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Ensaios-->AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS. -- 14/02/2012 - 01:40 (Mário Ribeiro Martins)
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AMOR DA MINHA
VIDA E OUTROS
SENTIMENTOS.


































ATENÇÃO: PÁGINA 2(PAR), TOTALMENTE EM BRANCO.

































Mário Ribeiro Martins
Procurador de Justiça
Professor Universitário
(da Academia Goiana de Letras
da Academia Tocantinense de Letras
do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e da
Academia Goianiense de Letras)








AMOR DA MINHA
VIDA E OUTROS
SENTIMENTOS.






Kelps
Goiânia-GO
2012




Copyright C 2012 by Mario Ribeiro Martins

Diagramação e capa: Weslley Rodrigues
Revisão: Mario Martins.

Coordenação Gráfica: Editora Kelps
Rua 19, nº 100- St. Marechal Rondon
CEP 74.560-460-Goiânia-GO
Fone: (62) 3211-1616. Fax: (62) 3211-1075
E-mail: kelps@kelps.com.br
Homepage: www.kelps.com.br

..................................................................................................................
Martins, Mário Ribeiro, 1943 .
M244d AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS.
Mário Ribeiro Martins .
Goiânia. Kelps, 2012.
p.
ISBN:
1.Brasil, História-Personalidades-Biografia. 2. Brasil, Goiás, Bahia, Tocantins, etc- I. Título. .
CDU: 929. 821. 134-3(817.3)-31 ...................................................................................................................

INDICE PARA O CATÁLOGO SISTEMÁTICO:
Literatura Brasileira-Histórico-Biográfico
CDU: 929.821.134.3(817.3)-31

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS- É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DA OBRA, de qualquer forma ou por qualquer meio sem a autorização prévia e por escrito do autor. A violação dos Direitos Autorais(Lei nº 9610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184, do Código Penal Brasileiro.


Impresso no Brasil
Printed in Brazil
2012

C2012
MÁRIO RIBEIRO MARTINS
Caixa Postal, 90-Palmas, Tocantins, 77001-970
FONE: (063) 3215 4496
Celular: (063) 99779311.
E-MAIL: mariormartins@hotmail.com
SITE: www.mariomartins.com.br
BLOG: BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET.
ORKUT: MARIO RIBEIRO MARTINS.
PT//NETLOG.COM/MARIORMARTINS.
FACEBOOK: MARIO RIBEIRO MARTINS.
TWITTER: MARIO RIBEIRO MARTINS.











DEDICATÓRIA



A todos os colaboradores, pela preciosidade das
informações fornecidas ao autor.




Aos amigos e leitores, com sincera gratidão.
Às minhas duas filhas Nívea Zênia e Nívea Keila, bem como aos netos Danilo e Letícia Minas Novas, além de Samara Minas Novas Martins Morais e Manuela Minas Novas Martins Morais.

A Maria de Jesus Lopes Correa(Patrícia), BACHAREL EM DIREITO e companheira de sempre.

Aos que também pensam como o autor:

“AS GRANDES REALIZAÇÕES SÓ SÃO POSSÍVEIS
POR AQUELES QUE ACREDITAM POSSUIR, DENTRO
DE SI, ALGUMA FORÇA SUPERIOR ÀS CIRCUNSTÂNCIAS”.




















OBSERVAÇÃO:

PAGINA 6 (PAR)

TOTALMENTE EM BRANCO. FAVOR NÃO COLOCAR NADA.









































SUMÁRIO




PUBLICAÇÕES DO AUTOR..........................................................

INTRODUÇÃO................................................................................

A INTERNET E SEUS MISTÉRIOS.
A LEI BURLANDO A LEI.
AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS.
AS TROMBETAS DO CAPELÃO GOREN.
BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET.
CARTA DE UM SEMINARISTA.
CENTO E CINQUENTA E NOVE ANOS DE CURSOS JURIDICOS.
COMPROVAÇÃO DOS PENSAMENTOS DE LUCIA.
CONHEÇA MELHOR GILBERTO FREYRE
DEFESA DO MARIO NO CASO DIVINA LÚCIA.
DIREITOS AUTORAIS(1).
GENTE EM FOCO: Texto de Saul.
GILBERTO FREYRE
E OUTRAS MEMÓRIAS.
GILBERTO FREYRE.
E SUAS MEMÓRIAS.
LONGÍSSIMUS DORSI BOVINO.
MÁRIO MARTINS- O HOMEM CORDIAL.
MÁRIO RIBEIRO MARTINS.
MEMÓRIAS DE ROLANDO DE NASSAU.
O “EX-PROTESTANTE”.
O ACIDENTE DE AVIÃO.
O GOVERNO DO TOCANTINS
E A SEDE DA ACADEMIA.
OS 177 ANOS DA ELEIÇÃO
DE TEOTÔNIO SEGURADO.
PENSAMENTOS DE LÚCIA(1).
QUEM É DIVINA LÚCIA MONTELLO DA SILVA?
QUEM É JOSÉ BRITO BARROS?
QUEM É ZÊNIA BIRZNIEK?
QUEM FOI JOSÉ VIDAL DE FREITAS?
SOBRE O DICIONÁRIO DA
ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS.
TEXTOS DA LENA.
TEXTOS JÁ PUBLICADOS PELO MARIO EM SEUS DIFERENTES LIVROS.
TRANSAÇÃO PENAL.
UM HOMEM NOTÁVEL: Texto de Othon Ávila.
UM MENINO DE JESUS.
UM PREFÁCIO HISTÓRICO.
UM SERMÃO PROFÉTICO.
UMA VISÃO PANORÂMICA
DA REALIDADE SOCIOLÓGICA.
URSULINO LEÃO
(62 anos do romance MAYA).


BREVE INFORMAÇÃO BIOBIBLIOGRÁFICA..........................

FORTUNA CRÍTICA......................................................................

BIBLIOGRAFIA...............................................................................

ÍNDICE ONOMÁSTICO..................................................................








































(EM PÁGINA IMPAR, )


PUBLICAÇÕES DO AUTOR:


1) CORRENTES IMIGRATÓRIAS DO BRASIL. Recife: Acácia Publicações, 1972.

2) SUBDESENVOLVIMENTO: UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA. Recife: Acácia Publicações, 1973.

3) SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE. Recife: Acácia Publicações, 1973.

4) GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE(Uma Contribuição Biográfica). São Paulo: Imprensa Metodista, 1973.

5) MISCELÂNIA POÉTICA. Recife: Acácia Publicações, 1973.

6) HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO BRASIL. Recife: Acácia Publicações, 1974.

7) BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS EM PERNAMBUCO(Co-autoria com Zaqueu Moreira de Oliveira). Recife: Acácia Publicações, 1974.

8) ESBOÇO DE SOCIOLOGIA. Recife: Acácia Publicações, 1974.

9) FILOSOFIA DA CIÊNCIA. Goiânia: Editora Oriente, 1979.

10) GILBERTO FREYRE, EL EX PROTESTANTE. Tradução de Jorge Pinero Marques. Argentina: Libreria Y Editorial, 1980.

11) SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL. Anápolis: Editora Walt Disney, 1980.

12) PERFIL LITERÁRIO. Rio de Janeiro: Editora Arte Moderna, 1981.

13) LETRAS ANAPOLINAS. Goiânia: Editora O POPULAR, 1984.

14) JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS. Goiânia: Editora O Popular, 1986.

15) ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO. Anápolis: Editora Anapolina, 1987.

16) CADEIRA 15(Perfil Biográfico). Anápolis: Editora Anapolina, 1989.

17) ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS. Anápolis: Fica, 1995.

18) ESCRITORES DE GOIÁS. Rio de Janeiro: Master, 1996.

19) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS. Rio de Janeiro: Master, 1999.

20) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS. Rio de Janeiro: Master, 2001.

21) CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS. Goiânia: Kelps, 2004.

22) RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2005.

23) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2007.

24) DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS. Goiânia: Kelps, 2007, em co-autoria com Filemon Francisco Martins.

25) MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO. Goiânia: Kelps, 2007.

26) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL. Goiânia: Kelps, 2007.

27) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2007.

28) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS. Goiânia: Kelps, 2007.

29. DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS. Goiânia: Kelps, 2008.

30)DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2008.

31)A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS. Goiânia: Kelps, 2008.

32)DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL(2002), via INTERNET, no seguinte endereço:
www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br

33)MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS-2ª Edição. Goiania: Kelps, 2011.

34)ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDÉIAS-2ª Edição. Goiania: Kelps, 2011.

35)CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES. Goiania: Kelps, 2009.

36) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS-2ª Edição. Goiania: Kelps, 2010.

37)RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS-5ª Edição. Goiania: Kelps, 2011.

38)RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES. Goiania: Kelps, 2011.

39) A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS-2ª Edição. Goiânia: Kelps, 2011.

40)AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS. Goiania: Kelps, 2012.



PUBLICAÇÕES DO AUTOR NA INTERNET:
http://www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br

ARTIGOS:
LICÍNIO BARBOSA E SEUS DEUSES E DEMÔNIOS.
O GOVERNO DO TOCANTINS E A SEDE DA ACADEMIA
MESA REDONDA DO CEULP/ULBRA
FÁTIMA RORIZ E SUAS REFLEXÕES.
UMA CRÍTICA AO CURRICULO LATTES, do CNPq.
SOBRE “PLUMAGEM DOS NOMES”, de Gilberto Mendonça Teles.
PEDRO WILSON E OSVALDO ALENCAR.
EDITAL DOS CONCURSOS DA ATL.
O DESCASO DOS GERENTES DE CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS.
E-MAILS QUE NUNCA FUNCIONAM.
A INJUSTIÇA DOS CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS.
A PENA DE MORTE É A LEGÍTIMA DEFESA DA SOCIEDADE.
O QUE TANCREDO DISSE A DEUS(Neurim e Pascoal).
SAIU O LIVRO DE EDIMÁRIO.
Políticos do Brasil-um livro de se ler(Liberato Póvoa).
Pastor evangélico-Pr. João Falcão Sobrinho.
DICCIONARIO BIOGRAPHICO DE PERNAMBUCANOS CELEBRES.
MIRORÓS(Bahia)-UM PROJETO INACABADO.
BRASIL 0 X 1 FRANÇA-Medo de fantasma(José Sebastião Pinheiro).
RESTRIÇÕES À ENCICLOPÉDIA BARSA.
A PASSAGEM DO MÉDICO JULIO PATERNOSTRO POR PARANÃ.
ESTADOS REPRESENTADOS NA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
QUEM NÃO FOI PARA A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
ATENÇÃO, ESCRITORES!
SOBRE O JALAPÃO(Zuenir Ventura).
ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO.
O GOLPE DA RAPINA(Gabriel Nascente)
A PALMA QUE SE TRADUZIU EM PALMAS.
VIAGEM PELOS RIOS TOCANTINS E ARAGUAIA.
QUEM FOI ABÍLIO WOLNEY?
QUEM FOI ALFREDO FREYRE?
QUEM FOI ARTUR RIBEIRO DOS SANTOS?
QUEM FOI BERNARDO SAYÃO?
QUEM FOI GILBERTO FREYRE?
QUEM FOI HERMILLO PEREGRINO DAVID MADEIRA?
QUEM FOI JOAQUIM TEOTÔNIO SEGURADO?
QUEM FOI JULIO PATERNOSTRO?
QUEM FOI LEÃO LEDA?(TOLSTOI E O PADRE JOÃO).
QUEM FOI MÁRIO MARTINS?
QUEM FOI MILITÃO RODRIGUES COELHO?
QUEM FOI O GENERAL MOHAMED CHICHAKLI?
QUEM FOI OSVALDO ALENCAR ROCHA?
QUEM FOI PARSONDAS DE CARVALHO?
QUEM FOI RUFINO TEOTÔNIO SEGURADO?
QUEM FOI SANTA DICA?
QUEM FOI TRIGANT DES GENETTES?
A COLUNA PRESTES E O FUNCIONÁRIO DA PREFEITURA DE PALMAS.
HORÁCIO DE MATOS E O CAPITÃO MANOEL QUIRINO MATOS.
HORÁCIO DE MATOS E O MAJOR MOTA COELHO.
CANTO DO CISNE(Joana Camandaroba).
PALAVRAS AO CORAÇÃO(Enaura Machado).
EXERCÍCIOS DE ADMIRAÇÃO(Ruy Rodrigues da Silva).
BERÇO CULTURAL DO TOCANTINS-NATIVIDADE OU PORTO NACIONAL?
RESULTADO DO I CONCURSO DE POESIA DA ATL.
TEOTÔNIO SEGURADO E O DICIONÁRIO DO BRASIL IMPERIAL.
O EX-PROTESTANTE GILBERTO FREYRE(Robinson Cavalcanti).
UM MENINO DE JESUS(Ebenézer Gomes Cavalcanti).
MÁRIO MARTINS-NOTÁVEL DICIONARISTA(Adrião Neto).
A PROSIFICAÇÃO DA VAIDADE(Moura Lima).
O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM PAÍS DE CORRUPTOS?
DIREITOS DA SOCIEDADE.
A IDENTIDADE SOCIAL.
DESARMAR O CIDADÃO PARA PROTEGER O BANDIDO(Irapuan Costa Jr).
A LEI BURLANDO A LEI.
CONCURSO NACIONAL DE POESIA.
O CRIME DO CORONEL LEITÃO.
O CANTÃO TRANSFORMADO EM PASTO.
PT: UNÇÃO DOS ENFERMOS OU EXTREMA-UNÇÃO?(LEONARDO BOFF)
CONHECENDO O TOCANTINS, de Júnio Batista Nascimento.
LIVROS RAROS.
TOCANTINENSES, TOCANTINS.
VIAGEM DE RUFINO TEOTÔNIO SEGURADO.
A VERDADEIRA FÁBULA DO PINÓQUIO(Liberato Póvoa).
CARTA A GILBERTO FREYRE NETO.
BIOGRAFIAS E BIÓGRAFOS(Enéas Athanázio).
O SUPREMO NÃO É INTOCÁVEL(Armando Acioli).
OS DEZ ANOS DE SERRA DOS PILÕES.
IOGA: RELIGIÃO OU TERAPIA?
O CORONELISMO NA HISTÓRIA E NA FICÇÃO(Enéas Athanázio).
CORONEL FACUNDO, MEU PARENTE.
ENTREVISTA SOBRE A ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS.
A HISTÓRIA DIDÁTICA DO TOCANTINS.
A SOJA COMO DESASTRE ECOLÓGICO.
FORTUNA CRÍTICA.
UM LIVRO ESPECIAL-PERFIL DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS-(Juarez Moreira).
MOEMA DE CASTRO E SEU ESPAÇO DA CRÍTICA.
A CONSTRUÇÃO DO ROMANCE EM MOURA LIMA E OUTRAS FACETAS.
O DICIONÁRIO CRÍTICO DE ESCRITORAS BRASILEIRAS.
UMA ILUSTRE FAMÍLIA DE ARRAIAS.
TOCANTINENSES, TOCANTINS.
A RESPOSTA DE GILBERTO FREYRE.
A SEPULTURA DO GENERAL.
O GENERAL DO POVO.
HISTÓRIA DE UM DICIONÁRIO.
DIONÍZIO CURADOR, MEU PARENTE.
UM DICIONÁRIO TOCANTINENSE.
ENCICLOPÉDIA LITERÁRIA E A ENTREVISTA DE JOÃO UBALDO RIBEIRO.


DISCURSOS:
DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA TOCANTINEN-
SE DE LETRAS.


CORDEL:
O QUE DEUS DISSE A TANCREDO?(Neurim e Pascoal).


ENSAIOS:
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL DE A a Z.

REDAÇÃO:
UM BAIANO ILUSTRE(Milton Santos).
CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS.

TODOS ESTES TEXTOS ESTÃO NA INTERNET, NOS SEGUINTES ENDEREÇOS:
http://www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br
WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET
























ATENÇÃO: A Introdução deve começar em página IMPAR, de preferência na página . Se não for possível, procurar outra página IMPAR.


INTRODUÇÃO


Mário Ribeiro Martins*




Depois que publiquei o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL(Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS(Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS(Goiânia: Kelps, 2008), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS(Goiânia: Kelps, 2008), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS(Goiânia: Kelps, 2008), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS(Rio de Janeiro: MASTER, 1999), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS(Rio de Janeiro: MASTER, 2001), resolvi transformar em livro alguns dos meus artigos publicados em Jornais e Revistas, alem da INTERNET, no site www.usinadeletras.com.br ou ainda em www.mariomartins.com.br.

Sempre desejei fazer esse tipo de publicação, mas nunca tive oportunidade. Escrevi dezenas de artigos para Jornais e Revistas de todo o Brasil, dos quais, guardo, com muito carinho, os já envelhecidos e empoeirados recortes. Ninguém os leria, não fosse num livro.

Fui colaborador do JORNAL DO COMMERCIO, no Recife, em Pernambuco, entre os anos de 1972 e 1974, na época de Alberto Cunha Melo. Escrevi para o DIÁRIO DE PERNAMBUCO, também no Recife, entre 1970 e 1974. No Rio de Janeiro, colaborei com o JORNAL BATISTA, também na década de 1970, ainda sob a direção do Pastor José dos Reis Pereira.

Ao deixar o Recife, passei a colaborar no jornal O POPULAR, de Goiânia, em 1975, na época do Suplemento Literário, dirigido por Miguel Jorge.

Mas, escrevi como free lancer, para dezenas de jornais e revistas, entre os quais, REVISTA UNIVERSITÁRIA CAMPUS, do Rio de Janeiro, na época do Pastor Isanias Batista dos Santos, jornal CORREIO DO PLANALTO, de Anápolis, de Dilmar Ferreira, REVISTA UNIVERSITÁRIA ABERTURA, do Rio de Janeiro, JORNAL HOJE, de São Paulo, jornal MANCHESTER, de Anápolis, REVISTA UNIVERSITÁRIA EDUCAÇÃO E REALIDADE, de Porto Alegre, revista IMAGEM ATUAL, de Anápolis, jornal FOLHA DE GOIAZ, DIÁRIO DA MANHÃ, GAZETA CULTURAL, etc.

Na verdade, o que se tornou difícil foi a escolha dos artigos que deveriam fazer parte desta coletânea. Entre mais de mil artigos publicados em jornais e revistas, sobre assuntos diversos, a tarefa não foi fácil. No futuro, outro livro será publicado com os demais artigos.

Por outro lado, o titulo do livro foi complicado. ARTIGOS DO AUTOR NA INTERNET? E alguém poderia dizer: Se já estão na internet, por que colocá-los em livro? Em primeiro lugar, porque nem todos têm acesso à Internet. Em segundo lugar, porque o livro pode ser transportado para onde o leitor desejar.

Enfim, resolvi pegar um dos artigos e colocá-lo como parte do título. Fiquei entre três títulos: COSTUMES DE OUTRORA E OUTROS TEMAS, A RAZÃO NO MUNDO E OUTROS TEMAS. O MUNDO PRECISA FILOSOFAR E OUTROS TEMAS. Ocorreu que, os amigos começaram a fazer várias ponderações. Uns, a favor do titulo. Outros, radicalmente contrários. Resolveu-se o problema, com um sorteio entre todos os artigos existentes no livro. Assim, o titulo ficou: AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS.

Em todos os livros publicados pelo autor, há sempre o seu Curriculum Vitae completo, bem como a relação de seus artigos publicados em jornais, revistas e na internet.

Observa-se que os leitores têm aquela preocupação de saber de que trata tal artigo. Sugerir que o leitor procure o JORNAL DO COMMERCIO, no Recife, de 04.10.1972, para ler o artigo GILBERTO FREYRE À LUZ DOS RELATÓRIOS DE RICHMOND, é totalmente impossível. Muito mais fácil, tê-lo num livro.

Ao longo do tempo, os artigos publicados giraram em torno de:

CAMPO BIOGRÁFICO - Aí, o enfoque principal foi Gilberto Freyre, seu pai Alfredo Freyre e outros nomes, como Thomas Helwys, José Piani, Abreu e Lima, Mahatma Gandhi, Jorge Amado e muitos outros. Entusiasmei-me com o campo biográfico que cheguei a publicar um livro chamado MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO.

CAMPO HISTÓRICO - Aqui, o enfoque foi geral. Desde o Menos válido na Arte e na História até os Protestantes Franceses no Recife Holandês.

CAMPO SOCIOLÓGICO - Aí, os assuntos foram desde Sociologia da Mendicância e Simulação até a Problemática Humana na Sociedade Urbana.

CAMPO EDUCACIONAL - Neste campo, há artigos, como O Colégio Americano Batista e sua influência na formação nacional, Educação e Relações Raciais nos Estados Unidos.

CAMPO FILOSÓFICO - Aqui são tratados temas, como o Hinduismo Filosófico e seu espírito, A Visão Filosófica de Toynbee, Filosofia Rotária, Filosofia Maçônica, etc.

CAMPO TEOLÓGICO - Assuntos polêmicos, como Igreja-Inimiga do Povo? Satanás-Mito ou Realidade? E ainda amenidades, como O Misticismo de Bernardo de Clairvaux, O Argumento Ontológico de Anselmo, etc.

CAMPO ECONÔMICO - Temas, como Progresso: Um Enigma do Século, O Colorido dos Caixões, O Turismo como Fonte de Renda, Turismo no Césio, etc.

CAMPO PSICOLÓGICO - Assuntos, como Conflito de Gerações, Pastoral do Aconselhamento, O Poder Terapêutico da Musica, etc.

CAMPO CRÍTICO-LITERÁRIO - Neste campo, foram escritos centenas de artigos, de tal forma que, alguns deles, foram transformados no livro ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS.

CAMPO JURÍDICO - Vários artigos foram publicados, como Nexo Causal, Aspectos Jurídicos da Marginalização Social, Procedimentos Especiais do Direito Comum.

CAMPO CULTURAL - Dezenas de artigos publicados, como Um Casamento Cientifico, Turismo Cultural, Velhacos e Mendigos, O Encanto Belo das Pontes do Recife.

CAMPO PROFISSIONAL - Foram produzidos artigos, como A Função de Sociólogo, A Função de Executivo, etc.

CAMPO LÍTERO-ALTERNATIVO - Coleção de artigos sobre Livros, Autores e Alternativos, quase todos eles publicados no jornal CORREIO DO PLANALTO, de Anápolis, em 1989.

Como se vê, o elenco de artigos é grande demais, daí a dificuldade de escolher apenas alguns deles para fazer parte do livro.

Membro da Academia Goiana de Letras, desde 1983, da Academia Tocantinense de Letras, desde 2001 e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, da União Brasileira de Escritores de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa e da Academia Goianiense de Letras, fui também Fundador e Presidente da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras. Membro correspondente de diferentes academias no Brasil e exterior.

Publiquei LETRAS ANAPOLINAS (600 páginas, 1984), JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS (610 páginas, 1986), ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS (1057 páginas, 1995), ESCRITORES DE GOIÁS (816 páginas, 1996), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS (1234 páginas, 1999), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS (924 páginas, 2001), RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS (470 páginas, 2005). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (1.034 páginas, 2007), DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMILIA RIBEIRO MARTINS (140 páginas, 2007), MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGELICO (496 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGELICA DE LETRAS DO BRASIL (394 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS (540 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS (710 páginas, 2008), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS (368 páginas, 2008), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS (586 páginas, 2008), A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS (608 páginas, 2008), MANIFESTO CONTRA O OBVIO E OUTROS ASSUNTOS(636 páginas, 2009), ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDÉIAS(600 páginas, 2009), CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES(600 páginas, 2009), RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES(600 páginas, 2011), AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS(650 páginas, 2012).
(TODOS ESTES LIVROS ESTÃO COM SUAS CAPAS ESTAMPADAS NO MEU ORKUT, NO ALBUM “LIVROS DE AUTORIA DO MARIO MARTINS”).

Portanto, o que consegui, ainda que frágil, aí está. Os artigos foram colocados em ordem alfabética, conforme o sumário. Para qualquer observação ou crítica, pode-se usar o e-mail mariormartins@hotmail.com ou a Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77001-970.


*Mário Ribeiro Martins
é escritor e Procurador de Justiça.
(mariormartins@hotmail.com)
Site: www.mariomartins.com.br
www.blogdomariomartins.zip.net
Fones:(063)32154496Celular:(063) 9977 93 11.
Caixa Postal, 90, Palmas,Tocantins,77001-970.













Este conjunto de artigos deve começar em PÁGINA IMPAR.

A INTERNET E SEUS MISTÉRIOS.

Junio Batista*

A poderosa Internet é fascinante, ela é cheia de textos, imagens, animações, vídeos e áudios. Entretanto essa grande quantidade de informações e a liberdade de acesso trouxeram também grande preocupação no meio acadêmico. Para lidar com essa poderosa ferramenta é preciso cautela, muito estudo para desvendar seus mistérios, e obter informações confiável e de qualidade.

No meio dessa celeuma não podemos negar ela traz inúmeras vantagens, porém, por parecer tão simples e fácil os estudantes, e até mesmo, professores menos atentos, acabam reproduzindo literalmente os textos e dados encontrados sem nenhum tipo de critério, é nesse momento que mora o perigo, pois muitas das vezes as informações trazem uma infinidade de erros, muitos deles gritantes, e o que é pior, muitas vezes são encontrados nos próprios sites institucionais – aqueles elaborados por órgãos públicos. Quem diria!

Exemplo claro é o próprio site do estado do Tocantins, o famoso www.to.gov.br, nele encontramos uma infinidade de proezas, que dá até arrepio. Que diga os nossos concurseiros e a Universa mentora do último concurso do quadro geral.

Encontramos, por exemplo, que o Tocantins tem apenas 15 comunidades quilombolas, quando o certo é 28. Na questão índigena diz que moram sete etnias, a quantidade até que está certa, mas a descrição inclui o Pankararú que ainda não foi reconhecida e exclui os Krahô que vive entre os municípios de Itacajá e Goiatins. De quebra, na mesma página traz a quantidade populacional desatualizada, com dados de 2007 e erroneamente diz que o Tocantins limita-se ao Norte com os estados do Maranhão e Pará, sendo que o certo é só o Maranhão.

Em outra página do site, onde fala sobre a criação do estado relata que no dia 5 de outubro de 1989(deve ser 05.10.1988), foi promulgada a primeira Constituição do Tocantins, feita nos moldes da Constituição Federal e que foram criados mais 44 municípios, porém o texto contitucional só cria 40 municípios na mesma página diz ainda que mais da metade do território do Tocantins 50,25% são áreas de preservação, que sendo o certo é apenas 22% da superfície do estado. Ele por ser a maior referência acaba induzindo milhares de outros sites a reproduzirem.

No geral, os erros mais comuns são: área territorial, população, regiões geográfica – pois muitos sites insistem em dizer que o Tocantins está no Centro-Oeste, sendo que o certo é região Norte; outros sites dizem que as belezas do Jalapão estão localizadas no Sudeste, algumas páginas da Internet mais escandalosas dizem que é no Norte, sendo que o certo é no Leste do estado. Pasme leitor, tem site que diz que o encontro dos rios Tocantins e Araguaia fica no município de Augustinópolis, sendo que é em Esperantina, informação copiada no livro didático Tocantins: História e Sociedade (São Paulo, FTD, 2008) distribuido pelo MEC, denunciada pelo escritor Mário Martins em seu site WWW.MARIOMARTINS.COM.BR.

Nesse universo de informações distorcidas, destacam “Disciclopédia” e o “Wikipédia”, esses dois sites por serem enciclopédias livres, onde qualquer pessoa pode lançar informação, adicionando ou excluindo dados, encontramos de tudo. O Wiképedia por sinal já foi banido nos Estados Unidos e nos trabalhos acadêmicos das universidades brasileiras, porém no meio popular continua fazendo atrocidades, uma delas é dizer que a Belém-Brasília não é a Br 153.

Já o site http://desciclopedia.org/wiki/Porto_Nacional diz que a centenária cidade de Porto Nacional “é a maior tribo indígena do estado do Tocantins e uma grande dor de cabeça para a FUNAI. É o único município em todo Brasil que vota para presidente, prefeito, essas coisas, mesmo sendo dominado por índios.

A língua predominante é o tupi, com alguns dialetos apinajés, capaxós, tapajós, Xerentes e Escambal” fala ainda que “Mesmo sendo uma população predominantemente indígena, a cidade parece que aprendeu os maus modos de vida e anti-higiene com os povos europeus e não se cansam de jogar todo o lixo da cidade no rio, que é relativamente grande e rápido e consegue diluir bem a sujeira.

O rio corre para Palmas e enquanto a população de Porto Nacional desfruta das toscas praias artificiais da cidade, o povo palmense tem que sofrer com o lixo no rio Tocantins”.

Assim, antes de utilizar dados da Internet fique atento ao site, veja se ele é confiável. Se a informação foi postada nos últimos meses, se tem fonte de referência, evite usar informações de Blog. Caso contrário você vai ser mais um que vai cair no conto de fada da Internet.

*Júnio Batista do Nascimento, professor, pesquisador sobre o Tocantins e articulista. Professor Júnio Batista. Fone: 63.8442-2888. Twitter: @juniobatista. Orkut: Junio Batista.




A LEI BURLANDO A LEI.


(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).



Mário Ribeiro Martins*



Refiro-me ao parágrafo 4º, do Artigo 184, do Código Penal Brasileiro que diz, em resumo, que “O disposto nos parágrafos 1º, 2º e 3º não se aplica... à cópia de obra intelectual, em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto”.

Ou seja, o que o parágrafo está dizendo é que quem tira cópia xerox para uso próprio, não comete nenhum crime. Então na prática, o que acontece? Adão tira uma cópia para uso próprio. Mário tira uma cópia para uso próprio. Artur tira uma cópia para uso próprio. No fim, dois mil tiraram cópia para uso próprio, sem que tenham cometido qualquer crime.

É ou não é, a lei burlando a lei? Ora, se o Caput do Artigo 184, preconiza pena de “detenção, de 3 meses a 1 ano ou multa” para quem viola direitos do autor, como pode o parágrafo 4º abrir tal exceção? Imagine-se uma classe de cem alunos, em que cada um tirou uma copia xerox para uso próprio do livro MANUAL DO TÉCNICO E AUXILIAR DE ENFERMAGEM(Goiânia, AB Editora, 1999). Foram cem copias tiradas e ninguém cometeu crime. Prejuízo certo para o autor e também para a Editora.

O parágrafo 1º, do Artigo 184, do dito Código Penal, preconiza pena de “reclusão, de 2 a 4 anos e multa”, mas vem o parágrafo 4º e burla o 1º, abrindo uma exceção que, na pratica, é maléfica ao autor.

Os parágrafos 2º e 3º, do dito Artigo 184, preconizam penas de “reclusão, de 2 a 4 anos e multa”, mas vem o parágrafo 4º e burla(os dois) o 2º e o 3º, sem nenhuma cerimônia. O que fazer?

Alguém diria: Para proteger o autor, se tem a Lei de Direitos Autorais, a Lei 9.610, de 19.02.1998. Só que na parte criminal, a Lei de Direitos Autorais remete exatamente ao Artigo 184, do Código Penal Brasileiro, que apresenta as brechas já referidas. Então, continua a pergunta: O que fazer? O pior é que os grandes comentaristas do Código Penal Brasileiro nem chegam ao parágrafo 4º, do Artigo 184 e, quando chegam, não dizem absolutamente nada de aproveitável.

Com a palavra meus ilustres juristas, entre os quais, Dr. Ismar Estulano Garcia, meu antigo colega no Curso de Especialização em Direito Penal, com o Professor Licínio Leal Barbosa, na Faculdade de Direito, da Universidade Federal de Goiás. (texto publicado no livro A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS. Goiânia, Kelps, 2008).



MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
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AMOR DA MINHA VIDA E
OUTROS SENTIMENTOS.


(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).



Mario Ribeiro Martins*

Este tema está dando titulo ao meu novo livro “AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS”. O tema, em si, tem um significado todo especial.
É que durante muito tempo, ouvi três frases que me marcaram e encantaram a vida. Ei-las: “ENCANTAMENTO DO MUNDO”, “RAZÃO DO MEU VIVER” e “AMOR DA MINHA VIDA”. Quem dizia isto? É um segredo que guardo comigo e tem me acompanhado nestes 68 anos de vida (2011). Mas, quem visita o meu site www.mariomartins.com.br, o meu orkut(MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS), o Twitter, o Facebook, o www.blogdomariomartins.zip.net e outros locais, logo descobre.

O fato é que a primeira frase, transformei no livro ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDÉIAS (Goiânia, Kelps, 2009), onde há coisas interessantíssimas e trato até do Pensamento Epistemológico de Bachelard, de Foucault, de Piaget e de Popper, passando pela Problemática da Razão, da Verdade, do Conhecimento e do Valor.

A Medicina E Os Escritores(Hélio Moreira), Catarinenses Na Abl(Enéas Athanázio), Descobrindo Itanhaém(Filemon Francisco Martins), Encantamento Do Mundo(Quem Foi Santa Dica?), Filosofia Maçônica, Filosofia Rotária, Homenagem Aos Coronéis Brasileiros(Elisangela Farias), Mário Ribeiro Martins(Waldir Azevedo Braga), Mário Martins Lança Coletânea(Lenna Borges), Metas E Realizações Da ATL.

O Pensamento Epistemológico De Bachelard, O Pensamento Epistemológico De Foucault, O Pensamento Epistemológico De Piaget, O Pensamento Epistemológico De Popper, Religião E Sociologia(Gilberto Freyre), Retrato Do Coronelismo(Lenna Borges), Rodovia Francisco Ayres, Sob O Signo Da Geração 65(Carlos Alberto Azevedo), Uma Filosofia Brasileira, Uma Sociologia Brasileira,Capítulo Especial-Monografia Da Nivea Zênia. A 2ª EDIÇÃO deste livro, tirada em 2011, veio acrescentada de novos assuntos, tais como, Biografia de Carlos Ribeiro Rocha, Biografia de Milton Santos, Biografia de Ebenézer Gomes Cavalcante, etc.

A segunda frase, transformei no livro RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES (Goiânia, Kelps, 2011), com muitos artigos e trabalhos diversos. Entre os quais, destacam-se:

Publicações do Autor, Introdução, Coronelismo No Antigo Fundão De Brotas, Coronel Facundo, Meu Parente, Coronel Famoso Do Sertão Baiano, Coronel Do Médio São Francisco, Coronel Do Antigo Norte De Goiás, Invalidez Permanente, João Leda, Um Guardião Da Língua Portuguesa, Livros Dos Acadêmicos Da ATL, Longíssimus Dorsi Bovino, Lúcia E Seus Pensamentos.

Mario Martins, O Maior Biobibliógrafo Do Brasil-I, Mario Martins, O Maior Biobibliógrafo Do Brasil-II, Mario Martins, O Maior Biobibliógrafo Do Brasil-III, Medicina E Literatura, O Vai-Quem-Quer.

Quem É Jonas Borges Da Luz? Quem É Maria Thereza Cavalheiro? Quem É Pedro Pereira Nascimento? Quem Foi Bevenuto Ribeiro? Quem Foi Elias De Araujo Rocha? Quem Foi Eliel Barreto? Quem Foi Francisco Colares? Quem Foi Horácio De Matos? Quem Foi Jeremias Ribeiro Dos Santos? Quem Foi J. J. De Oliveira Filho? Quem Foi Militão Rodrigues Coelho? Quem Foi Milton Santos? Quem Foi Santa Dica?

Razão Do Meu Viver. Sobre A Familia Martins, Sobre Dra. Amália Hermano Teixeira, Sobre Gilberto Freyre, Um Teco-Teco, Www.Blogdomariomartins.Zip.Net, Breve Informação Biobibliográfica, Fortuna Crítica, Bibliografia, Índice Onomástico.

A terceira frase, estou transformando neste livro que se chama AMOR DA MINHA VIDA E OUTROS SENTIMENTOS. Como se vê, os três temas vão se transformar em preciosos livros, carregados de emoção. É claro que, em determinados momentos, alguns assuntos ou artigos precisam ser repetidos.
Como você está com o livro na mão, não preciso repetir aqui os assuntos tratados, eis que estão no indice ou sumário.
Em todos os meus livros, coloco, por exemplo, o relato do meu ACIDENTE DE AVIÃO. Parece que na medida em que os anos passam, novos lances do acidente aparecem na minha mente. E eu tenho de levá-los até os meus fieis leitores. Outro dia, cheguei num BANCO, aqui em Palmas, e o Gerente que tinha lido o assunto num dos meus livros, fez questão de contar para os seus clientes, a história completa do meu acidente nos mínimos detalhes. É maravilhoso saber que alguém leu.
As biografias me encantam e é por isto que há sempre uma biografia nova nos meus livros. Outro dia, recebi este e-mail: “ANA CLELIA DE FREITAS, via email. Recife, 25.09.2011(anaklelia@gmail.com).MARIO RIBEIRO MARTINS, Gostei do seu trabalho sobre a Academia Evangelica do Brasil. Só gostaria de comentar a ausência do meu pai, Desembargador José Vidal de Freitas, que não teve a honra de ser membro da mesma. Vidal de Freitas foi o primeiro e único pastor a se tornar desembargador no Brasil. Foi membro da Academia Piauiense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, dentre outros. Escritor, poeta e contista, foi também Juiz do Tribunal de Contas e professor de Direito Civil na Faculdade de Direito de Teresina, Piauí. Tem PhD pela USP em Direito Civil. Foi um dos autores da Constituição do Estado do Piaui. Foi pastor da Primeira Igreja Batista do Recife, dentre outras. Obrigada. Parabens pelo seu trabalho”.

Pois bem, vivi no Recife, durante 13 anos. Fui Pastor de Tegipió e Professor do Seminario do Recife, na Padre Inglês, 243, Boa Vista. Freqüentei a Primeira Igreja Batista do Recife e nunca ouvi falar nele, embora o Pastor da Igreja tivesse o mesmo sobrenome: HELIO VIDAL DE FREITAS. É claro que vou colocar neste meu livro o capitulo: QUEM FOI JOSÉ VIDAL DE FREITAS?

Mas outro dia, relendo o meu livro MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO(Goiânia, Kelps, 2008), quem eu encontro lá? JOSÉ VIDAL DE FREITAS. Então, voce vai encontrar aí na frente QUEM FOI JOSÉ VIDAL DE FREITAS?


*Mário Ribeiro Martins
é escritor e Procurador de Justiça.
(mariormartins@hotmail.com)
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Fones:(063)32154496Celular:(063) 9977 93 11.
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AS TROMBETAS DO CAPELÃO GOREN.


Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).


O conflito árabe-israelense, que tantas viagens, entrevistas e desgostos tem dado a Kissinger e ao mundo inteiro, tem em seu fundo, heterogêneas complexidades. Através da História e desde a antiguidade, essas duas raças têm convivido, porém jamais se entendido e nem o transcurso dos séculos conseguiu diminuir os ódios mútuos.

Jerusalém é o foco de múltiplos problemas religiosos. Quando, durante a guerra dos Seis Dias, Israel conquistou a parte da Cidade Santa que era ocupada pela Jordânia, falou-se com insistência de que os Judeus reconstruiriam o templo que sonhou Davi e edificou seu filho Salomão para depositar debaixo de suas abóbadas a Arca da Aliança.

Destruído tão histórico monumento tem-se crido em distintas oportunidades que a suprema aspiração do povo hebreu se concentra em fazê-lo, como proclamam em suas pregações, ainda que o rabino Eisenberg tenha escrito que essas orações se fazem de maneira convencional e ritualística ou, pelo menos, só com a intenção simbólica.

A reconstrução do templo de Jerusalém, segundo essa autoridade religiosa, não depende em nenhum caso dos homens.

A realização do propósito encontraria dificuldades teológicas insuperáveis, porque provocaria uma multidão de questões que o judaísmo atual não saberia resolver, especialmente quanto à natureza do culto litúrgico que seria preciso restaurar. Trata-se, ademais, de uma questão que não preocupa, nem apaixona aos hebreus e que as hierarquias religiosas não querem enfrentar. As belíssimas mesquitas de Omar e o Aqsa que se acham no antigo solar cercando o templo, beneficiam o judaísmo ainda que indiretamente.

Alguns textos hebraicos contêm a promessa de que o futuro terceiro templo descerá do céu completamente edificado e em sua virtude. Considera-se que o mais razoável e litúrgico é aguardar que a promessa se cumpra. Israel arriscaria tudo se pretendesse modificar a situação atual dos Lugares Santos. Nem todos os judeus pensam deste modo e alguns encontram poderosas razões para anelar a imediata reconstrução.

Sua mais dolorosa tristeza é haver perdido o rito maior com que no templo se comemorava o Roch Hachanah ou Ano Novo - e dez dias depois - o Yom-Kippur ou dia do Perdão. Nesta ocasião era enviado ao deserto um bode expiatório simbolicamente carregado com todos os pecados de Israel e que se convertia no réu do castigo.

Desde a destruição do monumento salomônico o rito do bode emissário tem sido evocado frequentemente, porém não em forma tangível e concreta, senão imaginada. Dizem os judeus que, mesmo sendo injusta a acusação de que a eles se devem todos os pecados do Ocidente, reconstruir o templo seria restabelecer aquele tradicional rito com o fim de que os bodes emissários expiassem os erros cometidos.

A grande maioria dos judeus crentes - cada dia há mais agnósticos - ao contemplar o atormentado destino do povo hebreu adverte as multidões fazendo analogias com os sinais premonitórios que na Bíblia assinalam o fim dos tempos.

Fato muito significativo foi que quando os soldados, no curso da guerra dos Seis Dias, chegaram ao Muro das Lamentações, o Capelão Goren fez soar as trombetas ou mais corretamente, o chifre de um carneiro pai. Esta evocadora iniciativa resumia os sentimentos de numerosos judeus, que criam com firmeza que os feitos que caracterizam a História do Estado de Israel indicam e revelam seu caráter messiânico.

Na noite do passado 12 de setembro os judeus entraram no ano 5.734 de sua era, segundo seu cômputo tradicional que coincide com o advento dos tempos bíblicos e se ajusta, mais ou menos, aos acontecimentos históricos. A antiga sociedade hebraica conheceu diversos calendários e o Talmund cita quatro "Anos Novos": o civil, que começa na primavera, o do gado - paga do dízimo - no outono, o da arboricultura, no término do inverno, e o religioso (primeiro de tichri) que sucede cair entre o 6 e o 5 de outubro, porque depende do calendário astrológico (sol e lua) judeu.

O texto bíblico não fala do Ano Novo, senão do Dia das Campanhas. Na tradição hebraica, o Roch Hachanah se denomina Dia do Juízo e Dia da Recordação. Até o século XVI substituiu unicamente o Ano Novo religioso, uma das duas grandes comemorações do judaísmo, a outra é o Yom-Kippur, Dia do Perdão.

Uma corrente mística impôs no século XVI o Ano Novo das árvores, para o qual se criou um ritual específico com numerosos símbolos inspirados ou tomados da Cabala. Tal festividade tem hoje em Israel uma multidão de manifestações populares e cada indivíduo tem de plantar uma árvore, porém sem significação religiosa.

O genuíno Ano Novo se comemora nos dois primeiros dias de Techri, porque a tradição exige que a festa se celebre por partida dupla. Sua significação é essencialmente espiritual.

O rito do Ano Novo transcorre em ambiente dramático. O judaísmo concede à vida um valor absoluto porque o homem tem de servir a Deus e a cada jornada está obrigado a conduzir uma Luz distinta, até que a morte termine sua missão. "Os mortos - disse o salmista - não louvam o criador".

Em conseqüência uma vez no ano o tema da morte é a meditação máxima da comunidade e se traduz em grandes pregações que assinalam a fragilidade da vida humana. Durante as cerimônias do Ano Novo, nas roupas litúrgicas é indispensável o branco, cor do sudário, porém o que dá maior impressão aos ritos da sinagoga, até criando uma atmosfera angustiosa, é o persistente sonido do chifre do carneiro, que vai acentuando os diversos atos do ofício.

É um sonido repetido e prolongado, de uma só nota a "tekia", outro de três notas mescladas as "chevaim", e um sobremaneira estrondosa de nove notas, a "terva". Significam, respectivamente, "início", "ruptura" e "tremor".

O Dia da Recordação tem como interpretação que todas as ações humanas são pesadas na presença de Deus. O Dia do Juízo indica a sorte dos homens no ano que vai vir e se apresenta como um grande livro aberto onde tudo está escrito e onde os seres humanos vivos passam diante de Deus como um rebanho ante seu pastor.

A buzina que fez soar Goren quando os soldados israelenses chegaram ao Muro das Lamentações não se interpreta como a grande chamada que marca "o fim dos tempos", porque nenhum acontecimento estritamente histórico pode cumprir as completas promessas da mística hebraica que no século X expunha a grande teologia de Gaon Saadia. Afirmou este que a trombeta soará em dez solenes ocasiões, uma das quais será para reunir os ausentes. "E acontecerá naquele dia: se tocará a grande trombeta e virão os perdidos na terra da Assíria e os dispersos na terra do Egito e se prostrarão ante Jeová no monte santo de Jerusalém" (Isaías 27:13).

As circunstâncias em que têm vivido os súditos de Israel explicam suas inquietações religiosas. O petróleo dos países árabes lhes tem imposto uma transição, demonstrando-lhes que esse carburante move também o motor da História. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 07.04.1974).


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
ESCRITOR.
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(Vale lembrar que o BLOG é um espaço, na INTERNET, em que o Mario Martins publica tudo que lhe vem à cabeça e reproduz depois no NETLOG).

LIVRO DO ARCEBISPO DE PALMAS.
Hoje, 11.02.2012. Lançamento do livro “TENHO SEDE, EIS O MEU LEMA”, do ARCEBISPO DE PALMAS, Dom Pedro Brito Guimarães. Livro sem dados biográficos, mas o autor é PIAUIENSE de Elizeu Martins, do povoado de BURITI, nascido em 22.02.1954.
Presentes à solenidade que se realizou no AUDITORIO DO PALACIO DO GOVERNO, também chamado de PALÁCIO ARAGUAIA, todo o secretariado do Governador Siqueira Campos, que me cumprimentou chamando-me de GRANDE PROCURADOR e centenas de pessoas, entre as quais, Freiras, Padres, autoridades eclesiásticas, civis, militares, bem como ainda João Coelho, Darcy Martins, Padre Rui e muitos amigos.
Livro produzido pela COMUNIDADE OBRA DE MARIA, do Recife, localizada na Rua Azeredo Coutinho, 70, Várzea, Recife, Pernambuco, 50.741-110. Todos os temas do livro começam com a expressão TENHO SEDE, iniciando-se com TENHO SEDE DO DIA MUNDIAL DA PAZ e terminando com TENHO SEDE DO MEU ULTIMO TENHO SEDE, já na pagina 346.
Todos os temas já tinham sido apresentados no PROGRAMA RADIOFONICO, da RADIO CULTURA FM 105.9, de São Raimundo Nonato, Piauí, com duração de CINCO MINUTOS, de segunda a sexta, sem dizer, contudo, o ANO DA APRESENTAÇÃO.
Dom Pedro Brito Guimarães foi nomeado como ARCEBISPO DE PALMAS, em 20 de outubro de 2010. O livro junto com o CD foi comercializado a 50,00. Dom Pedro publicou seu primeiro livro, sua tese de DOUTORADO, em 1998, intitulada OS SACRAMENTOS COMO ATOS ECLESIAIS E PROFÉTICOS.
Sua biografia quase completa foi editada por ALESSANDRA BRITO, no JORNAL DO TOCANTINS, de hoje 11.02.2012. A venda do livro e do CD, destina-se à construção da CATEDRAL DE PALMAS, NA PRAÇA DOS GIRASSOIS.



O QUE É INACEITAVEL?


"Bahia registra 56 mortes desde início de greve.
Em Salvador, ministro da Justiça
diz ver greve como `inaceitável`


O que é inaceitável é o pessimo governo do senhor Jaques Wagner. por que não se revela quanto está ganhando um policial militar? e as estradas destruidas no interior da bahia? veja-se o caso da estrada Brotas de Macaubas/Ipupiara, em que o derba deveria asfaltar 72 km, conforme o Dnit. fez 38 km e comeu o dinheiro dos 34 km. uma vergonha.


02/02/2012
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NOVA ACRÓPOLE.


Muito bom o ENCONTRO FILOSÓFICO, na NOVA ACRÓPOLE, em Palmas, nesta quarta-feira, 01.02.2012, sob a orientação do Prof. Vitor. Presentes, entre outros, Mario Martins, Sirlene, Eliane, Rone, Larissa, Lazaro, Ludmila, Severino, Gilberto, João Francisco, Irani, Rosangela, Gustavo, Raiceane, Manoel, Jéssica, Renam, Osvaldo, Gisele. Proximo encontro, dia 08.02, no mesmo prédio, na Avenida que vai para o Parque Cesamar, à direita de quem desce do EXTRA em direção ao PARQUE.


PONTE CAROLINA/FILADELFIA.

(WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET)

HOJE 22.01.2012. Prezada Elizabete, aqui na ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS, em Palmas, leio constantemente o jornal FOLHA DO MARANHÃO DO SUL, que tem sede aí em Carolina. Pois bem, ao longo destes anos, nunca vi uma matéria séria tratando da construção da PONTE CAROLINA/FILADELFIA.

Será que o povo de Carolina não sente necessidade desta ponte? Uma cidade tão importante como Carolina, em todos os sentidos, não ter uma ponte para atravessar o Rio Tocantins. Cidades muito menos expressivas já tem a sua ponte. E parece que a população de Carolina nem tá aí para a Ponte. Pelos menos os jornais não trazem(ou não publicam) qualquer indignação do povo com relação à ponte. Tantos filhos ilustres que Carolina tem e ninguem diz nada. Será que há algum "interesse criado" que não permite a manifestação da imprensa e do povo sobre a necessidade da ponte?

Aqui na ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS temos a COLEÇÃO COMPLETA DO jornal FOLHA DO MARANHÃO DO SUL e em nenhum numero encontramos uma MATÉRIA SÉRIA sobre o assunto: PONTE CAROLINA/FILADELFIA.

Como membro correspondente da ACADEMIA IMPERATRIZENSE DE LETRAS, tomo a liberdade de expor o assunto, colocando tambem o tema no meu blog(www.blogdomariomartins.zip.net) e tambem no meu NETLOG(pt//netlog.com/mariormartins) e ainda no meu site(www.mariomartins.com.br). Com especial estima, Mario Ribeiro Martins, Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77001-970.


AINDA O AMAZONTECH 2011.


Hoje, 23.10.2011. MEUS AMIGOS, QUERO SABER POR QUE O JORNAL HOJE, O JORNAL NACIONAL E O JORNAL DA GLOBO NÃO TROUXERAM NENHUMA INFORMAÇÃO SOBRE O AMAZONTECH 2011 REALIZADO EM PALMAS, ENTRE 18 E 22 DE OUTUBRO. POR QUE? OS JORNAIS LOCAIS TRANSMITIDOS PELA TV. ANHANGUERA NÃO DEVEM SER CONTADOS POR SEREM LOCAIS.

Aguardei, inclusive, O FANTÁSTICO hoje(domingo, 23) e nada. Nenhuma informação. Fiz esta pergunta para dezenas de pessoas, inclusive, CLEBER TOLEDO, ROBERTA TUM, LUIZ ARMANDO, ETC e ninguém me respondeu. Estes, em seus SITES, poderiam ter respondido, embora tivessem comprometidos, por estarem fazendo propaganda do Amazontech 2011.

