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Ensaios-->MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS. -- 01/11/2011 - 10:17 (Mário Ribeiro Martins)
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MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO
E OUTROS ASSUNTOS

MANIFESTO CONTRA
O ÓBVIO
E OUTROS ASSUNTOS
2ª edição
Mário Ribeiro Martins
Procurador de Justiça
Professor Universitário
(da Academia Goiana de Letras
da Academia Tocantinense de Letras
do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e da
Academia Goianiense de Letras)
Kelps
Goiânia-GO
2011
Copyright C 2009 by Mario Ribeiro Martins
Diagramação e capa: Weslley Rodrigues / Carlos Augusto Tavares
Revisão: Mario Martins
Coordenação Gráfica: Editora Kelps
Rua 19, nº 100- St. Marechal Rondon
CEP 74.560-460-Goiânia-GO
Fone: (62) 3211-1616. Fax: (62) 3211-1075
E-mail: kelps@kelps.com.br
Homepage: www.kelps.com.br
Catalogação na fonte
BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL MARIETA TELLES MACHADO
Martins, Mário Ribeiro, 1943 .
M244d MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS. /
Mário Ribeiro Martins. - Goiânia, Kelps, 2011 - 2ª edição
636 p.
ISBN:
1.Crônicas brasileiras- coletâneas. 2. Artigos de jornais- coletânea. I. Título.
CDU: 821. 134-3(81)-94
INDICE PARA O CATÁLOGO SISTEMÁTICO:
Literatura Brasileira-Histórico-Biográfico
CDU: 821. 134-3(81)-94
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS- É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU
PARCIAL DA OBRA, de qualquer forma ou por qualquer meio sem a autorização prévia e por
escrito do autor. A violação dos Direitos Autorais(Lei nº 9610/98) é crime estabelecido pelo
artigo 184, do Código Penal Brasileiro.
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
2011
C2011
MÁRIO RIBEIRO MARTINS
Caixa Postal, 90-Palmas, Tocantins, 77001-970
FONE: (063) 3215 4496
Celular: (063) 99779311.
e-mail: mariormartins@hotmail.com
site: www.mariomartins.com.br
Homepage: www.genetic.com.br/~mario.
DEDICATÓRIA
A todos os colaboradores, pela preciosidade das
informações fornecidas ao autor.
Aos amigos e leitores, com sincera gratidão.
Às minhas duas filhas Nívea Zênia e Nívea Keila, bem como
aos netos Danilo e Letícia Minas Novas, além de Samara Minas
Novas Martins Morais e Manuela Minas Novas Martins Morais.
A Maria de Jesus Lopes Correa(Patrícia), bacharel em direito e
companheira de sempre.
Aos que também pensam como o autor:
“AS GRANDES REALIZAÇÕES SÓ SÃO POSSÍVEIS
POR AQUELES QUE ACREDITAM POSSUIR, DENTRO
DE SI, ALGUMA FORÇA SUPERIOR ÀS CIRCUNSTÂNCIAS”.

Sumário
DEDICATÓRIA  5
PUBLICAÇÕES DO AUTOR: 11
INTRODUÇÃO 19
A ESCALADA DOS TÓXICOS. 25
A FAMÍLIA CRISTÃ E O MUNDO ATUAL. 27
A FILOSOFIA E SUA CONSCIÊNCIA CRESCENTE. 29

A FILOSOFIA ENSINA A VIVER E A PENSAR 31
A IGREJA BATISTA DE TEGIPIÓ E SEU JUBILEU DE OURO  36
A IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL HOLANDÊS (I)  39
A IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL HOLANDÊS (II)  42
A IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL HOLANDÊS (III). 44
A IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL HOLANDÊS (IV) 48
A IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL HOLANDÊS (V)  51
A IGREJA EVANGÉLICA NO BRASIL HOLANDÊS (VI) 54
A IMAGEM DE JUDAS ISCARIOTES NA LITERATURA 58
A INVERSÃO DE VALORES NO CATOLICISMO POPULAR 61
A LITERATURA GOIANA ACOMPANHA O MOMENTO HISTÓRICO  62
A LITERATURA SOCIOLÓGICA EM GOIÁS 67
ALMIR GONÇALVES, UM DOS FUNDADORES DA AELB 70
A ORAÇÃO DE CORA CORALINA 72
A PROBLEMÁTICA HUMANA NA SOCIEDADE URBANA 75
A PROPÓSITO DE ESTATÍSTICA DENOMINACIONAL  80
A RAZÃO NO MUNDO 82
ATL PREPARA POSSE DE NOVO ACADÊMICO  84
ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA EVANGÉLICA DE ANÁPOLIS E
SUA INFLUÊNCIA NA FORMAÇÃO NACIONAL 86
A VISÃO FILOSÓFICA DE TOYNBEE 90
ALFABETIZAÇÃO E LITERATURA NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO 94
AMBIENTE E POLUIÇÃO. 100
ANTOLOGIA DESTACA 103
LETRAS ANAPOLINAS 103
AS TROMBETAS DO CAPELÃO GOREN 105
ASPECTOS DE UM RELATÓRIO 109
BILHETE ECUMÊNICO 111
CARTA DE UM SEMINARISTA 114
CENTENÁRIO DE CRISPINIANO TAVARES EM GOIÁS 118
CENTO E CINQUENTA E NOVE ANOS DE CURSOS JURIDICOS 121
CONHEÇA MELHOR GILBERTO FREYRE 127
CONTESTAÇÃO E SOCIOLOGIA. 132
COSTUMES DE OUTRORA 135
DE SUPERINTENDENTE DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
A GOVERNADOR DO ESTADO 137
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DEVE SER LANÇADO
EM JANEIRO DE 2001 139
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO É LANÇADO EM NOITE
DE EXPOSIÇÃO 140
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO FAZ REGISTRO DE 141
AUTORES GOIANOS E TOCANTINENSES. 141
DICIONÁRIO GENEALÓGICO - MARIO E FILEMON - 143
DICIONÁRIO REUNE DADOS DE ESCRITORES GOIANOS 145
DIPLOMA DE SÓCIO DA ACADEMIA 147
DIREITOS AUTORAIS (1) 149
A LEI BURLANDO A LEI 155
DOIS GOIANOS FAZEM PARTE DA OBRA 157
DUPLICE CAMINHO DA FILOSOFIA GREGA 160
EDUCAÇÃO E RELAÇÕES RACIAIS NOS ESTADOS UNIDOS 162
ENTREVISTA COM MÁRIO RIBEIRO MARTINS 164
ESCOLA SUPERIOR DA AVAREZA 168
ESCRITOR HOMENAGEIA ARTISTAS PLÁSTICOS EM DICIONÁRIO 170
ESCRITOR PUBLICA BIOGRAFIAS DE IMORTAIS DA AGL 172
ESCRITOR ANAPOLINO RECEBE PRÊMIO DA FRANÇA 174
ESTANTE DE LIVROS 176
ESTRELA SOLITÁRIA 178
EVANGELISMO E LITERATURA 180
FILHA DILETA DO SENHOR 183
FILOSOFIA DA CIÊNCIA, DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS 185
FILOSOFIA DA CIÊNCIA. 186
FILOSOFIA DIVULGA O NOME DE ANÁPOLISt 188
GILBERTO FREYRE À LUZ DOS RELATÓRIOS DE RICHMOND 193
GILBERTO FREYRE E OUTRAS MEMÓRIAS. 196
GILBERTO FREYRE E SUAS MEMÓRIAS 200
O “EX-PROTESTANTE” 208
GOVERNADOR DE GOIÁS ENALTECE DR. SHEPARD 211
HINDUISMO FILOSÓFICO KANADA E KAPILA 213
HINDUISMO FILOSÓFICO: VARDHAMANA E BUDA 216
HINDUISMO FILOSÓFICO: YOGA E NYAYA 220
HINDUISMO FILOSÓFICO: JULGAMENTO CRÍTICO 222
HISTÓRIA E ESTATÍSTICA AMEAÇADAS 224
IMORTAIS EVANGÉLICOS GANHAM BIOGRAFIA 226
INTEGRAÇÃO CRISTÃ & ATUALIDADE 229
“KOHOUTEK”: UMA LIÇÃO PARA A CIÊNCIA 231
LEI SOCIAL MATOU UMA IGREJA 234
LETRAS ANAPOLINAS 236
MAHATMA GANDHI 238
MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO 240
MARGINALIZAÇÃO NA SOCIEDADE URBANA.  242
MÁRIO MARTINS E AS 274 BIOGRAFIAS DA ABL 247
MARIO MARTINS ESCREVE MAIS UM DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO 250
MÁRIO MARTINS IMORTALIZADO PELA AGN 252
MÁRIO MARTINS - O HOMEM CORDIAL 254
MÁRIO MARTINS PREPARA DICIONÁRIO COM OS ESCRITORES
TOCANTINENSES 255
MARIO MARTINS TRAÇA BIOGRAFIA DE MULHERES ESCRITORAS 257
MÁRIO RIBEIRO MARTINS ASSUME CADEIRA NA ACADEMIA
TOCANTINENSE DE LETRAS 259
MARIO RIBEIRO INGRESSOU NA ACADEMIA 262
MENOS UM BALUARTE NO TOCANTINS 265
MORENO: UMA IGREJA HERÓICA 266
MUIRHEAD: CAPUNGA AOS TRÊS ANOS 268
NADA MAIS FRACO DO QUE A ÁGUA 271
NOVO IMORTAL TOMA POSSE NA ATL 273
O ACIDENTE DE AVIÃO 275
O ARGUMENTO ONTOLÓGICO DE ANSELMO. 279
OBRA TRAZ BIOGRAFIAS DE IMORTAIS GOIANIENSES 281
O COLÉGIO AMERICANO BATISTA E SUA INFLUÊNCIA NA
FORMAÇÃO NACIONAL 283
O DIÁRIO DE PERNAMBUCO À LUZ DOS RELATÓRIOS
DE RICHMOND 288
O EVANGÉLICO GILBERTO FREYRE 290
O EX-PROTESTANTE GILBERTO FREYRE.296
O GOVERNO DO TOCANTINS E A SEDE DA ACADEMIA 299
O HINDUISMO FILOSÓFICO E SEU ESPÍRITO 303
O MATERIALISMO E A MAÇONARIA 306
O MATERIALISMO NO HINDUISMO FILOSÓFICO 311
O MESTRE DE APIPUCOS (GILBERTO FREYRE-IMPORTÂNCIA
E ATUALIDADE) 313
O MISTICISMO DE BERNARDO DE CLAIRVAUX 316
O MOMENTO É DE INVERSÃO DE VALORES. 318
O MUNDO PRECISA FILOSOFAR. 323
O NORDESTE E SUA CULTURA 325
ORDEM DOS MINSTROS BATISTAS DE PERNAMBUCO:
UMA AGÊNCIA DE CONFRATERNIZAÇÃO 328
ORDEM E RACIONALIDADE DO COSMOS NA FILOSOFIA. 330
OS BATISTAS NA “ESMERALDA DO ATLÂNTICO” 332
OS 177 ANOS DA ELEIÇÃO DE TEOTÔNIO SEGURADO  334
OS PASTORES DE TATUAMUNHA 344
OS UPANISHADS E A FILOSOFIA VEDANTA 346
O ÚNICO PROFESSOR NÃO BATIZADO DO SEMINÁRIO DO NORTE
(ALFREDO FREYRE) 349
POSSE DE MÁRIO MARTINS NA ATL. 357
POSSE DO ESCRITOR MÁRIO MARTINS NA ATL 358
PRECISAMOS DE MAIS LITERATURA E MENOS CAFÉ-SOCIETY 360
PROMOTOR GOIANO LANÇA LIVRO DE FILOSOFIA 367
PROTESTANTES FRANCESES NO RECIFE HOLANDÊS 368
REAÇÃO FEMININA DE 23 .370
RELIGIÃO E RAÇA NOS ESTADOS UNIDOS 372
RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS 374
RODOVIA FRANCISCO AYRES 381
ROTEIRO CULTURAL 384
SATANÁS: MITO OU REALIDADE? 387
SOBRE O DICIONÁRIO DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS 392
SOCIOLOGIA DA MENDICÂNCIA E SIMULAÇÃO 394
SOCIOLOGIA E MEDICINA 397
UM DICIONÁRIO PARA OS ESCRITORES TOCANTINENSES 400
UM HOMEM NOTÁVEL: MÁRIO RIBEIRO MARTINS 402
UM MENINO DE JESUS 407
UM PREFÁCIO HISTÓRICO 409
UM SERMÃO PROFÉTICO 411
UMA VISÃO PANORÂMICA DA REALIDADE SOCIOLÓGICA 413
URBANISMO E MENOSVALIA. 415
BLOG DO MÁRIO MARTINS......................................................................................... 417
OUTROS TEXTOS PARA MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO.................................. 445
DEFESA DO MÁRIO NO CASO DIVINA LÚCIA....................................................... 445
GENTE EM FOCO............................................................................................................. 453
QUEM É ZÊNIA BIRZNIEK?.......................................................................................... 458
TRANSAÇÃO PENAL (A QUEM INTERESSAR POSSA).......................................... 461
URSULINO LEÃO (62 ANOS DO ROMANCE MAYA).............................................. 462
BREVE INFORMAÇÃO BIOBIBLIOGRÁFICA DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS 469
FORTUNA CRÍTICA 497
BIBLIOGRAFIA 581
INDICE ONOMÁSTICO-FORMA LATINA 611
INDICE ONOMÁSTICO-FORMA BRITÂNICA 622
11
PUBLICAÇÕES DO AUTOR:
1) CORRENTES IMIGRATÓRIAS DO BRASIL. Recife: Acácia
Publicações, 1972.
2) SUBDESENVOLVIMENTO: UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA
E DINÂMICA. Recife: Acácia Publicações, 1973.
3) SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE. Recife: Acácia Publicações,
1973.
4) GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE(Uma Contribuição
Biográfica). São Paulo: Imprensa Metodista, 1973.
5) MISCELÂNIA POÉTICA. Recife: Acácia Publicações, 1973.
6) HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO BRASIL. Recife: Acácia
Publicações, 1974.
7) BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS EM PERNAMBUCO(Coautoria
com Zaqueu Moreira de Oliveira). Recife: Acácia Publicações,
1974.
8) ESBOÇO DE SOCIOLOGIA. Recife: Acácia Publicações, 1974.
9) FILOSOFIA DA CIÊNCIA. Goiânia: Editora Oriente, 1979.
10) GILBERTO FREYRE, EL EX PROTESTANTE. Tradução de Jorge
Pinero Marques. Argentina: Libreria Y Editorial, 1980.
12
11) SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL. Anápolis: Editora Walt
Disney, 1980.
12) PERFIL LITERÁRIO. Rio de Janeiro: Editora Arte Moderna, 1981.
13) LETRAS ANAPOLINAS. Goiânia: Editora O POPULAR, 1984.
14) JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS.
Goiânia: Editora O Popular, 1986.
15) ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO. Anápolis: Editora
Anapolina, 1987.
16) CADEIRA 15(Perfil Biográfico). Anápolis: Editora Anapolina, 1989.
17) ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS. Anápolis:
Fica, 1995.
18) ESCRITORES DE GOIÁS. Rio de Janeiro: Master, 1996.
19) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS. Rio de Janeiro:
Master, 1999.
20) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS. Rio de
Janeiro: Master, 2001.
21) CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS. Goiânia:
Kelps, 2004.
22) RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS.
Goiânia: Kelps, 2005.
23) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2007.
13
24) DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMÍLIA RIBEIRO
MARTINS. Goiânia: Kelps, 2007, em co-autoria com Filemon Francisco
Martins.
25) MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO
BRASIL EVANGÉLICO. Goiânia: Kelps, 2007.
26) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL. Goiânia:
Kelps, 2007.
27) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA GOIANA DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2007.
28) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE GOIÁS. Goiânia:
Kelps, 2007.
29. DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS. Goiânia:
Kelps, 2008.
30)DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS. Goiânia: Kelps, 2008.
31)A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS. Goiânia:
Kelps, 2008.
32)DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO
BRASIL(2002), via INTERNET, no seguinte endereço:
www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br
14
PUBLICAÇÕES DO AUTOR NA INTERNET:
http://www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br
ARTIGOS:
LICÍNIO BARBOSA E SEUS DEUSES E DEMÔNIOS.
O GOVERNO DO TOCANTINS E A SEDE DA ACADEMIA
MESA REDONDA DO CEULP/ULBRA
FÁTIMA RORIZ E SUAS REFLEXÕES.
UMA CRÍTICA AO CURRICULO LATTES, do CNPq.
SOBRE “PLUMAGEM DOS NOMES”, de Gilberto Mendonça Teles.
PEDRO WILSON E OSVALDO ALENCAR.
EDITAL DOS CONCURSOS DA ATL.
O DESCASO DOS GERENTES DE CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS.
E-MAILS QUE NUNCA FUNCIONAM.
A INJUSTIÇA DOS CORREIOS COM AS BIBLIOTECAS.
A PENA DE MORTE É A LEGÍTIMA DEFESA DA SOCIEDADE.
O QUE TANCREDO DISSE A DEUS(Neurim e Pascoal).
SAIU O LIVRO DE EDIMÁRIO.
Políticos do Brasil-um livro de se ler(Liberato Póvoa).
Pastor evangélico-Pr. João Falcão Sobrinho.
DICCIONARIO BIOGRAPHICO DE PERNAMBUCANOS CELEBRES.
MIRORÓS(Bahia)-UM PROJETO INACABADO.
BRASIL 0 X 1 FRANÇA-Medo de fantasma(José Sebastião Pinheiro).
RESTRIÇÕES À ENCICLOPÉDIA BARSA.
A PASSAGEM DO MÉDICO JULIO PATERNOSTRO POR PARANÃ.
ESTADOS REPRESENTADOS NA ACADEMIA BRASILEIRA DE
LETRAS.
QUEM NÃO FOI PARA A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
ATENÇÃO, ESCRITORES!
SOBRE O JALAPÃO(Zuenir Ventura).
ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO.
O GOLPE DA RAPINA(Gabriel Nascente)
A PALMA QUE SE TRADUZIU EM PALMAS.
VIAGEM PELOS RIOS TOCANTINS E ARAGUAIA.
QUEM FOI ABÍLIO WOLNEY?
QUEM FOI ALFREDO FREYRE?
QUEM FOI ARTUR RIBEIRO DOS SANTOS?
QUEM FOI BERNARDO SAYÃO?
QUEM FOI GILBERTO FREYRE?
15
QUEM FOI HERMILLO PEREGRINO DAVID MADEIRA?
QUEM FOI JOAQUIM TEOTÔNIO SEGURADO?
QUEM FOI JULIO PATERNOSTRO?
QUEM FOI LEÃO LEDA?(TOLSTOI E O PADRE JOÃO).
QUEM FOI MÁRIO MARTINS?
QUEM FOI MILITÃO RODRIGUES COELHO?
QUEM FOI O GENERAL MOHAMED CHICHAKLI?
QUEM FOI OSVALDO ALENCAR ROCHA?
QUEM FOI PARSONDAS DE CARVALHO?
QUEM FOI RUFINO TEOTÔNIO SEGURADO?
QUEM FOI SANTA DICA?
QUEM FOI TRIGANT DES GENETTES?
A COLUNA PRESTES E O FUNCIONÁRIO DA PREFEITURA DE
PALMAS.
HORÁCIO DE MATOS E O CAPITÃO MANOEL QUIRINO MATOS.
HORÁCIO DE MATOS E O MAJOR MOTA COELHO.
CANTO DO CISNE(Joana Camandaroba).
PALAVRAS AO CORAÇÃO(Enaura Machado).
EXERCÍCIOS DE ADMIRAÇÃO(Ruy Rodrigues da Silva).
BERÇO CULTURAL DO TOCANTINS-NATIVIDADE OU PORTO
NACIONAL?
RESULTADO DO I CONCURSO DE POESIA DA ATL.
TEOTÔNIO SEGURADO E O DICIONÁRIO DO BRASIL IMPERIAL.
O EX-PROTESTANTE GILBERTO FREYRE(Robinson Cavalcanti).
UM MENINO DE JESUS(Ebenézer Gomes Cavalcanti).
MÁRIO MARTINS-NOTÁVEL DICIONARISTA(Adrião Neto).
A PROSIFICAÇÃO DA VAIDADE(Moura Lima).
O BRASIL ESTÁ VIRANDO UM PAÍS DE CORRUPTOS?
DIREITOS DA SOCIEDADE.
A IDENTIDADE SOCIAL.
DESARMAR O CIDADÃO PARA PROTEGER O BANDIDO(Irapuan Costa Jr).
A LEI BURLANDO A LEI.
CONCURSO NACIONAL DE POESIA.
O CRIME DO CORONEL LEITÃO.
O CANTÃO TRANSFORMADO EM PASTO.
PT: UNÇÃO DOS ENFERMOS OU EXTREMA-UNÇÃO?(LEONARDO
BOFF)
CONHECENDO O TOCANTINS, de Júnio Batista Nascimento.
LIVROS RAROS.
TOCANTINENSES, TOCANTINS.
16
VIAGEM DE RUFINO TEOTÔNIO SEGURADO.
A VERDADEIRA FÁBULA DO PINÓQUIO(Liberato Póvoa).
CARTA A GILBERTO FREYRE NETO.
BIOGRAFIAS E BIÓGRAFOS(Enéas Athanázio).
O SUPREMO NÃO É INTOCÁVEL(Armando Acioli).
OS DEZ ANOS DE SERRA DOS PILÕES.
IOGA: RELIGIÃO OU TERAPIA?
O CORONELISMO NA HISTÓRIA E NA FICÇÃO(Enéas Athanázio).
CORONEL FACUNDO, MEU PARENTE.
ENTREVISTA SOBRE A ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS.
A HISTÓRIA DIDÁTICA DO TOCANTINS.
A SOJA COMO DESASTRE ECOLÓGICO.
FORTUNA CRÍTICA.
UM LIVRO ESPECIAL-PERFIL DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE
LETRAS-(Juarez Moreira).
MOEMA DE CASTRO E SEU ESPAÇO DA CRÍTICA.
A CONSTRUÇÃO DO ROMANCE EM MOURA LIMA E OUTRAS
FACETAS.
O DICIONÁRIO CRÍTICO DE ESCRITORAS BRASILEIRAS.
UMA ILUSTRE FAMÍLIA DE ARRAIAS.
TOCANTINENSES, TOCANTINS.
A RESPOSTA DE GILBERTO FREYRE.
A SEPULTURA DO GENERAL.
O GENERAL DO POVO.
HISTÓRIA DE UM DICIONÁRIO.
DIONÍZIO CURADOR, MEU PARENTE.
UM DICIONÁRIO TOCANTINENSE.
ENCICLOPÉDIA LITERÁRIA E A ENTREVISTA DE JOÃO UBALDO
RIBEIRO.
DISCURSOS:
DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA TOCANTINENSE
DE LETRAS.
CORDEL:
O QUE DEUS DISSE A TANCREDO?(Neurim e Pascoal).
17
ENSAIOS:
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL DE A
a Z.
REDAÇÃO:
UM BAIANO ILUSTRE(Milton Santos).
CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS.
TODOS ESTES TEXTOS ESTÃO NA INTERNET, NO SEGUINTE
ENDEREÇO:
http://www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.com.br

19
INTRODUÇÃO
Mário Ribeiro Martins*
Depois que publiquei o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁ-
FICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS
(Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGÉLICA
DE LETRAS DO BRASIL (Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁ-
RIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
GOIANA DE LETRAS (Goiânia: Kelps, 2007), o DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO
E GEOGRÁFICO DE GOIÁS (Goiânia: Kelps, 2008),
o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS
(Goiânia: Kelps, 2008), o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS
(Goiânia: Kelps, 2008), resolvi transformar em livro alguns dos
meus artigos publicados em Jornais e Revistas, alem da INTERNET,
no site www.usinadeletras.com.br ou ainda em www.mariomartins.
com.br.
Sempre desejei fazer esse tipo de publicação, mas nunca tive
oportunidade. Escrevi dezenas de artigos para Jornais e Revistas
de todo o Brasil, dos quais, guardo, com muito carinho, os já envelhecidos
e empoeirados recortes. Ninguém os leria, não fosse
num livro.
Fui colaborador do JORNAL DO COMMERCIO, no Recife,
em Pernambuco, entre os anos de 1972 e 1974, na época de
20
Alberto Cunha Melo. Escrevi para o DIÁRIO DE PERNAMBUCO,
também no Recife, entre 1970 e 1974. No Rio de Janeiro, colaborei
com o JORNAL BATISTA, também na década de 1970,
ainda sob a direção do Pastor José dos Reis Pereira.
Ao deixar o Recife, passei a colaborar no jornal O POPULAR,
de Goiânia, em 1975, na época do Suplemento Literário,
dirigido por Miguel Jorge.
Mas, escrevi como free lancer, para dezenas de jornais e revistas,
entre os quais, REVISTA UNIVERSITÁRIA CAMPUS,
do Rio de Janeiro, na época do Pastor Isanias Batista dos Santos,
jornal CORREIO DO PLANALTO, de Anápolis, de Dilmar
Ferreira, REVISTA UNIVERSITÁRIA ABERTURA, do Rio
de Janeiro, JORNAL HOJE, de São Paulo, jornal MANCHESTER,
de Anápolis, REVISTA UNIVERSITÁRIA EDUCAÇÃO
E REALIDADE, de Porto Alegre, revista IMAGEM ATUAL, de
Anápolis, jornal FOLHA DE GOIAZ, DIÁRIO DA MANHÃ,
GAZETA CULTURAL, etc.
Na verdade, o que se tornou difícil foi a escolha dos artigos
que deveriam fazer parte desta coletânea. Entre mais de mil artigos
publicados em jornais e revistas, sobre assuntos diversos, a
tarefa não foi fácil. No futuro, outro livro será publicado com os
demais artigos.
Por outro lado, o titulo do livro foi complicado. ARTIGOS
DO AUTOR NA INTERNET? E alguém poderia dizer: Se já
estão na internet, por que colocá-los em livro? Em primeiro lugar,
porque nem todos têm acesso à Internet. Em segundo lugar,
porque o livro pode ser transportado para onde o leitor desejar.
Enfim, resolvi pegar um dos artigos e colocá-lo como parte
do título. Fiquei entre três títulos: COSTUMES DE OUTRORA
E OUTROS TEMAS, A RAZÃO NO MUNDO E OUTROS
TEMAS. O MUNDO PRECISA FILOSOFAR E OUTROS TEMAS.
Ocorreu que, os amigos começaram a fazer várias ponderações.
Uns, a favor do titulo. Outros, radicalmente contrários.
21
Resolveu-se o problema, com um sorteio entre todos os artigos
existentes no livro. Assim, o titulo ficou: MANIFESTO CONTRA
O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS.
Em todos os livros publicados pelo autor, há sempre o seu
Curriculum Vitae completo, bem como a relação de seus artigos
publicados em jornais, revistas e na internet.
Observa-se que os leitores têm aquela preocupação de saber
de que trata tal artigo. Sugerir que o leitor procure o JORNAL
DO COMMERCIO, no Recife, de 04.10.1972, para ler o
artigo GILBERTO FREYRE À LUZ DOS RELATÓRIOS DE
RICHMOND, é totalmente impossível. Muito mais fácil, tê-lo
num livro.
Ao longo do tempo, os artigos publicados giraram em torno de:
CAMPO BIOGRÁFICO - Aí, o enfoque principal foi Gilberto
Freyre, seu pai Alfredo Freyre e outros nomes, como Thomas
Helwys, José Piani, Abreu e Lima, Mahatma Gandhi, Jorge Amado
e muitos outros. Entusiasmei-me com o campo biográfico que cheguei
a publicar um livro chamado MISSIONÁRIOS AMERICANOS
E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO.
CAMPO HISTÓRICO - Aqui, o enfoque foi geral. Desde o
Menos válido na Arte e na História até os Protestantes Franceses
no Recife Holandês.
CAMPO SOCIOLÓGICO - Aí, os assuntos foram desde Sociologia
da Mendicância e Simulação até a Problemática Humana
na Sociedade Urbana.
CAMPO EDUCACIONAL - Neste campo, há artigos, como
O Colégio Americano Batista e sua influência na formação nacional,
Educação e Relações Raciais nos Estados Unidos.
CAMPO FILOSÓFICO - Aqui são tratados temas, como o
Hinduismo Filosófico e seu espírito, A Visão Filosófica de Toynbee,
Filosofia Rotária, Filosofia Maçônica, etc.
CAMPO TEOLÓGICO - Assuntos polêmicos, como Igreja-
Inimiga do Povo? Satanás-Mito ou Realidade? E ainda amenida22
des, como O Misticismo de Bernardo de Clairvaux, O Argumento
Ontológico de Anselmo, etc.
CAMPO ECONÔMICO - Temas, como Progresso: Um
Enigma do Século, O Colorido dos Caixões, O Turismo como
Fonte de Renda, Turismo no Césio, etc.
CAMPO PSICOLÓGICO - Assuntos, como Conflito de
Gerações, Pastoral do Aconselhamento, O Poder Terapêutico da
Musica, etc.
CAMPO CRÍTICO-LITERÁRIO - Neste campo, foram escritos
centenas de artigos, de tal forma que, alguns deles, foram
transformados no livro ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS.
CAMPO JURÍDICO - Vários artigos foram publicados,
como Nexo Causal, Aspectos Jurídicos da Marginalização Social,
Procedimentos Especiais do Direito Comum.
CAMPO CULTURAL - Dezenas de artigos publicados,
como Um Casamento Cientifico, Turismo Cultural, Velhacos e
Mendigos, O Encanto Belo das Pontes do Recife.
CAMPO PROFISSIONAL - Foram produzidos artigos,
como A Função de Sociólogo, A Função de Executivo, etc.
CAMPO LÍTERO-ALTERNATIVO - Coleção de artigos
sobre Livros, Autores e Alternativos, quase todos eles publicados
no jornal CORREIO DO PLANALTO, de Anápolis, em 1989.
Como se vê, o elenco de artigos é grande demais, daí a dificuldade
de escolher apenas alguns deles para fazer parte do livro.
Membro da Academia Goiana de Letras, desde 1983, da
Academia Tocantinense de Letras, desde 2001 e do Instituto
Histórico e Geográfico de Goiás, da União Brasileira de Escritores
de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa e da Academia
Goianiense de Letras, fui também Fundador e Presidente
da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras. Membro
correspondente de diferentes academias no Brasil e exterior.
Publiquei LETRAS ANAPOLINAS (600 páginas, 1984),
JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS
23
(610 páginas, 1986), ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS (1057 páginas, 1995), ESCRITORES DE GOIÁS
(816 páginas, 1996), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
GOIÁS (1234 páginas, 1999), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁ-
FICO DO TOCANTINS (924 páginas, 2001), RETRATO DA
ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS (470 páginas,
2005). DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS
DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS (1.034 páginas,
2007), DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMILIA RIBEIRO
MARTINS (140 páginas, 2007), MISSIONÁRIOS AMERICANOS
E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGELICO
(496 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DA ACADEMIA EVANGELICA DE LETRAS DO
BRASIL (394 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁ-
FICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS
(540 páginas, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO
DE GOIÁS (710 páginas, 2008), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE
LETRAS (368 páginas, 2008), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁ-
FICO DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE
LETRAS (586 páginas, 2008), A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE
E OUTROS TEMAS (608 páginas, 2008).
Portanto, o que consegui, ainda que frágil, aí está. Os artigos
foram colocados em ordem alfabética, conforme o sumário. Para
qualquer observação ou crítica, pode-se usar o e-mail mariormartins@
hotmail.com ou a Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins,
77001-970.
*Mário Ribeiro Martins
é escritor e Procurador de Justiça.
(mariormartins@hotmail.com)
Site: www.mariomartins.com.br
HomePage:www.genetic.com.br/~mario

25
A ESCALADA DOS TÓXICOS.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O uso indiscriminado de tóxicos, por parte de milhões
de viciados em todo o mundo, é, sem dúvida, um dos
flagelos sociais mais alarmantes dos últimos tempos. Transformadoras
da percepção mental, as drogas são conhecidas desde os
tempos remotos e mencionadas pelas literaturas mais primitivas
que falam sobre seu uso e suas conseqüências.
Os povos orientais não só conheciam, mas também usavam
largamente o ópio e o cânhamo indiano. Os astecas usavam o peiote,
do qual extraiam a mescalina, chegando mesmo a adorá-lo por
verem nesse cacto um verdadeiro deus. As drogas foram introduzidas
no Ocidente através de intelectuais e artistas, tais como,
Baudelaire, De Quincey e outros que, depois de experimentarem
os efeitos alucinógenos de certas substâncias, tornaram-se portavozes
e defensores de seu uso.
Mais recentemente Aldous Huxley transformou em livros
suas experiências com a mescalina. Numa série de artigos para a
imprensa chegou a preconizar uma “evangelização química”, no
sentido de que as drogas fossem colocadas ao alcance de todos,
principalmente intelectuais. Apos a Segunda Guerra Mundial e
com o advento de certos fenômenos sociais, entre os quais o Hippismo,
os tóxicos passaram a ser difundidos e usados numa escala
maior.
26
No famoso festival de Woodstock (Estados Unidos), o
ácido lisérgico foi vendido a quatro dólares, dose suficiente para
uma “viagem inesquecível”. No festival de Wight (Inglaterra)
centenas de hippies curtiram o vício da maconha, das bolinhas e
do LSD, a mais poderosa droga mental até hoje conhecida.
Conforme pesquisadores da UNESCO há no mundo cerca de
quinhentos milhões de viciados em uma droga qualquer. A maconha,
droga mais popular no Brasil, em virtude da grande produção
e do baixo preço, é usada em São Paulo, capital nacional do
Vício, por cerca de 150 mil viciados. O fenômeno, portanto, não é
só americano. A indústria dos tóxicos expande-se fortemente na
Inglaterra, Itália, Alemanha, França, Suécia, etc. Corre-se tanto
perigo hoje em Nova Iorque como se corria na Indochina.
O tóxico é o inimigo publico número um da humanidade.
Com esta preocupação e na tentativa de esclarecer a juventude
brasileira quanto aos perigos a que se expõe diante do uso dos
tóxicos, foi que o governo instituiu o Conselho Nacional Antitóxico,
reunindo médicos, professores, religiosos, jornalistas e outros
interessados, capazes de abordar corajosamente o problema,
numa ação educativa e racional.
A rebeldia e ânsia de independência dos jovens são resultantes
dos novos estilos de vida da época e da omissão dos pais, permitindo
uma orfandade existencial dos menores e adolescentes.
Daí o apelo do Dr. Alves Garcia: “Que as autoridades se mobilizem
e alertem as famílias para menos café-society, menos coquetéis,
menos egoísmo e mais vigilância e cuidado com os filhos.
Que se restaure a autoridade familiar e que a educação dos menores
seja da responsabilidade dos pais e não do chefe do bando da
esquina ou do bairro, como está acontecendo. (MANCHESTER.
Anápolis, 02.09.1975).
27
A FAMÍLIA CRISTÃ E O MUNDO ATUAL.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Uma série de fatos sociais ocorridos nas últimas décadas
causou profundo e importante impacto na constituição
do grupo familiar. E entre esses fatos sociais é de se destacar a industrialização
vertiginosa que atingiu a família de maneira básica,
alterando completamente o quadro das atividades familiares,
com uma diversificação e descentralização de responsabilidades.
Mas há de se destacar também a urbanização, a explosão demográfica,
a elevação do padrão de vida e a transformação radical
do status e do papel social da mulher que passou a trabalhar e a
competir em igualdade de condições com o homem, no mercado
comum das atividades, numa completa e definitiva emancipação,
levando-a para fora do lar e provocando evidentes transformações
na vida da família.
Basta esse fato para se entender o quadro da família na vida
moderna. Em que medida todos esses fatos influem na constituição
da família cristã e quais as conseqüências concretas de tal impacto?
A família tornou-se nuclear, constituída de pais e filhos,
e a educação da prole passou a não depender exclusivamente dos
pais, mas de um tecnicismo cada vez mais crescente, enquanto
que a emancipação da mulher fez com que se dividisse a autoridade
familiar e a responsabilidade na educação dos filhos.
Diante de tudo isso, pergunta-se: É ainda a família a base da
sociedade? É verdade que uma família unida gera devoção e uma
família desunida gera amarguras. Jesus teve convicções muito
claras sobre a família, seguindo a tradição judaica.
A sinagoga tinha grande reverência para com a família. É no
Velho Testamento que se encontra “casas e riquezas são herdadas
28
dos pais, mas a esposa prudente é do Senhor”. É no Velho Testamento
que se lê “não é bom que o homem esteja só”. É no Velho
Testamento que se encontra a falta de filhos no lar como uma verdadeira
tragédia. Os judeus eram fiéis nas relações familiares, daí
a Lei e os Profetas ensinarem a pureza e condenarem o adultério.
Mas a grande nódoa judaica era a posição da mulher, classificada
como propriedade e de quem o esposo podia divorciar-se à
vontade “desde que não achasse graça em seus olhos”, conforme
Deuteronômio 24:1.
Para Jesus a família é o símbolo do Reino de Deus. E quando
quis falar das relações entre os homens e o seu reino apanhou a
figura na família, dizendo: “Aquele que fizer a vontade de Deus,
esse é meu irmão, irmã e mãe”. A família, para Jesus, tinha de ser
subjugada ao reino. E o reino de Deus tinha de ocupar o primeiro
lugar. E isto não era uma questão teórica para Jesus, mas prática,
porquanto ele mesmo havia abandonado o próprio lar para
cumprir sua missão e cumpriu, embora debaixo das críticas e da
oposição da própria família, segundo Marcos 3: 21.
Para continuar enobrecida, a família não pode fugir de estar
subordinada ao Reino de Deus. Os pendores espirituais da
família cristã atingem não somente suas próprias fronteiras, mas
as necessidades do mundo. A sociedade moderna, pelo grande
número de famílias fracassadas, está aprendendo que, como ensinou
Jesus, a família é uma instituição em que os participantes se
identificam numa nobre e permanente união.
