversa a sós com Floriano. Depois desta conversa vai para o aeroporto. Antes, teria repreendido e rompido com Brizola. Este sai enraivecido e é vaiado por populares na rua, tendo investido contra uma pessoa mas contido pela guarda da residência.

Goulart decola para São Borja às 1130 h onde fica até o dia 4, seguindo para o Uruguai. Dias depois é seguido por Brizola, fardado de  brigadiano. Luiz Carlos Prestes já tinha fugido. Estava resolvida a crise e o Brasil ficou livre do trio do mal comuno-socialista.

Deus é grande!

(*) Coronel reformado do Exército

 

XXXXXXXXXXXXXXX

 

2 de abril – uma data a ser comemorada

Luiz Ernani Caminha Giorgis - Coronel do Exército

Tanto ou mais do que o 31 de março, o 2 de abril deve ser comemorado, senão vejamos:

- foi a data na qual Goulart embarcou de Brasília para Porto Alegre, ainda Presidente;

- foi a data na qual o Congresso (na madrugada) depôs Goulart;

- foi a data na qual um novo Presidente foi empossado: Ranieri Mazzilli;

- foi a data na qual Goulart desembarcou em Porto Alegre já ex-presidente;

- foi a data na qual Goulart, ao invés de ir para o QG, foi para a residência do Cmt do III Ex, Gen Ladário;

- foi a data da reunião entre Goulart, Brizola e os generais, às 0700 horas, na residência de Ladário;

- foi a data na qual Goulart, na reunião, ouviu de um general que não valia a pena contar com a tropa a favor de um governo “desmoralizado”;

- foi a data na qual o Cmt da 3ª RM, General Floriano da Silva Machado, praticamente decidiu tudo dizendo: “Presidente, por favor! Isso é uma loucura! Loucura, Ladário! O que vocês estão propondo é uma loucura! Militarmente a situação é muito grave. Faço um apelo a ti, Ladário, não podemos pensar de maneira nenhuma em guerra!”

- foi a data na qual Goulart reuniu-se a sós com o Gen Floriano e convenceu-se que não adiantava mais qualquer reação – ele estava vencido pela sua própria incompetência;

- foi a data na qual Goulart, antes de ir para o aeroporto, rompeu com o seu “conselheiro da morte” Brizola;

- foi a data na qual Goulart embarcou para São Borja para nunca mais voltar;

- foi a data na qual Brizola desistiu de tudo, viajando dias depois para o Uruguai fardado de ‘brigadiano’;

- foi a data na qual Luiz Carlos Prestes fugiu do país;

- foi a data na qual se desfez o tripé traidor Goulart-Brizola-Prestes; e

- foi a data na qual o Brasil ficou livre da presença da tríade do mal comuno-socialista.

 

MEMORIAL 31 DE MARÇO DE 1964

Uma seleção de artigos. Imperdível!

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.php?cod=12991&cat=Ensaios

 

 

Faça download do livro de Tuma Jr., ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES - UM CRIME DE ESTADO, clicando em

http://liciomaciel.wordpress.com/2014/01/15/tuma-jr-livro-download

A transcrição do livro de Tuminha pode ser vista em http://pt.slideshare.net/CelsoDaviRodrigues/livro-assassinato-de-reputaoes-tuma-junior

 

Leia os textos de Félix Maier acessando:

1) Mídia Sem Máscara

http://www.midiasemmascara.org/colunistas/10217-felix-maier.html

2) Piracema - Nadando contra a corrente (textos mais antigos)

http://felixmaier.blogspot.com/

3) Piracema II – Nadando contra a corrente (textos mais recentes)

http://felixmaier1950.blogspot.com/

 

 

Leia as últimas postagens de Félix Maier em Usina de Letras clicando em

http://www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=FSFVIGHM

 

 

Para conhecer a história do terrorismo no Brasil, acesse:

http://wikiterrorismobrasil.blogspot.com.br/

Comentários

O que você achou deste texto?       Nome:     Mail:    

Comente: 
Informe o código de segurança:          CAPTCHA Image                              

De sua nota para este Texto Perfil do Autor Seguidores: 580Exibido 704 vezesFale com o autor