Não quero discutir aqui a importância do Amazontech(inclusive tenho fotografias no meu orkut), o que quero chamar atenção é para a NÃO DIVULGAÇÃO PELA GLOBO NACIONAL. Os jornalistas da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo, fizeram matérias excelentes, entre os quais, o apresentador Sydnei e outros, mas estas matérias não foram ao ar, a nível nacional. O JORNAL DO CAMPO, da Tv. Anhanguera, no domingo, 23 às 6 horas da manhã, foi dedicado exclusivamente à Amazontech 2011.

MAS ESTAS MATÉRIAS NÃO FORAM LANÇADAS A NIVEL NACIONAL. POR QUE? TELEFONEI PARA VÁRIOS AMIGOS DE VÁRIOS ESTADOS E QUE SÃO TELESPECTADORES DA GLOBO E ELES NÃO SABIAM DA AMAZONTECH. Mandei que procurassem o GOOGLE que trouxe tudo, entre os quais, o seguinte texto:

“Sebrae em Tocantins apresenta programação do Amazontech 2011. Palmas - Na terça-feira (11), secretários de estado, representantes de universidades, faculdades e outras instituições parceiras do Amazontech 2011 se reuniram no Espaço Cultural de Palmas para falar da programação do evento. O evento começa na próxima terça-feira (18) e segue até o sábado (22), no Espaço Cultural.

O superintendente do Sebrae em Tocantins, Paulo Massuia, apresentou a programação, contemplando os segmentos de empreendedorismo como pesca, energias limpas, tecnologia, meio ambiente, inovação, cidades inovadoras, gestão, agricultura de baixo carbono e biomas, num total de 355 atividades paralelas nos cinco dias de Amazontech.

No espaço, haverá 100 estandes para empresas e instituições. Serão oferecidas 300 atividades de treinamento, com previsão de 6 mil pessoas capacitadas. Na Rodada de Negócios, estão confirmadas as participações de 18 empresas compradoras e 71 ofertantes, com previsão de volume de negócios da ordem de R$ 7 milhões. Já a Rodada de Projetos deve apresentar 60 iniciativas, com sinalização de negociação em torno de R$ 29 milhões.”


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CASAMENTO DO ERIVELTON EM COLINAS

Hoje, 18.12.2011. Pois bem, ontem, 17.12.2011, devidamente convidado, me desloquei para Colinas, Tocantins, a 270 Km, de Palmas, com a finalidade de assistir ao casamento de meu amigo, DR. ERIVELTON. Fui acompanhado da Patrícia, do meu amigo Wilson(vulgo LOT) e de seu filho JUNIOR. O João Neto que ia comigo, chegou atrasado e não foi. Viagem boa.

No RIO DOS BOIS, no entanto, ficamos parados por cerca de 30 minutos, em virtude de um engarrafamento resultante de uma BATIDA de um caminhão bi trem e algumas carretas. Um dos motoristas deve ter “dormido” ao volante, o que é uma constante na BELEM/BRASILIA. Em Colinas, fiquei hospedado no ANJOS HOTEL, enquanto Lot e Junior foram para a casa do noivo Erivelton, onde já estavam o Gilvan, Adão Costa e outros familiares. Fui acessorado pelo jovem Guilherme, da família do finado Gilson e residente em Colinas.

No casamento, propriamente dito, fui representante do médico Dr. ODIR ROCHA, impossibilitado de comparecer. É que o Dr. Odir foi o médico que “PEGOU” a noiva Vanian, quando ela nasceu em Colinas, por volta de 1988. Dr. Odir era médico e Prefeito de Colinas.

Casamento pomposo na IGREJA CENTRAL ASSEMBLEIA DE DEUS, de Colinas, a que a Vanian pertence.(o noivo Erivelton é da Igreja Batista). Fotos no orkut, no netlog e no Blogdomariomartins.

Muito emocionados os pais de Vanian(JOAQUIM PACHECO E SIMONE). A mãe do Erivelton, Dona Antoninha, de tão emocionada, perdeu a voz. A recepção foi num dos Clubes de Colinas, onde ficamos até pelas 2 da manhã.

Hoje, 18.12.2011, após o café da manhã no Hotel, voltamos para Palmas, com muita chuva. Em Miracema, antiga Capital do Tocantins, almoçamos, muita TILAPIA(não tem espinha), no Restaurante às margens do Rio Tocantins, exatamente onde se atravessa para Tocantinia. Na estrada, compramos 2 sacos de PEQUI, cada um com 60 quilos, por catorze(14 reais) os dois. Tem pequi demais na região.

Sobre o Dr. Erivelton é ARQUITETO, baiano, como eu, de Ipupiara. Sobre a VANIAN é PROFESSORA, de família ilustre de Colinas. Fez curso de Direito e está fazendo as PROVAS DA OAB. Qualquer dúvida é só perguntar pelo email(mariormartins@hotmail.com) ou pelo celular(63 9977 9311).



A ELEIÇÃO DO PARÁ E A INJUSTIÇA DO TSE.

HOJE, 12.12.2011. No dia de hoje, 11.12.2011, o SUPERIOR TRIBUNAL ELEITORAL ou TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL cometeu injustiça, ao permitir que a população de Belém(com maior numero de eleitores) e sem conhecimento da realidade do interior do Estado do Pará, votasse para a divisão do Estado. É claro que o resultado não poderia ser outro.

O numero de eleitores dos possíveis outros estados- CARAJÁS e TAPAJÓS- é bem menor do que o numero de eleitores da capital Belém. É preciso agora que o TSE divulgue quantos eleitores votaram em Belém e na região que formaria o novo Estado do Pará.

Quantos votaram na região que formaria o novo Estado do Carajás. Quantos votaram na região que formaria o novo Estado de Tapajós. Por esses números se pode concluir o quanto houve de injustiça no processo de votação. Mas, a culpa desta situação não é propriamente do TSE, mas do CONGRESSO NACIONAL que aprovou esta lei esdrúxula.

O Estado do Tocantins, por exemplo, só foi dividido porque veio através da Constituição de 05.10.1988. Se tivesse havido PLEBISCITO, a população eleitoral de Goiânia, muito maior, não teria permitido. É preciso que a população eleitoral da região de CARAJÁS e TAPAJÓS aprenda a BOICOTAR os políticos de Belém que foram os responsáveis pela não divisão do Estado.



ORKUT PERDENDO TERRENO.

O ORKUT PRECISA SE MODERNIZAR.
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Hoje 29.11.2011. O orkut precisa mudar de rumo. Cada álbum tem 100 fotos. Se alguém denuncia alguma coisa, que o orkut elimine o ALBUM QUE FOI DENUNCIADO ou que tem alguma irregularidade. Até então, eu não sabia por que falam tão mal do orkut. É que o orkut é truculento demais.

Ao receber uma denuncia, a equipe do orkut, deveria procurar saber do denunciante em que ALBUM ESTÁ O PROBLEMA e eliminar aquele álbum. Somente aquele álbum e não os demais. A pessoa tem 30 albuns ou seja 3.000 mil fotos e estas fotos desaparecem num abrir e fechar de olhos. E isto não é justo. Muitas vezes são fotos raríssimas. E o pior de tudo é que não se tem onde reclamar.

Este texto meu, publicado no BLOG, nunca pode ser enviado. Por que? Porque não tem E-MAIL para isto. E o espaço que colocam à disposição cabe pouquíssimas palavras. Ainda bem que se tem o FACEBOOK, O TWITTER, o NETLOG, o site WWW.MARIOMARTINS.COM.BR, a USINADELETRAS. COM.BR, para não se ficar à mercê das atrocidades do famigerado ORKUT.

O orkut só precisa dizer: O SEU ALBUM NUMERO TAL, FOI ELIMINADO. Fora disto é TRUCULÊNCIA. Talvez por isto é que o orkut esteja perdendo terreno e sendo colocado de lado. Veja o que dizem: “Orkut já era! Descubra quais dos seus amigos do Orkut já estão no Facebook, é muito fácil. Fui!”



www.blogdomariomartins.zip.net
[eliene] [kikaipupiara@hotmail.com]

me mande o link onde prova que o governo da bahia comeu os 34 km de ipupiara. Obrigada
05/02/2012 19:41


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DOIS GRANDES AMIGOS SE FORAM.


Hoje, 21.05.2011. Morreu na quinta-feira, 19.05.2011, em Tocantinópolis, Tocantins, a 531 km de Palmas, o estimado amigo e medico, Dr. MURILO BAHIA BRANDÃO VILELA(Viçosa, Alagoas, 01.01.1935).

Faleceu com 76 anos. Filho de Laura e Jose Aluisio Brandão Vilela. Sobrinho de Teotônio Vilela e de Dom Avelar Brandão Vilela. Escreveu, entre outros, TAIPOCA-CRONICAS E CONTOS(2006), com prefácio de Ney Alves de Oliveira, apresentação de José Francisco da Silva Concesso, notas de orelha de Carmo Bernandes, sem dados biográficos completos no livro e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via texto editado.

O titulo do livro foi uma homenagem ao seu barco que tinha o mesmo nome. Após os estudos primários em sua terra natal, no Engenho Mata Verde, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Com 25 anos de idade, em 1960, em 08 de dezembro, formou-se Médico pela Faculdade de Medicina do Recife, em Pernambuco.

Com o diploma debaixo do braço, mudou-se para Carolina, no Maranhão, às margens do Rio Tocantins, onde ficou por 9 anos. Nos anos seguintes, transferiu-se definitivamente para Tocantinópolis, norte de Goiás, hoje Tocantins, onde viveu até hoje(2011), portanto, mais de 40 anos.

Médico, escritor, ensaísta. Pesquisador, memorialista, cronista, contista. Articulista de diferentes jornais e revistas. Membro da Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense(ACALANTO), Cadeira 04, de que foi Vice-Presidente, por 6 anos. Membro Correspondente da Academia Tocantinense de Letras, em Palmas.

Murilo Bahia era casado e não tinha filhos. O corpo foi sepultado na tarde de quinta-feira, no Cemitério de Tocantinópolis.

Apesar de sua importância, não é estudado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001, ou no “DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO”, da Fundação Getúlio Vargas, publicado em (2001, 5 volumes, 6.211 páginas) e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br. Bem como no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS(Goiânia, Kelps, 2011), de Mario Ribeiro Martins.

Outra morte sentida foi a do meu amigo, empresário e advogado, Dr. Zamir Meneses. Foi meu aluno na Faculdade de Direito de Anápolis, onde se formou em Direito.

Faleceu ontem(20.05.2011) e seu corpo foi cremado em Goiânia, conforme me informou, por email, meu amigo Dr. Roldão Izael Cassimiro que era também amigo pessoal do Zamir. Como empresário, teve uma rede de lojas de sapato, numa das principais avenidas de Anápolis, onde sempre viveu. Foi casado com a filha de Josias Braga, com quem teve vários filhos. De outro relacionamento, não teve filhos. Mais sobre ele, oportunamente.



02/06/2011

ANIVERSÁRIO DO EDUARDO.
Hoje 01.06.2011. Completou 73 anos, nesta data, nosso Presidente da Academia Tocantinense de Letras, EDUARDO SILVA DE ALMEIDA(Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 01.06.1938).
Não podemos comparecer à sua casa para as necessárias comemorações. É que, na segunda-feira à noite, dia 30 de maio, depois de estarmos juntos, pela manhã, na ATL, Eu, Odir e ele, Eduardo teve uma espécie de “derrame”, também chamado AVC e foi conduzido pela sua esposa Maura, graças à interferência do Dr. Odir e da Dra. Mônica, para a UTI do IOP(Instituto Ortopédico de Palmas).
Hoje, dia 02.06, continua na UTI, mas passando bem. De Goiânia, onde estuda Medicina, veio sua filha FERNANDA. Vários confrades da Academia Tocantinense de Letras se fizeram presentes, entre os quais, Juarez Moreira, Mario Martins, José Cardeal, Mary Sônia, etc. Também se fizeram presentes vários pastores evangélicos das Igrejas freqüentadas por Eduardo. Sobre Eduardo, grande amigo e companheiro, se pode dizer o seguinte:
“EDUARDO SILVA DE ALMEIDA, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 01.06.1938, escreveu, entre outros, “LIÇÕES DE QUÍMICA”, sem dados biográficos e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via texto publicado. Filho de José de Almeida e Regina Silva de Almeida.

Após terminar o curso primário e secundário, matriculou-se na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, onde BACHARELOU-SE EM QUÍMICA, em 1960. No ano seguinte, fez o curso de Licenciatura, pela mesma Universidade, tornando-se Professor de Química. Foi Professor Secundário de Química em diversos Colégios e Cursos Pré-Vestibulares de Porto Alegre.

Como QUÍMICO, de 1962 a 1971, tornou-se funcionário do Departamento Nacional de Produção Mineral. Nos anos seguintes, vinculou-se à Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, mudando-se para Goiânia, por volta de 1977, como Chefe do Laboratório Regional, ocasião em que trabalhou em Arapoema e Palmeirópolis, ambas hoje no Estado do Tocantins, no LEVANTAMENTO GEOQUÍMICO DO PROJETO DE PROSPECÇÃO DO CONVÊNIO BRASIL-CANADÁ.

Em 1982, BACHARELOU-SE EM DIREITO, pela Faculdade de Direito, da Universidade Federal de Goiás. Em 1987, fez concurso para o Ministério Público Goiano, tornando-se Promotor de Justiça de Araguacema, no hoje Estado do Tocantins.

Com a criação do novo Estado, optou pelo Estado do Tocantins, fazendo-se o Primeiro Promotor de Justiça de Terceira Entrância da Comarca da Capital em Miracema e depois Palmas. Em 30.01.1990, foi promovido a Procurador de Justiça, sendo o Primeiro nomeado e empossado em Palmas.

Como Procurador de Justiça, teve atuação no Tribunal Pleno e na Câmara Civil e Criminal, do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins. Participou das diversas comissões de concurso para ingresso na carreira do Ministério Público do Estado do Tocantins.

Em 1995, tornou-se Corregedor-Geral do Ministério Público do Tocantins, eleito pelo Colégio de Procuradores de Justiça. Professor de Direito Penal e Processo Penal, da Academia de Polícia Civil do Estado do Tocantins. Cidadão Honorário de Araguacema, Goianorte e Miranorte.

Aposentou-se como Procurador de Justiça do Estado do Tocantins, em 30.10.1997, com 59 anos de idade.

É estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS, de Mário Ribeiro Martins. Encontra-se na ESTANTE DO ESCRITOR TOCANTINENSE, da Biblioteca Pública do Espaço Cultural de Palmas.

Na Academia Tocantinense de Letras é Titular da Cadeira 30, cujo Patrono é o Frei Gil Villanova. Para esta Cadeira, não foi eleito, mas indicado pela Assembléia Geral da ATL, tendo tomado posse no dia 22.06.1996, na cidade de Pium, conforme o livro PERFIL DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS, de Juarez Moreira Filho, mesmo dia em que também se empossara o confrade José Gomes Sobrinho.

Biografado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins, MASTER, Rio de Janeiro, 2001, bem como no livro RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE LETRAS(Goiania, Kelps, 2011).

Foi candidato a Vereador em Palmas, pelo PT. Fora da política, tornou-se em 2003, aluno do curso de Letras, do CEULP-ULBRA(Universidade Luterana do Brasil).

Apesar de sua importância, não é suficientemente estudado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001, ou no “DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO” (2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

Seus livros com informações completas: LIÇÕES DE QUIMICA. Porto Alegre, RGS, 1961. PROCESSOS INORGÂNICOS. Porto Alegre, RGS, 1962.

Atualmente, é Presidente da Academia Tocantinense de Letras.
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.php?user=mariorm .ou www.mariomartins.com.br
(NOTA DO AUTOR: EM VIRTUDE DESTE AVC, DR. EDUARDO ALMEIDA TERMINOU SE MUDANDO PARA TERESINA, PIAUÍ, ONDE SE RECUPERA).


06/06/2011

UMA NOVA SEMANA.
Hoje, 06.06.2011. Deve ser enterrado hoje em Ipupiara(06.06), o meu primo FREDERICO FRANCISCO MARTINS(Ipupiara, 08.04.1931). Frederico é irmão, dentre outros, do meu amigo Fábio. Como se vê, estava com 80 anos. Frederico foi casado com Loide Martins(Ipupiara, 20.07.1936/18.11.1976). Viúvo casou-se com Elzita Martins, tendo os filhos Almira Neta, Frederico Filho(BABI), Paulo Sobrinho, Lídia, Leoni, Ligia, Francolino Neto, Leoci e Luzinete. Era aposentado como Serventuário da Justiça da Bahia. De todos os irmãos, Abelita, Firmo, Flávio, Alice, ficou apenas o meu amigo Fábio(Brotas, 23.01.1937). Que Deus o console, neste momento triste. Mudando de assunto.
No sábado, dia 04.06, fui com meu amigo Luciolo Gomes, buscar sua sobrinha no Aeroporto de Palmas. Trata-se de Janaina(foto no meu orkut) que veio de Brasília fazer o Vestibular para Medicina, na UFT. Ficou hospedada no EDUARDUS HOTEL, junto com seu amigo Felipe. 149 candidatos por vaga para Medicina*(1). Só de Brasília, vieram 10 onibus. Desejo boa sorte para os dois.
Outro assunto: Estou empolgado com o meu novo álbum no Orkut- ALGUNS LIVROS RAROS DA BIBLIOTECA MÁRIO MARTINS. É claro que os meus livros mais importantes e raros estão na Biblioteca de Anápolis.
Mas hoje domingo, tive a oportunidade de falar com primas e primos. Com a Guiomarzinha, em Ipupiara, via celular. Com a Janete, em Brotas, via celular. Com a LICINHA, no Coxim(Ipupiara), via celular.
Para completar o dia, fui para a casa do Lot, no Taguaralto, conversar fiado. Amanhã, segunda, visitarei o Eduardo no apartamento 10, do IOP, onde está internado, para recuperar do seu AVC. Deve ficar de cadeira de rodas por algum tempo. Para acompanhá-lo, veio de Goiania, sua filha, estudante de Medicina, Fernanda. De Porto Alegre, veio sua filha Clarice. Durante a semana, escrevo muito, mas, no domingo, como dizia o poeta pernambucano Assenço Ferreira, “DE PERNAS PRO AR QUE NINGUEM É DE FERRO”.
*(1) Janaina fez o vestibular, passou e hoje(2012) é aluna de Medicina, da Universidade Federal do Tocantins. Muito bem cuidada pelo sua mãe LUZES e pelo seu pai Gomes, todos meus amigos.


18/06/2011

MAIS UMA SEMANA.
Hoje, 18.06.2011. Sexta-feira muito movimentada esta. Por volta das 10 horas da manhã, lançamento do livro da minha amiga Karla Adryana Leitão Azevedo. Local: Câmara Municipal de Palmas. Toda sexta, sob a direção de Jovenir, a Câmara realiza a sua SEXTA CULTURAL.
O livro da Karla, SILENCIO REVELADOR, com apresentação de Eduardo Almeida e prefácio de Odir Rocha, conta a sua história de vida. Com apenas 25 anos de idade e mãe de Marcelo e Ludmilla, ficou grávida do terceiro filho(Alexandre), nome do pai ALEXANDRE UBALDO.
Com 2 meses de gravidez, teve um AVC(Derrame) que lhe deixou completamente paralisada. Socorrida e de avião, foi para uma UTI, em Goiânia. Sua mãe não permitiu que lhe tirassem o filho. Depois de muito tempo na UTI, começou a sua recuperação e o filho nasceu de parto cesariano.
Hoje, dia 17.06, no lançamento do livro, tive o prazer de conhecê-lo, ao lado de seus irmãos. Não vou contar a história toda, para que você possa lê-lo em toda a sua plenitude.
Mas, Karla que foi casada com o atual Secretário da Infra-Estrutura, Alexandre Ubaldo, nasceu em Goiânia, em 05.07.1971, mas foi criada em Novo Acordo, Tocantins, às margens do Rio Sono, afluente do Rio Tocantins. Estudou no Colégio D. Pedro 1º. Formou-se em Pedagogia, pela ULBRA, de Palmas. Fez Pos-Graduação, em Psicopedagogia, pelo IBPEX.
Atualmente, é chefe de capacitação e desenvolvimento da Câmara Municipal de Palmas. No lançamento, a apresentação de seu livro foi feita pelo causídico José Cardeal dos Santos, com a presença de figuras ilustres, representando o mundo social, cultural, destacando-se, Mario Ribeiro Martins(Academia Tocantinense de Letras), Kátia Rocha(Secretaria da Cultura), Mônica Avelino(Arquiteta), Vereadores, parentes da Karla, entre outros.
Logo mais às 19 horas, no Sindicato dos Policiais Civis, foi o lançamento do livro QUANDO À MEIA VOZ, das escritoras RAY LUCENA e NOELIA CÁRDENAS. A Ray nasceu Raimunda, em Balsas, MA, em 25.07.1948. A Noelia nasceu em Matanças, Cuba, em 17.05.1943.

Para terminar a noite, homenagem ao Luiz de Carvalho, na Loja Maçônica, pelos seus 80 anos, com a presença de figuras ilustres, destacando-se, Mario Ribeiro Martins(Academia Tocantinense de Letras), Aristides Sambaiba(Palmas Cultural), Fernando Lins(tradutor), Jales Paniago(médico), Jair Paniago(Grão-Mestre), Eduardo Lobo(Jornal do Tocantins), Ione Carvalho(Academia Tocantinense de Letras), Osmar Casa-Grande(Academia Palmense de Letras) e dezenas de outros amigos.
Quanto a mim, estarei viajando para Anápolis, no domingo 19, mas estarei de volta na quinta-feira, dia 23.06.2011. Sobre todos estes eventos, veja as fotos no meu orkut(MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS).





11/06/2011

UMA OUTRA SEMANA.
Hoje, 12.06.2011. DIA DOS NAMORADOS. Tanto pela manhã, como também no Jornal da Noite, da Televisão Anhanguera(Globo), deste sábado dia 11.06.2011, vi uma figura ilustre comemorando o Dia dos Namorados. Trata-se do meu amigo pessoal, Dr. Bolívar, acompanhado de sua esposa Dona Bárbara. Dr Bolívar, como se sabe, é Advogado, com escritório perto da Pousada das Artes.
É leitor dos meus livros. E por isso, se encontra no meu orkut, no álbum “MARIO E SEUS AMIGOS”. Deu brilhante entrevista, falando dos seus mais de cinqüenta anos de casamento, vale dizer, com a mesma mulher, a Dona Bárbara. Os dois são freqüentadores da velha Natividade e, quando vão lá, trazem deliciosos biscoitos, de que sou sócio nestas ocasiões, sem nenhum constragimento. Gosto de ir à casa do Bolívar e da Dona Bárbara.

MUDANDO DE ASSUNTO. Meu amigo Dr. Eduardo Almeida saiu da UTI do IOP e foi para casa, cujo endereço é 1006 SUL, ALAMEDA 17, LOTE 26. Ainda está em Cadeira de Rodas. Falando bem, está com dificuldades no lado esquerdo. Ainda não pude visitá-lo em casa. Por uma razão simples. É que toda vez que chego lá e me identifico no interfone como “MARIO MARTINS, DA ACADEMIA”, a secretária diz: “ELE ESTÁ REPOUSANDO”. Estive 10 horas da manhã, ele estava repousando. Estive 4 horas da tarde, ele estava repousando. De tanto ouvir “TÁ REPOUSANDO”, achei por bem DESISTIR. Não sabe a secretária, que todos os dias, exatamente às 10 horas da manhã, nos reuníamos na SALA DA ACADEMIA, Eu(Mario Martins), Odir Rocha e Eduardo Almeida para conversar e trocar idéias. Eduardo(Procurador de Justiça Aposentado), Mario Martins(Procurador de Justiça Aposentado) e Odir Rocha(Médico Aposentado).
Quem quizesse falar com um dos TRÊS, era só ir às 10 horas da manhã, na Sala da Academia, no fundo da Biblioteca Jaime Câmara, no Espaço Cultural de Palmas. Nós TRÊS sempre tínhamos solução para tudo. Vamos aguardar o retorno do Eduardo, mas nós dois ODIR e MARIO continuamos indo à Academia, sempre às 10 horas da manhã.


25/06/2011

MAIS OUTRA SEMANA.
Hoje 25.06.2011. No dia 19(domingo), às 6 da manhã, saí para Anápolis, onde cheguei às 15 horas. O SORENTO, correndo a 140, 160, não negou fogo. Depois de ir ao salão da Odália(fotos no orkut), voltei para o Fantástico que é sagrado.
Na segunda(20), fui pagar o IPTU, no Vapt-Vupt do Anashoping. Uma verdadeira fortuna para a casa da Rua Inglaterra, nas Nações Unidas que, embora com a minha biblioteca e todos os outros móveis, fica fechada porque só vou lá de 2 em 2 meses. Comprei a casa em 1975 e meu antigo sogro me disse: “Você é doido. Como compra uma casa naquele fim de mundo?” O tempo passou e a casa hoje vale uma fortuna.
Quando comprei a casa, entre a Catedral do Bom Jesus e a casa, num espaço de 3 quilometros, só havia poeira e nenhum carro estacionado. Hoje, a Avenida Pedro Ludovico, estrada de Nerópolis, tem inúmeros sinais de transito, intenso comercio e até pardais para reduzir a velocidade. Nunca quis vender a casa porque tenho gratas recordações. Lá foram criadas as duas preciosidades que tenho: Nívea Zenia(Recife, PE, 04.10.1971) e Nívea Keila(Anápolis, GO, 13.03.1977). Sim, pago o IPTU que é cobrado pelos 2 andares da casa(900 reais para 2011), fui visitar os amigos.
O Eudes(da sorveteria) é o primeiro. Casado com a Leila(que registrou a Keila) é um amigão. A “dona Maria” casada com o Chico(que está com AVC) é outra vizinha formidável e que toma conta da minha outra casa de aluguel. Não deixo de visitar o Prof. Alípio Nunes da Mata. Casou-se com Idalina na Catedral de Porto Nacional, quando era norte de Goiás. Não deixo de visitar o meu confrade da Academia Goiana de Letras, Paulo Nunes Batista, com todas as suas idiossincrasias.
Na casa da Dona Cleusa não posso deixar de ir porque lá tem “BOLINHO DE CHUVA”. No dia 21(terça-feira) ida ao Flamboyant. Que maravilha. Dá gosto passar o dia lá. Na Livraria Saraiva, comprei o VOCABULÁRIO TUPI-GUARANI e o DICIONÁRIO DA MUSICA POPULAR BRASILEIRA.
No dia 22(quarta-feira), rumei para Pirenópolis com o objetivo de visitar a casa que a amiga Dra. Arlete comprou lá, na Rua Direita, 68 e que transformou em ASSOCIAÇÃO PIRENOPOLIS ONTEM, HOJE E SEMPRE(foto no orkut). Embora já tenha o HOTEL FAZENDA AGNUS DEI, entre Pirenopolis e Planalmira, diz que vai transformar a casa da Rua Direita, em Pousada.
Ainda em Pirenopolis, almoço na famosa PENSÃO PADRE ROSA, fundada em 1950(foto no orkut). Sobrou tempo para visitar duas figuras ilustres, CLEIDE e DONA OLGA, na casa do meu amigo Dr. Ronivam Peixoto de Moraes que tem o Rudy(advogado), Cibele(advogada), Ronivam Junior(advogado) e Roniclay(Juiz de Direito em Gurupi). Visita a Heloí e João(junto com Carol e Giovana), com direito a muitas guloseimas e fotos para o orkut. Visita e jantar na casa da Nina, Kennedy, Danilo e Letícia, com muito strogonof de franco.
Dia 23 de junho de 2011(quinta-feira), retorno a Palmas, saindo às 6 horas da manhã e chegando às 15 horas. Maria de Jesus Lopes Correa, chamada Nonon ou Patrícia, voltou dirigindo o seu SORENTO da KYa. Correu mais do que eu, entre 160 e 180. Estrada sem buracos. Uma maravilha.



30/06/2011

REUNIÃO DA FEIRA LITERÁRIA
INTERNACIONAL DO TOCANTINS(FLIT).
Hoje 30.06.2011. Mais uma reunião da FLIT no auditório da SEDUC, em Palmas, comandada pelo Secretário da Educação DANILO DE MELO SOUSA. Relatório completo de como se está caminhando para a realização do evento que ocorre entre 25.07.2011 e 03.08.2011. Na Praça dos Girassóis, centro de Palmas, já se vê a montagem da TENDA onde ocorrerá o evento.
Dezenas de pessoas presentes à reunião. Para se saber quem esteve lá, é só olhar as fotos que coloquei no ORKUT, no álbum MARIO E SEUS AMIGOS. Nem todos foram mencionados, mas estavam lá porque as fotos comprovam. Ao meu lado, Juarez Moreira, Kátia Rocha, Danilo e dezenas de jornalistas, secretários, sub secretários, etc. Em outro ângulo, Odir Rocha, Luis de Carvalho, Jales Paniago, Aristides Sambaiba(Palmas Cultural), Leila(Livraria GEP).
Entre as diretoras de núcleo e assessoras, destaco, Edna, Heloisa, Val, Mônica, Rosane, Adriane e muitas outras. No quadro do lançamento do Café Literário, está marcado para o dia 26 de julho, às 16 horas, o lançamento dos meus livros RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS, RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES e DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS.
Neste mesmo dia e horário, também o lançamento do livro do Dr. Odir Rocha, chamado IPOBAJÁ. É pena que não tenha sido distribuída uma planilha com a distribuição dos espaços para cada grupo e organização. Não se esqueça de olhar o meu orkut, no álbum Mario e seus amigos e Mario e suas leitoras, bem como o meu pt.netlog.com/mariormartins.



29/06/2011

HOJE 29.06.2011. DIA DE PROTESTAR.
MEU AMIGO RAPHAEL LEMOS ESCREVEU NO SEU FACEBOOK E EU COMPLETEI:
"É um absurdo que em um estado como o Tocantins com potencial hídrico para 07 usinas hidrelétricas e com 02 hidrelétricas em pleno vapor a Celtins informa que teremos um reajuste de 7% na conta de energia elétrica. Já somos a 5a. tarifa mais ...cara do Brasil. Será que o objetivo da Celtins é chegar ao 1º lugar? Se vocÊ é tocantinense e é contra esse reajuste copie e cole esse tópico no seu face e proteste".

EU COMPLETEI: SIQUEIRA CAMPOS, quando candidato a Governador do Tocantins, prometeu baixar a energia. Todo mundo achou que ele estava fazendo esta promessa num acordo com a CELTINS. Por que a televisão não coloca esta promessa no ar? E cobra dele uma explicação? Ou será que a promessa era apenas mais uma maracutáia politica?


06/07/2011

VIAGEM AO MARANHÃO.
Hoje, dia 07.07.2011. A partir de hoje, quem quiser fazer contato comigo só pelo 63 9977 9311. É que 5 horas da manhã, estarei saindo, via Blaser, para São Luis do Maranhão. Ficarei hospedado no GRAND SÃO LUIS HOTEL, do dia 08 até 12 de julho, no Centro Histórico de São Luis. Como não conheço a Capital Maranhense, quero conhecê-la em toda sua plenitude. Vou ficar num hotel do centro histórico, exatamente para conhecer tudo, especialmente a pé. Quando terminar a parte histórica, passo para outros setores modernos, onde só posso ir de carro. 8, 9, 10, 11 e 12 são suficientes para ir a Shopping, Praia, etc.
De São Luis, após atravessar o FerryBoat, passarei por Alcântara, com seus 70 mil habitantes e sua Base Naval, depois Pinheiro(terra de José Sarney), Três Furos e Curva Grande, terra natal de Maria de Jesus Lopes Correa que vai levando o seu caríssimo(2.500,00) álbum de formatura, vale dizer, em DIREITO.
Uma preciosidade, com seus pais(DETE E PAULINO), alem de parentes e aderentes. É verdade que quase todas estas fotos já estão no meu ORKUT, nos álbuns MARIO E SEUS AMIGOS. Depois deste giro, retornarei a Palmas, no dia 19 de julho. Voltarei em tempo ou a tempo de participar da FEIRA LITERARIA INTERNACIONAL DO TOCANTINS(FLIT), que se realizará entre 25 de julho e 3 de agosto, quando também farei o lançamento de alguns livros, entre os quais, RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS, RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES, A CONSCIENCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS, bem como DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS.
Como se vê, viagem para Ipupiara, Bahia e depois Itapetinga, só na segunda semana de Agosto, depois do meu aniversário, em 07 de agosto, quando completo 68 anos e que seja sem AVC ou coisa parecida. Agora, olhar o Jornal Nacional, as Novelas e arrumar o carro que vai percorrer amanhã cerca de 1300 km. Dormir, quem sabe, em algum hotel da estrada para não perder a novela das seis. Mas, qualquer noticia sobre mim, com o meu "olheiro" e amigo Aristides Sambaiba, da PALMAS CULTURAL.

21/07/2011

VIAGEM AO MARANHÃO E CURVA GRANDE.
HOJE 21.07.2011.
De fato, tendo saído às cinco da manhã, do dia 07.07.2011, parei para almoçar no Estreito, já no Maranhão. Prosseguindo a viagem e como sou viciado em novela, fiquei no Hotel São Cristóvão, em Santa Luzia do Tide, apartamento 14, com todo o conforto, inclusive excelente jantar.
Na parte da manhã, logo depois do café, rumamos para São Luis. Estrada super movimentada. Travessia da ponte José Sarney para se chegar ao CENTRO HISTÓRICO, onde fica o GRAND SÃO LUIS HOTEL, na Praça Dom Pedro II, 299, ao lado da Catedral da Sé. O apartamento 329, uma maravilha. Escolhi este hotel exatamente para deixar o carro no estacionamento e visitar o Centro Histórico a pé, fotografando, sem qualquer preocupação com automóvel(fotos no meu orkut, no álbum MARIO NO MARANHÃO. Endereço do orkut: MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS). Prédios históricos interessantíssimos, com seus azulejos azuis, portugueses.
No sábado, uma visita simpaticíssima das irmãs da Maria de Jesus que moram em São Luis: A LUCILENE e a LEINE, com seus respectivos maridos e filhos. A Leine teve de ir trabalhar, mas a LUCILENE nos acompanhou pela parte COMERCIAL DA CIDADE. Foi uma festa. Almoçamos juntos.
No domingo, contratamos uma Empresa de Turismo e fomos para duas cidades interessantes: SÃO JOSÉ DE RIBAMAR e RAPOSA. Em São José de Ribamar, visitamos tudo, conforme fotos no orkut. Cidade bonita e bem administrada. Depois do almoço, no RESTAURANTE DO CAPOTE, onde só se come Peixe, fomos para a cidade de RAPOSA. Tomamos um barco e navegamos mar a dentro. Praias lindas na região. No fim da tarde, retornamos ao Hotel.
Na segunda-feira, fomos visitar o TIO DA PATRICIA, seu JOCA, com 83 anos e que está em cadeira de rodas, em virtude de um AVC. Reside num dos bairros de São Luis. Aproveitamos para ir ao FERRY BOAT, onde compramos a passagem com antecedência. Travessia da BLAZER, 70,00.
No outro dia, terça-feira, após o café da manhã, pedimos a conta no Hotel. A bagatela de 1.200,00, por todas as mordomias. Em São Luis, ficaram os livros RAZÃO DO MEU VIVER, A CONSCIENCIA DA LIBERDADE e ENCANTAMENTO DO MUNDO.
O FERRY BOAT marcado para 12:30. Muito longe do Centro Histórico de São Luis até chegar na Plataforma de embarque. Diferentemente de outros Ferrys, você tem de fazer manobra lá dentro para colocar o carro de ré. Um sufoco porque todos querem fazer isto ao mesmo tempo. Depois de 2 horas de viagem, chegamos ao outro lado, no COJUPE. Passagem por Alcântara, onde tem até BASE AMERICANA.
Seguimos depois para Pinheiro(terra natal de José Sarney). Por causa da novela, tive de ficar no Hotel Babu, de Pinheiro. Fomos visitar os parentes da Patrícia: Dona Zuleide, em seu Salão de Beleza(fotos no orkut), Residência do vereador Chagas, onde ficam suas filhas Iranete e também Iliane, alem de Iranilde. Residencia da Baixinha e familiares.
No outro dia, 13.07.2011, logo cedo, alcançamos a cidade de Presidente Sarney. Corremos um pouco mais e chegamos em TRES FUROS. Neste povoado, deixamos o carro no quintal do CARLINHOS. No potente barco do seu Paulino(pai da Maria de Jesus), seguimos pelo Rio Turiaçu até chegar ao porto de CURVA GRANDE. Do porto até a casa da Dete e do Paulino, cerca de 1 km a pé. Muito bem acomodados num dos quartos da casa, inclusive com banheiro interno, o que não existe nas demais casas de Curva, ficamos nos preparando para passeios e aventuras.
Zé Miúdo nos levou de barco para a Lagoa de Curva(fotos no orkut). Lugar maravilhoso. Mas a casa preferida no fim da tarde, era a casa da avó da Patrícia, conhecida como VEVÉIA, onde se reúnem os amigos e parentes sentados em cadeiras e tamboretes na porta da rua. Esta Vevéia tem história e me lembra um fato interessante.
Quando esteve me visitando em Palmas, levei-a às CACHOEIRAS DE TAQUARUÇU. Não é que ela desceu e subiu os 140 DEGRAUS da escadaria sem parar e sem reclamar. Com seus 80 anos, é uma preciosidade. Em Curva Grande, sua casa de chão batido é gostosa demais. Mora com a filha Chica, com o filho Zé Miúdo e o outro filho Zé. Mas, na mesma Rua, moram os demais parentes e familiares. Um hábito interessante: Todos que passam na frente de sua casa, vão lá, dão a BENÇÃO E BEIJAM A MÃO DA VEVÉIA.
Lá, no domingo 17.07.2011, por volta das 16 horas, vi o desastre da SELEÇÃO BRASILEIRA, desclassificada da COPA AMERICA.
Segunda-feira, dia 18.07.2011, após o Café da Manhã, hora de retornar. Colocar as bagagens no Barco. Atravessar o rio. Pegar o carro no quintal do Carlinhos. Dois companheiros até Pinheiro: o vereador Chagas que ficou em sua casa e o amigo Zé Miúdo que nos mostrou sua casa nova, de muito bom gosto.
Pegamos a estrada de volta. Não precisamos voltar pelo FERRY BOAT. Fomos para São Bento(terra do Pastor Brito), São Vicente Ferrer, Viana, Vitória do Mearim e Santa Inês. Almoçamos num Posto Carreteiro, super organizado. Na parte da tarde, seguimos para Santa Luzia do Tide, Buriticupu, Bom Jesus das Selvas e Açailândia.
Como estava na hora da novela, procuramos o RC HOTEL, na própria rodovia. Uma maravilha. O apartamento 209, com uma cama espetacular. No outro dia(19.07.2011), passagem por Imperatriz, Estreito. Almoço em Colinas. Finalmente, chegada em Palmas. Agora, uma montanha de jornais para ler, o que inclui o JORNAL DO TOCANTINS e O POPULAR, atualização do BLOG, verificação de e-mails, orkut, facebook, twitter, etc. Mas ainda não fui à minha Caixa Postal, 90, buscar as correspondências. Entre 25 de julho e 03 de agosto, teremos a FLIT(FEIRA LITERARIA INTERNACIONAL DO TOCANTINS), ocasião em que farei o lançamento de alguns livros. Depois disto, só a viagem a Ipupiara no mês de agosto.

30/07/2011

LANÇAMENTO DO MARIO NA FLIT.
Hoje 30.07.2011. Meus amigos, ontem dia 29.07.2011, foi um dia especialíssimo para mim na FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO TOCANTINS(FLIT). Foi o dia do lançamento de meus três livros: RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2011), RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES(Goiânia, Kelps, 2011) e DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS(Goiânia, Kelps, 2011).
O meu lançamento se tornou especial porque ele foi precedido por duas mesas redondas: PANORAMA DA LITERATURA PIAUIENSE, com o Juiz de Direito, José Elmar Carvalho e Reginaldo Miranda, Presidente da Academia Piauiense de Letras. A outra mesa redonda LITERATURA E ECOLOGIA foi com o escritor Assis Brasil(Parnaíba, Pi, 18.02.1932). Seu horário estava marcado para 20 horas, mas em virtude de sua idade(79) foi antecipada sua palestra para 15 horas. Sobre sua biografia, leia o meu site WWW.MARIOMARTINS.COM.BR ou meu livro DICIONÁRIO DO TOCANTINS, onde há um capitulo sobre os grandes antologistas brasileiros.
Quando me foi dada a palavra fiz um resumo dos três livros. Estavam presentes, conforme fotos no orkut, o Secretário da Educação Danilo Melo, o Presidente da Academia do Piauí, Reginaldo Miranda, o Juiz de Direito, Elmar de Carvalho, o próprio Assis Brasil, o homenageado da FLIT, Juarez Moreira, Odir Rocha e o publico em geral.
Expliquei que nestas ocasiões não vendia o livro, mas faria o sorteio entre os presentes. Com a ajuda das amigas da SEDUC(Secretaria da Educação),encabeçadas pela SHEILA foram distribuídos números para o sorteio. Pedi ao amigo Casagrande para gritar números aleatórios. Foram sorteados cerca de 150 livros, entregues por Casagrande, SHEILA e outros, entrando títulos como A CONSCIENCIA DA LIBERDADE, ENCANTAMENTO DO MUNDO, CONFLITO DE GERAÇÕES, CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS e GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. Quem ganhou os livros, foi receber o autógrafo na sala da Academia Tocantinense de Letras. Foi uma festa. A FLIT continuará até o dia 3 de agosto.



27/07/2011

NOVIDADES DA FLIT.
HOJE 28.07.2011. Meus amigos, tenho estado tão envolvido com a FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO TOCANTINS(FLIT), de manhã, de tarde e de noite, tirando fotografias com amigos e companheiros para o meu ORKUT, que me esqueci de escrever para o meu BLOG. Peço desculpas aos meus fieis leitores, entre os quais, ARISTIDES SAMBAIBA, da PALMAS CULTURAL.
Pois bem, no dia 25.07.2011, por volta das 18 horas, deu-se a ABERTURA OFICIAL. O Governador Siqueira Campos que já havia percorrido todos os setores da Feira, terminou chegando ao AUDITÓRIO CENTRAL para a Abertura. Presentes figuras ilustres, entre Deputados, Vereadores, políticos, aspones e asmenes de todos os tipos. Destaque para o povo em geral, que compareceu com a maior dignidade. Falaram na ocasião o Secretário da Educação(Danilo Melo) e o Governador Siqueira Campos. Discursos muito bem postados.
Conforme fotos no orkut, também se fizeram presentes MARIO RIBEIRO MARTINS(da Academia Tocantinense de Letras, da AGL e outras), Dr. Odir Rocha(Presidente da Academia Palmense, da ATL e da SOBRAMES), Dr. Mucio Breckenfeld(ATL, APL e SOBRAMES), Juarez Moreira(homenageado da FLIT, Presidente da ATL), Padre Rui Cavalcanti(da Academia Tocantinense de Letras), Dr. José Cardeal(da Academia Tocantinense de Letras), Jornalista Luis Pires(da Academia Tocantinense de Letras), Ana Braga(fundadora da Academia Tocantinense de Letras, da AGL), Dourival Martins Santiago(da Academia Tocantinense de Letras), Isabel Dias Neves(da Academia Tocantinense de Letras) e muitos outros acadêmicos. Presente também a Secretaria da Cultura, Kátia Rocha.
No dia 26, começaram as atividades da Feira. Logo pela manhã, a palestra da Profa. Paula, filha do Presidente da ATL, Eduardo Almeida, que teria vindo do Sul do País, para rever o pai que está com AVC e proferir a sua conferencia, o que fez com muita sabedoria. Ainda no dia 26, na parte da tarde, lançamento do livro do Prof. Marcos Rogério Silva(de Araçatuba, SP, 04.12.1964), que editou o texto SER LEITOR-UM HÁBITO POSSÍVEL DE ADQUIRIR(Scortecci, SP, 2010), com novas revelações e excelentes referencias bibliográficas.
Ainda na tarde de 26, lançamento do livro do Dr. Odir Rocha, IPOBAJÁ-CONTOS(Goiânia, Kelps, 2011), texto prefaciado por Juarez Moreira Filho e que teve repercussão entre os presentes, em virtude dos temas tratados, dentre outros, O CAÇADOR DE ONÇA, O ESTURRO DA PINTADA, etc. 30 exemplares do livro foram sorteados entre os que se achavam presentes. Veja-se que estou falando de eventos ocorridos no Café Literário.
No dia 27.07.2011, novos fatos ocorreram, com muitos lançamentos, dentre outros, MUSICA AFRICANA NA SALA DE AULA, da Profa. Lílian Rocha de Abreu, de São Paulo, vinculada ao Colégio Vértice. Mais tarde, no mesmo dia, foi o lançamento do livro CAMINHOS QUE ANDAM: O RIO TOCANTINS E A NAVEGAÇÃO FLUVIAL, da Profa. Kátia Maia. Neste mesmo dia, lançou também o seu livro com o titulo JULIO SANTOS, MESTRE DA FOTOPINTURA CEARENSE, o escritor Julio Santos. Nilo Alves se apresentou como Cantor Regional. Participação magnífica. Por hoje é só, volto depois. Outros setores da FLIT estão funcionando maravilhosamente.

04/08/2011

ENCERRAMENTO DA FLIT.
Hoje, 04.08.2011. De fato, ontem dia 03.08.2011, deu-se o encerramento da FLIT(Feira Literária Internacional do Tocantins). A feira foi subdividida em diferentes lugares, dentro da Praça dos Girassóis. Alguns deles:
1)AUDITÓRIO JUAREZ MOREIRA FILHO, com cerca de mil cadeiras, onde se deu a abertura e também a apresentação de peças teatrais, inclusive o MONÓLOGO ENCONTRO COM FERNANDA(Fernanda Montenegro). 2) ESTAÇÃO CORDEL, por onde passaram os mais famosos cordelistas, entre os quais, Gonçalo Ferreira, Mestre Azulão. 3) CONCHA ACÚSTICA-SHOWS, onde se apresentaram, entre outros, Maria Eugenia, Mart’nália, Balé Bolshoi, Orquestra Sinfônica de Brasília, Genésio Tocantins, Braguinha Barroso, Juraildes da Cruz, etc. 4) ESTAÇÃO JOVEM CAMPEÃO, com diferentes atividades. 5) ESTAÇÃO FOLGUEDOS, onde se apresentaram grupos de Quadrilha, Capoeira, Escolas de Samba, etc. 6) ESTAÇÃO CINEMA, apresentação de filmes. 7) ESTAÇÃO SEBO, onde foi possível permutar livros. 8) ESTAÇÃO CIRCO. Mas ainda houve apresentações nos prédios do TRIBUNAL DE JUSTIÇA, ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, MINISTÉRIO PUBLICO, MEMORIAL COLUNA PRESTES. 9) CAFÉ LITERÁRIO.
Deixei este por ultimo, por ser o que mais me interessou. Conforme fotos no meu orkut(MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS), nos álbuns MARIO NA FEIRA LITERÁRIA e MARIO E SUAS LEITORAS cada um com 100 fotos, portanto, cerca de 300 fotos, participei de quase todos os eventos(palestras, lançamentos, etc). Foram centenas de palestras e dezenas de lançamentos. A Academia Tocantinense de Letras, de que sou membro, na Cadeira 37, foi parceira do evento. Sua sala, muito bem decorada pela Ione, ficou ao lado do auditório do Café Literário, de tal forma que o escritor lançava o seu livro e ia dar os AUTÓGRAFOS na sala da Academia.
Pessoalmente, não vendi os livros lançados. Fiz o sorteio de 150 exemplares para os que estavam presentes. Foi uma festa. Tudo registrado no orkut.
Sobre o assunto, escreveu a jornalista Fernanda Dias, para o site CLEBER TOLEDO: “Mário Ribeiro Martins lança três obras no Café Literário”.

29/07/11 21h53
Fernanda Dias
ESPECIAL PARA O CT

Com muito humor, o escritor Mário Ribeiro Martins lançou suas três obras no espaço do Café Literário na tarde dessa sexta-feira, 29 de julho de 2011. São elas: ‘Retrato da Academia Tocantinense de Letras’, ‘Razão do meu Viver e Outras Amenidades’ e o ‘Dicionário Bibliográfico do Tocantins’. Natural da Bahia e morador de Palmas desde de 1998, Mário Martins tem um grande legado em seu currículo: é membro da Academia Tocantinense de Letras, da Academia Goiana de Letras, da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro e da Academia Pernambucana de Letras e Artes.

No Retrato da Academia Tocantinense de Letras apresenta a biografia de todos os membros da academia e tem a biografia também daqueles que foram convidados para fazer parte da academia e não eleitos. No Dicionário Bibliográfico do Tocantins retrata a parte biográfica de todos que nasceram e viveram ou moram no Tocantins e que publicaram livros. São cerca de 3 mil biografias. Já o livro Razão do meu viver e Outras Amenidades é uma obra com vários artigos de jornais e revistas.

Mário Ribeiro Martins já lançou 35 livros, entre eles dicionários, bibliografias e assuntos gerais. O escritor sorteou 150 livros no Café Literário e no stand da Academia Tocantinense de Letras, no Espaço Girassol da Flit. Nestas ocasiões, ele não vende os livros. Faz sorteio entre os presentes, o que é uma FESTA.”
Dezenas de outros lançamentos ocorreram, lembrando aqui os da Academia Tocantinense e tambem da Academia Palmense, tais como: Odir Rocha(IPOBAJÁ), Juarez Moreira(TIPOS PITORESCOS), Kleber Bucar(ARAGUACEMA-DUZENTOS ANOS DE HISTÓRIA), Otávio Barros(PRESENÇA DA FRANÇA NO TOCANTINS). Foi presença marcante no Café, a figura de Casagrande, com sua interferência via recital de poesias.
Entre os palestrantes, destaco Helio Moreira e Getulio Targino(Academia Goiana de Letras), Junio Batista(Academia Palmense), Margarida Gonçalves(Academia Tocantinense), Didimo Heleno(Academia Palmense), Francisco Concesso(Acalanto), Aleilton Fonseca(Academia Baiana de Letras), Múcio Breckenfeld(Academia Tocantinense), Antonio Matos(Academia Paraense de Letras), Alexandre Acampora(Academia Palmense), e muitos outros.
Não poderia deixar de destacar aqui, a figura ilustre do Secretário da Educação, DANILO MELO, bem como suas auxiliares na SEDUC, destacando-se, entre outras, Sheila, Monica, Josi, Rosangela, Rosane, Edna, Nubia que tambem tiraram fotos comigo e meus livros, conforme dá conta o meu orkut, no endereço: MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS. Mas, se alguem desejar qualquer um dos livros, é só mandar um recado aqui ou pelo meu e-mail: mariormartins@hotmail.com ou ainda pelo celular: 63 9977 9311.