Mas para tudo isso é necessário o material que deve constituir
o para-peito de uma família cristã: Vida espiritual - verdadeiro
cimento armado. Educação Religiosa - já que a educação
pública instrui o intelecto, mas esquece a consciência. Testemunho
dos Pais - com vida no temor de Deus, que é o princípio da
sabedoria.
Tinha razão Salomão quando disse: “Se o Senhor não edificar
a casa, em vão trabalham os que edificam”. Josué, no seu
famoso discurso de despedida, exclamou: “Eu e a minha casa ser29
viremos ao Senhor”. A ele não importava a degradação moral e
espiritual por que passava o povo, mas a sua fidelidade. Ao cristão,
hoje, não importa a contemporaneidade tolerante, mas a sua
fidelidade.
O fato é que o elemento central na salvação da família cristã
ainda é a mulher. Quando J. Williams, com 10 anos, foi levado ao
grande pregador George Truett, este lhe perguntou como conhecia
tanto de Deus e Williams respondeu: “Professei a minha fé
nos joelhos de minha mãe”.
As mulheres cristãs são guardas das fontes. Numa época em
que as fontes da moral e da religião estão poluídas, há necessidade
de mulheres cristãs, guardas das fontes, que entendam que
nem sempre é moralmente certo, o que é socialmente correto.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 19.08.1973).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77001-970.
FONES: (063) 32154496. (063) 99779311.
HOME PAGE: http://www.genetic.com.br/~mario
E-MAIL: mariormartins@hotmail.com
A FILOSOFIA E SUA
CONSCIÊNCIA CRESCENTE.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O homem procura conhecer o mundo e a si próprio, com
o saber filosófico, daí o desdobramento natural da filosofia
em uma dialética da natureza e uma dialética do espírito.
A filosofia é uma consciência crescente. Ela reflete o estudo do
30
crescimento da consciência através da história. A natureza humana
tem uma racionalidade progressiva. A razão é ascensional e
reflete o mito da lenda grega.
As diversas fases da consciência no seu desenvolvimento
natural e histórico são manifestadas vivamente pelos sistemas filosóficos,
daí por que a história da filosofia é o labor permanente
do pensamento para conquistar a consciência de si próprio.
Dir-se-ia que na madrugada filosófica o homem tem consciência
obscura e sentimental de si mesmo, mas logo desabrocha até a sua
plena floração: O homem se descobre e chega à conclusão de que
a filosofia é a atividade permanente do espírito humano.
Hegel, apesar do espólio de sua metafísica herética, declara
muito sabiamente: “A filosofia nada tem de sonambulismo, mas
é, pelo contrário, a mais vigilante das consciências”. Discutindo,
interpretando, ajuizando, valorando, mas não divagando em pura
imaginação, a filosofia procura explicar o mundo e o espírito. Baseada
nos dados da experiência cultural da época e da sociedade
com que os metafísicos e filósofos construíram os seus sistemas, a
filosofia faz uma reflexão pura.
O processo de crescimento da consciência reflete a atividade
filosófica. É esta atividade que interpreta o pensamento que o
homem faz de si mesmo e do mundo. Seria a atividade filosófica
inútil? Seria a reflexão filosófica um ócio e um lazer desproveitoso
para o processo do homem e da civilização?
O grande instrumento da emancipação do homem e que
consagra sua libertação é a filosofia. É por isso que o filósofo tem
uma visão sintética e compreensiva do mundo, enquanto a discussão
e a crítica ajudam a compreender a realidade, o devenido e
o devenir, levando em conta o pensamento e suas determinações,
o pensamento e o ser, até o espírito tomar consciência de si próprio,
daí a afirmativa de Karl Marx: “A filosofia é o cérebro da
emancipação do homem”.
31
O homem se emancipa e se liberta através da filosofia como
uma atividade permanente do espírito humano, compreende ele
o universo racionalmente e nesta racionalidade progressiva está
o seu devenir. Djacir Meneses, em MONDOLFO E AS INTERROGAÇÕES
DO NOSSO TEMPO, diz sobre o ensino da filosofia:
“É despertar o sonolento de sua sonolência para adverti-lo
sobre o Universo e suas relações essenciais”.
Dir-se-ia, portanto, que a filosofia é o ensino do homem a
pensar e a emancipar-se, compreender-se a si mesmo e ao mundo.
(JORNAL DO COMMERCIO. Recife, 03.10.1972).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77001-970.
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A FILOSOFIA ENSINA
A VIVER E A PENSAR
Júlio Alves*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O trecho de Mario Ribeiro Martins, em seu livro FILOSOFIA
DA CIÊNCIA (Goiânia, Oriente, 1979), explica
o que vem a ser Perspectiva Metafísica: “É a extrapolação de um
campo técnico-científico para um campo filosófico. É a afirmação
de tudo aquilo que não se pode dizer apoiado apenas na Ciência.
O professor Donald Forman fez um estudo sobre o corpo
humano e chegou à conclusão de que os elementos químicos que
o compõem não valem mais do que quatro dólares. 65 por cento
32
é oxigeneo. 18 por cento é carbono. 10 por cento é hidrogeneo.
3 por cento é nitrogênio. 1,5 por cento é cálcio. 1,5 por cento é
fósforo. 1 por cento, outros elementos, inclusive traços de ouro e
prata.
Seria o valor do homem aquilatado à luz disso? Aqui está a
frieza da Ciência e a fragilidade da matéria. O valor do homem é
dado à luz da Filosofia”.
Idealizador e fundador da Academia Anapolina de Filosofia,
Ciências e Letras, o professor Mario Martins, dentro de sua perspectiva
no Magistério Superior, Promotor de Justiça, Religioso,
Literato está hoje integrado com um largo traço de afeiçoamento
ao trabalho da coletividade onde convive há vários anos.
A Filosofia, em sua vida, não é apenas o traço meramente
teórico. A Filosofia- diz ele- “é reflexão e como tal ensina a viver
e a pensar”. Nos seus diferentes campos de atuação, jurídico, religioso,
docência, ele atesta que “a investigação filosófica tem o seu
valor, porque através dela é possível se ter uma consciência cada
vez mais crescente, o que é extremamente importante no exercício
de tais atividades”.
Autor entre livros e artigos de SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE,
HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO BRASIL,
A LITERATURA SOCIOLÓGICA EM GOIÁS, EFEITOS
PICTÓRICOS NA POESIA DE MIGUEL JORGE, QUINZE
ANOS DE FILOSOFIA EM ANÁPOLIS, o professor Mario Ribeiro
Martins, assinala que as manifestações culturais nesta cidade
“estão se intensificando de forma significativa. Uma nova
página na historia da cidade tem sido escrita nos últimos tempos,
com o lançamento de livros, exposição de artes, pintura, teatro,
revelando que a Capital Econômica está também se tornando um
centro de cultura”.
Segundo ele, a criação da Academia Anapolina de Letras e
Artes (concebida por Maria Ivone Correa Dias e atualmente presidida
pela poetisa Célia Siqueira Arantes) e da Academia Anapolina
de Filosofia, Ciências e Letras contribui não somente para
33
o desenvolvimento local do amor à cultura, mas também para a
divulgação do nome da cidade no âmbito das letras nacionais.
A Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, prossegue
Mario Martins, “particularmente, tem realizado concurso
de trovas, de acrósticos, de poesia moderna, usando para isto as
páginas do Boletim PERFIL distribuído para todo o Brasil e exterior.
Os anapolinos são levados a co-participarem desses eventos
culturais, através de concursos, conferencias, debates culturais,
lançamento de livros, etc. São formas de estimulo e de motivação
para as atividades culturais. Associações e entidades, como a FUMEC,
SESC, AALA, colégios, jornais, etc., realizam promoções
levando incentivo à cultura”.
O teatro anapolino sofre retração e limitações, assim como
o nacional, expressa-se o professor Mario Martins. “No caso de
Anápolis, o problema se agrava porque não há a infra-estrutura
necessária. Os palcos utilizados não são apropriados, faltando
também o apoio das autoridades, inclusive da própria área. Mas o
teatro anapolino está cumprindo o seu papel”.
CULPA DA CULTURA OU DO GOVERNO? O idealizador
da AAFCL posta-se ao lado dos que defendem a finalidade original
do Espaço Cultural. “É de um mau gosto extraordinariamente
grande”, diz ele, sobre a transformação daquele projeto em “sede
do governo municipal”. E continua “as gerações futuras, para não
dizer a atual, não perdoarão o responsável por tão antipática decisão
que é um atentado contra as forças culturais da terra”.
“O pior é que a mudança do projeto original se dá exatamente
na hora em que a Biblioteca Municipal ZECA BATISTA não
dispõe de espaço, nem para os livros e nem para os leitores que
lá se amontoam diariamente. Mas a história explica isso: SE HÁ
HOMENS QUE NASCEM PARA GRANDES REALIZAÇÕES,
HÁ TAMBÉM AQUELES QUE NASCEM PARA GRANDES
PECADOS”.
O DESTAQUE DO ANO DE 1981. Depois de bacharelarse
em Direito, Ciências Sociais, concluir Mestrado em Teologia e
34
Licenciatura em Filosofia, no Recife, o professor Mario Martins
seguiu para a Espanha, em 1973, onde fez cursos de especialização
na área de Educação, no Instituto de Cultura Hispânica de
Madrid e Administração Publica na Escuela Nacional de Alcalá
de Henares. Realizou viagens culturais por vários paises europeus.
Alem da Espanha, esteve em Portugal, Inglaterra e França.
Essa sua vivencia internacional, permite-lhe dizer que a
“infra-estrutura cultural naquele continente se faz presente na
mentalidade, nas formas de agir, pensar e sentir do povo, pois ele
vive e convive com a cultura”.
Escolhido pela REVISTA BRASILIA, como INTELECTUAL
DO ANO DO ESTADO DE GOIÁS (1981), ele revela
que “há dois elementos decisivos para a formação da cultura: Ler
e Escrever. Ler tudo e escrever depois, é uma forma de averiguar
o que já se aprendeu, alem de permitir a renovação e ampliação de
idéias”. Concorda em que “o brasileiro de fato não lê muito”. As
razões- continua- “alem das históricas são varias, entre as quais,
o fragil poder aquisitivo, o acentuado índice de analfabetismo, a
falta de estimulo à leitura e outros problemas educacionais, inclusive
a filosofia de aprender apenas para assinar o nome”.
Como professor, observa que o estudante não tem sido suficientemente
motivado para temas como Literatura, Política,
Religião e, notadamente, Cultura de forma geral e, por diversas
razões. “Uma delas é que nestes últimos tempos lhe foi ensinado
apenas marcar X. A preguiça mental é uma das características da
juventude moderna”.
AUTORES E TV. O papel da TV brasileira na ampliação
cultural do povo é assim vista pelo homem de letras Mario Ribeiro
Martins. “Não resta duvida de que a TV nacional, parte dela,
tem dado a sua contribuição, no momento em que divulga autores
nacionais, pintores, escultores, etc, o que é feito através de
programas específicos, com base em autores como Jorge Amado,
Bernardo Elis, José Mauro de Vasconcelos e outros”.
35
Para leitura analítica ou formativa, sem levar em conta áreas
especificas ou épocas, o professor Mario Martins freqüenta e
recomenda, entre outros autores, Otto Lara Rezende, Gilberto
Mendonça Teles, Morris West, etc.
O HOMEM MÁRIO RIBEIRO MARTINS. Natural de Ipupiara,
Bahia, onde nasceu em 07.08.1943. Primário, em Ipupiara e
Morpará (Bahia). Ginásio, em Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa
(Bahia). Clássico, no Colégio Americano Batista (Recife).
Ainda no Recife, bacharelou-se em Teologia, Filosofia e
Sociologia, alem de Mestrado em Teologia. Foi Pastor da Igreja
Batista de Tegipió, no Recife. Lecionou no Colégio Manoel Arão,
no Colégio ESUDA, no Seminário Teológico Batista do Norte do
Brasil, na Universidade Federal Rural de Pernambuco, na Universidade
Católica de Pernambuco.
Fez especialização em Educação, Sociologia e Administração
Pública, respectivamente na Universidade Autônoma de Madrid
e na Escuela Nacional de Alcalá de Henares.
Já em Anápolis, para onde se mudou em 1975, tornou-se
Professor da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Direito.
Foi co-pastor da Primeira Igreja Batista de Anápolis, ao lado do
Rev. Isaias Batista dos Santos. Tornou-se por Concurso Publico
de Provas e Títulos, Promotor de Justiça. Atuou nas Comarcas
de Abadiânia, Corumbá de Goiás e Anápolis. Recebeu o titulo de
MELHOR DO ANO (1979), em Literatura, pelo Clube de Imprensa
de Anápolis. (FOLHA DE GOIAZ. Goiânia, 20.12.1981).
JÚLIO ALVES é Jornalista, Redator e Editor.
36
A IGREJA BATISTA DE TEGIPIÓ
E SEU JUBILEU DE OURO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Durante o ano de 1973, várias igrejas batistas de Pernambuco
estarão completando cinqüenta anos de existência.
Organizadas em 1923, muitas delas resultaram das contendas radicais,
e daí possuírem histórias interessantes que poderiam muito
bem ser sintetizadas em panfletos para finalidades históricas.
Dentre elas se pode mencionar a Igreja Batista de Tegipió,
Recife, cujo cinqüentenário já foi comemorado, quando da Convenção
Batista Brasileira, no domingo, 28 de janeiro de 1973.
SINTESE HISTÓRICA - Com este título a referida Igreja
publicou interessante trabalho em forma de panfleto para distribuição
entre seus membros, amigos e interessados apresentando
a vida e a história da igreja.
Fundada em 28 de janeiro de 1923, teve como primeiro pastor,
o Rev. Ismael Ramalho. Nesta síntese histórica foram apresentados
vários índices, destacando-se os seguintes:
O índice demográfico com cinqüenta membros do sexo masculino
e 116 do feminino, representados por mais de 100 famílias.
O índice de obreiros apresenta respectivamente os seguintes
pastores filhos da igreja e consagrados por ela - Alípio de Souza
Leão, Renato Cavalcanti e Merval de Souza Rosa, Gelson Lopes
Martins, Mário Ribeiro Martins.
O índice de entradas, nos 50 anos, com 280 batismos, cartas
182, declaração 16 e reconciliação 34. As saídas com 26 por eliminação,
morte 34 e por carta 186.
O índice ministerial mostra os seguintes pastores e seu tem37
po de serviço - Ismael Ramalho - 17 anos, Jônatas da Cunha Braga
- 5 anos, L. L. Jonhson - 30 dias, J. B. Hunderwood - 45 dias,
Lívio Lindoso - 4 anos, Raymundo Kolb - 1 ano, Merval Rosa - 3
anos, José Viana de Paiva - 4 anos, Pedro Machado - 1 ano, Gelson
Lopes Martins - 4 anos, Raimundo Frota de Sá Nogueira - 3
anos, Mário Ribeiro Martins - 1968 até o presente.
O índice de estado civil com 20 viúvos, 80 casados e 66 solteiros.
O índice musical apresenta além dos corais, o Quarteto
Vocalistas Celestiais, fundado em 17 de outubro de 1957, com
dois discos gravados e uma viagem aos Estados Unidos.
O índice patrimonial com o templo, um edifício de educação
religiosa com 2 andares e duas propriedades anexas. O índice
de evangelismo mostra o trabalho na sede, nos lares e uma
congregação no interior do Estado, com templo construído. Seu
corpo diaconal é constituído de 7 diáconos, o mais velho deles
tendo sido consagrado em 14-9-1942. Dos 9 fundadores da igreja,
apenas um faz parte do seu rol de membros atualmente. O índice
de alfabetização apresenta: analfabetos – 3, primário – 90, ginásio
– 30, secundário – 25, superior - 15.
FESTIVIDADES DO CINQUENTENÁRIO - Com uma
audição especial apresentada pelo Departamento de Música da
Igreja, no sábado 20 de janeiro, foram instalados os trabalhos relativos
às comemorações do Jubileu de Ouro. No domingo, 28 de
janeiro de 1973, pela manhã, com a presença de vários convencionais,
iniciou-se o culto comemorativo dos 50 anos.
Foi linda a mensagem do cinqüentenário impressa no Boletim
da igreja, do qual se destacaram as expressões: “Muitos que
estiveram já não mais estão. A estes só resta o nosso preito de
gratidão e a sublime recordação de um passado que se foi, mas
que perdura em fé e realizações... Geração do agora sejamos dignos
dos cinqüenta anos desta igreja e lutemos com as armas de
Deus para preservar esta herança de fé que nos é legada por vidas
humildes, mas consagradas a Deus.”
38
Foi prestada uma homenagem aos ex-pastores da igreja e
como orador oficial da solenidade pregou o pastor Silas de Brito
Lopes, da Igreja Batista Central de Vitória, Espírito Santo. Como
parte das festividades foram distribuídos calendários e flâmulas
relativos ao fato.
Com o culto da noite e a presença de representantes de igrejas
de vários Estados foram declarados encerrados os trabalhos
comemorativos do cinqüentenário, tendo sido orador oficial da
noite, o Pastor David Gomes, Presidente da Sociedade Bíblica do
Brasil e pastor da Igreja Batista da Esperança, no Rio de Janeiro.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 25.03.1973).
ATENÇÃO: O autor destas notas foi consagrado Pastor,
nesta Igreja Batista de Tegipió, em 1968 e nela permaneceu até
1974, quando, mudando-se para Anápolis, Goiás, em 1975, tornou-
se co-pastor da Primeira Igreja Batista de Anápolis, ao lado
do Pastor Isaias Batista dos Santos. Tomaram parte de seu Concilio
Examinatório, os TEÓLOGOS: David Mein, Lívio Lindoso,
Ramos André, Raimundo Nogueira, H. Barry Mitchell, José Guimarães,
Renato Cavalcanti, Zacarias Lima, Valdomiro de Souza,
Elizeu Martins, Luiz de Siqueira, Alcides Machado, José de Paiva,
Jonas Barbosa, Pedro dos Reis, João Luis, Manoel Nazário,
Genésio Guimarães e Oséas Correia. Em 1978, como Professor
da Faculdade de Direito de Anápolis, fez concurso para Promotor
de Justiça e deixou definitivamente o pastorado.
OBSERVAÇÃO: Com a biografia de quase todos estes
nomes, o autor destas notas publicou o livro MISSIONÁRIOS
AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO
(Goiânia, Kelps, 2007). O texto também se encontra na
INTERNET, no site www.mariomartins.com.br
MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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39
A IGREJA EVANGÉLICA
NO BRASIL HOLANDÊS (I)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
É possível que a expressão Brasil Holandês tenha de ser
melhor esclarecida para uma boa compreensão da presença
evangélica naquele período. A duração foi de 1630 a 1654,
aproximadamente.
Tudo começou, no entanto, quando em 1621, foi organizada
a Companhia das Índias Ocidentais e a navegação comercial entre
Brasil e Europa em poder dos holandeses, que dela possuíam
cerca de dois terços. Nos anos de 1624 e 1625 houve a invasão da
Bahia, sem maiores sucessos, marcando, porém, a presença holandesa,
seu interesse e destemor.
Pode-se, pois, dividir a História do Brasil Holandês, nas seguintes
fases:
I - Início. Com a ajuda do índio Pedro Poty, do mulato Malabar,
de oficiais poloneses e alemães, e de um cristão novo (judeu
convertido) ocorreu, em 1630, a conquista de Olinda (PE).
Somente quatro anos depois foi possível a tomada da Paraíba,
com a promessa da liberdade de consciência para os habitantes,
manutenção das igrejas e cultos. Esta primeira fase estendeu-se
até 1636.
II - Apogeu. Com a chegada do príncipe João Maurício de
Nassau, em 1637, acompanhado de cientistas e artistas, entre
os quais, respectivamente, o médico Guilherme Piso e o pintor
Frans Post, além de militares, religiosos e outras pessoas, iniciouse
a segunda fase que foi até 1644.
40
A glória deste período foi marcada pela conquista do Ceará,
no Norte, em 1637 e no Sul, a conquista do Rio São Francisco
(Penedo), no mesmo ano. Este avanço holandês implicou em sérias
preocupações:
a) Políticas. Apesar do tratado entre Portugal e Holanda,
logo que aquele se libertou da Espanha, houve a tomada do Maranhão
e Luanda (Angola), em 1641. No ano seguinte aconteceu
a revolta maranhense.
b) Religiosas. Por parte dos jesuítas ocorreu a Organização
da Assembléia, primeiro órgão representativo no Novo Mundo.
Por parte dos invasores vários templos foram reformulados e outros
construídos.
c) Culturais. Formaram-se orquestras e foi montado um observatório
astrológico, além de outras expressões artísticas, como
pintura, corais, etc.
d) Administrativas. Foi construída a Mauricéia (nome do
Recife durante algum tempo), primeira cidade planejada no
Brasil, que incluía palácios, jardins, pontes, canais, hospitais,
templos.
e) Econômicas. Dívidas dos senhores de engenho que não
tinham possibilidade de pagar à Companhia das Índias Ocidentais
os escravos comprados.
III - Declínio. Esta terceira fase começou com o retorno de
Nassau à Holanda. Ele, que era o “Santo Antonio” para os católicos
ou o “irmão” para os índios e uma esperança para os judeus
que lhe ofereciam 3000,00 f por cada ano de permanência no
Brasil Holandês, voltou a sua terra, quando aqui se preparavam
muitas ciladas.
Assim é que em 1645 quando se iniciou esta última fase,
houve a revolta liderada por Fernandes Vieira. Em 1648, aconteceu
a famosa batalha dos Guararapes. Em 1654, tudo chegou
ao fim, com a vitória de Barreto e o prazo de três meses para
liquidar tudo.
41
Com este fundo histórico é possível entender a presença
evangélica no Brasil Holandês. As igrejas nasceram, neste período,
do que se chama transplante e semente. Esta é uma referência
às conversões e aquele se refere às mudanças ou mudas transplantadas.
As igrejas surgiram, portanto, acompanhando o crescimento
das conquistas. Quando, por exemplo, o Ceará foi conquistado
em dezembro de 1637, já em janeiro do ano seguinte
se procurava um obreiro para Fortaleza. O mesmo aconteceu
com a região do Rio São Francisco para o qual se buscava um
missionário em 1644.
As derrotas, no entanto, impostas por André Vidal no ano
seguinte causaram o desaparecimento das Igrejas Evangélicas da
região sul de Pernambuco, entre as quais Cabo e Serinhaém.
De modo geral, as Igrejas Evangélicas deste período passavam
por algumas fases:
Fase militar, em que a igreja começava dentro das fortalezas.
Fase colonial, que incluía os colonos cada vez mais numerosos,
funcionários e comerciantes. Fase missionária, cuja preocupação
maior era a evangelização dos índios.
Um exemplo destas etapas, foi a Igreja Evangélica da Paraíba
que começou em 1634 puramente militar, depois tornou-se colonial
em 1636, sob a orientação de Dooreslaer, e posteriormente
missionária, em 1638, ainda com Dooreslaer.
Algumas igrejas não passaram por todas estas fases, entre
as quais a Igreja Evangélica de Goiana, que nunca foi militar,
embora houvesse militares, mas foi logo organizada como igreja
colonial por evangélicos que adquiriram propriedades na região.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 19.05.1974).
42
A IGREJA EVANGÉLICA
NO BRASIL HOLANDÊS (II)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A Igreja Cristã Reformada iniciou suas atividades no
“Tempo dos Flamengos”, com um culto evangélico,
celebrado no dia 14 de fevereiro de 1630, data do desembarque,
quando pregou o Rev. Baers. Semanas depois, a Páscoa foi comemorada
na Igreja do Salvador, em Olinda, Pernambuco, já em
poder dos invasores.
A Igreja Evangélica no Brasil Holandês fez-se presente nos
territórios conquistados e cresceu à medida que aumentavam os
domínios holandeses, daí sua presença nas seguintes regiões:
PERNAMBUCO - O campo pernambucano, como não poderia
deixar de ser, foi o mais significativo para a Igreja Evangélica
no Brasil Holandês.
Em Olinda, a Congregação Reformada funcionava num
templo católico adaptado ao culto evangélico.
No Recife, na parte velha da cidade, estava a Igreja do Corpo
Santo, adaptada ao culto evangélico em língua holandesa. Ainda
nesta parte antiga estava a Capela do Convento de São Francisco
adaptada ao culto evangélico em língua inglesa. Na parte nova da
cidade, chamada Mauricéia, um templo foi construído pelo engenheiro
Pieter Post, para o culto em holandês. Ainda nesta mesma
área, estava o templo Gallicum (hoje Igreja do Espírito Santo),
onde o culto se realizava em francês.
No Recife, a Igreja-Mãe cuidava não só do contato com o
governo, mas também com a Holanda e coube a ela convocar a
primeira reunião do presbitério reformado.
43
Em Itamaracá, a Igreja não conseguiu ultrapassar todas as
fases, ficando mesmo no Forte Orange, onde começou e onde enfrentou
a ausência de presbíteros, o roubo da caixa diaconal e
ainda o fato de o Rev. Stetten estar desligado da Igreja-Mãe.
Passou, no entanto, da fase militar para a fase missionária,
porquanto sustentou uma Congregação em Goiana (Pe), sob a
orientação do Rev. Eduardus que dava assistência a mais de dois
mil índios, e uma Congregação em Igaraçu, para a qual foi eleito
um presbítero em 1644, tendo vida efêmera em virtude da revolução.
No Sul de Pernambuco, as Igrejas do Cabo e Serinhaém
desapareceram, quando em 1645, André Vidal tomou a região
sul. A do Cabo ficou famosa porque a ela pertenceu o presbítero
militar e depois colono Gaspar Van Der Ley que passou para as
hostes portuguesas, em 1646, influenciado por sua esposa que
era católica.
A Igreja de Serinhaém teve como um dos presbíteros Carpentier
que morreu evangélico no célebre ataque de André Vidal.
Esta igreja enfrentou os ataques dos “quilombos dos Palmares”
e as procissões católicas em homenagem a N. S. do Rosário.
PARAIBA - Na fortaleza de Cabedelo, com a presença do
Rev. Bachiler, foi iniciada a Igreja, na sua fase militar. Aí, em
1640, foi celebrada a primeira Ceia do Senhor, em terras paraibanas,
presentes mais de mil índios, inclusive o índio Pedro Poty
que já tinha estado na Holanda e o Rev. Dooreslaer que dava
muita atenção ao trabalho missionário indígena.
RIO GRANDE DO NORTE - A Igreja iniciou suas atividades
no Forte Van Ceulen (Três Reis Magos), porém não atingiu
todas as fases, sendo apenas militar e missionária, porquanto não
havia colonos.
CEARÁ - Embora se tenha procurado um obreiro para Fortaleza
em janeiro de 1638, a Igreja ali não passou da fase militar.
44
MARANHÃO - A Igreja iniciou suas atividades em 1641
quando o Maranhão foi conquistado, mas também não conseguiu
ultrapassar a primeira fase (militar).
ALAGOAS - No Rio São Francisco (Penedo) e Porto Calvo
estavam alguns pastores, sendo que, em 1644, um missionário foi
solicitado pelos indígenas. De algum modo a Igreja foi prejudicada
pelo mau testemunho do Capelão Oosterdagh que chegou a falsificar
letras, negociar ilicitamente, sendo depois devolvido à sua terra.
Os pastores mais experimentados, geralmente dois deles, tinham
a obrigação de visitar oficialmente todas estas Igrejas, pelo
menos uma vez por ano, ajudando-as na solução dos seus problemas.
O estabelecimento definitivo das Igrejas foi impossível,
por várias razões, entre as quais o fato de estarem elas intimamente
ligadas ao governo. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro,
26.05.1974).
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A IGREJA EVANGÉLICA
NO BRASIL HOLANDÊS (III).
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A administração eclesiástica da comunidade evangélica
no Brasil holandês apresentava aspectos interessantes
e significativos, revelando que a preocupação protestante não era
45
exclusivamente econômica, mas também religiosa e, sobretudo
espiritual. A estrutura administrativa da Igreja compreendia as
seguintes áreas:
MINISTÉRIO DO CULTO. Formado pelos pastores, presbíteros,
diáconos e proponentes, este corpo de obreiros estava
aonde chegassem as conquistas. Os pastores eram chamados de
“Rev”, “Dominus”, daí o D que precede seus nomes (D. Soler,
ou seja, Rev. Soler). Quase todos os pastores eram holandeses,
com exceção de Bachiler e Kempius (ingleses), Soler e dois outros
(franceses) e Biscareto (espanhol). Até 1644 são conhecidos
34 pastores.
No auge da presença holandesa, a Igreja Protestante contou
com 19 pastores no Brasil, número que foi sendo reduzido à
medida que o sistema entrava em decadência. A presença destes
pastores nem sempre significou um espírito missionário.
Assim é que o francês Soler, Galês e outros simplesmente
ajudavam seus compatriotas. Kesseler viera fortalecer as Igrejas,
enquanto Dooreslaer trabalhando entre os índios demonstrou
um coração missionário. O espírito de aventura não faltou e Polemius
parece ter sido um dos aventureiros.
Vinculados ao Estado como eram, alguns tentaram fugir das
contendas eclesiásticas na Holanda. Várias regiões (Ceará, Maranhão,
São Francisco) foram prejudicadas pela falta de pastores,
enquanto o Recife contava quase normalmente com 5.
Os pastores vieram, é verdade, para funcionar essencialmente
como capelães. Muitos, porém, constituíram-se em pedra de
tropeço para a Igreja nascente, entre os quais D. Stetten e D. Oosterdagh.
Os presbíteros eram encontrados entre os comerciantes,
conselheiros, senhores de engenho, militares e funcionavam nas
igrejas por tempo limitado (dois anos), destacando-se entre eles
Gaspar Van Der Ley e Carpentier.
Os diáconos tiveram atuação expressiva nos hospitais, escolas
e outras instituições, ajudando especialmente na administra46
ção. Os proponentes eram pregadores leigos e dois que se destacaram
como tais tornaram-se posteriormente pastores (Kempius,
na Paraíba e Biscareto, em Goiana).
RELAÇÕES ECLESIÁSTICAS. Em virtude do ramo protestante
a que estava vinculada, a Igreja Reformada no Brasil Holandês
possuía Conselho, Presbitério, Sínodo e outras manifestações
de sua organização. Suas relações com o exterior, principalmente
Amsterdã e Zelândia, eram feitas através de deputados
(pastores: dois do Recife e um da Paraíba), que também escolhiam
os campos para os pastores recém-chegados.
Estas relações foram tão profundas que a Igreja Reformada
chegou a ordenar, no Recife, um moço que viera da África e que
voltou como pastor destinado à Fortaleza de Elminia.
Embora a Igreja Evangélica estivesse presente no Brasil
desde 1630, somente em 1636 reuniu-se o primeiro presbitério,
estabelecendo-se reuniões duas vezes por ano, o que nem sempre
aconteceu. O conselho eclesiástico foi organizado primeiro
no Recife, onde se reunia semanalmente. O sínodo parece não ter
sido bem visto pela Holanda, sobretudo quando reunia mais de
uma região.
DISCIPLINA ECLESIÁSTICA. A tardia organização do
presbitério, quando a Igreja já tinha seis anos de estabelecida,
acumulou muitos problemas, possibilitando a formação de certos
costumes e vícios.
O francês Rev. Soler chegou a comparar o Recife com Sodoma.
As primeiras providências mais sérias foram tomadas pelo
Rev. Kesseler, quando presidente do presbitério, em 1937. É
verdade que o próprio presbitério em determinado momento foi
também advertido pela Igreja da Holanda.
A pesquisa de Kesseler revelou muitas falhas nas igrejas,
principalmente quanto à oração, às atas, à disciplina, número de
membros, cartas de transferências, etc. Esta situação foi modificada
depois de 1637.
47
O motivo que induziu determinados pastores a vir ao Brasil
fez com que alguns deles tivessem falhas gravíssimas. O Rev.
Stetten, embora reconduzido em 1639 ao ministério, prejudicou
a Igreja em Itamaracá, por estar eliminado desde 1637.
O Rev. Osterdagh (capelão) desmoralizou o trabalho evangélico
na região de São Francisco (Penedo), com seus crimes de
estelionato, falsificando letras, além de suas atividades de comprador
de gado e de emprestar dinheiro a juros acentuados, sendo
por isto devolvido à sua Pátria.
Se as falhas foram grandes por parte dos líderes da Igreja
Reformada, que dizer dos membros da comunidade evangélica,
quase sempre comerciantes, soldados, colonos, etc.!?
Muitas questões foram levantadas pelos colonos entre as
quais se era permitido vender objetos de superstição e idolatria.
A resposta da Igreja foi negativa e os pastores ajudaram na compreensão
do assunto, principalmente os itinerantes que tinham a
responsabilidade de visitar todas as igrejas, pelo menos uma vez
durante o ano.
O controle social foi possível graças a editais e leis que eram
o reflexo do puritanismo holandês, condenando práticas, tais
como: jogar pragas, adorar ídolos, trabalhar no domingo. Estas
leis mencionavam todos os mandamentos, principalmente o sétimo.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 09.06.1974).
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48
A IGREJA EVANGÉLICA
NO BRASIL HOLANDÊS (IV)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Estas preocupações (missões e beneficência) estavam intimamente
relacionadas e constituíram facetas importantes
da presença evangélica no Brasil holandês. A beneficência
foi sempre uma responsabilidade do ministério diaconal e compreendia
vários aspectos.
Embora nem sempre o governo desse atenção, mas a classe
diaconal insistia na necessidade de melhores condições para os
órfãos, mesmo porque o número aumentava a cada ano.
As escolas também recebiam o cuidado dos diáconos e ministravam
a Educação Religiosa Cristã através do Breve Catecismo,
Pai Nosso, Credo, Decálogo, etc. Os professores ou preletores,
como foram chamados na década de 1640, podiam cobrar
taxas de seus alunos.
Os hospitais existentes no Recife, na Mauricéia e Paraíba
contavam com a colaboração dos consoladores. Estes diáconos,
que eram também evangelistas, tinham uma missão muito difícil,
sobretudo por causa da inexistência de médicos, da falta de alimentos
básicos, e ainda em virtude dos problemas eclesiásticos e
financeiros, daí a existência constante de lugares neste setor.
Para ajudar às pessoas necessitadas eram comuns as coletas
dominicais. As missões, no sentido de catequese, acompanharam
as conquistas. Só posteriormente, no entanto, o trabalho missionário
tornou-se mais sério. A recomendação a partir de 1637, por
exemplo, época em que sérias medidas foram tomadas, inclusive
com o desligamento de Stetten da Igreja, o retorno de Oosterda49
gh e uma limpeza geral, foi que os pregadores se interessassem
pela conversão dos INDIOS, PORTUGUESES E NEGROS. A
recomendação não se referiu aos judeus, o que foi pena, porquanto
muitos deles eram simpatizantes de Nassau, embora alguns
tenham sido multados por blasfêmia.
Com relação aos portugueses havia uma série de barreiras
dificultando sua evangelização. Uma delas era a língua, já que os
cultos eram realizados em holandês, inglês e francês. É verdade
que os obreiros foram recomendados a aprender a língua portuguesa.
Uma outra barreira era a própria situação político-econômica
entre holandeses e portugueses. Talvez a mais forte delas
fosse a perseguição católica aos seus fiéis, por parte dos vigários,
que não só os excomungavam, mas até os colocavam na prisão. O
“Católico Reformado”, folheto da época de Soler, grande interessado
na conversão dos portugueses, não surtiu efeito e parece ter
provocado a ira dos sacerdotes católicos que acentuaram ainda
mais as excomunhões, sobretudo na Paraíba, em 1641.
Os primeiros negros só chegaram ao Brasil em 1536, vindos
de Moçambique, Guiné, Angola, Costa do Ouro e Congo. A própria
condição em que vieram já era precária e não possibilitava a
atenção da sociedade. É verdade que houve acentuada preocupação
quanto à situação religiosa do negro, daí uma série de determinações,
nem sempre colocadas em prática.
Os escravos, cujo número de entrada na época dos holandeses
atingiu a 23.000, foram melhor tratados neste período e por
isso a maioria escolheu o lado holandês, apesar dos ataques governamentais
ao Quilombo dos Palmares. “O principal fim da
aquisição dos negros é trazê-los ao conhecimento de Deus e à
Salvação”.
Com base nesta tese registrada nas Atas de janeiro de 1638,
sessão quatro e artigo cinco, estimulou-se a instrução religiosa
cristã dos negros, a freqüência à Igreja, mesmo que os seus proprietários
fossem de outras religiões.
50
Esta cláusula era obrigatória nos contratos de compra e venda
de negros, inclusive a não separação dos casais, quando casados
legalmente. Embora Soler e outros tivessem tentado o ensino
(alfabetização) para os escravos, não houve nenhum progresso
nesta área.
As constantes guerras e enfermidades dizimaram os índios,
bastando notar-se que em 1635 existiam 8.000 na faixa litorânea
e em 1645 o número decresceu para 3.500.
Como o governo holandês proibiu terminantemente a escravidão
indígena, seus serviços prestados eram pagos através de
tecidos, alimentos, enfeites e outros objetos que lhes enchiam a
vista. A fase missionária pela qual algumas igrejas passaram era
destinada exclusivamente à evangelização dos índios e recebeu a
dedicação de 5 dos 34 pastores conhecidos, entre eles, destacando-
se: Soler, Eduardus e Dooreslaer.
Com a expulsão dos holandeses desapareceu a Igreja Reformada,
cuja história, compreendendo três fases, não pode contar
a mais importante que seria a fase da consolidação. (JORNAL
BATISTA. Rio de Janeiro, 16.06.1974).
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51
A IGREJA EVANGÉLICA
NO BRASIL HOLANDÊS (V)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A obra missionária entre os índios sempre recebeu o apoio
governamental holandês. Daí por que vários métodos
de trabalho foram tentados, como, por exemplo, uma espécie de
internato para os jovens índios, o que realmente não funcionou.
O trabalho pessoal realizado por Soler, Dooreslaer, Eduardus e
outros foi o método mais adequado.
