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Contos-->Reencontro -- 21/07/2005 - 15:59 (Pedro Wilson Carrano Albuquerque) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
REENCONTRO

Saiu de Leopoldina sem se despedir de Maria, sua namorada e admiradora, com quem dançara com os rostos colados na noite anterior.

Perdeu-se no mundo. Percorreu milhares de quilômetros na terra, na água e no ar. Ganhou rugas, cicatrizes e calvície, e alguns fios de cabelos brancos.

Viveu momentos de alegria e tristeza e conheceu pessoas de todas as espécies, algumas boas e outras más.

Amou muito. Decepcionou-se também. Envolveu-se com muitas mulheres. Algumas o quiseram e foram rejeitadas. Outras ele desejou e o repudiaram.

Os anos decorridos não o fizeram, contudo, esquecer Maria. Largara o torrão natal, mas não a imagem da adolescente.

Sonhava rever a paixão da mocidade, aquela que o perturbara agradavelmente com suas ousadas carícias.

Arrependia-se, agora, do afastamento do amor juvenil, que julgara, na época, uma garota leviana, incapaz de ser levada a sério. Não sabia, então, que ali se encontrava a companheira ideal.

Decidiu, assim, retornar aos braços da moça. Ela certamente o receberia com seu jeito moleque de ser, como fazia nos tempos idos, pendurando-se em seu pescoço.

Chegando em Leopoldina, já à noite, soube que Maria se encontrava no Clube Leopoldinense, jogando buraco com as amigas, como sempre fazia nas quartas-feiras.

Dirigiu-se, ansioso, ao encontro daquela que lhe dera muitas alegrias na juventude e verificou, sem ser notado, que a amada não mais era a jovem de antanho, mas ainda uma bela e vistosa criatura.

Com muita alegria e emoção, colocou-se à frente da mulher.

- Maria! Aqui estou eu, o Carlos, seu eterno apaixonado.

Ficou na expectativa da reação de Maria, certo de que ela, logo que saísse de seu torpor, o abraçaria efusivamente, recordando-se dos bons momentos de outrora.

Encabulada, ela fitou as companheiras ao seu redor e, mostrando seu desconforto, desarmou Carlos com um rápido olhar, sem expressão e interesse, e um frio e rápido cumprimento:
- Como vai o senhor. Tudo bem?

Feito isso, voltou-se para a mesa à sua frente e ali lançou suas cartas, com ar vitorioso, bradando:
- Canastra!



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