09/08/2011

ANIVERSÁRIO DO MARIO.
Hoje, 08.08.2011. Mas, ontem(domingo), dia 07 de agosto, completei 68 anos, eis que nasci em 1943, por volta das 17 horas, na gloriosa JORDÃO DE BROTAS(1911), FUNDÃO DE BROTAS(1865), hoje, IPUPIARA(1936), Bahia, depois de ter sido CAMPOS BELOS(1842), FORTALEZA DE SÃO JOÃO(1906), VANIQUE(1935).
Não convido ninguém para o meu aniversário. Preparo uma MESA DE FRUTAS(melancia, abacaxi, banana, maçã, uva, melão, atemóia, pinha, laranja, nectarina, pêra, etc, etc) e quem for aparecendo vai comendo. Lá no meu orkut, no netlog, no facebook, coloco a foto com a mesa de frutas.
Alguns amigos apareceram, entre os quais, Aristides Sambaiba(da Palmas Cultural) e meu olheiro quando viajo. É ele que recolhe os jornais e revistas que vão sendo jogados no quintal, enquanto dura a viagem. Leva os jornais, lê e depois devolve para que eu possa me atualizar. Quando chego, gasto dois ou três dias para ler tanto jornal. Sandra, sua esposa, também se faz presente, exigindo alem das frutas, um FRANGUINHO ASSADO COM ARROZ, tomate, etc.
Este ano, o Aristides trouxe alem do baguncento Tarcisio, também a mimosa Angélica, e mais ainda a NIRA, sua irmã, funcionária do Banco do Brasil, nascida em Montes Altos, Maranhão, hoje residente em Palmas, depois de ter passado por Imperatriz e mãe da simpaticíssima enfermeira Mariana, que trabalha no Hospital Geral de Palmas. O advogado Marcio, junto com a Marcilene e seu filhote é presença de todos os anos, dando nos noticia do asfaltamento da estrada de Barrolândia que passa a oito quilômetros da minha CHACARA, nas imediações de Luzimangues.
Lá por volta das 10 horas(22), toca a campainha o meu amigo Dr. José Machado, Diretor Geral do Tribunal de Justiça. É acompanhado de sua esposa CLAUDIA e de sua filha Sofia. O EUGENIO seu filho, não sai, só quer saber de Internet. Eu também gosto de INTERNET, por isto, tenho ORKUT, FACEBOOK, TWITTER, NETLOG, MSN, SITE(www.mariomartins.com.br), mas isto não me impede de visitas os amigos, todas as noites. De todas estas presenças foram colocadas fotos no orkut. Terminada a noitada do aniversário, tenho a semana para me arrumar e preparar a viagem para Ipupiara, no sábado, 13 de agosto, devendo retornar no fim do mês.
Não posso me esquecer aqui os amigos que se manifestaram, via sites de relacionamento, me cumprimentando pelo aniversário. Alem das minhas filhas, Nívea Zenia e Nívea Keila, também o genro Kennedy, os netos Danilo, Letícia, Sâmara, João e Heloí, todos do Facebook, do Orkut, etc. Alguns deles: Zacarias Martins, JJ Leandro, Guarabira Filho(cantor de O SERTÃO VAI VIRAR MAR), Antonio Costa Campos, Eugenio Lourenço Filho, Bonato, Parisi, Halcima, Parriul, Edna, Julimar, Levi, Ezequiel, Wilame, Lucielia, Aquino, Teske, Guarabyra, Brasigóis, Januário, Filemon, Lalinha, Guiomar, Cinthia, Roberto Novais, Stella Maris, André, Valdete, Ronei, Keila, Carla, Fatima, Edizio, Everaldo, Osmar, Gabrielle, Najara, Orley, Marco, Bella, Orlandina, Cizi, Marilena(ceresina), etc.

03/09/2011

CASAMENTO DE JULIETTE E GLAUCO.
HOJE, 03.09.2011. No dia 16.09.2011, às 20:00 horas, no ESPAÇO LUNE, Rodovia BR 153, em Anápolis, Goiás, haverá o casamento de JULIETTE e GLAUCO FILHO. Com o convite em mãos, estaremos presentes, por várias razões:
1)A dra. Orlandina e o dr. José Maurílio, seus pais, são meus amigos de longa data. Assim, como estive presente ao casamento de Carlinha, filha da dra. Arlete, tenho o dever de me fazer presente ao casamento da Juliette. 2) Vi a Juliette nascer e crescer. Sinto-me no dever de apoiá-la em seu casamento.
Eu e a Orlandina trabalhamos juntos em Anápolis, como Promotores de Justiça. Como eu era mais velho na carreira, aposentei-me primeiro, em 24.04.1998. Ela continua na ativa.
Eu e a Maria de Jesus Lopes Correa(Patrícia), depois de visitarmos outros lugares, pelo interior de Goiás, chegaremos lá para o casamento no dia 16 de setembro. Ficaremos hospedados na ESTÂNCIA PARK HOTEL, lugar chiquetérrimo, na estrada para Corumbá. Não queremos ter o trabalho de chegar na nossa casa em Anápolis(na Rua Inglaterra, 200, Nações Unidas) e tirar todos os cadeados e trancas, em cima da hora e de afogadilho para o casamento às 20 horas.
Preferimos, então, ir para a Estância. Esta ESTANCIA PARK HOTEL tem uma história em minha vida: É que quando me casei com a então estudante Amália de Alarcão, no dia 26 de dezembro de 1989, fomos passar a “lua de mel” na Estância Park Hotel. Passamos os últimos dias de dezembro de 89, até viajarmos para a Bahia, em janeiro de 1990.
Sobre este casamento, todos já sabem: depois de 10 anos, DIVORCIAMOS. Amália, depois de ter sido JUIZA DE DIREITO de Tocantinia, Pedro Afonso e de Paraíso do Tocantins, APOSENTOU-SE POR INVALIDEZ PERMANENTE, conforme DIARIO DA JUSTIÇA 2327, de 08.12.2009.
Voltando ao casamento de Juliette, no dia 17 de setembro(sábado), depois de visitarmos amigos, voltaremos para Palmas, onde as diferentes atividades nos esperam. Darei um relatório completo depois da viagem.


28/08/2011

VIAGEM AO ESTADO DA BAHIA.
HOJE, 28.08.2011. Ontem, dia 27, retornei da Bahia. Viagem excelente. Saí daqui de Palmas, no dia 13 de agosto, por volta de 6 da manhã. Cheguei em Ibotirama às 15 horas. Gosto de dormir no PLAZA HOTEL porque tenho de visitar parentes e amigos.
Por volta das 17 horas, recebi a visita de dois amigos ilustres: CARLOS ARAUJO e ANTONIO MONTEIRO(Fotos no orkut). Carlos Araújo reside em Ibotirama, mas Antonio Monteiro estava de passagem, indo para Morpará. À noite, fui visitar Esterzinha e o Pastor Pedro. Não estavam em casa. Aproveitei e visitei outros amigos na cidade. Depois disto, jantar no Restaurante LEITOA ASSADA. No outro dia 14 de agosto, rumei para Ipupiara.
Depois de 90 km, está o trevo, com letras bem grandes: BROTAS DE MACAUBAS. São 72 km para Ipupiara, mas só tem 38 km asfaltados.
MAS VEJAM A MALANDRAGEM QUE FIZERAM. Logo no inicio, no ENTRONCAMENTO, está escrito: “DNIT-OBRA DO GOVERNO FEDERAL”. Deste entroncamento até Ipupiara são 72 km. Asfaltaram apenas 38 km que chegam até Brotas. Para os 34 restantes que chegam a Ipupiara, “comeram o dinheiro” e não fizeram o asfalto. Uma vergonha! Enganaram o povo, os sindicatos, e o Ministério Público.
Veja como foi a TRAMÓIA. No ENTRONCAMENTO, colocaram a placa 106, 104, 102 e assim, sucessivamente, até chegar na PLACA 72(que seria em Ipupiara, até onde deveria ter sido feito o asfalto). Pois bem, fizeram 38 km(do entroncamento a Brotas) e comeram o dinheiro dos outros 34 km. No DNIT, em Brasília, está registrado: 72 KM DE ASFALTO DO ENTRONCAMENTO A IPUPIARA. O que me impressiona é o número de pessoas, de Ipupiara, que trabalha em Brasília e que poderia denunciar o fato ao DNIT. Onde está o Arides Leite, irmão do ex-prefeito de Ipupiara? O próprio prefeito Davi, meu primo, que passa constantemente pela estrada de chão tida como asfaltada, para ir a Salvador e Brasília?
É preciso que os jovens de Ipupiara que lidam com o FACEBOOK, Orkut, MSN, etc se mobilizem para DENUNCIAR este fato. Não divulgaram o ASSALTO AO BANCO, em Ipupiara, que divulguem também o ASSALTO À ESTRADA. Fazer 38 km e receber por 72 é um DESRESPEITO AO POVO DE IPUPIARA. Voltarei à minha viagem, no parágrafo seguinte.


29/08/2011

VIAGEM AO INTERIOR DA BAHIA(segunda parte).
Feita esta denuncia, CONCERNENTE AO ASFALTO, vou retornar à minha viagem. No dia 14 de agosto, domingo, cheguei ao COXIM. Almocei com a Licinha, Isidoro, Roberto e Roberio, alem da Patrícia que é também motorista da Blazer. Após o almoço, me deito numa REDE AMARELA, na casa de farinha. Muita conversa jogada fora e relatório de tudo.

Por volta de 17 horas, acabo de chegar na minha casa em Ipupiara, Rua Pedrito Alves, 1. Domingo, de noite, começo a receber visitas, especialmente dos primos Guiomarzinha, Lalinha, Silas, Sueli, etc. Dia 15, segunda-feira, é o dia da FEIRA. A cidade vive em função da feira. Do restante do município e de outras cidades aparecem pessoas para vender e comprar. Dia 16, terça-feira, tudo volta ao normal.

Dia 17, quarta-feira, logo cedo, viajamos para Itapetinga, no interior da Bahia. Eu, a Patrícia, o Fabio, o Isidoro e o Robério. Fomos ao entroncamento e no Posto Beira Rio, viramos à esquerda no sentido de Oliveira dos Brejinhos. Prosseguimos para Boquira, Macaúbas, Caturama, Paramirim, Livramento, Dom Basílio, Brumado, Aracatu, Anagé, Vitória da Conquista, Itambé e Itapetinga.

Nesta cidade baiana, de 70 mil habitantes, fomos deixar o Roberio que estuda no Instituto Tecnológico(fotos no orkut). Entre outras grandiosidades da cidade, está o templo da Primeira Igreja Batista. Um monumento, digno dos melhores encômios(fotos no orkut). Durante 50 anos(de 1957 até 2007), foi Pastor desta Igreja, Pastor Samuel de Oliveira Santos.

Ficamos hospedados no Hotel Morumbi: Eu e Patricia, num quarto. Fabio e Isidoro, em outro. No dia seguinte(18), após o café da manhã, no Hotel, tomamos o rumo de Itambé e Vitória da Conquista. Ao passar por Macaúbas, resolvi entrar na cidade e conhecê-la. Com seus 50 mil habitantes, é uma cidade super organizada. Resolvi conhecer porque BROTAS DE MACAUBAS, do outro lado da BR 242, foi distrito de Macaúbas, distante 130 km(fotos no orkut). Depois de passar por Boquira, Oliveira e Brotas, chegamos ao Coxim, por volta de 17 horas, onde nos aguardava um belo jantar feito pela Licinha.

No outro dia, 19 de agosto, fomos para o velório do Adão Costa que faleceu em São Paulo, mas foi enterrado em Ipupiara, às 18 horas(fotos no orkut). Dias 20 e 21 de agosto, outras visitas aos povoados, conforme fotos no orkut. Casa do Totinha, Deme, filho da Deme. Casa do Valdo, tio Lula, Arlindo, Liozinho, Luiza e Manoel. Casa da Arcanja, do Didi, etc, etc.

Dia 22, dia da feira, em Ipupiara. Estava eu na casa da “Pretinha”, conversando com o tio Lula, bem perto do Banco do Brasil e do Bradesco, quando se ouve lá fora um tiroteio. Assalto aos bancos, através de OITO rapazes encapuçados que estavam numa camionete. Levaram o dinheiro dos bancos, mas também dos clientes que estavam na fila. Dois policiais. Um deles, que estava com a metralhadora, era evangélico e não podia atirar nos bandidos. A primeira coisa que os bandidos fizeram foi atirar nos quatro pneus da viatura policial. Durante a semana, passaram a ser perseguidos por policiais de varias regiões. Consta que já tinham prendido quatro.

Na terça-feira, 23, fui para outros povoados. Visitei muita gente: Tio Nezinho, Nilza, tia Almerinda, Mosa, João da Celina, Guiomarzinha, Lalinha, Luzia, etc, etc.

No dia 26, sexta-feira, fui ao Brejão. Saímos cedo: eu, Patrícia, Roberto, Roberio e Fabio. Lugar maravilhoso. Neste lugar, a Primeira Igreja Batista de Ipupiara tem um prédio para acampamento: quartos, banheiros, cozinha, campo de futebol, etc. Como já era hora do almoço, fizemos um piquenique: O Roberto, o Robério e o Fabio fizeram o fogo, com galhos, debaixo de uma arvore frondosa. Eu peguei a panela que trazia no carro. Dentro, tudo misturado: feijão, arroz, carne, frango, a torta da Sueli, requeijão, etc. Foi um almoço formidável. Depois, ainda visitamos algumas famílias no Brejão, conforme fotos no orkut.

No sábado, dia 27, por volta das 6 horas da manhã, trancamos a nossa casa, que fica sempre aos cuidados do Silas e da Sueli, e voltamos para Palmas. Desta vez, não vi a Najara(filha do Silas), com o seu namorado Abelardo Neto. A Regina e o Neurim, Thalia e Pedro nos encheram de atenção. Alem da marmita que nos fornecia todos os dias, ainda fazia “bolinho de chuva” para me agradar.

Por volta das 16 horas, do sábado 27 de agosto de 2011, chegamos em Palmas. Muito trabalho para colocar fotos no orkut, escrever legenda, etc. Escrever o Blogdomariomartins.zip.net, visitar o site www.mariomartins.com.br, rever Facebook, MSN, netlog, etc.

Agora, recomeçar tudo aqui: já visitei a Alessandra(filha do Deusim), o Lot, e a minha construção(kitinetes para alugar). Para complementar os meus trocados, como PROCURADOR DE JUSTIÇA APOSENTADO, do Ministerio Publico de Goias, tenho 9(nove) kitinetes alugadas, no Plano Diretor de Palmas. Se esqueci alguém ou algum fato, queiram me relembrar. Quero agradecer publicamente ao meu amigo ARISTIDES SAMBAIBA(da Palmas Cultural) que recolhe os meus jornais e molha o meu pé de umbu. É o meu “olheiro” quando viajo.


07/10/2011(WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET)

ESCOLA MUNICIPAL OLGA BENÁRIO.

Hoje, 07.10.2011. No dia 04.10.2011, terça-feira, pela manhã, eu(MARIO MARTINS) e o Dr. ODIR ROCHA, estivemos na ESCOLA MUNICIPAL DE TEMPO INTEGRAL OLGA BENÁRIO.(perto da Maternidade Cristo Rei), em Palmas. Fomos recebidos pela Diretora Mariléia. Feita a abertura do evento pela BANDA DA GUARDA METROPOLITANA. Na mesa, a Diretora Mariléia, o Dr. Odir, o Dr. Mario Martins, o Prof. Gerardo e demais professores. De forma gostosa e animada, o Dr. Odir falou para a criançada, numa interação verdadeiramente fenomenal. Mario entregou Kit de livros de autores tocantinenses para a Biblioteca da Escola e com dedicatória personalizada, para as professoras, Ana Paula, Viviane, Raquia e para a aluna Rebeca.

Reunião excelente(FOTOS NO ORKUT- MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS), NOS ALBUNS MARIO E SUAS LEITORAS e OUTRAS FOTOS INTERESSANTES. Mas, esta ESCOLA OLGA BENÁRIO foi construída pelo Dr. Odir, quando Prefeito Municipal de Palmas.

POR QUE O NOME? VEJA A BIOGRAFIA RESUMIDA: OLGA BENÁRIO, de Munique, Alemanha, 12.02.1908. Filha de Leo Benário e Eugenie. Em 1923, com 15 anos, entrou para a JUVENTUDE COMUNISTA. Em 1934, com 26 anos, veio para o Brasil com o líder comunista Luis Carlos Prestes, por quem se apaixonou e de quem ficou grávida, tendo Anita Leocádia Prestes. Foi deportada para a Alemanha Nazista, com 7 meses de gravidez. Lá é levada à prisão de mulheres da Gestapo no número 15 da Barnimstrasse. No dia 27.11.1936 nasceu Anita Leocádia. Quando tinha 14 meses, Ana foi retirada de Olga e entregue à avó Leocádia, mãe de Carlos Prestes.

Em 1938, com 38 anos, Olga foi transferida para o campo de concentração de Lichtenburg e em 1939 para Ravensbrück, o único grande campo exclusivo para mulheres. Lá, Olga foi líder de bloco e deu aulas para as outras presas. Em fevereiro de 1942, com 42 anos, Olga foi levada com outras 200 prisioneiras para a câmara de gás de Bernburg onde foi EXECUTADA.

Quanto à filha. ANITA LEOCÁDIA PRESTES, da Alemanha Nazista, 27.11.1936, escreveu, entre outros, “UMA EPOPÉIA BRASILEIRA-A COLUNA PRESTES”(1995), sem dados biográficos completos e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via texto publicado. Filha de Luis Carlos Prestes e Olga Benário. Vinculada ao Tocantins, por ter refeito a trajetória de seu pai, via Coluna Prestes, passando por várias cidades do antigo norte de Goiás, hoje Tocantins, especialmente nas cidades de Taguatinga, Arraias, Natividade, Porto Nacional, etc.

Após os estudos primários em sua terra natal, sem a presença de sua mãe, morta num campo de concentração da Alemanha, em 1942, terminou por formar-se em Economia, no Instituto de Ciências Sociais de Moscou, Rússia, antiga União Soviética. Com a anistia de seu pai, em 1979, também veio para o Brasil, já com 43 anos de idade. Fez o curso de Doutorado em História Social, na Universidade Federal Fluminense do Rio de Janeiro, onde também se tornou Professora de História do Brasil.

Sua tese de Doutora em História, sob o título “A COLUNA PRESTES”, foi publicada em São Paulo, no ano de 1990. Seguiram-se outros livros, entre os quais, “OS MILITARES E A REAÇÃO REPUBLICANA-AS ORIGENS DO TENENTISMO”(1994), “LUIZ CARLOS PRESTES E A ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA”(1998). É mencionada em todos os livros que tratam da história da coluna prestes no Tocantins, entre os quais, “HISTÓRIA DIDÁTICA DO TOCANTINS”, de Liberato Póvoa. É verbete do DICIONÁRIO DE MULHERES, de Hilda Agnes Hubner Flores.

Sobre sua mãe-OLGA BENÁRIO(JUDIA ALEMÃ), escreveu excelente livro o jornalista Fernando Morais. Encontra-se na ESTANTE DO ESCRITOR TOCANTINENSE, da Biblioteca Pública do Espaço Cultural de Palmas. Biografada no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins, MASTER, Rio de Janeiro, 2001.


05/10/2011(WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET)

JORNAL RADAR, DE APUCARANA, PARANÁ.

Hoje 05.10.2011. Nesta data, se comemora 23 anos, da criação do Estado do Tocantins, pela Constituição Federal de 05.10.1988. Excelente o artigo do Junio Batista, publicado no JORNAL DO TOCANTINS, de hoje, 05.10, sob o titulo ENREDO DA EPOPEIA DA CRIAÇÃO TOCANTINS, focalizando aspectos interessantíssimos, entre os quais, as posições de cada líder de partido(nove líderes), citando-os, nominalmente e votando “sim”, para direcionar sua bancada..

OS NOVE LÍDERES FORAM: 1)LÍDICE DA MATA(PC do B), 2)ROBERTO FREIRE(PCB), 3)JOSÉ GENUINO(PT), 4)RAQUEL CAPIBERIBE(PSB), 5)GASTONE RICHI(PTB), 6)JOSÉ MAURICIO(PDT), 7)BONIFACIO DE ANDRADA(PDS), 8)NELSON JOBIM(PMDB), 9)INOCENCIO DE OLIVEIRA(PFL). SIQUEIRA CAMPOS(PDC) foi o primeiro a votar SIM. Resultado: 367 votos SIM, 11 abstenções e 1 voto NÃO.

Só faltou o Junio descobrir, de QUEM FOI ESTE VOTO NÃO. Mas, agora quero tecer considerações sobre o JORNAL RADAR, DE APUCARANA, PARANÁ.

É que no mês de JULHO DE 2011, este jornal publicou matéria da escritora MARIA TEREZA CAVALHEIRO(Caixa Postal, 1944, Agencia Central, São Paulo, 01031-970), focalizando este autor. Além da fotografia de MARIO RIBEIRO MARTINS, sua biografia completa, uma de suas trovas: “COM OS OLHOS FITOS NO CHÃO, VOCÊ SÓ VÊ A TRISTEZA. LEVANTE A CABEÇA, IRMÃO, E CONTEMPLE A NATUREZA”. EIS O TEXTO COMPLETO DA MARIA THEREZA CAVALHEIRO:

“Escritor, Professor Universitário, Procurador de Justiça do Estado de Goiás, Conferencista, crítico literário, historiador, biógrafo paciente e minucioso MARIO RIBEIRO MARTINS(foto) tem uma obra extensa e de grande envergadura, que dá bem a dimensão de sua cultura, espírito de pesquisa, amor às suas raízes e criatividade. Poeta, incursiona também pela trova, e tem grande fulgor intelectual, sempre com um novo livro em elaboração.

Seu DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL”, com mais de 40 mil biografias, encontra-se na INTERNET, dentro de ENSAIO, no site WWW.MARIOMARTINS.COM.BR. Seu ultimo livro, publicado no ano em curso pela KELPS, intitula-se “RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES”. É dedicado às filhas NIVEA ZÊNIA e NIVEA KEILA e à sua companheira Maria de Jesus Lopes Correa(Patrícia).

É uma obra também com muitas biografias, a maioria de sua lavra, e na qual o proprio autor é biografado pelo Acadêmico Licinio Barbosa. Há textos interessantes, entre os quais, LONGUISSIMUS DORSI BOVINO(Estudo sobre o Contra-Filé), uma monografia do curso de Engenharia de Alimentos, da Universidade Federal do Tocantins. Conta também com alguns colaboradores, como seu irmão, o também poeta e escritor Filemon Francisco Martins.

Pastor Evangélico e pregador, Mario Ribeiro Martins conta em seus livros ter sido salvo por milagre, em 28.02.1965 quando ia de teço-teco de Petrolina a Recife. A nave apresentou defeito e incendiou-se. Mario foi atirado para longe e caiu em uma moita de capim, desacordado, mas sem seqüelas, enquanto o piloto e o proprietário do avião foram “carbonizados”.

Entre dezenas de livros, publicou GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE(São Paulo, Imprensa Metodista, 1972), HISTORIA DAS IDEIAS RADICAIS NO BRASIL(Recife, Acácia Publicações, 1974), FILOSOFIA DA CIENCIA(Goiânia, Oriente, 1979), SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL(Goiânia, Oriente, 1980), LETRAS ANAPOLINAS(Goiânia, O POPULAR, 1984), ESCRITORES DE GOIAS(Rio de Janeiro, Máster, 1996), CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS(Goiania, Kelps, 2004) e muitos Dicionários Biobibliográficos.

Membro fundador da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, membro da Academia Pernambucana de Letras e Artes, membro da International Academy of Letters of England, membro da Academia Goiana de Letras, da Academia Tocantinense de Letras e outras mais.

Mario Ribeiro Martins recebeu inúmeras distinções, como a de PERSONALIDADE CULTURAL DA DÉCADA NEOTROVISTA, em 1990, do CLUBE DOS TROVADORES, de Vitória, Espírito Santo e o titulo de INTELECTUAL DO ANO EM GOIAS, em 1981, da REVISTA BRASILIA.

Fez muitos cursos, como CIENCIAS SOCIAIS, COMUNICAÇÃO SOCIAL, DIREITO. MESTRE EM TEOLOGIA, LICENCIADO EM FILOSOFIA PURA. Especializou-se na Espanha, em EDUCAÇÃO MODERNA. Em SOCIOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO PUBLICA, em Alcalá de Henares.

Inserido em várias obras e enciclopédias, entre as quais, a de Afrânio Coutinho, Reis de Souza, etc. Filho de Adão Francisco Martins e Francolina Ribeiro Martins. Nasceu em Ipupiara, Bahia, em 07.08.1943.

Endereço para contato: Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77001-970. Email: MARIORMARTINS@HOTMAIL.COM. Site: www.mariomartins.com.br. Celular: 63 9977 9311. Correspondência para esta coluna de Maria Thereza Cavalheiro, no JORNAL RADAR: AMARYLLISS@UOL.COM.BR




06/10/2011(WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET)

Hoje, 06.10.2011. Achei o texto muito interessante e estou divulgando.

“O GRANDE JUIZ(??????) GILMAR MENDES




Foge do Brasil para o Líbano o médico condenado a 278 anos por violentar 37 mulheres.O médico Roger Abdelmassih, de 67 anos, já está no Líbano, segundo a Folha. E por lá deve ficar porque tem origem libanesa e o Brasil não tem tratado de extradição com o Líbano. E isso poderia ter sido evitado, caso o ministro Gilmar Mendes não concedesse o habeas corpus que o tirou da cadeia.

O médico estava preso, aguardando recurso de sua defesa diante da sentença que o condenou a 278 anos de cadeia por violentar 37 mulheres (suas pacientes, o que agrava os crimes) entre 1995 e 2008. E aguardava preso porque a Polícia Federal informou que ele tentava renovar seu passaporte. A juíza Kenarik Boujikian Felippe determinou que ele fosse preso para evitar sua fuga do país. Seu advogado recorreu. Disse que Roger Abdelmassih não pretendia fugir do país, só estaria renovando o passaporte...

Sem ao menos perguntar ao advogado por que um homem de 67 anos condenado a 278 anos de cadeia renovaria o passaporte(seria um novo Matusalém?), Gilmar Mendes mandou soltar o passarinho, que agora vai passear sua impunidade no exterior, até que a morte o separe da boa vida. O que dirá Gilmar Mendes, o Simão Bacamarte do Judiciário, sobre seu habeas corpus que possibilitou a fuga do criminoso? Parabéns ao escritório de advocacia Márcio Thomas Bastos!!!! (que defendeu o safado!) VOCE TEM O DEVER CÍVICO DE DIVULGAR MAIS ESTA CANALHICE OU SIMPLESMENTE APAGAR, SENDO TÃO COVARDEMENTE OMISSO COMO A MAIORIA DOS BRASILEIROS”.


TRÊS ENCONTROS FORMIDÁVEIS.


HOJE, 01.10.2011. UM PEQUENO RELATÓRIO PARA O SEU CONHECIMENTO. No dia 28.09.2011, por volta das 19 horas, peguei o Médico Dr. Odir, na casa dele e rumamos para o CAMPUS II, da Universidade Católica do Tocantins, em Palmas. Depois de uma estrada asfaltada, muito bem conservada, fomos recebidos pela Diretora Professora Clarete. Da comitiva, fazia parte também, o médico Célio Pedreira, o Poeta Chico Perna. A professora Marluce Zacariotti, da Universidade Federal do Tocantins, fez a palestra principal, focalizando a problemática da EXTENSÃO.

Nós outros, cuidamos de poesia e entregamos quites de livros de autores tocantinenses para a Biblioteca(TUDO FOTOGRAFADO E COLOCADO NO ORKUT- MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS). Excelentes as instalações do CAMPUS II, da Universidade Católica, com seus laboratórios ao ar livre, entre os quais, o de MUDAS DO CERRADO.

Outro encontro formidável foi hoje(29.09.2011) no SEMINARIO INTERDIOCESANO MATER DEI. Fomos recebidos pelo Padre Luciano. Presentes, entre outros, Eu, Mario Martins, Dr. Odir Rocha e Ione Carvalho, Professora Clarete, etc. O palestrante, Professor da Católica do Tocantins, discorreu sobre Ecologia, Preservação, etc. Pessoalmente, achei ele muito radical, embora muito culto, jovem, inteligente. Mas, não gosto muito de pessoas que NÃO GOSTAM DE OLHAR “O JORNAL NACIONAL”, que, por sinal, ganhou nestes últimos dias, um PREMIO INTERNACIONAL e não foi na Bolívia, foi nos ESTADOS UNIDOS.

Quando me foi dada a palavra, disse aos presentes, que gostava de SEMINARISTAS. É que fui SEMINARISTA durante 8 anos, no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife, onde fiz 5 anos de BACHAREL EM TEOLOGIA e 3 anos de MESTRADO EM TEOLOGIA.

Ofereci para cada um dos seminaristas, com dedicatória personalizada, um exemplar dos meus livros. Foram distribuídos os seguintes títulos: ENCANTAMENTO DO MUNDO(Goiânia, Kelps, 2011), A CONSCIENCIA DA LIBERDADE(Goiânia, Kelps, 2011), RAZÃO DO MEU VIVER(Goiânia, Kelps, 2011) e RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2011)- (TUDO FOTOGRAFADO E COLOCADO NO ORKUT- MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS).

PARA HOJE, DIA 30.09.2011, às 17 horas, está marcada reunião da ACADEMIA PALMENSE DE LETRAS, no Espaço Cultural, atrás da Biblioteca Publica Jaime Câmara, tendo como Presidente Dr. Odir Rocha. Iniciada a reunião, o Dr. Odir concedeu a palavra a Mario Martins que falou sobre o seu projeto de elaborar o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DA ACADEMIA PALMENSE DE LETRAS. Biografia completa de cada um dos membros da Academia e de seus Patronos.

Quem são os membros atuais? JOSÉ MUCIO BRECKENFELD(Patrono-AMIGARI Breckenfeld). HUMBERTO DAMASCENO(Patrono- Castro Alves). VOLTAIRE WOLNEY AYRES(Patrono- Carlos Alberto Wolney). MARGARIDA LEMOS GONÇALVES(Patrono- Beatriz Silva). MARY SONIA VALADARES(Patrono- Fernando Pessoa). MANOEL CRISTE CORDEIRO(Patrono- Dom Alano Du Nodei). FRANCISQUINHA LARANJEIRA CARVALHO(Patrono- Luiz Jardim). FIDENCIO BOGO(Patrono- Guimarães Rosa). JOSÉ SEBASTIÃO PINHEIRO(Patrono- Florêncio Aires). OSMAR CASAGRANDE(Patrono- Vinicius de Moraes. VICENTE FERREIRA FEITOSA(Patrono- Rosarita Fleury). MANOEL ODIR ROCHA(Patrono- Francisco Ayres da Silva). ADENAUER MELO DE OLIVEIRA(Patrono-Alvaro de Azevedo). IOLETE SANTOS(Patrono- Ana Brito Miranda). ALEXANDRE ACÂMPORA(Patrono- Lysias Rodrigues). DIDIMO HELENO POVOA(Patrono- João Rodrigues Leal). JOÃO ANTONIO OLIVEIRA(Patrono-José de Alencar). JOÃO RODRIGUES PORTELINHA(Patrono- Antonio Jacinto). NILSON NOBRE-FALECIDO(Patrono- Cassimiro de Abreu). MARINALVA BARROS(Patrono- Durval Silva). FERNANDO SÉRGIO LIRA NETO(Patrono- Jorge Cooper). JUNIO BATISTA DO NASCIMENTO(Patrono- Josué de Castro). JALES DE ALCANTARA PANIAGO(Patrono- Cora Coralina).

Como se vê, a ACADEMIA PALMENSE DE LETRAS tem 23 cadeiras ocupadas e 17 vagas. Outros assuntos, foram também tratados na reunião. Encerrou-se com um lanche muito bem organizado pela secretária Ione Carvalho a quem se deve os melhores encômios. (AS FOTOS ESTÃO NO ORKUT DO MARIO- MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS) E OS TEXTOS TAMBEM NO NETLOG-//PT.NETLOG. COM/MARIORMARTINS).

“NOS COMPASSOS DE UM VIOLÃO”
(Prefácio do livro de ASSIS JUNIOR, por Mario Martins).

“NOS COMPASSOS DE UM VIOLÃO” é o novo romance de ASSIS JUNIOR. Uma preciosidade. Quem tiver a oportunidade de lê-lo, vai encontrar uma narrativa extraordinária. Na PARTE I, o romancista focaliza a mudança. Refere-se à gravidez imprevista de Juliana que terminaria por ter o filho AUDÔNIS, sendo que seu pai desejava para ela o curso de medicina.

Logo a seguir, o romancista focaliza A TRANSFORMAÇÃO. Refere-se à saída de casa de Juliana, à criação de seu filho e seu companheirismo com o irmão Alfredo. Segue-se O PRESENTE. Trata-se de um violão que o menino AUDONIS ganhara através do Alfredo e do seu amigo Domingos. Mas, este violão contrariava os desejos da mãe Juliana que queria que o filho se preparasse para o Vestibular de Medicina. Vem a Escola de Musica. Trata da presença de AUDONIS naquela escola para se aperfeiçoar no violão. Encontra-se com FLORBELA, professora de violão. Esta escola de musica algum tempo depois se fechou.

Veio a CRISE. É que AUDONIS não conseguiu ser aprovado no vestibular para medicina, que era o desejo de sua mãe Juliana.Tal foi a crise que a família de Juliana se mudou de casa. O EMPREGO. AUDONIS, já crescido, terminou conseguindo trabalho num restaurante, onde ficou por muito tempo, ao lado do proprietário senhor Boaventura. Na PARTE II, o romancista focaliza aspectos diferentes, entre os quais, A TRAGÉDIA que consistia no mau comportamento de Boaventura, dono do restaurante, com a jovem FLORBELA que terminou por tirar a sua virgindade. O EPÍLOGO do romance é gostoso demais e merece ser lido e relido.



23/09/2011(WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.ZIP.NET)

O PROBLEMA DO PREMIO JABUTI.


HOJE, 23.09.2011.

O problema do FAMOSO PREMIO JABUTI, da Câmara Brasileira do Livro(CBL) é que só GANHA QUEM PAGA. A inscrição individual, por livro, custa cerca de 275,00(duzentos e setenta e cinco reais). Quem tiver mais dinheiro pode inscrever mais livros e a possibilidade de ganhar se torna ainda maior. Neste ano, por exemplo, foram inscritos cerca de 2.619 trabalhos, nas 29 categorias. Se cada trabalho foi inscrito por 275,00, dá uma verdadeira fortuna. É só multiplicar 2.619 trabalhos por 275,00, dando-se a bagatela de 72022500, o que significa muito dinheiro. Parece que a questão do mérito, deixa muito a desejar. Quem não paga para se increver, não adianta, não vai ganhar mesmo.

O jornalista Rogério Borges, do jornal O POPULAR(Goiânia, 23.09.2011) não disse quantos se inscreveram de Goiás. Mas disse que dos DEZ FINALISTAS, de cada categoria do PREMIO JABUTI 2011, dois(2) são autores goianos: ELIAS ANTUNES e GILBERTO MENDONÇA TELES. Elias(João Elias Antunes de Oliveira) nasceu em Goiânia(1946), mas vive em Taguatinga, Distrito Federal, há 18 anos. Concorre com o livro SUPOSTA BIOGRAFIA DO POETA DA MORTE. Gilberto Mendonça Teles nasceu em Bela Vista de Goiás(30.06.1931), mas vive no Rio de Janeiro. Concorre com o livro LINEAR G. Elias Antunes concorre com nomes de peso, entre os quais, José Castelo, Rubens Figueiredo e Frei Betto.

Gilberto Mendonça concorre com nomes, como Ferreira Gullar, Adélia Prado, Manuel de Barros e Arnaldo Antunes. Dezenas de autores pagam a sua própria inscrição de 275,00. Mas centenas de outros têm suas inscrições pagas pelas EDITORAS que os publicam e que, muitas vezes, são vinculadas à CAMARA BRASILEIRA DO LIVRO, o que torna o processo meio suspeito.

O fato é que o resultado final sai no dia 30 de novembro. Rogério não disse, mas se trata do 53º PREMIO JABUTI. Uma de suas regras: “Remessa de cinco exemplares de cada título inscrito em cada categoria, juntamente com cópia da ficha de inscrição e do recibo de depósito ou cópia do boleto quitado ao endereço abaixo: 53° Prêmio Jabuti 2011 Câmara Brasileira do Livro. Avenida Ipiranga, 1267 – 10º andar 01039-000 – São Paulo – SP.” É claro que as inscrições já foram encerradas em 31.05.2011.


DIÁLOGOS INTERESSANTES:
Goiânia, 14.06.2010, via MSN.

Lucia* diz:
OLA DR. TIVE PROVA SABADO E DOMINGO.
ESTAVA ESTUDANDO BASTANTE.

Mario diz: ESTÁ SATISFEITA COM O SEU DESEMPENHO?

Lucia diz: Sim. Tive classificação em alguns concursos. Meu nome já sai na lista dos classificados, mas ainda não tive aprovação. Tenho fé em Deus que um dia serei funcionária publica.

Mario diz: QUE BOM ESTAR SENDO CLASSIFICADA! SEMPRE CONFIEI NO SEU ENTUSIASMO E VOCÊ SERÁ COM CERTEZA A MAIS CHARMOSA FUNCIONÁRIA PÚBLICA.

Lucia diz: Obrigada.

Mario diz: O QUE POSSO FAZER POR VOCÊ? FICAR APENAS NO SILÊNCIO?

Lucia diz: Nada. Ame.

Mario diz: ESTOU FALANDO DE AMIZADE SINCERA E DA MELHOR AMIGA QUE CONHECI NO DIA 09.11.2008.

Lucia diz: Ore por mim. Vou sair, voltar para a biblioteca. Fique com Deus. OS LIVROS QUE VOCÊ ME DEU SÃO UMA JÓIA PARA MIM. JÁ LI E RELI. Tenho que estudar. Fique com Deus. Um abraço.

Mario diz: SE PRECISAR MAIS, NÃO SE SINTA CONSTRANGIDA.
DIGA OS TITULOS.

Lucia diz: Um abraço. Fique com Deus, Encantamento do Mundo.

*Lucia não é outra senão Divina Lucia Montello da Silva, Engenheira de Alimentos, residente em Goiânia, filha de Raimundo Sales Silva e Neuza Montello da Silva. Divina escreveu a monografia LONGISSIMUS DORSI BOVINO, na Universidade Federal do Tocantins, que se encontra também em www.mariomartins.com.br e no livro RAZÃO DO MEU VIVER, página 101.



O ALTRUÍSMO CULTURAL DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS

Elizabeth Caldeira Brito*

A produção literária de Mário Martins é recheada de completude. Informa, com pormenores de pesquisador meticuloso e metódico, detalhes que só quem esmiúça, ousa alcançar. Destaca-se como um dos mais notáveis dicionaristas biobibliográficos do país. Pesquisou e publicou biografias dos membros das mais significativas instituições culturais de Goiás, Tocantins, Bahia e da Academia Brasileira de Letras.

O Dicionário Biobibliográfico de Membros da Academia Brasileira de Letras, com 1034 páginas, retrata a vida e obra dos imortais da atualidade e dos saudosos preclaros da ficção, da crítica, da lírica e da eloquência no Brasil. Registra pormenores dos nobres letrados que compõem as “páginas de nossa vida brasileira”, nas palavras de Machado de Assis, no discurso de instalação da Academia, em 20 de julho de 1897.

Mário Martins, em seus treze livros publicados, produziu dicionários biobibliográficos dos membros do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e das Academias: Goiana de Letras, Feminina de Letras e Artes de Goiás, Goianiense de Letras, Evangélica de Letras do Brasil e Tocantinense de Letras. Além de apresentar completa pesquisa nos Dicionários Biobibliográfico do Tocantins, de Goiás e Regional do Brasil.

O dinamismo, desprendimento e vigor literário de Mário, contribuem para o enriquecimento do acervo das diversas instituições culturais, bibliotecas goianas e brasileiras. Além de produzir, incansavelmente, se incumbe de distribuir em todo Brasil, sua obra que incursiona as áreas de teologia, filosofia, sociologia e literatura.

Baiano, Mário Martins nasceu em Ipupiara. A infância viveu em cidades da Bahia. Aos vinte e três anos, em Recife, concluiu o colegial. Bacharelou-se em Teologia e Ciências Sociais. Fez Licenciatura em Filosofia e Mestrado em Teologia. Foi professor na Universidade Católica de Pernambuco e na Escola Superior de Relações Públicas, dentre outras. Na Espanha, em 1973, especializou-se em Sociologia e em Educação, no Instituto de Cultura Hispânica de Madri. Na Escuela Nacional de Alcalá de Henares, fez Administração Pública. Em busca de conhecimentos e enriquecimento cultural fez rastros em Portugal, França e Inglaterra.

Residindo em Anápolis – Goiás desde 1975, dedica-se, inicialmente, ao magistério superior e ao ministério evangélico. Em 1978 torna-se, mediante concurso público, Promotor de Justiça. Teve atuação marcante em Abadiânia, Corumbá de Goiás e Anápolis. Em 1983 é eleito imortal pela Academia Goiana de Letras. Em 1996 passa a integrar o seleto rol de membros do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás. Sua dedicação às causas literárias e culturais ultrapassou fronteiras. Tornou-se membro de diversas instituições culturais e academias do território nacional e internacional.

Mário Martins espalha cultura e simpatia na geografia dos estados de Tocantins, Goiás e Bahia, onde mantém moradias. As cidades de Palmas, Anápolis e Ipupiara duelam por sua presença. Após sua aposentadoria, ocorrida em 1998, como promotor público, Mário se dedica, integralmente, à literatura.

O escritor e folclorista Mário Souto Maior refere-se ao xará com agradecimentos por sua contribuição, para a segunda edição do livro Dicionário de Folcloristas Brasileiros. Afirma que o “Dicionário Biobibliográfico de Goiás”, chegou-lhe às mãos em momento oportuno. O exemplar acrescentou mais de vinte folcloristas goianos à sua pesquisa. Mário Souto reclama porém, de “um inconveniente - não pode ser lido na cama”, como é de seu costume, devido às 1230 páginas que compõem a publicação.

Interativo e atualizado com as exigências da vida moderna, o dicionarista Mário Martins disponibiliza em seus sites, “usinadeletras” e “mariomartins.com.br”, biografia de mais de dez mil escritores.

O doutor Mário, leva além Paranaíba e mundo afora, os autores goianos. Lega aos escritores “aconchegados” em suas pesquisas, uma simpática e formidável confiança que nem sempre é “companheira”, nas palavras de gratidão da saudosa escritora Nice Monteiro Daher, se referindo ao livro “Escritores de Goiás”.

Mário Ribeiro Martins um nome e um homem memorável, cujo “altruísmo cultural” enaltece os consortes e as instituições dos caminhos que tramita, especialmente os goianos(DIARIO DA MANHÃ. Goiânia, 11.03.2011).


*É escritora, membro do
Instituto Histórico e Geográfico de Goiás
e Conselheira do Conselho de Preservação
do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de Goiânia.



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O QUE O PT DE IPUPIARA TEM DE DIZER AO GOVERNADOR JAQUES WAGNER.

São 72 km para Ipupiara, mas só tem 38 km asfaltados. MAS VEJAM A MALANDRAGEM QUE FIZERAM. Logo no início, no ENTRONCAMENTO, está escrito: “DNIT-OBRA DO GOVERNO FEDERAL”. Deste entroncamento a Ipupiara são 72 km. Asfaltaram apenas 38 km que chegam até Brotas. Para os 34 restantes que chegam a Ipupiara “comeram o dinheiro” e não fizeram o asfalto. Uma vergonha! Enganaram o povo, os sindicatos, e o Ministério Público.

Veja como foi a TRAMOIA. No ENTRONCAMENTO, colocaram a placa 106, 104, 102 e assim, sucessivamente, até chegar na PLACA 72 (que seria Ipupiara, até onde deveria ter sido feito o asfalto). Pois bem, fizeram 38 km (do entroncamento a Brotas) e comeram o dinheiro dos outros 34 km. No DNIT, em Brasília, está registrado: 72 KM – ASFALTO DO ENTRONCAMENTO A IPUPIARA.

O que me impressiona é o número de pessoas, de Ipupiara, que trabalha em Brasília e que poderia denunciar o fato ao DNIT. Onde está o Arides Leite, irmão do ex-prefeito de Ipupiara? O próprio prefeito Davi, meu primo, que passa constantemente pela estrada de chão tida como asfaltada, para Salvador e Brasília?

É preciso que os jovens de Ipupiara que lidam com o FACEBOOK, Orkut, MSN, etc se mobilizem para DENUNCIAR este fato. Não divulgaram o ASSALTO AO BANCO, em Ipupiara, que divulguem também O ASSALTO À ESTRADA. Fazer 38 km e receber por 72 é um DESRESPEITO AO POVO DE IPUPIARA.

ESTA HISTORIA DE O GOVERNADOR RECEBER OS VEREADORES DE IPUPIARA E DIZER QUE VAI FAZER O ORÇAMENTO DA OBRA É CONVERSA FIADA. ISTO POR QUE O DERBA JÁ RECEBEU O DINHEIRO PARA OS 72 KM E SÓ FEZ 38. ONDE ESTÁ O MINISTERIO PUBLICO DA BAHIA?


30/12/2011
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RELEMBRANDO AMIGOS DO RECIFE.
Paurílio, esposo da Marilia, cujo casamento eu fiz em 1973, em Camaragibe, Pernambuco, quando eu era Pastor da Igreja Batista de Tegipio, no Recife, entrou em contato comigo, através do meu www.blogdomariomartins.zip.net. Foi uma maravilha. São 38 anos, sem ter noticia do casal. Marilia foi minha colega no curso de Ciencias Sociais, da Universidade Federal de Pernambuco. Graças a ela, eu conclui o curso. "A GRATIDÃO É A MEMÓRIA DO CORAÇÃO". Fiquei feliz por frequentarem a Igreja Batista da Concordia, tendo como obreiro o Pastor Miquéias, meu antigo colega no Seminario do Norte e secretário quando fui Presidente da Ordem dos Ministros Batistas de Pernambuco(1974).

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ACADEMIA NACIONAL DE HISTÓRIA DA HUMANIDADE.

HOJE, 16.12.2011. No dia de hoje, recebi a comunicação oficial do Confrade HERCULANO MORAES(Rua Presidente Dutra, 5649, Bairro Lourival Parente, Teresina, Piauí, 64.022-250), de que faço parte da ACADEMIA NACIONAL DE HISTÓRIA DA HUMANIDADE, de São Raimundo Nonato, Piauí. Sou titular da Cadeira 10 que tem como Patrono BERNARDO ÉLIS FLEURY DE CAMPOS CURADO, conhecido apenas como BERNARDO ÉLIS.
Mas, QUEM FOI BERNARDO ÉLIS? Além de ter sido meu companheiro na ACADEMIA GOIANA DE LETRAS, fiz a sua biografia, para quase todos os meus livros, entre os quais, DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2007), RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2005), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2008).
Mas, prefiro transportar, um texto sobre ele que está no meu site(www.mariomartins.com.br), na internet: DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO: (da ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS, em 02.03.1991, em PORTO NACIONAL).

BERNARDO ÉLIS- Academia Brasileira de Letras.


BERNARDO ÉLIS FLEURY DE CAMPOS CURADO, Goiano, de Corumbá de Goiás, 15.11.l9l5-30.11.1997, autor de dezenas de livros, entre os quais, "O TRONCO"(1956),"ERMOS E GERAIS"(1944), "PRIMEIRA CHUVA"(1955), "VERANICO DE JANEIRO"(1966), "CAMINHOS DOS GERAIS"(1975), "CAMINHOS E DESCAMINHOS" (1965), "MARECHAL XAVIER CURADO, CRIADOR DO EXÉRCITO NACIONAL"(1973), "AS TERRAS E AS CARABINAS", "ANDRÉ LOUCO"(1978), "DEZ CONTOS ESCOLHIDOS", "CHEGOU O GOVERNADOR", "JECA-JICA"(1986), "GOIÁS EM SOL MAIOR"(1985), "APENAS UM VIOLÃO"(1984), "OS ENIGMAS DE BARTOLOMEU ANTONIO CORDOVIL"(1980), "DESEMPENHO DAS ACADEMIAS DE LETRAS NO BRASIL", "VILA BOA DE GOIÁS: ESTUDOS SOCIAIS"(1979).

Seu vínculo com o Tocantins, deve-se ao fato de ter recebido o DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, da Academia Tocantinense de Letras, em 1991 e de ter escrito o romance “O TRONCO”, publicado pela primeira vez em 1956 e hoje com várias edições, focalizando a briga de São José do Duro, hoje Dianópolis, entre a polícia militar de Goiás e a família do Coronel Abílio Wolney.

O romance, como se sabe, terminou por se transformar em filme, dirigido por João Batista de Andrade, tendo, entre outros artistas, o ator Antônio Fagundes que fez o papel do célebre Juiz Carvalho que, na história real, não era outro senão o Juiz Celso Calmon Nogueira da Gama.

Quando Bernardo Élis tinha 22 anos de idade, em 1937, esteve em Pedro Afonso, no hoje Estado do Tocantins. Não conseguindo realizar o seu intento, de bom emprego público, dirigiu-se para Goiânia, tornando-se Secretário da Prefeitura Municipal e iniciando ali a sua carreira literária.

Professor, Jornalista, Advogado. Escritor, Ensaísta, Pesquisador. Contista, Cronista, Poeta. Memorialista, Intelectual, Pensador. Ativista, Produtor Cultural, Literato. Administrador, Educador, Ficcionista. Diretor do Instituto Nacional do livro, em Brasília.

Destacado nos livros LETRAS ANAPOLINAS; JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS; ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS e ESCRITORES DE GOIÁS, de Mário Ribeiro Martins.

Foi professor da Escola Técnica Federal e da Universidade Federal de Goiás. Membro do Conselho Federal de Cultura, da Associação Nacional de Escritores, da Academia Goiana de Letras, Cadeira l8, cujo Patrono é Olegário Herculano da Silveira Pinto, de que foi fundador Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, hoje(1998) ocupada por Miguel Jorge. Sócio da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de Escritores de Goiás, de que foi seu presidente e do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras na Cadeira 01, concorrendo com o Ex-Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, tendo tomado posse em 10 de dezembro de 1975.

É estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS, de Mário Ribeiro Martins. Analisado no livro DIMENSÕES DA LITERATURA GOIANA, de José Fernandes. Presente na ESTANTE DO ESCRITOR GOIANO, do Serviço Social do Comércio e em diversos textos de estudos especiais.

Acha-se no DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA, de Napoleão Valadares, na SÚMULA DA LITERATURA GOIANA, de Augusto Goyano e Álvaro Catelan, na ANTOLOGIA DO CONTO GOIANO I, de Darcy França Denófrio e Vera Maria Tietzmann Silva, bem como em GOIÁS-MEIO SÉCULO DE POESIA, de Gabriel Nascente.

Encontra-se na ESTANTE DO ESCRITOR TOCANTINENSE, da Biblioteca Pública do Espaço Cultural de Palmas. Biografado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins, MASTER, Rio de Janeiro, 2001.

Nascido em Corumbá de Goiás, a 15 de novembro de 1915. Filho de Érico José Curado e de Marieta Fleury Curado. Transferiu-se para Goiás Velho, em 1921, estudando no Grupo Escolar de Vila Boa e depois com o professor Alcides Ramos Jubé, em 1929.

Matriculou-se no Liceu de Goiás, em 1930, passando a interessar-se por literatura, quando também fez o Tiro de Guerra. Em 1934, publicou o poema "A Chaminé", no jornal que havia fundado "O Liceu".