Como os índios não tinham o batismo cristão, esta era uma
tarefa da Igreja, depois de convertê-los à fé cristã. Foram realizados
muitos batismos de crianças pela Igreja Reformada, não se
tendo notícias do batismo de adultos, já que estes na sua maioria
tinham sido batizados pela Igreja Católica, batismo este que era
reconhecido pelos holandeses.
Para evitar o batismo em massa, tal qual o dos Capuchinhos
no Maranhão que chegaram a batizar cerca de 10.000 índios, em
menos de dois anos, as autoridades eclesiásticas holandesas recomendaram
a necessidade da conversão e salientaram - “deve-se
deixar levar os seus filhos ao batismo” - referindo-se às crianças
cujos pais já eram batizados.
A importância dada aos indígenas foi tão significativa que
quando os índios paraibanos solicitaram um pastor, o governo
holandês e o presbitério decidiram imediatamente transferir Dooreslaer
para aquele campo, embora a Igreja no Recife tivesse de
ficar sem pastor. O elemento “vontade divina” foi muito bem
destacado nesta decisão conforme a ata de janeiro de 1638, 1, 15,
16 que diz: “Convencido da necessidade e importância da questão,
aceitou, acatando a vontade divina”.
52
O trabalho missionário indígena abrangeu alguns setores,
tais como: PREGAÇÃO - esteve sempre a cargo de Soler, Dooreslaer,
Eduardus, presbíteros e itinerantes. No fim de 1640, por
exemplo, foi celebrada a Ceia do Senhor pela primeira vez nas
aldeias.
LITERATURA - Soler e Dooreslaer chegaram a escrever
um Manual de Religião (Catecismo) em língua Tupy, em 1640,
cujos originais foram enviados para publicação na Holanda, o
que não aconteceu.
ESCOLA - Kempius, um jovem inglês, foi o principal professor
e o mais dedicado. Era responsável pelo campo missionário
da Paraíba. Foi posteriormente ordenado ao ministério. Um
outro professor foi o espanhol Biscareto que trabalhou entre os
índios de Tapecerica (PE) ao lado de Eduardus. O Rio Grande do
Norte, através do Cacique Nhandui, pediu professores e pastores
para os índios, mas não foi atendido, não só pela distância, como
pela falta de elementos. Neste setor de escolas foi dado um passo
muito importante, em 1641, quando alguns índios convertidos
foram contratados como professores com o salário mínimo de f.
12,00 mensais. Os Primeiros Obreiros Nativos da Primeira Igreja
Evangélica India nas Américas!
FAMÍLIA - Para normalizar a vida familiar várias providências
foram tomadas, inclusive uma tentativa de estabelecer
o divórcio, que não foi aceito pelo governo holandês e em substituição
foram promulgadas leis proibindo a presença indígena
nas expedições ultramarinas, já que isto provocava a separação
da família. BENEFICÊNCIA - Trabalho feito entre os índios na
base da distribuição de remédios e assistência geral.
GOVERNO - A representação do governo nas aldeias era
melhorada sempre através de novos regulamentos.
O fato é que as guerras constantes e o nomadismo indígena
impediram o crescimento rápido da Primeira Igreja Evangélica
India, cuja decadência tornou-se mais acentuada quando
53
em 1644 Soler, Eduardus e Dooreslaer retornaram à Pátria, por
terem cumprido o tempo de serviço. As leis contra o nomadismo
que provocaram a revolta dos índios, principalmente os do
Ceará, também contribuíram para o desaparecimento da igreja
indígena.
O trabalho missionário entre os índios deu os seus frutos.
Talvez o mais significativo exemplo seja o índio Pedro Poty, cujo
contato com o evangelismo holandês durou mais de duas décadas,
suficientes para lhe dar estabilidade na fé cristã, porquanto
morreu como crente quando fora transportado para Lisboa, depois
de ter sido preso na Segunda Batalha dos Guararapes. Soube
portar-se diante do seu parente também índio Filipe Camarão,
que era católico e favorável aos portugueses e com o qual manteve
correspondência na língua materna.
Os frutos do trabalho foram também revelados através da
cultura impregnada e da fé evangélica dos índios, o que foi constatado
pelo próprio Padre Vieira quando visitou os grupos indígenas
que haviam fugido para as serras, depois do total desaparecimento
holandês em 1654. Estes índios chegaram, inclusive,
a escrever cartas à Holanda, solicitando ajuda, já que não mais
podiam fugir da vingança portuguesa. (JORNAL BATISTA. Rio
de Janeiro, 23.06.1974).
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54
A IGREJA EVANGÉLICA
NO BRASIL HOLANDÊS (VI)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A herança religiosa que caracterizava o grupo holandês
presente no Brasil não foi suficiente para dar-lhe diretrizes
básicas e uma posição definida quanto ao problema religioso.
Isto porque existia um contexto adverso em que as tensões políticas,
sociais, morais, culturais, econômicas, étnicas e religiosas
se avolumaram, tornando difícil a posição governamental.
As relações entre o governo holandês no Brasil (Poder Político)
e os diversos grupos religiosos (Poder Religioso) podem ser
vistas e analisadas do seguinte modo:
JUDEUS - A inquisição com suas perseguições e intolerância
provocou o êxodo não só dos protestantes, mas também dos
judeus para os países caracterizados pela liberdade religiosa, entre
os quais a Holanda.
Os judeus convertidos também chamados “cristão-novos”
penetraram nas terras holandesas em grande escala. De modo que
quando aconteceu a conquista de Olinda, em 1630, muitos deles
vieram para o Brasil e o número aumentou à proporção que os
anos se passaram. Cerca de 1.500 judeus se encontravam no Brasil
holandês em 1645, tendo sido Isaac Aboad o primeiro rabino
do novo mundo. Possuíam escolas e sinagogas rabínicas e muitos
deles haviam apostatado a fé cristã.
As perseguições que os judeus sempre sofreram em outras
partes do mundo também não faltaram aqui, embora em escala
menor, pois tinham mais liberdade do que na Holanda. A presença
judaica era importante para o governo holandês, porquanto os
55
judeus eram inimigos naturais de Portugal. De modo geral foram
acusados de cobrar juros extorsivos e realizar festas barulhentas,
acusações estas que partiam de portugueses e protestantes.
A partir de 1645 a situação dos judeus tornou-se mais difícil.
Maurício de Nassau já tinha voltado à Pátria: não se iludiu
com os f. 3.000,00 oferecidos pela colônia judaica por cada ano
que ficasse. André Vidal destruiu os judeus existentes na região
Sul, do Cabo a Serinhaém. Era a mesma força inquisitorial que
condenara em 1595 a jovem Beatriz, aleijada, filha de Fernandes,
à prisão perpétua.
O futuro judaico no quase extinto Brasil holandês seria sob
a sombra da inquisição. Dos 1.500 judeus existentes em 1645 restavam
apenas 650 em 1654, quando Barreto conquistou o Recife.
Nos três meses de prazo dados pelo conquistador, os judeus praticamente
abandonaram o país, voltando alguns para a Holanda,
outros (23 pessoas) fundaram a Nova Amsterdã (hoje New York)
em 1654 e alguns outros foram condenados, entre os quais Isaac
de Castro (José Lins) de 19 anos, que foi queimado vivo em Lisboa,
no ano de 1647, depois de ter sido preso na Bahia, denunciado
por alguém que o tinha visto visitando a Sinagoga no Recife.
Além dele cerca de 400 judeus brasileiros foram condenados, 18
deles foram mortos, isto até 1769 e somente em 1822 os judeus
recomeçaram a vir para o Brasil.
CATÓLICOS - Embora nem sempre os jesuítas soubessem
usar convenientemente a liberdade que tinham e dela muitas vezes
abusavam, existia completa liberdade de culto e de consciência
para os católicos. Quando a Paraíba foi conquistada um dos
pontos altos foi a preservação do culto tradicional, conforme carta
do Padre Gaspar Ferreira ao bispo da Bahia: “Nossa religião
católica está sendo permitida como antes”.
Apesar disto Maurício de Nassau teve de expulsar 20 jesuítas
que mantinham conchavos com os baianos contra o governo
holandês, conforme declaração do Padre Ferreira: “Faltando
apenas a beleza dos templos destruídos pela guerra e dos frades
56
que por causa do mau cuidado de alguns foram expulsos deste
Estado.”
O desejo dos pastores protestantes da época era que o governo
mudasse a política, restringindo a liberdade religiosa, o que
fez com que Nassau expressasse seu pensamento, antes de regressar
à Holanda: “É melhor tolerar calmamente os que pensam diferente
do que inquietar o Estado com desordens grandes.” Mais
adiante, disse: “Permitir idéias fixas é melhor do que mostrar
que estamos fracos demais para executar o que se quer proibir”.
INDIOS - Além de receberem o máximo de ajuda governamental,
os indígenas gozavam todos os direitos humanos, desde
a liberdade de consciência e de religião até assistência espiritual,
educacional, sanitária, embora tudo isso implicasse na obediência
de certas normas, não chegando, contudo, a tirar o brilho da
liberdade. Além disto o índio já tinha demonstrado sua inaptidão
para a escravidão fosse ela de qualquer natureza.
NEGROS - Estes gozavam o mínimo dos direitos humanos,
mas tinham liberdade de consciência e de religião. Os protestantes
holandeses quando aqui chegaram já encontraram o negro numa
situação tal que era difícil modificá-la. Realizavam normalmente
os seus cultos - yoruba, xangô - porém os pastores condenavam as
danças desenfreadas feitas no Domingo - dia de santificação.
PROTESTANTES - Embora se esteja tratando do relacionamento
da Igreja Evangélica com os demais grupos, vale lembrar
as relações entre ela e o governo holandês. A Igreja Cristã
Reformada e o governo estavam intimamente relacionados, daí
uma cooperação estreita, resultante da própria Confissão da Bélgica,
cujo artigo 36 acentuava a proteção e promoção por parte do
governo da verdadeira religião. A este cabia também aprovar a
nomeação dos pastores e sustentá-los.
No Brasil holandês, o representante governamental era o
“comissário político” e o representante eclesiástico eram os “de57
putados”. Ambos tinham lugar certo nas reuniões do presbitério.
Todas as despesas relacionadas com a Igreja e seu trabalho
foram pagas pelo governo, inclusive viagens pastorais, reuniões,
construções e manutenção de templos, salários pastorais 7 (sete)
salários mínimos ou f. 84,00), de professores índios (1 salário ou
f. 12,00), de professores europeus (3 salários), consoladores (3 salários).
Todos eram funcionários do governo, que também deliberava
sobre disciplina eclesiástica, verbas para as missões, serviço
diaconal, etc.
O confronto sangrento entre católicos, protestantes, judeus,
negros e índios teve o seu momento quando Maurício de Nassau
se retirou: a ponte pessoal que separava as facções.
Em 1654, com a completa extinção do Brasil holandês, não
só desapareceu o mais autêntico foco da Reforma Protestante no
país, até aquele momento, mas também o ideal de uma TEOCRACIA
perfeita, alvo da minoria holandesa, que apenas conseguiu
mostrar a vontade revelada de Deus perante uma situação
caracterizada pela pecaminosidade individual e social. (JORNAL
BATISTA. Rio de Janeiro, 07.07.1974).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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58
A IMAGEM DE JUDAS ISCARIOTES
NA LITERATURA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Ao tempo em que Jesus nascia em Belém, nascia Judas
cujo nome significa “louvor ao Senhor”, na casa de Simão
de Cariote. Como os nomes expressavam o desejo dos pais
em relação aos filhos, pode-se notar o desapontamento dos pais
de Judas, cujo nome passou à História, com o significado de “louvor
ao diabo”. É o personagem mais controvertido, no drama do
Calvário.
Apesar disto, há os defensores de Judas. É uma tendência da
época defender e reabilitar os vultos da História. É a contemporaneidade
tolerante. Uma pesquisa na literatura sobre o assunto
mostra que outrora Judas era condenado sem reservas, a começar
pela DIVINA COMÉDIA, de Dante, em que Judas aparece na
boca do diabo, por ele triturado, num profundo abismo infernal.
Como defende a modernidade, o Iscariotes? Judas é uma vítima
do destino, portanto não tem responsabilidade pelos atos
praticados, dizem seus defensores. Fez tudo levado por uma força
cega e inevitável. Seus acusadores respondem: não existe destino
cego e fatal. O homem age livremente.
Judas não é culpado, porque Deus sabia antecipadamente e
as Escrituras prediziam, séculos antes, a traição de Judas, insistem
os defensores. Os acusadores argumentam: a paciência de
Deus corre paralela com a liberdade do homem. Uma não elimina
a outra. O diabo é que colocou no coração de Judas trair
o mestre, conforme João 13:2. Judas não queria e não pretendia
59
trair Jesus, fê-lo pelas circunstâncias, continuam seus defensores
e arrematam, dizendo: Judas queria forçar Jesus a proclamar-se
Rei, mas quando viu o seu sonho frustrado, suicidou-se, segundo
Mateus 27:3.
Deve-se observar também a carreira de Judas. Ele nunca foi
mau e egoísta. Era homem de talento e habilidade, daí ter sido
escolhido por Jesus não só para discípulo, mas para tesoureiro do
Colégio Apostólico. O espírito egoísta que Judas revelou foi também
demonstrado pelos demais discípulos, só que eles souberam
dominar aquela tendência, enquanto Judas foi dominado. Ele
começou a mudar de atitude quando notou que Jesus não tinha
a idéia da missão temporal, pelo menos é o que se deduz de João
6:15. Aliás, um ano antes da traição, Jesus se referia a Judas como
um diabo, segundo narra João 6:70.
Mas os acontecimentos relativos à traição culminaram com
a repreensão que Jesus lhe fez na casa de Simão, o leproso, e que
deve ter provocado ainda mais a ira de Judas, segundo João 12:4
a 8. É a partir deste momento que se encontra fraqueza em Judas:
deixou-se dominar completamente pelo ódio.
Há por outro lado, uma série de curiosidades sobre Judas, na
literatura. Nas listas dos doze, Judas sempre aparece em último
lugar, acompanhado de um aposto infamante: “quem o traiu”, “o
que se tornou traidor”.
O sobrenome Iscariotes deriva-se do hebraico ICHI QUERIOTI
(homem de queriote). Schultess e Welhausen sugerem
o aramaico ISCARYA- (assassino). Judas era tesoureiro, mas o
evangelista João o chama de ladrão. No incidente de Betânia,
com Maria, Judas adicionou à cobiça a figura do dolo. Logo depois
dirigiu-se aos sacerdotes secretamente. O pão embebido na
refeição pascal era o apelo final de Jesus a JUDAS.
Embora a tradução portuguesa use a palavra amigo (Mateus
26:50), Jesus não chamou Judas de AMIGO, mas de COMPANHEIRO.
A palavra usada por Jesus e que está no original é etai60
ros que significa companheiro, enquanto o verdadeiro amigo é
traduzido por filos, conforme se lê em Lucas 7:6. A diferença
entre companheiro e amigo pode ser notada com a seguinte ilustração.
José de Arimatéia não era companheiro de Jesus, mas era
amigo. Judas era companheiro, mas não era amigo.
Papias diz que o corpo de Judas inchou. Agostinho diz que a
corda rebentou e Judas morreu devido à queda, não se suicidou.
Uma série de perguntas capciosas há sobre Judas. Quais os
motivos que o conduziram a tão horrendo destino e fim? Como
harmonizar isto com a declaração escriturística que dá a impressão
de que ele tinha sido predeterminado para cumprir o papel
de traidor?
A explicação psicológica invoca razões como o amor ao dinheiro,
inveja aos outros, o desejo de Judas de salvar a pele no desastre
do Cristo e forçar Jesus a tornar-se ou declarar-se Messias.
Tudo isto transformou-se em despeito e o despeito em ódio. A
explicação teológica invoca razões como o fato de que a presciência
de Jesus não implicava em predeterminação.
Judas foi apóstolo, mas nunca fora salvo e mais, Deus não
predestina para o mal, logo a frase “tal coisa se deu para cumprir
a Escritura” significa que as ocorrências no seu curso normal,
concorreram para cumprimento de uma profecia.
O fato é que Judas tinha uma vida promissora, mas seus
talentos não foram usados corretamente, o que pode acontecer
a qualquer indivíduo. Deixou-se levar pela cobiça. No cômputo
geral, dir-se-ia que Judas se acostumou às coisas sagradas, mas
nunca teve respeito por elas, o que é também muito comum na
atualidade. (O POPULAR. Goiânia, 18.04.1976).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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61
A INVERSÃO DE VALORES
NO CATOLICISMO POPULAR
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
No catolicismo popular, apesar da boa intenção e do profundo
sentimento religioso, muitos cristãos invertem
os valores essenciais da religião por falta de uma sólida formação
doutrinária. Assim é que a essência da religião é reduzida a um
conjunto de práticas, tais como, devoções, romarias, novenas e
promessas que cheiram a superstição. Acima do essencial é colocado
o acessório, acima da obrigação tem-se a devoção, acima da
Missa é posta a Procissão.
Desse fato, há uma diversidade de exemplos empíricos facilmente
encontrados. É o caso da criança que faz a sua primeira comunhão.
O ambiente familiar, na maioria dos casos se preocupa
muito mais com a roupa nova da criança, com o banquete, com a
festa, do que com o sentido daquele dia. Outros exemplos poderiam
ser dados, como é o caso de um sacerdote que numa ocasião
de santas missões perguntou ao povo simples do interior: “O que
vale mais, meus irmãos, a Missa ou a Procissão”? A uma só voz
todos exclamaram: “A procissão, nhô vigaro... a procissão”!
A verdade é que causas históricas e sociológicas, oriundas
da cultura indígena, africana e portuguesa imprimiram traços
marcantes no catolicismo popular que ainda hoje predomina no
Brasil e em outras partes do mundo, principalmente na América
Latina. Tal catolicismo está intimamente relacionado com as
constelações devocionais e protetora de que fala o Prof. Pedro
de Oliveira, analisando a religiosidade popular no mundo latino-
americano. O núcleo central do catolicismo é constituído por
duas outras constelações, a sacramental e evangélica.
62
A inversão dos valores religiosos no catolicismo popular está
em que as constelações ocidentais devoção e proteção são consideradas
como fins em si mesmo, provocando um desfalcado dos
elementos essenciais.
A constelação evangélica de que fala o Prof. Oliveira, a formação
doutrinária ainda é a grande ausente no catolicismo popular
latino-americano. No entanto, alguns movimentos atuais
como os Cursilhos, Encontro de Irmãos, Focolarinos e outros
estão imprimindo uma prudente purificação e uma sólida orientação
que poderão resultar numa concepção de evangelização e
de reconciliação entre os homens. (MANCHESTER. Anápolis,
15.10.1975).
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A LITERATURA GOIANA
ACOMPANHA O MOMENTO HISTÓRICO
Roberto Pimentel*
(Entrevistado Mário Ribeiro Martins)
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE)
Apesar do tecnicismo em que se vive, o mundo atual exige
reflexão em todas as facetas do conhecimento humano.
A existência das academias se justifica em virtude de tal
necessidade. Isto significa dizer as letras não somente impõem tal
reflexão, mas também se desenvolvem pelo processo reflexivo”,
63
acentua Mario Ribeiro Martins que prossegue: “A literatura, em
suas diversas formas, representa e significa a participação do intelectual
no processo histórico”.
QUAL, MARIO, A IMPORTÂNCIA E A FUNÇÃO DAS
ACADEMIAS?
“Na verdade, na existência das academias há sempre o humilde
entusiasmo e o esperançoso ideal. Alias, quando perguntaram
a Olavo Bilac a razão de os membros das academias serem
chamados de “imortais”, em resposta disse o poeta: É PORQUE
NÃO TÊM ONDE CAIR MORTOS. Objetivamente, a função
das academias é reivindicar, junto ao poder publico, as justas aspirações
afetas à cultura em geral, para o bem da cidade ou do
Estado que representa. Faz parte também desta função, não somente
criar condições e facilidades, através de conferencias e de
outros meios, para a maior aproximação do publico com as letras,
mas também zelar e defender os interesses fundamentais dos escritores
a elas vinculados ou não”.
QUESTÃO DE HONRA? Continua, depois de uma pausa:
“A luta pela efetiva definição do escritor, no sentido de proteger
os direitos autorais e de estimular a maior aquisição de livros
por parte do povo, é uma questão de honra para as academias. É
claro que há outras funções, entre as quais, contribuir para o desenvolvimento
cultural cidade ou Estado em que está inserida a
entidade, bem como a promoção de semanas de estudos, debates
culturais, concursos, conferencias, etc”.
“Na verdade”, continua, “as academias são constantemente
atacadas, sob a alegação de que elas não cumprem os seus objetivos.
A acusação é injusta, especialmente quando se generaliza
não estabelecendo as muitíssimas e necessárias exceções. Talvez
o que ocorra é a pequena divulgação do muito que é realizado
pelas academias. Alias, o que costuma acontecer com tudo aquilo
que diz respeito à cultura. Se uma ou outra academia não cumpre
sua finalidade, o que não me consta, não se pode dizer que todas
elas estejam alienadas da realidade moderna”.
64
“As academias”- prossegue Mario Ribeiro Martins- “de
modo geral, publicam suas revistas, boletins, anuários, contendo
produções literárias e ainda promovem concursos, realizam conferencias,
etc. De edição reduzida devido aos altos custos, seus
textos não chegam às livrarias e não são conhecidos publicamente,
a partir do que se supõe que as academias não funcionam. A
verdade é que tais publicações, em numero reduzido, são encaminhadas
não somente aos membros efetivos e correspondentes das
academias, mas também a bibliotecas, instituições e entidades.
Tão grande é o numero destas publicações que se torna impossível
mencioná-las”.
“Mas para que se tenha uma idéia”- prossegue Mario- “posso
dizer que recebo constantemente revistas, anuários, boletins
de diversas entidades culturais e destaco aqui, alem da Revista da
Academia Goiana de Letras, o Anuário da Academia de Letras do
Estado do Rio de Janeiro, Revista da Academia Municipalista de
Minas Gerais, da Federação das Academias de Letras do Brasil,
da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás e de muitíssimas
outras academias estaduais e municipais que a exigüidade de
espaço não permite mencionar. As constantes noticias de concursos,
conferencias, debates e estudos promovidos pelas academias
revelam que elas não estão mortas, mas acompanham o espírito
do século. Creio, no entanto, que não cabe às academias determinados
tipos de manifestação, como por exemplo, liderar passeatas,
apoiar greves, realizar boicotes, que fogem completamente ao
espírito literário das academias”.
E AS LETRAS GOIANAS? “Sem mencionar nomes, para
evitar injustiças, a literatura goiana acompanha o momento histórico”-
responde Mario à pergunta que lhe fiz sobre o assunto. “Há
em Goiás -frisa- uma plêiade de bons autores. Teriam muito mais
fama e oportunidade se fossem editados no Rio de Janeiro ou em
São Paulo. Aliás, o livro passa a ter um “status” completamente
diferente quando é publicado nos grandes centros editoriais do
País. O grande problema da produção literária goiana é precisa65
mente a distribuição. Isto significa dizer que o livro editado aqui
não chega nem mesmo às livrarias locais, a não ser pela iniciativa
do próprio autor. E não se diga que o problema é a qualidade,
porque textos de muita pobreza intelectual são encontrados nas
livrarias, procedentes do eixo Rio/São Paulo, mas que aqui chegam
através de bem organizadas distribuidoras”.
E O LIVRO DIDÁTICO? “Mas se há determinadas facilidades
para o conto, a crônica, a poesia e o romance, inclusive
com melhor compreensão por parte das livrarias e editoras,
problema serio, no entanto, enfrenta o livro didático de autores
goianos, mesmo porque são poucos os professores que se dispõem
a fazê-lo, havendo também pequena receptividade para este tipo
de publicação da parte das editoras locais, que preferem os livros
traduzidos ou de autores do eixo Rio/São Paulo”.
“Pessoalmente- continua- tive este tipo de experiência.
Meu livro FILOSOFIA DA CIÊNCIA, publicado em 1978, pela
Oriente, de Goiânia, foi adotado por vários professores das Faculdades
de Belo Horizonte, do Recife, do Rio de Janeiro, de Porto
Alegre, etc., mas por nenhum professor de Goiânia, embora o
livro tivesse chegado a eles com dedicatória personalizada. Tais
adversidades, porem, não tiram o mérito e não arrefecem o animo
dos autores goianos que, continuam a produzir e a mostrar seu
trabalho para o resto do País, divulgando-o através de jornais e
revistas ou mesmo através de circulares que possibilitam a venda
direta do autor para o leitor, com a vantagem de o livro ser vendido
com dedicatória”.
“Exemplo disto- continua- é o livro do Professor da Universidade
Federal de Goiás, Nelci Silvério de Oliveira (Catalão, Goiás,
1943). Seu livro ESTUDOS DE MORAL, CIVISMO E PROBLEMAS
BRASILEIROS (1973) foi publicado pela Editora do
Brasil S.A, São Paulo. Resultado: Está hoje com várias edições ou
mais precisamente 4ª Edição (1983). É que o livro foi editado em
São Paulo e muito bem distribuído”.
66
COMO SE SENTE ELEITO PARA A ACADEMIA GOIANA
DE LETRAS? “Embora o parecer que aprovou minha inscrição,
elaborado pelos escritores José Mendonça Teles, José Lopes
Rodrigues, Rosarita Fleury e Venerando de Freitas Borges
tenha sido muito expressivo, minha vitória nas eleições não era
esperada. Uma das razões é que, estando envolvido com minhas
atividades de Promotor de Justiça e de Professor das Faculdades
de Anápolis, não tive o ensejo de fazer contatos e visitas aos
acadêmicos, pelos quais sempre demonstrei a minha apreciação
e o meu respeito. Daí o motivo pelo qual me sinto realmente gratificado.
Especialmente, por não ter sido candidato único e ter
concorrido com dois expressivos nomes das letras goianas- Aidenor
Aires e Antonio Baptista de Oliveira (1), ambos escritores de
muitos méritos, bons amigos e companheiros de lutas pelas letras
de Goiás”.
E QUANTO À SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL?
“Este é o titulo mais recente publicado. Trata-se de um livro essencialmente
didático, destinado não só a estudantes de Sociologia,
mas também a todos os que se interessam pela sociedade
e seus problemas. Os livros de Sociologia, na sua maioria, tratam
ou da parte especial ou da parte geral da disciplina. Preferi
condensar o material existente sobre o assunto e reuní-lo num
só livro, oferecendo aos interessados uma visão panorâmica das
duas facetas da Sociologia. Entre os temas tratados, por exemplo,
destacam-se Âmbito Geral da Sociologia, Conceitos Básicos,
Categorias Sociais, Desenvolvimento e Urbanização, Sociologias
Especiais, Sociologia no Brasil e em outros Paises, etc”. (FOLHA
DE GOIAZ. Goiânia, 20.05.1982).
ROBERTO PIMENTEL é jornalista, redator e editor.
(1) Aidenor Aires Pereira terminou sendo eleito para a Academia, alguns anos depois
(17 anos), tendo tomado posse em 17.02.2000 e Antonio Baptista de Oliveira
nunca mais concorreu.
67
A LITERATURA SOCIOLÓGICA
EM GOIÁS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE)
Embora Florestan Fernandes em seu livro A SOCIOLOGIA
NO BRASIL, recentemente lançado pela Vozes,
não faça nenhuma referência às manifestações do pensamento
sociológico em Goiás, nem mesmo citando qualquer instituição
ou nome vinculado à Sociologia Goiana, ilustres sociólogos, cientistas
sociais e pesquisadores têm dado a sua contribuição para a
formação da Sociologia em Goiás. Quase todos eles vinculados
aos departamentos e institutos das Universidades locais, além de
Centros de Pesquisa e Sociologia existentes no Estado.
Especialmente em Goiânia e Anápolis, o número de publicações,
livros, revistas e artigos no campo da Sociologia Aplicada
ou Teórica é realmente animador, mostrando que a Sociologia
Goiana já começa a alcançar sua plena maturidade, embora, proporcionalmente
sejam poucos os livros publicados em termos de
Sociologia propriamente dita, o que não acontece nas demais áreas
da vida cultural de Goiás.
Concretiza-se a Sociologia Goiana principalmente através
das realizações da Universidade Federal de Goiás, da Universidade
Católica, da Faculdade Anhanguera e da Universidade Evangélica
de Anápolis, além da Faculdade de Ciências Econômicas
da mesma cidade. Há, em Goiás, uma geração jovem de Sociólogos,
pesquisadores e cientistas sociais, que só agora começa a
aparecer no cenário nacional.
Entre outros nomes, destacam-se: Jerônimo Geraldo de
Queiroz, antigo Reitor da Universidade Federal de Goiás, mi68
neiro de nascimento, mas goiano de coração, foi ele professor de
Sociologia das Universidades Federal e Católica, pesquisador de
muitos méritos, autor de várias obras, destacando-se Sociologia
e Direito, Sociologia Rural e Urbana, todos publicados pela Imprensa
da U.F.G.
Xavier Enciso, durante muito tempo professor de Sociologia
da Universidade Católica. Maria Luiza Centeno, vinculada
à Universidade Federal de Goiás, lecionando Sociologia. Padre
Pereira, com o título de Doutor, professor de Sociologia e Antropologia,
especialmente no Curso de Mestrado em História. Prof.
Servito Menezes, vinculado à Universidade Federal, professor de
Sociologia também na Faculdade Anhanguera e possuidor do título
de Mestre.
Maria Alice, professora de Sociologia na Faculdade de Educação
da U.F.G. Pedro Wilson Guimarães, portador do título de
Mestre e Professor de Sociologia na Universidade Federal. Heldo
Mulatinho, ministro batista, bacharel em Teologia, Mestre em
Sociologia pela Universidade de São Paulo e professor de Sociologia
da U.F.G. Solange Rassi, professora de Sociologia, Coordenadora
do Departamento de Ciências Sociais da Universidade
Católica.
É também de significativa importância para a Sociologia
Goiana, a contribuição dada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas
e Sociais (IPES), vinculado à Universidade Católica e que congrega
os mais ilustres nomes do pensamento sociológico goiano.
Deve-se lembrar, no entanto, o nome de Elter Maciel, atualmente
no Rio de Janeiro e que, quando em Goiás, deu a sua
contribuição valiosa para a Sociologia Goiana.
Anápolis, por outro lado, sempre vigorosa nos movimentos
da cultura nacional, inclusive em termos de Ciências Sociais,
apresenta alguns nomes: Alexandrina Passos, professora de Sociologia
em várias faculdades, Mestre em Sociologia, defendendo
tese no campo de História Social. Elia Oliveira Chaves, profes69
sora de Sociologia na Faculdade de Ciências Econômicas, com
mestrado em Sociologia no México. Elias Chadud, formado em
Direito e Pedagogia, professor de Sociologia na Faculdade de Direito
de Anápolis e Anhanguera. Maria Rosa Veiga, professora de
Sociologia na Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão, formada
em Pedagogia.
Mário Ribeiro Martins, Mestre em Teologia, formado em
Ciências Sociais, Filosofia e Direito, titular de Filosofia e Cultura
Religiosa na Faculdade de Direito, professor de Sociologia na
Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão, ex-professor da Católica
e Rural de Pernambuco, especializado em Sociologia Espanhola
na Universidade Autônoma de Madrid, autor de alguns livros,
destacando-se Sociologia da Comunidade, Esboço de Sociologia
e Gilberto Freyre, o Ex-Protestante.
Deste modo, a problemática sociológica em Goiás, ao desenvolver
os temas fascinantes da Sociologia Teórica não se deverá
descuidar da realidade goiana. Essa humanização da Sociologia
muito pode contribuir para a solução dos graves temas econômicos
e sociais, na criação de uma sólida peça de arquitetura política
e social.
Tudo indica que no futuro, os estudos sociológicos em Goiás
atingirão um alto grau de desenvolvimento, numa superação
dos choques e divergências doutrinárias, em proveito de uma indagação
científica, objetiva e humanista dos problemas sociais.
(O POPULAR. Goiânia, 24.04.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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70
ALMIR GONÇALVES, UM
DOS FUNDADORES DA AELB
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
(Discurso de posse na Cadeira 31, da Academia
Evangélica de Letras do Brasil, no Rio de Janeiro).
Ao ser empossado na Cadeira 31, da Academia Evangélica
de Letras do Brasil, neste 30.04.1982, aqui no Rio de
Janeiro, no Auditório da Rádio Difusora Boas Novas, na Vila Isabel,
sob a Presidência de Anselmo Chaves, tendo como Orador o
Acadêmico David Gomes, Vice-Presidente, reconheço a responsabilidade
que me pesa. Ocupá-la, tendo ela pertencido a Almir
dos Santos Gonçalves (1), fundador da Cadeira, é gloria que me
coroa os esforços.
Relembrando agora a figura de Almir Gonçalves, sinto
deveras gratificado. É que desde os meus primeiros anos, trago
presos, dentre os fatos que contribuíram para a minha formação
intelectual e espiritual, alem do gosto pela literatura evangélica,
seu fervor e sua presença configurada, pela inteligência sem par e
pela extraordinária capacidade de construir o autentico e o belo.
E neste sentido, familiarizei-me com ele, via JORNAL BATISTA,
semanalmente. Era como se com ele convivesse, porque
seus livros e artigos eram sua própria pessoa, em talento, em religiosidade.
Seus cursos teológicos realizados por correspondência constituem
uma prova cabal de sua força de vontade e de sua vocação,
salutar habito que alimentara durante toda a sua vida de ler e ler
muito, fazendo dos livros os seus MESTRES MUDOS.
71
Foi com esta visão panorâmica da realidade da vida que
buscou os estudos jurídicos, bacharelando-se em CIENCIAS JURIDICAS
E SOCIAIS, na Faculdade de Direito de Vitória, no
Espírito Santo, em 1934, com 41 anos de idade.
Deslocando-se para o Rio de Janeiro, pastoreou várias Igrejas.
Mas a sua vocação literária e jornalística o acompanhava sempre,
daí ter se tornado, de 1946 a 1964, agora com 71 anos, Diretor
e Redator do mais importante jornal evangélico brasileiro, O
JORNAL BATISTA.
Sua grande arma, alem da convicção religiosa, era a poderosa
força de sua linguagem falada e escrita.
Professor em Vitória durante muitos anos, alcançou em
1943, com 50 anos, uma das Cadeiras da Academia Espírito-Santense
de Letras e cujo DISCURSO DE POSSE revela o esplendor
de sua força literária e espiritual.
Almir Gonçalves, em termos de sua extraordinária obra,
merece ser melhor estudado, através de teses de Mestrado e Doutorado,
como um dos Monumentos Sagrados da literatura evangélica
nacional. Autodidata em Teologia, tornou-se ele, no entanto,
um dos principais nomes da Teologia Brasileira.
Tradutor de méritos, demonstrou sua habilidade para com a
língua estrangeira, ao defender tese de concurso em Vitória, sob
o titulo: A ERA ISABELIANA DA LITERATURA INGLESA.
Mas nem por isso, descuidou-se da língua pátria, daí seus artigos
na Imprensa de Vitória, com o titulo: ESTUDINHOS VERNÁ-
CULOS.
Autor de muitos livros e de várias traduções, entre os quais,
TEOLOGIA DE JESUS CRISTO, Almir Gonçalves foi um desses
vanguardeiros proféticos que veio do século passado, chegando
até nós para liderar o sonho de um jornalismo evangélico.
Pertenceu ele a uma elite batista, não de grau, fortuna, poder
ou titulo nobiliárquico, mas de inteligência, virtude e boas
ações.
72
Empreguei todos os esforços para fazer de minhas palavras
um testemunho de admiração por aquele que me antecedeu nesta
Cadeira 31.
E é com este estado de espírito que hoje ocupo esta tribuna,
elevado pelos fidalgos votos daqueles que, em me honrando,
fizeram-me seu confrade neste Silogeu de Imortais que é a ACADEMIA
EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL. (FOLHA
DE GOIAZ. Goiânia, 04.02.1983).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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(1) Mais sobre Almir dos Santos Gonçalves veja no site www.mariomartins.com.br
ou no livro MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL
EVANGÉLICO (Goiânia, Kelps, 2008, página 122).
A ORAÇÃO DE CORA CORALINA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Com o título “Oração do Pequeno Delinqüente” o SUPLEMENTO
CULTURAL DE O POPULAR publicou
interessantíssima prece de Cora Coralina, em que se destacam
estas palavras: “Meu Deus, ninguém me ensinou a rezar.
Minha mãe não tinha tempo. Desgastou sua paciência pela labuta
diária. Meu pai partiu de madrugada e só o víamos aos domingos,
estafado, incapaz de nos entender”.
73
A oração de Cora Coralina é perfeitamente válida, não somente
por sua beleza literária impar, mas também por mostrar
que uma das conseqüências das mudanças que se verificam em
todo o mundo é a desorganização social. Esta não é outra coisa
senão uma condição na qual a estrutura da sociedade se destrói
ou não cumpre eficientemente sua função.
Da desorganização social resultam sérios problemas que
ameaçam as instituições entre as quais a FAMILIA, que se compromete
com sistemas e métodos de educação cada vez mais distanciados
dos melhores padrões.
Haverá sempre a desorganização social quando certos fenômenos
considerados normais passaram-se a patológicos com alto
índice de crescimento, superando as taxas até então conhecidas.
Entre os fenômenos sociais como homicídios, suicídios, prostituição,
desemprego, desquite, divórcio que indicam o processo da
desorganização social, destaca-se a delinqüência juvenil.
Inspirado em muitos métodos modernos de pedagogia e da
psicologia do aconselhamento, um grupo de policial dos Estados
Unidos, sediado em Houston, Texas, formulou uma série de regras
que poderiam ser usadas pelos pais, caso desejassem fazer
dos seus filhos perigosos delinqüentes.
As normas, para uso dos pais, em número de onze, foram sugeridas:
1) Dê a seu filho, desde pequenino, tudo o que ele deseja.
