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Poesias-->Sinto vergonha de mim -- 03/10/2006 - 17:04 (Félix Maier) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
SINTO VERGONHA DE MIM

Cleide Canton

Sinto vergonha de mim
por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade"
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!


***

"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".

(Rui Barbosa)


Comentários

Suzette Rizzo  - 23/04/2017

Há tanto tempo este poema de Cleide Canton é compartilhado e ainda acham que o texto, ele todo, é de Rui Barbosa. Por favor, atenção. Cleide se inspirou nele. A parte de Rui Barbosa esta entre aspas. Cleide, poeta amada, seu poema é lindo! Aliás todos eles. Parabéns mais uma vez.

vanderlei xavier   - 03/12/2014

É impressionante como essa poesia de Rui Barbosa, tem tudo a ver com os tempos em que nós estamos vivenciando diante de tantas corrupções ,que vem envergonhando o nosso País e manchando a nossa bandeira.

Edmilson Nunes  - 21/11/2014

Este poema certamente retrata o sentimento do brasileiro que realmente tem honestidade fem sua conduta.

Amaury  - 13/10/2011

Vejam como a roubalheira no Brasil é antiga,esse poema retrata as falcatuas que na época existiam e permanecem até hoje.

Wenceslau da Cunha  - 21/08/2011

Este poema é uma explosão da alma de quem assiste, todos os dias, aos desastres sociais e sente impontente para salvar nossa Pátria que sucumbe no mar de lama da corrupçao, dá impunidade e dos devios vergonhosos de verbas do erário. Explosão da alma de quem vê mudar o nome de furtos ou roubos, promovidos por políticos, para "devios", só para não qualificar os homens, donos deste País, de ladão, como fazem aos pobres.

Valdenei  - 11/06/2011

Antonio N F Severo  - 29/01/2011

Compactuo com ela!!!!!
E complemento: por acreditar na Boa Vontade entre os homens, e por defender nossa Justiça e apregoar o Bem Absoluto e o Conhecimento! Tenho Vergonha de MiM
Abraços
AntoniO N F Severo

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