Designado Escrivão de Polícia de Anápolis, em 1936, mudou-se para esta cidade, onde continuou a escrever poemas e histórias, imaginadas a partir de "A Bagaceira", de José Américo. Após trabalhar no Cartório do Crime em Corumbá, dirigiu-se para Pedro Afonso, Norte de Goiás, em 1937, onde tentou viver com um cargo político, na Inspetoria da Fazenda, sob a administração do político José de Souza Porto.

De lá, devidamente recomendado, foi para Goiânia como Secretário da Prefeitura Municipal, em 1939. No ano seguinte, matriculou-se na Faculdade de Direito e publicou alguns contos na revista "O Malho", do Rio, bem como trabalhou na revista “OESTE”, em 1942.

Em 1944, lançou "Ermos e Gerais", pela Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, da Prefeitura Municipal de Goiânia, PRÊMIO que havia sido instituído pelo primeiro Prefeito de Goiânia, Professor Venerando de Freitas. No mesmo ano(1944), casou-se em Morrinhos, com Violeta Metran, de quem se separou muito posteriormente.

Bacharel em Direito, em 1945, participou do 1º Congresso de Escritores na cidade de São Paulo, tornando-se nesse mesmo ano, professor da Escola Técnica Federal de Goiânia. Em 1947, tomou posse na Academia Goiana de Letras, na Cadeira nº 18, cujo Patrono é Olegário Herculano da Silveira Pinto e de que foi fundador Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, sendo hoje(1998) ocupada por Miguel Jorge.

Está vinculado ao Estado do Tocantins, pelo fato de ter contado a história da Quinta-Feira sangrenta, ocorrida em São José do Duro, hoje Dianópolis, em seu famoso romance “O TRONCO”, depois transformado em filme, pelo Cineasta João Batista de Andrade. Mas também recebeu da Academia Tocantinense de Letras, em 02.03.1991, na cidade de Porto Nacional, o DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO.

Eleito Presidente da Academia Goiana de Letras, em 1964. Pelos seus livros, recebeu o "Prêmio José Lins do Rego", "Prêmio Jabuti", "Prêmio Afonso Arinos", "Prêmio Sesquicentenário", etc.

Em 1975, a 10 de dezembro, tomou posse na Cadeira nº 01, da Academia Brasileira de Letras, depois de derrotar o mais forte candidato-Juscelino Kubitschek de Oliveira- com saudação de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Entre seus livros, destacam-se, "A Terra e as Carabinas", "Primeira Chuva", "O Tronco", "Caminhos e Descaminhos", "Veranico de Janeiro", "Caminhos dos Gerais", "Seleta de Bernardo Élis", etc.

Novamente casado, passou a residir em Brasília, trabalhando no Instituto Nacional do Livro, de onde retornou, algum tempo depois, para Goiânia. Sobre ele e com o título “BERNARDO ÉLIS EM ERMOS E GERAIS”, escreveu excelente matéria, o crítico literário Mário Martins, no livro ESCRITORES DE GOIÁS, Master, Rio de Janeiro, 1996.

Apesar da polêmica sobre o conteúdo do romance “O TRONCO” que, inclusive, já teve mais de dez edições, Bernardo Élis tem o mérito de ter sido até hoje(2004), o ÚNICO GOIANO membro da ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.

Após ter sido Presidente da Fundação Cultural Pedro Ludovico Teixeira, Órgão do Governo Estadual, na Gestão do Governador Maguito Vilela, faleceu, em Goiânia, no dia 30 de novembro de 1997, com 87 anos de idade, tendo sido enterrado no MAUSOLÉU DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, no Rio de Janeiro. Foi casado também com Maria Carmelita, com quem viveu de 1981 até sua morte em 30.11.1997 e que é responsável pelo espólio literário de Bernardo Elis.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br/exibelotextoautor.... ou www.mariomartins.com.br

ESTE É BERNARDO ÉLIS, MEU PATRONO NA CADEIRA 10, ACADEMIA NACIONAL DE HISTÓRIA DA HUMANIDADE, DE SÃO RAIMUNDO NONATO, PIAUÍ.



(COMO SE VÊ, AQUI TERMINA O BLOG DO MARIO MARTINS. TALVEZ TENHA ESQUECIDO DE COLOCAR ALGUNS FATOS. MELHOR ENTÃO, VOCE LER:
WWW.BLOGDOMARIOMARTINS. ZIP.NET).


CARTA DE UM SEMINARISTA
(Gilberto Freyre).


Mário Ribeiro Martins*


Com o titulo acima, o jornal A MENSAGEM, do Recife, de 15.03.1919, publicou uma carta do grande estudioso brasileiro GILBERTO FREYRE, quando ainda estudante na Universidade de Baylor, nos Estados Unidos.

Embora Gilberto já estivesse em Baylor, a carta é oriunda de Fort Worth e mais do Seminário Batista (considerado o maior do mundo), datada de 28 de dezembro de 1918. Trata-se do Seminário Batista do Sul dos Estados Unidos, conhecido como SOUTHWESTERN BAPTIST THEOLOGICAL SEMINARY, Fort Worth, Texas.

Há certas coisas interessantes neste documento. O motivo de Gilberto ter ido ao “Seminary Hill” é uma delas. Ele mesmo disse: “Dois motivos trouxeram-me aqui. Visitar o meu bom amigo R. S. Jones(1) que está no Seminário e ouvir Billy Sunday. A visita a Jones valeria por si só. É um belo camarada. Espera seguir para o Brasil como missionário”.

Quanto a Billy Sunday, disse Gilberto: “E Billy Sunday? Minha “trip” a Fort Worth vai me custar uns 7 ou 8 dollars. Mas não me arrependerei de os ter gasto. Estou gozando da boa companhia de Jones. Ficarei conhecendo mais uma cidade- a segunda em importância do Texas-Billy é hoje o pregador de mais larga popularidade no mundo inteiro.

Basta dizer que foi elle quem fez cahir de joelhos em New York, cem mil pessoas. Em Fort Worth, começou a pregar há 5(cinco) semanas. Tem havido uma média de cem(100) decisões por noite. Hontem à noite, houve umas 300(trezentas). Quando ontem à noite, ele falou com carinho do grande Spurgeon- o maior pregador que o mundo tem visto- lembrei-me de que há uma certa semelhança entre os dois- ao menos na fidelidade com que Billy prega as grandes doutrinas do cristianismo e que era uma das características do pregador inglês”.

Depois de tecer outros elogios a Billy Sunday, acentuou o missivista: “Elle ora como se Deus estivesse na frente delle... Prega as doutrinas da graça, da salvação pessoal, da redenção, etc., na sua pureza evangélica. Vê-se que elle lê o Novo Testamento...Porem lê a Bíblia e se baseia nela, na velha Bíblia, sem a mácula do “Higher-Criticism”, apresenta a sua pregação poderosa. Comparado a ele como pregador, Gipsy Smith some-se.

À primeira vista ou melhor nos primeiros minutos, Billy desaponta. Sua voz soa mal, quase como um realejo desafinado. Passam-se os 5 minutos de decepção. Billy solta um grito, avança para o auditório, num movimento brusco, violento, inesperado.

Criticam-lhe alguns puritanos a gesticulação, os movimentos desordenados, a teatralidade de maneiras. Mas quase sempre quando ele faz um gesto brusco- trepa a uma cadeira ou sobre o púlpito, avança, recua, levanta a perna direita, ergue os braços com violência- é para soltar uma frase surpreendente.

Penso que a melhor maneira de fixar impressões de Billy Sunday é desenhar a pena algumas de suas atitudes. É o que faço. Observe nos 4(quatro) cartões. 1) Billy Sunday orando. 2) Billy Sunday subiu na cadeira e gritou MOTHERS, OH MOTHERS. 3) Billy Sunday avança como se fosse saltar da plataforma. 4) Billy Sunday grita ESTE ESCRAVO É VOCÊ.

Creio que os desenhos dão uma idéia do maneirismo de Sunday, maneirismo que arranha a dignidade de certos eclesiásticos. Envio-lhe com os 4(quatro) cartões desenhos, uma fotografia do Pregador Sunday. Desejo guardá-los como lembrança e por isso peço que m’os devolva”.

Finalmente escreveu Gilberto Freyre: “Estou gozando a minha estada aqui nesse belo Seminary Hill... O Seminário está distante da cidade. Há cerca de 300(trezentos) estudantes no Seminário e Training School. A vida corre agradável. Visitei hoje e tive boa palestra com o Professor de Missões, Knighe. É jovem inteligente e preparado. Eu o quisera ver no Brasil como missionário”.

Em outro trecho, ele diz: “Espero que todos ahi tenham tido um Natal alegre. Eu vou indo bem e estou pronto para o novo “quarter” que começará terça-feira vindoura. Carta anterior dirigida a meu irmão Wlysses informa de como me fui nos exames. Melhor que esperava. Às vezes...porque outras vezes...

Veja, por exemplo, essa correspondência do Brasil... Nem Santa Claus teve a lembrança de uma carta de casa ou mesmo um simples postal que multiplicaria por mil a alegria do meu Natal. A propósito: recebi um magnífico presente de festas. Deram-mo os ARMSTRONG. É um livro de impressões da América do Sul, publicado recentemente, com ilustrações a cor que o tornam belíssimo. Ainda não o li de fio a pavio, o que farei logo que volte a Waco. Dir-lhe-ei então a minha impressão”. (CARTA DE UM SEMINARISTA. Recife, A MENSAGEM- 15 de março de 1919, página 05). Esta matéria foi reproduzida no JORNAL DO COMMERCIO. Recife, 25.10.1972.

NOTA: Na verdade, em abril de 1918, Gilberto Freyre viajou para os Estados Unidos, não propriamente para o Colégio Bethel, consoante foi mencionado por H. H. Muirhead no seu Relatório, mas para a Universidade de Baylor, em Waco, Texas, passando a freqüentar a SEVENTH AND JAMES BAPTIST CHURCH, de onde tomou novos rumos.

Tudo isto depois de ter sido influenciado por alguns professores de Antropologia da famosa Universidade Batista de Baylor que o desestimularam de seguir o Ministério Evangélico, fazendo com ele voltasse as vistas para o campo de Ciências Sociais e Literatura, nas quais, posteriormente, se formou, seguindo depois para a Universidade de Columbia e mais tarde, para Sorbone, de onde recebeu, muitos anos depois, o titulo de DOUTOR HONORIS CAUSA, que foi assim justificado pelo Professor Marcel Durry, Deão da Universidade e cujo relato se encontra no livro CASA GRANDE & SENZALA, “atribuindo o grau de Doutor Honoris Causa desta Sorbone que ele freqüentou adolescente.

A Gilberto Freyre, queremos não somente prestar uma homenagem ao profundo Sociólogo que trouxe técnicas novas e abriu vias inéditas às ciências do homem, mas também ao humanista que vem trabalhando de todo coração e que continua a trabalhar para a reconciliação entre raças e o amor entre os homens”.

Deve ser lembrado, do ponto de vista evangélico, que a Gilberto Freyre se deve o nome da Escola de Trabalhadoras Cristãs (hoje Seminário de Educadoras Cristãs), na Rua Padre Inglês, no Recife, em substituição ao titulo inglês TRAINING SCHOOL.

Seu livro TEMPO MORTO E OUTROS TEMPOS poderia esclarecer melhor esta fase da vida de Gilberto, mas não o faz, embora apresente trechos de um diário de sua adolescência e primeira mocidade, compreendendo o período que vai de 1915 a 1930. Neste diário, ele revela que sua mãe se comovia ao ver homens apertando a mão do filho, em sinal de arrependimento, depois de suas pregações na Igreja Batista e após os apelos religiosos que fazia(2). (CORREIO DO PLANALTO. Anápolis, 19.08.1980).


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
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(1) O autor nunca conseguiu identificar melhor quem era esse amigo de Gilberto, R. S. Jones, embora tivesse conversado com vários missionários sobre o assunto e ele mesmo estivera no Brasil como missionário, eis que para aqui veio em 1920 e trabalhou durante vários anos.

No entanto, depois de alguns estudos, cheguei à seguinte conclusão: R. S. Jones (Robert Stanley Jones) foi um dos fundadores da Igreja Batista da Capunga, no Recife, em 19.04.1923, com 13 membros, entre os quais, W. C. Taylor, Reverendo J. L. Dawning, Adalgisa Wanderley, Reverendo R. S. Jones, Seminarista Acácio Vieira Cardoso. Robert S.Jones foi Pastor desta Igreja de 1928 até 1930, quando retornou para os Estados Unidos, ficando em seu lugar, o Pastor José Munguba Sobrinho, que tomou posse no dia 06.07.1930.

A bem da verdade, o primeiro Pastor foi J. L. Dawning. O segundo foi H. H. Muirhead. O terceiro foi R. S. Jones. O quarto foi Munguba Sobrinho. O quinto foi Livio Lindoso. O sexto foi Manfred Grellert. O sétimo foi José de Almeida Guimarães. O oitavo é Ney Silva Ladeia(desde 2006).


(2) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada (e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé. Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife, Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo na adolescência.




CENTO E CINQUENTA E NOVE
ANOS DE CURSOS JURIDICOS.



Mário Ribeiro Martins*


(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).


A fundação dos CURSOS JURIDICOS NO BRASIL ocorreu a 11.08.1827. Na verdade, a mais importante conquista da intelectualidade brasileira, após a independência política de 07.09.1822, foi a INSTALAÇÃO DOS CURSOS JURIDICOS E SOCIAIS, como foram inicialmente denominados.

A gloriosa e sempre lembrada Lei de 11 DE AGOSTO DE 1827, não significa apenas a criação da Escola de Direito em Olinda, Pernambuco e do Curso de Direito, em São Paulo, mas representava também a verdadeira CARTA MAGNA de nossa independência cultural. E POR QUE?

Porque se deslocava de Coimbra para o Brasil, o antigo e único CENTRO OFICIAL de formação do nosso ensino, agora ampliado num sentido fortemente progressista.

O Ensino Superior no Brasil não foi uma dádiva ou concessão do alto, não desceu do Rei ou do Governo, mas representou uma luta da própria nacionalidade, o ideal de uma revolução de intelectuais mineiros, anseio permanente das elites culturais da Colônia.

A instalação dos Cursos Jurídicos no Brasil não se deu, sem que antes tivesse havido altíssimos e violentíssimos debates culturais na Constituição de 1823, na Assembléia Ordinária de 1826 e no Senado em 1827, quando se discutiu a localização inicial dos cursos, bem como o avançadíssimo currículo para a época.

Assim é que Olinda e São Paulo se transformaram em dois grandes centros culturais do país. Para Olinda, se dirigiam os estudantes do Norte e Nordeste. Para São Paulo, os estudantes do Sul e Sudeste, alem das demais regiões do Brasil.

Devidamente criada, a Faculdade de Direito de São Paulo começou a funcionar no dia 01 de março de 1828, no Convento de São Francisco. A Faculdade de Direito de Olinda, por sua vez, iniciou suas AULAS no dia 15 de maio de 1828, no Mosteiro de São Bento, tendo como primeiro Diretor, o mineiro de São João Del-Rei, Dr. Lourenço José Ribeiro.

Em termos de Corpo Docente, o preenchimento das primeiras Cadeiras, foi de livre escolha do Governo, isto é, sem concurso público, e recaiu sobre ilustres personalidades, todas elas devidamente formadas pelas Universidades de COIMBRA, PARIS, ALEMANHA e INGLATERRA, cuja CONDITIO SINE QUA NON, para o exercício do magistério, era ser nacionalista e progressista.

Faço aqui um parêntese para dizer que outras Escolas Superiores já existiam no país, tais como: ACADEMIA DA MARINHA(1808), ACADEMIA DE MEDICINA DA BAHIA(1808), ACADEMIA REAL MILITAR(1810), ACADEMIA DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO(1813), além de várias outras.

O Império, meus amigos, concedeu-nos algumas Escolas de Ensino Superior, porém não nos ofereceu nenhuma UNIVERSIDADE. Tanto é que a primeira Universidade Brasileira foi a UNIVERSIDADE DE MANAUS(1909) e depois a UNIVERSIDADE DO PARANÁ(1912) e só a seguir a UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO(1920) e a UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO(1934).

Observe-se, no entanto, o fato de que vários paises da América do Sul, econômica e demograficamente menos importantes, tiveram suas Universidades quase quatrocentos anos(4 séculos) antes de nós ou para ser mais preciso, 358 anos antes de nós.

Veja-se que a Universidade de São Marcos, no Peru, foi fundada em 15 de maio de 1551, a Universidade do México(1556), a Universidade da Argentina(1613), a Universidade da Venezuela(1725), a Universidade do Chile(1743), a Universidade do Uruguai(1840) e assim por diante.

Tal a nossa situação, em termos de Ensino Superior, que em 1864 ou seja 37 anos após a instalação dos Cursos Jurídicos no Brasil, as DUAS FACULDADES DE DIREITO E UNICAS EXISTENTES NO PAÍS(Olinda e São Paulo) tinham apenas 826 alunos matriculados, quase o correspondente à Faculdade de Direito de Anápolis hoje(1986).

Tantas eram as dificuldades que o Barão de Cotegipe gastou 33 dias viajando entre Salvador e Olinda, quando foi estudar naquela Faculdade de Direito.

Mas tudo isso era o resultado de uma herança política e cultural, cheia de adversidades. Basta notar que, em 1772, o Governo Português, para substituir os jesuítas que tinham sido expulsos do Brasil, em 1759, contratou professores particulares para o ensino das primeiras letras no Brasil.

E como eram pagos tais professores? Eram pagos com o SUBSIDIO LITERÁRIO. E o que era o SUBSIDIO LITERARIO? Não era outra coisa senão o resultado do IMPOSTO de um REAL que se cobrava sobre CADA BARRIL DE CACHAÇA VENDIDO.

Quando foi proclamada a INDEPENDENCIA, em 1822, alguns Estados, como AMAZONAS, PIAUI e SANTA CATARINA não possuíam nenhuma Escola Primária. E Goiás, particularmente, já possuía 5 CADEIRAS ou seja 5 PROFESSORES. Para cada 1000(mil) habitantes existiam, em 1822, 900(novecentos) analfabetos, isto é, 90% da população nacional.

Pois bem, foi nesse contexto sócio-politico-cultural-educacional, em que, 5(cinco) anos depois, surgiram as Faculdades de Direito de Olinda e São Paulo.

Vale salientar, no entanto, que o primeiro documento legislativo sobre o Ensino Superior no Brasil, foi a CARTA DE LEI, de 11 de agosto de 1827, que criava as duas Faculdades de Direito. Tal Lei sancionada por D. Pedro I e referendada por José Feliciano Fernandes Pinheiro(Visconde de São Leopoldo).

E foi esta semente lançada em Olinda e São Paulo que se transformou nesta extraordinária arvore, que é o Ensino Jurídico Brasileiro, formado hoje(1986) por cerca de 150 Faculdades de Direito, oficialmente reconhecidas em todo o país.

Mas a CARTA DE LEI, de 11 de agosto de 1827, apresentava aspectos interessantíssimos, um deles, é que as Cadeiras criadas pertenciam a “9 LENTES PROPRIETÁRIOS” e a “5 LENTES SUBSTITUTOS”, com o ordenado anual de 800 mil réis e jubilação após 20 anos de serviço.

As duas(2) Faculdades, porem, Olinda e São Paulo, estabeleceram o mais salutar dos intercâmbios entre Professores e Alunos.

Assim é que JOSÉ DE ALENCAR iniciou-se na Faculdade de Direito de São Paulo e transferiu-se para Olinda. CASTRO ALVES fez diferente: iniciou-se em Olinda e transferiu-se para São Paulo.

O mesmo fenômeno ocorreu entre os professores. José Bonifácio, o Moço foi Professor em Olinda, depois em São Paulo. Pedro Cavalcanti foi de São Paulo para Olinda.

Mas a CARTA DE LEI, de 11 de agosto de 1827, estabelecia também o Currículo dos Cursos de Direito, entre cujas disciplinas se encontravam: LATIM EM PROSA E VERSO, INGLES E FRANCES EM PROSA E VERSO, RETORICA E POETICA, entre outras.

Consoante a mesma Lei, dois Graus eram concedidos: BACHAREL FORMADO e o de DOUTOR. Este com defesa de tese, era titulo indispensável para se tornar Professor da Faculdade e ter direito à INSIGNIA DOUTORAL, que era uma Borla Encarnada que os professores deveriam trazer na mão quando das solenidades escolares.

Assim, as Escolas de Direito de Olinda e São Paulo significaram o começo de vida nova no ambiente cultural do Brasil. Daí por que a juventude brasileira que desejava se preparar para os postos de governo, para os cargos de governo, para os cargos de administração, da política, da magistratura, do jornalismo, da critica, dos debates públicos corria para um daqueles dois núcleos de ensino jurídico.

Olinda e São Paulo, através da duas Faculdades, foram por assim dizer, os grandes e fecundos laboratórios das maiores reformas de base no Brasil. Na área política, resultou a Republica. Na área social e econômica, resultou a Abolição dos Escravos.

Assim se desenvolveu a Cultura Jurídica Brasileira, nos Cursos Jurídicos de Olinda e São Paulo, transbordando do quadro restritivamente jurídico para o literário, o filosófico, o político, o social, na animadíssima vida intelectual daqueles dois núcleos espirituais da nacionalidade.

Mas a outra grandiosa etapa de nosso desenvolvimento jurídico, complementar da fundação dos cursos jurídicos, foi a fundação já no Rio de Janeiro, do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil. Tal fundação se deu no dia 07 de agosto de 1843 ou seja 16 anos após a fundação dos cursos jurídicos e cujo objetivo era “organizar a ordem dos advogados, em proveito geral da ciência e da jurisprudência”.

Seu primeiro Presidente foi o Conselheiro Francisco Gê Acaiaba de Montezuma. Montezuma já tinha sido fundador do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Rio de Janeiro, em 1838. Na época, conseguiu a aprovação do sábio e liberal Imperador D. Pedro II para a organização do novo Instituto que se instalou exatamente no dia 07 de setembro de 1843.

Mas, se Montezuma foi o fundador do Instituto dos Advogados, o verdadeiro CONSOLIDADOR foi Francisco Ignácio de Carvalho Moreira, a quem coube a expansão do Instituto, com as filiais de Olinda e Salvador e a partir de 1930, presente em todos os Estados do Brasil.

Porem, não podemos nos esquecer aqui das Faculdades Livres de Direito que, embora não sendo governamentais, estão umbilicalmente vinculadas à fundação dos cursos jurídicos de Olinda e São Paulo.

Coube ao grande mestre LEONCIO DE CARVALHO criar, a 19 de abril de 1879, o ENSINO LIVRE NO BRASIL, portanto, PARTICULAR, na tentativa de quebrar o monopólio do Governo Imperial. E naquele ano(1879), vale relembrar, o Recife já tinha cerca de 112.000(cento e doze mil habitantes), enquanto São Paulo era um pequenino e atrasado burgo de 30.000(trinta mil pessoas). E foi neste contexto que se criou o ENSINO SUPERIOR PARTICULAR no Brasil.

No entanto, só em 15 de abril de 1891, é que foi instalada a primeira FACULDADE LIVRE DE DIREITO NO BRASIL. Primeiro, na Bahia e depois no Rio de Janeiro, exatamente os dois grandes centros que se sentiram desprestigiados com a instalação dos cursos em Olinda e São Paulo. Logo a seguir, em 1892, veio a Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, seguindo-se as de outros Estados.

Eis aqui, em rápidas pinceladas, uma visão panorâmica da fundação dos cursos jurídicos e sociais no Brasil, semente que foi lançada em 1827 e que se transformou neste monumento que é o DIREITO BRASILEIRO.

Saiamos daqui, meus nobres colegas, como CAVALEIROS andantes da JUSTIÇA, para viver a própria vida dramática e eterna do Direito, lutando, resistindo, sangrando, irmanando, congraçando, desarmando as consciências, santificando a lei, na proteção impessoal da liberdade.

Assim, como é preciso cultivar o amor para colher a esperança, é TAMBEM PRECISO cultivar o Direito e a Justiça para colher a Paz.

Finalmente, dir-se-á como os latinos: OMNIA SUB LEGE ET CONSTITUTIONE(TUDO E TODOS, SOB O IMPERIO DA LEI E DA CONSTITUIÇÃO), para garantir a paz, a liberdade e a ordem, indispensáveis ao bem-estar da Sociedade.(BOLETIM DA AGMP. Goiânia, março/abril de 1987).

ATENÇÃO: Esta conferência foi pronunciada no auditório da Faculdade de Direito de Anápolis, em 11 de agosto de 1986, nas comemorações do DIA DO ADVOGADO, daí a razão do titulo, 159 anos.


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
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COMPROVAÇÃO DOS PENSAMENTOS DE LUCIA:




















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CONHEÇA MELHOR
GILBERTO FREYRE.


Tácito da Gama Leite Filho*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).


Sobre Gilberto Freyre temos lido e ouvido muita coisa. Nas Enciclopedias lemos o seguinte: Sociólogo, professor e escritor brasileiro. Nasceu em Recife, no ano de 1900, estudou, do Jardim de Infância ao Ginásio, no Colegio Americano Gilreath, de orientação protestante batista e, aos 18 anos, foi para os Estados Unidos, onde cursou a Universidade de Baylor e em seguida a Columbia.

No livro CASA GRANDE & SENZALA, temos o relato do Deão da Sorbonne, Prof. Marcel Durry: “Atribuindo o grau de Doutor Honoris Causa desta Sorbonne, que ele frequentou adolescente, a Gilberto Freyre, queremos não somente prestar homenagem ao profundo sociólogo que trouxe tecnicas novas e abriu vias inéditas às ciencias de Homem, mas tambem ao humanista que vem trabalhando de todo o coração, que continua a trabalhar, para a reconciliação entre raças e o amor entre os homens”.

E no mesmo livro, tambem lemos as seguintes palavras de João Guimarães Rosa: “Gilberto Freyre, homem de espirito e ciência, sistematizador, descobridor, grande crítico e artista. Sabe ver, achar, pensar, inventar e por a reviver, remexer, experimentar, interpretar, alumiar, animar, influir, irradiar, criar, mestre. Mas seu estilo macio e falador, à vontade e imediato, exato e espaçoso, limpo e coloidal, personalíssimo e público, embebido de tudo e tão eficazmente embebedor- já por si- daria para abrigar a nossa admiração”.

Ainda o mesmo livro, apresenta a sua obra, cantada em versos, por Manuel Bandeira:
“CASA GRANDE & SENZALA,
Grande livro que fala
Desta nossa leseira brasileira”.

Na vultosa obra, ainda encontramos os seguintes informes: A obra de Gilberto Freyre já foi adptada para o Teatro, Drama em três Atos, de José Carlos Cavalcanti, Rio, Serviço Nacional do Teatro. Alem do mais, esta obra foi traduzida em diversos idiomas, dada sua importancia e repercussão.

No campo da música, o famoso compositor capixaba Lourenço Barbosa fez em 1961, uma suite nordestina, cujo 4º movimento se intitula CASA GRANDE & SENZALA.

Em festejos populares, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, para o Carnaval de 1962, inspirou-se em CASA GRANDE & SENZALA, dramatizando boa parte do contexto, sob a forma de poema, musica e dança populares.

No prefácio do livro de Diogo de Melo Menezes, um dos biógrafos do Mestre de Apipucos, intitulado GILBERTO FREYRE, Monteiro Lobato diz o seguinte: “Gilberto Freyre tem o destino dos grandes esclarecedores”.

Realmente, em relação à história sociológica do Brasil, ele aclareou e esclareceu. Ao pensarmos, porem, em sua vida no inicio, ou seja, em sua adolescência, só muito tempo depois é que o destino permitiu-lhe esclarecê-la.

Gilberto Freyre sempre procurou ocultar a fase de sua vida cristã batista. Com má vontade, somos levados a crer, deixou vir a lume o livro TEMPO MORTO E OUTROS TEMPOS que contem trechos de um diario de sua adolescencia e primeira mocidade, compreendendo o seguinte periodo da vida do grande cultor brasileiro- 1915 a 1930.

Aqueles que leram esta obra encontraram referencias à vida religiosa do jovem Gilberto. Na pagina nove, diz estar preocupado com o problema do homem em relação a Deus.

Lemos tambem que ele prestava atenção às predicas de Mister Muirhead, seu professor de Geometria e Trigonometria. Mr. Muirhead foi missionário americano batista no Brasil, no inicio do seculo, e é autor de várias obras, dentre as quais, o Cristianismo Através dos Seculos, publicadas pela Casa Publicadora Batista.

Na adolescencia, Gilberto Freyre desejou levar o cristianismo àqueles que não o conheciam, objetivando ligá-los um ao outro, e assim tornou-se batista.

Na mesma obra, encontramos a informação de que Gilberto estudou grego com o professor Taylor, tambem missionario americano batista, e autor de varias obras, como a famosa INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO GREGO, usada por muitos seminarios protestantes e batistas.

O trecho que achamos mais importante narra o que aconteceu em 1917 e que se encontra na pagina 21 do mesmo livro. Quando o jovem Gilberto Freyre teve a sua inesquecivel experiencia de pregador do evangelho. Fez um apelo aos ouvintes e muitos de publico manifestaram o desejo de seguir a Jesus Cristo. A mãe(1) de Gilberto disse que se comoveu ao ver aqueles homens apertando a mão de um menino, em sinal de arrependimento e do desejo de seguirem a Cristo.

Daí para a frente vemos que Gilberto Freyre deixou apagar o que, segundo suas proprias palavras, foi para ele uma experiencia inesquecível.

A proposito de sua vida como evangelico batista, deixamos para o final a obra do Teologo, Historiador e Sociologo MARIO RIBEIRO MARTINS que, a nosso ver, dos biografos de Gilberto Freyre, teve a missão mais nobre e laboriosa, na dificil arte de pesquisar. Segundo o proprio biografo, não teve por objetivo esgotar o assunto acerca da adolescencia de Gilberto Freyre.

No entanto, ao lermos o livro de sua autoria, GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE, sentimos que isto aconteceu, dada a reação que a obra causou no proprio biografado.

O professor Mario foi tão bem sucedido que o Mestre de Apipucos lançou mão de um titulo expressivo- DEPOIMENTO DE UM EX-MENINO PREGADOR- para publicar no DIARIO DE PERNAMBUCO e DIARIOS ASSOCIADOS, o seguinte: “São contactos e tendências de que me orgulho. Duraram ano e meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento da natureza humana, no sentido das relações do homem com Deus e com o Cristo que é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte nada insignificante”.

Inteligentemente, o biografo de Gilberto Freyre apresentou esta face tão importante da vida deste que, intelectualmente falando, é um patrimonio nacional.

Mario Ribeiro Martins traduziu obras raríssimas no Brasil, existentes apenas em dois seminários batistas deste país, situados no Recife e no Rio de Janeiro, tal como o ANNUAL OF THE SOUTHERN BAPTIST CONVENTION, 1917(Nashville, Tenn: Marshall & Bruce Company, 1917, p.154.

Pesquisou ainda em A MENSAGEM- Jornal dos Batistas do Norte do Brasil, Recife, 1919. Livro de Atas da Primeira Igreja Batista do Recife, 1915 a 1920, da qual Gilberto Freyre foi membro ativo, depois de ter sido batizado por H. H. Muirhead.

Recebeu e pesquisou a Carta da Seventh & James Baptist Church, Waco, Texas, 1973. Usou também a História dos Baptistas de Pernambuco, 1930. Examinou o livro A BRIEF SURVEY OF THE HISTORY OF BRAZILIAN BAPTIST DOCTRINE, de 1955 e muitos outros documentos importantes de valor historico.

Se Gilberto Freyre não tivesse um biografo tão inteligente, a fase mais importante de sua vida, não seria conhecida por nós, amantes do saber.

O livro GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE (São Paulo, Imprensa Metodista, 1973) deve ser lido por todos aqueles que desejarem conhecer mais intimamente o autor de CASA GRANDE & SENZALA, sua vocação e desejo de ser missionário, a influencia protestante em sua vida (o que podemos sentir até hoje, pois Gilberto Freyre tem profundo conhecimento teológico, mostrando isso em seu livro ALEM DO APENAS MODERNO) e outras facetas tais como GILBERTO FREYRE À LUZ DOS RELATÓRIOS DE RICHMOND (Organização batista norte-americana que iniciou o trabalho batista no Brasil), GILBERTO FREYRE E A PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO RECIFE, GILBERTO FREYRE, O SEMINARISTA, GILBERTO FREYRE E A IGREJA BATISTA SEVENTH & JAMES (Igreja de que foi membro nos Estados Unidos).

Para enriquecer o livro, encontramos o magnifico prefácio do ilustre Pastor Batista, Parlamentar, Teólogo, Escritor e Historiador baiano, Dr. Ebenezer Gomes Cavalcanti que diz: “O livro de autoria de Mario Ribeiro Martins enriqueceu a literatura biográfica brasileira, objetivando também reacender a chama que ainda não se apagou de completo do coração de Gilberto Freyre, o ex-protestante. Enquanto há vida, há esperança”. (O POPULAR. Goiânia, 16.01.1977).


TÁCITO DA GAMA LEITE FILHO, Escreveu este artigo, publicado no O POPULAR, de Goiania, quando era Gerente da Casa Publicadora Batista (Goiânia, 1977), Escritor, Pastor Batista. Tácito da Gama Leite Filho, nasceu em 5 de Dezembro de 1951 no Rio de Janeiro - RJ. Faleceu no dia 02 de dezembro de 2011, na cidade de Manaus, Capital do Amazonas, com 60 anos de idade. Realizou sua formação no Rio de Janeiro, em São Paulo e nos Estados Unidos da América. Mas estudou tambem e foi Professor do Seminario Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife. É Mestre e Doutor em Teologia pela PUC-RJ, PhD em Aconselhamento pela Florida Christian University, Filósofo e Educador. Como Escritor tem cerca de 80 obras publicadas. Serviu como Pastor na Igreja Batista por 12 anos em Goiás e no Rio de Janeiro, também por 8 anos serviu na 1ª Região da Igreja Metodista do Brasil, a Igreja Metodista da Tijuca no Rio de Janeiro. Como Professor trabalhou em Colégios no Ensino Fundamental e Médio, Universidades e Seminários, entre eles o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, A Faculdade de Teologia da Igreja Metodista, a Escola Preparatória de Obreiros Evangélicos - EPOE, onde organizou e dirigiu por 2 anos o Curso de Mestrado e o Instituto Bíblico Pentecostal - IBP, sob a direção do saudoso Pr. Dr. Lawrence Olson. Fundou em 1998 o CETEO (Centro de Estudos Teológicos Brasileiro) www.ceteo.com.br e em 2009 a FTG (Faculdade Tácito Gama) com sede em Manaus, Amazonas.



(1)É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada (e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé. Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife, Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo na adolescência.


(2)O autor nunca conseguiu identificar melhor quem era esse amigo de Gilberto, R. S. Jones, embora tivesse conversado com vários missionários sobre o assunto e ele mesmo estivera no Brasil como missionário, eis que para aqui veio em 1920 e trabalhou durante vários anos.

No entanto, depois de alguns estudos, cheguei à seguinte conclusão: R. S. Jones (Robert Stanley Jones) foi um dos fundadores da Igreja Batista da Capunga, no Recife, em 19.04.1923, com 13 membros, entre os quais, W. C. Taylor, Reverendo J. L. Dawning, Adalgisa Wanderley, Reverendo R. S. Jones, Seminarista Acácio Vieira Cardoso. Robert S.Jones foi Pastor desta Igreja de 1928 até 1930, quando retornou para os Estados Unidos, ficando em seu lugar, o Pastor José Munguba Sobrinho, que tomou posse no dia 06.07.1930.

A bem da verdade, o primeiro Pastor foi J. L. Dawning. O segundo foi H. H. Muirhead. O terceiro foi R. S. Jones. O quarto foi Munguba Sobrinho. O quinto foi Livio Lindoso. O sexto foi Manfred Grellert. O sétimo foi José de Almeida Guimarães. O oitavo é Ney Silva Ladeia(desde 2006).







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DEFESA DO MARIO NO CASO
DIVINA LÚCIA MONTELLO DA SILVA.

REF: Processo 5006825.26.2010.8.09.0056.

Anexo: Instrumento particular de procuração.

MARIO RIBEIRO MARTINS, brasileiro, divorciado, Procurador de Justiça Aposentado do Ministério Publico de Goiás, portador do CPF/MF 032629014-15, residente e domiciliado na QUADRA 106 NORTE, ALAMEDA 01, LOTE 36, SETOR CENTRAL, PALMAS, TOCANTINS, por intermédio de seu bastante procurador(m.j), advogado inscrito na OAB/GO, 15.153, com escritório na Rua S-100, Quadra 111, Lote 18, Anápolis- City, Quinta Etapa, Anápolis, Goiás, onde receberá as intimações
de estilo, vem, mui respeitosamente, à digna presença de Vossa
Excelência, com fundamento no inserto do artigo 30, c.c. artigo 31,
ambos da Lei 9.099/26.09.1995, apresentar a competente Defesa,
fazendo-o nos termos infra expendidos e, ao final, requerer:

1.- DOS FATOS.

1.1. Aos 27.01.2010, a Reclamante, Divina Lucia Montello da Silva, brasileira, solteira, Engenheira de Alimentos, filha de Raimundo Sales Silva e Neuza Montello da Silva, CPF 001 003 461-70, já qualificada nos autos do processo em referencia, propôs, junto a esse douto Juizado, em face do Reclamado, a presente ação de INDENIZAÇÃO por danos morais, consoante o inserto na exordial de fls. 02 usque 12.

1.2. Em apertada síntese e considerando o núcleo ou o foco da presente lide, a Reclamante alega que, em razão de haver rompido, incondicionalmente, o RELACIONAMENTO AMOROSO COM O
RECLAMADO, este, com o fito de chantageá-la, postou em seu orkut uma foto em que aquela se apresentava nua ou despida das vestes de costume.

A Reclamante sustenta que ela é quem rompeu o relacionamento amoroso com o Reclamado e que este, em razão disto, chantageava-a, para que o relacionamento fosse, novamente, reestabelecido, todavia, tal assertiva não condiz com a realidade dos fatos, pois, COMO INFRA
DEMONSTRADO, é aquela que tem buscado, a todo custo, o restabelecimento da relação amorosa desfeita nos idos do mês de setembro de 2009.

Aos 21 de março de 2010, portanto, há pouco menos de um mês, a Reclamante com o fito de restabelecer a relação amorosa com o Reclamado, a este, às 19:42 da data, ut supra mencionada, enviou-lhe por intermédio do telefone celular (62) 9328 1258, de sua propriedade, a seguinte mensagem:

“Agora serei a sua mulher de verdade. Minha família e meus amigos vão conhecer o meu homem Mario Martins. É só você falar quando devo me mudar para Palmas. A Patrícia me falou que saiu de casa e que você pediu a separação. Isso foi um gesto maravilhoso meu amor. Provou que me ama. Diga quando posso me tornar tua mulher eternamente? Divina Engenheira”.

No dia 01 de abril de 2010, às 15:35 horas, a Reclamante, por meio de seu telefone celular (62) 9328 1258, enviou, para o celular (63) 9244 6036, de propriedade do Reclamado, a mensagem infra transcrita, agradecendo-o por deposito feito em sua conta:

“Muito obrigado meu amor. Eu te amo e não vou desistir de você nunca. Divina Engenheira”.

Diante dos teores insertos nas mensagens telefônicas, já transcritas, indaga-se: SERÁ QUE O RELACIONAMENTO AMOROSO entre Reclamante e Reclamado fora rompido por aquela?

A resposta transparece, cristalina e indelevelmente, negativa, pois, em regra, aquele que rompe um relacionamento amoroso não fica insistindo, de forma sistemática, na busca de seu restabelecimento.

IN CASU presente, o relacionamento entre a Reclamante e o Reclamado fora por este desfeito ou interrompido, não e nunca por àquela, como bem demonstrado restou pelos teores das mensagens enviadas por àquela a
este.

Portanto, não procedem as razões e os fundamentos insertos na petição inicial, vez que o Reclamado nunca chantageou a Reclamante com vistas ao restabelecimento da mencionada relação amorosa. Até porque, o Reclamado, após haver rompido o relacionamento amoroso com a Reclamante, reatou seu relacionamento com a sua ex-namorada de nome Patrícia.

1.3. A foto da Reclamante nua ou despida fora, de fato, inserida no ORKUT do Reclamado, fato este inquestionável.

Todavia, de duas, uma: ou a mencionada foto fora inserida no orkut do Reclamado pela própria Reclamante ou por algum Hacker, a mando, obviamente, da Reclamante, vez que, como conhecedora da boa situação socioeconômica do Reclamado, vislumbrou a possibilidade de tirar proveito daquele seu inescrupuloso ato, como de fato tentou, por intermédio da mensagem a ele enviada às 17:05 horas, do dia 17.03.2010, através de seu telefone celular (62) 9328 1258, cuja mensagem fora endereçada ao telefone celular (63) 8126 8581, de
propriedade do Reclamado, com o seguinte teor:

“Meu amor, tive pensando, se você mandar QUATRO MIL REAIS para minha conta do Banco Bradesco(237, 02562, 27049) CPF 001 003 461-70, no dia em que você voltar da Bahia e mandar a mensagem dizendo que transferiu, EU VOLTO PARA VOCE E DESISTO DO
PROCESSO. A gente se encontra e faz amor como se fosse a primeira vez. Eu não consigo lhe esquecer. Tenho que pagar umas contas pendentes. Você aceita a minha proposta? Divina Engenheira.”


No dia 03 de abril de 2010, às 21:00 horas, portanto, há pouco mais de 2(duas) semanas, a Reclamante, por meio de seu celular (62) 9328 1258, transmitiu para o Reclamado a mensagem abaixo, a qual fora enviada para o telefone celular (63) 9244 6036, de propriedade do Reclamado que
tem um nítido caráter da pratica de extorsão:

“CONSULTEI O MEU ADVOGADO E ELE DISSE QUE EU POSSO PEDIR UMA MESADA PELO TEMPO QUE FIQUEI COM VOCE. Divina Engenheira”.

Na realidade, o Reclamado fora, duplamente, vitimado: A UMA, quando teve o seu meio de comunicação virtual- ORKUT- invadido, clandestina e ilegalmente, ou na calada da noite, pela Reclamante ou por alguém a mando desta, com o objetivo de obter vantagem indevida e ilegal.

A DUAS, quando se viu acionado, judicialmente, pela Reclamante, que, como já supra demonstrado, quer porque quer, obter de alguma forma, qualquer quantia em dinheiro para fazer frente as suas dividas, para tanto, buscou as vias judiciais para extorquir o Reclamado, já que não conseguiu pelas vias, que por ela, vinham sendo utilizadas.

Claro que, se o Reclamado tivesse aceito a inescrupulosa proposta supra transcrita, que fora formulada pela Reclamante e se o Reclamado
tivesse feito a remessa do valor “solicitado”, esta, como prometera, teria desistido da presente reclamação ou de indenização, vez que a mesma deseja e quer é apoderar, indevidamente, de alguma quantia em dinheiro.

1.4. Ao tomar conhecimento da invasão clandestina em seu ORKUT e vendo a foto da Reclamante NUA inserida no campo visual de seu equipamento, por ser uma pessoa já de uma certa idade(68 anos) e com pouquíssimo conhecimento técnico, no que pertine ao campo da informática, tratou de contratar um especialista para que aquela foto fosse dali retirada, como de fato tal foto fora de imediato deletada.

O imaginado ocorrera, pois quando o Reclamado tomou conhecimento da inserção de tal foto em seu Orkut, imaginou, de plano, que seria
vitima de uma planejada extorção, como de fato foi e continua sendo, pois como já alhures demonstrado, a Reclamante quer, de alguma
forma, arrumar algum dinheiro, para, como ela mesma afirmara, pagar as suas dividas, não se importando com os meios escusos utilizados para alcançar o seu escopo, que é a obtenção, a qualquer custo, de dinheiro, numa postura, indelevelmente, maquiavélica.

Em concluindo, como já se disse alhures, o Reclamado está sendo vitima de uma pessoa inescrupulosa, que, por intermédio de uma conduta torpe, busca, a qualquer preço, arrancar dinheiro de suas vitimas.

E, vitimas da virtualidade é o que mais se vê hoje em dia, vitimas de pessoas inescrupulosas que buscam o dinheiro fácil, ou o dinheiro oriundo do suor do rosto de seus semelhantes.

2. DOS PEDIDOS.

Destarte, EX VI POSITIS, o Reclamado requer a Vossa Excelência a improcedência do pedido de INDENIZAÇÃO formulado pela
Reclamante na petição inicial e, de conseqüência,
o ARQUIVAMENTO dos presentes autos por ser uma questão da mais lidima JUSTIÇA.

Termos em que,
Pede e espera deferimento.
Goiânia 16 de abril de 2010.
ROLDÃO IZAEL CASSIMIRO- OAB/GO 15.153.




DIREITOS AUTORAIS(1).

Mario Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).


Embora alguns estudiosos afirmem que a atividade literária entre Romanos e Gregos permitia aos autores uma forma de sobrevivência, a afirmativa parece não ter consistência histórica.

É sabido que os intelectuais gregos, de modo geral, eram escravos e como tais constituíam propriedade dos senhores. Alguns deles eram cegos, não porque tenham nascido, mas porque foram feitos cegos para que não fugissem. Era uma maneira esdrúxula que os gregos tinham de admirar os gênios da poesia e da literatura.

O fato faz lembrar a musica de Luiz Gonzaga, cuja letra denuncia a pratica de furar os olhos do ASSUM PRETO(pássaro preto), para que este pudesse cantar melhor.

Entre os romanos não se falava em direitos relativos aos frutos da inteligência. Veja-se que os DIREITOS eram subdivididos em PESSOAIS, OBRIGAÇÕES e REAIS. Aqui se esgotava o conhecimento jurídico sobre o assunto.

Assim, o pensamento não era objeto de nenhum direito, não se cogitando, portanto, de qualquer tipo de proteção legal. Somente se tratava de proteger o pensamento que se concretizava em objeto material. Se o artista idealizasse uma estatua e a construísse, esta estaria protegida, pois não se tratava mais de uma idéia, mas de um objeto material.

Não havia uma distinção clara entre o trabalho mecânico e a atividade intelectual, ou seja, entre o direito de propriedade sobre o objeto e sobre a criação intelectual.

Durante muito tempo e até hoje, ao escritor resta somente o recebimento de determinadas honrarias e, quando muito, um emprego publico, com o qual passará o resto da vida. Neste sentido, o direito romano se orientava por uma concepção materialista que estava longe de favorecer a criação intelectual, tida como irrelevante para o progresso do Estado.

O Direito Autoral, no sentido de reconhecimento da atividade intelectual, só começa a ter, os seus primeiros vislumbres no século XV. Com a invenção da imprensa, a literatura como produção intelectual alcançou um novo status. O sistema de privilegio foi uma manifestação dessa nova situação. Tal sistema se prolongou durante muito tempo.

Ao Rei era concedido o direito, o poder e a autoridade de conferir ao autor de obra literária, a permissão especial para explorar ou comercializar o seu trabalho intelectual. Existiam, evidentemente, determinadas condições e a exploração se fazia por certo tempo. Na verdade, pouquíssimos eram aquinhoados com tal privilegio e quando tal ocorria, era porque a obra constituía um Tratado de Bajulação à pessoa do Rei, do contrario, a licença não lhe era concedida e, em muitos casos, sobrava ao escritor, nada menos que a FORCA.

Não havia, portanto, o Direito Autoral, o que havia era uma atribuição de Direito ao autor, concedido como Favor, Graça e Obsequio pelo seu trabalho intelectual. O regime do privilégio era totalmente dependente da censura, o que era válido também para as produções artísticas.

Ao lado das obras literárias e artísticas, estão os inventos. Se o sistema de privilegio, com o passar dos tempos, desapareceu no que concerne à literatura e à arte, em relação à invenção, não desapareceu.

Assim é que a figura da PATENTE, inserida na moderna legislação não é outra coisa, senão a manutenção do antigo privilegio, evidentemente com outra roupagem. A patente, alem de ser o reconhecimento do autor, é também uma licença para o monopólio, em termos de exploração no sentido industrial.

Diferentemente das obras literárias e artísticas, os inventos como fruto da inteligência e da pesquisa, sofrem mais restrições e daí serem melhor regulamentados.

Historicamente falando, o sistema de privilégios foi vencido na Inglaterra. Os ingleses, influenciados pelas idéias avançadas de vários pensadores, entre os quais, John Locke, reconheceram os direitos autorais. Juridicamente falando, o fato se deu através da instrumentalidade da Rainha Ana que sancionou o BILL, de 11.01.1709, regulamentando o COPYRIGHT.

Deste modo, o direito do autor ou do que tinha a concessão de uma obra literária ou artística deveria durar catorze(14) anos, contando-se da primeira publicação, podendo ser renovado, desde que o autor ainda estivesse vivo. De qualquer forma, os beneficiados, seja em termos de privilegio ou depois da sanção da nova lei, sempre foram os editores e nunca autores propriamente ditos.

Quase meio século mais tarde, a Dinamarca adotou o mesmo critério, reconhecendo os direitos autorais, embora a questão continuasse a ser debatida durante todo o século XVIII e alem dele, em virtude da crescente insatisfação dos autores constantemente ludibriados e explorados pelos editores.

As transformações surgidas com a Revolução Francesa terminaram por alcançar também as obras literárias e artísticas. Todos os tipos de privilegios, em todas as áreas e facetas da vida humana desapareceram, inclusive os privilegios concedidos aos editores. Os direitos autorais, a partir de então foram protegidos, para o que contribuiu a nova gama de conceitos que passou a vigorar na França.

A Convenção Francesa, pela Lei de 19.07.1793, estabeleceu normas quanto ao reconhecimento da propriedade literária e artística. E foi alem, reconheceu o direito da atividade em termos de literatura e arte, oriundo do trabalho intelectual, como um direito mais legitimo e mais sagrado do que a propriedade das coisas, o que significou um extraordinário avanço dentro da legislação pertinente.

O reconhecimento de tal direito corroborava com o fato de que não há relação jurídica mais completa e mais autentica do que aquela que vincula o titular ao objeto de seu direito ou de sua criação. Tudo isto significava o direito de melhor usufruir os resultados do trabalho intelectual.

Determinadas dificuldades têm surgido quando da aplicação à criação intelectual de normas elaboradas para orientar as coisas materiais. Daí, o aparecimento de termos designativos de fatos relativos à produção no campo literário e artístico, entre os quais, a expressão “propriedade intelectual”, reveladora de que o fruto do intelecto é também matéria, embora com características próprias. Assim, o direito de propriedade passava a ser extensivo também aos resultados do labor intelectual.

Modernamente, a doutrina dos direitos autorais está presente em todos os diplomas legais. Seja em forma de direitos intelectuais sobre as obras literárias ou artísticas ou sobre inventos, trabalhos e modelos industriais. O artigo 27, § 2º, da Declaração Universal dos Direitos do Homem acentua: “Todo homem tem direito à proteção dos interesses morais e materiais de qualquer produção cientifica, literária ou artística da qual seja autor”.

A CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DO IMPÉRIO DO BRASIL, de 1824, em seu artigo 179, § 26, destaca: “Aos autores de obras literárias e artísticas é garantido o direito exclusivo de reproduzí-las pela imprensa ou por qualquer outro processo mecânico. Os herdeiros dos autores gozarão desse direito pelo tempo que a lei determinar”.