Assim ele crescerá pensando que tudo no mundo é dele. 2) Se ele
disser palavrões, ria-se. Então ele pensará que é muito esperto. 3)
Não lhe dê nenhuma orientação moral: quando ele tiver 21 anos
escolherá por si mesmo. 4) Nunca lhe diga: “Não faça isso”, porque
ele criará um complexo de culpabilidade. Mais tarde quando
for preso por furto de auto, diga que a sociedade o persegue. 5)
Apanhe tudo o que ele deixar pelo chão. Assim ele estará certo,
sempre, de que os outros é que devem fazer as coisas. 6) Deixe-o
ler tudo. Esterilize a sua xícara, mas deixe que ele contamine o
espírito. 7) Discuta sempre diante dele. Quando seu lar desmo74
ronar, ele não estranhará nada. 8) Dê-lhe todo o dinheiro que ele
queira. Assim ele crescerá em sua inteira dependência financeira
sem saber como adquiri-lo. 9) Satisfaça também todos os seus
desejos, senão ele ficará frustrado. 10) Dê-lhe sempre razão: os
vizinhos, os professores, a polícia é que o perseguem. 11) Quando
ele estiver perdido, explique que nada lhe foi possível fazer, e
prepare-se então para uma vida de sofrimento e amarguras.
Estas normas formuladas pelos agentes da lei constituem significativa
advertência para os pais, sobretudo nesta época quando
há a tendência de identificar certas manifestações da delinqüência
juvenil e de outros problemas sociais com aspectos da vida
de Cristo, como está acontecendo atualmente com o movimento
jovem, denominado: “Jesus Cristo, precursor dos Hippies”.
Sabe-se perfeitamente que a rebeldia, a ânsia de independência
dos jovens são resultantes dos novos estilos de vida da
época e da omissão dos pais, permitindo uma orfandade existencial
dos menores e dos adolescentes.
Daí o apelo do Dr. Alves Garcia: “Que as autoridades se
mobilizem e alertem as famílias para menos “café-society”, menos
coquetéis, menos egoísmo e mais vigilância e cuidado com
os filhos. Que se restaure a autoridade familiar e que a educação
dos menores seja da responsabilidade dos pais e não do chefe do
bando da esquina ou do bairro, como está acontecendo”.
A oração do Pequeno Delinqüente de Cora Coralina é mais
uma voz que ergue no conturbado mundo moderno a favor do
menor abandonado que, conforme a própria Cora, sonha “com
um bife bem grande, um pastel enorme, um doce e uma fruta”.
Bendita oração, a de Cora, porque haverá de clamar aos corações,
falando mais alto do que a arbitrariedade, do que a cegueira,
do que os partipris, do que os sofismas que procuram, por
interesses mesquinhos e vantagens hedonísticas, destruir, ocultar
e manter os anseios de uma vida melhor e que poderia ser vivida
longe do pátio das Delegacias, mas perto das Escolas, dos Ali75
mentos, dos Brinquedos e especialmente da compreensão e do
amor que é o grande elo da vida ou como disse Bareal “o diamante
que risca todas as demais pedras preciosas”. (O POPULAR.
Goiânia, 30.10.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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A PROBLEMÁTICA HUMANA
NA SOCIEDADE URBANA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O processo de urbanização tão acelerado em que se encontram
algumas partes do mundo tem trazido excepcionais
vantagens, mas constitui também a causa de muitos problemas
com que se defronta o homem citadino. Quem é o homem
urbano? Somente o nascido na cidade ou todo aquele que nela
reside? O homem urbano não é só aquele que nasceu na cidade,
mas também o que nela se fixou e consequentemente assimilou e
foi assimilado pela cultura urbana.
De fato, a percentagem de imigrantes, em algumas cidades
latino- americanas, por exemplo, é maior do que a de naturais da
própria cidade. Deve-se isso ao rápido e crescente processo de
migração em curso em quase todos os países da América Latina,
especialmente.
76
Em virtude dos fatores de expulsão existentes no campo e
dos fatores de atração verificados na cidade, o abandono das áreas
rurais é uma constante, transformando as grandes cidades em
verdadeiras megalópoles.
Há uma diversidade de problemas a afligir o indivíduo na
sociedade urbana. Entre os problemas sócio-econômicos, destacam-
se: Baixo nível de vida, desemprego, sub-emprego, residência
escassa e inadequada, transporte aglomerado e caótico, além
das novas formas de comunidade.
Philip Hauser chegou a dizer: “O problema fundamental
em torno do qual giram todos os demais é, evidentemente, o
baixo nível de vida da população, que deriva em essência de um
baixo produto global”. No caso de campesino chegado à cidade,
a situação é ainda mais grave porquanto ele não vem preparado
para operar como trabalhador qualificado.
Há um verdadeiro mosaico de comunidades e o homem urbano
vive numa, trabalha noutra, diverte-se numa outra e estuda
em uma comunidade completamente diferente, o que significa
viver num mundo de associações e grupos secundários que cada
vez mais se alastram no contexto urbano.
O homem citadino enfrenta o problema das crises em que se
encontram as velhas formas de comunidade rural, povoados que
perderam sua vigência e predomínio, sem que outros fossem criados
para substituí-los. Em virtude dos sistemas anacrônicos de
circulação, os indivíduos gastam horas para se dirigirem ao local
do trabalho, o que significa perda de tempo e prejuízos para a saúde,
já abalada pelos problemas da poluição e da má alimentação.
O déficit de residências é grande, pois a própria cidade criou
uma riqueza, a mais valia imobiliária, que terminou por dar origem
aos famosos cinturões da miséria, localizados ao redor das
grandes cidades.
Entre os problemas familiares destacam-se: Desadaptação
familiar, desintegração familiar, tendência para a infidelidade,
77
má formação dos filhos. O processo da rápida urbanização repercute
notadamente na estrutura da família, pois a chamada comunidade
patriarcal, característica da sociedade tradicional, está
sendo substituída pela família nuclear.
A premência econômica que obriga pais e filhos a trabalharem
fora, além de provocar a indiferença, afeta a unidade familiar.
A diversidade e a comercialização dos meios de diversões, o
tamanho das cidades favorece o anonimato e contribui para que,
principalmente o homem, acabe acalentando outros interesses
sentimentais. Quando a estrutura familiar é afetada, a disciplina
afrouxa e a autoridade desaparece. Somando-se tudo isso ao abandono
moral e material, sem se falar no espiritual, tem-se o resultado
que são filhos mal formados, psicológica e moralmente.
Ao lado de tudo isso há os problemas psicológicos que se expressam
através da tendência à instabilidade emocional, da tendência
aos traumas e outros transtornos, além da falta de higiene
mental. Se bem que num ou noutro sentido todos somos instáveis
emocionalmente, o ambiente urbano propicia maior tendência
nesse sentido, devido às constantes pressões a que o homem desse
meio se vê submetido.
O contexto sócio-cultural em que se movimenta, choca-se
com sua personalidade básica determinando uma desadaptação
psicológica e até mesmo somática. O homem urbano por causa da
vida agitada que leva da profundidade e rapidez das mudanças e
do forte “stress” a que sujeito tem maior tendência para os traumas
e outras enfermidades psicológicas e mentais, que vão desde
a neurose até a psicose.
Ao lado dos distúrbios mentais e psicológicos de que padece,
o homem urbano enfrenta os problemas da patologia social, expressos
em fenômenos tais como: alcoolismo, prostituição e delinqüência
em suas diversas manifestações. Os serviços públicos de
higiene mental e profilaxia social para ajudar as vítimas desses males
ainda são muito escassos, especialmente na América Latina.
78
Entre os problemas culturais, destacam-se: Aculturação,
meios de comunicação de massa, espetáculos alienantes e pouca
difusão cultural em nível popular. O processo da urbanização
tem como uma das conseqüências a tendência à cultura de massa
em que o homem tende a ser uniforme, passivo e receptivo diante
de uma fonte comum de estímulos.
Na sociedade urbana, o fenômeno da aculturação chega a seus
últimos extremos, isto é, à assimilação do indivíduo pelo meio urbano.
Na área urbana, é decisiva e crescente a influência do rádio,
do cinema, da televisão e da imprensa. Esses meios de comunicação
contribuem para formar a personalidade radar, uma personalidade
dirigida de fora, mera receptora passiva de uma série de estímulos
e influências, sem a capacidade crítica, nem os controles
internos necessários para resistir àquilo que é alienante.
Encontrar a própria identidade cultural tem sido e continua
sendo um problema essencial, especialmente no mundo latinoamericano.
Para as classes populares, as quais, por seu baixo nível
econômico e por seu alto índice de analfabetismo, em algumas
regiões, se vêem marginalizadas dos benefícios da cultura, esta
em si, continua sendo um artigo de luxo.
A comercialização da diversão e o espírito lucrativo que predomina
nos empresários de espetáculos públicos nas cidades fazem
com que estes últimos não contribuam para melhorar o nível
cultural das pessoas, mas simplesmente para entretê-las e muitas
vezes aliená-las.
Os problemas espirituais e morais da sociedade urbana se
expressam através da proliferação de ideologias e seitas religiosas,
do alcoolismo, do vício em drogas, da pornografia, da corrupção
sexual, da decadência do cristianismo institucionalizado, etc.
O mundo vive atualmente uma efervescência revolucionária em
quase todos os sentidos, estimulada por várias correntes ideológicas
de caráter político e secular em geral, pelo que se pode afirmar
que a América Latina, especialmente, é uma terra de combate
ideológico.
79
As cidades são precisamente o meio mais favorável para a
difusão das ideologias, que pugnam por ganhar a mente dos latino-
americanos. Ademais, tem-se uma proliferação crescente de
seitas e cultos religiosos que complicam o panorama religioso. É
crescente a presença de cultos orientais e esotéricos, assim como
avivamento de atividades irracionais, tais quais horóscopos, quiromancia,
cartomancia e outras formas de ocultismo e superstição
que conduzem o homem urbano ao sincretismo.
Velho mal da sociedade, no entanto, é o alcoolismo que se
torna cada vez mais crescente. O vício em drogas, como a maconha,
a heroína, a cocaína atinge principalmente a juventude. A
tudo isso deve-se juntar a demanda cada vez maior de barbitúricos,
tranqüilizantes e outros psicotrópicos que são consumidos
pela sociedade adulta.
A onda de pornografia que invade a cidade é alarmante.
Consegue-se com mais facilidade a literatura pornográfica do que
o pão de cada dia. Por meio do sexo, por exemplo, se vende desde
casa até alfinete. Daí o aumento da prostituição, nas áreas urbanas,
das enfermidades venéreas, do aborto, assim como alguns
problemas sociais conexos, tais como mães solteiras e crianças
abandonadas.
Em termos de sociedade urbana latino-americana, quatro séculos
e meio de catolicismo não foram capazes, no sentido da palavra,
de cristianizar estes povos, como também o protestantismo,
com um século e meio de existência na América Latina não foi capaz
de formar uma sociedade justa, embora ambos, o catolicismo e
protestantismo tenham produzido conquistas sociais e espirituais
notáveis. O fato é que tanto um quanto o outro apresenta sinais de
estagnação, correndo o perigo de transformar-se em apenas uma
religião a mais. Essa realidade tem sido reconhecida e ambos estão
tratando de efetuar mudanças urgentes e radicais.
Embora se tenha destacado apenas o aspecto negativo da
sociedade urbana em relação aos problemas humanos, não significa
que se deixe de reconhecer as novas e muitas possibilidades,
80
além dos fatores que contribuem para a “humanização” da vida
humana conforme Harvey Cox que assinala o lado positivo do
isolamento, do anonimato e da mobilidade da vida urbana, em
seu livro A CIDADE SECULAR.
De fato a grande cidade tem dado à luz uma forma original
de cultura e em seu seio já começou a aparecer um tipo humano
totalmente singular. O mundo moderno tem que confrontar deliberadamente
a situação urbana moderna e aceitar seu desafio,
enfrentando essa nova realidade. Precisa estimular a conscientização
sobre os problemas que estão afetando a vida do homem
urbano, conhecendo-os de forma realista e profunda, com suas
manifestações e seus aspectos negativos e positivos. (O POPULAR.
Goiânia, 12.02.1978).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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A PROPÓSITO DE ESTATÍSTICA
DENOMINACIONAL
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Não fora o espírito estatístico que caracterizou os primeiros
missionários batistas norte-americanos nas terras
do Brasil, e não se teria hoje tão preciosas informações sobre
o rápido crescimento dos batistas brasileiros.
81
Esta preocupação quanto a números e dados é muito bem
expressa nos relatórios que os missionários enviavam para a junta
de Missões Estrangeiras da Convenção Batista do Sul dos Estados
Unidos, nos quais usavam títulos como: “Que dizem as estatísticas?”
“As estatísticas falam”, “Voz das estatísticas” e outras
de cunho numérico.
Aliás, seria algo curioso e agradável a leitura destes relatórios
em um livro de Memórias Missionárias, uma verdadeira miscelânea
de assuntos, não só como um documento de valor histórico-
batista em português, mas também como a expressão das mais
sublimes recordações do esplendor missionário no Brasil.
Foi com esta preocupação estatística que H. H. Muirhead,
dando o relatório anual da Missão do Norte do Brasil, que naquela
época compreendia a Bahia, Pernambuco, Manaus, Corrente
(PI), Sergipe e Maranhão, disse, usando uma série de quês:
“Que 91 igrejas trabalharam este ano para o Mestre, que 41
destas têm sustento próprio, que 59 cultuaram em seus próprios
templos, que os 39 pastores nacionais batizaram durante o ano
(1919) 731 convertidos, que nas 80 escolas dominicais matricularam-
se 4.177 alunos, que os 6.902 batistas do Norte do Brasil deram
durante o ano 48.785 dólares, que, embora nós sejamos grandemente
fracos em escolas literárias, as 33 escolas matricularam
durante o ano 1.243 alunos, que a nossa maior escola, o Colégio
Americano Batista, matriculou 502 estudantes durante o ano, que
o Seminário Batista do Norte do Brasil tem 34 alunos e a Escola
de Treinamento de Moças possui 30 estudantes” (H. H. Muirhead,
“Seventy-fifth Annual Report of the Foreign Mission Board
- Pernambuco Field.” Annual of the Southern Baptist Convention,
1920. Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce Company, 1920,
p. 224, 225.)
Como se vê, não há outro meio de medir a força de um trabalho,
senão por realizações, que no fundo, constituem um conjunto
de números e, portanto, a verdadeira identidade da estatística.
82
Referindo-se a uma oferta que fora levantada entre as igrejas
do Norte, disse H. H. Muirhead: “Se uma centena de pobres igrejas
composta de 6.000 batistas podem dar meio milhão de dólares
para a construção de templos, educação e beneficência e muito
mais para missões locais em 5 anos, quanto não dariam 10 milhões
de habitantes do Norte do Brasil, se fossem convertidos?”
Há nesta declaração do missionário, uma informação estatística
de grande valor, e daí a significação dos números.
É provável que não haja disciplina mais difamada que a estatística.
Dizem até que a humanidade, a esse respeito, dividi-se
em dois grupos: os que acham que os números provam tudo e os
que julgam que eles não provam nada. Deste modo, é aconselhável
que se ouça a resposta do provérbio inglês que diz: “Figures
don’t lie, but liars make figures” (Os números não mentem, mas
mentirosos fabricam números).
(JORNAL BATISTA, 01.04.1973).
A RAZÃO NO MUNDO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O espírito pensante, a mente, é a mais alta floração da
natureza. Tem sido designada de diversas maneiras,
reason, mind, geist, nous, logos e outras designações mais na história
da filosofia. Em certo momento da evolução, emerge o espírito
com férrea necessidade. Esta razão pensante se configura no
mundo e somente nele pode ter a sua realidade. Não se compreende
a razão desvinculada dessa realidade espácio-temporal. Um
83
dos lúcidos pensadores a aprender tal realidade foi Feuerbach,
autor de várias obras de importância, numa das quais comenta:
“Nossa razão se estrutura no espaço e no tempo. Ambos são os
primeiros critérios de práxis”.
O espaço não é de modo algum a negação da razão, que só
nele, encontra ponto a idéia. O espaço é a primeira esfera da razão.
Tempo e espaço são condições essenciais da razão, são leis
do ser e do pensamento. O ser é o próprio “continuum” espaçotempo,
de que, no fundo, o movimento é a propriedade imanente.
Não se compreende o Ser sem o devenir. O devenir é o processo
histórico do ser. É medida do devenir, de onde emergem novas
qualidades.
A consciência e a mente são novidades criadas pela evolução
emergente, uma evolução que agrega uma qualidade nova ao
existente, é o causal em um nível superior, em uma escala mais
elevada. A determinação do lugar é a principal determinação da
razão, sobre que se apóia toda determinação mais longa.
A razão e o espírito se configuram no mundo, e há também
um gradualismo e um aperfeiçoamento histórico desse espírito
pensante, que atinge a sua forma mais perfeita quando toma
consciência de si mesmo.
A forma apurada desse espírito pensante, da mente, são a
consciência de si e o próprio sentimento da essência da espiritualidade.
Daí o esclarecimento de Hegel: “Este espírito do ser
em si mesmo é a auto-consciência, a consciência de si”. Tal autoconsciência
de si é a forma mais elevada e progressiva do espírito
pensante na história universal, porém penetrar mais fundo nesta
realidade é invadir as temidas fronteiras da metafísica.
A razão é uma exigência Sui Generis que reduz as coisas dispersas
a uma ordem. É o instrumento que junta as partes para formar
o todo. A razão não é uma exigência qualquer de explicação,
que uma vez obtida, torna-se satisfeita e estática. É eternamente
insatisfeita porque está sempre á procura da verdade, que não é
84
uma presa fácil. É por isso que o homem é um eterno insatisfeito:
é que ele é ser racional. Está sempre pensando, procurando, observando,
experimentando, desejando, ouvindo, descobrindo.
Apesar disso a razão tem seus adversários, anti-razão, de que
fala K. Jaspers, no seu livro RAZÃO E ANTI-RAZÃO. Formam
a anti-razão: a cegueira, os partipris, os sofismas. Há muitas idéias
mortas pela anti-razão. Até os meios de divulgação estereotipam e
bloqueiam o indivíduo, matando na consciência, a razão. A antirazão
teme as mudanças porque lhe agrada o Status Quo. Luta-se
contra a razão com técnicas modernas, muitas vezes, de exacerbação
da vida emocional que, por sua vez, bloqueia todo o campo da
consciência, dopando racionalmente o indivíduo. (JORNAL DO
COMMERCIO. Recife, 06.10.1972).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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ATL PREPARA POSSE
DE NOVO ACADÊMICO
Mariá Soares*
A Academia Tocantinense de Letras (ATL) está distribuindo
os convites para a posse de Mário Ribeiro
Martins.
A solenidade vai acontecer no dia 05 de abril de 2002, no
Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil- Seccional do Tocantins-
em Palmas, a partir das 20:00 horas.
85
Martins vai ocupar a Cadeira 37, cujo Patrono é o Frei Dominicano
de Porto Nacional, José Maria Audrin.
Autor de dezenas de obras, entre as quais, DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE GOIÁS, FILOSOFIA DA CIÊNCIA,
SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL, CORONELISMO NO
ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS, Mário Martins é baiano de
Ipupiara, mas estudou em Morpará, Xique-Xique, Bom Jesus da
Lapa(BA) e no Recife, onde concluiu os seus estudos superiores.
Mudou-se para Goiás, em 1975, tornando-se co-pastor da
Primeira Igreja Batista e Professor da Faculdade de Direito de
Anápolis, bem como da Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão.
Em 1978, com 35 anos de idade, foi aprovado em Concurso
Público de Provas e Títulos, para Promotor de Justiça. Exerceu a
função em Abadiânia, Corumbá de Goiás e Anápolis.
Em 1996, foi promovido a Procurador de Justiça, tendo
exercido a função em Goiânia. Em 24.04.1998, aposentou-se como
Procurador, tendo vindo para o Tocantins, passando a residir em
Palmas.
Martins já redigiu o discurso de posse que vai ser distribuído
entre os presentes e que também pode ser visto em seu site
www.mariomartins.com.br (JORNAL DO TOCANTINS. Palmas,
23.03.2002).
MARIÁ SOARES é Jornalista, Redatora e Editora.
86
ASSOCIAÇÃO EDUCATIVA EVANGÉLICA
DE ANÁPOLIS E SUA INFLUÊNCIA
NA FORMAÇÃO NACIONAL
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Os séculos XVII e XVIII constituíram uma espécie de
“Idade Média” na história nacional. Portugal, dominado
pela Inquisição, tinha receio de que o liberalismo político,
religioso e educacional que havia alcançado a França, Inglaterra
e Alemanha chegasse também ao Brasil.
Em 1800, o cientista alemão Barão Von Humboldt foi impedido
de visitar o Brasil, porque poderia, segundo a ordem do governo
português ao seu delegado no Pará, envenenar a mente do
povo com as chamadas “novas idéias e princípios falsos” (A. R.
Crabtree, Baptists in Brazil. Rio de Janeiro: Baptist Publishing
House, 1953, p. 21).
A presença do elemento missionário no Brasil implicou na
necessidade de escolas que pudessem servir aos seus filhos e às famílias
que se iam convertendo. Tanto nas escolas públicas quanto
nas instituições particulares os filhos de protestantes eram obrigados
a participar das práticas católicas, e em muitas das escolas
não tinham acesso.
O que anteriormente aconteceu em outros Estados - a fundação
de colégios evangélicos - terminou por acontecer também
em Goiás, com o aparecimento de colégios protestantes, entre os
quais o colégio Couto Magalhães, em Anápolis, no ano de 1932,
com o mesmo espírito e objetivo dos demais, conforme se lê em
seu boletim: “Nasce então a idéia da instalação de uma escola
que educaria, ou melhor, que atenderia às crianças anapolinas
87
e ESPECIALMENTE AOS FILHOS DOS EVANGÉLICOS”
(Rinalva Cassiano Silva, Educandário Couto Magalhães. Anápolis,
1962, p. 17).
Tão marcante iniciativa coube ao Dr. Carlos Pereira de Magalhães,
filho do ilustre gramático Rev. Eduardo Carlos Pereira
que fundou a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil e cuja
gramática ultrapassou os limites do país. Seu filho que se formara
em Direito, em 1908, preferiu pregar o Evangelho, curar o povo
pela homeopatia e embrenhar-se pelo sertão goiano, onde, preocupado
com Escolas Dominicais, índios, plantações de eucaliptos
(de que foi o pioneiro em Goiás) e Evangelismo, terminou por
fundar um escola que recebeu o nome do grande general indianista
COUTO MAGALHÃES e cujas bases de funcionamento,
por inspiração dos Fanstone e dos Waddell, foram tiradas da célebre
Escola Americana de São Paulo.
Rapidamente tornou-se a instituição modelo do Estado e assim
cresceu irradiando e aclarando as mentes, até que, em 1941,
pelos esforços do Dr. James Fanstone (também fundador do Hospital
Evangélico Goiano) e do prof. Antonio Brasil, instalou-se o
curso ginasial que, ao lado do primário, normal e comercial, deu à
instituição uma verdadeira maturidade educacional, embora sem
o curso científico que só fora autorizado a funcionar em 1956,
graças aos esforços do Rev. Arthur Wesley Archibald, então diretor
da instituição.
Intimamente relacionado com o Colégio Couto Magalhães
está o pioneirismo da educação teológica em Goiás, através da
instrumentalidade do Rev. A. W. Archibald que fundou o Seminário
Bíblico Goiano, instituição pela qual têm passado alguns
batistas ilustres entre os quais o pastor Arildo Mota, Secretário-
Executivo interino da Convenção Batista Goiana, recentemente
nomeado para Missões Estrangeiras.
Uma nova etapa surgiu na vida do educandário Couto Magalhães
quando, em 1961, teve início a Faculdade de Filosofia
88
“Bernardo Sayão”, sob a direção do Rev. Richard Edward Senn,
conhecido pelo seu espírito reformador, numa homenagem ao
ilustre engenheiro morto durante a construção da estrada Belém-
Brasília, que tem seu “zero” quilômetro exatamente na cidade de
Anápolis. Com um corpo docente autorizado e sob a direção da
professora Alexandrina Passos, educadora de renome em todo o
Estado, a Faculdade de Filosofia oferece os cursos de História,
Pedagogia, Letras, Geografia, Ciências Sociais e Matemática.
Ao grande bloco educacional foi acrescido, em 1968, uma
outra unidade, a Faculdade de Direito de Anápolis (FADA) que,
sob a direção do Dr. Olimpio Ferreira Sobrinho, crente fiel e famoso
jurista no Estado, classifica-se como uma das mais autênticas
escolas de saber jurídico. Como se não bastasse surgiu em
1971 a Faculdade de Odontologia que, com um dos mais modernos
equipamentos da região, encontra-se hoje sob a direção
do Dr. Pedro Prudente, verdadeiro patrimônio do evangelismo
nacional.
Seguindo a política governamental de interiorizar o desenvolvimento,
a Universidade estendeu os seus raios de ação, fundando
já em 1975 a Faculdade de Filosofia do “Vale do São Patrício”,
na cidade de Ceres, onde também já existia o Colégio “Álvaro
de Melo”, pertencente ao mesmo complexo educacional.
Destaca-se o fato de que em todos os cursos oferecidos pelas
Faculdades são ministradas as disciplinas TEOLOGIA (4 semestres)
e CULTURA RELIGIOSA (2 semestres), numa perspectiva
evangélica.
É mantenedora deste conjunto de escolas - primárias, secundárias
e superiores - a Associação Educativa Evangélica, fundada
pelo Rev. A. W. Archibald, Dr. James Fanstone e outros,
em 1947, e cujos estatutos, em seus artigos 3º e 4º, dizem: “As
Escrituras Sagradas são a única e suficiente regra de fé e prática
da Associação Educativa Evangélica. Nas escolas mantidas pela
sociedade haverá orientação francamente cristã evangélica, sem
89
contudo forçar a consciência de qualquer aluno” (A. E. E., Estatutos.
Anápolis, p. 6).
Como organização evangélica que é, a referida associação
teve entre seus fundadores, um batista, na pessoa do pastor Severino
Araújo que não somente participou da fundação, mas também
fez parte da primeira diretoria eleita. Seus membros, em
número de 21, procedem das denominações consideradas estritamente
evangélicas e em plena comunhão com suas igrejas, e
são renovadas anualmente pelo terço, podendo haver reeleições,
existindo no momento entre eles três líderes batistas na pessoa
do Pastor Isaías Batista dos Santos, da Primeira Igreja Batista de
Anápolis, ultimamente reeleito presidente, Dr. Domingos Mendes
da Silva, da Igreja Batista de Ceres e Dr. Elon Gonçalves, da
Primeira Igreja Batista de Anápolis.
É, portanto, esta entidade, a Associação Educativa Evangélica,
registrada no Conselho Nacional de Serviço Social do MEC,
reconhecida de utilidade pública federal, estadual, municipal,
e mantenedora da futura Universidade Evangélica de Anápolis
que, sob a orientação dinâmica do seu Reitor, Rev. Nicomedes
Augusto da Silva, está instalada em prédios próprios, possuindo
uma propriedade tão extensa que teve de lotear um parte para a
construção da futura cidade universitária.
O mais significativo, no entanto, não é a colaboração da Associação
Educativa Evangélica com os poderes públicos no sentido
de melhorar as condições educacionais do povo, mas é a sua
preocupação com uma sadia formação religiosa e com a salvação
do povo brasileiro, conforme se lê no artigo 5º dos seus estatutos:
“Em todas as instituições mantidas pela sociedade realizar-se-ão
cultos religiosos diários, não como mera formalidade, mas para
proporcionar a todos oportunidades de sincera adoração a Deus”
(Ibid).
A influência da futura Universidade Evangélica de Anápolis,
seja em termos de protestantismo brasileiro ou no sentido de
90
formação nacional, tem sido marcante. De seus bancos têm saído
grandes nomes, hoje atuantes nos diversos setores da vida brasileira.
Sua contribuição para o desenvolvimento da educação no
Brasil revela a visão dos pioneiros, o marco protestante no país,
como testemunha Fernando Azevedo em A Cultura Brasileira,
e, sobretudo, constitui a certeza de que, no futuro, alcançará sua
justa e perfeita maioridade. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro,
27.04.1975).
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A VISÃO FILOSÓFICA
DE TOYNBEE
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A filosofia da história tem como MACRO-FACTUM de
estudo inteligível as próprias civilizações. O seu núcleo
intelectualmente mais apropriado de análise são as próprias civilizações.
O seu nascimento, a grandeza e o declínio, ou no linguajar
poético da metafísica spengleriana da história, a primavera, o
verão e o outono, o paralelismo possível da evolução das suas instituições
e da sua simbologia, a lei governadora da sua evolução,
constituem motivação conseqüente da sua análise.
O homem moderno, reclinado no alto da contemplação atual
da história da cultura e civilização milenares, vê o seu esplendor e
91
o seu declínio, a sua força e o seu ocaso, as guerras e as revoluções,
o esplendor das filosofias e das religiões, o cesarismo dos grandes
chefes, a miséria da plebe e o fausto dos ricos, a luta de classes e a
utopia do mundo melhor.
HEGEL dizia: “A história universal não é a base da felicidade.
Os períodos de felicidade são nela folhas vazias”.
Há um progresso do mundo? O mundo regride? A civilização
ocidental européia estaria condenada ao declínio que destruiu
outras civilizações outrora senhoras do mundo, como a dos
romanos, a dos gregos? Existe uma lei governadora da história?
Os filósofos da história procuram debater e responder a tais
perguntas, tão fascinantes quanto alucinantes. A filosofia da história,
no fundo, se desenvolveu para uma macro-sociologia ou
uma macro-história, com as suas leis de prospectivas, mas é difícil
separar as débeis fronteiras do macro-sociólogo ou do macrohistoriador
diante da filosofia da história.
Desde Hegel, tem ela um grande mestre. Outros pensadores
prosseguem a linha de debates. Brilham os nomes de Schweitzer,
Northrop, Danilewski, Berdiaff, Kroeber, Schubart e principalmente
dos mais conhecidos: Spengler, Soroki, Toynbee. Mais recentemente
a obra de Kahn e Wiener sobre o ANO 2.000 reflete a
mesma impulsividade profética dos filósofos da história.
O homem está evidentemente curioso do seu destino, da
motivação que fez florescer e provocou o destino das grandes civilizações,
e especialmente o destino e o fim que aguarda o moderno
mundo ocidental e europeu.
Arnold J. Toynbee, o mais expressivo FILÓSOFO DA HISTÓRIA,
nasceu em Londres e recebeu uma educação dos clássicos
gregos e latinos. Passou um ano como estudante na Escola
Arqueológica Britânica de Atenas, passeou por toda a Grécia, que
sempre foi motivo da sua admiração, e depois voltou a Oxford,
passando a lecionar história grega e romana, tornando-se, posteriormente,
especialista em assuntos internacionais.
92
Sua obra é realmente monumental e poucas obras tão vastas
e influentes foram publicadas na Inglaterra. Concebeu o projeto
de escrever um estudo interpretativo e crítico comparado das civilizações
intitulado UM ESTUDO DE HISTÓRIA, em 12 volumes,
obra clássica e fundamental na historiografia moderna.
Suas idéias foram popularmente divulgadas através de um
volume sintético que chegou a ser uma das obras mais vendidas
nos Estados Unidos, Toynbee escreveu e também viajou muito,
conhecendo o espírito do mundo moderno, pelos Estados Unidos,
Grécia, URSS, Japão, China, América Latina, incluindo o
Brasil e África.
No Brasil, a obra de Toynbee despertou o interesse e a crítica
de Pedro Moacir Campos e Paulo Dourado Gusmão, que trazem,
para os leitores nacionais, uma contribuição sintética proveitosa
para o conhecimento da obra do historiador inglês.
A posição com que Toynbee inicia o seu sistema é a visão
das civilizações como o MACRO-FACTUM da história. O estudo
da história não seria assim a descrição singular dos sucessos
contínuos no espaço ou no tempo, nem a história dos Estados e da
humanidade como uma unidade. As civilizações, como espécies
de sociedades, combinando características religiosas com outras
tantas territoriais e políticas, são o objeto próprio da história.
Numa visão filosófica, todas as civilizações podem ser consideradas
contemporâneas entre si. As civilizações têm porém um
ritmo de vida, que lhes é peculiar, mas sem chegar a confundir-se
com um processo puramente biológico ou casual-mecânico. Elas
surgem ou nascem, desenvolvem-se, chegam ao termo do seu
crescimento, permanecem num período de estagnação ou colapso,
passam à fase das perturbações e desintegram-se.
As civilizações surgem diretamente das sociedades primitivas
ou emergem de suas congêneres pré-existentes. Para Toynbee,
a origem de uma civilização não se deve nem ao fator raça,
nem ao meio geográfico, mas a uma combinação de dois elemen93
tos: a presença de uma minoria criadora em uma determinada
sociedade e a existência de um meio ambiente que não seja nem
demasiado favorável, nem demasiado desfavorável. O mecanismo
do nascimento da civilização é resultante de uma interação de
uma espécie de desafio e resposta.
Toynbee, analisando as civilizações antigas, observa que
são “as condições severas”, “a vida fácil é inimiga da civilização”.
Mas a extrema e insuperável adversidade não é favorável, pois o
desafio não deve evidentemente ultrapassar as limitadas possibilidades
humanas.
A obra de Toynbee representa a visão global do macro-sociólogo
e historiador, do filósofo da história e do pensador, com
uma contribuição crítica ao pensamento social e à sociologia histórica.
A genialidade do pensamento de Toynbee transcende e
supera os seus críticos. Mas os prós e os contras dos seus estudos
revelam a admiração e o impacto do seu pensamento.
Esta obra, além da sua densidade cultural, de um homem dedicado
à ciência e ao saber, de um sábio e de um filósofo, é ainda
um grande hino à marcha ascendente e vitoriosa da humanidade.
Para Sorokin, no entanto, toda a filosofia na história de Toynbee
é uma “teodicéia criadora que revela uma marcha ascendente
para o reino de Deus”. (O POPULAR. Goiânia, 25.03.1979).
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94
ALFABETIZAÇÃO E LITERATURA
NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A educação permanente oferece hoje, sem dúvida, o marco
no qual vai fundamentar-se a grande batalha da educação
contemporânea, tanto a nível de reflexão científico-pedagógica
quanto no nível da realização prática. Do ponto de vista
da reflexão científico-pedagógica, a educação permanente está
produzindo já - em todo o mundo um profundo movimento de
reforma dos sistemas e meios educativos, assim como das estruturas
que fazem possíveis.
Da perspectiva da realização prática, a educação permanente
tem sido definida como Educação sem fronteiras, sem limitações,
capaz e responsável, sua vez, de aglutinar qualquer contribuição
que no mundo da família, do trabalho incida no melhoramento
da pessoa, possibilitando uma vida mais humana numa sociedade
mais justa. Mas uma educação durante toda a vida, para todos os
homens e referente a todas as facetas do ser humano, isto é, educação
integral.
Como concepção e estabelecimento, a educação permanente
não é algo acrescentado à escolaridade, principalmente a obrigatória,
em qualquer de seus níveis, senão que deve apresentar-se
como princípio organizador de toda a educação.
Sem dúvida, é precisamente ao terminar a escolaridade
obrigatória, quando começa realmente e adquire seu sentido estrito
a educação permanente. O sistema educativo deve assegurar
a unidade do processo da educação e facilitar a continuidade do
mesmo ao longo da vida do homem, para satisfazer as exigências
95
da educação permanente que requer a sociedade moderna.
Ainda que todo o sistema esteja estruturado na ordem da
educação permanente como princípio organizador de toda a educação,
é preciso distinguir entre o período normalizado de idades
da estrutura educativa e, dentro do mesmo, o período de escolaridade
obrigatória e o resto da vida das pessoas como período com
permanentes possibilidades de educação.
Neste aspecto, afeta a mais de 60% da população de qualquer
país e ao longo de dois terços da vida humana. A educação permanente,
como realização prática, pode traçar-se a partir de várias
posições.
Podem, por exemplo, seguir estudos equivalentes a quaisquer
dos níveis educativos aqueles que, por qualquer razão, não
puderam cursá-los oportunamente e, por conseguinte, têm ultrapassado
as idades normais. Tem papel preponderante aí, como
fator de incentivo, a literatura de modo geral.
Trata-se, portanto, de incorporar ao sistema educativo ou
alcançar níveis equivalentes adquirindo os títulos acadêmicos e
profissionais correspondentes, precisamente a todos os que não
puderam em seu momento devido levá-los a cabo.
A divisão do sistema educativo adquire particular sentido
porque, em grande medida hoje, se orienta o cultivo de pessoas
que carecem dos mínimos padrões culturais desejáveis, isto é,
satisfazendo as necessidades de uma educação básica, cujos objetivos
essenciais poderiam sintetizar-se na possessão dos conhecimentos
básicos das diversas áreas que o permitam conhecer e
interpretar.
No domínio de técnicas instrumentais e desenvolvimento
de hábitos de trabalho intelectual que possibilitam uma continuada
auto aprendizagem; na aquisição da capacidade e hábito
de autoavaliar o próprio processo educativo, como meio de continuar
seu aperfeiçoamento de forma permanente estimando este
processo como um dever diante de si e diante da sociedade, como
96
caminho para lograr a autoestima e a estima dos demais.
Na valorização da dignidade pessoal e consolidação dos critérios
e atitudes que conduzam uma hierarquização de valores,
para dar um sentido superior a sua vida e satisfação, plenitude e
alegria a sua existência.
O aperfeiçoamento, a promoção, a atualização e a readaptação
profissional são também possíveis. Neste vertente profissional,
a educação permanente trata de conseguir, a qualquer nível,
a adaptação e ajuste do homem a sua profissão como modo de inserção
social, forma de protagonizar sua existência e meio digno
de obter o sustento para si e os seus.
Trata-se da constante colocação de objetivos no âmbito profissional,
mediante a informação atualizada de tecnologias e métodos
de trabalho, assim como a adequada assimilação dos avanços
tecnológicos que facilitem, em seu caso, as trocas de emprego
ou a readaptação profissional.
A promoção e a extensão cultural, a qualquer idade e em
todo momento, são perfeitamente possíveis. O objetivo da educação
permanente é conseguir a assimilação da cultura de nosso
tempo, de sorte que possibilite a criação e o desenvolvimento de
seus próprios recursos de vida, o gosto estético e uma explicação
e compreensão racional do mundo atual.