Em igual sentido se pautaram os Códigos Penais de 1830 e 1890 ao incluírem em seus dispositivos, punições para os crimes de falsificação e imitação de obras literárias e artisticas.

A CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, de 1934, em seu artigo 113, § 20, acentuou: “Aos autores de obras literárias, artísticas e científicas é assegurado o direito exclusivo de reproduzí-las. Esse direito transmitir-se-á aos seus herdeiros pelo tempo que a lei determinar”. No entanto, a CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL, de 1937, manteve absoluta silencio sobre o assunto.

A Constituição de 1946 repetiu, com outras palavras, as Constituições de 1891 e 1934, usando, para isto, o Artigo 141, § 19. A CONSTITUIÇÃO DO BRASIL, de 1967, no seu Artigo 150, § 25, fez a mesma repetição. A CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, de 1969, chamada Emenda Constitucional, em seu Artigo 153, § 25 declara: “Aos autores de obras literárias, artísticas e cientificas pertence o direito exclusivo de utilizá-las. Esse direito é transmissível por herança, pelo tempo que a lei fixar”.

O fato, porem, é que tais postulados, repetidos nas diversas Constituições brasileiras jamais foram capazes de verdadeiramente amparar os autores, sem que houvesse normas reguladoras mais detalhadas e mais eficazes.

A primeira lei nacional verdadeiramente voltada para os direitos autorais é a de Nº 496, datada de 01.08.1898, sancionada pelo Presidente Prudente de Morais. A inspiração desta lei, deve-se ao escritor e Deputado Federal Medeiros e Albuquerque. Projetos anteriores a respeito do assunto já tinham sido apresentados à Câmara Federal.

Em 1856, Aprigio Justiniano da Silva Guimarães encaminhou à Camara dos Deputados um projeto neste sentido. O mesmo fez Gavião Peixoto, em 1858. Tempos depois, em 1875, José de Alencar apresentou semelhante projeto que, como os demais, foram completamente esquecidos.

Após a Constituição de 1891, a legislação sobre os direitos autorais tornou-se abundante, havendo mais de 200(duzentos) atos legislativos neste sentido, de que a Lei Medeiros e Albuquerque é o marco mais profundo, precisamente por ter definido em seu Artigo 1º, os direitos do autor de forma mais minunciosa, alcaçando desde a autorização para tradução até a garantia dos direitos do autor, sua cessão, transmissão, etc. É a partir da Lei 496, de 1898, que se formou o direito brasileiro do autor.

Fora disso, já em 1882, Tobias Barreto em seu jornal escrito DEUTSCHER KAEMPFER(Lutador Alemão), impresso em Escada, Pernambuco e cujo único leitor era ele mesmo, usou pela primeira vez a expressão Direito Autoral, posteriormente substituida por outras, entre as quais, Direito do Autor ou Direito de Autor.

A Lei Nº 2.577, de 1912, sancionada pelo Presidente Hermes da Fonseca serviu para ratificar a Lei 496, de 1898, dando-lhe nova roupagem, especialmente quanto ao Artigo 13 que relacionava e submetia o gozo do direito de autor, ao registro na Biblioteca Nacional.

Assim, os direitos autorais durante muito tempo foram protegidos não apenas pelo Código Penal que continha um capitulo sobre os “Crimes contra a propriedade literária, artística, industrial e comercial”, mas tambem pela propria Lei 496. Na verdade, tal situação permaneceu até 1917, quando entrou em vigor o Código Civil Brasileiro, cuja Lei Nº 3.071 fora sancionada pelo Presidente Wenceslau Braz.

Seguiram-se varias outras leis, decretos e regulamentos disciplinadores da materia, reforçando ainda mais os direitos autorais. Relembre-se, por exemplo, o Decreto 4.092, de 1920, baixado pelo Presidente Epitácio Pessoa.

Tambem em seu governo foi ratificada a Convenção de Berna. Tal Convenção tinha sido assinada em 1886, por varios paises, com o proposito de proteger de forma eficaz e uniforme os direitos dos autores sobre as respectivas obras literarias e artisticas.

Esta Convenção foi revista em varias outras épocas e locais, uma delas em Bruxelas, em 1948. Outros decretos podem também ser relembrados, como o Decreto 4.790, de 1924, baixado pelo Presidente Artur Bernardes. (CORREIO DO PLANALTO. Anápolis, Goiás, 17.02.1981).


(1) Sobre este assunto, o autor escreveu também o artigo A LEI BURLANDO A LEI que é repetido aqui como enriquecimento da matéria.




GENTE EM FOCO:
MARIO RIBEIRO MARTINS.

COLUNA DO SAUL*

(JORNAL NOVO VISTO, BOM JESUS DA LAPA, BAHIA, 25.02.2011).



O Dr. Mário Ribeiro Martins escreveu e publicou inúmeros livros e artigos para os jornais de grande circulação no Brasil. Ele passou quatro anos estudando aqui em Bom Jesus da Lapa. É professor universitário e tem muitas experiências interessantes para estudantes e profissionais.

Nesta semana, estou realizando um desejo que vinha bradando e levando a minha memória a lembrar e relembrar de vários amigos de longas datas, desde os meus tempos de estudante do curso secundário.

Por oportuno, quero escrever algumas linhas sobre o meu grande amigo, Dr. Mario Ribeiro Martins. São mais de cinco décadas de amizade ininterrupta.

O companheirismo começou antes do alisar dos bancos acadêmicos. A personalidade do meu nobre amigo tem sido construída sobre fortes pilares. A dedicação aos estudos e pesquisas vem lhe rendendo títulos e dividendos intelectuais bem merecidos.

Depois de muitos anos, ele teve a chance de voltar à nossa querida Bom Jesus da Lapa, onde encontrou amigos, velhos conhecidos e fez pesquisas e entrevistas para suas futuras obras literárias.

Vale observar que aqui em Bom Jesus da Lapa, Mario, seu irmão Gutemberg e eu, o autor destas linhas, fizemos uma rápida visita à Secretaria Municipal de Educação, onde o Mario fez doação de livros de sua autoria para a Biblioteca Publica Municipal.

Entre as suas inúmeras obras já publicadas que mais me impressionam estão: DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2007, 1034 páginas), MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO(Goiânia, Kelps, 2007, 496 páginas), CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS(Goiânia, Kelps, 2010, 320 páginas).

Mas há outras obras, como:

1) CORRENTES IMIGRATÓRIAS DO BRASIL. Recife: Acácia Publicações, 1972. 2) SUBDESENVOLVIMENTO: UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA. Recife: Acácia Publicações, 1973. 3) SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE. Recife: Acácia Publicações, 1973. 4) GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE (Uma Contribuição Biográfica). São Paulo: Imprensa Metodista, 1973. 5) MISCELÂNIA POÉTICA. Recife: Acácia Publicações, 1973. 6) HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO BRASIL. Recife: Acácia Publicações, 1974. 7) BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS EM PERNAMBUCO (Co-autoria com Zaqueu Moreira de Oliveira). Recife: Acácia Publicações, 1974. 8) ESBOÇO DE SOCIOLOGIA. Recife: Acácia Publicações, 1974. 9) FILOSOFIA DA CIÊNCIA. Goiânia: Editora Oriente, 1979. 10) GILBERTO FREYRE, EL EX PROTESTANTE. Tradução deJorge Pinero Marques. Argentina: Libreria Y Editorial, 1980. 11)SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL. Anápolis: Editora Walt Disney, 1980. 12) PERFIL LITERÁRIO. Rio de Janeiro: Editora Arte Moderna, 1981. 13) LETRAS ANAPOLINAS. Goiânia: Editora O POPULAR, 1984. 14) JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS. Goiânia: Editora O Popular, 1986. 15) ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO. Anápolis: Editora Anapoli- na, 1987. 16) CADEIRA 15 (Perfil Biográfico). Anápolis: Editora Anapolina, 1989. 17) ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS. Anápolis: Fica, 1995. 18) ESCRITORES DE GOIÁS. Rio de Janeiro: Master, 1996. 19) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS. Rio de Janeiro: Master, 1999. 20) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS.Rio de Jáneiro: Master, 2001. 21) CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS. Goiânia: Kelps, 2004. 22) RETRATO DA ACADEMIA TOCAN-TINENSE DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2005. 23) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2007. 24) DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS. Goiânia: Kelps, 2007, em co-autoria com Filemon Francisco Martins. 25) MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO. Goiânia: Kelps, 2007. 26) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL. Goiânia: Kelps, 2007. 27) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2007. 28) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS. Goiânia: Kelps, 2007. 29. DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS.Goiânia: Kelps, 2008. 30)DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2008. 31)A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS. Goiânia: Kelps, 2008. 32)MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS. Goiânia: Kelps, 2009. 33)ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDÉIAS. Goiânia: Kelps, 2009. 34)CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES. Goiânia: Kelps, 2010. 35)RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES. Goiânia: Kelps, 2011.

A esta altura o prezado leitor pode estar querendo saber e perguntando: QUEM É O DR. MARIO RIBEIRO MARTINS? Pois então pode anotar. Eis aqui o breve perfil da trajetória ascendente do Dr. Mario Ribeiro Martins, o maior biobibliógrafo do Brasil.

Ele é baiano, natural de Ipupiara, região da Chapada Diamantina. Nasceu em 07.08.1943 e é filho de Adão Francisco Martins e Francolina Ribeiro Martins.
Em 1949, com 6 anos, ainda em Ipupiara, é alfabetizado pela sua tia Almerinda Ribeiro Santos e pela Profa. Miriam Ribeiro Barreto, irmã do Dr. Isaac Ribeiro Barreto, um dos primeiros médicos de Brasília.
Em 1950, muda-se para Morpará, onde seu pai se torna comerciante, político e pregador batista. Ajudando na Loja de Tecidos “A PRIMAVERA”, preocupa-se com os livros e a pescaria no Rio São Francisco.
Entre 1954 e 1957, terminou o primário em Morpará, Bahia, com a Professora Dona(Maria Jerônima Magalhães Mariani), depois de estudar também com a Profa. Zélia Magalhães.

Em 1958, foi para Xique-Xique, com o seu primo Fábio Martins, estudar na Escola Batista, dirigida pelo Pastor Jonas Borges da Luz e Dona Eth, com a finalidade de fazer ADMISSÃO AO GINÁSIO. Como nenhum dos dois passou no ADMISSÃO, no Ginásio dirigido por Padres que os perseguiram por serem da Igreja Batista, FÁBIO retornou para Ipupiara e Mário foi para Bom Jesus da Lapa.

Em 1959, com 16 anos, veio estudar em Bom Jesus da Lapa, onde recebeu forte influencia de políticos, principalmente do Senhor Benvenuto Ribeiro dos Santos e muitos outros lideres políticos da época.
Nesta cidade, morou, inicialmente, na casa do Pastor Pedro Pereira Nascimento e sua esposa Esther. No ano seguinte, passou a residir na casa do coletor Eliel Barreto. Nos anos seguintes, e até terminar o Ginásio, viveu na casa de Benvenuto e Dona Lindaura.

Provavelmente muitas pessoas aqui na cidade ainda se lembram dos discursos proferidos por ele, como Orlando Fraga, Silvio Bastos e outros.

Aqui ele estudou no Colégio Bom Jesus, sob a direção do Prof. Antonio Barbosa, sendo seus mestres, entre outros, o Prof. Josino e o Juiz de Direito da cidade. Estudou também no Colégio São Vicente de Paula, onde terminou o Ginásio. Ao concluir o curso ginasial, foi classificado em primeiro lugar, foi o Orador da Turma e ganhou como premio uma viagem a Salvador.

Em 1963, com 23 anos de idade, matriculou-se no Colégio Americano Batista do Recife (o mesmo colégio onde em 1907 estudou o sociólogo Gilberto Freyre).

Fez o curso de Bacharel em Teologia no Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife e depois o curso de Mestrado em Teologia, na mesma instituição. Fez o curso de Sociologia na Universidade Federal de Pernambuco. Assumiu o pastorado da Igreja Batista de Tegipió, no Recife, em 1968. Em 1970, ingressou na carreira jornalística. Escreveu muitos artigos para diversos jornais, com destaque para JORNAL DO COMMERCIO(o maior jornal do Nordeste) e o JORNAL DIARIO DE PERNAMBUCO(o mais antigo da América Latina).

O Dr. Mario continuou estudando e em 1971 formou-se em Filosofia Pura, na PUC(Pontifícia Universidade Católica de Pernambuco). Em 1973, demonstrou muita coragem, cruzou o Atlântico e foi estudar na Espanha, onde se especializou em Educação Moderna e Administração Publica, recebendo o diploma diretamente das mãos de Dom Juan Carlos de Borbon, atual Rei da Espanha.

Em 1976, com 33 anos, concluiu o curso de Direito e ingressou na Academia de Letras Manchester. Em 1978, o Dr. Mario Ribeiro Martins especializa-se em Direito Penal na Universidade Federal de Goiás e assinala seu ingresso no “PARQUET” do Estado de Goiás, como Promotor de Justiça, inicialmente designado para servir na Comarca de Abadiânia, Goiás.

Em 1980, foi eleito para ocupar a Cadeira 3, da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro. Em 1983, tomou posse na Cadeira 37, da Academia Goiana de Letras, tendo sido orador da solenidade o jornalista Jaime Câmara, proprietário do jornal O POPULAR. Em 1993, recebeu com distinção e honra, o MÉRITO JUSCELINO KUBITSCHEK. Em 1995, torna-se membro do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.

É importante observar que a partir de 1995, o Dr. Mario Ribeiro Martins, usando o dom que Deus lhe deu, passa a lançar uma excelente coleção: DICIONÁRIOS BIOGRÁFICOS relacionados com grandes escritores brasileiros, conforme relação acima, e lança o livro ESTUDOS LITERÁRIOS.

Também vale a pena voltar um pouco e registrar que em 1981, ele foi escolhido pela REVISTA BRASILIA, como “O INTELECTUAL DO ANO”.

Esse é o breve perfil da trajetória do Dr. Mario Ribeiro Martins. Em 05.04.2002, tomou posse na Cadeira 37, da Academia Tocantinense de Letras, tendo como Patrono o Frei José Maria Audrin, sendo recebido pelo orador da Academia, o maranhense de Alto Parnaíba, José Cardeal dos Santos.

Desde 1998 ele está aposentado pelo Ministério Publico de Goiás, como Procurador de Justiça e reside na cidade de Palmas, Capital do Tocantins(Coluna do Saul, Bom Jesus da Lapa, VISTO, Ano IV, N 227, 25.02.2011, página 12).

*SAUL RIBEIRO DOS SANTOS reside em Bom Jesus da Lapa, Bahia, onde é empresário. Nasceu na Lagoa do Barro(Ipupiara), em 04.01.1946, filho de Nisan Ribeiro dos Santos e Loura(Carolina Pereira de Novais). Saul casou-se com Agripina Alves Ribeiro, com quem tem os filhos Raquel Ribeiro dos Santos, Ester Ribeiro dos Santos e Arão Wagner Ribeiro.


GILBERTO FREYRE
E OUTRAS MEMÓRIAS.


Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).

Muito oportunamente Geraldo Azevedo, da revista VISÃO (27.10.1975), deu à sua entrevista com o Mestre de Apipucos, o titulo: GILBERTO FREYRE-UM POUCO DE MEMÓRIAS E UM LIVRO NOVO.

Válida essa manchete não somente porque Gilberto Freyre escondeu muitas facetas de sua vida que poderiam ser conhecidas pelo Repórter se tivesse lido o livro GILBERTO FREYRE- O EX-PROTESTANTE publicado em São Paulo, pela Imprensa Metodista(1972), de Mário Ribeiro Martins ou os artigos sobre ele escritos no JORNAL BATISTA, distribuído do Rio de Janeiro para todo o Brasil pela JUERP, mas também porque Gilberto Freyre, teimosamente, insiste em ocultar uma realidade que lhe marcou a vida, o que já foi sobejamente provado e comprovado nos escritos acima mencionados e, inclusive, ratificado por ele mesmo ao dizer, referindo-se aos contatos e sua vinculação com os batistas no Recife:

“São contatos e tendências de que me orgulho. Duraram ano e meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento da natureza humana com Deus e com o Cristo que é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte nada insignificante”. (Gilberto Freyre, DEPOIMENTO DE UM EX-MENINO PREGADOR, in DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Recife, 31.12.1972).

Mas não foi isso que Gilberto Freyre disse ao repórter de VISÃO. Às perguntas feitas sobre o aspecto religioso, Gilberto respondeu de modo tendencioso e desprezível, como se nunca tivesse sido batizado numa Igreja Batista ou mesmo participado como membro de Igrejas no Brasil e nos Estados Unidos e de outras atividades denominacionais tipicamente batistas. Assim é que declara o Mestre de Apipucos: “Foi no Colégio Gilreath, hoje Colégio Americano Batista que tive certa iniciação no Cristianismo”.

A expressão “certa iniciação” não revela nada ao leitor. Não revela, por exemplo, o fato de ter sido ele batizado pelo missionário H. H. Muirhead em setembro de 1917, na Primeira Igreja Batista do Recife, conforme seu livro de Atas. Não revela o fato de ter sido ele membro da Seventh & James Baptist Church, Estados Unidos, igreja freqüentada pelos alunos da Universidade Batista de Baylor, onde Gilberto estudou. Não revela o fato de ter sido ele um pregador, conforme ele mesmo escreveu para o DIÁRIO DE PERNAMBUCO: “Daí ter me tornado, de fato, durante meses no Recife, um Menino-Pregador de Jesus a gente de mucambos, aos pobres mais pobres da cidade, aos mais desvalidos, um dos quais me lembro- era um funileiro- ter morrido, tuberculoso, nos meus braços”.

É esse homem que fala em “certa iniciação”. Alias, Gilberto caiu em contradição quando disse ao repórter: “Depois, encontrei nos Estados Unidos o filosofo espanhol George Santayana que me reconciliou com o Catolicismo” (Visão, p.86).

Com a expressão “reconciliou” Gilberto disse tudo, pelo menos ao bom entendedor. Mas a contradição é muito mais chocante quando se lê o que Gilberto escreveu para o DIARIO DE PERNAMBUCO, referindo-se à sua saída da Igreja: “E dei um rumo um tanto mais anárquico ao que já era o dos meus projetos de vida. Diferente de todos os rumos convencionais. Todo meu. Sem nunca desprender-me de todo, do meu entusiasmo de adolescente e de jovem por Jesus e das minhas preocupações com os pobres do Brasil, cuidaria do assunto à minha maneira, nem Católica, nem Evangélica”. Esse é o mesmo Gilberto que, contraditoriamente, diz para VISÃO que se reconciliou com o catolicismo.

A uma outra pergunta do repórter sobre seus estudos nos Estados Unidos, Gilberto Freyre respondeu: “Eu queria preparar-me para ser escritor” (VISÃO, p.86). É uma contradição chocante. Não foi isso que disse Diogo de Melo Menezes, ex-secretario de Gilberto e um de seus melhores biógrafos: “Naquela época, o menino muito lido nos Evangelhos, em Milton, em Bunyan, na biografia do Dr. Livingstone pensou em ser missionário”(Diogo de Melo Menezes, GILBERTO FREYRE. Rio de Janeiro, CEB, 1944, p.42).

Alias, o próprio Gilberto Freyre escreveu para o DIARIO DE PERNAMBUCO: “Com esse sonho tolstoianamente evangélico é que pensei nos Estados Unidos, para onde segui e integrei-me na mesma Universidade Batista de Baylor, onde já estudavam meu irmão e meu amigo Edgar Ribeiro de Brito”.

Gilberto Freyre não tinha ido propriamente preparar-se para ser escritor, o que se conclui não somente de suas palavras “sonho tolstoianamente evangélico”, mas também de suas cartas enviadas dos Estados Unidos. Uma delas chegou a ser publicada, num jornal brasileiro- A MENSAGEM(Recife, 15.03.1919)- sob o titulo CARTA DE UM SEMINARISTA.

Essa carta, Gilberto escreveu exatamente de um dos quartos do maior seminário do mundo, o Seminário Batista do Sul dos Estados Unidos, conhecido como SOUTHWESTERN BAPTIST THEOLOGICAL SEMINARY, Fort Worth, Texas.

Nessa carta, entre outras coisas, ele diz: “Visitei hoje e tive boa palestra com o Professor de Missões, Knighe. É jovem, inteligente e preparado. Eu o quisera ver no Brasil como missionário. Falei ao velho Gambrel, “papai” dos baptistas do Texas. Hoje à noite, falarei a um grupo de mexicanos- entre os quais o Seminário- professores e estudantes- que fazem trabalho missionário. Misturarei ao meu hespanhol um pouco de português”(CARTA DE UM SEMINARISTA. A MENSAGEM. Recife, 15.03.1919, p.5).

Sobre o grande pregador Billy Sunday, Gilberto escreveu: “Já o ouvi duas vezes. É uma maravilha. Billy é hoje o pregador de maior popularidade no mundo inteiro. E o de mais poder. Basta dizer que foi ele quem fez cair de joelhos, em New York, 100(cem mil pessoas). Em Fort Worth começou a pregar há cinco semanas. Tem havido na media 100(cem) decisões por noite. Ontem à noite, houve umas 300 decisões”.

Outros fatos poderiam ser mencionados, mas estes bastam para mostrar que somente um narcisismo tolo e inoperante, uma má vontade impertinente e estúpida podem fazer com que Gilberto Freyre esconda o fato histórico incontestável da contribuição protestante para a sua formação, desde os seus dias de Colégio Americano Batista, no Recife, até sua ida para a Universidade Batista de Baylor, pois enquanto W. C. Taylor escreveu EU O AJUDEI A IR AOS ESTADOS UNIDOS PARA ESTUDAR(W.C.Taylor, A Brief Survey of the History of Brazilian Baptist Doctrine. Rio de Janeiro, 1955, p.57), o velho missionário Johnson vendeu o seu piano de estimação para ajudar o jovem Gilberto Freyre na sua viagem à América.(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 11.01.1976).


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
ESCRITOR.
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GILBERTO FREYRE
E SUAS MEMÓRIAS.

Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).

Com o titulo GILBERTO FREIRE DEFENDE MODELO DE SOCIEDADE ANÁRQUICA, o Suplemento Cultural de O POPULAR publicou entrevista do escritor Gilberto Freyre através de doze perguntas, devidamente respondidas.

Dentre elas, destaca-se a seguinte: “COMO FOI O INICIO DE TUDO QUE O SENHOR É HOJE E ATÉ QUE PONTO INFLUIU A ORIENTAÇÃO FAMILIAR NA SUA VIDA DE ESCRITOR?”

A propósito da resposta dada pelo ilustre brasileiro, é de grande significação que se apresente para os leitores de O POPULAR, a resposta que, anteriormente, foi dada pelo celebre sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre à série de ARTIGOS SOBRE ELE ESCRITOS, não somente no DIARIO DE PERNAMBUCO, mas também no JORNAL DO COMMERCIO, do Recife, e ainda no JORNAL HOJE, de São Paulo.

Lançando mão de um titulo expressivo DEPOIMENTO DE UM EX-MENINO PREGADOR, assim escreveu Gilberto Freyre no DIARIO DE PERNAMBUCO e para os Diários Associados:

“Num jornal do Recife, simpático e decerto bem intencionado cronista de coisas evangélicas no Brasil- Mário Ribeiro Martins- vem recordando meus contatos de adolescente - quase menino de 17 anos - com o evangelismo. Um evangelismo, o meu, nesses dias, de caráter o mais popular. O mais antiburguês. O mais antieclesiastico. Com muito de tolstoiano, portanto”.

A influencia protestante de que tanto se tem falado sobre a infância de Gilberto Freyre é revelada em suas próprias palavras, quando escreveu:

“São contactos e tendências de que me orgulho. Duraram ano e meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento da natureza humana, no sentido de relações dos homens com Deus e com o Cristo, que é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte nada insignificante”.

Na verdade, tem razão o Mestre de Apipucos, porque quem como ele teve a oportunidade de ouvir Billy Sunday (o maior pregador da época) e dizer: “Elle ora como se Deus estivesse na frente delle... Já o ouvi duas vezes. É uma maravilha... E o de mais poder. Elle prega as doutrinas da Graça, da Salvação Pessoal, da Redempção, etc, na sua pureza evangélica” não poderia sentir outra coisa senão o pulsar do Cristo dos Evangelhos e sua poderosa influencia.

“Creio ter sido”- acrescentou Gilberto Freyre- como adolescente brasileiro, um pequeno precursor, anárquico e a meu modo, do atual movimento, também um tanto anárquico e, a seu modo construtivo, chamado de Jesus ou de Cristo. Movimento atualíssimo que empolga tantos adolescentes e jovens- inclusive HIPPIES- nos Estados Unidos e noutros paises: adolescentes e jovens enfastiados de burguesias, de idéias burgueses, de riqueza, de conforto, de igrejas organizadas em senhoras igrejas”.

Aqui, parece que Gilberto Freyre não se lembrou de que a Primeira Igreja Batista do Recife (de que ele era membro) era uma senhora igreja, pelo menos, a ela freqüentavam os grandes mestres do Colégio Americano Gilreath, inclusive seu próprio pai que alem de Vice-Diretor do Colégio, era também Juiz.

Pois bem, desta igreja Gilberto fazia parte como paroquiano, membro (e não foi forçadamente, mas por livre e espontânea vontade) e nela pregava as doutrinas do Cristianismo na sua pureza evangélica.

Aliás, era difícil naqueles primórdios, ser um pregador anárquico e a seu modo. O fato é que o futuro Mestre de Apipucos, conscientemente, fez parte de uma burguesia (se é que a referida igreja o era) e nela permaneceu por algum tempo nos Estados Unidos e dela recebeu os mais valiosos préstimos, conforme carta de W. C. Taylor que disse: “Eu o ajudei a ir aos Estados Unidos para estudar”.

“O que eu queria”- prosseguiu Gilberto Freyre- Contacto com gente do povo para lhe falar de um Jesus ou de um Cristo que devia ser dela e não dos burguesões”. Esta seria uma boa argumentação, se Gilberto tivesse continuado, independentemente de Igreja, a falar de Cristo ao povo. Poderá fazê-lo ainda. A bem da verdade, até vê-lo entre o povo(mas povo mesmo) é difícil.

Continuando, escreveu Gilberto: “As igrejas de qualquer espécie me pareciam redutos desse burguesismo para mim sem sentido e sem atração. Pois eu não queria enriquecer. Não queria ser poder político. Ciente de minhas origens sociais, não sentia necessidade de ascensão social. Não queria seguir qualquer profissão rendosa e convencionalmente burguesa”.

Este modo de pensar, contudo, parece ter sido apenas uma fase na vida do jovem, pelo menos é o que mostra a sua maneira de ser e viver na Mansão de Apipucos.

Seguindo o raciocínio, acentuou Gilberto: “Daí ter me tornado, de fato, durante meses no Recife, um Menino Pregador de Jesus a gente de mucambos, aos pobres mais pobres da cidade, aos mais desvalidos, um dos quais me lembro- era um funileiro- que morreu tuberculoso nos meus braços. Braços de um filhinho de papai que se horrorizaria se tivesse visto o filho tão mimado em casa, falando de Jesus a um coitado que se desfazia em sangue, que vomitava sangue numa bacia e mal me podia dizer: “Obrigado, menino enviado por Deus. Morro feliz. Já estou ouvindo musica de pancadaria vinda do céu”. Ninguém da família estava no conhecimento dessas minhas aventuras antiburguesas e anticatolicas”.

A dedicação de Gilberto Freyre à pregação do Evangelho não foi somente “durante meses no Recife”, mas também nos Estados Unidos, conforme carta de W. C. Taylor que disse, referindo-se ao jovem Gilberto: “Naquele tempo (1917), ele era o mais amado Pregador Batista em Pernambuco e CONTINUOU assim enquanto foi membro da SEVENTH AND JAMES BAPTIST CHURCH, como Dr. Melton, o Pastor, me contou”.

“A verdade”- acentuou o Mestre de Apipucos- é que ajudei muito pobre. Confraternizei com muito desgraçado. Fui tolstoiano- lia muito Tolstoi- à minha maneira que era a de um menino provinciano do Brasil que lia, além do grande russo, os Evangelhos”.

A biografia do missionário Livingstone e a leitura do Livro Sagrado exerceram tanta influencia sobre ele que, como disse José Lins do Rego, citado por Diogo de Melo Menezes “nessa fase chegou a pensar em tornar-se missionário”.

Quem sabe se ao ir para os Estados Unidos não estava ele pensando nesta possibilidade? Alias, ele mesmo disse numa carta referindo-se ao Seminário: “Visitei hoje e tive boa palestra com o professor de Missões, Knighe. Eu o quisera ver no Brasil como missionário”.

No mesmo depoimento ao DIARIO DE PERNAMBUCO, disse Gilberto Freyre: “O já referido cronista aludiu à Primeira Igreja Batista do Recife, na qual dificilmente concordei em repetir uma ou duas das minhas falas à gente de mocambo do Recife, depois de ter concordado sem entusiasmo em tornar-se seu membro”.

Este “sem entusiasmo” do Mestre de Apipucos não é muito justo, mesmo por que a Igreja não o batizou, simplesmente por batizar. Ele se tornou membro da Igreja por sua própria e exclusiva vontade. Se não houvesse entusiasmo, ele teria permanecido como seu pai: amigo da Igreja, mas nunca membro dela. Ou será que filiou-se à Igreja “sem entusiasmo”, com outras intenções.

Um jovem “ativo em coisas de Escolas Dominicais, excursões evangélicas, cantoria de hinos e pregação do Evangelho”, não poderia ter segundas intenções, nem deixar-se imergir nas águas batismais, “sem entusiasmo”.

Não tivesse ele entusiasmo, não teria participado de Comissões Especiais, eleitas pela Igreja ou mesmo apresentado relatórios e pareceres às Convenções, como ocorreu no dia 01.04.1918, segundo A. N.Mesquita que diz: “O Prof. Gilberto Freyre leu outro bem elaborado parecer sobre Missões Estrangeiras”.

Os assuntos tratados eram sérios demais para serem focalizados por um jovem que entrou para a Igreja “sem entusiasmo”. Este tipo de argumentação é uma boa saída, mas nunca convincente quando se conhece as exigências das igrejas daquela época.

“E numa daquelas falas”- prosseguiu o Mestre Gilberto Freyre- “o templo transbordando de gente de toda espécie- fiz um apelo- quem quer ser do Jesus de quem acabo de falar?”- a que atenderam centenas de ouvintes. Entre eles, gente notável: o então líder socialista, já Bacharel em Direito e já intelectual brilhante, Cristiano Cordeiro. O futuro jornalista no Rio de Janeiro, Orlando Dantas, que se tornaria famoso como proprietário do Diário de Noticias. O advogado João Vicente da Costa e seu filho dipomaniaco. Episódios “dramáticos”.

A terminologia de que o mestre de Apipucos lança mão aqui é tipicamente protestante. Expressões como “fiz um apelo” e outras são linguagem evangélica.

No mesmo depoimento argumentou o ex-menino Pregador: “Mas quando o missionário, Pastor da Igreja e também meu bom amigo Rev. Muirhead, entusiasmado com o que acabara de ver, exclamou que aquela sua Igreja, até então só de gente modesta teria como membros Advogados, Médicos, Industriais, Intelectuais, altos comerciantes, impressionados com o Menino Pregador, eu, indignado lhe disse: “Fique-se com esta Igreja de burguesões e de ricos. Só me interessam os pobres. Era um tolstoiano radical”.

A sinceridade de Gilberto Freyre para com o missionário é significativa: “Meu bom amigo”. A argumentação, no entanto, “fique-se com essa igreja de burguesões”, não é das melhores, por várias razões: Não havia somente a Primeira Igreja Batista do Recife, o que significa que ele poderia ir para igrejas extremamente pobres. Por outro lado, embora Gilberto tivesse dito “fique-se com essa igreja”, ele verdadeiramente não deixou a Igreja, ao contrario, colaborou em tudo, até o momento em que viajou para os Estados Unidos, e de lá solicitou carta de transferência para a SEVENTH AND JAMES BAPTIST CHURCH, Waco, Texas, conforme foi demonstrado pela carta de W. C. Taylor.

Sua viagem para os Estados Unidos ocorreu em abril de 1918. Pois bem, no dia 04.03.1918, ele foi eleito em sessão membro de uma Comissão Especial para tratar de hospedagem da Convenção e no dia 01.04.1918, como representante da Igreja apresentou um “parecer sobre Missões Estrangeiras” na Assembléia Convencional. O “fique-se com essa igreja” foi, portanto, uma força de expressão.

“E um tanto”- acrescentou Gilberto Freyre- “com esse sonho tolstoianamente evangélico é que pensei nos Estados Unidos- para onde, nessa época, segui e integrei-me, na mesma Universidade onde já estudavam, tendo se tornado “evangélicos”, meu irmão e meu amigo Edgar Ribeiro de Brito, filho do então Senador Federal e também dois jovens, Guedes Pereira, Ivo Araújo, filho do Senhor de Engenho, Antonio de Araújo(Usina Cadete, de Amaragy) e neto do Barão desse nome- estudar(sendo ainda evangélico) Ciências Sociais e Literatura.

O evangélico a que se refere Gilberto Freyre, vale salientar, era muito mais do que um simples rótulo. Significava antes de tudo ser membro de uma igreja e ter responsabilidade com ela. Dizer-se que o Mestre de Apipucos foi evangélico simplesmente não tem significado. O que é expressivo e poucos sabem é que ele foi membro da Primeira Igreja Batista do Recife, batizado pelo missionário Harvey Harold Muirhead (H. H. Muirhead), que era Pastor da Igreja, em setembro de 1917.

Continuando, disse ele, no mesmo documento: “O que fiz? Quando, porem, defrontei-me com o tratamento mais que cruel dado pela burguesia evangélica dos Estados Unidos aos negros, descri desse evangelismo”. Ainda bem que Gilberto Freyre descreu do evangelismo, mesmo porque evangelismo diz respeito à teoria, ao método de evangelizar. Ele não descreu da evangelização que é a aplicação ou pratica do evangelho.

Alem do mais, a profissão de fé que ele dera na Primeira Igreja reunida em sessão não foi fundamentada em nenhuma teoria de superioridade ou inferioridade racial, mas na pessoa de Jesus Cristo como Salvador pessoal. Uma fé que não permite suportar as injustiças sociais e outras mazelas da humanidade, não é fé verdadeira, semelhante à fé dos discípulos, que continuaram com o Cristo, apesar da traição de Judas.

Ainda acentuando o seu desvio do evangelismo, esclareceu o autor de CASA GRANDE & SENZALA: “E dei um rumo um tanto anárquico ao que já era o dos meus projetos de vida”. A declaração bem analisada parece soar mal. Há como que algo de insinceridade na entrada de Gilberto Freyre na Primeira Igreja Batista do Recife, o que os fatos não comprovam e chega-se, portanto, à conclusão de que o Mestre de Apipucos tenta fugir de uma realidade que lhe marcou a vida.

Os seus “projetos de vida não eram um rumo um tanto anárquico”, mas conforme Diogo de Melo Lins, citando José Lins do Rego, eram o “tornar-se missionário”.

“Diferente de todos os rumos convencionais”- continuou ele- “todo meu. Sem nunca desprender-me de todo do meu entusiasmo de adolescente e de jovem por Jesus e das minhas preocupações com os pobres do Brasil, cuidaria do assunto à minha maneira, nem católica e nem evangélica”. Esse tipo de argumentação é também uma forma de fuga. Expressões como “todo meu”, “minhas preocupações”, “minha maneira”, “meus projetos” revelam um narcisismo tolo e inoperante.

Alem disso, deve haver um nome para “maneira nem católica, nem evangélica”. Seria cristã? Mas, o Cristianismo jamais foi uma anarquia intelectual. E mais, se Gilberto nunca se desprendeu de todo do seu entusiasmo de adolescente de jovem por Jesus, deve lembrar-se que foi este entusiasmo que o levou às “mucambarias do Recife”, sendo visto por centenas de pessoas e nunca por si só e pelas suas próprias maneiras.

Finalmente escreveu o mestre, seguindo sua linha de pensamento: “Nem ligada a qualquer instituição ou ideologia. Cristãmente anárquica. Desligado de moralismos e de burguesismos. Indiferente a posições e riquezas”.

Poder-se-ia lembrar a declaração de São Paulo: “Nos últimos tempos, sobrevirão dias difíceis, pois os homens serão egoístas, arrogantes, irreverentes, enfatuados, antes amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder”.

O fato, no entanto, é que há homens que nascem em determinada época e lugar para realizar grandes obras. É o caso de GILBERTO FREYRE. (O POPULAR. Goiânia, 28.08.1977).


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77001-970.
FONES: (063) 32154496. (063) 99779311.
E-MAIL: mariormartins@hotmail.com



NOTA DO AUTOR: Alguns anos depois, em 1981, Gilberto Freyre voltou a escrever sobre o assunto, no jornal FOLHA DE SÃO PAULO(29.03.1981), com o seguinte teor:

“GILBERTO FREYRE, in FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo, 29 de março de l98l: "Um simpático Dr. Mário Ribeiro Martins publicou há pouco um opúsculo -GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. São Paulo, Imprensa Metodista, 1973. Pena que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas mais, talvez de interesse para o seu estudo. Aliás, anteriormente, num jornal do Recife -JORNAL DO COMMERCIO- este simpático e bem intencionado cronista de coisas evangélicas no Brasil já vinha recordando meus contatos de adolescente -o que também o fizera no DIARIO DE PERNAMBUCO -com o evangelismo, quando quase menino de l7 anos. Contatos e tendências de que me orgulho. Duraram ano e meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento da natureza humana, no sentido de relações dos homens com Deus e com o Cristo, que é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte nada insignificante.". Sobre este assunto, veja também aqui o artigo O MESTRE DE APIPUCOS.










ATENÇÃO: O ASSUNTO ABAIXO DEVE FICAR EM PÁGINA IMPAR.

LONGÍSSIMUS DORSI BOVINO

(MONOGRAFIA DE DIVINA LUCIA MONTELLO DA SILVA)


Quando esta monografia, por razões técnicas, desapareceu do site(em 08.06.2010) já tinha sido lida por 3.997 leitores.
Retorna agora com a leitura 00.



OBSERVAÇÃO: Esta monografia foi publicada com uma AUTORIZAÇÃO FORMAL do Reitor da Universidade Federal do Tocantins, depois de um pedido oficial, nos seguintes termos:


Palmas, em 5 de abril de 2010, às 23:43,

Mario Martins (mariormartins@hotmail.com) escreveu:
Meu caríssimo amigo,
Magnífico Reitor Dr. Alan Barbiero,

Muito interessante a monografia apresentada a esta Universidade, no ano de 2008, pela Engenheira de Alimentos, Divina Lucia Montello da Silva, sob o titulo LONGISSIMUS DORSI BOVINO(Estudo sobre o Contra-Filé).

Como a dita monografia, depois de defendida e aprovada, passou a PERTENCER à UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS, peço a Vossa Excelência, AUTORIZAÇÃO FORMAL, para publicar o referido trabalho como capitulo de um dos meus próximos livros, bem como no meu site(www.mariomartins.com.br), eis que o tema é por demais relevante para o conhecimento público.

Com especial estima,
Mario Ribeiro Martins
Procurador de Justiça
Escritor, Conferencista.
Da Academia Tocantinense de Letras,
Da Academia Goiana de Letras.
63 99 77 93 11


AUTORIZAÇÃO FORMAL:
Re: DO MARIO MARTINS(da Academia Tocantinense de Letras)‏
De: REITOR - UFT
Enviada: segunda-feira, 12 de abril de 2010 13:19:46
Para: Mario Martins (mariormartins@hotmail.com)

Olá Mario,

A UFT (UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS) tem todo o interesse no sentido de que a referida monografia seja divulgada.
Neste sentido, autorizamos de maneira formal, a sua publicação, conforme solicitado. Bom trabalho.
Abraço,
Alan Barbiero
Reitor da UIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS.


(ESTA MONOGRAFIA ESTEVE AQUI NO SITE, JÁ COM 3.997 LEITURAS. MAS, POR RAZÕES TÉCNICAS, DESAPARECEU E AGORA RETORNA, COM A CONTAGEM 01).


UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CAMPUS UNIVERSITARIO DE PALMAS
CURSO DE ENGENHARIA DE ALIMENTOS


DIVINA LUCIA MONTELLO DA SILVA*

Utilização da Espectrofotometria de Infravermelho
Próximo (NIRS) em LONGÍSSIMUS DORSI BOVINO.


PALMAS - TO
JUNHO/ 2008


DIVINA LUCIA MONTELLO DA SILVA

Utilização da Espectrofotometria de Infravermelho
Próximo (NIRS) em LONGÍSSIMUS DORSI BOVINO.


PALMAS - TO
JUNHO / 2008



Monografia apresentada ao Curso de
Engenharia de Alimentos da Universidade
Federal do Tocantins, como requisito parcial à
obtenção do título de Bacharel.


Orientador: Prof. M.Sc. Robert Taylor Rocha Bezerra.

DIVINA LUCIA MONTELLO DA SILVA

Utilização da Espectrofotometria de Infravermelho Próximo
(NIRS) em LONGÍSSIMUS DORSI BOVINO.


BANCA EXAMINADORA:

Prof.° M.Sc. Robert Taylor Rocha Bezerra (orientador)
UFT

Prof.° Dr. Pedro Ysmael Cornejo Mujica
UFT

Prof.° M.Sc. Itamar Souza Reges
UFT

Data da Aprovação do Trabalho 20 / 06 / 2008


Nota _____

PALMAS
TO
Junho 2008



Monografia apresentada ao Curso de
Engenharia de Alimentos da Universidade
Federal do Tocantins, como requisito parcial à
obtenção do título de Bacharel.



Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Biblioteca da Universidade Federal do Tocantins
Campus Universitário de Palmas.


S586u Silva, Divina Lucia Montello da



Utilização da Espectrofotometria de Infravermelho Próximo (NIRS) em LONGÍSSIMUS DORSI BOVINO: Divina Lucia Montello da Silva. -
Palmas, 2008.

42f.

Monografia (TCC)
Universidade Federal do Tocantins, Curso de
Engenharia de Alimentos, 2008.


Orientador: Prof. M.Sc. Robert Taylor Rocha Bezerra

1. Infravermelho Próximo NIRS. 2. Carnes. 3. Congelamento
Rápido. 4. Congelamento Lento. I. Título.

CDD 664


Bibliotecário: Paulo Roberto Moreira de Almeida
CRB-2 / 1118



TODOS OS DIREITOS RESERVADOS A reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio deste documento é autorizado desde que citada a fonte. A violação dos direitos do autor (Lei nº 9.610/98) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal.



Dedico este trabalho primeiramente a Deus e a
meus pais Raimundo Sales Silva e Neuza
Montello da Silva, pelo apoio e compreensão
que sempre depositaram em mim.



Agradecimentos
Primeiramente, agradeço a Deus pela vida, coragem concedidas a mim,
estando comigo em toda a trajetória, em todos os momentos, e força
necessária para realização deste trabalho.


Meus sinceros agradecimentos ao meu orientador Robert Taylor Rocha Bezerra que creditou em mim a responsabilidade de desenvolver este trabalho.

Em especial aos meus Professores Pedro Ysmael Cornejo Mujica, Itamar Souza Reges e Cilene Mendes, pelo incentivo, apoio e amizade durante todo o curso.


Agradeço a toda minha família sendo eles, meus pais Raimundo Sales da
Silva e Neuza Montello da Silva e meus irmãos Willian Montello da Silva e
Wedes Montello da Silva, que sempre unida me fez o que hoje sou.


Ao CPA, UFG pelo apoio à realização da pesquisa.


As minhas amigas: Cássia, Rosiane, Ysabella, Luciana Burgüel, Janayna
Nayra, pela amizade e companheirismo.


A todos que de uma maneira ou outra, contribuíram para a realização deste trabalho.



SUMÁRIO

LISTA DE TABELA
LISTAS DE FIGURAS
LISTA DE SIGLAS



RESUMO

ABSTRACT

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO

2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Carnes
2.1.1 Conceito

2.2 Estrutura Muscular da carne
2.3 Composição química da carne bovina

2.3.1 Proteínas
2.3.2 Lipídios
2.3.3 Vitaminas
2.3.4 Água

2.4 Qualidade da carne bovina
2.5 Mercado e Consumo da Carne
2.6 Congelamento
2.6.1 Congelamento lento
2.6.2 Congelamento rápido
2.6.3 Descongelamento

2.7 Espectrofotometria de Infravermelho Próximo NIRS
2.7.1 Aplicações da Espectrofotometria NIRS
2.7.2 Vantagens e Desvantagens

3. MATERIAL E MÉTODOS
3.1 Coleta e Preparo das amostras
3.2 Obtenção dos espectros por Espectroscopia de infravermelho próximo

4. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

5. CONCLUSÃO

6. BIBLIOGRAFIA




LISTA DE TABELA

TABELA 01-Bandas de absorção eletromagnética de alguns grupos funcionais.

LISTAS DE FIGURAS

FIGURA 1 - Representação da Estrutura Muscular Macroscópica.

FIGURA 2- NIRS no Espectro Eletromagnético.

FIGURA 3 - Equipamento NIRS System.

FIGURA 4- Cubetas.

FIGURA 5 - Amostras de Carne Congelada em uma Cubeta .

FIGURA 6 - Amostra de Carne Colocada no Equipamento.

FIGURA 7

Espectros Obtidos a partir das Amostras de Carnes Congeladas a -
20°C.

FIGURA 8

Espectros Obtidos a partir das Amostras de Carnes Congeladas a -
40°C.

FIGURA 9

Espectros Obtidos a partir das Amostras de Carnes Congeladas a -
20°e – 40°C.

LISTA DE SIGLAS

NIRS- Espectrofotometria na região do infravermelho próximo.

UFG - Universidade Federal de Goiás

CPA - Centro de Pesquisa em Alimentos.

MAPA - Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

UFT- Universidade Federal do Tocantins.


EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

IV – Infravermelho.



RESUMO

A carne constitui um importante alimento na dieta humana. Com isso, devido às exigências cada vez maiores dos consumidores por produtos de qualidade, o processo de obtenção da carne tem sido bastante estudado visando melhorar ou manter não somente suas características sensoriais, mas também garantir a segurança deste alimento. A espectroscopia de infravermelho próximo é uma das mais promissoras técnicas de avaliação da qualidade da carne em grande escala.

Oitenta e uma amostras de Longíssimus dorsi com tamanho de 6 cm por 5 cm de comprimento e 1 cm de espessura foram submetidas ao congelamento lento a uma temperatura de -20 °C e setenta e três amostras
nestes mesmos tamanhos formam submetidas ao congelamento rápido com temperatura de -40°C.

O presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de testar uma metodologia de leitura por espectroscopia de Infravermelho próximo (NIRS) capaz de detectar diferenças espectrais entre amostras de carnes congeladas. Todas as amostras de carnes congeladas nos dois tratamentos, foram analisadas em varredura no intervalo entre 1100 a 2500nm. Em face dos resultados espectrais obtidos, pôde-se concluir que o NIRS pode ser eficaz no diagnóstico do tipo de congelamento aplicado a amostras de carne de Longíssimus dorsi.

Palavras Chave: Infravermelho Próximo (NIRS), carnes, congelamento lento, congelamento rápido.



ABSTRACT

The meat constitutes an important food in the diet human being. With this, had to the bigger requirements each time of the consumers for quality products, the process of attainment of the meat has been sufficiently studied aiming at to improve or to not only keep its sensorial characteristics, but also to guarantee the security of this food. The near infrared spectroscopy is one of the most promising techniques of evaluation of the quality of the large-scale meat. Eighty and one samples of Longíssimus dorsi with size of 6 cm for 5 cm of length and 1 cm of thickness had been submitted to the slow freezing to a temperature of -20 °C and seventy and three samples in these same sizes form submitted to the fast freezing with temperature of -40°C. The present study it was developed with the objective to test a methodology of reading for near infrared spectroscopy (NIRS) capable to detect spectral differences between samples of frozen meats. All the samples of meats congealed in the two treatments, had been analyzed in sweepings in the interval enter 1100 2500nm. In face of the gotten spectral results, it could be concluded that the NIRS can be efficient in the diagnosis of the type of freezing applied to the samples of meat of Longíssimus Dorsi.


Words - Key: near infrared (NIRS), meats, slow freezing, fast freezing.


APRESENTAÇÃO

Com o intuito de oferecer um ensino de graduação e pós-graduação de melhor qualidade e, paralelamente, apoiar o desenvolvimento das Indústrias de Alimentos do Estado de Goiás, além de responder à crescente preocupação do consumidor com a segurança alimentar, em 1991, a Escola de Veterinária da UFG criou o CPA - Centro de Pesquisa em Alimentos.

O Centro iniciou suas atividades realizando o controle de qualidade de matérias-primas e produtos processados de origem animal. Atualmente, o CPA é referência regional e nacional em controle de qualidade microbiológica e físicoquímica de matérias-primas e produtos acabados destinados à alimentação humana e animal e, em capacitação de mão-de-obra e desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias. Alguns membros da equipe são docentes e ministram aulas nos cursos de graduação em Medicina Veterinária e Engenharia de Alimentos e no programa de pós-graduação em Ciência Animal da Escola de Veterinária da UFG.

O CPA possui credenciamento junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA, para realizar análises microbiológicas de alimentos e água, conforme portaria nº. 12 publicada no Diário Oficial da União de 18 de março de 2003, D.O.U. nº. 56 seção 1, sexta-feira, 21 de março de 2003, e análises eletrônicas de leite cru conforme a instrução normativa 37 de 18 de abril de 2002, D.O.U. nº. 75 seção 1, sexta-feira, 19 de abril de 2002.

Com objetivo de oferecer serviços de qualidade, o CPA possui 800 m2 (oitocentos metros quadrados) de área construída, dividida em 07 (sete)laboratórios sendo eles o laboratório de microbiologia de alimentos; laboratório de físico-química I e II; laboratório de qualidade do leite LQL; laboratório de espectrofotometria e cromatografia; laboratório de biologia molecular; laboratório de graduação e pós-graduação (microbiologia); laboratório de graduação e pósgraduação (físico-química).


1. INTRODUÇÃO

A carne constitui um importante alimento na dieta humana. Com isso, devido às exigências cada vez maiores dos consumidores por produtos de qualidade, o processo de obtenção da carne tem sido bastante estudado visando melhorar ou manter não somente suas características sensoriais, mas também garantir a segurança deste alimento. Como resultado das pressões impostas pela globalização e com o aumento de competitividade, tornou-se essencial que a pecuária de corte brasileira buscasse o aumento da eficiência produtiva e, principalmente, procurasse disponibilizar para o mercado consumidor produtos de qualidade. A observância das principais alterações post - morte da carne por uma tecnologia não destrutiva apropriada, permitirá a inferência sob aspectos funcionais e de conservabilidade futura, o que permitiria tomar decisões preventivas, no que diz respeito ao seu uso comercial.

Os principais determinantes da qualidade carne, tais como pH, cor, textura e capacidade de exploração da água são altamente influenciadas pelo pré-abate, para esse efeito a espectroscopia infravermelha (NIRS) é uma das mais promissoras técnicas de avaliação de carnes em grande escala, uma vez que foi demonstrado a sua capacidade de prever a composição química destes produtos (ANDRÉS, 2008).

A técnica de análise instantânea da composição química de matériasprimas e produtos alimentícios, por infravermelho (IV) próximo, tem sido objeto de vários estudos em todo o mundo, pela possibilidade de poder em tempo real estimar e até mesmo predizer parâmetros de qualidade.
Diversos estudos têm demonstrado a aplicabilidade desta técnica de análise na determinação instantânea da composição química da carne de diferentes animais, sendo necessário, no entanto, uma calibração inicial do equipamento. A observação do conjunto de fatores como idade, raça, sexo, préabate e pós-abate, dentre outros, define alterações de natureza físico-químicas da carne, de modo a influenciar nos padrões de identidade e qualidade para consumo in natura ou como matéria-prima para posterior processamento.

Embora o espectro IV seja característico da molécula como um todo certo grupos de átomos dão origem a bandas que ocorrem mais ou menos na mesma freqüência,independentemente da estrutura da molécula. É justamente a presença destas bandas características, desses grupos funcionais, que permitem a obtenção por simples exame do espectro, a identificação destes constituintes. A técnica de NIRS apresenta-se com uma metodologia bastante eficaz, com aplicabilidade diversificada na análise de alimentos, característica bastante interessante do ponto de vista operacional e de custos, por esta razão tem crescido muito o interesse no seu estudo e utilização.

A técnica NIRS é a ferramenta ideal para a determinação de componentes tais como gordura, proteína, umidade, fibras, açucares, amido, etc. O NIRS permite que estas análises sejam realizadas simultaneamente, com grande reprodutibilidade e precisão, em menos de um minuto, com quase nenhum preparo da amostra.

No presente trabalho, objetiva-se testar uma metodologia de leitura por NIRS de amostras de carnes congeladas de modo que permita a obtenção de espectros diferenciados de Longíssimus Dorsi submetidos a diferentes condições de congelamento.


2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1 Carnes
2.1.1 Conceito


Segundo a Embrapa (2008), carne são todos os tecidos comestíveis dos animais, englobando músculos, com ou sem base óssea, gorduras e vísceras, podendo os mesmo ser in natura ou processados .
Entende-se por carne, as massas musculares maturadas e demais tecidos que as acompanham, incluindo ou não a base óssea correspondente, procedentes de animais abatidos sob inspeção veterinária. Quando se refere à carne maturada seu propósito é evitar o consumo da carne verde , ou seja, a que não foi submetida a um tratamento preliminar pelo frio artificial RIISPOA (Brasil, 1951).

A carne, em sentido amplo pode ser considerada como um alimento nobre para o homem, pois serve para a produção de energia, de novos tecidos orgânicos e para a regulação dos processos fisiológicos, pois é fonte de gorduras, proteínas e vitaminas (AZEVEDO, 2004).

2.2 Estrutura Muscular da carne

Segundo a Embrapa (2008), os conjuntos de feixes de fibras musculares formam uma estrutura organizada do músculo. A fibra muscular constitui a unidade dos músculos. São conhecidos três tipos de músculos: liso ou involuntário, músculo estriado esquelético ou voluntário e músculo estriado cardíaco. Na sua organização e disposição, as fibras musculares estriadas esqueléticas estão agrupadas formando feixes envolvidos por uma membrana conjuntiva que recebe o nome de epimísio que tem a função de unir o músculo aos pontos de origem e inserção, formando, em muitos casos, os tendões dos músculos. Deste, partem septos que vão envolver pequenos feixes e fibras que são chamados perimísio, partindo daí septos que rodeiam cada fibra e que recebem o nome de endomísio (PARDI, 2001).

O tecido muscular e tão diferenciado e tem características peculiares, que os componentes de suas células recebem nomes especiais. Desta maneira, a membrana citoplasmática é o sarcolema, o citoplasma (com exceção das miofibrilas) é o sarcoplasma, o reticulo endoplasmático é o reticulo sarcoplasmático (PARDI, 2001).

As fibras musculares não são tão compridas como o músculo completo. Seu diâmetro varia e tem vários limites, oscilando em uma mesma espécie. Seu diâmetro varia ainda com a raça e o sexo. As fibras musculares esqueléticas aumentam com a idade, com o plano de nutrição, com o exercício físico e com a velocidade de crescimento pós-natal (LAWRIE, 1998).

O sarcoplasma é formado pela substância intracelular, cujo conteúdo é constituído de 75 a 85% de água, gotículas lipídicas, glicogênio, proteínas, compostos nitrogenados não protéicos e diversos componentes inorgânicos, onde estão em suspensão as organelas e as miofibrilas (PARDI, 2001).

As miofibrilas, elementos próprios da fibra muscular são estruturas cilíndricas compridas e delgadas com diâmetro de 1 a 2 milimicra, orientadas no sentido longitudinal da fibra muscular e preenchendo completamente seu interior(LAWRIE, 1998).Fonte: EMBRAPA, 2008.

FIGURA 1 - Representação da Estrutura Muscular Macroscópica

2.3 Composição química da carne bovina

O grande mérito nutricional da carne é a quantidade e a qualidade dos aminoácidos constituintes dos músculos, dos ácidos graxos essenciais e das vitaminas do complexo B presentes, tendo também importância o teor de ferro (EMBRAPA, 2008).

A carne um dos mais perecíveis de todos os alimentos importantes, Esta afirmação decorre do fato de que a carne é composta por aproximadamente 75% de água, 19% de proteína, 3,5% de substância não protéicas solúveis e 2,5% de gordura (JAY, 2005).

2.3.1 Proteínas

Conforme sua solubilidade, as proteínas, que apresentam de 16 a 22% da massa muscular, são, no geral, classificadas em sarcoplasmáticas, miofibrilares e proteínas do tecido conjuntivo (PARDI, 2001).
Distinguem-se, dentre as proteínas musculares, as escleroproteínas e as sarcoplasmáticas, ou seja, as do suco da carne e as que proporcionam sua cor. Em relação às escleroproteinas ou proteínas miofibrilares, interessam mais de perto a miosina e a actina. A primeira participa do conteúdo protéico do músculo numa porção de cerca de 38% e a última em aproximadamente 13%, podendo ambas se unirem para formar a actomiosina (PARDI, 2001).

A proteína miofibrilar da carne apresenta elevado valor biológico pela disponibilidade em aminoácidos essenciais (EMBRAPA, 2008).
As sarcoplasmáticas pertencem, dentre outras substâncias, o miogênio, a mioglobulina a mioglobina e a hemoglobina, as duas ultimas conferindo à carne cor própria, comparecendo ambas numa proporção de 25 a 30%.

Dentre as proteínas do tecido conjuntivo se sobressaem o colágeno e a elastina, o primeiro considerando o principal componente, encontra-se presente na carne muscular numa proporção de 1 a 2% (PARDI, 2001).
O colágeno possui um conteúdo em hidroxiprolina mais elevado que qualquer outra proteína (12,8%) (PARDI, 2001).

A hidroxiprolina é empregada como índice de quantidade de tecido conjuntivo presente. A elastina possui menos hidroxiprolina que o colágeno. O conteúdo em tecido conjuntivo do músculo é maior nos amimais jovens que nos adultos e a concentração em colágeno e em elastina diminui à medida que aumenta a idade dos animais (PARDI, 2001).

2.3.2 Lipídios

Os lipídeos da carne encontram-se basicamente armazenado no organismo animal de três maneiras, extracelular, intermuscular e intramuscularmente. As gorduras extracelulares e intermusculares podem ser apreciadas à simples vista, ao passo que a intramuscular faz parte do tecido que constitui os músculos sob a forma de fibras muito finas. Os diversos tipos de gordura citados se encontram intercalados no tecido conjuntivo. O organismo possui ainda uma pequena quantidade de gordura representada por pequenas gotas no liquido intercelular, isto é no suco da carne (PARDI, 2001).

A composição centesimal das gorduras de animais de corte varia, às vezes, em largos limites. Tais limites, em relação ao teor de gordura, podem variar de 50 a 86% no bovino. Dependendo do músculo a carne magra contém uma porção de gordura de 0,5 a 10% (PARDI, 2001).
As gorduras inter e intramusculares, ou gorduras inter e intrafibrilares caracterizam o marmoreio da carne, variando com a espécie e mesmo com as raças e os diferentes músculos (PARDI, 2001).

Existe grande variação no teor de lipídios presentes na carne bovina e essa é influenciada por vários fatores, tais como sexo, raça e alimentação do animal, assim como do corte cárneos. (EMBRAPA, 2008).
Ainda que em pequenas proporções, as gorduras da carne contêm substancias como fosfolipídios, esteróis, proteínas, ácidos graxos livres, água e outros componentes celulares. As propriedades das gorduras são condicionadas pela diversificação qualitativa e quantitativa dos ácidos graxos encontrados em sua composição (PRÄNDL, 1994).

2.3.3 Vitaminas

O grande mérito da carne como fonte de vitaminas é pela disponibilidade em vitaminas do complexo B, que exercem funções indispensáveis ao crescimento e à manutenção do corpo humano (EMBRAPA, 2008).
Segundo (EMBRAPA, 2008) a carne apresenta todas as vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), as hidrossolúveis do complexo B (tiamina, riboflavina, nicotinamida, piridoxina, ácido pantotênico, ácido fólico, niacina, cobalamina e biotina) e um pouco de vitamina C.
Existem variações do teor vitamínico em relação à idade. Animais jovens apresentam níveis menores de vitamina B12 (EMBRAPA, 2008).
No confronto dos mais variados cortes de carnes das diversas espécies, há diferenças quanto aos teores de vitaminas encontrados, não sendo estas porem tão nítidas a ponto de depreciar os de menor valor comercial em relação ao encontrados nobres. Em geral, as carnes magras são mais ricas em vitaminas deste grupo que as gordas, ocorrendo o inverso em relação às lipossolúveis, que são mais ricas nas carnes gordas. Assim nota-se a influência de determinados fatores como a raça, sexo, idade, alimentação e o acabamento do animal no momento do abate, no que se refere à quantidade de cada tipo de vitaminas encontrada nas carnes frescas (PARDI, 2001).

2.3.4 Água

A importância da água da carne é a função transportadora, que serve de veículo para muitas substancias orgânicas e inorgânicas. Além disso, ela é a parte integrante das estruturas celulares (PRICE, 1994). Cerca de 70% a 75% do músculo é constituído de água. Em animais jovens essa proporção é maior, por outro lado, em músculos com maior teor de gordura
essa proporção diminui (EMBRAPA, 2008).

No congelamento, difere-se o comportamento da água ligada e da água livre, a água ligada não congela a temperaturas abaixo de 0ºC. Ou seja, ela não se cristaliza a qualquer temperatura negativa, devendo corresponder entre 8% a 10% do conteúdo total da água dos tecidos (PARDI, 2001).
A avaliação da atividade de água permite que se conheça não apenas o conteúdo total da água existente no alimento, mas também a classe e a quantidade de substâncias nelas dissolvidas, bem como a forma pela qual ela se encontra estruturalmente ligada ao alimento (PARDI, 2001).

2.4 Qualidade da carne bovina.

A qualidade da carne pode ser classificada em: qualidade visual que são aspectos que atraem ou repelem o consumidor que vai a compras; qualidade gustativa que são atributos que fazem com que o consumidor volte ou não a adquirir o produto; qualidade nutricional que os nutrientes fazem com que o consumidor crie uma imagem favorável ou desfavorável da carne, como alimento compatível com as exigências para uma vida saudável, e a segurança alimentar que são aspectos higiênicos sanitários bem como o controle de contaminantes químicos, como resíduos de pesticidas e antibióticos (EMBRAPA, 2008).

Os consumidores, que se tornando mais esclarecidos e exigentes, buscam por produtos de maior qualidade. Adicionalmente, a preocupação com os aspectos relacionados à saúde e bem estar das pessoas, também tem aumentado consideravelmente. No caso específico das carnes, essa demanda acontece tanto pelos atributos intrínsecos de qualidade como, maciez, sabor, quantidade de gordura, como também, pelas características de ordem ou natureza voltadas para as formas de produção, processamento, comercialização, etc (FILHO, 2008).

Principalmente quando se trata de carnes, a amplitude do termo qualidade pode levar as diferentes interpretações. FILHO (2008) define qualidade como uma serie de componentes:

a) Rendimento e composição qualidade de produto comercializável, proporção de carne magra e gordura e, o tamanho e a forma dos músculos.
b) Aparência e características tecnológicas cor e textura da gordura, quantidade de marmorização no tecido magro, cor e capacidade de retenção de água e composição química dos músculos.

c) Palatabilidade textura, maciez, suculência, sabor e aroma. Integridade do produto qualidade nutricional, segurança química e biológica.
d) Qualidade ética questões relacionadas com o bem estar animal.
Em resumo, a carne só terá qualidade no momento de consumo se todos os elos da cadeia produtiva forem conscientizados de que a qualidade forma-se todos os ambientes: o produtor deve abater animais jovens e bem acabados; o frigorífico deve processar de forma adequada; o ponto de venda deve conservar e expor apropriadamente, e, por ultimo, porém não menos importante, o consumidor deve preparar cada corte de maneira mais adequada (EMBRAPA, 2008).

2.5 Mercado e Consumo da Carne.

O Brasil vem ao longo da última década expandindo sua produção de carne, como resultado de políticas de controle de doenças, alcance de padrões de qualidade exigidos por mercados internacionais, dentre outros fatores. O País tem o segundo maior rebanho comercial do mundo e é o maior exportador mundial. É ainda o segundo em quantidade de equivalente carcaça produzida, perdendo somente para os Estados Unidos da América do Norte em volume produzido. O País ocupa posição relevante quanto ao volume de produção de carnes das diversas espécies de animais de corte, a despeito de sua condição ainda relativamente desfavorável em termos de produtividade dos rebanhos (IBGE,
2008).

De acordo com o IBGE (2008) Ao longo de 2007 foram abatidos 30,5 milhões de unidades de bovinos, um aumento de 0,6% com relação a 2006. Os estados que mais abateram bovinos no ano de 2007 foram Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Com os avanços tecnológicos e zootécnicos, o peso das carcaças de bovinos vem alcançando índices expressivos. Seja devido à sua importância numérica, seja pela posição estratégica que ocupa em relação às regiões Sudestes e Centro Oeste (CNA, 2008).

2.6 Congelamento

O congelamento é um excelente método de preservação da carne, inibindo ou retardando os processos deteriorativos. O tempo de estocagem e a qualidade da carne congelada dependem de vários fatores como o tipo de congelamento, rápido e lento, a temperatura de congelamento, a temperatura inicial da carne, contagem inicial microbiana da carne, teor de gordura, tipo de embalagem, etc(PARDI, 2001).

No congelamento existem poucas alterações na qualidade e nas propriedades sensoriais. O valor nutritivo da carne praticamente é mantido durante todo o processo de congelamento e de estocagem, mas alguns nutrientes podem ser perdidos no caso de descongelamento. São nutrientes hidrossolúveis que saem juntamente com o suco exsudado que é perdido, incluindo os nutrientes como sais, aminoácidos, algumas proteínas, peptídeos e vitaminas hidrossolúveis(LAWRIE, 1998).

A quantidade de nutrientes perdida irá depender do processo de congelamento e de descongelamento. Com métodos apropriados de congelamento e armazenamento existem poucas alterações na cor, sabor, odor ou suculência dos produtos cárneos. Assim sendo, as propriedades qualitativas da carne congeladas são semelhantes da carne fresca (SIC, 2008).

No processo de conservação pelo congelamento, ocorre verdadeira desidratação da carne tendo em vista a expressiva separação da água de revestimento, de interposição celular ou de composição das fibras musculares.

Efetivamente, contendo a carne magra em torno de 75% de água, iniciando-se o congelamento a temperatura abaixo de -1,5°C e, a 5°C, aproximadamente 75% da água cristaliza-se, a 10°C, em volta de 82%, a -20°C, em torno de 85% e a - 30°C, aproximadamente, 87%. A água congelável, que se situa em torno de 88% de água total, não se cristaliza antes de atingir -65°C. Assim sendo, cerca de 12% da água total encontra-se de tal forma ligada à proteína que não se congela, ainda que a temperatura muito baixas (PARDI, 2001).

Todos os tipos de carnes podem ser congelados, bem como os miúdos e os derivados. A carne ideal para congelar é a fresca, embora não seja aconselhável congelar carne de animal recém-abatido, esta deverá permanecer de 24 a 48 horas no refrigerador antes de ir para o freezer (SIC, 2008).

A velocidade de congelamento afeta as propriedades físicas e químicas da carne. Geralmente são descritas como congelamento lento e congelamento rápido (LAWRIE, 1998).

2.6.1 Congelamento lento.

A velocidade de congelamento depende do tipo e as proporções dos cristais de gelo formados na intimidade da carne. No congelamento lento, como a temperatura da carne permanece próxima ao ponto de congelamento inicial durante muito tempo, dá-se a formação de grandes cristais, inicialmente na área extracelular, cristais este que têm seu tamanho aumentado devido água das células que atravessam a membrana por um mecanismo de osmose(PARDI,2001).

Ocorre ainda dano mecânico à célula, em razão da formação das grande massas de gelo e do encolhimento das fibras musculares, que perdem água para os acúmulos extracelulares (ROÇA, 2008).

O congelamento lento a água extracelular se congela mais rapidamente que a intracelular, porque tem uma menor concentração de solutos. Durante o congelamento lento é maior o período de cristalização, ocorrendo numerosos cristais de gelo extracelulares que se perdem facilmente como gotejamento durante o descongelamento. A velocidade de congelamento está em torno de 0,05ºC/minuto (ROÇA, 2008).

2.6.2 Congelamento rápido.

O congelamento rápido forma-se apenas pequenos cristais de gelo formados pela água de composição e de interposição das células, sem possibilidade de ruptura e desnaturação das proteínas musculares (ROÇA, 2008). Porque a temperatura da carne cai rapidamente abaixo do ponto de congelamento inicial, formam-se, à mesma velocidade e por toda extensão dos tecidos, numerosos pequenos cristais de gelo, com aspecto filamentoso (ROÇA, 2008).

O congelamento rápido da carne causa menos efeitos prejudiciais do que o congelamento lento. A velocidade de congelamento está em torno de 0,5ºC/minuto (ROÇA, 2008).

2.6.3 Descongelamento

O descongelamento representa, em última análise o processo tecnológico tendente a reduzir o quanto possível a exsudação e as conseqüências dos danos aos tecidos provocados pelos grandes cristais de gelo, no momento da reversão à temperatura de consumo. Além da perda e consumo e das qualidades nutritivas, a carne fica de certo modo prejudicada em sua vida útil e na aparência comercial por causa das características sensoriais (PRENTICE-HERNÁNDEZ, 2008).

Durante o descongelamento, modificações indesejáveis podem ocorrer, devido reações químicas como insolubilidade de proteínas, oxidação de lipídeos ou físicas como recristalização, mudanças de volume (PARDI, 2001).

Quando tecidos orgânicos são congelados, as substâncias dissolvidas no líquido das células concentram-se e congelam no ponto de congelamento (LAWRIE, 1998). No descongelamento, o processo é o inverso. Todavia, nem toda a água removida, anteriormente ligada a proteínas, é capaz de retornar ao seu estado original, tornando-se livre e formando o "drip", que é o líquido exsudado após o congelamento e descongelamento. Carnes podem chegar a quantidades de 3 a 5% de formação de "drip", dependendo das condições como tenham sido realizados o congelamento e descongelamento (PRENTICEHERNÁNDEZ, 2008). A quantidade de "drip" depende do método de congelamento, bem como da temperatura durante o armazenamento e suas flutuações (PRENTICE-HERNÁNDEZ, 2008).

A formação de "drip" ocorre a partir de três efeitos principais: pressão interna do produto, o efeito da formação de cristais de gelo no tecido e a remoção de água das células (PRENTICE-HERNÁNDEZ, 2008).

A pressão interna ocorre porque as camadas externas do alimento congelam-se antes que as camadas internas, formando uma película congelada na superfície do produto. Como com o congelamento ocorre um aumento no volume da água congelada, aumenta a pressão interna devido à resistência encontrada na barreira superficial, ocorrendo a ruptura do tecido (PRENTICEHERNÁNDEZ, 2008).

O método de descongelamento assume fundamental importância principalmente naqueles produtos em que a textura é importante, tais como carnes e peixes. Nestes casos, o descongelamento lento é preferencial, já que nestas condições a água pode retornar lentamente à posição original no tecido, anterior ao congelamento (PRENTICE-HERNÁNDEZ, 2008).

2.7 Espectrofotometria de Infravermelho Próximo NIRS

Nos últimos 20 anos, os notáveis avanços da informática em termos de Hardware e Software proporcionaram um grande salto na aquisição de dados, tornando possíveis análises complexas de soluções e substâncias (SKOOG, 2002). Este avanço beneficiou e pode ser estendido para aplicações envolvendo análises de variáveis de processos que antes dependiam de análises com resposta lenta e resultados insatisfatórios (SKOOG, 2002).

Embora o IV seja característico de molécula como um todo. Certos grupos de átomos dão origem a bandas que ocorrem mais ou menos na mesma freqüência, independente da estrutura da molécula. É justamente a presença destas bandas características de grupos funcionais que permitem a obtenção, através de simples exame do espectro e consulta a tabelas, de informações estruturais úteis para a identificação de substâncias. As análises por NIRS baseiam-se num software estatístico, que possibilita a caracterização da amostra e sua quantificação (CIENFUEGOS, 2000).

Muitos são os equipamentos disponíveis no mercado para a realização de análises e trabalhos na região do NIRS. Existem equipamentos que englobam as três regiões do infravermelho (próximo, médio ou afastado) ou ainda a espectroscopia de ultravioleta e visível que também atente à faixa do NIRS(CIENFUEGOS, 2000). Todo sistema óptico dos equipamentos são selados e isentos de umidade, além de possuir base isolada contra sistemas vibratórios e choques que, porventura possam provocar os chamados tilts (CIENFUEGOS, 2000).

A técnica de infravermelho próximo, desde que devidamente calibrado e com metodologia bem definida, pode ser considerada um dos métodos mais rápidos de análise química disponíveis para laboratórios de pesquisa e, na indústria, para controle de processos (CIENFUEGOS, 2000; LEROY et al. 2003).

A região espectral do NIRS encontra-se inserida no segmento do espectro eletromagnético entre 780 e 2500nm (4000 14300 cm-1). Que por sua vez caracteriza-se por estar entre as regiões do visível e microondas do espectro eletromagnético (CIENFUEGOS, 2000).

Dentre os principais equipamentos espectroscópicos disponíveis em laboratórios, destacam-se os que trabalham com raio-X, UV-visível, infravermelho e microondas. A Figura 2 apresenta um resumo das principais radiações presentes na natureza. Tais radiações se diferenciam em termos de energia.

Em última instância, as diferenças se dão em termos de comprimento de onda ou freqüência de vibração (ARAUJO, 2008). Fonte - (ARAUJO, 2008)

FIGURA 2- NIRS no Espectro Eletromagnético

O NIRS, através de sua energia excita movimentos harmônicos e combinações de vibrações moleculares de níveis energéticos mais elevados. Este tipo de técnica é tipicamente utilizado para a medida quantitativa e qualitativa de grupos funcionais orgânicos, especialmente os grupos OH, NH, CH. (CIENFUEGOS, 2000).

As ligações C-H, O-H e N-H possuem comprimentos de onda de absorção característicos. Estas absorções não são muito fortes, e muitas vezes são sobrepostas, havendo assim a necessidade da aplicação de métodos de calibração multivariável para as determinações quantitativas (SKOOG, 2002).

A Tabela 01 destaca alguns comprimentos de onda característicos de vibrações entre alguns grupos.

TABELA 01

Bandas de absorção eletromagnética de alguns grupos funcionais
Tipos de Ligações. Região de Absorção (cm -1)
C-C, C-O, C- N 1300-800
C = C, C = O, C = N, N=O 1900 - 1500
C C, C N 2300 – 2000
O H, N H, C H 3800 - 2700

FONTE: SILVERSTEIN, 2000

Os átomos que compõem as moléculas também apresentam
comportamento vibracional. A depender da massa e das ligações químicas em torno de um átomo, têm-se efeitos vibracionais distintos na molécula. Devido a este caráter vibracional, as moléculas, quando submetidas à ação de radiações, estão sujeitas ao desenvolvimento de uma série de efeitos inerentes às ondas eletromagnéticas, tais como absorção, refração, reflexão e espalhamento. Tais efeitos são específicos dos átomos presentes na molécula, bem como da região do espectro envolvida, permitindo a identificação de compostos (SILVERSTEIN,2000).

O NIRS, através de sua energia, excita movimentos harmônicos e combinações de vibrações moleculares de níveis energéticos mais elevados(CIENFUEGOS, 2000).

O objetivo da espectroscopia de IV é a determinação dos grupos funcionais de um determinado composto, a partir de vibrações moleculares características de ligações covalentes. Neste método, cada grupo funcional absorve em freqüência característica no IV, podendo-se construir um gráfico de intensidade de radiação versus freqüência, permitindo assim a caracterização dos grupos funcionais de um padrão ou de um material desconhecido (CIENFUEGOS,2000).

2.7.1 Aplicações da Espectrofotometria NIRS

Nos dias de hoje, a utilização da espectrofotometria no infravermelho vem crescendo na indústria, assumindo a função principal em análises quantitativas e qualitativas de produtos e processos. Estas análises são possíveis porque a espectrofotometria no infravermelho tem como resultado espectros que se relacionam com algumas características das substancias analisadas e do ambiente em que estão inseridas, podendo assim responder a uma série de variáveis de produto e processo (BORIN, 2003).

Foi na agroindústria que a espectrofotometria NIRS conheceu suas primeiras aplicações, tornando-se bastante difundida nesta área. Basicamente, as aplicações da técnica se davam na quantificação de substâncias como água, óleo, gorduras e proteínas em produtos agrícolas (WATSON, 1977). Grande parte destes estudos foi baseada nos trabalhos da década de 60 do engenheiro agrícola norte-americano Karl Norris, o qual é geralmente citado na literatura como o pai da espectrofotometria NIRS moderna (BORIN, 2003).
Em seguida, a técnica se estendeu à química orgânica, indústria de polímeros e indústria farmacêutica, além de aplicações crescentes nas áreas de petróleo, biomédica, dentre outras. Em particular, a técnica foi utilizada recentemente na detecção de defeitos e fungos em grãos de café, em substituição à técnica visual, na verificação de propriedades moleculares tamanho de partículas processo de reforma e caracterizações de produtos farmacêuticos(SILVERSTEIN, 2000).

NIRS tem o grande potencial de predição de maneira rápida e precisa de atributos de qualidade da carne, permitem rápidas e freqüentes medições, a preparação da amostra é rápida, simples e método não destrutivo que podem ser usadas para discriminar esta carne de bovino (PRIETO, 2008).
A espectroscopia de refletância no infravermelho próximo torna-se uma ferramenta muito importante para a determinação rotineira quantitativa de constituintes se sólidos finalmente pulverizados.

O uso mais difundido dessa técnica tem sido para a determinação de proteínas, umidade, amido, óleos, lipídeos e celulose em produtos agrícolas como grãos e sementes oleosas. Por exemplo. O Canadá vende todo o seu trigo baseando-se em um teor de proteína garantido e a Canadian Grian Commission que, como conseqüência, antigamente fazia mais de 600mil determinações de proteína pelo método de Kjeldahl por ano. Agora estima-se que de 80 a 90% dos grãos canadenses sejam analisados para a determinação de proteína por espectroscopia de reflectância no infravermelho próximo, com uma economia de US$ 500.000 por ano no custo analítico(SILVERSTEIN, 2000).

A espectrometria infravermelha é uma ferramenta versátil que é aplicada à determinação quantitativa e qualitativa de espécies moleculares de todos os tipos, a região do infravermelho próximo 1100 a 2500nm encontra para uso considerado para determinações quantitativas de rotinas de certas espécies, como água, dióxido de carbono, hidrocarbonetos de baixa massa molecular, nitrogênio amínico e muitos outros compostos simples que são de interesse na agricultura e na indústria (SILVERSTEIN, 2000).

2.7.2 Vantagens e Desvantagens

De Acordo com o CAMPESTRINI (2008), o NIRS oferece várias vantagens importantes sobre os métodos convencionais tais como:
a) Medidas freqüentes e rápidas;
b) Preparação rápida e simples das amostras;
c) Compatibilidade de uso em conexões on-line e;
d) Determinação simultânea de diferentes atributos.


Como as desvantagens principais do método destacam-se: sua dependência em método de referência, fragilidade para componentes menores; transferência limitada de calibração entre instrumentos diferentes e interpretação de dados espectral complicada (CAMPESTRINI, 2008).

3. MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Coleta e Preparo das amostras

Foi utilizado um Longissimus dorsi bovino (contra filé), inteiro, maturado e embalado a vácuo, com peso aproximado de 14 kg, comprados no comércio da cidade de Goiânia GO, sendo então levados até o centro de pesquisa em alimentos da UFG, cortadas em 154 pedaços com tamanho de 6 cm por 5 cm de comprimento e espessura de 1cm, armazenada em um saco plástico para evitar a evaporação da água e submetidos ao congelamento. Do total de amostras oitenta e um pedaços foram submetidos a uma refrigeração lenta, em um freezer vertical da marca scien com capacidade de 60kg a uma temperatura de -20°C chamado de tratamento 1. Os outros setenta e três pedaços foram submetidos a uma refrigeração rápida em outro freezer horizontal da marca revco com capacidade de 60kg a uma temperatura de -40°C chamado de tratamento 2.



3.2 Avaliação da carne congelada através do NIRS

Foi utilizado um equipamento NIRS system, Tipo: Infravermelho Próximo de Ressonância Nuclear (NIRS), com detector de reflectância. Aquisição dos espectros foi realizada no intervalo de 1100 - 2500 nm, o computador recebe um sinal que representa o comprimento de onda utilizado, de modo que cada valor armazenado é um comprimento de onda. O conjunto de valores diferentes de comprimento de onda para uma amostra constitui seu espectro, ou típico representante da amostra.



FIGURA 3 - Equipamento NIRS System
FIGURA 4 -Cubetas
FIGURA 5 - Amostras de Carne Congelada em uma Cubeta
FIGURA 6- Amostra de Carne Colocada no Equipamento

Após 24 horas de congelamento, as amostras foram transportadas até o equipamento em intervalos de tempo nunca superiores a 1 minuto de modo a evitar o descongelamento. As amostras foram transportadas das unidades de congelamento até o NIRS por intermédio de caixa térmica, evitando-se assim o descongelamento, elas foram imediatamente colocadas em cubetas apropriadas com vidro quartz, e submetidas rapidamente à análise NIRS. As amostras de carnes congeladas foram analisadas por varredura, com emissão na faixa de 1100 a 2500 nm. O detector utilizado foi o reflectância.
Os valores obtidos foram inseridos e correlacionados para cada espectro, de modo a formar um banco de dados de espectros das amostras congeladas nas diferentes temperaturas.

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados obtidos a partir das análises espectrais das amostras de carne segundo cada tratamento estão representados nas figuras 7, 8 e 9.

FIGURA 7
Espectros Obtidos a partir das Amostras de Carnes Congeladas a -20°C

FIGURA 8
Espectros Obtidos a partir das Amostras de Carnes Congeladas a -40°C

FIGURA 9
Espectros Obtidos a partir das Amostras de Carnes Congeladas a -20° e -40°C.

A partir da análise dos espectros obtidos das amostras congeladas, pode-se observar que existe uma diferença significativa de intensidade e posição de absorção entre os dois tratamentos. As amostras de carne a -20°C apresentaram picos acentuados nos comprimentos de onda de 1104 a 1186nm e de 1360 a 1430nm, enquanto que as amostras congeladas a -40°C diferenciaram-se por apresentar picos de comprimento de onda de 1186 a 1230nm e de 1430 a 1520nm.

Embora os espectros tenham seguido padrões semelhantes, algumas diferenças são bastante acentuadas. Essas diferenças podem ser devido às modificações físicas e químicas que ocorreram durante o processo de congelamento. Pode-se dizer que a diferença esta relacionada com as formas de congelamento, tendo em vista que as amostras congeladas a -20°C sofreram mais danos conforme descreveu (ALOMAR, 2003).
As diferenças nos picos de 1104 a 1186nm para a amostra de -20°C e 1186 a 1230 nm para as amostras de -40°C, estão relacionados com a interação gordura e água, uma vez que há uma grande absorção de moléculas de C H,que poderia estar relacionada com gordura, conforme (PRIETO, 2006, 2008), em seus trabalhos com NIRS.

PRIETO, 2008 também menciona os comprimentos de onda relacionados com a absorção de OH (1450nm1940nm), como resultado de uma correlação entre o teor de gordura intramuscular e da água das amostras de carnes.

Os resultados de (PRIETO, 2006, 2008) coincidem com os resultados apresentados por outros autores na tentativa de uma estimativa de qualidade da carne bovina (ALOMAR, 2003), carnes de aves por NIRS ([ABENI, 2001],[BERGOGLIO, 2004]) e carne de suíno por NIRS ([GEESINK, 2003], [HOVINGBOLINK,2005], [ORTIZ-SOMOVILLA 2005]).

As duas regiões de comprimento de onda de 1360 a 1430nm para amostras a -20°C e de 1430 a 1520nm para amostra de 40°C, de acordo com trabalhos de (PRIETO, 2006), esta relacionada com a absorção da molécula de OH, por isso, ambas as regiões são referenciadas como bandas de absorção de água.

Segundo (ANDRÉS, 2008), a água é o principal componente das amostras de carnes, explicando assim todas estas bandas. Isso porque a água é a principal fração acumulada no congelamento.

VILJOEN, 2005, em seus trabalhos com NIRS os comprimentos de onda mais importante para a água, proteína e gordura são: água são três picos importantes 1190nm, 1450nm, 1940nm, para as proteínas são quatro picos importantes: 1510nm, 1680nm, 2050nm, 2180nm e para gordura são as regiões de 1200nm, 1734nm, 1765nm, 2310nm, 2345nm.

Ainda segundo (VILJOEN,2005), pode haver sobreposição em 1190nm com 1200nm. A mesma ocorrência pode ser encontrada nos comprimentos de onda de 1940 e 1980 onde os picos de água e proteína são sobrepostos.
Um fator que também poderia ter colaborado para as diferenças entre os espectros é a proteínas musculares, que segundo (LAWRIE, 1998) diz que a baixas temperaturas ocorre desnaturação, e da capacidade das fibras para reabsorver ao descongelar.

Embora o tempo de leitura ocorresse abaixo de um minuto, isso não evitou que uma pequena fração de água das camadas mais externas tenha migrado para fora da célula. Talvez este fenômeno também tenha contribuído para acentuar esta diferença entre espectros.

Segundo (PARDI, 2001), a temperatura de -20°C forma grandes cristais de gelo, ocorrendo dano mecânico à célula, em razão da formação de grande massa de gelo e do encolhimento das fibras musculares que perdem água para os acúmulos extracelulares, ocasionando a ruptura das células, a injuria celular por força do aumento da pressão osmótica e a precipitação irreversível ou a desnaturação dos constituintes coloidais da célula. Ao contrario das amostras submetidas ao congelamento rápido, que forma se pequenos cristais de gelo.

Deste modo, pode-se dizer que o congelamento rápido provoca menos dano comparado com o lento. Assim acreditasse que a diferença entre os espectros seja devido a estas alterações.


5. CONCLUSÃO

A espectroscopia de infravermelho próximo mostrou-se adequada para estimar as alterações físicas e químicas decorridas no processo de congelamento rápido e lento, expressando estas diferenças por intermédio de diferenças de intensidade e regiões de absorção nos espectros obtidos. A técnica NIRS é de grande importância na avaliação da qualidade da carne, e será de grande valia, trazendo vantagens para a indústria de carnes.


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pucrs.campus2.br/~thompson/TPOA-Carne/Roca109.pdf>. Acessado em 04/06/2008.

SIC. Serviço de Informação da Carne. Disponivel em <
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SKOOG. D. A.; HOLLER, F. J.; NIEMAN, T. A.; Principios de Análise Instrumental, 5. Ed, Editora Oficial da Sociedade Brasileira de Química, 2002.

SILVERSTEIN, R. M.; WEBSTER. F. X. Identificação Espectrométrica de Compostos Orgânicos, 6. Ed, Rio de Janeiro: 2000, paginas 67-78.

VARNAM, A. H.; SUTHERLAND, J. P, Carne y Produtos Cárnicos, Espanha: 3° Edição, Editora Acribia, 1998, páginas 423.

VILJOEN, M.; HOFFMAN, L. C.; BRAND, T.S. Prediction of the chemical composition of freeze dried ostrich meat with near infrared reflectance spectroscopy. Meat Science, Volume 69, fevereiro de 2005, páginas 255-26




*Divina Lucia Montello da Silva nasceu em Formoso do Araguaia, Tocantins, no dia 28 de abril de 1983. Mas foi registrada em 28.06.1983. Filha de Raimundo Sales Silva e Neuza Montello da Silva. Irmã de Willian Montello da Silva(29.09.1982) e Wedes Montello da Silva(30.08.1985). Formou-se Engenheira de Alimentos, na Universidade Federal do Tocantins. Reside em Goiânia. Atende pelo e-mail: dlmontello@hotmail.com. Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0743166587537778. Atualmente(2012), faz POS-GRADUAÇÃO em ENGENHARIA DE ALIMENTOS, na Universidade Federal de Goias.

ALGUNS COMENTÁRIOS PUBLICADOS NO SITE WWW.MARIOMARTINS.COM.BR, onde tambem se encontra esta MONOGRAFIA:

Raimundo Sá. 13/03/2011 11:33
Diferentemente, eu encontrei este tema no livro RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES, de Mario Ribeiro Martins, que se acha na Biblioteca Central da UFG, no Campus II. Entre tantos outros assuntos ali tratados, este tema foi colocado no livro, de forma completa, inclusive com a biografia plena da autora.

Rubens Teixeira 23/01/2011 20:15
Descobri este assunto no GOOGLE e achei esta Monografia Excelente. Corresponde exatamente ao meu tema. A autora foi muito feliz.



MÁRIO MARTINS- O HOMEM CORDIAL.


Gilberto Mendonça Teles*


MÁRIO RIBEIRO MARTINS é meu companheiro na Academia Goiana de Letras, mas ambos vivemos fora de Goiânia: ele em Palmas, no Tocantins; eu no Rio de Janeiro, de modo que raramente nos vemos em Goiânia.

Mas no ano passado fui fazer uma conferência em Palmas e tive o prazer de encontrá-lo, com Isabel dos Santos Neves (Belinha), à minha espera no aeroporto. Os passeios, os jantares, a conversa agradável na sua possante caminhonete com ar refrigerado, tudo me foi revelando uma pessoa admirável, que eu só conhecia mesmo pelo trabalho de pesquisador cultural do Centro-Oeste.

Homem cordial, culto, de conversa cativante e conhecedor apaixonado da realidade em que vive — Goiás e Tocantins, por onde fluem os mais importantes rios do Brasil — MÁRIO MARTINS realmente me cativou e me deu consciência da sua importância na consolidação cultural do novo Estado.

Livros como Escritores de Goiás, Dicionário biobibliográfico de Goiás e Dicionário biobibliográfico do Tocantins, para ficar apenas nesses, são uma notável trilogia que dá bem uma amostra de seu poder de pesquisa e organização, suficientes para comprovar o valor da sua contribuição na leitura do mapa cultural da região do Centro-Oeste. Daí a minha admiração pelo seu trabalho intelectual, que reitero (DIÁRIO DA MANHÃ. Goiania, 20.10.2008).


GILBERTO MENDONÇA TELES é escritor, com centenas de livros publicados. Ocupante da Cadeira 11, da Academia Goiana de Letras. Professor da Universidade Católica do Rio de Janeiro.





MEMÓRIAS DE ROLANDO DE NASSAU.
Doc.JB
Música – No. 765

Rolando de Nassau nassau@abordo.com.br

MEMÓRIAS
(Dedicado à leitora Nieda Gomes Hollanda, de Brasília, DF)

“Um público comprometido com a leitura
é crítico, rebelde, inquieto, pouco manipulável
e não crê em lemas que alguns fazem passar
por idéias” (Mário Vargas Llosa, Prêmio Nobel
de Literatura – 2010).

No próximo dia 13 de dezembro, acontecerá o lançamento da íntegra
das minhas memórias (http://www.abordo.com.br/nassau/), em comemoração dos 60 anos (1951-2011) de minha atividade na crítica musical.

Agradeço a Deus por ter-me ensinado a contar, depois de ter aproveitado os meus dias (Salmo 90: 12; Eclesiastes 11: 9). Uma das vantagens do enve-
lhecimento é que alguém pode dizer que viveu no passado ... O problema é que, sendo repentino, às vezes essa pessoa não teve o cuidado de contar esse tempo.

Outra vantagem do envelhecimento é que alguém não está condenado a repetir os erros do seu passado e a elogiar os desmandos dos jovens no presente.

Tenho revivido meu passado por causa das muitas recordações; estão
seguramente entesouradas, inclusive as decorrentes de diálogos e debates. Lembro- me de quase tudo (inclusive do funeral de Francisco Fulgêncio Soren, que era o pastor da Primeira Igreja Batista quando nasci em 1929 no Rio de Janeiro) o que aconteceu nos últimos 79 anos!

Quando comecei a escrever minhas Memórias, os acontecimentos subi-
ram à consciência, sem qualquer esforço; pensava na próxima palavra a ser escrita tão depressa quanto um compositor pensa na próxima nota.
Enquanto escrevia, sendo hipnotizador de mim mesmo, concentrava
minha atenção em certos objetos e lugares, em determinadas reuniões e fisionomias, que tinham relação com a vida musical e o ofício da crítica: o Teatro Municipal, o Colégio Batista, a cadeira do Dr. Almir Gonçalves, livros e discos fonográficos, uma reunião soturna em abril de 1964, as sedes da JUERP na Praça da Bandeira e em Tomás
Coelho, a PIB-RJ e as igrejas em São Francisco Xavier, Madureira e Campo dos Afonsos ...

No bairro carioca do Estácio (reduto da música popular), passei minha
infância. Vivia numa residência bem modesta, onde predominava um ambiente de riqueza musical. Minha mãe, Frederica Torres, em 1939 comprou um “Philco”, nosso primeiro receptor de rádio. Graças a esse aparelho, na década de 40, em plena Segunda Guerra Mundial, podia ouvir, quase diariamente, a orquestra filarmônica regida por Wilhelm Furtwaengler (1886-1954), através das transmissões em ondas curtas da
rádio estatal de Berlim. A educação auditiva contribuiu para a formação do gosto musical e a crescente inclinação para o estilo erudito e a crítica. Ninguém conseguirá bom gosto musical frequentando o “Rock-in-Rio”, em contato pessoal ou pela mídia.

Na Internet comentarei vários artigos, inclusive as polêmicas e rusgas de
que participei, e meus relacionamentos com regentes, compositores, intérpretes e leitores.

Nos últimos 60 anos, a atividade foi exercitada em 40 periódicos, evangélicos e seculares, produzindo cerca de mil artigos, dos quais mais de 780 foram escritos para “O Jornal Batista”.

Certamente, teve o propósito de renovar a crítica musical, estimular o
leitor à pesquisa, incentivar as editoras e gravadoras à divulgação das obras musicais sacras e avaliar o potencial da música nas igrejas evangélicas.
O objetivo exato de minhas memórias é dar a conhecer as circunstân-
cias em que foram escritos os meus artigos. Sei que esse objetivo é arriscado.

Minha crítica ajudou a corromper ou a melhorar os nossos costumes?
Por que alguém compõe música? Às vezes, por dinheiro. Por que toca
música? Quase sempre, por dinheiro. Por que ouvimos música? Por prazer. Por que escrevi sobre música? Por necessidade.

Desde o início, em 1951, senti a necessidade de visar o desempenho dos
músicos no meio evangélico e levar os leitores a refletir sobre a execução musical nas igrejas.

Será a primeira vez na imprensa evangélica que um colaborador reve-
lará os bastidores de seu ofício.

Os internautas que acessarem minha página tomarão conhecimento de
peculiaridades de Guilherme Loureiro, Levino Alcântara, Heitor Argolo, Dorivil de Souza, João Wilson Faustini, Norah Buyers, Bill Ichter, João Genúncio, Saulo Velasco, Ruy Wanderley, Marcílio de Oliveira Filho, Ebenézer Gomes Cavalcanti, Albérico Alves de Souza, João Filson Soren, Ernani de Souza Freitas, José dos Reis Pereira,
Nilson Dimárzio e Rosber Neves Almeida, entre outros.

A memorialística é um gênero literário que tem sido pouco usado pelos
críticos musicais. Os confitentes são ainda mais raros. Rousseau intitulou suas memórias de “Confissões” ...

Nesta oportunidade áurea, presto homenagem a Nieda, minha fiel espo-
sa e dedicada leitora, que aplicou aos meus artigos o seu crivo doméstico.
Começo as minhas memórias lembrando os anos dourados. Termino-as,
recordando os anos cinzentos de qualquer crítico musical ...
Todas estarão sempre expostas diante do leitor de boa-fé ...
- x –
(Publicado em “O Jornal Batista”, de 04 de dezembro de 2011)
13 set 2011.



O “EX-PROTESTANTE”.


Gilberto Freyre*.

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).

Uma vez por outra surge um comentário inexato ao fato de que, dos 17 aos 18 anos eu ter sido protestante.

Foi minha segunda revolta contra a ortodoxia familial em que, felizmente, me criei e à qual tanto devo. A primeira revolta foi aos 6 anos: fugi de casa. Fuga sem quê, nem pra quê. Tanto que eu próprio tomei a iniciativa de voltar aos pais e irmãos e à avó Francisca e também aos brinquedos e ao gato chamado Fidalgo. A saudade deles me reorientou como por mágica. Sem lógica. Como sem lógica fora a fuga.

A segunda revolta contra a ortodoxia familial foi a aventura protestante. Ou evangélica. Aventura de adolescente inspirada um tanto por Tolstoi: sua revolta a ortodoxia greco-catolica e contra a burguesia russa. Revolta animada por uma interpretação anárquica de Cristo.

Fui então no Recife, nesses meus velhos dias, um famoso MENINO PREGADOR. Pregador de 17 anos nos bairros mais pobres. Menino dos chamados finos, em contacto com as gentes mais humildes e mais rudes. Amado por essas gentes. Um funileiro tísico morreu nos meus braços, deitando sangue pela boca e me pedindo: me fale mais de Jesus. Falei-lhe. Segurou-me a mão para me ouvir melhor. Até que me disse: Basta, menino, já estou ouvindo música de pancadaria. E morreu.

Um simpático dr. Mário R. Martins publicou há pouco um opúsculo: GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. Pena que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas talvez de interesse para o seu estudo.

Soube ele que, indo do Brasil para os Estados Unidos, aos 18 anos, a fim de, por conta do meu pai, estudar na Universidade Batista de Baylor- onde já haviam estudado meu irmão Ulisses e outros brasileiros: três Guedes Pereira, Edgar, filho do então Senador por Pernambuco, Ribeiro de Brito, José Ermírio de Morais, todos antigos alunos do Colégio Americano Batista do Recife- freqüentei uma Igreja Protestante próxima da Universidade. É certo. Fui ainda, por uns curtos meses, nos Estados Unidos, protestante.

Pensando até em ser missionário não sabia onde: talvez entre os Índios do Brasil. Mas, repito- só por uns curtos meses. O que vi de sadismo no tratamento dos negros pelos protestantes brancos- quasi assisti a um linchamento, dos então comuns- a rígida divisão, nas próprias igrejas, entre brancos e pretos, hipocrisias burguesas- desencantou-me com o protestantismo. Com o que, de algum modo, respondo à carta agora mesmo recebida de jovem e inteligente brasileiro do Espírito Santo que me pergunta: Por que não ser protestante?

Não repudiaria de modo algum minha experiência evangélica ou protestante. Nem o que foi para mim, o estudo em Colégio Americano de orientação protestante. Nem o curso que segui, como outros brasileiros, na Universidade Batista de Baylor, antes da Pós-Graduação em Columbia. Mais sobre o assunto em artigo próximo. (FOLHA DE SÃO PAULO, 29.03.1981).

*Informação da Folha: Gilberto Freyre é sociólogo, ex-deputado federal, ex-deputado constituinte(1946), ex-delegado brasileiro à Assembléia Geral da ONU e autor do clássico CASA GRANDE & SENZALA.


OBSERVAÇÃO: É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada (e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé. Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife, Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo na adolescência. GILBERTO FREYRE FALECEU NO RECIFE, EM 18.07.1987, COM 87 ANOS, EIS QUE NASCEU EM 15.03.1900.





O ACIDENTE DE AVIÃO.



Mário Ribeiro Martins*


(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).


1965.28.02. Estando em Petrolina, Pernambuco, ganha uma “carona” num avião “Teco-Teco” para chegar ao Recife, onde estudava. Ao sobrevoar a famosa SERRA DAS RUSSAS, o avião apresenta defeito e cai, pegando fogo. É jogado numa “MOITA DE CAPIM”, onde é encontrado sem sentidos, mas sobrevive sem qualquer seqüela, sendo levado para o Hospital Barão de Lucena, no Recife. O Piloto e o Fazendeiro(proprietário do avião) foram “CARBONIZADOS”.

Em todos os meus livros aparece este texto. E, as pessoas, ao lerem, ficam ainda muito mais curiosas. Resolvi então contar o fato todo. Na época, fazia o curso clássico, no Colégio Americano Batista Gilreath, do Recife.

Tinha ido de férias para a minha cidade natal -Ipupiara- na Bahia. Ao retornar, peguei um caminhão, carregado de fumo e fui para Morpará, na Bahia, distante cerca de 100 quilômetros. Em Morpará, embarquei num vapor, com destino a Juazeiro, na Bahia. Foram cerca de 7(sete) dias, descendo o Rio São Francisco.

Do outro lado de Juazeiro, atravessando a ponte, está Petrolina, em Pernambuco, de onde se pegava o ônibus para chegar ao Recife. Enquanto aguardava o ônibus, que só viajava duas vezes por semana, fiquei hospedado num pequeno Hotel.

Pois bem, na noite do dia 27.02.1965(sábado), aproximou-se de mim, ainda jovem(22 anos), um cidadão simpático que me disse: “E aí, menino, você vai pra onde?” Em resposta, retruquei: vou para o Recife, onde estudo, no Colégio Americano Batista.

Então, ele disse: “Você não quer pegar uma carona com a gente? Nós estamos indo para Natal, no Rio Grande do Norte, mas temos de descer no Recife para abastecer?”

Acertada a viagem, no outro dia, domingo, 28.02.1965, fomos para o pequeno aeroporto de Petrolina. Ao entrar no avião, primeiro o piloto, depois o fazendeiro(dono do avião) e finalmente eu. O piloto falou: “coloque o cinto de segurança”. Peguei o cinto e coloquei sobre as pernas, sem travar, mesmo porque não sabia como travá-lo.

Viagem excelente, até que, em certo momento, o piloto começou a apertar todos os comandos e, finalmente, gritou: “O MOTOR PAROU E NÓS VAMOS CAIR”. Não se viu mais nada.

O resto da história só fiquei sabendo dois dias depois, através de terceiros. É que o avião desgovernado, caiu fazendo piruetas e eu, que estava sem o cinto, fui jogado fora do avião, caindo numa MOITA DE CAPIM VERDE, enquanto o avião caiu a cerca de 150 metros dali, espatifando-se e pegando fogo.