Uma constante sensibilização que permite entender e interpretar
pessoalmente os acontecimentos de nosso tempo e racionalizar
as opções e atitudes das pessoas. Na verdade, tudo isso
só é possível, se houver, de um lado, a alfabetização como infraestrutura,
e do outro, uma visão da vida, do homem e do mundo,
pelo contato constante com a literatura, como instrumento de
alargamento dos horizontes.
A assimilação e compreensão favorecem o conhecimento de
si mesmo e o desenvolvimento da madureza pessoal baseada numa
segurança emocional, sentido da eficácia, prestígio, autoaceitação e
em conseqüência, boa saúde mental, em qualquer idade da vida.
97
Todos estes aspectos têm de ser encaminhados na preparação
para um comportamento convivencial e comunitário de integração
e participação no que “fazer social” baseado no uso da
liberdade humana.
Conseguir isto supõe a obtenção de uma atitude responsável
e renovadora, de participação ativa na vida comunitária. O desenvolvimento
do sentido de pertencer à comunidade local, nacional
e internacional fomentando o espírito de convivência, solidariedade,
compreensão e cooperação; revisão de opiniões, atitudes,
prejuízos, feitos ou situações que falseiem ou tergiversem a ação
conjunta social fazendo surgir formas e opções em função das
classes, religião, raça, profissão, etc.
Todos estes objetivos da educação permanente de adultos
devem estar presentes para a obtenção da situação educativa em
que o adulto se desenvolve e que são as seguintes: o caráter totalmente
voluntário, livre, de pleno assentimento pessoal aos objetivos,
conteúdos e técnicas de trabalho em que o processo educativo
se desenvolve; as carências educativas, devidas, tanto ao rápido
avanço científico e tecnológico quanto à crescente distância que,
entre gerações, vão estabelecendo às modernas e profundas reformas
educativas; sua condição de ser já comprometido por suas
experiências que orientam de algum modo seu comportamento,
frente à condição de ser disponível própria do indivíduo.
Os programas educativos, os esquemas organizativos e técnicas
didáticas que se usem, deverão centrar-se em aspectos eminentemente
formativos, tais quais, o domínio da capacidade de
expressão, o desenvolvimento da capacidade de pensar e raciocinar
corretamente, além da possessão de técnicas de trabalho individual
e em grupo.
Indubitavelmente, a alfabetização num conceito mais ou
menos amplo é a base de todo processo educativo e neste aspecto,
a educação permanente de adultos supõe e comporta como fase
prévia, uma alfabetização bem lograda. Até agora o conceito de
98
alfabetização era um conceito restringido à consecução do domínio
das técnicas instrumentais mais elementares da cultura, tais
como a leitura, a escritura e o cálculo, que possibilitava o acesso
à comunicação escrita e à utilização de expressões culturais mais
simples, porém que sem dúvida, constituem a base para a continuação
do processo educativo.
Dentro do contexto da educação permanente de adultos e
dentro da dinâmica educativa atual, compartilhamos a opinião
de que o conceito de alfabetização deve ser ampliado no sentido
de domínio das técnicas instrumentais e básicas para alcançar
o desenvolvimento da capacidade de pensar, raciocinar e tomar
postura ante os problemas que a vida apresenta.
Neste sentido, evidentemente, se orienta o cultivo total da
pessoa, seja qual for o meio ambiente, profissional, familiar ou
comunitário em que se desenvolve, superando amplamente qualquer
pragmatismo econômico. Isto não quer dizer que o processo
educativo não apareça com um fato altamente rentável e condicionante
básico de todo desenvolvimento social e econômico.
A estratégia da alfabetização se edifica sobre uma base amplamente
realista e eficaz, intimamente conexionada com a realidade
sócio-cultural que circunda o adulto, e, tende a facilitá-lo
desde o primeiro momento, com esquemas, marcos de referência,
modelos, ideais e informação suficiente que o permitam participar
ativamente não só em seu próprio melhoramento, senão e essencialmente
na promoção dos grupos primários e comunitários
em que se inserta.
Dentro do contexto que aqui se apresenta, entende que a
alfabetização supõe o conseguir, de forma ótima, os objetivos de
uma educação básica generalizada, com um nível suficiente e satisfatório,
de acordo com as características específicas da idade
e condição do adulto. A não alcançar isto, a alfabetização cairia
reduzida a um meio formativo praticamente encaminhado e intimamente
relacionado à utilização desses sujeitos no esquema
99
da produção agrícola e industrial e não a seu desenvolvimento
humano que o permitia optar em sua promoção pessoal e profissional.
Há de se assinalar que no momento atual a alfabetização
dentro do contexto da educação permanente de adultos, abarca a
um ingente número de pessoas, já que os índices de analfabetismo,
na maioria dos países, permanecem mui elevados, inclusive
segundo as estatísticas mundiais, embora se observe que a percentagem
de analfabetos tenha diminuído.
O intento de eliminar o analfabetismo e de conseguir altos
níveis educativos para todos, alcança uma dimensão social
que transcede a qualquer concepção o princípio individualista.
Desenvolvimento pessoal e desenvolvimento social estão intimamente
unidos e se condicionam mutuamente. Neste sentido,
como objetivo social de nosso tempo, a educação tem de enfrentar
a passagem de uma sociedade prevalentemente fechada a uma
sociedade aberta.
A alfabetização no contexto da educação permanente e esta,
no contexto de uma estrutura educativa aberta, se converte na
base de todo o processo educativo, porém no caso dos adultos, é
o único cominho para que possa alcançara as possibilidades que
lhes oferece o sistema educativo e que não puderam utilizar nos
anos iniciais de sua vida.
A acelerada transformação e o conseqüente desgaste dos conhecimentos,
sinal característico de nosso tempo, outorga à educação
permanente um significado, talvez mais importante, como
meio imprescindível para uma boa comunicação entre os adultos
e as jovens gerações.
Por isto é necessário que os adultos se sensibilizem ante a
educação permanente, não só em termos de alfabetização, mas
também em termos de conhecimentos literários, não somente
como mera questão profissional, como às vezes se quer contemplar,
senão mui especialmente como meio para não cair antiquados
num mundo de mudanças e poder.
100
Comunicar com os jovens de sua sociedade, fazendo com
que estas diferenças geracionais sejam menos possível e que, por
profundas que cheguem a ser, se mantenha uma comunicação
que permita o diálogo e evidente a estridência destas diferenças.
A alfabetização e a literatura no contexto da educação permanente
constituem um alvo imprescindível para se conseguir
uma convivência mais humana e, como se tem dito, é condição
prévia para a amizade, a estabilidade e a compreensão entre os
homens. (O POPULAR. Goiânia, 29.01.1978).
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AMBIENTE E POLUIÇÃO.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Nenhuma pessoa responsável permitiria que um menino
de seis anos, por exemplo, fumasse nove cigarros diários.
Quem o fizesse ou consentisse seria qualificado de monstro
e imediatamente se duvidaria do equilíbrio de suas faculdades
mentais.
Cientistas alemães, depois de tenazes e laboriosas investigações,
têm comprovado que as crianças que nessa idade iniciam
sua vida escolar em zonas de forte concentração industrial da República
Federal Alemã inalam cada dia uma quantidade de substâncias
cuja toxicidade equivale à substância derivada do consu101
mo dos citados nove cigarros.
Pouco se pode fazer, porque é a própria sociedade procriadora
que engendra este caldo de cultivo de mobilidade e estimula
um ambiente que pode ser fatal. Infelizmente a sociedade não
pode ser internada para seu tratamento e cura. Os investigadores
comunicam cifras aterrorizadoras.
Na região de Rhin-Main, por exemplo: o raquitismo afeta a
uns 15% dos recém-nascidos, enquanto em outras regiões chega
a duplicar esta percentagem. A humanidade constrói ao tempo
em que destrói. O homem até parece um lobo voraz frente a seus
semelhantes.
Eis aqui algumas das conclusões a que chegam os cientistas
alemães: “o ar se converte para os seres humanos em um gás
nocivo, aumentam as enfermidades do aparelho respiratório - o
câncer da traquéia ou do pulmão, as infecções cardíacas, a própria
vegetação, esses pulmões verdes tão necessários às grandes urbes
modernas, está em transe de imediato desaparecimento”.
O problema é tão alarmante que o professor Gerhard Preuschen
vaticina que num futuro próximo poderá faltar o ar para
respirar, como conseqüência de uma séria alteração da relação
oxigênioanhiidrido carbônico na atmosfera se não for combatido
eficazmente o mal, se não for evitada tão perniciosa e negativa
evolução.
Porém, como fazê-lo? Não é fácil responder a esta pergunta.
Parece evidente que a ameaça se apresenta sobre toda a humanidade,
com escassas distinções ou discriminações desde que se
busquem fórmulas através de uma estreita cooperação internacional.
Escutei, faz alguns anos, um dito popular que esconde atrás
de um aparente desenfado, boas doses de patetismo resignado:
“Respire profundo uma vez, tussa três vezes e terá um pedaço de
carvão na mão”. A situação é bem distinta da que se pode comprovar,
por exemplo, em Berlin Ocidental, com mais de dois mil
102
hectares de espaços verdes e lagos remansados. Porém o caso de
Berlim só se pode contemplar como exceção no conjunto dos países
industrializados.
O mal é examinado de diversos ângulos em busca de uma
adequação terapêutica de conjunto. Um dos enfoques é precisamente,
o econômico. O professor Alvarez Rendueles, em recente
conferência, argumentou: “Os economistas não têm dedicado
demasiada atenção ao tema relativamente recente. Diversos motivos
têm proporcionado esta situação de esquecimento de uma
questão de tanta importância como é a qualidade ao ambiente.
O ar e a água não têm sido considerados fatores escassos. O ambiente
tem sido considerado como um elemento de propriedade
comum”.
Todas estas circunstâncias têm variado e hoje existe um interesse
generalizado pelas questões de ambiente, tanto no terreno
teórico, como nas propostas e aplicações de medidas de política
econômica. Os impostos podem desempenhar um papel muito
importante como corretores dos problemas da degradação do
meio ambiente. De fato, países como Estados Unidos, Canadá e
República Federal Alemã já utilizam este instrumento com resultados
positivos.
Uma idéia que encontra cada dia mais raízes é a de que todo
aquele que contamine o ambiente deve pagar em proporção ao
grau de incidência de suas atividades.
Em Ruhr, por exemplo, para evitar a poluição das águas,
está vigente há mais de meio século um sistema de impostos estabelecidos
sobre os desperdícios e as águas utilizadas e posteriormente
revertidas, pelas empresas localizadas às margens dos rios.
Com o produto destas taxas se financia a instalação de estações
depuradoras coletivas.
O problema, no entanto, não está resolvido. Resta muito por
fazer e deve ser feito logo, porque está em jogo algo transcendental:
A sobrevivência humana.
103
Jean Gionro escreveu: “Eu sei bem que é preciso satisfazer a
uma população em contínuo crescimento que quer sempre mais
carros e bens de todas as classes. Porém, isto não é o essencial. O
essencial é viver num mundo que não nos faça vomitar”. (DIÁ-
RIO DE PERNAMBUCO. Recife, 28.06.1974).
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ANTOLOGIA DESTACA
LETRAS ANAPOLINAS
Lucélia Cunha*.
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O escritor e professor Mário Ribeiro Martins, membro da
Academia Goiana de Letras, está colocando nas livrarias
um livro que é importante contribuição ao conhecimento da
historia e atualidade das letras de Anápolis.
Trata-se de LETRAS ANAPOLINAS, que engloba a produção
em verso e prosa praticada por ilustres filhos de Anápolis.
O autor, Promotor de Justiça, Professor Universitário e ensaísta,
ingressou recentemente na Academia Goiana de Letras, quando
foi saudado pelo Acadêmico Jaime Câmara:
“Mario Ribeiro Martins chega à Academia Goiana de Letras
com uma bibliografia interessantíssima. Poderia falar sobre
inúmeras facetas da vida e obra deste jovem, todas convergentes
para um único vértice - o aprimoramento cultural, que inclui,
104
desde o brilho com que exerce o Ministério Publico e o Magistério
Superior, até o destaque, na sua geração como um intelectual
sedento de novos conhecimentos”.
Na apresentação que fez Jaime Câmara do novo membro da
AGL, destaca-se o fato de ser Mario Ribeiro Martins da estirpe
dos homens que enchem a sua época, “pelas qualidades que possuem,
pela atividade que desenvolvem, pelos serviços que prestam
à coletividade. São expoentes da cultura, repositórios da sabedoria,
da inteligência, do talento, da criatividade. São homens
simples, na maioria das vezes, mas de uma imensa grandeza de
coração. Mario Ribeiro Martins, que hoje transpõe os umbrais da
Academia Goiana de Letras, é um desses homens”.
Apresentando o livro LETRAS ANAPOLINAS que acaba
de sair dos prelos da Gráfica e Editora O POPULAR, o escritor e
acadêmico José Mendonça Teles enfatiza que as boas ações continuam
medrando em Anápolis:
“Medram, crescem e têm o poder de atrair os homens de
pensamento que chegam fascinados com o clima e a hospitalidade
da Terra das Antas- Jarbas Jayme, Arlindo Costa, Jovelino
de Campos, Gastão de Deus, José Lourenço Dias, Paulo Rosa,
Basileu Pires Leal, Ursulino Leão, José Sizenando Jayme, Paulo
Nunes Batista e Moacyr Salles. Pertencente a varias entidades
culturais do Brasil e exterior, Mario Ribeiro Martins, ensaísta,
filosofo, biografo, critico literário, professor universitário, já conquistou,
pelo seu trabalho serio e construtivo, a admiração de todos
os goianos”.
Comentando LETRAS ANAPOLINAS, diz José Mendonça
Teles: “É uma antologia que fica e há de ensebar-se nas mãos
do tempo, pois, só se conhece a história de uma cidade depois
que se conhece dos homens que a cantaram em prosa e verso. E
Anápolis é privilegiada, pois nesses últimos anos dois importantes
trabalhos literários vieram realçar a sua vida- HISTÓRIA DE
ANÁPOLIS, de Humberto Crispim Borges e ANÁPOLIS, SUA
105
VIDA, SEU POVO, de Haydée Jayme Ferreira, notáveis historiadores
goianos e filhos ilustres da cidade. E agora, LETRAS
ANAPOLINAS, de Mario Ribeiro Martins, contendo rico material
informativo e literário, completa o levantamento históricoadministrativo
e cultural da Manchester Goiana”.
“Simples, modesto, sem alarde, Mario Ribeiro Martins vai
construindo o seu universo literário com a publicação de obras
importantes que refletem a inquietação de um moço diante do
mundo em constante movimentação, com as bruscas e amargas
transformações e, como testemunha de seu tempo, acredita na
força da criação literária, como medida capaz de conduzir os homens
às universalidades da cultura e do pensamento, conforme
perfilei em meu livro GENTE & LITERATURA”, finaliza José
Mendonça Teles. (O POPULAR. Goiânia, 05.10.1984).
LUCÉLIA CUNHA é jornalista, colunista social, redatora,
editora.
AS TROMBETAS DO CAPELÃO GOREN
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O conflito árabe-israelense, que tantas viagens, entrevistas
e desgostos tem dado a Kissinger e ao mundo inteiro,
tem em seu fundo, heterogêneas complexidades. Através da
História e desde a antiguidade, essas duas raças têm convivido,
porém jamais se entendido e nem o transcurso dos séculos conseguiu
diminuir os ódios mútuos.
106
Jerusalém é o foco de múltiplos problemas religiosos. Quando,
durante a guerra dos Seis Dias, Israel conquistou a parte da
Cidade Santa que era ocupada pela Jordânia, falou-se com insistência
de que os Judeus reconstruiriam o templo que sonhou
Davi e edificou seu filho Salomão para depositar debaixo de suas
abóbadas a Arca da Aliança.
Destruído tão histórico monumento tem-se crido em distintas
oportunidades que a suprema aspiração do povo hebreu se
concentra em fazê-lo, como proclamam em suas pregações, ainda
que o rabino Eisenberg tenha escrito que essas orações se fazem
de maneira convencional e ritualística ou, pelo menos, só com a
intenção simbólica.
A reconstrução do templo de Jerusalém, segundo essa autoridade
religiosa, não depende em nenhum caso dos homens.
A realização do propósito encontraria dificuldades teológicas
insuperáveis, porque provocaria uma multidão de questões
que o judaísmo atual não saberia resolver, especialmente quanto
à natureza do culto litúrgico que seria preciso restaurar. Trata-se,
ademais, de uma questão que não preocupa, nem apaixona aos
hebreus e que as hierarquias religiosas não querem enfrentar. As
belíssimas mesquitas de Omar e o Aqsa que se acham no antigo
solar cercando o templo, beneficiam o judaísmo ainda que indiretamente.
Alguns textos hebraicos contêm a promessa de que o futuro
terceiro templo descerá do céu completamente edificado e em sua
virtude. Considera-se que o mais razoável e litúrgico é aguardar
que a promessa se cumpra. Israel arriscaria tudo se pretendesse
modificar a situação atual dos Lugares Santos. Nem todos os judeus
pensam deste modo e alguns encontram poderosas razões
para anelar a imediata reconstrução.
Sua mais dolorosa tristeza é haver perdido o rito maior com
que no templo se comemorava o Roch Hachanah ou Ano Novo
- e dez dias depois - o Yom-Kippur ou dia do Perdão. Nesta oca107
sião era enviado ao deserto um bode expiatório simbolicamente
carregado com todos os pecados de Israel e que se convertia no
réu do castigo.
Desde a destruição do monumento salomônico o rito do
bode emissário tem sido evocado frequentemente, porém não
em forma tangível e concreta, senão imaginada. Dizem os judeus
que, mesmo sendo injusta a acusação de que a eles se devem todos
os pecados do Ocidente, reconstruir o templo seria restabelecer
aquele tradicional rito com o fim de que os bodes emissários expiassem
os erros cometidos.
A grande maioria dos judeus crentes - cada dia há mais agnósticos
- ao contemplar o atormentado destino do povo hebreu
adverte as multidões fazendo analogias com os sinais premonitórios
que na Bíblia assinalam o fim dos tempos.
Fato muito significativo foi que quando os soldados, no curso
da guerra dos Seis Dias, chegaram ao Muro das Lamentações,
o Capelão Goren fez soar as trombetas ou mais corretamente, o
chifre de um carneiro pai. Esta evocadora iniciativa resumia os
sentimentos de numerosos judeus, que criam com firmeza que os
feitos que caracterizam a História do Estado de Israel indicam e
revelam seu caráter messiânico.
Na noite do passado 12 de setembro os judeus entraram no
ano 5.734 de sua era, segundo seu cômputo tradicional que coincide
com o advento dos tempos bíblicos e se ajusta, mais ou menos,
aos acontecimentos históricos. A antiga sociedade hebraica conheceu
diversos calendários e o Talmund cita quatro “Anos Novos”:
o civil, que começa na primavera, o do gado - paga do dízimo - no
outono, o da arboricultura, no término do inverno, e o religioso
(primeiro de tichri) que sucede cair entre o 6 e o 5 de outubro,
porque depende do calendário astrológico (sol e lua) judeu.
O texto bíblico não fala do Ano Novo, senão do Dia das
Campanhas. Na tradição hebraica, o Roch Hachanah se denomina
Dia do Juízo e Dia da Recordação. Até o século XVI substituiu
108
unicamente o Ano Novo religioso, uma das duas grandes comemorações
do judaísmo, a outra é o Yom-Kippur, Dia do Perdão.
Uma corrente mística impôs no século XVI o Ano Novo
das árvores, para o qual se criou um ritual específico com numerosos
símbolos inspirados ou tomados da Cabala. Tal festividade
tem hoje em Israel uma multidão de manifestações populares e
cada indivíduo tem de plantar uma árvore, porém sem significação
religiosa.
O genuíno Ano Novo se comemora nos dois primeiros dias
de Techri, porque a tradição exige que a festa se celebre por partida
dupla. Sua significação é essencialmente espiritual.
O rito do Ano Novo transcorre em ambiente dramático. O
judaísmo concede à vida um valor absoluto porque o homem tem
de servir a Deus e a cada jornada está obrigado a conduzir uma
Luz distinta, até que a morte termine sua missão. “Os mortos -
disse o salmista - não louvam o criador”.
Em conseqüência uma vez no ano o tema da morte é a meditação
máxima da comunidade e se traduz em grandes pregações
que assinalam a fragilidade da vida humana. Durante as cerimônias
do Ano Novo, nas roupas litúrgicas é indispensável o branco,
cor do sudário, porém o que dá maior impressão aos ritos da
sinagoga, até criando uma atmosfera angustiosa, é o persistente
sonido do chifre do carneiro, que vai acentuando os diversos atos
do ofício.
É um sonido repetido e prolongado, de uma só nota a “tekia”,
outro de três notas mescladas as “chevaim”, e um sobremaneira
estrondosa de nove notas, a “terva”. Significam, respectivamente,
“início”, “ruptura” e “tremor”.
O Dia da Recordação tem como interpretação que todas as
ações humanas são pesadas na presença de Deus. O Dia do Juízo indica
a sorte dos homens no ano que vai vir e se apresenta como um
grande livro aberto onde tudo está escrito e onde os seres humanos
vivos passam diante de Deus como um rebanho ante seu pastor.
109
A buzina que fez soar Goren quando os soldados israelenses
chegaram ao Muro das Lamentações não se interpreta como a
grande chamada que marca “o fim dos tempos”, porque nenhum
acontecimento estritamente histórico pode cumprir as completas
promessas da mística hebraica que no século X expunha a
grande teologia de Gaon Saadia. Afirmou este que a trombeta
soará em dez solenes ocasiões, uma das quais será para reunir os
ausentes. “E acontecerá naquele dia: se tocará a grande trombeta
e virão os perdidos na terra da Assíria e os dispersos na terra do
Egito e se prostrarão ante Jeová no monte santo de Jerusalém”
(Isaías 27:13).
As circunstâncias em que têm vivido os súditos de Israel
explicam suas inquietações religiosas. O petróleo dos países árabes
lhes tem imposto uma transição, demonstrando-lhes que esse
carburante move também o motor da História. (JORNAL BATISTA.
Rio de Janeiro, 07.04.1974).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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ASPECTOS DE UM RELATÓRIO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Já em 1907 se podia ter uma visão impressionante do que
seria o futuro do trabalho batista no Brasil. Denominado
pela Junta de Richmond como país sob dominação papal, ao lado
110
da Argentina, Itália e México, o Brasil ocupou naquele ano o primeiro
lugar em termos de crescimento evangelístico.
Um relatório animador e ao mesmo tempo comparativo foi
apresentado pela “Comissão sobre Campos Papais” à Convenção
Batista do Sul dos Estados Unidos: “O número de igrejas organizadas
sob nosso controle em todos estes países (Brasil, Argentina,
Itália e México) é de 166. As congregações onde a pregação é feita
mais ou menos regularmente chegam a 295. Temos nestes países
76 missionário, 64 pastores nacionais e 62 evangelistas. O número
atual de membros é de 6. 679. Enquanto há 166 igrejas organizadas
e 295 congregações, há somente 56 templos. Em todos
estes campos há 110 Escolas Dominicais e 21 escolas primárias.
Achamos que o número total de batismos durante o ano em nosso
trabalho de Missões Estrangeiras atinge cerca de 2.239. Destes
um pouco mais da metade ocorreu nos campos papais.” (“Papal
Fields”, Sixty-second Annual Report of the Foreign Mission Board,
Annual of the Southern Baptist Convention, 1907 Nashiville,
Tenn.: Marshall & Bruce Company, 1907, p.2).
Depois destas informações gerais, a referida comissão particularizou
o Brasil, dizendo: “840 batismos dos 1.180 verificamos
nos quatro países papais foram realizados no Brasil. Este país parece
ser nosso campo fértil para espalhar a semente da verdade”
(Ibid, p. 3). Como se vê, do total de batismos realizados em todos
os campos da junta de Richmond, 27% resultaram do Brasil e dos
realizados nos campos papais, este país entrou com 70%.
No mesmo relatório, a comissão teceu considerações sobre
as dificuldades da pregação do Evangelho em países católicos,
acentuando: “Nos campos papais nossos missionários combatem
não somente o Romanismo em sua pior forma, mas também o
Socialismo que é ainda mais fatal. Roma oferece mais morte do
que vida aos países onde ela domina.” (Ibid).
Em seu relatório à Convenção Batista do Sul dos Estados
Unidos, disse a Junta de Missões Estrangeiras: “Um movimento
111
está de pé para começar um colégio no Brasil. Em conexão com
isto, desejamos fortalecer nosso trabalho teológico. Precisamos de
pastores nacionais bem treinados para o rápido desenvolvimento
da causa neste país.” (“Our Missions”, Sisty-second Annual
Report of the Foreign Mission Board, Annual of the Southern
Baptist Convention, 1907 Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce
Company, 1907, p. 70).
A partir de então o trabalho batista no Brasil teve crescimento
rápido. Aquela desconfiança que chegou a caracterizar a
Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, antes do relatório
do general A. T. Hawthorne em 1880, desapareceu completamente.
O que aconteceu no Brasil, portanto, nos primeiros anos do
trabalho batista foi a ratificação dos três aspectos positivos apresentados
pelo general à referida convenção: “Primeiro, o governo
é justo e estável... Segundo, o povo é cortês, liberal e hospitaleiro...
Terceiro, o clima é ameno, a terra elevada e salubre...” (A. R.
Crabtree, História dos Batistas do Brasil Vol. I (Rio de Janeiro:
Casa Publicadora Batista, 1937, p. 42). (JORNAL BATISTA. Rio
de Janeiro, 12.11.1972).
BILHETE ECUMÊNICO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O chamado movimento ecumênico apresenta duas faces
completamente diferentes: O PONTO DE VISTA
EVANGÉLICO e O PONTO DE VISTA CATÓLICO. Do
ponto de vista evangélico, o ecumenismo pode representar uma
expressão de verdade, de amor e de sincero desejo de união com
112
outros grupos religiosos para um objetivo comum: a glorificação
de Cristo.
Não se pode negar que há evangélicos de tendência ecumenista
muito bem intencionados, e talvez por isto, enganados
quanto ao ecumenismo mal intencionado da maioria ou totalidade
de católicos. A culpa, neste caso, não é dos bem intencionados
evangélicos, mas da má-fé da Igreja Católica Romana, que
ao definir sua concepção de ecumenismo, o faz teoricamente, não
colocando em prática os princípios fundamentais de sua posição
ecumênica.
Do ponto de vista católico, portanto, o ecumenismo é uma
farsa. Foi o melhor argumento de que a Igreja de Roma lançou
mão para investir contra o destemor evangélico na pregação da
Palavra de Deus.
A prova do pseudo-ecumenismo católico está na abertura
de novos trabalhos batistas em campos pioneiros. Que falem os
obreiros que são acossados nas áreas longínquas deste país, onde
o poderio católico ainda é fulminante.
Em pleno século do ecumenismo, a perseguição religiosa
dos ecumenistas não é feita por prisões, queima de bíblias, templos,
etc., mas pela filosofia (porquanto é só teoria) de que “tudo
é a mesma coisa”. Se “é a mesma coisa” por que não permitir ou
dificultar a abertura de trabalhos evangélicos em certos lugares?
Por que fazer campanhas contra instituições evangélicas? Por que
perseguir professores evangélicos nas escolas públicas, colégios,
universidades, etc.?
Há poucos meses um grande professor presbiteriano, lente
de Inglês numa das Universidades de Pernambuco (1), foi informado
de sua dispensa da Faculdade através de um BILHETE
ECUMÊNICO, para não dizer pseudo-ecumênico, que apresentava
a seguinte justificativa da dispensa: “DISPENSADO POR
DISTRIBUIR BIBLIAS NA UNIVERSIDADE”. (grifo nosso).
113
É que o bom mestre evangélico pertencente ao grupo dos Gideões
Internacionais costuma deixar nas Universidades, Hospitais,
Hotéis e outras entidades a Palavra Viva e Eficaz. Aquela escola,
porém, não está interessada na Bíblia, mas no ecumenismo.
A dispensa de um professor de gabarito intelectual, didática
e moralmente pelo simples fato de distribuir bíblias (assim
reza o documento) é a maior e melhor prova do esvaziamento do
conteúdo ecumênico, e principalmente, a demonstração de que
existe má-fé nos arraiais católicos com esta maravilhosa estória
do ecumenismo.
É verdade que o movimento ecumênico não teve a sua origem
entre os católicos, mas entre os protestantes, o que credencia
os romanos a usarem o ecumenismo como arma de acomodação
religiosa.
Perante uma delegação russa que o procurou reclamando a
inflação, em 1917, disse Lenine: “A inflação trabalha para o comunismo
e realiza em meses a pirâmide dialética que Marx imaginou
ser possível em apenas um século”. Parodiando, poder-seia
dizer do movimento ecumenista: O ecumenismo trabalha para
o catolicismo e realiza em meses o que a Igreja Romana jamais
imaginou ser possível em um século. (JORNAL BATISTA. Rio
de Janeiro, 03.06.1973).
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(1) Tratava-se da Universidade Católica de Pernambuco e o docente era o Professor
Robinson Cavalcanti.
114
CARTA DE UM SEMINARISTA
(Gilberto Freyre)
Mário Ribeiro Martins*
Com o titulo acima, o jornal A MENSAGEM, do Recife,
de 15.03.1919, publicou uma carta do grande estudioso
brasileiro GILBERTO FREYRE, quando ainda estudante na
Universidade de Baylor, nos Estados Unidos.
Embora Gilberto já estivesse em Baylor, a carta é oriunda
de Fort Worth e mais do Seminário Batista (considerado o maior
do mundo), datada de 28 de dezembro de 1918. Trata-se do Seminário
Batista do Sul dos Estados Unidos, conhecido como SOUTHWESTERN
BAPTIST THEOLOGICAL SEMINARY, Fort
Worth, Texas.
Há certas coisas interessantes neste documento. O motivo
de Gilberto ter ido ao “Seminary Hill” é uma delas. Ele mesmo
disse: “Dois motivos trouxeram-me aqui. Visitar o meu bom
amigo R. S. Jones (1) que está no Seminário e ouvir Billy Sunday.
A visita a Jones valeria por si só. É um belo camarada. Espera
seguir para o Brasil como missionário”.
Quanto a Billy Sunday, disse Gilberto: “E Billy Sunday?
Minha “trip” a Fort Worth vai me custar uns 7 ou 8 dollars. Mas
não me arrependerei de os ter gasto. Estou gozando da boa companhia
de Jones. Ficarei conhecendo mais uma cidade- a segunda
em importância do Texas-Billy é hoje o pregador de mais larga
popularidade no mundo inteiro. Basta dizer que foi elle quem fez
cahir de joelhos em New York, cem mil pessoas. Em Fort Worth,
começou a pregar há 5 (cinco) semanas. Tem havido uma média
de cem (100) decisões por noite. Hontem à noite, houve umas
300 (trezentas). Quando ontem à noite, ele falou com carinho do
grande Spurgeon- o maior pregador que o mundo tem visto- lembrei-
me de que há uma certa semelhança entre os dois- ao menos
115
na fidelidade com que Billy prega as grandes doutrinas do cristianismo
e que era uma das características do pregador inglês”.
Depois de tecer outros elogios a Billy Sunday, acentuou o
missivista: “Elle ora como se Deus estivesse na frente delle... Prega
as doutrinas da graça, da salvação pessoal, da redenção, etc.,
na sua pureza evangélica. Vê-se que elle lê o Novo Testamento...
Porem lê a Bíblia e se baseia nela, na velha Bíblia, sem a mácula
do “Higher-Criticism”, apresenta a sua pregação poderosa. Comparado
a ele como pregador, Gipsy Smith some-se.
À primeira vista ou melhor nos primeiros minutos, Billy
desaponta. Sua voz soa mal, quase como um realejo desafinado.
Passam-se os 5 minutos de decepção. Billy solta um grito, avança
para o auditório, num movimento brusco, violento, inesperado.
Criticam-lhe alguns puritanos a gesticulação, os movimentos
desordenados, a teatralidade de maneiras. Mas quase sempre
quando ele faz um gesto brusco- trepa a uma cadeira ou sobre o
púlpito, avança, recua, levanta a perna direita, ergue os braços
com violência- é para soltar uma frase surpreendente.
Penso que a melhor maneira de fixar impressões de Billy
Sunday é desenhar a pena algumas de suas atitudes. É o que faço.
Observe nos 4 (quatro) cartões. 1) Billy Sunday orando. 2) Billy
Sunday subiu na cadeira e gritou MOTHERS, OH MOTHERS.
3) Billy Sunday avança como se fosse saltar da plataforma. 4) Billy
Sunday grita ESTE ESCRAVO É VOCÊ.
Creio que os desenhos dão uma idéia do maneirismo de Sunday,
maneirismo que arranha a dignidade de certos eclesiásticos.
Envio-lhe com os 4 (quatro) cartões desenhos, uma fotografia do
Pregador Sunday. Desejo guardá-los como lembrança e por isso
peço que m’os devolva”.
Finalmente escreveu Gilberto Freyre: “Estou gozando a
minha estada aqui nesse belo Seminary Hill... O Seminário está
distante da cidade. Há cerca de 300 (trezentos) estudantes no Seminário
e Training School. A vida corre agradável. Visitei hoje
116
e tive boa palestra com o Professor de Missões, Knighe. É jovem
inteligente e preparado. Eu o quisera ver no Brasil como missionário”.
Em outro trecho, ele diz: “Espero que todos ahi tenham tido
um Natal alegre. Eu vou indo bem e estou pronto para o novo
“quarter” que começará terça-feira vindoura. Carta anterior dirigida
a meu irmão Wlysses informa de como me fui nos exames.
Melhor que esperava. Às vezes...porque outras vezes...
Veja, por exemplo, essa correspondência do Brasil... Nem
Santa Claus teve a lembrança de uma carta de casa ou mesmo um
simples postal que multiplicaria por mil a alegria do meu Natal.
A propósito: recebi um magnífico presente de festas. Deram-mo
os ARMSTRONG. É um livro de impressões da América do Sul,
publicado recentemente, com ilustrações a cor que o tornam belíssimo.
Ainda não o li de fio a pavio, o que farei logo que volte a
Waco. Dir-lhe-ei então a minha impressão”. (CARTA DE UM
SEMINARISTA. Recife, A MENSAGEM- 15 de março de 1919,
página 05). Esta matéria foi reproduzida no JORNAL DO COMMERCIO.
Recife, 25.10.1972.
NOTA: Na verdade, em abril de 1918, Gilberto Freyre viajou
para os Estados Unidos, não propriamente para o Colégio
Bethel, consoante foi mencionado por H. H. Muirhead no seu
Relatório, mas para a Universidade de Baylor, em Waco, Texas,
passando a freqüentar a SEVENTH AND JAMES BAPTIST
CHURCH, de onde tomou novos rumos.
Tudo isto depois de ter sido influenciado por alguns professores
de Antropologia da famosa Universidade Batista de Baylor
que o desestimularam de seguir o Ministério Evangélico, fazendo
com ele voltasse as vistas para o campo de Ciências Sociais e Literatura,
nas quais, posteriormente, se formou, seguindo depois
para a Universidade de Columbia e mais tarde, para Sorbone, de
onde recebeu, muitos anos depois, o titulo de DOUTOR HONORIS
CAUSA, que foi assim justificado pelo Professor Marcel
117
Durry, Deão da Universidade e cujo relato se encontra no livro
CASA GRANDE & SENZALA, “atribuindo o grau de Doutor
Honoris Causa desta Sorbone que ele freqüentou adolescente. A
Gilberto Freyre, queremos não somente prestar uma homenagem
ao profundo Sociólogo que trouxe técnicas novas e abriu vias inéditas
às ciências do homem, mas também ao humanista que vem
trabalhando de todo coração e que continua a trabalhar para a
reconciliação entre raças e o amor entre os homens”.
Deve ser lembrado, do ponto de vista evangélico, que a Gilberto
Freyre se deve o nome da Escola de Trabalhadoras Cristãs
(hoje Seminário de Educadoras Cristãs), na Rua Padre Inglês, no
Recife, em substituição ao titulo inglês TRAINING SCHOOL.
Seu livro TEMPO MORTO E OUTROS TEMPOS poderia
esclarecer melhor esta fase da vida de Gilberto, mas não o faz, embora
apresente trechos de um diário de sua adolescência e primeira
mocidade, compreendendo o período que vai de 1915 a 1930.
Neste diário, ele revela que sua mãe se comovia ao ver homens
apertando a mão do filho, em sinal de arrependimento, depois
de suas pregações na Igreja Batista e após os apelos religiosos que
fazia (2). (CORREIO DO PLANALTO. Anápolis, 19.08.1980).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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(1) O autor nunca conseguiu identificar melhor quem era esse amigo de Gilberto, R.
S. Jones, embora tivesse conversado com vários missionários sobre o assunto e ele
mesmo estivera no Brasil como missionário, eis que para aqui veio em 1920 e trabalhou
durante vários anos.
(2) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada
(e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé.
Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife,
118
Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto
Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais
longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica
Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles
constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo
na adolescência.
CENTENÁRIO DE CRISPINIANO
TAVARES EM GOIÁS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Comemorou-se, neste 7 de setembro de 1983, o CENTENÁRIO
da presença de CRISPINIANO TAVARES,
em Goiás. Trata-se de uma data histórica não somente pela importância
literária de Crispiniano, mas especialmente por marcar
o primeiro contato do escritor com a terra e o povo goiano.
Na verdade, em 07 de setembro de 1883, Crispiniano Tavares
encaminhava à Companhia de Mineração Goiana, na pessoa
de seu Presidente, Comendador Antonio da Costa Chaves Faria,
o seu relatório referente às lavras auríferas no Município de Meia
Ponte (Pirenópolis), na Serra dos Pirineus Goianos.
O relatório do Engenheiro de Minas, Crispiniano Tavares,
publicado na Revista de Engenharia do Rio de Janeiro e datado
de 07.09.1883, revela não apenas a capacidade do técnico, do geólogo,
mas também sua vocação literária, num verdadeiro “doublé”
de esteta e literato.