Quando os vaqueiros da região chegaram o avião tinha acabado de explodir e os corpos do piloto e fazendeiro já estavam se CARBONIZANDO.

Mas eles permaneceram perto do avião, na esperança de encontrar algo de valor. Já estavam indo embora, quando um deles, ouviu um gemido fraco, na direção da MOITA DE CAPIM. Correu para lá e me encontrou ENSANGUENTADO(pelos cortes do capim), mas ainda respirando.

Disseram eles: “Este deve morrer logo. Mas, como ainda está vivo, vamos fazer uma maca de madeira, descer a Serra e entregar para o primeiro que passar na estrada”. De fato, eu fui conduzido por um dono de caminhão para o Hospital Barão de Lucena, no Recife.

Estava eu com as roupas rasgadas e sem documento, porque os documentos estavam na mala que queimou.

Por volta de 5 horas da manhã, depois dos remédios que me deram, comecei a voltar, meio zonzo ainda e perguntei à enfermeira: onde estou?. Ela respondeu: “Nós é que estamos querendo saber quem é você. Sem documento e quase sem roupa. Disseram que você foi o único sobrevivente de um avião que caiu”.

Contei que era aluno do Colégio Americano Batista, concluinte do curso Clássico. O Diretor foi me buscar e os colegas fizeram uma “vaquinha” para me dar algumas peças de roupa. Evidente, tive de tirar todos os documentos, porque eles estavam na mala que se queimou.

Sobre esta mala, há um fato interessante: Quando eu estava na Bahia, na casa do meu avô, Gasparino Francisco Martins, conhecido como VELHO DOUTOR, este se aproximou de mim e disse: “Mario, este ano você vai se formar no Recife e eu vou lhe dar algum dinheiro”. Pegou um jornal velho e colocou alguns maços de dinheiro. Quando cheguei na casa dos meus pais, contei o dinheiro e tinha o correspondente hoje(2008), a VINTE MIL REAIS. Pois bem, o dinheiro estava na mala que se queimou.

A felicidade é que eu era ajudado pela enfermeira missionária Zênia Birkniek e não me faltou recursos para tirar os novos documentos, comprar roupas, etc.

Alguns meses depois do acidente, estava eu viajando com uns missionários americanos, quando passamos pela estrada, próxima do local do acidente. Falei com os missionários que o avião tinha caído naquela serra. Um deles, entusiasmado, resolveu conhecer o local e olhar os destroços do avião.

Pois bem, ao subirmos a serra, encontramos o casebre de um vaqueiro. Este então disse que o local era distante e de difícil acesso. Mas que poderia nos levar lá.

Ao chegar onde estavam os destroços do avião, suas ferragens, o vaqueiro disse: “Quando nós chegamos aqui, o avião já estava se queimando e dois corpos carbonizados. Mas, na moita de capim, havia um muito ensangüentado que deve ter morrido logo. Nós colocamos numa maca e levamos para a estrada, porque ele ainda respirava”.

Foi aí que o missionário disse para ele que o da MOITA DE CAPIM era eu, ali ao lado. O vaqueiro tomou aquele susto, fez o sinal da cruz e exclamou: FOI MILAGRE!

Na volta, ainda passamos nos casebres de outros vaqueiros que tomaram o mesmo susto, sendo que um deles chegou a ajoelhar-se para agradecer a Deus, a minha ressurreição.

Como os três missionários eram generosos, aproveitaram a oportunidade para pregar o Evangelho, deixando também com suas famílias alguns trocados em dinheiro, o que foi uma festa.

Relembre-se que o ano era 1965, em plena ditadura militar que tinha eclodido no dia 31.03.1964. Chegou-se a especular que o avião tinha sido atingido por guerrilheiros, o que contrariava os interesses da Revolução. Nada disto, o avião caiu porque apresentou defeito no único motor que tinha.

Eis aí, a história completa do meu acidente de avião. Mas, não fiquei com medo de avião, tanto é que, em janeiro de 1973, viajei num avião da TAP(TRANSPORTES AÉREOS PORTUGUESES), do Recife para Lisboa, sobrevoando o Oceano Atlântico durante 9(nove) horas, quando fui estudar em Madrid, na Espanha, no Instituto de Cultura Hispânica.

Na verdade, a primeira vez em que viajei de avião foi de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, para Salvador, em dezembro de 1962. Como fui o primeiro colocado no término do Curso Ginasial no Colégio São Vicente de Paulo e Orador da Turma, ganhei uma viagem de avião para Salvador, acompanhado das Freiras do Colégio.

Como eu era evangélico, as Freiras, no domingo, me deixavam na porta da Igreja Batista dos Mares e iam para a Missa. E assim foi durante os 15(quinze) dias em que estivemos em Salvador. Uma dessas Freiras, ainda me lembro, Irmã Catarina, com o seu hábito branco, excelente professora de matemática.

O acidente foi em 28.02.1965. Quando meu avô ficou sabendo do fato, me escreveu uma carta, dizendo que faria a reposição do dinheiro, quando eu retornasse de férias.

As minhas atividades como seminarista do Seminário Batista do Norte do Brasil, no Recife, junto a diferentes igrejas em Pernambuco me impediram de retornar de férias a Ipupiara.

Quando pude retornar a Ipupiara, meu avô Gasparino Francisco Martins já tinha falecido em 19.05.1966. Portanto, a esperança de reaver os Vinte Mil queimados no acidente de avião se foram de vez.



MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
ESCRITOR.
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O GOVERNO DO TOCANTINS
E A SEDE DA ACADEMIA.


Mário Ribeiro Martins*

(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).

O Governo de Goiás comprou uma sede própria para a Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás na RUA 132-C, NÚMERO 114, SETOR SUL, Goiânia, sem que tenha nenhum membro da Academia, no governo.

Comprou uma sede própria para a União Brasileira de Escritores de Goiás, na RUA 21, Nº 262, CENTRO, GOIÂNIA, em iguais condições.

O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás tem a sua sede própria na RUA 82, NUMERO 455, SETOR SUL, GOIÂNIA, há muitas décadas.

A Academia Goiana de Letras tem a sua sede própria na RUA 20, NÚMERO 175, CENTRO, GOIANIA.

A história da conquista desta sede da Academia Goiana já é bem divulgada, além de curiosa.

A Academia Goiana tinha sido fundada em 22.04.1939 e instalada em 29.04.1939, sob a presidência de Pedro Ludovico Teixeira que era o Titular da Cadeira 01. Pois bem, Pedro Ludovico mandou e desmandou em Goiás. Foi Senador. Foi Governador por vários anos e nunca conseguiu uma SEDE PRÓPRIA para a Academia.

Somente no governo de Henrique Santillo que não tinha nada a ver com a Academia é que foi conseguida a sede própria. Santillo autorizou seu Secretário da Cultura, Kleber Adorno, a comprar a Casa de Colemar Natal e Silva e doar para a Academia, por volta de 1988. Como se vê, somente 49 anos depois de fundada, a Academia ganhou a sua SEDE PRÓPRIA.

O que está acontecendo no Tocantins não é mera coincidência. É uma realidade. Siqueira Campos é o 1º ocupante da Cadeira 01, da Academia Tocantinense de Letras, fundada em 12.12.1990 e instalada em 02.03.1991. Siqueira mandou e desmandou no Tocantins e continua MANDANDO em 2012.

Foi Governador durante muitos anos e nunca conseguiu a sede para a Academia Tocantinense de Letras, embora o assunto tivesse constado em Ata, do dia 02.03.1991, nos seguintes termos, “A seguir o Cerimonial anunciou a assinatura, pelo Exmº Sr. Governador do Estado José Wilson Siqueira Campos, de várias medidas que beneficiam o mundo cultural do Tocantins: 1)Oficializando o Hino do Estado do Tocantins. 2)Considerando a Academia de Letras do Tocantins, Entidade de Utilidade Pública. 3)DANDO UMA ÁREA NA ZONA URBANA DE PALMAS, DESTINADA À CONSTRUÇÃO DA SEDE DA ACADEMIA. 4)Concedendo subvenção anual à Academia. Tais atos foram sancionados sob acalorada salva de Palmas”.

O fato é que a Academia, depois de passar pelas casas dos Presidentes, foi abrigada numa sala nos fundos da Biblioteca Pública Municipal Jaime Câmara, no Espaço Cultural de Palmas, graças à gentileza do antigo Prefeito de Palmas, Manoel Odir Rocha, mas não dispõe de espaço para nada. A Academia tem 40 membros, mas a sala não cabe os dez primeiros que chegarem. Não tem espaço para Biblioteca, Secretaria, etc.

Esperança de ganhar a sua sede própria a Academia já teve muitas, a começar pelo elenco de seus presidentes.

Entre 1991 e 1993, foi Presidente o Desembargador José Liberato Costa Póvoa muito bem relacionado e com livre trânsito no governo.

Entre 1993 e 1995, foi Presidente Margarida Lemos Gonçalves, Missionária e Professora de muito prestigio. Entre 1995 e 1998, retornou à presidência, o Desembargador Liberato Póvoa. Entre 1998 e 2001, foi Presidente a Advogada Mary Sonia Matos Valadares.

Entre 2001 e 2003, foi Presidente o Advogado Juarez Moreira Filho, cujo irmão Deputado Estadual Laurez Moreira, sendo da bancada do governo, na época, poderia ter ajudado na conquista da sede própria da Academia.

Sem se falar, é claro, no antigo Deputado Federal Darci Coelho que, sendo membro da Academia na Cadeira 05, foi até Vice-Governador do Tocantins e seu Deputado Federal, da bancada do governo, entre 1993 e 2004. Nos anos seguintes, foi Chefe de Gabinete do Prefeito Petista Raul Filho, quando tambem poderia “ter brigado” pela Sede da Academia e não o fez. Hoje(2012), o Juiz Aposentado Darci Martins Coelho se encontra ao lado do Governador Siqueira Campos, como Secretário de Estado. Quem sabe desta vez?

TAL COMO PEDRO LUDOVICO, EM GOIÁS, que era o titular nº 01, da Academia Goiana de Letras, tambem JOSÉ WILSON SIQUEIRA CAMPOS, atual Governador do Estado é o TITULAR Nº 01, da Academia Tocantinense de Letras.

O problema é que o pessoal da CULTURA que trabalha com o Governador Siqueira Campos NÃO GOSTA DAS LETRAS, GOSTA MESMO É DE CARNAVAL. Por isto, a sede da Academia não sai.

Entre 2003 e 2006, foi Presidente Isabel Dias Neves. Belinha foi a que mais teve condições de conseguir a sede própria da Academia, por ser amiga da família do Governador Marcelo Miranda e de seu pai-membro da Academia - Brito Miranda. Preocupou-se com alguns projetos culturais e se esqueceu da sede própria da Academia. Em Palmas, hoje, tudo quando é INSTITUIÇÃO tem sede própria, menos a Academia. A ADESG, por exemplo, graças ao trabalho da VALQUIRIA tem a sua sede propria.

A partir de 2007, foi eleito Presidente o Procurador de Justiça Aposentado Eduardo Silva de Almeida que continua batalhando pela sede da Academia. Como sofreu um AVC(DERRAME), terminou se mudando para Teresina, no Piauí.

Infelizmente, alguns presidentes não se empenharam com afinco na conquista da sede própria, eis que, preocupados muito mais em conseguir passagens aéreas do governo para viagens, alem de outras mordomias.

A Academia Tocantinense conta hoje com um nome forte para conseguir a sua sede própria que é José Edimar Brito Miranda que, sendo membro da Academia, na Cadeira 25, é também pai do Governador Marcelo Miranda e seu SECRETÁRIO GERAL DA INFRA-ESTRUTURA. Hoje, 2012, fora do governo, foi-se a esperança.

Em Goiás, todas as sedes próprias de entidades culturais foram compradas pelo Governo Estadual e nenhuma pelo Governo Municipal.

A única exceção ocorreu em 2008, quando o Prefeito de Goiania, Iris Rezende Machado, através da instrumentalidade do seu Secretário Kleber Adorno, comprou a casa do DR. PEREIRA ZECA, na Rua 20 e ofereceu para a Academia Goiana de Letras, eis que a dita casa é anexa ao predio da Academia.

No Tocantins, não importando de onde venha, se do Governo Estadual ou Municipal ou da iniciativa privada, o importante é que a Sede Própria da ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS apareça o mais rápido possível.

Sobre o assunto, há uma matéria publicada no jornal TRIBUNA DO PLANALTO (Palmas, 2003), em sua coluna “Laboratório Cultural”, sob o titulo “INICIO PÍFIO DA ACADEMIA DE LETRAS” que diz:

“Será o fim ou pesadelo? Agora, para completar a crise que vem se arrastando há tempos na Academia Tocantinense de Letras, o Projeto Cidade do Conhecimento tomou na marra a minisala que acomodava a Presidência da ATL, na Biblioteca do Espaço Cultural, nesses últimos dias.

Para falar com a Presidente Belinha é necessário ir até a sua residência, isto porque a ATL é lá. Diante da implacável certeza de que a literatura é finita, a Academia encolhe-se, acuada. Morrer lhe parece um futuro absurdo, desconcertante.

Por que a existência dessa arte aqui no Tocantins é tão curta quando comparada à imensidão dos letrados do planeta terra? Qual sentido traz uma obra que vive à sombra de seu nome? A Academia de Letras do Tocantins, simplesmente, não existe. Lá há acadêmicos que não têm sequer um gibi escrito nos anais de nossa história. Como diz o grande escritor e poeta Fidêncio Bogo: “Temos acadêmicos que nunca foram às reuniões”(TRIBUNA DO PLANALTO, Palmas, 2003).

Tudo indica que esta matéria foi escrita pelo antigo Repórter e hoje Cantor, Nilo Alves.

É uma vergonha, a Academia ser conhecida nacionalmente por seus concursos literários e quando alguma comitiva chega em Palmas para visitá-la não tem onde sentar-se. (JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 02.04.2008).

Como se não bastasse, as duas academias(PALMENSE DE LETRAS e TOCANTINENSE DE LETRAS), localizadas no Espaço Cultural, receberam no dia 22 de junho de 2009, um ULTIMATUM, do Presidente da Fundação Cultural de Palmas, Pierre de Freitas, nos seguintes termos:

“Dando prosseguimento ao processo de ampliação do espaço da Biblioteca Municipal Jaime Câmara, UTILIZAREMOS O ESPAÇO HOJE OCUPADO PELAS ACADEMIAS PALMENSE E TOCANTINENSE para melhor acomodar os usuários e a Administração da Biblioteca. Em função disto, estamos colocando à disposição das Academias, uma sala localizada no ANEXO DA CASA SUSSUAPARA(Parque Cesamar), que se encontra em reforma com previsão de entrega para o dia 20 de julho de 2009, ao passo que SOLICITAMOS A DESOCUPAÇÃO DA SALA OCUPADA POR VOSSAS ACADEMIAS na Biblioteca”.

Como se observa, as Academias Palmense e Tocantinense de Letras estão sendo DESPEJADAS do Espaço Cultural de Palmas!

O JORNAL DO TOCANTINS, do sábado, dia 08.08.2009, publicou na seção CARTA DO LEITOR, o seguinte documento, com o titulo AGRADECIMENTO*:

“A Academia Tocantinense e Palmense de Letras vêm através de seus presidentes e em nome de seus nobres confrades agradecerem calorosamente aos ilustres governantes e amantes da cultura, suas Excelências Marcelo Miranda, governador do Estado do Tocantins e Raul Filho, prefeito de Palmas, que serão doravante credores eternos das respectivas academias, pelo mais carinhoso apoio que poderiam desejar a uma reivindicação constante- a construção das suas sedes próprias. São gestos dessa natureza que nos honram, engrandecem e farão caminhar as duas casas de Machado de Assis, no suceder das gerações e na voragem dos tempos, para o cumprimento do lema que acalenta suas existências: servir o Tocantins, servir o Brasil. Palmas, 07.08.2009. Assinam: Eduardo Almeida, Presidente da ATL. João Portelinha, Presidente da APL.

*Carta endereçada ao Governador e ao Prefeito de Palmas, por meio do JORNAL DO TOCANTINS”.

Como o Jornal não deu nenhuma informação sobre a posição do Governador Marcelo Miranda(agora já CASSADO pelo TSE), acerca do pedido, aguardemos fatos novos para os próximos dias.

Hoje, dia 09.08.2009, o Jornal do Tocantins, trouxe com o título “ACADEMIAS-ESCRITORES”, a seguinte nota: “Após terem ganhado o terreno para a construção da sede das Academias Palmense e Tocantinense de Letras, da Prefeitura de Palmas, os presidentes das entidades, respectivamente, João Portelinha e Eduardo Almeida participaram de audiência na quinta-feira(06.08.2009), com o governador Marcelo Miranda(PMDB), acompanhados do presidente da Fundação Cultural de Palmas, Pierre de Freitas.

O governador disse que irá ajudar na execução da obra. Uma COMISSÃO deve ser formada para criar o projeto”.

Como se vê, a nota não disse onde fica o terreno e não deu outros detalhes. Vamos continuar aguardando novos fatos.

OBSERVAÇÃO DO AUTOR: EM TODOS OS MEUS LIVROS, REPITO ESTA MATÉRIA, COM O OBJETIVO DE CHAMAR ATENÇÃO PARA O FATO. PESSOALMENTE, NUNCA TIVE NOTICIA DOS NOMES DESTA COMISSÃO.


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
ESCRITOR.
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OS 177 ANOS DA ELEIÇÃO
DE TEOTÔNIO SEGURADO.


Mário Ribeiro Martins*


Comemorou-se ontem(14.09), os 177 anos da eleição de Teotônio Segurado, como Governador Separatista do Norte de Goiás, hoje Tocantins.

JOAQUIM TEOTÔNIO SEGURADO nasceu em Moura (Província do Baixo Alentejo, com a Capital em Beja), Portugal, no dia 25.02.l775, escreveu, entre outros, "MEMÓRIAS SOBRE A CAPITANIA DE GOIÁS"(l8ll), texto que lhe valeu elogio por Carta Real de cinco de setembro de l8ll.

Escreveu também “MEMÓRIA SOBRE A AGRICULTURA E O COMÉRCIO DA CAPITANIA DE GOIÁS”(1807) e “MEMÓRIA SOBRE O COMÉRCIO DA CAPITANIA DE GOIÁS”. Filho de José Mendes Segurado e de Maria das Dores Segurado, naturais, respectivamente, de Moura e Serpa, duas vilas do Sul de Portugal.

Após os primeiros estudos na vila de Moura, sua terra natal, foi para a Universidade de Coimbra, com 16 anos, onde estudou de 17.11.1791 a 19.10.1795, formando-se em Leis, correspondente a Ciências Jurídicas e Sociais, atualmente Direito, quando tinha 20 anos de idade.

Tornou-se JUIZ DE FORA, na cidade de Porto e também na cidade de Melgaço, Portugal, com 24 anos.

Depois de ter se iniciado no Brasil, através de São João Del-Rei e Ouro Preto, em Minas Gerais, donde a teoria histórica de que tivesse alí nascido, tornou-se Ouvidor Geral da Capitania de Goiás, na velha capital, Vila Boa(Goiás Velho), nomeado pelo Decreto de 12 de outubro de 1803, com 28 anos de idade, pelo Príncipe Regente Dom João, que substituia a Rainha D. Maria I, doente mental.

Relembre-se que D. João VI só veio para o Brasil, em 1808, com a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro. (D. Maria I faleceu em 1816 e o Príncipe foi coroado Rei, com o nome de D. João VI, em 1818. Em abril de 1821, D. João voltou para Portugal e em seu lugar ficou o Príncipe Regente D. Pedro I, que se tornou Imperador do Brasil, em 07.09.1822. Em 07.04.1831, D. Pedro I renunciou, ficando em seu lugar o Pedro de Alcântara, D. Pedro II que tinha cinco(5) anos de idade), sob os cuidados de José Bonifácio).

Voltando a Joaquim Teotônio Segurado, foi promovido ao cargo de Desembargador da Relação do Rio de Janeiro, em 1805. Desembargador da Comarca de Goyaz, em 1806. Desembargador da Relação da Bahia, em 1808.

Em 1809, no dia 21 de junho, foi nomeado Desembargador da recém-criada Comarca de São João das Duas Barras, com Capital no Povoado de Palma(hoje cidade de Paranã), com 34 anos de idade.

Em 1810, Dom João VI, percebendo o valor do ouro existente no Norte de Goiás(CARMO E PONTAL), transferiu para Porto Real(hoje Porto Nacional), a sede(CABEÇA DE JULGADO) da Comarca de São João das Duas Barras e determinou que para alí se transportasse o Corregedor Segurado.

Embora o povoado de Porto Nacional tenha sido fundado por Antônio Sanches, em 1738, seu crescimento, no entanto, coube ao Desembargador Segurado. É que ele alí residiu durante algum tempo e estimulou a navegação do Tocantins, única estrada sem encruzilhada(as estradas com encruzilhada permitiam tocaias) e por onde passaram a correr toneladas de ouro para o porto de Belém, rumo à cidade de Lisboa.

Em 26.01.1815, feita a instalação da Vila de São João da Palma, com capital na hoje Paranã, mudou-se Teotônio Segurado de Natividade para a nova vila. Tinha agora 40 anos de idade. Residiu durante muito tempo nas cidades de Natividade, Arraias, Paranã, no hoje Estado do Tocantins.

Foi Deputado JUNTO às Cortes Portuguesas, pela Provincia de Goyaz, eleito no dia 7 de agosto de 1821, quando tinha 46 anos de idade, ainda sob a administração do Príncipe Regente Dom Pedro I(Ele só se tornou Imperador do Brasil em 07.09.1822).

Em 27.08.1821, o Brigadeiro Manoel Inácio Sampaio, como Chefe do Executivo Goiano, no período colonial(Goiás só se tornou Província do Império, em 13.09.1824), mandou prender os principais líderes do movimento da independência do Brasil, em Goiás, entre os quais, os Padres José Cardoso de Mendonça, Lucas Freire de Andrade e Luiz Bartolomeu Marques. E ainda o Soldado Felizardo de Nazaré, além do Capitão Francisco Xavier de Barros, bem como o Capitão Felipe Antonio Cardoso.

Cada um deles foi enviado preso para lugar diferente. Os padres foram enviados para aldeias distantes. O Capitão Francisco Xavier de Barros foi para Santa Maria, no Rio Paranã, afluente do Rio Tocantins. O Capitão Felipe Antonio Cardoso foi para o distrito de Arraias, na Comarca de São João das Duas Barras. Todos eles desejavam a formação de um Governo Provisório, mas teriam sido traídos. Ficaram pouco tempo presos, porque, logo no ano seguinte, 07.09.1822, deu-se a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.
Felipe Antonio Cardoso enviado preso para Arraias e depois para a então Capital Federal, depois de ser absolvido pelo Conselho de Guerra, no Rio de Janeiro, por injunções políticas, terminou por ser promovido a General em 12.10.1825, tornando-se Governador das Armas da Província de Goiás, em 1830.

Teotônio Segurado viajou, no entanto, para Portugal em janeiro de 1822, como Representante Goiano, junto à CONSTITUINTE EXTRAORDINÁRIA DAS CORTES REUNIDAS DE BRASIL, PORTUGAL E ALGARVES, tomando posse na sua cadeira como Deputado, no dia 08 de abril de 1822, com 47 anos.

Ao voltar, no ano seguinte(1823), havia perdido a condição de DEPUTADO, eis que o país já não era mais Colônia de Portugal e sim Império do Brasil. Em 23.06.1823, por ordem do Imperador Dom Pedro I, foi destituído de seus bens. Tal ordem foi cumprida através do ofício de 10 de julho de 1823, assinado pelo REPRESENTANTE da Província de Goiás, o Padre Pirenopolino Luis Gonzaga de Camargo Fleury, quando de sua passagem por Porto Nacional.

Diz Americano do Brasil, in “PELA HISTÓRIA DE GOIÁS”, página 77: “Em 1823, quando Cunha Matos percorria o Norte, Segurado entrou em Goiás, indo residir em suas propriedades nos arredores da Palma(hoje Paranã), cercado de esposa e filhos. Debalde os Presidentes da Província procuraram afastá-lo da vida privada. Ficou alheio à evolução política. Para ele, liberalismo era sinônimo de anarquia”.

Em 1827, quando D. Miguel I, tornou-se Rei de Portugal e passou a perseguir os liberais e constitucionalistas, Teotônio Segurado já tinha voltado escondido para o Brasil. Mesmo assim, continuou a ser perseguido, porque não queria a Independência do Brasil, mas apenas a criação da Província de Palma, separada da Província do Sul, em Vila Boa(Goiás Velho).

Entre os benefícios que Joaquim Teotônio Segurado conseguiu para o hoje Estado do Tocantins, destacam-se a navegação do Rio Tocantins e a abertura de uma estrada ligando São Romão, em Minas Gerais a Porto Nacional.

A ele se deve a descoberta de várias minas de ouro e a criação do Julgado de Flores. Entre seus títulos honoríficos, destaca-se o de COMENDADOR DO HÁBITO DE CRISTO.

Chegou a ser eleito Governador Separatista de Goiás, no hoje Estado do Tocantins, no dia 14 de setembro de 1821, escolhendo a cidade de Cavalcante e posteriormente Natividade e Arraias para Capital da futura Província de Palma e, consequentemente, do futuro Estado do Tocantins.

Retornando de Portugal, em 1823, após a Independência do Brasil e com as censuras que lhe foram impostas pelo Governo Português, Joaquim Teotônio Segurado afastou-se da vida pública.

Tornou-se um cidadão comum, perdendo inclusive seus títulos honoríficos e seus principais bens materiais, conforme determinação do Imperador Dom Pedro I. Aliás, de seu inventário, consta apenas, uma casa, uma mesa, um banco e sete livros. Exagero de inventário, como sói acontecer! Afinal de contas, morreu em sua fazenda na Comarca de Palma, hoje Paranã. Com 56 anos de idade, não poderia ter lhe restado apenas a casa, a mesa, o banco e os livros!

Apesar de todas as pesquisas feitas e em virtude das dificuldades pelas quais passou a família do Desembargador Segurado, ainda não se conseguiu chegar a todos os filhos e descendentes, o que constitui um verdadeiro desafio para os pesquisadores e genealogistas.

Um de seus filhos, Rufino Teotônio Segurado, chegou a ser Juiz Municipal de Carolina, no Maranhão, no tempo em que esta cidade pertencia à Província de Goiás e tinha o nome de TRÊS BARRAS.

Aliás, Carolina foi a designação dada pelo Governador de Armas de Goiás, Padre Luiz Gonzaga de Carmargo Fleury, em homenagem à Imperatriz Maria Leopoldina Carolina. Este mesmo Rufino, foi também Juiz de Direito da Comarca de Palma(1846) e de Conceição do Norte, no hoje, Estado do Tocantins.

Rufino, conforme a voz corrente, teria nascido na própria Vila de Palma, Paranã, Goiás, hoje Tocantins, em l820, portanto, onze anos antes da morte de seu pai que falecera em 14(catorze) de outubro de 1831.

Para Sacramento Blake, em seu Dicionário, teria nascido em Minas Gerais, sem dizer a cidade. Para outros, teria nascido em Belém do Pará, de onde seguiu para a Capital Paulista, formando-se, com 20 anos de idade, em 1840, na Faculdade de Direito de São Paulo.

Em 1846, com 26 anos, já estava integrando a Assembléia Legislativa Provincial de Goiás, como um de seus Deputados. Em 1847, fez a viagem de navegação entre “AS PROVÍNCIAS DE GOYAZ E DO GRÃO-PARÁ”, pelos rios Araguaia e Tocantins, viagem esta publicada na REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO, do Rio de Janeiro, em 1848.

A viagem foi iniciada em Porto Imperial(Porto Nacional), no dia 04.04.1847, tendo chegado em Belém, no dia 03.05.1847. Foi pelo Rio Tocantins e voltou pelo Rio Araguaia, alcançando Vila Boa(Goiás Velho), 07 de março de 1848.

Rufino Segurado, com 28 anos de idade, em 1848, conforme o livro “PRESIDENTES E GOVERNADORES DE GOIÁS”, de Joaquim Carvalho Ferreira teria se tornado também Presidente da Sociedade de Navegação do Araguaia, fundada pelo 7º Presidente da Província de Goiás, em 1848, Joaquim Inácio de Ramalho(BARÃO DE RAMALHO).

Diz Joaquim Carvalho, página 22: “A 14.02.1848, chegaram a Leopoldina, os dois barcos-Natividade e Santo Antonio- com, respectivamente, 1000 e 1200 quilos. Era Presidente da Sociedade, o Dr. Rufino Teotônio Segurado, Juiz Municipal de Carolina, com assento na Assembléia Municipal”.

Foi também Juiz de Direito da Comarca de Palma(1846) e Conceição do Norte, no hoje, Estado do Tocantins. Depois de ter sido Juiz Municipal de Carolina, tornou-se em 1854, Juiz de Direito de Carolina, quando transferiu a sede da Comarca para Boa Vista do Tocantins(Tocantinópolis). Mas, como brigou com o Frei Francisco de Monsavito, transferiu-se para o Araguaia, em 1859.

Relembre-se que Rufino Teotônio Segurado era Juiz da Comarca de Palma(hoje Paranã, Tocantins) quando faleceu na Fazenda ENGENHO, de sua propriedade, em Conceição do Norte(Tocantins), sepultado na Igreja Matriz, em 29.08.1868, com 48 anos de idade, na presença do Vigário João de Deus Gusmão, que assinou o termo de sepultamento, no Governo de João Bonifácio Gomes de Siqueira, 21º Presidente da Provincia de Goias.

Sua Certidão de Falecimento, em sua forma original, foi divulgada por Antonio Costa Aires, no site www.dno.com.br, no seguinte teor: “Aos 29 de agosto de 1868, nesta vila e freguesia de Nossa Senhora de Conceição do Norte, do Bispado de Goyaz, sepultamos nesta Matriz, do Arco para sima(1), com todos os sacramentos, o Doutor Juiz de Direito desta Comarca de Palma, Rofino Theotonio Segurado, pardo, casado com Dona Mariana Francisca de Azevedo e foi encomendado e acompanhado por mim, do que para constar, fiz este termo que assignei. Vigário João de Deus Gusmão”.

Joaquim Teotônio Segurado Filho foi Promotor Público de Natividade e Porto Nacional a partir de 1870, além de ter sido CURADOR GERAL, em 1864. Tem sido muitas vezes confundido com o próprio pai, por ter omitido o “FILHO”, em seu nome. Essa omissão era proposital. Tinha o objetivo de homenagear o pai.

Este Joaquim Teotônio Segurado FILHO residiu em Porto Nacional, no Lago São Francisco(Lago Recantão), na casa que foi arrematada, anos depois, por Florência Rodrigues Nogueira. Segurado Filho teria falecido em 1899, com mais de 68 anos de idade.

Entre os parentes de Teotônio Segurado, são conhecidos Carolino Ferreira e Ananias Segurado Rodrigues.

Simplício Teotônio Segurado, outro descendente, foi Promotor Público de Porto Nacional entre 1878 e 1884, ano em que se tornou Tabelião do Cartório Geral de Porto e nesta condição aparece até 1896.

Este filho de Joaquim Teotônio, o Simplício Segurado casou-se, em Porto Nacional, com Maria Ayres da Silva, de tradicional família portuense, em 11 de janeiro de 1880.

Quanto a Joaquim Teotônio Segurado(o pai) é citado pelo baiano José Martins Pereira de Alencastre, no livro ANNAES DA PROVINCIA DE GOYÁZ, como Ouvidor da Comarca de São João das Duas Barras, com sede em Palma(Paranã) e depois em Natividade, com o território correspondente ao hoje Estado do Tocantins.

Quando da eleição de Segurado, para Governador Separatista, em setembro de 1821, o Sul de Goiás, com Capital em Vila Boa, reagiu e revidou, destruindo o sonho de independência do Norte de Goiás.

A destruição deste sonho foi feita através da instrumentalidade do Padre Luis Gonzaga Camargo Fleury que se fez acompanhar de soldados armados e percorreu o atual Estado do Tocantins durante mais de um ano, prendendo os líderes separatistas e sequestrando seus bens.

No desejo de acabar com o levante do Norte, o Padre Luís Gonzaga saiu de Pilar de Goiás, em abril de 1822, passando por Traíras(região de Niquelândia), São José do Duro, Cavalcanti, Arraias, Conceição, Natividade, Carmo, Porto Nacional. Retornou a Goiás Velho, em junho de 1823, exatamente quando o militar Raimundo José da Cunha Matos foi nomeado Governador de Goiás e o próprio Segurado já tinha voltado de Portugal, destituído de seus títulos e honrarias.

Alguns anos depois, Joaquim Teotônio Segurado terminou por ser ASSASSINADO, em sua Fazenda, na vila de Palma(Paranã), por ele fundada. Morto no dia 14 de outubro de 1831, com 56 anos de idade, por problemas de “barra de saia”, a mando de sua esposa, Bruna Maria de Santana que, para isso, mandara fabricar uma bala de ouro, conforme tradição oral na região e cuja notícia foi estampada pelo único jornal do Norte do país, “A MATUTINA MEIAPONTENSE”, publicada em Pirenópolis, interior goiano, no dia 3 de dezembro de 1831.

Naquela época, diferentemente de hoje, os ASSASSINATOS eram, de modo geral, por três motivos: “BARRA DE SAIA”, “BARRA DE OURO” e “BARRA DE CÓRREGO”.

Outra versão atribui sua morte a questões meramente políticas, eis que tinha sido contrário à independência do Brasil, em 07.09.1822 e tinha voltado escondido de Portugal em 1823.

Sobre esta versão, escreveu Joaquim Carvalho Ferreira, em seu livro PRESIDENTES E GOVERNADORES DE GOIÁS, página 17: “Coube ainda ao Brigadeiro Miguel Lino de Morais, 2º Presidente da Província de Goiás(de 1827 a 1831), o lançamento da idéia da transferência da sede do governo para outro local às margens do Tocantins, iniciativa que, como era de se esperar, encontrou forte oposição, tornando-se impopular, de tal forma que o golpe de 14 de agosto de 1831, afastou-o da direção da Província de Goiás, sendo substituído por Luiz Bartolomeu Marques que assumiu o governo, tratando, imediatamente, de demitir todos os portugueses”.

Observe-se que o Padre Luiz Bartolomeu Marques(que já tinha sido preso em 14.08.1821) permaneceu no governo durante 4 meses, de 14.08.1831 até 30.12.1831, sendo que Joaquim Teotônio Segurado, que era português, foi assassinado no auge de seu governo, no dia 14 de outubro de 1831.

Poucos dias antes de 14.08.1831 houve também outro assassinato, o do Ouvidor Jerônimo Castro (14 de agosto foi o dia do golpe patrocinado pelo Governador das Armas de Goiás, Coronel Felipe Antonio Cardoso, que derrubou o Brigadeiro Miguel Lino de Morais e nomeou o Padre Luiz Marques como 3º Presidente de Goiás).

Pois bem, poucos dias antes deste GOLPE(14.08.1831), já tinha sido ASSASSINADO no Norte de Goiás, no dia 26.06.1831, em Arraias, Comarca de Palma(hoje Paranã), o Ouvidor Jerônimo José da Silva Castro, que também era português e casado com a filha do Senador João Evangelista. O responsável por esta morte foi o Capitão Honório, Pernambucano, que se intitulava “comandante dos brasileiros” e se fazia acompanhar de sete homens armados.

A esposa do Ouvidor morto retornou para o Rio de Janeiro, levando dois filhos, goianos de nascimento ou melhor nascidos na hoje Paranã, Estado do Tocantins, o mais novo, nascido antes da morte do pai, em junho de 1831.

Dois Ouvidores portugueses assassinados no Norte, no curto período de três meses. Teria sido mera coincidência? Americano do Brasil, in “PELA HISTÓRIA DE GOIÁS”, página 72, tenta explicar: “Na fronteira de Goiás com a Bahia, surgiu um dos primeiros BANDOS que espalhava estar incumbido de TRUCIDAR todos os portugueses que encontrasse”.

O fato é que o Padre Luiz Bartolomeu Marques terminou sendo CENSURADO pela Regência do Brasil e foi substituido por José Rodrigues Jardim que permaneceu no Governo de Goiás, de 31.12.1831 a 19 de março de 1837, quando, eleito Senador, foi para o Rio de Janeiro, onde faleceu em 27.10.1842.

A época era propícia para tais assassinatos, pois havia muitas revoltas no período regencial e uma perseguição notória aos portugueses. Alguns políticos, inclusive o próprio Teotônio Segurado, queriam a volta de Dom Pedro I ao trono do Brasil(Dom Pedro tinha renunciado no dia 07.04.1831), como era o caso de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, etc. Outros queriam a independência completa de suas províncias do Governo Central, como era o caso do Rio Grande do Sul e da Bahia.

Voltando à família Segurado, o JOAQUIM TEOTÔNIO SEGURADO que aparece como CURADOR GERAL, em 1864, era o Joaquim Teotônio Segurado Filho que omitia o “filho” para homenagear o próprio pai e que se tornou Promotor Público de Natividade e de Porto Nacional, a partir de 1870 e que teria falecido em 1899, com mais de 68 anos de idade. (Seu pai faleceu com 56 anos, em 14.10.1831).

Pela sua luta em favor da Independência do Norte, Joaquim Teotônio Segurado(2), o Pai, foi homenageado com o nome da principal Avenida de Palmas, recém-construida Capital do Estado do Tocantins ou seja AVENIDA JOAQUIM TEOTÔNIO SEGURADO, bem como foi feito PATRONO da Cadeira 01, da Academia Tocantinense de Letras, hoje(2004) ocupada por José Wilson Siqueira Campos que nela tomou posse no dia 02.03.1991, em Porto Nacional, no Colégio Sagrado Coração de Jesus, quando da instalação da Academia.(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 15.09.1998).


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
ESCRITOR.
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(1) A expressão do ARCO PARA SIMA significava que o morto foi enterrado perto do Altar Principal.

(2) Outras informações sobre Segurado, leia no site www.mariomartins.com.br o artigo QUEM FOI JOAQUIM TEOTONIO SEGURADO?



PENSAMENTOS DE LÚCIA(1).

Divina Lúcia*

1)“Espero que neste ano próximo, quando estiver iniciando a primavera nós possamos estar juntos, para comemorar a felicidade que este relacionamento nos proporciona”.

2) “Depois que te conheci minha vida mudou, sou a mulher mais feliz do mundo”.

3) “Você mesmo longe, me proporciona alegria, vida e sobretudo, amor. Suas palavras são doces”.

4) “Estou lhe desejando para os próximos dias da primavera que está chegando, toda a alegria que você irradia”.

5) “Estou escrevendo esta cartinha para você ficar sabendo do tanto que o nosso amor está me fazendo bem”.

6) “Inspirei-me e resolvi escrever, pois ao confessar meu amor, sinto alívio e parece que estou falando com você”.

7) “É para mim uma conversa à distância que posso ter com você, ainda mais sabendo que ao receber esta, em seguida você me telefona”.

8) “Nesta tarde solitária, sonho com sua presença, com seus abraços e beijos que será meu maior alimento”.

9) “Faminta do seu amor, aguardo a sua chegada a qualquer momento, então irei fartar-me de seus carinhos”.

10) “Peço a Deus todos os dias, que, ao iluminar seu caminho, deixe sempre um pouco de luz para que eu seja vista por seus lindos olhos”.

Goiânia, 11.12.2008.


NOTA AO LEITOR:


DIVINA LÚCIA MONTELLO DA SILVA é Engenheira de Alimentos, Intelectual, Pensadora, formada pela UFT, de Palmas. Reside em Goiânia. Atende pelo e-mail DLMONTELLO@HOTMAIL.COM. Nasceu em Formoso do Araguaia, Tocantins, no dia 28 de abril de 1983. Mas foi registrada em 28.06.1983. Filha de Raimundo Sales Silva e Neuza Montello da Silva. Sobrinha tambem de Deusimar Sales Silva. Irmã de Willian Montello da Silva(29.09.1982) e Wedes Montello da Silva(30.08.1985). Formou-se Engenheira de Alimentos, na Universidade Federal do Tocantins. Curriculo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0743166587537778. Tornou-se amiga do Procurador de Justiça Mario Ribeiro Martins, detentor deste SITE, encontrando-se tambem nos seus livros:

1)Martins, Mario Ribeiro. ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDÉIAS(Goiania, Kelps, 2009, página 107).

2)Martins, Mario Ribeiro. CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES(Goiania, Kelps, 2010, pagina 132)

3)Martins, Mario Ribeiro. RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES(Rio de Janeiro, Master, 2011, página 101).
Sua Monografia do Curso de Engenharia de Alimentos, na UFT, de Palmas, encontra-se tambem neste site, sob o titulo
"LONGISSIMUS DORSI BOVINO", já com mais de mil leituras.

QUEM É DIVINA LÚCIA MONTELLO DA SILVA?

DIVINA LÚCIA MONTELLO DA SILVA, de Formoso do Araguaia, Tocantins, 28.04.1983, mas foi registrada em 28.06.1983, escreveu, entre outros, LONGISSIMUS DORSI BOVINO(Palmas, UFT, 2008). Filha de Raimundo Sales Silva e Neuza Montello da Silva. Sobrinha tambem de Deusimar da Silva Guedes. Irmã de Willian Montello da Silva(29.09.1982) e Wedes Montello da Silva(30.08.1985).
Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Em 2003, com 20 anos de idade, mediante Vestibular, matriculou-se na UFT, de Palmas. Em 2008, com 25 anos de idade, formou-se Engenheira de Alimentos, pela Universidade Federal do Tocantins, quando defendeu a Monografia LONGISSIMUS DORSI BOVINO(Estudo sobre o Contra-Filé) que, apresentada e aprovada, passou a pertencer à dita Universidade.
Foi seu orientador, o professor Robert Taylor Rocha Bezerra e colaboradores os Professores Pedro Ysmael Cornejo Mujica, Itamar Souza Reges e Cilene Mendes. Engenheira de Alimentos, Intelectual, Pensadora, formada pela UFT, de Palmas. Reside em Goiânia, onde se prepara para Concursos Publicos.
OUTRAS INFORMAÇÕES CURRICULARES: Última atualização do currículo em 23/04/2009. FORMAÇÃO COMPLEMENTAR: 2007- Boas Praticas de Fabricação e Manipulação de Alimentos. (Carga horária: 20h). Serviço Nacional De Aprendizagem Comercial. 2007-Processamento Minimo de Frutas e Hortaliças. (Carga horária: 8h). Universidade Federal de Viçosa. 2006-Qualidade no Atendimento. (Carga horária: 4h). Fundação Universidade Federal do Tocantins. 2005-COZINHA BRASIL. (Carga horária: 5h). Serviço Social da Industria. 2005-Tecnologia para Processamento de Pescado. (Carga horária: 5h). Fundação Universidade Federal do Tocantins. 2004-Produção de Refrigerante Lácteo. (Carga horária: 4h). Fundação Universidade Federal do Tocantins. 2008-Vínculo: institucional, Enquadramento Funcional: Estagio Curricular, Carga horária: 400, Regime: Dedicação exclusiva.
OUTRAS INFORMAÇÕES: Atividades desenvolvidas no Laboratório de Espectrofotometria e Cromatografia: a) Análise Fisico - Quimica em Alimentos; b) Noções sobre cromatrografia líquida de alto desempenho (HPLC); Organização e diluição de reagentes. Idiomas-Inglês: Compreende Razoavelmente, Fala Bem, Lê Bem, Escreve Razoavelmente.
PRODUÇÃO BIBLIOGRÁFICA: Resumos expandidos publicados em anais de congressos: 1). FERREIRA, C. P ; NAOE, L. K. ; CARDOSO, E. A. ; SILVA, D. L. M. . Avaliação Fisico-Quimico do Fruto de Babaçu da Ilha do Bananal. In: 14 Jornada de Iniciação Cientifica da Unitins, 2007, Palmas. O Planeta Terra e a Sobrevivencia/ Fundação Universidade do Tocantins. Palmas : Unitins, 2007. p. 13-228. 2). SILVA, D. L. M. . Avaliação Quantitativa do Sal Iodado Comercializado na Região de Palmas-TO. In: 2 Congresso Cientifico e III Seminário de Iniciação Cientifica da UFT, 2007, Palmas. 2 Congresso Cientifíco e III Simpósio de Iniciaçâo Científica da UFT Tema: Mudanças Climáticas e Amazônia: Homem, Natureza e Ciência., 2007.
RESUMOS PUBLICADOS EM ANAIS DE CONGRESSOS: 1)FERREIRA, C. P ; MUJICA. P. Y. C ; COSTA, J. C. D. P. P ; VIANA, D. N ; SILVA, A. S ; SILVA, D. L. M. . Avaliação dos Metodos de Inativação Enzimatica em Mandioca cacau minimamente Processada. In: II Simpósio Brasileiro de Pós Colheita: Fruta, Hortaliças e Flores, 2007, Viçosa. II Simpósio Brasileiro de Pós - Colheita: Frutas, Hortaliças e Flores. Viçosa : UFV, 2007. v. Unico. p. 1-390. 2) MUJICA. P. Y. C ; FERREIRA, C. P ; VIANA, D. N ; COSTA, J. C. D. P. P ; SILVA, A. S ; SILVA, D. L. M. . Avaliação dos Metodos de Inativação Enzimatica em Mandioca (Manihot esculenta Crantz) minimamente Processada. In: II Simpósio Brasileiro de Pós Colheita: Fruta, Hortaliças e Flores, 2007, Viçosa. II Simpósio Brasileiro de Pós - Colheita: Frutas, Hortaliças e Flores. Viçosa : UFV, 2007. v. Unico. p. 1-390. 3) NAOE, L. K. ; CARDOSO, E. A. ; FERREIRA, C. P ; SILVA, D. L. M. ; LIMA, A. M. ; VALENTIM, C. L. ; PITANGA, L. ; COIMBRA, R. R. . Variabilidade dos Babaçuais do Distrito de Taquaruçu em Palmas - TO e em Torno da Ilha do Bananal. In: I Seminário de Ciencia e Tecnologia Agropecuária, 2006, Palmas. I Seminário de Ciencia e Tecnologia Agropecuaria. Palmas : Unitins, 2006. p. 17-104.
APRESENTAÇÕES DE TRABALHO: 1) FERREIRA, C. P ; MUJICA. P. Y. C ; COSTA, J. C. D. P. P ; SILVA, A. S ; SILVA, D. L. M. . Avaliação dos metodos de Inativação Enzimatica em Mandioca Cacau Minimamente Processada. 2007. (Apresentação de Trabalho/Simpósio). 2) MUJICA. P. Y. C ; FERREIRA, C. P ; VIANA, D. N ; COSTA, J. C. D. P. P ; SILVA, A. S ; SILVA, D. L. M. . Avaliação dos metodos de Inativação Enzimatica em Mandioca (Manihot esculenta crantz) Minimamente Processada. 2007. (Apresentação de Trabalho/Simpósio). 3) SILVA, D. L. M. . Avaliação Quantitativa do Sal Iodado Comercializado na Região de Palmas-TO. 2007. (Apresentação de Trabalho/Congresso). 4) COSTA, J. C. D. P. P ; FERREIRA, C. P ; SILVA, D. L. M. ; ANJOS, E. S. ; MUJICA. P. Y. C . Avaliação da Condições Higienico-Sanitarias de Produção de Alimentos em Agroindústrias Familiares do Municipio de Palmas - TO. 2006. (Apresentação de Trabalho/Simpósio). 5- MUJICA. P. Y. C ; FERREIRA, C. P ; SILVA, D. L. M. ; ANJOS, E. S. ; COSTA, J. C. D. P. P . Avaliação da Condições Higienico-Sanitarias de Comercialização de Peixes nas Feiras Livres do Municipio de Palmas - TO. 2006. (Apresentação de Trabalho/Simpósio). 6) MUJICA. P. Y. C ; FERREIRA, C. P ; SILVA, D. L. M. ; ANJOS, E. S. ; COSTA, J. C. D. P. P . Comportamento da População Universitária de Palmas - TO, Sobre os Alimentos Transgênicos. 2006. (Apresentação de Trabalho/Simpósio). 7)MUJICA. P. Y. C ; FERREIRA, C. P ; SILVA, D. L. M. ; ANJOS, E. S. . Perfil Higiênico - Sanitário das Frutas Comercializadas nas Feiras Livres do Minicípio de Palmas - TO. 2006. (Apresentação de Trabalho/Simpósio).
PARTICIPAÇÃO EM EVENTO: 1)II Simpósio Brasileiro de Pós-Colheita Frutas Hortaliças e Flores.Trabalhos com inativação enzimática de mandioca cacau e mandioca (Manihot esculenta crantz). 2007. (Seminário). 2)III Simpósio Brasileiro da Vigilância Sanitária - SIMBRAVISA.Trabalhos com opinião universitária de Palmas sobre os alimentos transgênicos; Condições higiênico-sanitário de frutas e peixes e produtos agroindustriais vendidos em feiras livres do município de Palmas -To.. 2007. (Simpósio). 3) Congresso Cientifico da UFT e III Seminario de Inicialização Cientifca tema: Mudanças Climaticas e Amazônia: Homem Natureza e Ciencia. 2007. (Outra). 4)II Semana de Filosofia da UFT. 2006. (Outra). 5) I Semana Academica de Engenharia de Alimentos.A importancia da Engenharia de Alimentos para o Tocantins. 2005. (Congresso). 6)Aplicação de Tecnologia para Processamento de Pescado: uma alternativa de renda. 2005. (Seminário). 7)Importancia da Engenharia de Alimentos para Desenvolvimento do Estado do Tocantins. 2004. (Outra).
ORGANIZAÇÃO DE EVENTOS: 1)SILVA, D. L. M. . IV SEMEALI - UFT Semana Acadêmica de Engenharia de Alimentos. 2007. (Outro).
Nome completo: Divina Lúcia Montello da Silva. Nome em citações bibliográficas: SILVA, D. L. M. Atende pelo e-mail: dlmontello@hotmail.com.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0743166587537778.
Atualmente(2012), faz PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS, na Universidade Federal de Goias.
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br.



QUEM É JOSÉ BRITTO BARROS?

Mario Ribeiro Martins*


JOSÉ BRITTO BARROS, de São Bento, Maranhão, 15.07.1930, escreveu, entre outros, MEMÓRIAS DO NAZARENO(Poemas-1966), CRIANÇADA, VAMOS RECITAR, "SERMÕES EM DESTAQUE"(2005), APASCENTA MEUS CORDEIROS, COMO LÍDER-VOCÊ ATRAI OU ESPANTA?, POEMAS PARA O SEU NATAL, SALVE JESUS-O NOSSO HERÓI DA PÁSCOA, MÃE DOCE MÃE IMORTAL, CARTA ABERTA AOS PAIS, FAVOS DE MEL(Meditações-2005), sem dados biográficos completos nos livros e sem qualquer outra informação ao alcance da pesquisa, via textos publicados.

Filho de Jaime Bacelar de Barros e Joana de Deus Britto Barros.
Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Em 1944, com 14 anos de idade, foi para a Escola Técnica de São Luiz, no Maranhão.

Em 1953, com 23 anos, formou-se em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife(Instituição em que o autor destas notas também estudou, só que em 1970).

Em 31.10.1954, José Britto Barros foi ordenado Pastor Batista, na Primeira Igreja Batista de Fortaleza, no Ceará. Em 1961, com 31 anos de idade, casou-se com Altamira Barros, com quem teve os filhos Suely e Jadiel.