Nascido em Ilhéus, na Bahia, em 28.10.1855, deslocou-se
aos 15 anos de idade, para o Rio de Janeiro, onde estudou por
conta da Coroa Imperial, como PROTEGIDO DE D. PEDRO
119
II que durante 10 anos o ajudou. Após os primeiros passos com
o Prof. Vitório da Costa, matriculou-se na Escola Politécnica do
Rio de Janeiro, transferindo-se, em 1877, com 22 anos, para a
Escola de Minas, em Ouro Preto, onde se formou 3 anos depois,
com 25 anos de idade.
Engenheiro de Minas e Geólogo, Crispiniano Tavares utilizava
suas horas de folga para estudar o homem e seus costumes.
Depois de passar pela região de Abaeté, instalou-se em Uberaba,
Minas Gerais, como alto funcionário da Estrada de Ferro Mojiana,
onde também continuou a escrever poesia e prosa.
Seu primeiro contato com Goiás, no entanto, se deu, quando
em 1883, com 28 anos, realizou pesquisas geológicas de minerais
em Silvânia e Pirenopolis, estudos estes publicados em revistas
especializadas da época.
Mas o DR. CRISPIM, como era carinhosamente chamado,
permaneceu em Uberaba, por muito tempo e lá foi tudo: Engenheiro,
Geólogo, Agrimensor, Jornalista, Escritor, Poeta, Professor,
Filósofo e Cientista apaixonado.
Na “QUINTA DA BOA ESPERANÇA”, Chácara Modelo
por ele fundada e em que residia, em Uberaba, realizou as mais
brilhantes pesquisas no campo da Fitologia e da Zoologia, escrevendo
ali, grande parte do seu livro CONTOS INÉDITOS que só
seria publicado em 1910, quatro anos após a sua morte.
Tal o seu dinamismo que chegou a fundar o jornal MINAS
ALTIVA, cujo único redator, compositor e impressor era ele mesmo.
Idealismo, assim, só o de Tobias Barreto, que de 1875 a 1882,
publicou um jornal em alemão, o DEUTSCHER KAEMPFER,
na pequenina cidade de Escada, em Pernambuco, cujo único redator,
compositor, impressor e leitor era ele mesmo, porque ninguém
na cidade sabia alemão.
Seu amor por Goiás era tal que em 1904, dois anos antes de
sua morte, deixou Uberaba em lombo de burro e foi às nascentes
do Rio Araguaia, onde realizou os mais significativos estudos.
120
Foi, entretanto, em Rio Verde, Goiás, que faleceu CRISPINIANO
TAVARES, no dia 12.02.1906, com 51 anos de idade,
após ser tocaiado e receber um tiro de espingarda, em virtude de
um triângulo amoroso.
É que se envolveu com a mulher de seu auxiliar José Bento
de Godoy. Este, sabedor do fato, pela vizinhança, resolveu tocaiálo,
o que de fato fez. Mas, José Bento de Godoy, depois de dar
um tiro de espingarda no Dr. Crispim, terminou recebendo um
balaço, falecendo imediatamente. Dr. Crispim foi preso, mas não
resistiu aos ferimentos e morreu na prisão.
Lamentavelmente, as poesias românticas de Crispiniano
Tavares, foram destruídas pelo Engenheiro Glycon de Paiva, seu
sobrinho, que as julgou atentatórias à memória de sua tia Antonia
Felicíssima Tavares, esposa de Crispiniano.
Caracterizado por um estilo claro e simples, Crispiniano
Tavares registrou ditados e frases, de aspectos interessantíssimos
em Goiás, sem descuidar-se da linguagem técnica. Tais expressões,
porem, não lhe conseguiram tirar a inspiração literária e o
gosto pelas pequenas historias que fizeram dele o primeiro CONTISTA
GOIANO. (TRIBUNA PIRACICABANA. Piracicaba,
SP, 08.10.1983).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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CENTO E CINQUENTA E NOVE
ANOS DE CURSOS JURIDICOS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A fundação dos CURSOS JURIDICOS NO BRASIL
ocorreu a 11.08.1827. Na verdade, a mais importante
conquista da intelectualidade brasileira, após a independência
política de 07.09.1822, foi a INSTALAÇÃO DOS CURSOS JURIDICOS
E SOCIAIS, como foram inicialmente denominados.
A gloriosa e sempre lembrada Lei de 11 DE AGOSTO DE
1827, não significa apenas a criação da Escola de Direito em
Olinda, Pernambuco e do Curso de Direito, em São Paulo, mas
representava também a verdadeira CARTA MAGNA de nossa
independência cultural. E POR QUE?
Porque se deslocava de Coimbra para o Brasil, o antigo e
único CENTRO OFICIAL de formação do nosso ensino, agora
ampliado num sentido fortemente progressista.
O Ensino Superior no Brasil não foi uma dádiva ou concessão
do alto, não desceu do Rei ou do Governo, mas representou
uma luta da própria nacionalidade, o ideal de uma revolução de
intelectuais mineiros, anseio permanente das elites culturais da
Colônia.
A instalação dos Cursos Jurídicos no Brasil não se deu, sem
que antes tivesse havido altíssimos e violentíssimos debates culturais
na Constituição de 1823, na Assembléia Ordinária de 1826
e no Senado em 1827, quando se discutiu a localização inicial dos
cursos, bem como o avançadíssimo currículo para a época.
Assim é que Olinda e São Paulo se transformaram em dois
grandes centros culturais do país. Para Olinda, se dirigiam os es122
tudantes do Norte e Nordeste. Para São Paulo, os estudantes do
Sul e Sudeste, alem das demais regiões do Brasil.
Devidamente criada, a Faculdade de Direito de São Paulo
começou a funcionar no dia 01 de março de 1828, no Convento
de São Francisco. A Faculdade de Direito de Olinda, por sua vez,
iniciou suas AULAS no dia 15 de maio de 1828, no Mosteiro de
São Bento, tendo como primeiro Diretor, o mineiro de São João
Del-Rei, Dr. Lourenço José Ribeiro.
Em termos de Corpo Docente, o preenchimento das primeiras
Cadeiras, foi de livre escolha do Governo, isto é, sem concurso
público, e recaiu sobre ilustres personalidades, todas elas devidamente
formadas pelas Universidades de COIMBRA, PARIS,
ALEMANHA e INGLATERRA, cuja CONDITIO SINE QUA
NON, para o exercício do magistério, era ser nacionalista e progressista.
Faço aqui um parêntese para dizer que outras Escolas Superiores
já existiam no país, tais como: ACADEMIA DA MARINHA
(1808), ACADEMIA DE MEDICINA DA BAHIA (1808),
ACADEMIA REAL MILITAR (1810), ACADEMIA DE MEDICINA
DO RIO DE JANEIRO (1813), além de várias outras.
O Império, meus amigos, concedeu-nos algumas Escolas de
Ensino Superior, porém não nos ofereceu nenhuma UNIVERSIDADE.
Tanto é que a primeira Universidade Brasileira foi a
UNIVERSIDADE DE MANAUS (1909) e depois a UNIVERSIDADE
DO PARANÁ (1912) e só a seguir a UNIVERSIDADE
DO RIO DE JANEIRO (1920) e a UNIVERSIDADE DE SÃO
PAULO (1934).
Observe-se, no entanto, o fato de que vários paises da América
do Sul, econômica e demograficamente menos importantes,
tiveram suas Universidades quase quatrocentos anos (4 séculos)
antes de nós ou para ser mais preciso, 358 anos antes de nós.
Veja-se que a Universidade de São Marcos, no Peru, foi fundada
em 15 de maio de 1551, a Universidade do México (1556), a
123
Universidade da Argentina (1613), a Universidade da Venezuela
(1725), a Universidade do Chile (1743), a Universidade do Uruguai
(1840) e assim por diante.
Tal a nossa situação, em termos de Ensino Superior, que
em 1864 ou seja 37 anos após a instalação dos Cursos Jurídicos
no Brasil, as DUAS FACULDADES DE DIREITO E UNICAS
EXISTENTES NO PAÍS (Olinda e São Paulo) tinham apenas
826 alunos matriculados, quase o correspondente à Faculdade de
Direito de Anápolis hoje (1986).
Tantas eram as dificuldades que o Barão de Cotegipe gastou
33 dias viajando entre Salvador e Olinda, quando foi estudar naquela
Faculdade de Direito.
Mas tudo isso era o resultado de uma herança política e cultural,
cheia de adversidades. Basta notar que, em 1772, o Governo
Português, para substituir os jesuítas que tinham sido expulsos
do Brasil, em 1759, contratou professores particulares para o ensino
das primeiras letras no Brasil.
E como eram pagos tais professores? Eram pagos com o
SUBSIDIO LITERÁRIO. E o que era o SUBSIDIO LITERARIO?
Não era outra coisa senão o resultado do IMPOSTO de
um REAL que se cobrava sobre CADA BARRIL DE CACHAÇA
VENDIDO.
Quando foi proclamada a INDEPENDENCIA, em 1822, alguns
Estados, como AMAZONAS, PIAUI e SANTA CATARINA
não possuíam nenhuma Escola Primária. E Goiás, particularmente,
já possuía 5 CADEIRAS ou seja 5 PROFESSORES. Para
cada 1000 (mil) habitantes existiam, em 1822, 900 (novecentos)
analfabetos, isto é, 90% da população nacional.
Pois bem, foi nesse contexto sócio-politico-cultural-educacional,
em que, 5 (cinco) anos depois, surgiram as Faculdades de
Direito de Olinda e São Paulo.
Vale salientar, no entanto, que o primeiro documento legislativo
sobre o Ensino Superior no Brasil, foi a CARTA DE
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LEI, de 11 de agosto de 1827, que criava as duas Faculdades de
Direito. Tal Lei sancionada por D. Pedro I e referendada por José
Feliciano Fernandes Pinheiro (Visconde de São Leopoldo).
E foi esta semente lançada em Olinda e São Paulo que se
transformou nesta extraordinária arvore, que é o Ensino Jurídico
Brasileiro, formado hoje (1986) por cerca de 150 Faculdades de
Direito, oficialmente reconhecidas em todo o país.
Mas a CARTA DE LEI, de 11 de agosto de 1827, apresentava
aspectos interessantíssimos, um deles, é que as Cadeiras criadas
pertenciam a “9 LENTES PROPRIETÁRIOS” e a “5 LENTES
SUBSTITUTOS”, com o ordenado anual de 800 mil réis e
jubilação após 20 anos de serviço.
As duas (2) Faculdades, porem, Olinda e São Paulo, estabeleceram
o mais salutar dos intercâmbios entre Professores e
Alunos.
Assim é que JOSÉ DE ALENCAR iniciou-se na Faculdade
de Direito de São Paulo e transferiu-se para Olinda. CASTRO
ALVES fez diferente: iniciou-se em Olinda e transferiu-se para
São Paulo.
O mesmo fenômeno ocorreu entre os professores. José Bonifácio,
o Moço foi Professor em Olinda, depois em São Paulo.
Pedro Cavalcanti foi de São Paulo para Olinda.
Mas a CARTA DE LEI, de 11 de agosto de 1827, estabelecia
também o Currículo dos Cursos de Direito, entre cujas disciplinas
se encontravam: LATIM EM PROSA E VERSO, INGLES
E FRANCES EM PROSA E VERSO, RETORICA E POETICA,
entre outras.
Consoante a mesma Lei, dois Graus eram concedidos: BACHAREL
FORMADO e o de DOUTOR. Este com defesa de
tese, era titulo indispensável para se tornar Professor da Faculdade
e ter direito à INSIGNIA DOUTORAL, que era uma Borla
Encarnada que os professores deveriam trazer na mão quando
das solenidades escolares.
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Assim, as Escolas de Direito de Olinda e São Paulo significaram
o começo de vida nova no ambiente cultural do Brasil.
Daí por que a juventude brasileira que desejava se preparar para
os postos de governo, para os cargos de governo, para os cargos
de administração, da política, da magistratura, do jornalismo, da
critica, dos debates públicos corria para um daqueles dois núcleos
de ensino jurídico.
Olinda e São Paulo, através da duas Faculdades, foram por
assim dizer, os grandes e fecundos laboratórios das maiores reformas
de base no Brasil. Na área política, resultou a Republica. Na
área social e econômica, resultou a Abolição dos Escravos.
Assim se desenvolveu a Cultura Jurídica Brasileira, nos Cursos
Jurídicos de Olinda e São Paulo, transbordando do quadro
restritivamente jurídico para o literário, o filosófico, o político,
o social, na animadíssima vida intelectual daqueles dois núcleos
espirituais da nacionalidade.
Mas a outra grandiosa etapa de nosso desenvolvimento jurídico,
complementar da fundação dos cursos jurídicos, foi a fundação
já no Rio de Janeiro, do Instituto da Ordem dos Advogados
do Brasil. Tal fundação se deu no dia 07 de agosto de 1843 ou seja
16 anos após a fundação dos cursos jurídicos e cujo objetivo era
“organizar a ordem dos advogados, em proveito geral da ciência
e da jurisprudência”.
Seu primeiro Presidente foi o Conselheiro Francisco Gê
Acaiaba de Montezuma. Montezuma já tinha sido fundador do
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Rio de Janeiro,
em 1838. Na época, conseguiu a aprovação do sábio e liberal Imperador
D. Pedro II para a organização do novo Instituto que se
instalou exatamente no dia 07 de setembro de 1843.
Mas, se Montezuma foi o fundador do Instituto dos Advogados,
o verdadeiro CONSOLIDADOR foi Francisco Ignácio de
Carvalho Moreira, a quem coube a expansão do Instituto, com as
filiais de Olinda e Salvador e a partir de 1930, presente em todos
os Estados do Brasil.
126
Porem, não podemos nos esquecer aqui das Faculdades Livres
de Direito que, embora não sendo governamentais, estão
umbilicalmente vinculadas à fundação dos cursos jurídicos de
Olinda e São Paulo.
Coube ao grande mestre LEONCIO DE CARVALHO criar,
a 19 de abril de 1879, o ENSINO LIVRE NO BRASIL, portanto,
PARTICULAR, na tentativa de quebrar o monopólio do Governo
Imperial. E naquele ano (1879), vale relembrar, o Recife já
tinha cerca de 112.000 (cento e doze mil habitantes), enquanto
São Paulo era um pequenino e atrasado burgo de 30.000 (trinta
mil pessoas). E foi neste contexto que se criou o ENSINO SUPERIOR
PARTICULAR no Brasil.
No entanto, só em 15 de abril de 1891, é que foi instalada
a primeira FACULDADE LIVRE DE DIREITO NO BRASIL.
Primeiro, na Bahia e depois no Rio de Janeiro, exatamente os
dois grandes centros que se sentiram desprestigiados com a instalação
dos cursos em Olinda e São Paulo. Logo a seguir, em 1892,
veio a Faculdade Livre de Direito de Minas Gerais, seguindo-se
as de outros Estados.
Eis aqui, em rápidas pinceladas, uma visão panorâmica da
fundação dos cursos jurídicos e sociais no Brasil, semente que foi
lançada em 1827 e que se transformou neste monumento que é o
DIREITO BRASILEIRO.
Saiamos daqui, meus nobres colegas, como CAVALEIROS
andantes da JUSTIÇA, para viver a própria vida dramática e
eterna do Direito, lutando, resistindo, sangrando, irmanando,
congraçando, desarmando as consciências, santificando a lei, na
proteção impessoal da liberdade.
Assim, como é preciso cultivar o amor para colher a esperança,
é TAMBEM PRECISO cultivar o Direito e a Justiça para
colher a Paz.
Finalmente, dir-se-á como os latinos: OMNIA SUB LEGE
ET CONSTITUTIONE (TUDO E TODOS, SOB O IMPERIO
127
DA LEI E DA CONSTITUIÇÃO), para garantir a paz, a liberdade
e a ordem, indispensáveis ao bem-estar da Sociedade. (BOLETIM
DA AGMP. Goiânia, março/abril de 1987).
ATENÇÃO: Esta conferência foi pronunciada no auditório
da Faculdade de Direito de Anápolis, em 11 de agosto de 1986,
nas comemorações do DIA DO ADVOGADO.
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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CONHEÇA MELHOR
GILBERTO FREYRE
Tácito da Gama Leite Filho*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Sobre Gilberto Freyre temos lido e ouvido muita coisa.
Nas Enciclopedias lemos o seguinte: Sociólogo, professor
e escritor brasileiro. Nasceu em Recife, no ano de 1900, estudou,
do Jardim de Infância ao Ginásio, no Colegio Americano
Gilreath, de orientação protestante batista e, aos 18 anos, foi para
os Estados Unidos, onde cursou a Universidade de Baylor e em
seguida a Columbia.
No livro CASA GRANDE & SENZALA, temos o relato do
Deão da Sorbonne, Prof. Marcel Durry: “Atribuindo o grau de
Doutor Honoris Causa desta Sorbonne, que ele frequentou ado128
lescente, a Gilberto Freyre, queremos não somente prestar homenagem
ao profundo sociólogo que trouxe tecnicas novas e abriu
vias inéditas às ciencias de Homem, mas tambem ao humanista
que vem trabalhando de todo o coração, que continua a trabalhar,
para a reconciliação entre raças e o amor entre os homens”.
E no mesmo livro, tambem lemos as seguintes palavras de
João Guimarães Rosa: “Gilberto Freyre, homem de espirito e ciência,
sistematizador, descobridor, grande crítico e artista. Sabe
ver, achar, pensar, inventar e por a reviver, remexer, experimentar,
interpretar, alumiar, animar, influir, irradiar, criar, mestre.
Mas seu estilo macio e falador, à vontade e imediato, exato e espaçoso,
limpo e coloidal, personalíssimo e público, embebido de
tudo e tão eficazmente embebedor- já por si- daria para abrigar a
nossa admiração”.
Ainda o mesmo livro, apresenta a sua obra, cantada em versos,
por Manuel Bandeira:
“CASA GRANDE & SENZALA,
Grande livro que fala
Desta nossa leseira brasileira”.
Na vultosa obra, ainda encontramos os seguintes informes:
A obra de Gilberto Freyre já foi adptada para o Teatro, Drama
em três Atos, de José Carlos Cavalcanti, Rio, Serviço Nacional do
Teatro. Alem do mais, esta obra foi traduzida em diversos idiomas,
dada sua importancia e repercussão.
No campo da música, o famoso compositor capixaba Lourenço
Barbosa fez em 1961, uma suite nordestina, cujo 4º movimento
se intitula CASA GRANDE & SENZALA.
Em festejos populares, a Escola de Samba Estação Primeira
de Mangueira, para o Carnaval de 1962, inspirou-se em CASA
GRANDE & SENZALA, dramatizando boa parte do contexto,
sob a forma de poema, musica e dança populares.
No prefácio do livro de Diogo de Melo Menezes, um dos biógrafos
do Mestre de Apipucos, intitulado GILBERTO FREYRE,
129
Monteiro Lobato diz o seguinte: “Gilberto Freyre tem o destino
dos grandes esclarecedores”.
Realmente, em relação à história sociológica do Brasil, ele
aclareou e esclareceu. Ao pensarmos, porem, em sua vida no inicio,
ou seja, em sua adolescência, só muito tempo depois é que o
destino permitiu-lhe esclarecê-la.
Gilberto Freyre sempre procurou ocultar a fase de sua vida
cristã batista. Com má vontade, somos levados a crer, deixou vir a
lume o livro TEMPO MORTO E OUTROS TEMPOS que contem
trechos de um diario de sua adolescencia e primeira mocidade,
compreendendo o seguinte periodo da vida do grande cultor
brasileiro- 1915 a 1930.
Aqueles que leram esta obra encontraram referencias à vida
religiosa do jovem Gilberto. Na pagina nove, diz estar preocupado
com o problema do homem em relação a Deus.
Lemos tambem que ele prestava atenção às predicas de Mister
Muirhead, seu professor de Geometria e Trigonometria. Mr.
Muirhead foi missionário americano batista no Brasil, no inicio
do seculo, e é autor de várias obras, dentre as quais, o Cristianismo
Através dos Seculos, publicadas pela Casa Publicadora Batista.
Na adolescencia, Gilberto Freyre desejou levar o cristianismo
àqueles que não o conheciam, objetivando ligá-los um ao outro,
e assim tornou-se batista.
Na mesma obra, encontramos a informação de que Gilberto
estudou grego com o professor Taylor, tambem missionario
americano batista, e autor de varias obras, como a famosa INTRODUÇÃO
AO NOVO TESTAMENTO GREGO, usada por
muitos seminarios protestantes e batistas.
O trecho que achamos mais importante narra o que aconteceu
em 1917 e que se encontra na pagina 21 do mesmo livro.
Quando o jovem Gilberto Freyre teve a sua inesquecivel experiencia
de pregador do evangelho. Fez um apelo aos ouvintes e
muitos de publico manifestaram o desejo de seguir a Jesus Cristo.
130
A mãe (1) de Gilberto disse que se comoveu ao ver aqueles homens
apertando a mão de um menino, em sinal de arrependimento
e do desejo de seguirem a Cristo.
Daí para a frente vemos que Gilberto Freyre deixou apagar
o que, segundo suas proprias palavras, foi para ele uma experiencia
inesquecível.
A proposito de sua vida como evangelico batista, deixamos
para o final a obra do Teologo, Historiador e Sociologo
MARIO RIBEIRO MARTINS que, a nosso ver, dos biografos
de Gilberto Freyre, teve a missão mais nobre e laboriosa, na
dificil arte de pesquisar. Segundo o proprio biografo, não teve
por objetivo esgotar o assunto acerca da adolescencia de Gilberto
Freyre.
No entanto, ao lermos o livro de sua autoria, GILBERTO
FREYRE, O EX-PROTESTANTE, sentimos que isto aconteceu,
dada a reação que a obra causou no proprio biografado.
O professor Mario foi tão bem sucedido que o Mestre de
Apipucos lançou mão de um titulo expressivo- DEPOIMENTO
DE UM EX-MENINO PREGADOR- para publicar no DIARIO
DE PERNAMBUCO e DIARIOS ASSOCIADOS, o seguinte:
“São contactos e tendências de que me orgulho. Duraram ano e
meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento
da natureza humana, no sentido das relações do homem
com Deus e com o Cristo que é um sentido de que ainda hoje
guardo comigo parte nada insignificante”.
Inteligentemente, o biografo de Gilberto Freyre apresentou
esta face tão importante da vida deste que, intelectualmente falando,
é um patrimonio nacional.
Mario Ribeiro Martins traduziu obras raríssimas no Brasil,
existentes apenas em dois seminários batistas deste país, situados
no Recife e no Rio de Janeiro, tal como o ANNUAL OF THE
SOUTHERN BAPTIST CONVENTION, 1917 (Nashville,
Tenn: Marshall & Bruce Company, 1917, p.154.
131
Pesquisou ainda em A MENSAGEM- Jornal dos Batistas do
Norte do Brasil, Recife, 1919. Livro de Atas da Primeira Igreja
Batista do Recife, 1915 a 1920, da qual Gilberto Freyre foi membro
ativo, depois de ter sido batizado por H. H. Muirhead.
Recebeu e pesquisou a Carta da Seventh & James Baptist
Church, Waco, Texas, 1973. Usou também a História dos Baptistas
de Pernambuco, 1930. Examinou o livro A BRIEF SURVEY
OF THE HISTORY OF BRAZILIAN BAPTIST DOCTRINE,
de 1955 e muitos outros documentos importantes de
valor historico.
Se Gilberto Freyre não tivesse um biografo tão inteligente,
a fase mais importante de sua vida, não seria conhecida por nós,
amantes do saber.
O livro GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE
(São Paulo, Imprensa Metodista, 1973) deve ser lido por todos
aqueles que desejarem conhecer mais intimamente o autor de
CASA GRANDE & SENZALA, sua vocação e desejo de ser missionário,
a influencia protestante em sua vida (o que podemos
sentir até hoje, pois Gilberto Freyre tem profundo conhecimento
teológico, mostrando isso em seu livro ALEM DO APENAS
MODERNO) e outras facetas tais como GILBERTO FREYRE
À LUZ DOS RELATÓRIOS DE RICHMOND (Organização
batista norte-americana que iniciou o trabalho batista no Brasil),
GILBERTO FREYRE E A PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO
RECIFE, GILBERTO FREYRE, O SEMINARISTA, GILBERTO
FREYRE E A IGREJA BATISTA SEVENTH & JAMES
(Igreja de que foi membro nos Estados Unidos).
Para enriquecer o livro, encontramos o magnifico prefácio
do ilustre Pastor Batista, Parlamentar, Teólogo, Escritor e Historiador
baiano, Dr. Ebenezer Gomes Cavalcanti que diz: “O livro
de autoria de Mario Ribeiro Martins enriqueceu a literatura
biográfica brasileira, objetivando também reacender a chama que
ainda não se apagou de completo do coração de Gilberto Freyre, o
132
ex-protestante. Enquanto há vida, há esperança”. (O POPULAR.
Goiânia, 16.01.1977).
TÁCITO DA GAMA LEITE FILHO, Gerente da Casa Publicadora
Batista (Goiânia, 1977), Escritor, Pastor Batista.
(1) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada
(e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé.
Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife,
Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto
Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais
longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica
Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles
constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo
na adolescência.
CONTESTAÇÃO E SOCIOLOGIA.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Recente viagem à Europa para um curso de aperfeiçoamento
em Sociologia na Universidade de Madrid, possibilitou-
nos chegar até Barcelona onde se realizava o Simpósio Internacional
de Sociologia na última semana do mês de janeiro de
1973. Suas apertadas reuniões decorreram com a intervenção de
destacados sociólogos estrangeiros e bons representantes locais.
O público, minoritário, porém conhecedor e portanto exigente
não ficou em linhas gerais satisfeito com as conclusões do
Simpósio que abundou em abstrações e foi escasso em elementos
úteis ao nosso “hic et nunc” que é em definitivo o que importa.
133
O Simpósio foi organizado pelo Departamento de Sociologia
da Universidade Autônoma (precisamente um departamento
dessa Universidade que se encontra em situação bastante precária
e conflitiva como conseqüência das mudanças de planos de
estudos nas Faculdades de Ciências Econômicas).
Durante a semana, a problemática urbana foi dissecada pelos
componentes cuja luta sociológica tentou esclarecer a complicada
situação que as estruturas sociais e econômicas criam em
torno do homem da cidade torturado por uma “violência lenta e
institucionalizada” que ajudada por outra violência evidente da
vida na cidade e seus condicionantes (espaço tempo, movimento
ambiente) vai limitando o seu raio de ação.
A incidência capital do Urbanismo sobre as atitudes humanas
- é um entre os fatores que criam o contexto físico da natureza
psicológica e social da pessoa - foi o motivo de muitas das intervenções
durante o Simpósio.
Como manifestação dessas atitudes humanas provocadas
pela carência de certos elementos nos habitantes marginalizados
das grandes cidades um dos participantes, Jean Baudrillard
da Universidade de Paris-Nanterre, falou sobre o fenômeno da
“contestação”.
A divertida dissertação interpretou as “faculdades” contestatárias
que nas paredes das ruas nova-iorquinas e londrinas
oferecem aos cidadãos de “segunda classe” os seus rabiscos de
protestos.
Falou-se das inscrições sobre automóveis nos meios de
transporte público, sobre os muros e as paredes nos lugares mais
insuspeitos: é a “contestação urbana”. Para o professor francês
“a cidade se converte assim em uma grande galeria de exposição
para os artistas”.
As “inscrições” muitas vezes sujas por mais artísticas que
sejam - não sugerem nenhum tipo de florescimento artístico
novo e transcendental senão o grito rudimentar de protesto de al134
guém que sofre de alguma forma mais ou menos consciente visível
ou evidente, uma pressão sobre algum direito ou necessidade.
É também a prova de que para o autor ou autores das “pichações”
não existe outro meio de comunicação e protesto.
É o extremismo gráfico de posições que não encontram caminho
legal na sociedade ou no sistema no qual existem e graças
ao qual nasceram. As “inscrições” não são um fenômeno pitoresco
ou divertido, ainda que seu aspecto e sua peculiaridade de estilo
o sejam. Responde a situações de um grupo ou um indivíduo a
carências e debilidades, a pressões e esquecimentos cuja seriedade
e às vezes patetismo lhes confere uma estranha, dignidade de
amostras de outra cultura contraposta e quase sempre alienada à
oficial do país e ao momento.
A “pichação” como órgão de “contestação urbana” nos parece
um fenômeno político, social, religioso, econômico e psicológico
de não pouca importância. É a plasmação da nota discordante
do grito de rebeldia daqueles que não estão incluídos nas
confusas e multitudinárias relações dos sistemas e suas oposições
institucionalizadas e para os que a sociedade que os marginaliza
não tem ouvidos nem voz.
Não se considera a “pichação do ponto de vista estético
ou folclórico e inclusive suas manifestações mais picantes - os
desenhos e frases desenhadas e coloridas sobre a superfície dos
transportes públicos - o grifo inconfundível de um homem ou
um grupo de homens, que sofrem dano em algo que consideram
importante para eles não têm outro meio de expressão de comunicação
de seu protesto, sua indignação ou essa fúria secreta que
anima os desesperados.
O fato é que dos lavatórios públicos às carteiras das classes
universitárias, das paredes de alguns locais públicos até os muros
de muitos edifícios as cidades modernas se agitam com essa
“arte” espontânea e tensa, desgarrada e escatológica das pichações”.
(JORNAL DO COMMERCIO. Recife, 21.04.1974).
135
COSTUMES DE OUTRORA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A história das Igrejas Batistas do Brasil, em termos de
desenvolvimento doutrinário, apresenta alguns aspectos
interessantes e curiosos. No relatório anual da Primeira Igreja
Batista do Recife, por exemplo, apresentado por Salomão L.
Ginsburg em 1906, são mencionadas algumas destas curiosidades
doutrinárias.
Falando sobre a CLASSE DOS INQUIRIDORES (classe de
orientação aos novos crentes), disse Ginsburg: “No mesmo mez
organizou-se a Classe dos Inquiridores. A sua utilidade é bem
patente e os bons serviços que tem prestado ninguém pode contestar.”
(Salomão L. Ginsburg, Estatutos e Relatório Annual da
Primeira Egreja Baptista do Recife, 1906. Recife: Typ. da Livraria
Franceza, 1906, p. 18).
Mais adiante o missionário teceu considerações sobre o CÁ-
LICE INDIVIDUAL, dizendo: “Foi também n’este mez, setembro,
que se adaptou o uso do Cálice Individual para a Santa Ceia.
Que a Egreja acertou adoptando este cálice, hoje, após um ano de
experiências, ninguém mais pode duvidar.” (Ibid, p. 19).
No mesmo relatório, Salomão destacou a questão da LICENCIATURA
DE PREGADORES, argumentado: “A Egreja
este anno autorisou a pregar o Evangélho a três dos seus membros:
José Pedro da Silva, um dos mais velhos d’esta Egreja... José
Barbosa de Freitas, moço ainda, porém inpondo-se à estima de
todos quantos o conhecem... José Piani, que a essas horas deve estar
no alto mar. Não necessito dizer nada de José Piani, vós o tendes
visto sofrendo, lutando e padecendo como poucos”. (Ibid).
136
Nesta ocasião, Ginsburg descreveu o problema da DESFRATERNIZAÇÃO,
ACENTUANDO: “Esta Egreja, cançada
de sofrer, vio-se obrigada n’uma de suas sessões, a protestar
contra tanta malignidade e votou unanimimente a desfraternização.
No dia em que a Egreja de Christo em Pernambuco
provar o seu espírito christão, esta Egreja, estou bem certo, não
fará questão em reconsiderar a moção de desfraternização.”
(Ibid, p. 25).
No terreno das convenções, há também algumas curiosidades.
Uma delas diz respeito ao PARECER SOBRE O ESTADO
ESPIRITUAL DAS IGREJAS. De modo geral este relatório
consistia de uma análise da situação de cada igreja pertencente à
Convenção ou União. (Vide: Actas da Quinta Reunião Annual
da União Baptista Leão do Norte, 1904. Pernambuco: Typ. do
Jornal do Recife, 1904, p. 6).
Uma outra curiosidade diz respeito às comissões. Estas
abrangiam aspectos interessantes, tais como: COMISSÃO DE
EXERCICIOS RELIGIOSOS E COMISSÃO DE TEMPERANÇA,
entre outras. (Ibid, p. 7). (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro,
28.01.1973).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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137
DE SUPERINTENDENTE DA
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
A GOVERNADOR DO ESTADO
(Eraldo Gueiros Leite)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Embora pouco lida no Brasil, a Bíblia tem exercido influência
nada surpreendente nos elementos mais cultos
da sociedade nacional. Desde Rui Barbosa que revelou profundo
conhecimento das Escrituras Sagradas, inclusive, citando-as em
várias ocasiões, José Inácio de Abreu e Lima, que provocou a reação
do clero católico, por seu desassombro em arcar contra o
meio infenso ao livre exame da Bíblia.
Tobias Barreto de Menezes, que sobre a Bíblia, disse: “É um
modelo de tudo quanto é belo e bom”. José Maria Machado de
Assis, que revelou ser a Bíblia Sagrada o livro de sua predileção,
quando declarou: “Os leitores nos dispensam dizer que a Bíblia é
o livro por excelência”. Henrique Maximiano Coelho Neto, teve
a sua cultura literária influenciada pela Bíblia e daí suas expressões:
“Homem de fé, o livro de minha alma, aqui o tenho: é a
Bíblia. Não encerro na biblioteca, entre os do estudo, conservo-o
sempre à minha cabeceira, à minha mão.”
A influência do Livro Sagrado tem sido marcante na história
da nação brasileira, principalmente nos momentos decisivos,
quando se encontraram em jogo os princípios democráticos e os
ideais de independência.
Entre os ilustres cidadãos da atualidade, que receberam a
preciosa influência das Escrituras Sagradas, destaca-se o atual
Governador de Pernambuco. Eraldo Gueiros Leite, homem pú138
blico, filho de ilustre família de presbiterianos do Recife e mais
precisamente de Canhotinho no mesmo Estado, foi criado num
lar onde a Bíblia era o livro de leitura diária.
Sobre esta influência, há um testemunho expressivo, que é
do saudoso Jerônimo Gueiros, pastor e fundador de algumas igrejas
presbiterianas no Recife, ex-presidente da Academia Pernambucana
de Letras e um defensor autêntico da Bíblia Sagrada: “Dr.
Eraldo Gueiros Leite” - disse Jerônimo - “irmão na inteligência,
como no sangue, de Evandro Gueiros Leite, nasceu e criou-se sob
a influência do Evangelho. Amigo do ensino da Bíblia, Eraldo
Gueiros já exerceu na Igreja Presbiteriana da Boa Vista o lugar
de SUPERINTENDENTE (grifo nosso) da Escola Bíblica Dominical”
(Jerônimo Gueiros, Projeções de Minha Vida. Recife,
1952, p. 294).
Apesar de não estar vinculado, atualmente, a qualquer confissão
religiosa, o governador tem destacado a validade dos princípios
evangélicos e especialmente a influência da Bíblia sobre a
sua formação. Assiste, esporadicamente, aos ofícios religiosos na
Igreja Presbiteriana do Recife, que é pastoreada por um de seus
parentes, o Rev. Israel Gueiros, ilustre nome do presbiterianismo
brasileiro. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 29.04.1973).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DEVE SER LANÇADO
EM JANEIRO DE 2001
Mariá Soares*
Mário Martins é autor do primeiro Dicionário Biobibliográfico
do Tocantins. O escritor Mario Martins
pesquisou em diversas fontes nos últimos dois anos. O livro terá
tiragem de 2,5 mil exemplares.
O autor deverá receber em dezembro o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DO TOCANTINS(1), resultado de uma pesquisa
iniciada em 1998. Trata-se da primeira obra desta natureza
no Estado do Tocantins.
No ano passado, Martins lançou o Dicionário Biobibliográfico
de Goiás, com 1232 páginas e composto por mais de mil autores
que nasceram, viveram ou passaram por Goiás.
Agora, ele pretende homenagear escritores que atuam no
Tocantins, ainda que não tenham aqui nascido. O livro terá uma
tiragem de cerca de 2,5 exemplares e sairá pela Editora Master, do
Rio de Janeiro.
O lançamento está previsto para janeiro de 2001. O autor
conta que para concluir o livro pesquisou em Bibliotecas, mandou
correspondências e comprou cerca de 45 dicionários biobibliográficos.
A longa pesquisa resultou num apanhado de aproximadamente
1.400 nomes, entre verbetes, pesquisadores, críticos literários,
jornalistas, etc.
Entre os nomes que estarão biografados no Dicionário, está
o do Tenente-Coronel Antonio Siqueira Campos(Rio Claro, SP,
1898) que escreveu FLANCOS DA COLUNA. “Ele foi vinculado
ao Tocantins, porque em junho de 1925, seu grupo marchou
sobre Goiás, passando por Jataí e depois Caiapônia. Alcançou Ta140
guatinga, hoje no Tocantins, onde travou combate com a força
policial, no dia 29 de setembro de 1925.
Depois o grupo seguiu para Porto Nacional, onde foi recebido
pelo Frei Dominicano José Maria Audrin, no dia 12 de outubro de
1925 e cuja narrativa se encontra no livro ENTRE SERTANEJOS
E INDIOS DO NORTE(Rio de Janeiro, Editora Agir, 1946), página
247, dando conta da presença dos revolucionários, hospedados
no Convento Dominicano de Porto Nacional, Paulo Kruger, João
Alberto, Miguel Costa, Juarez Távora e Luiz Carlos Prestes”.
O Dicionário Biobibliográfico do Tocantins apresenta muitas
outras curiosidades. (JORNAL DO TOCANTINS. Palmas,
17.10.2000).
MARIÁ SOARES é Jornalista, Redatora e Editora.
(1) Este Dicionário foi publicado pela Master, do Rio de Janeiro, em 2001, com 924
páginas e foi lançado na Secretaria da Cultura do Tocantins, no dia 04.05.2001, tendo
sido apresentador da obra, o Desembargador Marco Villas Boas.
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
É LANÇADO EM NOITE DE EXPOSIÇÃO
Luiz de Carvalho*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Na noite de sexta-feira (04.05.2001), a Galeria da Cultura,
na SECULT, foi o palco para o lançamento do
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, de
Mario Ribeiro Martins.
O livro é organizado em verbetes, com nomes de autores
que nasceram, viveram ou passaram pelo Tocantins ou ainda te141
nham escrito sobre o Tocantins, desde a época em que o Estado
ainda era Norte de Goiás.
“Os objetivos de fazer este livro é de resgatar a memória dos
escritores do passado e do presente e servir de fonte de pesquisa
para estudantes, intelectuais e a sociedade em geral”, frisa Mario
Ribeiro Martins.
Martins é membro das academias Goiana, Carioca, Pernambucana
e Evangélica de Letras e está vinculado a instituições internacionais,
como a International Writers.
É também autor de vários livros, entre eles, ESTUDOS
LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS, ESCRITORES DE
GOIÁS e DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS,
este lançado em 1998 e que já incluía 149 verbetes do Tocantins.
Depois, surgiu a necessidade de criar um Dicionário exclusivo do
Estado, que ainda não tinha nenhuma obra parecida.
O Dicionário Biobibliográfico do Tocantins tem 900 páginas
e reúne dados sobre a vida e obra de 1.500 autores, entre eles,
Juscelino Kubitscheck, Capistrano de Abreu, Luis Carlos Prestes
e Dom Alano. (JOLHA POPULAR. Palmas, 06.05.2001).
LUIZ DE CARVALHO é jornalista e escritor.
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
FAZ REGISTRO DE
AUTORES GOIANOS E TOCANTINENSES.
Luciane Goebel*
A obra de 1.230 páginas e mais de dois mil verbetes foi
lançada por Mario Ribeiro Martins. Teotonio Segurado
tambem foi lembrado no livro.
142
O escritor Mario Ribeiro Martins acaba de lançar o DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIAS(Rio de Janeiro,
Master, 1999). Uma obra completa que registra vida e obra de
autores que nasceram, viveram ou passaram pelo Estado, a partir
do século XVIII.
Do livro tambem fazem parte 138 escritores com ligações
com o Tocantins, seja pelo nascimento no antigo Norte de Goiás
ou porque nele viveram ou por ele passaram.
São 1.230 páginas e centenas de verbetes resultantes de quase
três anos de pesquisa.
“Todos os estados brasileiros já têm uma obra desse tipo, menos
Goiás e Tocantins. Futuramente, pretendo fazer uma apenas
para o Tocantins”, ressaltou Mário Martins. O objetivo principal
do livro é resgatar a memória dos escritores do passado e servir de
subsidio inclusive para pesquisadores e historiadores que tenham
algum interesse pela história literária de Goiás e Tocantins.
Nomes de personalidades constam nos relatos. Entre eles, o
Ouvidor Joaquim Teotonio Segurado e um de seus filhos, o Rufino
Teotonio Segurado que foi Juiz da Comarca de Palma(hoje
Paranã) e que escreveu “VIAGEM DE GOYAZ AO PARÁ”. E
ainda Abílio Wolney, importante nome de Dianopolis, bem como
Virgilio Martins de Mello Franco que veio de Paracatu(MG), em
1875, como Juiz para Conceição do Norte.
O autor tambem faz referência a Sebastião Rocha Lima, pai
de Luiz Fernando Rocha Lima, ex-diretor geral da Organização
Jaime Câmara no Tocantins e atual Diretor Geral do JORNAL
DE BRASILIA(1).
O lançamento oficial do livro aconteceu em Salvador(BA),
em maio, isso devido ao autor ser baiano e devido às comemorações
do 116º ano do lançamento do primeiro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DO BRASIL, escrito por Sacramento Blake.
“Quando Blake lançou a obra tinha 56 anos de idade, fato
que coincide com a minha idade atual”, destacou Mario Martins
143
que escreveu inumeras obras e artigos nas areas de Sociologia, Literatura,
Biografia, História, Filosofia, Epistemologia e Cultura.
Entre seus trabalhos anteriores, destacam-se ESCRITORES DE
GOIÁS, FILOSOFIA DA CIÊNCIA, HISTÓRIA DAS IDÉIAS
RADICAIS NO BRASIL, SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL,
etc.
Para conseguir um exemplar da obra atual, o interessado
deve escrever para a Caixa Postal, 827, Anapolis, Goiás(2). (JORNAL
DO TOCANTINS. Palmas, 24.06.1999).
LUCIANE GOEBEL é Jornalista, Redatora e Editora.
(1) Nos ultimos tempos(2008), Luiz Fernando Rocha Lima tem sido Diretor de Jornalismo
da Organização Jaime Câmara. Está no quadro de membros honorários da
Academia Goianiense de Letras.
(2) Com a mudança para o Tocantins, Mario Martins passou a ter a Caixa Postal, 90,
Palmas, Tocantins, 77.001-970.]
DICIONÁRIO GENEALÓGICO
- MARIO E FILEMON -
Antonio Monteiro*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Você diz num dos seus livros, ser uma pessoa fascinada
pelos dicionários e eu como leitor e apreciador de
suas obras literárias, não poderia deixar de fazer um relato sobre
o dicionário genealógico da família Ribeiro Martins, conhecida
também como a árvore genealógica da família, aliás, muito bem
pesquisado e elaborado em parceria com o seu irmão Filemon
Francisco Martins.
144
Este pode não ser o melhor livro da Vossa Coleção, entre
tantos outros, mas para mim é talvez uma das melhores obras
literárias escritas por vocês até então, pois este dicionário propriamente
dito focaliza a família como um todo, em todas as suas
gerações, daí a razão de sua importância. Em suma, uma verdadeira
obra de grande valia.
Tenho certeza que tanto você Mário, quanto o seu irmão
Filemon, tiveram um minucioso trabalho ao pesquisarem tantos
membros de uma numerosa família, uma vez que a grande maioria
entre eles, refere-se à pessoas falecidas há muitas décadas atrás.
Com tudo isso, vocês não mediram esforços, não excluíram
ninguém, selecionando todas as pessoas da família, sem distinção
de nomes ou de grau de parentesco. Esse dicionário é muito divertido,
um verdadeiro passa tempo.Parabéns!!!
Acredito que, nenhum professor, pesquisador ou pessoa influente
do meio literário, da região de Xique-Xique,Cidade da
Barra,Morpará, Ibotirama, Brotas de Macaúbas, Ibipetum, Barra
do Mendes e Bom Jesus da Lapa, tenha concretizado até então,
um trabalho tão valioso quanto este.
Não poderia deixar de destacar que este dicionário ficará e
servirá de exemplo não só para aqueles que estão presentes, mas
também para as futuras gerações e muitos que nascerão , provavelmente,
hão de concordar com as minhas palavras. Acreditem!!!
Finalmente, quero dizer ao Mário e Filemon, que na minha
modesta opinião, a família é o melhor e o maior bem que nós
temos em nossa vida enquanto vivermos, já que quando partirmos
para a eternidade, nada desta terra levaremos, mas deixaremos
portanto, esposa, filhos, netos, enfim, os frutos das sementes
que semeamos neste grande Universo de todos. Abraços. (São
Paulo,11 de Outubro de 2008).
ANTONIO MONTEIRO é intelectual, leitor e apreciador
de genealogia.
145
DICIONÁRIO REUNE
DADOS DE ESCRITORES GOIANOS
Gêza Maria*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Organizada por Mário Ribeiro Martins, a obra tem informações
sobre a produção literária e a vida das pessoas
que publicaram livros em Goiás.
Já está pronto o primeiro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE GOIÁS. Depois de muita pesquisa e dedicação,
o escritor e Procurador de Justiça Mário Ribeiro Martins, um
baiano que se diz goiano de coração, fez o lançamento da obra na
Biblioteca Publica de Salvador, no dia 23.
O local foi escolhido para homenagear SACRAMENTO
BLAKE (Augusto Victorino Alves Sacramento Blake), natural
da Bahia, autor do DICCIONARIO BIBLIOGRAPHICO BRAZILEIRO,
o primeiro livro do gênero publicado há 116 anos, em
1883.
Como todo dicionário, a obra é extensa. São mais de 1.200
paginas contendo informações sobre a vida e produção literária
de mais de dois mil autores que publicaram livros em Goiás.
A idéia de fazer a compilação surgiu em 1975, época em
que Mario Ribeiro procurou e não encontrou obra semelhante
em Anápolis, cidade para onde se mudou, depois de ter deixado
Recife e Salvador. Para chegar ao Dicionário, o Procurador de
Justiça publicou anteriormente livros que agora serviram como
fonte de dados, como ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS e ESCRITORES DE GOIÁS.
146
Alem da ausência de uma obra que reunisse a produção literária,
os poucos dados biográficos que os livros trazem atualmente
estimulou Ribeiro Martins a levar o projeto adiante.
Finalizar o trabalho não foi fácil. Conforme diz o autor, a
maior dificuldade foi reunir as informações biográficas dos autores.
“Para consegui-las em número suficiente, entrei em contato
com as famílias por telefone e através de carta. Algumas respostas
nunca chegaram. Como alguns verbetes não tiveram um número
satisfatório de informações, fui obrigado a acrescentar uma explicação
aos leitores”, comenta Martins que desde 1983 é membro
da Academia Goiana de Letras.
Como a intenção de Mario Martins era resgatar a memória
dos escritores goianos já mortos e divulgar o trabalho dos que
ainda atuam, o autor não estabeleceu critérios rígidos de seleção e
nem levou em conta a qualidade da produção literária. Conforme
explica, todas as pessoas que tiveram livros publicados fazem parte
do Dicionário. Outra peculiaridade do trabalho é a confecção
dos verbetes com o nome de batismo dos autores. “Fiz isso em
respeito às mulheres divorciadas que não usam mais o sobrenome
dos ex-maridos”, comenta.
Pela obra desfilam nomes já esquecidos da história de Goiás,
como Afrânio de Melo Franco, Virgilio Martins de Melo Franco,
Abílio Wolney - pivô do romance O TRONCO, de Bernardo Elis
- e inúmeros outros. De acordo com Ribeiro Martins, estão no
Dicionário autores de obras com temas diversos, como FISICA,
BIOLOGIA, LITERATURA, MATEMÁTICA e até PORNOGRAFIA.
“Creio que, ao resgatar a memória dos escritores goianos,
o Dicionário vai servir como fonte de pesquisa”, afirma.
Até agora a obra está sendo comercializada apenas através
de Caixa Postal. Segundo o autor, o Dicionário está sendo vendido
por mala direta para todo o Brasil, pois não há interesse em
revendê-lo nas livrarias. “As livrarias cobram cerca de 30% sobre
o valor da obra para colocá-la nas prateleiras. Discordo desse va147
lor. É um absurdo. Enfim, o autor pesquisou, escreveu, publicou.
Perder logo de cara 30% é um horror. Outro fato é que os donos
de livrarias não morrem de amor por autores goianos, com exceção
da Livraria Cultura Goiana, que chega a comprar livros para
revender, ressalta Mário Ribeiro Martins” (O POPULAR. Goiânia,
07.05.1999).
GÊZA MARIA é jornalista, editora e redatora.
DIPLOMA DE SÓCIO DA ACADEMIA
Inocêncio Candelária*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Recebemos diploma de Sócio Correspondente da Academia
Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras, de Anápolis,
Goiás- a poetisa Carolina P. Andreozzi, o poeta José Pinto
de Moraes e eu (Inocêncio Candelária). Somos, assim, com muita
honra para nós, membros daquela Casa de Letras.
Em sequência a esse fato, tomamos conhecimento do talento,
da cultura e da produção intelectual de Mário Ribeiro Martins,
ilustre membro da citada Academia e secretário da mesma.
Ele é Bacharel e Mestre em Teologia. Licenciado em Filosofia
Pura. Bacharel em Ciencias Sociais. Bacharel em Direito.
Especializou-se em Educação Moderna, em Madrid e Administração
Publica em Alcalá de Henares, na Espanha.
Professor Titular de Etica Profissional, Sociologia e Filosofia,
na Universidade de Anapolis. Coordenador do Departamento
de Filosofia e Teologia, da Faculdade de Filosofia Bernardo
Sayão, de Anapolis.
148
Promotor de Justiça e autor de livros de Direito, Teologia,
Educação, História, Estudos Brasileiros, Economia, Psicologia,
Literatura, Sociologia, Filosofia e Biografia. Seu endereço para
correspondência é Caixa Postal, 827, Anapolis, Goias, 77.100 (1).
Desse apreciado autor, conhecemos os livros GILBERTO
FREYRE, O EX-PROTESTANTE (São Paulo, Imprensa Metodista,
1973), com o sub titulo de UMA CONTRIBUIÇÃO BIOGRÁFICA.
Tambem HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO BRASIL
(Recife, Acácia Publicações, 1974), com o sub titulo de CONTRIBUIÇÃO
PARA A HISTÓRIA DOS BATISTAS BRASILEIROS.
Ainda FILOSOFIA DA CIÊNCIA (Goiania, Oriente,
1979). Este livro, em linguagem clara, é proprio para os estudantes
de Filosofia, nos cursos de Educação, Comunicação, Ciencias
Sociais, Direito, servindo para todos que queiram estudar a vida
e o mundo.
O seu método de estudo ou programa é A FILOSOFIA
NO BRASIL, PERSPECTIVA HISTÓRICA DA FILOSOFIA,
PROBLEMAS GERAIS DA FILOSOFIA, FILOSOFIA E
EDUCAÇÃO, ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA, FILOSOFIA
E DIREITO, entre outros temas.
Os interessados nos seus livros poderão se dirigir ao autor
no endereço acima indicado. (DIÁRIO DE MOGI. Mogi das
Cruzes, São Paulo, 05.07.1979).
INOCÊNCIO CANDELÁRIA é Jornalista, escritor, editor.
(1) Com a mudança do autor, seu endereço passou a ser: Caixa Postal, 90, Palmas,
Tocantins, 77.001-970.
149
DIREITOS AUTORAIS (1)
Mario Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Embora alguns estudiosos afirmem que a atividade literária
entre Romanos e Gregos permitia aos autores uma
forma de sobrevivência, a afirmativa parece não ter consistência
histórica.
É sabido que os intelectuais gregos, de modo geral, eram escravos
e como tais constituíam propriedade dos senhores. Alguns
deles eram cegos, não porque tenham nascido, mas porque foram
feitos cegos para que não fugissem. Era uma maneira esdrúxula
que os gregos tinham de admirar os gênios da poesia e da literatura.
O fato faz lembrar a musica de Luiz Gonzaga, cuja letra denuncia
a pratica de furar os olhos do ASSUM PRETO (pássaro
preto), para que este pudesse cantar melhor.
Entre os romanos não se falava em direitos relativos aos frutos
da inteligência. Veja-se que os DIREITOS eram subdivididos
em PESSOAIS, OBRIGAÇÕES e REAIS. Aqui se esgotava o conhecimento
jurídico sobre o assunto.
Assim, o pensamento não era objeto de nenhum direito, não
se cogitando, portanto, de qualquer tipo de proteção legal. Somente
se tratava de proteger o pensamento que se concretizava
em objeto material. Se o artista idealizasse uma estatua e a construísse,
esta estaria protegida, pois não se tratava mais de uma
idéia, mas de um objeto material.
Não havia uma distinção clara entre o trabalho mecânico
e a atividade intelectual, ou seja, entre o direito de propriedade
sobre o objeto e sobre a criação intelectual.
150
Durante muito tempo e até hoje, ao escritor resta somente
o recebimento de determinadas honrarias e, quando muito, um
emprego publico, com o qual passará o resto da vida. Neste sentido,
o direito romano se orientava por uma concepção materialista
que estava longe de favorecer a criação intelectual, tida como irrelevante
para o progresso do Estado.
O Direito Autoral, no sentido de reconhecimento da atividade
intelectual, só começa a ter, os seus primeiros vislumbres
no século XV. Com a invenção da imprensa, a literatura como
produção intelectual alcançou um novo status. O sistema de privilegio
foi uma manifestação dessa nova situação. Tal sistema se
prolongou durante muito tempo.
Ao Rei era concedido o direito, o poder e a autoridade de
conferir ao autor de obra literária, a permissão especial para explorar
ou comercializar o seu trabalho intelectual. Existiam, evidentemente,
determinadas condições e a exploração se fazia por
certo tempo. Na verdade, pouquíssimos eram aquinhoados com
tal privilegio e quando tal ocorria, era porque a obra constituía
um Tratado de Bajulação à pessoa do Rei, do contrario, a licença
não lhe era concedida e, em muitos casos, sobrava ao escritor,
nada menos que a FORCA.
Não havia, portanto, o Direito Autoral, o que havia era uma
atribuição de Direito ao autor, concedido como Favor, Graça e
Obsequio pelo seu trabalho intelectual. O regime do privilégio
era totalmente dependente da censura, o que era válido também
para as produções artísticas.
Ao lado das obras literárias e artísticas, estão os inventos.
Se o sistema de privilegio, com o passar dos tempos, desapareceu
no que concerne à literatura e à arte, em relação à invenção, não
desapareceu.
Assim é que a figura da PATENTE, inserida na moderna
legislação não é outra coisa, senão a manutenção do antigo privilegio,
evidentemente com outra roupagem. A patente, alem de ser
151
o reconhecimento do autor, é também uma licença para o monopólio,
em termos de exploração no sentido industrial.
Diferentemente das obras literárias e artísticas, os inventos
como fruto da inteligência e da pesquisa, sofrem mais restrições e
daí serem melhor regulamentados.
Historicamente falando, o sistema de privilégios foi vencido
na Inglaterra. Os ingleses, influenciados pelas idéias avançadas
de vários pensadores, entre os quais, John Locke, reconheceram
os direitos autorais. Juridicamente falando, o fato se deu através
da instrumentalidade da Rainha Ana que sancionou o BILL, de
11.01.1709, regulamentando o COPYRIGHT.
Deste modo, o direito do autor ou do que tinha a concessão
de uma obra literária ou artística deveria durar catorze (14)
anos, contando-se da primeira publicação, podendo ser renovado,
desde que o autor ainda estivesse vivo. De qualquer forma, os
beneficiados, seja em termos de privilegio ou depois da sanção da
nova lei, sempre foram os editores e nunca autores propriamente
ditos.
Quase meio século mais tarde, a Dinamarca adotou o mesmo
critério, reconhecendo os direitos autorais, embora a questão
continuasse a ser debatida durante todo o século XVIII e alem
dele, em virtude da crescente insatisfação dos autores constantemente
ludibriados e explorados pelos editores.
As transformações surgidas com a Revolução Francesa terminaram
por alcançar também as obras literárias e artísticas. Todos
os tipos de privilegios, em todas as áreas e facetas da vida
humana desapareceram, inclusive os privilegios concedidos aos
editores. Os direitos autorais, a partir de então foram protegidos,
para o que contribuiu a nova gama de conceitos que passou a vigorar
na França.
A Convenção Francesa, pela Lei de 19.07.1793, estabeleceu
normas quanto ao reconhecimento da propriedade literária e artística.
E foi alem, reconheceu o direito da atividade em termos
152
de literatura e arte, oriundo do trabalho intelectual, como um
direito mais legitimo e mais sagrado do que a propriedade das
coisas, o que significou um extraordinário avanço dentro da legislação
pertinente.
O reconhecimento de tal direito corroborava com o fato de
que não há relação jurídica mais completa e mais autentica do
que aquela que vincula o titular ao objeto de seu direito ou de
sua criação. Tudo isto significava o direito de melhor usufruir os
resultados do trabalho intelectual.
Determinadas dificuldades têm surgido quando da aplicação
à criação intelectual de normas elaboradas para orientar as
coisas materiais. Daí, o aparecimento de termos designativos de
fatos relativos à produção no campo literário e artístico, entre os
quais, a expressão “propriedade intelectual”, reveladora de que o
fruto do intelecto é também matéria, embora com características
próprias. Assim, o direito de propriedade passava a ser extensivo
também aos resultados do labor intelectual.
Modernamente, a doutrina dos direitos autorais está presente
em todos os diplomas legais. Seja em forma de direitos intelectuais
sobre as obras literárias ou artísticas ou sobre inventos,
trabalhos e modelos industriais. O artigo 27, § 2º, da Declaração
Universal dos Direitos do Homem acentua: “Todo homem tem
direito à proteção dos interesses morais e materiais de qualquer
produção cientifica, literária ou artística da qual seja autor”.
A CONSTITUIÇÃO POLÍTICA DO IMPÉRIO DO BRASIL,
de 1824, em seu artigo 179, § 26, destaca: “Aos autores de
obras literárias e artísticas é garantido o direito exclusivo de reproduzí-
las pela imprensa ou por qualquer outro processo mecânico.
Os herdeiros dos autores gozarão desse direito pelo tempo
que a lei determinar”.
Em igual sentido se pautaram os Códigos Penais de 1830 e
1890 ao incluírem em seus dispositivos, punições para os crimes
de falsificação e imitação de obras literárias e artisticas.
153
A CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA DOS ESTADOS
UNIDOS DO BRASIL, de 1934, em seu artigo 113, § 20, acentuou:
“Aos autores de obras literárias, artísticas e científicas é assegurado
o direito exclusivo de reproduzí-las. Esse direito transmitir-
se-á aos seus herdeiros pelo tempo que a lei determinar”.
No entanto, a CONSTITUIÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS DO
BRASIL, de 1937, manteve absoluta silencio sobre o assunto.
A Constituição de 1946 repetiu, com outras palavras, as Constituições
de 1891 e 1934, usando, para isto, o Artigo 141, § 19. A
CONSTITUIÇÃO DO BRASIL, de 1967, no seu Artigo 150, §
25, fez a mesma repetição. A CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL, de 1969, chamada Emenda
Constitucional, em seu Artigo 153, § 25 declara: “Aos autores de
obras literárias, artísticas e cientificas pertence o direito exclusivo
de utilizá-las. Esse direito é transmissível por herança, pelo
tempo que a lei fixar”.
O fato, porem, é que tais postulados, repetidos nas diversas
Constituições brasileiras jamais foram capazes de verdadeiramente
amparar os autores, sem que houvesse normas reguladoras
mais detalhadas e mais eficazes.
A primeira lei nacional verdadeiramente voltada para os direitos
autorais é a de Nº 496, datada de 01.08.1898, sancionada
pelo Presidente Prudente de Morais. A inspiração desta lei, devese
ao escritor e Deputado Federal Medeiros e Albuquerque. Projetos
anteriores a respeito do assunto já tinham sido apresentados
à Câmara Federal.
Em 1856, Aprigio Justiniano da Silva Guimarães encaminhou
à Camara dos Deputados um projeto neste sentido. O mesmo
fez Gavião Peixoto, em 1858. Tempos depois, em 1875, José
de Alencar apresentou semelhante projeto que, como os demais,
foram completamente esquecidos.
Após a Constituição de 1891, a legislação sobre os direitos
autorais tornou-se abundante, havendo mais de 200 (duzentos)
154
atos legislativos neste sentido, de que a Lei Medeiros e Albuquerque
é o marco mais profundo, precisamente por ter definido
em seu Artigo 1º, os direitos do autor de forma mais minunciosa,
alcaçando desde a autorização para tradução até a garantia dos
direitos do autor, sua cessão, transmissão, etc. É a partir da Lei
496, de 1898, que se formou o direito brasileiro do autor.
Fora disso, já em 1882, Tobias Barreto em seu jornal escrito
DEUTSCHER KAEMPFER (Lutador Alemão), impresso em
Escada, Pernambuco e cujo único leitor era ele mesmo, usou pela
primeira vez a expressão Direito Autoral, posteriormente substituida
por outras, entre as quais, Direito do Autor ou Direito de
Autor.
A Lei Nº 2.577, de 1912, sancionada pelo Presidente Hermes
da Fonseca serviu para ratificar a Lei 496, de 1898, dandolhe
nova roupagem, especialmente quanto ao Artigo 13 que relacionava
e submetia o gozo do direito de autor, ao registro na
Biblioteca Nacional.
Assim, os direitos autorais durante muito tempo foram protegidos
não apenas pelo Código Penal que continha um capitulo
sobre os “Crimes contra a propriedade literária, artística, industrial
e comercial”, mas tambem pela propria Lei 496. Na verdade,
tal situação permaneceu até 1917, quando entrou em vigor o
Código Civil Brasileiro, cuja Lei Nº 3.071 fora sancionada pelo
Presidente Wenceslau Braz.
Seguiram-se varias outras leis, decretos e regulamentos disciplinadores
da materia, reforçando ainda mais os direitos autorais.
Relembre-se, por exemplo, o Decreto 4.092, de 1920, baixado
pelo Presidente Epitácio Pessoa. Tambem em seu governo foi ratificada
a Convenção de Berna. Tal Convenção tinha sido assinada
em 1886, por varios paises, com o proposito de proteger de forma
eficaz e uniforme os direitos dos autores sobre as respectivas
obras literarias e artisticas. Esta Convenção foi revista em varias
outras épocas e locais, uma delas em Bruxelas, em 1948. Outros
155
decretos podem também ser relembrados, como o Decreto 4.790,
de 1924, baixado pelo Presidente Artur Bernardes. (CORREIO
DO PLANALTO. Anápolis, Goiás, 17.02.1981).
(1)Sobre este assunto, o autor escreveu também o artigo A LEI BURLANDO A LEI
que é repetido aqui como enriquecimento da matéria.
A LEI BURLANDO A LEI
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Refiro-me ao parágrafo 4º, do Artigo 184, do Código Penal
Brasileiro que diz, em resumo, que “O disposto nos
parágrafos 1º, 2º e 3º não se aplica... à cópia de obra intelectual,
em um só exemplar, para uso privado do copista, sem intuito de
lucro direto ou indireto”.
Ou seja, o que o parágrafo está dizendo é que quem tira cópia
xerox para uso próprio, não comete nenhum crime. Então na
prática, o que acontece? Adão tira uma cópia para uso próprio.
Mário tira uma cópia para uso próprio. Artur tira uma cópia para
uso próprio. No fim, dois mil tiraram cópia para uso próprio, sem
que tenham cometido qualquer crime.
É ou não é, a lei burlando a lei? Ora, se o Caput do Artigo
184, preconiza pena de “detenção, de 3 meses a 1 ano ou multa”
para quem viola direitos do autor, como pode o parágrafo 4º abrir
tal exceção? Imagine-se uma classe de cem alunos, em que cada
um tirou uma copia xerox para uso próprio do livro MANUAL
DO TÉCNICO E AUXILIAR DE ENFERMAGEM (Goiânia,
AB Editora, 1999). Foram cem copias tiradas e ninguém cometeu
crime. Prejuízo certo para o autor e também para a Editora.
156
O parágrafo 1º, do Artigo 184, do dito Código Penal, preconiza
pena de “reclusão, de 2 a 4 anos e multa”, mas vem o parágrafo
4º e burla o 1º, abrindo uma exceção que, na pratica, é maléfica
ao autor.
Os parágrafos 2º e 3º, do dito Artigo 184, preconizam penas
de “reclusão, de 2 a 4 anos e multa”, mas vem o parágrafo 4º e burla
(os dois) o 2º e o 3º, sem nenhuma cerimônia. O que fazer?
Alguém diria: Para proteger o autor, se tem a Lei de Direitos
Autorais, a Lei 9.610, de 19.02.1998. Só que na parte criminal,
a Lei de Direitos Autorais remete exatamente ao Artigo 184, do
Código Penal Brasileiro, que apresenta as brechas já referidas.
Então, continua a pergunta: O que fazer? O pior é que os grandes
comentaristas do Código Penal Brasileiro nem chegam ao parágrafo
4º, do Artigo 184 e, quando chegam, não dizem absolutamente
nada de aproveitável.
Com a palavra meus ilustres juristas, entre os quais, Dr. Ismar
Estulano Garcia, meu antigo colega no Curso de Especialização
em Direito Penal, com o Professor Licínio Leal Barbosa, na
Faculdade de Direito, da Universidade Federal de Goiás. (texto
publicado no livro A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS
TEMAS. Goiânia, Kelps, 2008).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
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157
DOIS GOIANOS FAZEM
PARTE DA OBRA
Dilmar Ferreira*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Trata-se do livro ESCRITORES DO BRASIL (Rio de
Janeiro, 1978). Para nós goianos, isso é uma honra e
louvor, porque ANATOLE RAMOS, apesar de não ser goiano de
nascimento, aqui vive há quase duas décadas. MARIO RIBEIRO
MARTINS é baiano, mas vive em Anapolis, onde tem feito muito
pela cultura.
No final da apresentação, Aparicio Fernandes afirma que
ESCRITORES DO BRASIL “é uma mensagem de fé, de amor
e de idealismo. Que o nosso povo cada vez mais se aprimore e se
desenvolva intelectualmente, é o desejo sincero de todos os participantes
deste livro. Para o bem de todos e felicidade geral da
nação. Porque nunca é demais repetir a frase de Monteiro Lobato-
UM PAÍS SE FAZ COM HOMENS E COM LIVROS”.
À primeira vista, ESCRITORES DO BRASIL parece uma
obra cansativa, mas como a variedade de estilo é muito grande,
torna-se uma leitura envolvente e que o leitor é capaz de lê-la em
pouco tempo.
Quanto a ANATOLE RAMOS, de Ervália, Minas Gerais,
15.10.1924, escreveu, entre outros, ANTES DAS ÁGUAS, O
SARGENTO VERMELHO, O INSPETOR, etc. Formado pela
Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, mudou-se para Goiania,
em 1963, já com 39 anos, casado e pai de sete filhos. Formouse
em Letras Vernaculas, pela Universidade Federal de Goias.
Tornou-se Funcionario Publico.
158
Quanto a MARIO RIBEIRO MARTINS. Nasceu em Ipupiara,
Bahia, em 07.08.1943, filho de uma ilustre familia do sertão
baiano. Depois dos estudos primários feitos em sua terra natal e
tambem em Morpará, fez o ginásio em Bom Jesus da Lapa, Bahia.
Transferiu-se para o Recife, onde estudou Teologia, Ciencias Sociais
e Filosofia Pura. Lecionou na Universidade Catolica de Pernambuco,
na Universidade Federal Rural, no Seminario Teologico
Batista do Norte do Brasil e na Escola Superior de Relações
Publicas.
Escreveu para o DIARIO DE PERNAMBUCO, JORNAL
DO COMMERCIO (Recife) e JORNAL BATISTA (Rio de Janeiro).
Fez cursos de especialização, na área de Educação e Sociologia,
alem de Administração, respectivamente, no Instituto de
Cultura Hispanica de Madrid e na Escuela Nacional de Alcalá de
Henares.
A partir de 1975, com 32 anos, passou a residir em Anapolis,
onde leciona na Associação Educativa Evangélica. Aqui Mario
Martins cursou Direito e depois de ser aprovado em Concurso
Publico, de Provas e Titulos, foi nomeado Promotor Publico,
função que exerce na vizinha cidade de Abadiânia.
Escreveu vários livros, sendo que a maioria encontra-se esgotada.
Dentre suas obras destacam-se SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE,
ESBOÇO DE SOCIOLOGIA, CORRENTES
IMIGRATÓRIAS DO BRASIL, MISCELÂNIA POÉTICA e
GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE.
Mario Martins participa da obra ESCRITORES DO BRASIL,
com dois trabalhos- DOIS AMIGOS E SEUS ENÍGMAS
HISTÓRICOS e CANTO DE MORTE NOS POETAS NACIONAIS.
“Dois Amigos e seus Enígmas Históricos” parece um conto,
mas deixa de ser porque o autor toma parte nas personagens
descritas no trabalho. Poderia ser rotulado como uma narração
159
de um sentimento interior que toma conta do seu “ser” quando
lê alguns autores.
Mario Ribeiro Martins lendo as obras de Antonio Guevara
que viveu no século XVI e que foi um dos maiores prosistas de
seu tempo, bem como Jeronimo Benito Feijoo, um espanhol do
seculo XVIII, com quem Mario confessa passar momentos graciosos,
durante seus retiros de estudos.
Mario faz uma comparação do papel desempenhado pelos
dois intelectuais, cada um no seu tempo. Para Mário, apesar do
tempo que separa Antonio Guevara e Jeronimo Benito Feijoomais
de dois séculos- há uma semelhança nos procedimentos
desses dois homens ilustres, amigos sentimentais do autor, pelo
menos assim Mário afirma, quando diz:
“Isto de ter amigos tão antigos traz não poucas vantagens. Se
eu os enfado, eles não têm oportunidade de reclamar. Se eles me
irritam (coisa que acontece frequentemente entre amigos), não tenho
meios para fazê-los saber. De modo que estou com eles, quando
quero e sem eles, quando não gosto de sua companhia. Porem
que saborosa e amena é esta companhia através de seus livros”.
“Canto de Morte nos Poetas Nacionais” é um trabalho de
análise que Mario Ribeiro Martins fez, analisando as composições
poéticas de vários autores não só contemporâneos, como
pertencentes a varias escolas literarias, quando esses escritores
invocam a morte em suas poesias.
A titulo de ilustração, citamos alguns trechos formalizados
pelo autor do trabalho. Gonçalves Dias, maranhense, chegou a
escrever: “Meu canto de morte, guerreiros, ouvi”. Myrtes Ribeiro
escreveu o SALMO DA MORTE, cuja afirmação inicial demonstra
uma estranha familiaridade com a morte, quando diz: “Eu te
aguardo, morte desconhecida. Eu me ofereço a ti, bela ignorada
por tantos dias. Teu beijo é o do verme cego e surdo”.
Nestas mesmas condições, o autor mostra referencias acerca
da morte em vários poemas de autores das diversas escolas, inclu160
sive autores goianos, como é o caso de Miguel Jorge. (CORREIO
DO PLANALTO. Anápolis, Goias, 08.09.1978).
DILMAR FERREIRA é Jornalista, Diretor-Proprietário
de vários jornais, entre os quais, CORREIO DO PLANALTO,
MANCHESTER, O ANÁPOLIS, etc.
DUPLICE CAMINHO
DA FILOSOFIA GREGA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Pelo tesouro de idéias que suscita e pelos caminhos que
mostrou à humanidade, o reexame da filosofia grega é
de utilidade para a compreensão do mundo presente.
O primeiro caminho dos filósofos gregos foi uma preocupação
com os problemas cosmológicos, especialmente por parte da
escola jônica, itálica, eleática e atomista.
O segundo caminho da filosofia grega foi uma preocupação
brusca, a partir do século IV, com os problemas metafísicos
e morais que assumem transcendência, especialmente com Sócrates.
Até o século V, A. C. a filosofia grega era sobretudo uma filosofia
da natureza, porém Sócrates modificou este rumo criando
uma filosofia do espírito. Toynbee, em EXPERIÊNCIAS, assinalou
muito bem esta mudança de diretrizes, dizendo: “Na história
intelectual do mundo helênico, Tales, o pai da física, apareceu
um século e meio antes de Sócrates, o pai da ética. Sócrates, ao
transferir deliberadamente a atenção para a ética, deixando a fí161
sica, que o tinha fascinado na juventude, produziu um acontecimento
que marcou época”.
Os dois caminhos da filosofia grega são vislumbrados em
Tales e Sócrates. O primeiro com a filosofia da natureza, o segundo
com a filosofia do espírito. Tales volta a sua filosofia para os
cosmos, Sócrates volta a sua filosofia para os nous, para o homem,
para a consciência, para a ética.
Qual teria sido o destino do mundo, se não houvesse esta
virada do pensamento, da física para a ética? Seja qual for a resposta,
o fato é que a ciência e a tecnologia gregas alcançaram extraordinário
teor de criatividade, porém logo se esclerosaram. As
necessidades da vida e da técnica levaram a uma vigorosa tecnologia
o desenvolvimento científico, como a engenharia hidráulica
de Tales e de Anacarses, a construção das naves, a química da
confecção dos papiros, tudo isso implicando numa atividade intelectual
superior, mãe da tecnologia.
Uma série de feitos mostra o caminho da física na filosofia
grega. A construção de relógios, por exemplo, foi uma invenção
que assinalou o despertar do pensamento científico. O aparecimento
da cirurgia, embora operação manual. A matemática assumiu
um grande esplendor. Os primeiros poetas valorizaram o trabalho,
embora posteriormente a atividade tenha sido menosprezada.
O segundo caminho da filosofia grega surge quando, depois
das guerras e da agitação das classes, os problemas humanos tomam
primazia sobre os problemas cosmológicos. Nesta virada
maravilhosa do pensamento para o homem, Sócrates é a expressão
máxima e se realiza como pai da ética. Mais do que os anteriores,
os problemas deste segundo caminho são mais sérios e por
isso ainda hoje prendem e desafiam o eixo definitivo de todas as
especulações: a liberdade e a dignidade. (O POPULAR. Goiânia,
03.04.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
162
EDUCAÇÃO E RELAÇÕES
RACIAIS NOS ESTADOS UNIDOS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Geralmente não é lembrado o fato de que há uma sensível
mudança nas relações raciais nos Estados Unidos.
Analisando-se a história dos conflitos entre brancos e pretos nestes
últimos tempos, encontram-se elementos que denotam a existência
desta transformação. As manifestações de melhor e mais
humano relacionamento entre os grupos conflitantes têm sido
muitas, mas não amplamente mostradas.
Conforme estudo feito pelo dr. Paulo Wailler especializado
em assuntos ético-sociais naquele país, há duas razões por que
o mundo não é melhor informado acerca destas transformações
entre os dois grupos: De um lado, a imprensa da própria América
não se interessa pelos pequenos fatos.
A existência de espontaneidade e disposição para evitar o
conflito racial pode ser comprovada através de pequenas realizações,
pelo menos na esfera educacional. Uma nova etapa na
vida americana surgiu em 17 de maio de 1954 quando o Supremo
Tribunal dos Estados Unidos, por decisão unânime, declarou inconstitucional
a segregação racial nas escolas públicas.
Para que houvesse unanimidade, um dos Ministros, Robert
H. Jackson, deixou o seu leito no hospital por algumas horas para
estar presente.