Em 1966, na Vila Mariana, em São Paulo, foi Orador Oficial da Convenção Batista Brasileira. Foi Pastor nos Estados do Ceará, Amazonas, Paraiba, Piauí e Bahia.

Em 1983, com 53 anos de idade, mudou-se para João Pessoa, na Paraíba, de onde recebe convites para proferir Conferências Religiosas. Escritor, Ensaísta. Pesquisador, Historiador, Memorialista. Ativista, Produtor Cultural, Literato, Cronista, Contista. Administrador, Educador, Ficcionista. Conferencista, Orador, Poeta.

É mencionado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE ESCRITORES BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS, de Adrião Neto. Considerado um dos GÊNIOS DA ORATÓRIA EVANGÉLICA NACIONAL.

Foi missionário da Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Brasileira, lotado em Ibotirama, Bahia, como Professor do chamado SEMINÁRIO DO SERTÃO.

Aposentado, criou por volta de 1983, a CRUZADA ALGO MARAVILHOSO, de que é Conferencista, já tendo sido Pregador em todos os Estados brasileiros e também no Distrito Federal.

Apesar de sua importância, não é suficientemente estudado na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio Coutinho e J. Galante, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça Coutinho e Rita Moutinho, em 2001 ou DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

E-mail: prj33arros@ig.com.br ou pastorbritto1930@ig.com.br.

É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br


MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E
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QUEM É ZÊNIA BIRZNIEK?


ZÊNIA BIRZNIEK, de Riga, Letônia, 11.11.1917. Com três anos de idade, fugindo das conseqüências da Primeira Guerra Mundial(1914-1918), deixou a Europa vindo para o Brasil. Estabeleceu-se na Colônia Leta de Palma, interior de São Paulo, onde ficou até os 15 anos de idade. Após os estudos primários em sua terra adotiva, deslocou-se para outros centros, onde também estudou.
Em 1931, com 14 anos, foi batizada em Varpa, interior paulista. Nos anos seguintes, mudou-se para São Paulo, Capital, passando a trabalhar num ambulatório médico. Concluiu o curso de enfermagem. Apresentou-se à Junta de Missões Nacionais, da Convenção Batista Brasileira, para servir no sertão do Brasil.
Chegou em Ipupiara(antigo Fundão ou Jordão de Brotas), em janeiro de 1957, com 40 anos de idade, como Enfermeira Missionária da Junta de Missões Nacionais. No ano seguinte 1958, passou a ajudar os estudos de dois adolescentes Fábio Francisco Martins e Mário Ribeiro Martins na cidade de Xique-Xique, onde ambos viveram com o Pastor Missionário Jonas Borges da Luz.
Em 1959, tendo Fábio desistido, continuou a ajudar o autor destas notas- Mario Ribeiro Martins-, em Bom Jesus da Lapa, Bahia, primeiro no Ginásio Bom Jesus e depois no Ginásio São Vicente de Paulo, onde concluiu o Ginásio, sendo Orador da Turma, em 1962, depois de ter residido com o Pastor Pedro Nascimento, Eliel Barreto e Bevenuto Ribeiro.

No ano seguinte, 1963 e até 1965, sustentou o autor destas notas, no curso clássico, como Pré-Seminarista do Colégio Americano Batista Gilreath, no Recife.
Em 1966 e até 1970, continuou a ajudá-lo como aluno do Curso de Bacharel em Teologia, do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife.
Em 1972, ainda ajudou o autor destas notas, quando concluiu o curso de Mestrado em Teologia, defendendo a tese O RADICALISMO BATISTA BRASILEIRO, sob a orientação do Professor Doutor Zaqueu Moreira de Oliveira.
Depois de muitos anos em Ipupiara, Zênia Birzniek foi transferida para Natividade, norte de Goiás, hoje Tocantins, onde ficou dez meses.
Novamente transferida foi para Sergipe, chegou em Japaratuba no dia 22.05.1964, já com 47 anos de idade e onde permaneceu por muitos anos, fundando igrejas e cuidando da saúde do povo. Em virtude de seu trabalho, recebeu o título de CIDADÃ JAPARATUBENSE.
Em seguida, foi para Pacatuba e depois São José, ainda no interior de Sergipe, onde se aposentou em outubro de 1987, com 64 anos de idade e 30 anos de serviços prestados à Junta de Missões Nacional.
Além do autor destas notas, ajudou também nos estudos de Maria Áurea Andrade, Rosa Maria Teles e Gizalva Alves Menezes.
Sobre ela, escreveu excelente matéria a jornalista Sandra Regina Bellonce, para a revista VISÃO MISSIONÁRIA, Rio de Janeiro, 3T 2001.
Hoje(2005), com 88 anos de idade, continua residindo na Praia de São José, Sergipe. É referida no livro UMA EPOPÉIA DE FÉ: HISTÓRIA DOS BATISTAS LETOS NO BRASIL(1974), de Osvaldo Ronis.
Apesar de sua importância, não é citada na HISTÓRIA DOS BATISTAS NO BRASIL(2001), de José dos Reis Pereira ou no “DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO”, da Fundação Getúlio Vargas, publicado em 2002 e nem é convenientemente referida, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.

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QUEM FOI JOSÉ VIDAL DE FREITAS?


Mario Ribeiro Martins*


JOSÉ VIDAL DE FREITAS, de Oeiras, Piauí, 13.11.1901. Após os estudos primários em sua terra natal, deslocou-se para outros centros, onde também estudou. Formou-se em Teologia, pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, no Recife.

Em 03.02.1925, com 24 anos, juntamente com Djalma Cunha, H. H. Muirhead, W. C. Taylor, Orlando Falcão, Manuel Valentim, João do Nascimento e Antonio Neves de Mesquita, assinou a Declaração que pretendia acabar o Movimento Radical, o que, de fato, não aconteceu.

Chegou a ser professor do Seminário Batista Brasileiro, ao lado de Adrião Bernardes, quando este seminário funcionou na Primeira Igreja Batista do Recife, onde também ele foi Pastor. Alguns anos depois, tornou-se Pastor da Igreja Batista de Corrente e em seguida foi pastorear a Segunda Igreja Batista de Teresina, ambas no Piaui.

Com o passar do tempo, deixou o pastorado e se tornou Juiz de Direito. Foi Juiz de Direito de Corrente, de Paulistana, de Valença, de Picos, de Campo Maior e Teresina.

Foi Desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí. Professor de Direito Comercial da Faculdade de Direito do Piauí. Foi membro da Academia Piauiense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí. Não chegou a ser membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Rio de Janeiro, conforme alguns acham.

Escreveu os livros CONTRADIÇÃO(1946), PERFIS ACADEMICOS(1976), DESEMBARGADORES DE ONTEM E DE HOJE(1979), JESUS CRISTO E O SABADO(1981).

Faleceu em Teresina, Piauí, no dia 19.06.1987, com 86 anos de idade. Seu parente Helio Vidal de Freitas foi Pastor da Primeira Igreja Batista do Recife, nas décadas de 1960 e 1970.

É mencionado em todos os livros que tratam da Historia dos Batistas no Brasil, inclusive no livro HISTÓRIA DOS BATISTAS NO BRASIL-1882/2001(Rio, Juerp, 2001), de José dos Reis Pereira, BREVE HISTORIA DOS BATISTAS EM PERNAMBUCO(Recife, Acácia Publicações, 1973), de Zaqueu Moreira de Oliveira, HISTORIA DAS IDEIAS RADICAIS NO BRASIL(Recife, Acácia Publicações, 1974), de Mario Ribeiro Martins e HISTORIA DOS BATISTAS DO BRASIL(1940), de Antonio Neves Mesquita. É referido no DICIONÁRIO BIOGRÁFICO ESCRITORES PIAUIENSES DE TODOS OS TEMPOS(1995), de Adrião Neto.

Não é citado no DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO(2001, 5 volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas e nem é referido, em nenhuma das enciclopédias nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/Houaiss, Larousse Cultural, etc.
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br

OUTRAS INFORMAÇÕES, CONFORME *(1)FRANCISCO MIGUEL DE MOURA, IN USINA DE LETRAS:

José Vidal de Freitas nasceu em Oeiras, aos 15 de novembro de 1901, e faleceu aos 19 de junho de 1987, nesta Capital. Filho de Sílvio Dias de Freitas e de Ana da Costa Freitas, aos 2 anos de idade ficou órfão de pai, e ainda em Oeiras, para ajudar a mãe viúva, foi ajudante de indústria gráfica, começando muito cedo a exercitar a cabeça e as mãos, o corpo e a natural inteligência.

O centenário de seu nascimento foi no ano passado. A Academia Piauiense de Letras só vem de comemorá-lo este ano, um pouco tarde, é bem verdade. Porém, antes tarde do que nunca. É o reconhecimento de sua grande figura de acadêmico, professor, poliglota, magistrado e poeta – estas formas de ser e relacionar-se na sociedade que marcaram sua vida.

A. Tito Filho o vê e o retrata assim: “Na sua vida de inteligência domina como poucos a palavra, sonora, castiça e eloqüente, instrumento de idéias decisivas e brilhantes.”

José Lopes dos Santos vai mais além: “Vidal de Freitas é muito mais que magistrado e professor. Sua cultura polimorfa, abrangendo quase todos os ramos do conhecimento humanístico, inclui também as artes. É poeta e músico: como poeta, primoroso; como músico, exímio.”

Manfredi Cerqueira também o exalta: “Foi, antes de tudo, um grande conciliador. Toda a sua atuação polivalente esteve concentrada num humanismo lúcido e comovente.”

Mas, neste ensaio – talvez o primeiro que é escrito e aparece depois de sua morte – não gostaria de referir apenas coisas intelectuais, racionais, por altissonantes que sejam, mas também fatos e lembranças ligados à vida sentimental, comum, do homem, da pessoa.

Com esta orientação, desloquei-me até a residência de D. Haidée da Rocha Freitas, a viúva de Vidal de Freitas, lá encontrando-a cordial e educada como sempre, lúcida e bem saudável.

De um pouco da fama de Vidal de Freitas eu tinha conhecimento, desde o tempo em que morava em Francisco Santos - Pi, na região de Picos, e nem pensava em sair de lá e ganhar o mundo dos escritores e intelectuais.

Pelo que me contavam, sabia de Vidal de Freitas autoridade, o Juiz, e da sapiência, o mestre, este principalmente por sua ligação estreita com o Ginásio de Picos, do qual foi fundador e professor, e com o jornal “A Flâmula”, dirigido pelo que se tornaria depois historiador Ozildo Albano.

Depois, conheci-o pessoalmente no final dos anos 60 e começo dos 70, da centúria passada, ele já aposentado como professor de Direito e desembargador do Tribunal de Justiça do Piauí, mas ainda com militância destacada nos jornais e revistas, vindo a entrar para a APL em 1973, e eu também escrevendo para os jornais, publicando meus livros e militando nos movimentos literários como o CLIP e a UBE, que ajudei a fundar.

Não sou bom de biografia, se o fosse já teria escrito a de meu pai, cujos documentos e informações venho juntando há anos.

Mas “um biógrafo”, disse Menotti del Picchia, “pode ser um indivíduo mágico”. E continua:“Com uns fragmentos de lápide do templo de Al-Ubaid, umas tradições quase míticas da gente sumeriana e algumas hipóteses, é capaz de retratar o chefe da primeira dinastia de Ur, como Cuvier, de um osso fossilizado, reconstruía a estrutura de um brontossáurio.”

Creio não ser necessário exagerar, no caso particular da vida de José Vidal de Freitas. Com as valiosas informações de D. Haydée da Rocha Freitas, talvez meu desempenho melhore.

Já em 1915, nosso homenageado estaria residindo em Floriano, com o avô materno, Manoel Martiniano da Costa, musicista de talento, matemático conhecido na cidade e sabedor de línguas estrangeiras, de quem receberia conhecimentos de português, latim e outros, além do encaminhamento para o trabalho no jornal “O Popular”, em cujo órgão chegou a noticiarista e redator-gerente.

Não se sabe precisamente o ano em que seus estudos tiveram início, naturalmente em casa, como era comum naquela época. Historicamente, começam partir de Floriano, com seus 14 anos, sob as ordens do referido avô e com uma professora sua tia, de nome Aleluia Costa Azevedo, que não cobrava nada pelo que ensinava, pois fazia esse trabalho por “altruísmo e alegria espiritual”, segundo depoimento de Bugyja Britto.

De Floriano vai para Recife, vislumbrando melhor rendimento para sua inteligência e sua operosidade. Lá continuará no trabalho e no estudo e, paralelamente, ensinando. Foram dois anos de professor no Colégio Batista Brasileiro de Recife, e, em 1923 vai lecionar também no Colégio Americano Batista.

Ali, referiu o Des.Manfredi Mendes de Cerqueira, no discurso de posse na APL, “abrindo-se-lhe outras portas à sua inteligência invulgar e competência comprovada, que lhe permitiram o acesso ao Colégio Batista de Gravatá, ao Seminário Batista de Recife e à Escola Normal junto ao Colégio Batista Brasileiro e Ginásio Pernambucano, hoje Colégio Estadual”.

Daquele ano até 1935, Vidal de Freitas lecionaria português, história e língua inglesa nos colégios mencionados, onde, por algumas vezes, fora também diretor.

Terminado o seminário e por algum tempo tendo exercido a missão de pastor, inclusive, da PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO RECIFE, forma-se em Direito, em 1936, com 35 anos de idade, na velha Mauricéia(Recife), e volta para o Piauí, para enfrentar as duras batalhas da profissão.

Aqui, antes de entrar para a magistratura, é convidado pelo amigo Mirocles Veras, então Prefeito de Parnaíba, para exercer a função de advogado daquela municipalidade. Foi por pouco tempo. Por concurso, logo entra para a magistratura, sendo juiz nas Comarcas de Paulistana, Valença do Piauí, Corrente, Picos, Campo Maior e Teresina, onde chega a Desembargador e em cuja posição se aposenta.

Ao que me parece, talvez porque eu seja da região de Picos, onde foi juiz de 1945 a 1954, Dr. Vidal de Freitas ali marcaria mais sua presença do que nas outras Comarcas, embora em todas elas tenha exercido o magistério e nalgumas fundado colégio.

Como foi dito, ajudou a fundar o Ginásio Picoense, que depois tomaria o nome de Colégio Estadual Picoense, ajudou a moçada a fazer o jornal “A Flâmula”, onde vim a colaborar pouco depois de sua saída de Picos, e ali, juntamente com D. Haidée, esposa, amiga e colaboradora, fundou uma escola particular durante os anos em que pertenceu à comunidade picoense, cuja escola passou, antes de sair, à conhecida educadora, Profª Dorinha Xavier.

Referi-me às Comarcas do interior, pois em Teresina foi juiz de uma das varas da Capital, de 1955 a 1965, quando alcançou a desembargadoria almejada, cargo que exerceu até aposentar-se em 10 de julho de 1965.

E mais: é aqui que obtém o grau de doutor em sua especialidade e exerce o magistério superior, na antiga Faculdade de Direito do Piauí. Além disto, colabora na imprensa e é eleito membro da Academia Piauiense de Letras, glória a que aspiram os intelectuais e homens de letras do nosso Estado.

Do seu consórcio com a primeira mulher, D. Laura Gonçalves, de quem viria a divorciar-se, teve 5 filhos*(1). Já com a segunda esposa, D. Haydée da Rocha Freitas, foram apenas 3 filhos: Myrtes Maria de Freitas e Silva – advogada e defensora pública; Ana Clélia de Freitas – médica e escritora; e José Vidal de Freitas Filho – juiz em Água Branca – PI.

*(1) Parece que o autor desta materia(Francisco Miguel de Moura) não conseguiu descobrir os nomes dos 5 filhos que o Dr. José Vidal de Freitas teve com sua primeira mulher Laura Gonçalves, o que foi deveras lamentável, por se tratar de uma biografia séria. Mas, se alguem sabe estes nomes queira incluí-los nos comentários ou então enviá-los pelo E-MAIL: MARIORMARTINS@HOTMAIL.COM.

Um pouco do acadêmico:

Na Academia, ocupou a cadeira 28, patroneada pela primeira poetisa piauiense, Luísa Amélia de Queirós Brandão, substituindo a Elias de Oliveira e Silva.

Do elogio acadêmico de Bugyja Britto, também um oeirense dos bons, ao recebê-lo em 21 de maio de 1973, na Casa de Lucídio Freitas, ouvem-se ainda estas palavras:

“A vossa carreira de magistrado está ligada à carreira de professor, e, nesta, tendes sido um arauto, um paladino, um pastor. De professor de grau primário a secundário, e deste a superior, de professor de entidades particulares a órgãos do poder público, culminastes essa vossa atividade como mestre da Faculdade de Direito do Piauí, onde vós vos doutorastes e conseguistes a cátedra após brilhante concurso. E terá parado, aí, essa atividade nobre e árdua?

Não! Porque através de outra continuais a espalhar o saber a quem vos pede ou necessita. É o latim, é o inglês, é o francês, é o espanhol, não só diretamente – de mestre a aluno – mas através de traduções dessas línguas para o português; todos, nesta Capital, conhecem a vossa capacidade preceptora nessas traduções e como excelente examinador de concursos de cargos na administração estadual e federal.”

Hoje a cadeira é ocupada pelo Desembargador Manfredi Mendes de Cerqueira, que, em virtude de suas qualidade de intelectual e de homem honrado, honra a tradição dos anteriores ocupantes, com seu saber jurídico e filosófico e seu excelente relacionamento sócio-cultural.

Já aposentado e acadêmico foi como conheci Vidal de Freitas. Ele, sempre que nos encontrávamos – e não foram poucas vezes, inclusive na própria Academia, quando lancei meu livro “Universo das Águas”, em 1979 – então me dizia:

– “Você merece entrar para a Academia. Candidate-se na próxima vaga. Que não seja a minha, pois, quero ainda votar em você.”

Como acadêmico, José Vidal de Freitas escreveu e publicou um livro denominado “Perfis Acadêmicos”, 1977, que não seria bem o exemplo ilustrativo da sua arte, quer aquela de aura clássica, quer aquela de feição romântica ou talvez moderna, tendo em vista que quase todo repleto de versos de ocasião e concebidos já no ocaso de sua vida intelectual.

Em todo caso, como “quem foi rei, é sempre majestade”, de lá retiramos o soneto para si próprio, que dá a medida do versejador hábil e consciente das limitações humanas, por isto que às vezes no tom irônico, próprio dos espíritos desprendidos, filosóficos:

“Da plêiade de imortais fazendo parte,
Ouso tentar insólito perfil,
Sem do Azevedo a sátira gentil,
Do Milton Chaves, firme engenho e arte.


Há por aí quem diga, até que farte:
- Tem profunda cultura, ampla e sutil.
(Certo, leio os fascículos da Abril,
Ainda que a arriscar impenso infarte...)


O que sou? Mero juiz aposentado,
Deslembrado e o menor papel-queimado,
No que tange à correta e sã cultura.


Há quem me julgue bom, porém gagá,
Outros me dizem mau, de índole má,
Enigma para os Sábios da Escritura.”


Salvam-se o soneto transcrito e um trabalho crítico que colocou, de entrada, estudo literário importante, dentro daquele estilo da crítica filológica tão comum em sua época e tão praticada pelos estudiosos de línguas, a respeito de Esmaragdo de Freitas.

Produziu Vidal de Freitas muitos outros trabalhos daquele tipo, tentando esgotar com exemplos de poetas e poemas, as maneiras mais justas de considerar a metrificação clássica.

Um pouco do poeta Vidal de Freitas:

Sei que publicou dois livros na área do Direito, “O Descanso Semanal” e “Direito Sem Ação”, mas não os li. Também, se o fizesse, pouco saberia dizer sobre eles, pois meu conhecimento na área do direito é quase nulo.

Entrementes, como poeta temos algo a comentar. Sua estréia se deu com o livro “Contradição”, em 1943, um opúsculo de 112 páginas que trazia o selo das Oficinas Gráficas do “Jornal do Comércio”, de Recife, órgão onde trabalhara como redator, em 1935.

José Vidal de Freitas praticou a metrificação do tipo parnasiana, mas aceitava – assim está nos seus trabalhos críticos – também a do tipo romântico. Não cremos que haja unidade no seu livro, mesmo porque, se houvera, o título perderia o sentido. Nem mesmo com relação ao subtítulo que lhe deu: “Estes versos de dúvida e de fé”.

São 2 poemas iniciais, 48 sonetos (a grande maioria em decassílabos, rimados) e 3 poemas denominados salmos (repercussão de sua educação evangélica e até da atuação como pastor). Nesses poemas, especialmente nos sonetos notam-se influências de Camões, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac, Raimundo Correia, B. Lopes, Pe. Antônio Tomaz, Da Costa e Silva, Martins Napoleão etc.

Certamente foram concebidos em vários momentos e refletem tanto sua vivência familiar diária, quanto sua vida social e intelectual, assim como às vezes definem a dúvida, que não na deixa claramente exposta, muito menos não vitupera – uma dúvida comportada.

Vários sonetos de José Vidal de Freitas foram lançados em antologias, no Piauí. O primeiro, conheci-o através de Félix Aires, na sua Antologia de Sonetos Piauienses, 1973, editada sob os auspícios da Academia Piauiense de Letras, pelo Centro Gráfico do Senado Federal – Brasília. Nele, o antologista acolhe o soneto “Rejeitado”:

*(1)Sobre FRANCISCO MIGUEL DE MOURA, se pode dizer:
Nasceu em Jenipapeiro, Picos, Piauí, 16.06.1933. Formado em Letras. Pós-Graduação em CRITICA DE ARTE. Editor da REVISTA CIRANDINHA. Ex-Presidente da UBE/PI. Membro da Academia Piauiense de Letras. Escreveu dezenas de livros, entre os quais, “PIAUI: TERRA, HISTÓRIA E LITERATURA”. Mais sobre ele, na INTERNET, no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, dentro de ENSAIO, no site www.mariomartins.com.br.

MAIS SOBRE JOSÉ VIDAL DE FREITAS. TEXTO DA ANA CLELIA:

Estive lendo os seus escritos no Usina de Letras e vi o seu comentário sobre o meu pai, Vidal de Freitas. Muito obrigada pela publicação da sua biografia. Só gostaria de  acrescentar que o meu pai é também o pai do Pastor Helio Vidal de Freitas, do seu primeiro casamento com D. Laura Gonçalves. Nós somos oito filhos no total: cinco do primeiro casamento dele: Pastor Hélio Vidal, Pr. Luís Sílvio, Celio Vidal, Glyce Freitas e Dr. Sergio Freitas, e nós três do seu segundo casamento com minha mãe, Haydée Freitas. Papai e Hélio foram pastores da Primeira Igreja Batista do Recife, e hoje Pr. Alberto, seu neto, é pastor da Igreja Batista Emanuel, em Boa Viagem.
 


Fernando Wanderley, 86.
Feuerbach, 54.
Filadelfo Borges de Lima,
Filemon Francisco Martins,
Florestan Fernandes, 45.
Francisco de Assis Nascimento,
Francisco Igreja,
Francisca Miranda, 181.
Francisco Augusto Pereira da Costa, 273.
Francisco Augusto Pereira da Costa, 86.
Francisco Ayres da Silva, 74.
Francisco de Brito, 144.
Francisco de Britto, 213.
Francisco de Salles Maciel Perna, 187.
Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, 73.
Francisco Germano da Silva, 186.
Francisco Henrique Raimundo Trigant Des Genettes, 89.
Francisco Joaquim Coelho de Matos, 257.
Francisco José Pinto de Magalhães, 75.
Francisco Miguel de Moura, 213.
Francisco Miguel De Moura, 308.
Frans Post, 27.
Franz Kafka, 149.
Frederico Nunes da Silva, 75.
Frei Bertrand, 21.
Frei Francisco de Monsavito, 186.
Frei Gil Villanova, 262.
Frei José Maria Audrin, 21.
Frei Leonardo Boff, 65.
Frei Luiz Flávio Cappio,
Gabriel Nascente, 72, 191.
Gaon Saadia, 72.
Gaspar Van Der Ley, 30.
Gelson Lopes Martins, 24.
General Abreu e Lima, 61.
General Miguel Costa, 21.
Genésio Guimarães,
George Truett, 22.
Geraldo Bonadio,
Geraldo Coelho Vaz, 71, 144.
Geraldo Oliveira,
Gerhard Preuschen, 60.
Gessy Sabala,
Gêza Maria,
Gilberto Freyre Neto, 86.
Gilberto Freyre, 53.
Gilberto Maia, 70.
Gilberto Mendonça Teles, 72, 251.
Gino Frey,
Gioia Júnior, 226.
Godofredo Rangel,
Guedes Pereira, 56.
Guido Bilharinho,
Guilherme Piso, 27.
Guilhermino Cunha,
Guimarães Lima,
H. A. Tupper, 161.
H. Barry Mitchell,
H. H. Muirhead, 54.
Harvey Cox, 53.
Haydée Jayme Ferreira,
Hegel, 22.
Heldo Mulatinho, 46.
Helena Morais, 144.
Helena Scob, 143.
Hélio de Brito,
Henrique Hermeto Martins, 186.
Herbert Baldus, 283.
Hermillo Peregrino David Madeira, 300.
Hipócrates,
Honestino Monteiro Guimarães, 72.
Horacina Matos, 294.
Horácio de Matos Júnior, 294.
Horácio de Matos Neto, 294.
Horácio de Matos, 151.
Humberto Araújo,
Humberto Crispim Borges, 71.
Ignácio Xavier da Silva, 185.
Ildibas Antonio do Nascimento,
Inocêncio Candelária,
Iranilda Divina Resende Paes, 72.
Irapuan Costa Junior, 101.
Iron Junqueira,
Isaac Aboad, 37.
Isaac Braz Cunha, 174.
Isabel Dias Neves, 196.
551
Ismael Ramalho, 24.
Ismar Estulano Garcia, 40.
Itamar Pires Ribeiro, 173.
Ivan Mendonça,
Ives Gandra da Silva Martins,
Ivo Araújo, 56.
J. Williams, 22.
Jacques Maury, 144.
Jaime Câmara,
Jair Martins Júnior, 144.
Jairo Morais, 70.
James Fanstone, 59.
Jarbas Jayme, 71.
Jean Gionro, 69.
Jeruza Borges,
J. B. Hunderwood, 24.
J. Leite Sobrinho,
Joana Camandaroba, 84.
Joanyr de Oliveira,
João Borges da Rocha, 163.
João da Cruz Cunha, 95.
João da Mota Coelho, 154.
João Esteves de Brito, 257.
João Falcão Sobrinho, 221.
João Lima, 144.
João Luis,
João Luis Camandaroba,
João Mac-Dowell, 318.
João Maurício de Nassau, 27.
João Parsondas de Carvalho, 297.
João Rosa,
João Ubaldo Ribeiro, 182.
João Vicente da Costa, 56.
Joaquim Aires da Silva (Sindô), 43.
Joaquim Carvalho Ferreira, 71.
Joaquim Rosa,
Joaquim Xavier Guimarães Natal, 23.
Joel de Sant´Anna Braga,
Jonas Barbosa,
Jônatas Braga, 227.
Jônatas da Cunha Braga, 24.
José Affonso Netto, 46.
José Asmar, 144.
José Cardeal dos Santos, 91.
José Cardoso Mendonça, 257.
José Carlos Leitão, 146.
José da VEIGA Jardim NETO, 72.
José de Arimatéia, 39.
Jose de Moura Filho,
José de Paiva,
Jose dos Reis Pereira,
Jose Faria Nunes,
José Ferreira de Souza Lobo, 71.
José Freire, 247.
José Gomes Sobrinho, 86.
José Guimarães,
José Ignácio de Abreu e Lima, 190.
José Ignácio Ribeiro de Abreu Lima (Padre Roma), 190.
Jose Jamil Fernandes Martins,
José Lins do Rego, 55.
José Lopes Rodrigues, 75.
José Mendonça Teles, 71, 144.
Jose Pereira da Costa,
José Rosa De Moura, 313.
José Sahium, 90.
José Sarney, 260.
José Sebastião Pinheiro, 167.
José Trindade da Fonseca e Silva, 72.
José Viana de Paiva, 24.
José Wilson Siqueira Campos, 195.
Josué Montello, 213.
Juarez Moreira Filho, 195, 295.
Juca Fernandes,
Juca Machado,
Juciene Ricarte, 181.
Judas Iscariotes, 39.
Judith Matos, 294.
Júlia Cunha Barreto, 95.
Julia Paternostro, 43.
Julio Alves,
Julio Barbosa de Araújo, 165.
Júlio Novaes Paternostro, 316.
Júlio Paternostro, 43.
Júnio Batista do Nascimento, 91.
Juth Matos, 294.
K. Jaspers, 56.
Karl Marx, 23.
Kissinger, 70.
L. L. Johnson, 24, 59.
Laila Navarrete,
La Planque, 256.
Lailton da Costa, 74.
Laudelino de Oliveira Lima Filho, 70.
Laurentina Ribeiro Martins, 37.
Laurez Moreira, 195.
Leão Tolstoi de Arruda Leda, 261.
Leila Miccolis,
Lena Borges,
Lenna Borges,
Leonardo Boff, 237.
Leonice Pesci Vidotto,
Leônidas Schwindt, 358.
Liberato Povoa, 67.
Licínio Barbosa, 164.
Lídia Soraya, 181.
Lisita Júnior, 72.
Livaldo Fregona,
Lívio Lindoso, 24.
Lubos Kohoutek,
Lucas Freire de Andrade, 257.
Lucélia Braz Cunha,
Luciane Goebel,
Lucio Nunes Schwindt, 360.
Luís Leite Ribeiro, 74.
Luis Maria da Silva Pinto, 73.
Luiz Bartolomeu Marques, 257.
Luiz Carlos Mendes,
Luiz de Carvalho, 146.
Luiz de Siqueira,
Luiz Gintner,
Luiz Gonzaga De Camargo Fleury, 258.
Luiz Otavio Soares,
Luiza Borges Leal, 165.
Lysias Augusto Rodrigues, 41.
Manoel Dias, 86.
Manoel Inácio Sampaio, 257.
Manoel Nazário,
Manoel Novaes, 171.
Manoel Odir Rocha, 195.
Manoel Quirino Matos, 151.
Manuel Cardoso de Miranda, 186.
Manuel dos Reis, 192.
Manuel Madruga, 164.
Mara Roberta,
Marcelo Miranda, 196.
Marcelo Tosta,
Márcia Costa, 146.
Márcia Costa, 181.
Marco Maciel,
Margarida Gonçalves, 181.
Margarita de York,
Maria Augusta Callado, 72.
Maria de Lourdes Antonio Cavalcante, 146.
Maria do Espírito Santo Rosa Cavalcante, 146.
Maria do Rosário Alencar, 286.
Maria do Rosário Cassimiro, 146.
Maria Elizabeth Fleury Teixeira,
Maria Luiza Centeno, 46.
Mariá Soares,
Mariana Fleury Curado, 72.
Mariana Francisca de Azevedo, 41.
Marietta Teles Machado,
Mariinha Mota,
Marinalva Barros, 181.
Marineusa Ribeiro,
Mário Barreto França, 70.
Mário Pires, 69.
Mário Ribeiro Martins,
Mário Souto Maior, 72.
Mary Sonia Matos Valadares, 195.
Mauro Borges, 142.
Maximiano da Mata Teixeira, 75.
Merval Rosa, 24.
Miguel Jorge,
Miguel Reale,
Militão Rodrigues Coelho, 289.
Milton de Almeida Santos, 267.
Mirian Deboni, 111.
Mirtes Alencar, 286.
Modesto de Abreu,
Moema de Castro e Silva Olival, 172.
Moema De Castro E Silva Olival, 23.
Mohamed Adib Chichakli, 201.
Moura Lima, 23.
Murilo Badaró,
Napoleão Valadares,
Nawal Ben Youssef Ghazal, 202.
Neila Vieira Monteiro,
Nelci Silvério de Oliveira,
Nelly Alves de Almeida, 144.
Nelly Novaes Coelho, 181.
Nelson Rodrigues, 149.
Nenita Navarro,
Nice Monteiro, 144.
Nicomedes Augusto da Silva, 59.
Nivaldo Silva,
Nysa Moraes de Figueiredo,
Octávio Ianni, 59.
Octo Outuniro Marques, 72.
Odilon Alves Rosa,
Olimpio Ferreira Sobrinho, 58.
Orlando Dantas, 55.
Orville Derby, 283.
Oséas Correia,
Osvaldo Alencar Rocha, 223.
Oswald de Andrade,
Oswaldo Domingues de Moraes, 46.
Othon Ávila Amaral,
Padre Lefevre,
Padre Pereira, 46.
Pastor Abel Santos,
Pastor Antonio Dorta,
Pastor Hermes da Cunha e Silva,
Pastor Plácido Moreira,
Pastor Samuel Santos,
Paulo Bertran, 90.
Paulo César dos Santos,
Paulo Nunes Batista,
Paulo Verano,
Paulo Wailler,
Pedro dos Reis,
Pedro Ludovico, 142.
Pedro Machado, 24.
Pedro de Oliveira, 45.
Pedro Pereira Piagem, 146.
Pedro Poty, 27.
Pedro Wilson Guimarães, 223.
Pieter Post, 30.
Philip Hauser, 46.
Quintiliano Pereira de Matos, 151.
Quintino Pinto de Castro, 75.
Quitiliano da Silva, 74.
Rafael Fernandes, 74.
Raimundo Alencar Rocha, 286.
Raimundo Frota de Sá Nogueira, 24.
Raymundo Kolb, 24.
Raimundo Rodrigues de Albuquerque,
Ramos André,
Regina Célia Tormin,
Regina Lacerda, 144.
Reis de Souza,
Renato Berbert de Castro,
Renato Cavalcanti, 24.
Renê Ribeiro, 253.
Ricardo Alfaya,
Richard Edward Senn, 60.
Rinalva Cassiano Silva, 58.
Rita Alencar Rocha, 286.
Roberto de Souza Salles,
Roberto Pimentel,
Robinson Cavalcanti,
Rofino Theotonio Segurado, 41.
Romeu Pires de Campos Barros, 230.
Ronaldo Vainfas, 254.
Roquete Pinto, 43.
Rosânia França Sarmento, 146.
Rosarita Fleury, 144.
Rosemary Lopes Pereira,
Rosenwal Ferreira,
Rosolinda Batista, 181.
Rubens Gonçalves,
Rudolf Virchow,
Rufino Theotonio Segurado, 357.
Rui Cavalcante, 147.
Runy Silva, 144.
Rusk, 161.
Ruy Rodrigues da Silva, 142.
Salomão L. Ginsburg, 74.
Santa Dica (Benedicta Cipriano Gomes), 107.
Sebastião J. Ribeiro, 70.
Sebas Sundfeld,
Servito Menezes, 46
Silas de Brito Lopes, 25.
Silvio Lobo,
Sócrates Oliveira de Souza,
Soler (Vicente Joaquim Soler), 36.
Sonia Maria Ferreira,
Stella Leonardos, 213.
Stenio Carvalho de Lima,
Tácio Matos, 294.
Tácito da Gama Leite Filho,
Temis Gomes Parente, 146.
Tenente-Coronel Antonio Siqueira Campos, 22.
Tenente-Coronel Cordeiro de Faria, 22.
Tenente-Coronel Djalma Dutra, 22.
Tenente-Coronel João Alberto Lins, 22.
Tenente-Coronel Juarez Távora, 22.
Teresa Alencar, Creusa Alencar, 286.
Terezy Fleuri de Godoi,
Tertuliano Cerqueira, 86.
Thomas Helwys,
Tobias Barreto de Menezes, 226.
Tobias Barreto de Menezes, 70.
Tomas Moreira, 262.
Tomásia Parrião, 181.
Turíbio Santos, 171.
Ubirajara Berocan Leite, 72.
Ursulino Leão,
Valdomiro de Souza,
Vigário João de Deus Gusmão, 41.
Virgilio Martins de Melo Franco, 46.
Virginia Freire da Costa,
W. C. Taylor, 55.
Walderedo Ismael de Oliveira, 46.
Waldir Azevedo Braga,
Washington Novaes, 65.
Wilhelm Ludwig Von Eschwege, 282.
Willamara Leila de Almeida, 67.
William Agel de Melo, 73.
William B. Bagby, 315.
William Palha Dias, 213.
Wilson da Silva Bóia,
Xavier de Barros, 257.
Xavier Enciso, 46.
Zacarias Lima,
Zacarias Rosa de Moura, 312.
Zanoto (Jose de Souza Pinto),
Zaqueu Moreira de Oliveira,
Zefinha Louça, 181.
Zuenir Ventura, 196.
Zuleide D`Ângelo.

INDICE ONOMÁSTICO-FORMA BRITÂNICA
(Os números referem-se às páginas principais)
A
Abreu, Capistrano de, 283.
Abreu, Elieuma de, 181.
Acampora, Alexandre, 21.
Acioli, Armando, 205.
Alencar, Creusa, 286.
Alencar, Maria do Rosário, 286.
Alencar, Teresa, 286.
Almeida, Dom Celso Pereira de, 260.
Almeida, Nelly Alves de, 144.
Almeida, Willamara Leila, 67.
Américo, Fátima, 181.
Andrade, Carlos Drummond de, 149.
Andrade, Lucas Freire de, 257.
Arantes, Almerinda, 144.
Araújo, Bernardo Sayão Carvalho de, 270.
Araújo, Ivo, 56.
Araújo, Júlio Barbosa de, 165.
Arruda, Elso, 46.
Asmar, José, 144.
Athanázio, Enéas, 79.
Athayde, Austragésilo, 69.
Audrin, Frei José Maria, 21.
Azevedo, Francisco Ferreira dos Santos, 73.
Azevedo, Mariana Francisca de, 41.
B
Bagby, William B, 315.
Baldus, Herbert, 283.
Bandeira, Bolívar, 70.
Barbosa, Licínio, 164.
Barreto, Julia Cunha, 95.
Barros, Marinalva, 181.
Barros, Romeu Pires de Campos, 230.
Barros, Xavier, 257.
Batista, Rosolinda, 181.
Belém, Euler de França, 164.
Bernardes, Carmo, 144.
Bertran, Paulo, 90.
Bertrand, Frei.
Bezerra, Cleusa Souza Benevides, 46.
Boff, Leonardo, 237, 65.
Bonfim, Adão Bezerra, 144.
Borges, Humberto Crispim, 71.
Borges, Mauro, 142.
Botelho, Célia, 181.
Braga, Ana, 181.
Braga, Jonatas, 227.
Brasil, Assis, 72.
Bretas, Cantidio, 262.
Brito, Edgar Ribeiro de, 56.
Brito, Francisco de, 144, 213.
Brito, João Esteves de, 257.
C
Callado, Maria Augusta, 72.
Camandaroba, Joana, 84.
Campos, Cônego Pinto de, 61.
Campos, José Wilson Siqueira, 195.
Campos, Tenente-Coronel Antonio Siqueira, 22.
Cardoso, Felipe Antonio, 257.
Carrerot, Dom Domingos, 21.
Carvalho, João Parsondas de, 297.
Carvalho, Luiz, 146.
Cassimiro, Maria do Rosário, 146.
Castro, Quintino Pinto de, 75.
Catelan, Álvaro, 72.
Cavalcante, Maria de Lourdes Antonio, 146.
Cavalcante, Maria do Espírito Santo Rosa, 146.
Cavalcante, Rui, 147.
Cerqueira, Tertuliano, 86.
Chichakli, Mohamed Adib, 201.
Coelho, Darci, 195.
Coelho, João da Mota, 154.
Coelho, Militão Rodrigues, 289.
Coelho, Nelly Novaes, 181.
Cordeiro, Araci Batista, 181.
Cordeiro, Áurea, 144.
Cordeiro, Cristiano, 55.
Correa, Antonio Amaury, 213.
Correia, Aldenora, 181.
Costa, Francisco Augusto Pereira da, 86, 273.
Costa, General Miguel, 21.
Costa, João Vicente da, 56.
Costa, Lailton da, 74.
Costa, Márcia, 181, 146.
Coutinho, Célia, 144.
Cunha, Facundo José da, 91.
Cunha, Isaac Braz, 174.
Cunha, João da Cruz, 95.
Curado, Mariana Fleury, 72.
D
Dantas, Orlando, 55.
Deboni, Mirian, 111.
Demóstenes, Ary, 142.
Derby, Orville, 283.
Dias, Manoel, 86.
Dias, William Palha, 213.
Drumond, Denise, 175.
Dutra, Tenente-Coronel Djalma, 22.
E
Eschwege, Wilhelm Ludwig Von, 282.
F
Faria, Tenente-Coronel Cordeiro de, 22.
Fernandes, Augusto Carlos, 306.
Fernandes, Rafael, 74.
Ferreira, Benedito, 260.
Ferreira, Joaquim Carvalho, 71.
Filho, Celso Alencar Rocha, 247.
Filho, César Dacorso, 70.
Filho, Deraldo Cunha Barreto, 95.
Filho, Juarez Moreira, 195, 295.
Filho, Laudelino de Oliveira Lima, 70.
Fleury, Luiz Gonzaga de Camargo, 258.
Fleury, Rosarita, 144.
França, Mario Barreto, 70.
Franco, Virgilio Martins de Melo, 46.
Freire, José, 247.
Freyre, Fernando Alfredo Guedes Pereira de Mello, 86.
Freyre, Gilberto, 53.
G
Garcia, Alexandre, 208.
Goyano, Augusto, 72.
Godoy, Claro Augusto de, 72.
Gouveia, Cláudio, 187.
Godinho, Durval, 146.
Goya, Edna, 181.
Genettes, Francisco Henrique Raimundo Trigant des, 89.
Guimarães, Honestino Monteiro, 72.
Garcia, Ismar Estulano, 40.
Gonçalves, Margarida Lemos, 181.
Ghazal, Nawal Ben Youssef, 202.
Guimarães, Pedro Wilson, 223.
Gomes, Benedicta Cipriano-Santa Dica, 107.
Gusmão, Vigário João de Deus, 41.
H
Helwys, Thomas.
Hermano, Amália, 144, 181.
I
Ianni, Octávio, 59.
J
Jayme, Jarbas, 71.
Johnson, L.L, 59.
Júnior, Alberto Bagby, 315.
Júnior, Elcio Pimenta de Souza, 208.
Júnior, Gioia, 226.
Júnior, Horácio de Matos, 294.
Júnior, Irapuan Costa, 101.
Júnior, Jair Martins, 144.
Júnior, Lisita, 72.
K
Kafka, Franz, 149.
Kruger, Comandante Paulo, 22.
L
Lacerda, Regina, 144.
Leal, Luiza Borges, 165.
Leda, Leão Tolstoi de Arruda, 261.
Leitão, Carlos Gomes, 185.
Leitão, Eliacena Moura, 314.
Leitão, José Carlos, 146.
Leite, Ubirajara Berocan, 72.
Lemos, Coronel Frederico, 74.
Leonardos, Stella, 213.
Lima, Atilio Correia, 43.
Lima, General Abreu e, 61.
Lima, João de Souza, 144.
Lima, José Ignácio de Abreu e, 190.
Lima, José Ignácio Ribeiro de Abreu e, (Padre Roma)190.
Lima, Moura, 23.
Lins, Tenente-Coronel João Alberto, 22.
Lobo, José Ferreira de Souza, 71.
Louça, Zefinha, 181.
Ludovico, Pedro, 142.
Luis, Coronel Antonio, 43.
M
Mac-Dowell, João, 318.
Machado, Edimário Oliveira, 223.
Machado, Enaura, 214.
Madeira, Hermillo Peregrino David, 300.
Madruga, Manuel, 164.
Magalhães, Francisco José Pinto de, 75.
Maia, Gilberto, 70.
Maior, Mario Souto, 72.
Marques, Luiz Bartolomeu, 257.
Marques, Octo Outorino, 72.
Martins, Henrique Hermeto, 186.
Martins, Laurentina Ribeiro, 37.
Matos, Augusta Medrado, 294.
Matos, Canuto Pereira de, 151.
Matos, Clementino Pereira de, 151.
Matos, Francisco Joaquim Coelho de, 257.
Matos, Horacina, 294.
Matos, Horácio de, 151.
Matos, Judith, 294.
Matos, Juth, 294.
Matos, Manoel Quirino, 151.
Matos, Quintiliano Pereira de, 151.
Matos, Tácio, 294.
Maury, Jacques, 144.
Melo, Alberto da Cunha, 69.
Melo, William Agel de, 73.
Mendonça, José Cardoso, 257.
Menezes, Amaury, 73.
Menezes, Diogo de Melo, 55.
Menezes, Tobias Barreto de, 70, 226.
Mesquita, Antonio Neves de, 86.
Miranda, Ana Brito, 181.
Miranda, Brito, 196.
Miranda, Francisca, 181.
Miranda, Manuel Cardoso de, 186.
Miranda, Marcelo, 196.
Monsavito, Frei Francisco de, 186.
Monteiro, Nice, 144.
Montello, Josué, 213.
Moraes, Oswaldo Domingos de, 46.
Morais, Helena, 144.
Morais, Jairo, 70.
Moreira, Laurez, 195.
Moreira, Tomas, 262.
Moura, Antonio José de, 204.
Moura, Clóvis, 213.
Moura, Francisco Miguel de, 213, 308.
Moura, José Rosa de, 313.
Moura, Zacarias Rosa de, 312.
N
Nacional, Dona Nonô de Porto, 22.
Nascente, Gabriel, 72, 191.
Nascimento, Júnio Batista do, 91.
Natal, Joaquim Xavier Guimarães, 23.
Nazaré, Felizardo, 257.
Neto, Adrião, 213.
Neto, Gilberto Freyre, 86.
Neto, Horácio de Matos, 294.
Neto, José da Veiga Jardim, 72.
Netto, José Affonso, 46.
Neves, Isabel Dias, 196.
Niskier, Arnaldo, 213.
Novaes, Manoel, 171.
Novaes, Washington, 65.
Nunes, Abílio, 74.
O
Olival, Moema de Castro e Silva, 23, 172.
Oliveira, Alirio Afonso de, 192.
Oliveira, Walderedo Ismael de, 46.
Ortêncio, Bariani, 73, 144.
P
Paes, Iranilda Divina Resende, 72.
Painkow, Aurielly, 74.
Parente, Temis Gomes, 146.
Parrião, Tomásia, 181.
Paternostro, Carlos, 43.
Paternostro, Júlia, 43.
Paternostro, Júlio Novaes, 43, 316.
Peixoto, Amaral, 260.
Pereira, Guedes, 56.
Perestrello, Danilo, 46.
Perna, Francisco de Salles Maciel, 187.
Piagem, Pedro Pereira, 146.
Pinheiro, José Sebastião, 167.
Pinto, Luis Maria da Silva, 73.
Pinto, Roquete, 43.
Pires, Mário, 69.
Planque, La, 256.
Polary, Estocolmo Eustáquio, 262.
Povoa, Liberato, 67.
Prestes, Coronel Luiz Carlos, 21.
Py, Fernando, 173.
R
Ramos, Cornélio, 72.
Rego, José Lins do, 55.
Reis, Manuel dos, 192.
Ribeiro, Itamar Pires, 173.
Ribeiro, João Ubaldo, 182.
Ribeiro, Luis Leite, 74.
Ribeiro, René, 253.
Ribeiro, Sebastião J, 70.
Ricarte, Juciene, 181.
Rocha, Alberto Alencar, 286.
Rocha, Celso Alencar, 286.
Rocha, Faborino Francisco da, 286.
Rocha, Manoel Odir, 195.
Rocha, Osvaldo Alencar, 223.
Rocha, Raimundo Alencar, 286.
Rocha, Rita Alencar, 286.
Rodrigues, José Lopes, 75.
Rodrigues, Lysias Augusto, 41.
Rodrigues, Nelson, 149.
Roriz, Fátima, 150.
S
Sahium, José, 90.
Sampaio, Aluysio Mendonça, 310.
Sampaio, Manoel Inácio, 257.
Santos, Arthur Ribeiro dos, 302.
Santos, José Cardeal dos, 91.
Santos, Milton de Almeida, 267.
Santos, Turíbio, 171.
Sarmento, Rosania França, 146.
Sarney, José, 260.
Schwindt, Dolores Nunes, 360.
Schwindt, Leônidas, 358.
Schwindt, Lucio Nunes, 360.
Scob, Helena, 143.
Segurado, Rufino Theotonio, 41, 357.
Silva, Carlos Pacini Aires da, 75.
Silva, Colemar Natal e, 23.
Silva, Eurídice Natal e, 23.
Silva, Francisco Ayres da, 74.
Silva, Francisco Germano da, 186.
Silva, Frederico Nunes da, 75.
Silva, Ignácio Xavier da, 185.
Silva, Joaquim Aires da (Sindô), 43.
Silva, José Trindade da Fonseca e, 72.
Silva, Quintiliano da, 74.
Silva, Runy, 144.
Silva, Ruy Rodrigues da, 142.
Sobrinho, João Falcão, 221.
Sobrinho, José Gomes, 86.
Sodré, Febronio José Vieira, 257.
Soraya, Lídia, 181.
Souza, Cícero José de, 146.
Souza, Dionizio Martins de, 101.
T
Távora, Tenente-Coronel Juarez, 22.
Taylor, W. C, 55.
Teixeira, Amália Hermano, 75.
Teixeira, Maximiano da Mata, 75.
Teles, Gilberto Mendonça, 72, 251.
Teles, José Mendonça, 71, 144.
V
Vainfas, Ronaldo, 254.
Valadares, Mary Sonia Matos, 195.
Vasconcelos, Adirson, 72.
Vaz, Geraldo Coelho, 71, 144.
Ventura, Zuenir, 196.
Villanova, Frei Gil, 262.
W
Wanderley, Fernando, 86.

 

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   ANONIMO  11/09/2012 18:17
PARABENS PELA SUBLIMAÇÃO DA OBRA, MAS PREFIRO A LEITURA COM O TEXTO DA LENA TALITA.    
   LENA TALITA  19/02/2012 18:06
Dr.Mario, considerando que Lena Talita tem texto que a honra grandissimamente, um verdadeiro galardão da parte do maior escritor poeta biobibliografo jurista e tantos outros títulos, esse menestrel maior tambem do saber e mais, tenho lido outros textos e grande a capacidade de organizar os pensamentos que os torna agradaveis, sequiosas e desejosas de constantes leituras, o que seria da USINA DE LETRAS sem essa presença maior deste Autor Mario Ribeiro Martins. Quanto ao texto de LENA, já os li mais de cinco vezes, embora vasto, é que quanto mais leio mais eternizo esses sentimentos especiais e pessoais, que minha alma ditou, meu espirito escreveu nas tabuas do coração dando certeza que embora PLATONICOS esse era o CARA...que amava e amo muito com muita admiração visto que o item PASTOR razão maior juntou-se a INTELIGENCIA, ao físico era tudo completo, pelo que já não me envergonha ter me expressado diretamente a quem é TAO NOBRE, resta a mim a crueldade do tempo, meu coração nao errou, a cabeça sim...SE UM DIA EU ME CALAR e os MEUS AMIGOS E OUTROS não ouçam minhas lamentações resta o registro de que um dia AMEI ALGUEM MUITO ESPECIAL, tanto que está nos comentários e que DEUS O ABENÇÕE COM MUITA SAUDE E LONGEVIDADE....é o que LENA deseja...    



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