Embora o acontecimento fosse memorável e transmitido
para todo o mundo, pela sua oficialização, a decisão não estava
abrindo um campo totalmente novo, porquanto muitas instituições
tinham aberto suas portas à raça negra muito antes.
163
Já em 1949, por exemplo, a Junta Administrativa da Universidade
de Louisville Kentucky com um corpo discente de sete
mil alunos, decidiu aceitar pessoas de cor na instituição. Atitude
idêntica foi tomada dois anos mais tarde pela Universidade de
Carolina do Norte. Em 1953 a direção do Seminário Teológico da
Universidade de Sewanee recebeu instrução no sentido de atender
a todos os pedidos de matrícula sem preocupação racial.
Segundo a interessante pesquisa do dr. Wailler tem ocorrido
nos Estados Unidos “um milagre de ajustamento social”
muito bem visto em Washington, onde as escolas públicas na
sua maioria são escolas integradas. Em Missouri, a Universidade
de Lincon, embora “somente para pretos” passou a ter trezentos
estudantes brancos em cada grupo de oitocentos jovens. Em Indianópolis,
Indiana, o Conselho das Escolas Públicas elegeu uma
educadora de cor para uma de suas escolas.
Finalmente, dez anos antes da decisão do Supremo Tribunal
dos Estados Unidos, o arcebispo Joseph Francis Rummel fez
retirar dos bancos das Igrejas Católicas de Nova Orleans, as palavras:
“Para negros, somente”. (JORNAL DO COMMERCIO.
Recife, 13.12.1972).
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164
ENTREVISTA COM
MÁRIO RIBEIRO MARTINS
Roberto Pimentel*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Membro da Academia Goiana de Letras, Presidente
da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras,
Professor Universitário e Membro do Conselho Municipal
de Cultura de Anápolis, Mário Ribeiro Martins aborda diversas
questões relacionadas com a cultura em Goiás.
Nesta entrevista, afirma: “A literatura goiana deve ser analisada
sob diferentes facetas. Uma delas é a necessidade de elaboração
didática para a melhor compreensão de tal literatura. Não
é justo falar-se de literatura goiana no sentido global, sem as necessárias
distinções. A elaboração didática permite estabelecer os
momentos, os tipos e os aspectos gerais da literatura em Goiás”.
COMO VÊ, MARIO, A LITERATURA GOIANA ATUAL?
“A literatura goiana deve ser estudada sob diferentes facetas.
Uma delas é a necessidade de elaboração didática para a melhor
compreensão de tal literatura. Não é justo falar-se de literatura
goiana no sentido global, sem as necessárias distinções.
A elaboração didática permite estabelecer os momentos, os
tipos e os aspectos gerais da literatura em Goiás. É preciso entender
por literatura goiana toda a produção livresca e literária
eclodida no Estado, em todos os campos e não apenas nas áreas
de poesia, do romance e do conto. Esta visão permite oferecer um
lugar ao sol aos chamados autores didáticos que, se de um lado
fazem literatura e divulgam o nome de Goiás, por outro lado, são
quase esquecidos.
A este tipo de literatura didática se vinculam nomes expres165
sivos em Goiás, entre outros, o do Desembargador Romeu Pires
de Campos Barros, com o seu recente PROCESSO PENAL
CAUTELAR e cuja entrevista concedida a você, Roberto Pimentel,
publicada na FOLHA DE GOIAZ, foi de uma importância
impar pelas conotações em torno da justiça e do ensino superior.
Mas nesta literatura didático-juridica de Goiás, há outros
nomes, como o de Marcos Afonso Borges, autor de EMBARGOS
INFRINGENTES, Paulo Turmin Borges, Geraldo Batista
Siqueira, Licinio Leal Barbosa, Jônatas Silva, Nelci Silvério de
Oliveira, cujo livro ESTUDOS DE MORAL, CIVISMO E PROBLEMAS
BRASILEIROS, se encontra na 4ª Edição”.
QUE PROMETE VOCÊ PARA BREVE? “Entre os vários
originais prontos para publicação, existe um já no prelo, na Editora
Dominus, de São Paulo. Trata-se do livro PERFIL LITERÁRIO
DE AUTORES GOIANOS (1), com uma analise da vida
e obra de cada um. O texto é o resultado de dezenas de artigos
publicados em diferentes jornais do país, entre os quais, FOLHA
DE GOIAZ. Outro livro praticamente pronto é o PERFIL ACADEMICO.
Trata-se de um texto que focaliza a Academia Anapolina
de Filosofia, Ciências e Letras. Sua história desde a fundação.
Os dados biobibliográficos de cada membro titular, em numero
de 20, inclusive os patronos das respectivas cadeiras. Síntese da
vida e da obra de cada membro correspondente, somando, no
momento, mais de 700 (setecentos) no Brasil e exterior”.
COMO ANDA O CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA
DE ANÁPOLIS? “O Conselho Municipal de que sou membro,
é presidido pelo Dr. Helio Lopes de Oliveira, Inspetor Federal
e foi criado sob a inspiração do escritor José Mendonça Teles.
É constituído de nomes ilustres, entre os quais, o Bispo Dom Manuel
Pestana, o Rev. Nicomedes Augusto da Silva, Paulo Nunes
Batista, Célia Siqueira Arantes, Helena Melazzo, Antenor Silva.
O Conselho, como todos os órgãos voltados para a cultura,
enfrenta o crônico problema da falta de verbas para o seu adequa166
do funcionamento. Entre suas atribuições, destaca-se a promoção
de exposições, espetáculos, conferencias, debates e atividades conexas,
dando especial atenção à difusão cultural”.
E A AAFCL COMO ESTÁ? “A Academia Anapolina de Filosofia
Ciências e Letras continua prestando um relevante serviço
a Anápolis. Através do Boletim Informativo PERFIL, a cultura
anapolina tem sido divulgada pelo Brasil e fora dele, com o patrocínio
da COPLAVEN, cujo Diretor-Presidente Luiz Antonio de
Carvalho é membro titular da AAFCL e apóia todos os eventos
culturais anapolinos. Fato digno de menção é a presença de mais
de 700 (setecentos) membros correspondentes e de honra, destacando-
se, no exterior: Vicenzo Granato, da Academia de Ciências
Humanísticas da Itália, Genevieve Jean, da Association Litteraire
du Cannet, França, Marceau Constantin, Presidente da Academia
Internacional de Lutece, França, alem de muitos outros.
No Brasil, destacam-se os nomes do Ministro Prado Kelly,
da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, Joaryvar
Macedo (Ceará), José Luiz de Castro (Minas Gerais), Antenor
Santos de Oliveira (São Paulo), Roberto Pimentel (FOLHA DE
GOIAZ), Rodolfo Cavalcanti (Bahia), Nelson Abel de Almeida
(Espírito Santo), Guimarães Lima (Brasília), Antonieta de Clairfont
(Pará), Amélia Max (Paraná), Antonio Becker (Rio Grande
do Sul), Jayme Pereira (Amazonas), alem de outros, como o General
Morivalde Calvet Fagundes (Rio de Janeiro)”.
E O INTERCAMBIO CULTURAL? “Bem, você sabe que
o deslocamento pessoal hoje para a realização de conferencias,
debates, congressos é muito difícil, visto que o escritor é quase
sempre um funcionário publico e, como tal, não dispõe de tempo
a seu bel-prazer. Mas, o intercambio cultural tem sido feito não só
no âmbito nacional, porem também internacional. Assim é que,
como efetivação desse intercambio, temos sido agraciados com
vários títulos, entre os quais, o DIPLOME D’HONNEUR DU
CANNET (França), o DIPLOMA HONORIFICO DO CEN167
TRO CULTURAL E ARTISTICO DE PORTUGAL e, ultimamente,
o DIPLOME D’HONNEUR DU CLUB DES INTELLECTUELS
FRANÇAIS. Em termos nacionais, temos duas posses
marcadas. Uma, na Academia de Letras Municipais do Brasil,
em São Paulo. Outra, na Academia Municipalista de Letras de
Minas Gerais, ocasião em que falarei sobre Crispiniano Tavares
que viveu muitos anos em Uberaba”.
QUAL TEM SIDO A REPERCUSSÃO DE SUAS OBRAS?
“Embora seja muito difícil ao escritor goiano ultrapassar o Rio
Paranaíba (2), como diz José Mendonça Teles, nada tenho a reclamar
quanto à divulgação e repercussão dos meus trabalhos.
FILOSOFIA DA CIÊNCIA é divulgado e vendido pela ATLANTIS
LIVROS, de São Paulo, fazendo parte de seu Catálogo Geral,
o mesmo ocorrendo com SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL.
O livro GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE, publicado
em São Paulo, pela Imprensa Metodista, em 1972, teve tal
aceitação pelo seu caráter religioso que foi traduzido na Argentina
por Jorge Piñero Marques”.
“PERFIL LITERÁRIO publicado no Rio de Janeiro, é um
conjunto de poesia e prosa que sofrerá ampliação para nova edição
em 1984. Os demais livros MISCELÂNIA POÉTICA, SOCIOLOGIA
DA COMUNIDADE, ESBOÇO DE SOCIOLOGIA,
CORRENTES IMIGRATÓRIAS DO BRASIL, SUBDESENVOLVIMENTO-
UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA,
HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO BRASIL,
BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS EM PERNAMBUCO estão
esgotados, devendo alguns deles serem revistos e atualizados
para futuras edições. No entanto, o grande problema da produção
literária goiana, continua a ser a distribuição”.
E A ACADEMIA GOIANA AGORA COM CORA CORALINA?
“A Academia Goiana de Letras foi enriquecida com a eleição
de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretãs- CORA CORALINA.
Sua posse, lá na Cidade de Goiás (Goiás Velho) será um dos
168
momentos históricos mais significativos para a Academia, por ter
sido lá que, em 12.10.1904, no Palácio Conde dos Arcos, Eurydice
Natal e Silva fundou a antiga Academia de Letras de Goiás. CORA
CORALINA como titular e BERNARDO GUIMARÃES como
patrono, formam uma dualidade constitutiva irreversível, trazendo
CORA as glorias de Goiás e BERNARDO relembrando fatos
pitorescos e históricos de sua passagem por Catalão, fatos estes
que contribuíram para sua formação de grande romancista nacional,
já que seu primeiro livro CANTOS DA SOLIDÃO foi publicado
em 1852, ano em que começou a trabalhar como Juiz naquela
cidade goiana”. (FOLHA DE GOIAZ. Goiânia, 27.11.1983).
ROBERTO PIMENTEL é Jornalista, redator e editor.
(1) Este livro terminou sendo publicado em 1995, com o titulo ESTUDOS LITERÁ-
RIOS DE AUTORES GOIANOS, com 1051 páginas.
(2) É o Rio Paranaíba que separa Goiás de Minas Gerais, em alguns trechos, como,
por exemplo, Itumbiara.
ESCOLA SUPERIOR DA AVAREZA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A Bíblia apresenta, embora sem nomeá-las, várias Escolas:
Escola dos Profetas, Escola de Alexandria, Escola
Mosaica, Escola Judaica, Escola Paulina, entre outras. Todas
tiveram seus fundadores e seguidores. A Bíblia apresenta uma
escola “sui generis”: A Escola Superior de Avareza. Caim teria
sido seu fundador, nos primórdios da humanidade, se é que foi o
resto imprestável da sua lavoura que ele separou para entregar ao
Senhor, como alguns supõem.
169
Mas esta escola, como todas as outras do Velho e Novo Testamento,
teve os seus seguidores, dos quais a Bíblia guarda tristes
e horripilantes memórias. Um deles foi Judas Iscariotes que revelou
seu instinto bestial e avarento quando Maria, irmã de Lázaro,
tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, derramou sobre
os pés de Jesus e os enxugou com suas madeixas. Foi aí que Judas
disse: “Por que não se vendeu por trezentos dinheiros, Senhor?”
Judas não queria o dinheiro para o Senhor, mas para a sua bolsa.
Quantas vezes se ouve: para que comprar terreno para a Igreja,
se o dinheiro tem de sair do nosso bolso? Judas provavelmente
diria: é melhor não comprar móveis, porque desde a fundação da
Igreja estamos acostumados com velhos bancos e nunca morremos.
Mas Judas fez muito mais do que isto. Diz Mateus que por
causa dele os discípulos se indignaram contra Jesus.
Dois outros discípulos da Escola Superior da Avareza foram
Ananias e Safira dos quais a Bíblia apresenta uma ingrata memória.
Foi mais fácil Deus ressuscitar a Lázaro, abrir o Mar Vermelho
ou o Rio Jordão do que abrir o coração avarento de Ananias
e Safira. Haviam dado profissão de fé. Haviam sido imersos nas
águas batismais. Haviam preenchido uma ficha. Sabeis qual? A
ficha da fidelidade e da honra, escrita não com letras e tinta, mas
com lágrimas caídas dos seus olhos nos dias das perseguições.
Vivemos no mundo dos símbolos: a aliança representa a
união matrimonial, o batismo simboliza uma nova vida, o diploma
é a expressão da formatura, a ficha que o membro de uma igreja
assina representa a fidelidade. Mas a avareza fez com que Ananias
e Safira pensassem: nos dias de Cristo não era assim, a gente
dava quando queria, dava voluntariamente e a obra foi realizada.
Agora estes apóstolos querem até saber quanto nós ganhamos com
a venda da propriedade. Verdadeiro crediário, Safira! Vamos dar
quanto nós entendemos! Foi aí que Pedro disse: “Não mentiste
aos homens, mas a Deus”. É provável que Ananias ao ouvir as palavras
de Pedro ainda tenha pensado: é um verdadeiro crediário,
pesquisou a minha vida e soube por quanto vendi a propriedade!
170
Estas são as argumentações da avareza. Ananias e Safira foram
fulminados. Deus não conseguiu vencer a avareza. Aquelas
mesmas portas largas pelas quais entraram, por elas saíram. Entraram
como bons crentes e saíram como maus mordomos. Como
Ananias e Safira, há aqueles que entraram para as igrejas como
crentes, mas saem por causa da avareza, levando na consciência
as marcas de um mau mordomo.
A Escola Superior da Avareza ainda existe e seus seguidores
estão espalhados por toda parte: entre pastores, diáconos, professores
da Escola Dominical, alunos, verdadeiros “Cains” que
dizem: o fogo do altar também pode acender-se com os restos da
minha lavoura. Esta meditação é uma advertência para que não
se cometa o pecado da avareza. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro,
16.09.1973).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
ESCRITOR HOMENAGEIA
ARTISTAS PLÁSTICOS EM DICIONÁRIO
Mariá Soares*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Palmas - Artistas Plásticos que atuam no Estado do Tocantins
serão homenageados em livro. O escritor Mário Ribeiro
Martins está em fase de pesquisa para o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE ARTES PLÁSTICAS DO TOCANTINS.
Ele já tem em mãos mais de 100 nomes, mas considera pouco.
“A nossa intenção é reunir o maior número de nomes pos171
síveis”, diz, já que o trabalho de pesquisa requer paciência. Os
dados estão sendo adquiridos por meio de terceiros ou das exposições
que acontecem no Estado, eventos que o escritor faz questão
de comparecer, pois são nessas ocasiões que ele tem o contato
direto com os artistas.
Martins explica que no dicionário pretende colocar em uma
pagina os dados biográficos do artista e em outra, ou na mesma
pagina, dependendo da quantidade de informação, ilustrar com
um trabalho. Ele conta que a intenção é reunir todas as formas
das artes plásticas, entre elas, a pintura, a gravura, a colagem, a
escultura e o desenho.
Com este trabalho, Martins completará a terceira no gênero.
No inicio deste ano (04.05.2001), ele lançou o DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS. O livro é resultado
de dois anos de pesquisa e reúne 1.500 nomes biografados de
pessoas que vivem no Estado do Tocantins, que nasceram na região
ou que passaram pelo Estado, ainda quando Norte de Goiás.
Mario Martins é também autor do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE GOIÁS.
Como se trata de uma longa pesquisa, Martins acredita que
o lançamento do dicionário de artes plásticas só aconteça no segundo
semestre de 2002 (1).
A Secretaria de Estado da Cultura (SECULT), por meio da
Coordenação de Artes Plásticas, está cadastrando os artistas plásticos
que trabalham no Tocantins. De acordo com dados da Coordenação
cerca de 60 já estão cadastrados. (JORNAL DO TOCANTINS.
Palmas, 08.11.2001).
MARIÁ SOARES é jornalista, intelectual e escritora.
(1) Como se pode observar este Dicionário jamais foi terminado, porque o número de
Artistas Plásticos, no Tocantins, se tornou extraordinariamente grande e o autor não
conseguiu pegar os dados pessoais de cada um, tipo nome de pai e de mãe, data completa
de nascimento, cidade em que nasceu, etc. O projeto continua em vigor, mas agora,
dependendo de uma parceria. Qualquer interessado, poderá fazer contato com este autor,
pelo fone (063) 99779311 ou Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77 001-970.
172
ESCRITOR PUBLICA BIOGRAFIAS
DE IMORTAIS DA AGL
Lenna Borges*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A idéia de elaborar o livro surgiu porque há mais de 30 anos
não havia sido atualizada a obra RETRATO DA ACADEMIA
GOIANA DE LETRAS, de Humberto Crispim Borges.
O ano de 2007 foi de muita produção para o escritor Mario
Martins. De junho a dezembro, ele publicou três obras, a mais
recente lançada em Dezembro, foi o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA
DE LETRAS. Em junho, MISSIONÁRIOS AMERICANOS E
ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO. Em outubro,
o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS
DA ACADEMIA EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL.
O livro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS
DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS foi lançado na ultima
reunião ordinária da Academia Goiana de Letras, em Goiânia.
De acordo com o escritor, que traz no currículo a publicação
de varias obras biobibliográficas, a idéia de elaborar o dicionário
foi devido à lacuna de mais de 30 anos, sem que houvesse uma
edição revista e atualizada do livro RETRATO DA ACADEMIA
GOIANA DE LETRAS, de Humberto Crispim Borges, historiador
oficial da AGL. Martins é membro da AGL desde 1983 e
apresenta nesta obra 142 biografias entre Patronos, Fundadores
e Titulares das 40 Cadeiras da AGL, alem de alguns membros
correspondentes.
Na obra o autor apresenta um breve histórico da AGL, desde
a sua instalação, em 29.04.1939, presidida pelo acadêmico e
173
então Governador Pedro Ludovico Teixeira, e titular da Cadeira
01, que tem como Patrono Couto Magalhães.
Martins conta alguns fatos históricos interessantes da AGL
apresentados no livro de Humberto Crispim Borges. O autor faz
questão de frisar que a obra não tem nenhuma preocupação literária,
trata-se meramente de um trabalho biográfico.
Segundo o autor, todos os nomes biografados, bem como
os mais de 20 mil outros nomes, já estão em seu DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, disponível
para qualquer interessado em seu site www.mariomartins.com.br
ou www.usinadeletras.com.br.
Martins escreveu os livros GILBERTO FREYRE- O EXPROTESTANTE,
HISTORIA DAS IDEIAS RADICAIS NO
BRASIL, FILOSOFIA DA CIENCIA, SOCIOLOGIA GERAL
& ESPECIAL, ESCRITORES DE GOIAS, LETRAS ANAPOLINAS,
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS,
ESTUDOS LITERARIOS DE AUTORES GOIANOS, DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, CORONELISMO
NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS, etc.
Mario Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara, Bahia,
07.08.1943. No Recife, fez os cursos de Bacharel e Mestre em Teologia,
Bacharel em Ciências Sociais e Licenciatura em Filosofia.
Fez especialização na área de Sociologia e Educação, no Instituto
de Cultura Hispânica de Madrid, na Espanha, alem de Administração
Publica, na Escuela Nacional de Alcalá Henares.
Foi Promotor de Justiça de Abadiânia, Corumbá de Goiás
e Anápolis. É Presidente da Federação das Instituições Culturais
de Anápolis. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de
Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de
Escritores de Goiás, da Academia de Letras do Estado do Rio de
Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Academia
Pernambucana de Letras e Artes.
174
Internacionalmente, está vinculado ao Club des Intellectuels
Français, à International Academy of Letters of England e à
International Writers and Artists Association of United States.
FIQUE POR DENTRO: O autor revela que fará em fevereiro
e março deste ano (2008), também em Goiânia, o lançamento
de mais duas obras: DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁ-
FICO DE GOIÁS e o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS
E ARTES DE GOIÁS. (JORNAL DO TOCANTINS. Palmas,
15.01.2008).
LENNA BORGES é jornalista, redatora, editora, articulista.
ESCRITOR ANAPOLINO RECEBE
PRÊMIO DA FRANÇA
Luiz Carlos Mendes*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O professor e escritor Mário Ribeiro Martins recebeu, recentemente,
um DIPLOMA DE HONRA (DIPLOME
D´HONNEUR), em virtude da publicação do livro FILOSOFIA
DA CIÊNCIA.
A homenagem foi prestada por uma entidade literária francesa,
denominada LA CIGALE POETICA e fica localizada na
cidade de AU CANNET, de onde procede o diploma com data
de 01.06.1979, com a observação “pour son oeuvre litteraire et
sociologique”, assinado pelo Presidente da Association Litteraire
du Cannet, Genevieve Jean.
175
O livro FILOSOFIA DA CIENCIA foi publicado durante o
ano de 1979 e vem sendo adotado em diversas universidades brasileiras,
sendo tambem enviado a outros centros universitários,
especialmente nos paises europeus.
Em virtude desta divulgação realizada pela Editora Oriente,
de Goiânia, o professor Mário Ribeiro vem tendo suas obras
conhecidas em outros paises. E não só conhecidas, mas tambem
laureadas.
Mario Ribeiro Martins, atualmente, é Professor nas Faculdades
de Direito e de Filosofia, de Anápolis. Em virtude dos seus
inúmeros trabalhos literarios publicados no ano de 1979, foi escolhido
pelo CLUBE DE IMPRENSA DE ANÁPOLIS como o
DESTAQUE DO ANO, na área de literatura.
Alem do Magistério Superior, exerce tambem o cargo de
Promotor de Justiça do Estado de Goiás, atuando na Comarca de
Abadiânia.
Fundador e Presidente da Academia Anapolina de Filosofia,
Ciências e Letras. Pertence ainda a varias entidades culturais e de
classe, como o Instituto de Cultura Hispânica de Madrid, União
Brasileira de Escritores, Ordem dos Ministros Batistas do Brasil,
Academia de Letras de Uruguaiana, Academia Internacional de
Heraldica e Genealogia, alem de outras instituições. (CORREIO
DO PLANALTO. Anápolis, Goias, 19.01.1980).
LUIZ CARLOS MENDES é Jornalista, Redator e Editor.
176
ESTANTE DE LIVROS.
Abdias Lima*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Mário Ribeiro Martins é Bacharel e Mestre em Teologia.
Licenciado em Filosofia Pura. Bacharel em Ciências
Sociais. Bacharel em Direito. Professor Titular de Filosofia,
Ética Profissional, Sociologia e Filosofia da Educação, da Universidade
Evangélica de Anápolis. Estudou na Espanha.
Seu livro FILOSOFIA DA CIÊNCIA é altamente informativo.
É uma nova dimensão didática da Filosofia, em linguagem
simples, clara e com apresentação metódica. Através dela, o autor
oferece uma visão panorâmica da realidade filosófica, abrangendo
as grandes linhas do pensamento.
Embora não esteja preocupado em polemizar, o autor faz
uma reflexão critica e sistemática dos principais problemas filosóficos
sem esquecer, contudo, o primordial que é facilitar ao
estudante o contato com a Filosofia, de forma fácil e agradável.
É realmente uma obra séria, ao mesmo tempo eminentemente
didática. Quem a examinar atentamente absorverá conhecimentos
de Filosofia, dos gregos até o momento atual. Após cada
capitulo, o autor faz varias interrogações sob o titulo: TEMAS
PARA REFLEXÃO.
Livro que enriquece o leitor do começo ao fim. Logo à página
29. “Por isso disse Sócrates: “A vida sem reflexão não merece
ser vivida”. À pagina 59: “Essa preocupação da Filosofia Grega
era tal que Demócrito chegou a dizer- prefiro descobrir a origem
das coisas a ser Rei dos Persas”.
O capitulo IX é o das teorias gregas, de Tales de Mileto, de
Anaximando, de Anaxímenes, de Heráclito, de Empédocles e de
177
outros famosos filósofos. Do grupo sofista, cita Górgias, que argumentou
que nada existe e se existisse não se poderia conhecer
e se conhecesse não se poderia comunicar a outrem.
São epicuristas, as máximas: “Comamos e bebamos porque
amanhã morreremos” ou “entrega-te aos prazeres e fugirás da
dor”.
Buda e as verdades fundamentais: a) A essência do mundo
é o sofrimento. b) A origem do sofrimento é o desejo. c) A libertação
do sofrimento é o domínio dos desejos. d) A extinção dos
sofrimentos e dos desejos é o NIRVANA.
Um pequeno cochilo geográfico- A área do Espírito Santo
não é apenas de 36.000 Km2 e sim de quase 46.000 Km2.
Certa a teoria de Marcuse: “que embora se viva em pleno século
XX, a Sociedade Industrial é FETICHISTA, porque a atenção
dos grupos está voltada para objetos, para quantidades e não
para o homem”.
Taine dizia que “o espírito é um feixe e um fluxo de sensações”,
não existindo a substancia espiritual.
Observa-se ao final desse belo trabalho que Mario Ribeiro
Martins é um Mestre em Filosofia que estudou todas as correntes
filosóficas do mundo, dando uma excelente contribuição
para o entender filosófico. (TRIBUNA DO CEARÁ. Fortaleza,
24.10.1979).
ABDIAS LIMA é Jornalista, Articulista, Redator e Editor.
178
ESTRELA SOLITÁRIA
Guimarães Lima*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O Acadêmico Jaime Câmara fará o discurso de recepção
do novo imortal da Academia Goiana de Letras, o jovem
professor e membro do Ministério Público, Mario Ribeiro
Martins, em noite de gala, quando aquele sodalício será enriquecido
com um intelectual de escol, cultor da ciência de Platão.
Por estranho que pareça nunca a Filosofia foi tão necessária
como nos tempos atuais, de violências, de assaltos, de estupros e
de falta de respeito humano, porque à sua sombra vivem o Direito
e a Moral.
Aliás, o Direito, segundo Jellinek, “é uma porção mínima
da Moral”, porque aquele não existe sem esta. O Direito é a cristalização
da Moral, sendo que a esfera desta é mais ampla e de
maior força protetora.
O domínio do Direito sem conhecimento da Filosofia é
como uma orquestra sem maestro, porque o direito é a matéria
prima da Justiça.
Conhecer Filosofia é empregar a reflexão e isto desde Thales
a Pitágoras, que foram os primeiros filósofos que tentaram
discutir e explicar à luz da razão humana alguns desses princípios
mutilados no ZEND-AVESTA, pelo caráter religioso, filho da
supersticiosa revelação que os envolvia.
Consequentemente, foi na Grécia que a Filosofia começou a
ser considerada como ciência, porquanto antes, na Índia apenas
bruxuleavam esparsos alguns dos seus princípios, através do espesso
véu do mistério e da grosseira mitologia do Oriente.
A Filosofia é sobretudo uma atividade do espírito que visa
179
ao conhecimento universal, incluindo o conhecimento do homem,
do mundo e de Deus.
Apesar de sua dimensão, é tão pouco cultivada e raros são os
seus apologistas.
Na aula inaugural proferida por Lachelier na Universidade
de Toulouse, ele perguntou: O QUE É FILOSOFIA? O auditório
não soube responder, levando o mestre a acrescentar: NEM
EU SEI.
E foi sincero, porque a Filosofia é a procura do melhor,
como privilégio do ser humano, porque somente nós analisamos
e refletimos. Os animais irracionais não analisam nem pensam,
pois agem pelo instinto.
Foi Kant quem disse que “não há filosofia que se possa
aprender, porque só podemos aprender a filosofar”. E foi filosofando
que Sócrates afirmou: “Só sei que nada sei”. Filosofia não
é dogma, mas perquirição do melhor através da reflexão.
Se eu digo, por exemplo, dogmaticamente, DEUS EXISTE,
alguém pode contestar-me: QUAL A PROVA? Ao que responderei:
Se não posso provar a sua existência, também não posso
provar a sua inexistência, ou, então, argumentar com a teoria cômoda
de Pascal: “Creio em Deus, se me engano, nada perco. Mas,
se acerto, tudo ganho”.
Não se trata disso, porem, e sim de filosofar, porque, como
pondera Sócrates, “a vida sem reflexão não merece ser vivida”.
E se todos refletíssemos sobre os atos a praticar, o mundo seria
um paraíso e a felicidade um fato real. Por que a Bíblia é o Livro
dos Livros? Pela sua reflexão: Não julgar, porque sereis julgados.
Não condenar, porque sereis condenados.
A vida terrena é fugaz e ilusória, razão pela qual é a sabedoria
filosófica quem nos ensina: QUEM COM O FERRO FERE,
COM O FERRO SERÁ FERIDO. É o fim dos déspotas, dos tiranos,
dos falsos salvadores da Pátria. Mão-Tse-Tung, fenômeno
internacional, é exemplo disso. E Hitler? E Mussolini?
180
Mais do que nunca, a Filosofia deve ser o “pão-nosso-decada-
dia”. E é com ele que Mario Martins vai abastecer a Academia
Goiana de Letras, forja de artífices das letras, pela cultura
nacional.
E poucas academias têm o privilegio de possuir em seu seio
os cultores da ciência de Platão, que tem seu germe no berço da
humanidade e o seu nascimento na pátria da civilização. Mario
Martins será a sua estrela solitária. (O POPULAR. Goiânia,
22.03.1983).
GUIMARÃES LIMA foi Promotor Público de Anápolis.
Procurador de Justiça de Brasília. Autor de dezenas de livros. Sua
biografia completa se acha em www.mariomartins.com.br
EVANGELISMO E LITERATURA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O evangelismo nacional possui hoje uma coleção de nomes
ilustres, escritores dedicados que honram as letras
brasileiras. Muitos deles ligados a academias, cenáculos e outras
entidades culturais, apresentam obras publicadas nas diversas
áreas, destacando-se, sobretudo, os campos de literatura geral,
biografias, religião, didática, etc.
Aliás, mesmo no passado, grandes nomes despontaram entre
os evangélicos, contribuindo decisivamente para a formação cultural
do país, mencionando-se, entre outros o filólogo Eduardo
Carlos Pereira, ligado ao presbiterianismo e autor de renomada
gramática da língua portuguesa na sua época. O polemista Jerô181
nimo Gueiros, que se destacou nas letras, história e controvérsia.
Ministro presbiteriano, membro da Academia Pernambucana
de Letras, na cadeira patrocinada por Abreu e Lima e que fora
ocupada por Oliveira Lima. Membro do Instituto Arqueológico,
Histórico e Geográfico de Pernambuco e autor de vários livros,
entre os quais, “O Brasil Ameaçado”. Também colaborador do
JORNAL LO COMMERCIO, onde manteve a secção “Disciplina
da Linguagem”. O filólogo e historiador Erasmo Braga, nome
expressivo na cultura nacional, de convicção presbiteriana, deixou
a obra intitulada: “The Republica of Brazil” - “A Survey of
the Religious Situation” entre outras.
Entre os escritores mais recentes podem ser lembrados alguns
nomes, tais como: Jorge Buarque Lira, de fé presbiteriana,
ministro evangélico e membro da Academia de Letras de São
Paulo, do Cenáculo Fluminense de História e Letras e da Academia
Guanabarina de Letras. Autor de mais de 50 obras, Jorge
Lira é uma daquelas estrelas fulgurantes do evangelismo brasileiro.
Sobre ele, disse Agripino Grieco, um dos maiores críticos
nacionais: “Admiro cada vez mais a sua erudição, a sua produtividade,
o seu ardor combativo”. Bolivar Bandeira, presidente da
Academia Evangélica de Letras, ministro presbiteriano e autor
de algumas obras significativas têm contribuído para a formação
cultural do povo brasileiro.
Além destes nomes, há o de José dos Reis Pereira, um dos
verbetes da Delta-Larouse, cuja referência é assim feita “Diretor”
de “O Jornal Batista”, Presidente da Ordem dos Ministros Batistas
do Brasil desde de 1962 e membro da Comissão de doutrina da
Aliança Batista Mundial”. (Grande Enciclopédia Delta-Larousse
Rio de Janeiro: Editora Delta, 1970. p. 5243). É uma das maiores
autoridades em História Eclesiástica, escritor de renome, ministro
batista, da Academia Evangélica de Letras e autor de várias
obras, entre as quais: “Mobilização dos Válidos”, “História dos
Batistas”, etc.
182
Ebenézer Gomes Cavalcanti, polemista, historiador; ministro
batista, escritor de méritos, autor de diversas obras, destacando-
se, “A Gazela de Jope” – 1º classificado em Concurso de Literatura.
Ebenézer Soares Ferreira, da União Brasileira de Escritores,
da Sociedade Brasileira de Romancistas, da Academia Evangélica
de Letras; é ministro batista e membro de The American Schools
of Oriental Research. Autor de algumas obras acentuando-se, entre
outras, “Educação Moral e Cívica” e “Angelologia”.
Estes são apenas alguns dos escritores evangélicos, já que
nomes pertencentes a outros grupos denominacionais não foram
aqui mencionados, embora igualmente expressivos. O evangelismo
nacional, através da pena de tão ilustres homens, tem contribuído
extraordinariamente para elevar o nível intelectual dos
meios inferiores da sociedade brasileira. (JORNAL DO COMMERCIO.
Recife, 11.07.1973).
ATENÇÃO: Com a biografia completa de todos eles, este
autor publicou o livro MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS
FIGURAS DO BRASIL EVANGELICO. Goiânia,
Kelps, 2007. Este livro se encontra completo também na Internet,
no site www.mariomartins.com.br
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77001-970.
FONES: (063) 32154496. (063) 99779311.
HOME PAGE: http://www.genetic.com.br/~mario
E-MAIL: mariormartins@hotmail.com
183
FILHA DILETA DO SENHOR.
Condessa de Meia-Ponte*
(Vera lopes de Siqueira)
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Para o eminente Promotor, Professor e
Escritor Mário Ribeiro Martins.
Um elogio feito com sinceridade, nascido da própria alma
de alguém que deseja nos comunicar um recado afetivo,
não há coisa melhor para nos ajudar a procurar olhar sempre
para a frente e ver que o mundo continua lindo.
Assim me senti ao receber o livro ESCRITORES DE GOIÁS,
de Mário Ribeiro Martins. Fui premiada. Primeiro, se há um
nome que tem enriquecido a cultura em Goiás, este é Mario Ribeiro
Martins. Segundo, pela sua dedicatória amável “a quem admiro”
e “especial estima”, pintando com palavras, as cores diversas
com que se apresenta a amizade. Eu, uma sua desconhecida!
Sem saber o nome daquela que usa o pseudônimo de CONDESSA
DE MEIA-PONTE para enviar-lhe o livro, este foi entregue
à Diretoria do Jornal Nova Era, para que assim eu pudesse
recebê-lo.
Muitas pessoas acham uma extravagância o pseudônimo
usado por mim. Não sabem o por que dessa preferência. Para uns,
sou uma pedante. Para outros, modo de me exibir. E para muitos,
ser diferente, usando de um titulo aristocrático, fora de moda.
Esse cognome tem história e achei por bem apropriar-me
dele, em homenagem ao meu pai, um homem integro e cristão.
Nos idos de 1929, ele era um linhagista, pesquisando e publicando
seus trabalhos na REVISTA GENEALÓGICA BRASILEIRA.
184
Sobre sua mesa de trabalho ficava o BRASÃO DA FAMILIA
SIQUEIRA- um pretexto para que os seus opositores políticos
o criticassem.
Com a Revolução de 30, ele, um CAIADISTA, cairia no ostracismo,
assim pensavam os políticos, agora da situação. Usando
de um gesto tolo, deixaram afixado na porta de sua residência,
um cartaz, que seria motivo de humilhação:
“Washington Luiz foi para as profundas, carregando na corcunda
o BARBUDO, puxando com uma corda o CAIADO. E o
CONDE DE MEIA-PONTE para onde vai? Para o Acre”!
Ao dar aquela alcunha a meu pai, seus adversários políticos,
inconscientemente, reconheciam que ele era uma grande personalidade.
Gostando do apelido, quando ele e seu irmão fundaram
o semanário O PIRINEUS (1931/1934), escrevia artigos para o
mesmo e os assinava- CONDE DE MEIA-PONTE.
O pseudônimo por mim usado, não foi escolhido por acaso.
Foi inventado para o meu pai (1) e eu agora faço uso dele como
sua herdeira.
Não ligo às opiniões emitidas. Na minha pequenez, querendo
lidar com as palavras, vivo como se fosse uma condessa. Uma
condessa simples que reconhece as suas limitações, de bem com a
vida, sentindo-me acima de tudo, como UMA FILHA DILETA
DO SENHOR. (A NOTICIA. Anápolis, Goiás, 25.10.1997).
CONDESSA DE MEIA-PONTE (Vera Lopes de Siqueira)
é escritora e autora dos livros DATAS PIRENOPOLINAS, RETALHOS
e TRADIÇÕES PIRENES.
(1) Seu pai se chamava JOSÉ Assuero de siqueira.
185
FILOSOFIA DA CIÊNCIA,
DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS
E. D´Almeida Victor*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Este é o novo livro de reflexão filosófica de Mario Ribeiro
Martins. É uma outra dimensão didática da filosofia,
em linguagem simples, clara e com apresentação metódica.
Entre os temas focalizados, destacam-se Filosofia e Reflexão,
Perspectiva Histórica da Filosofia, Problemas Gerais da Filosofia,
Filosofia e Educação, Filosofia no Brasil, Antropologia
Filosófica, Filosofia do Direito e ainda Filosofia e Ciência.
É um livro indispensável aos estudantes de Filosofia nos
cursos de Educação, Comunicação, Ciências Sociais, Direito,
Filosofia Pura, Teologia, podendo servir também para leituras
complementares em outros cursos. Enfim, interessa a todos os
que participam dos problemas do homem e que queiram refletir
sobre a vida e o mundo, de uma perspectiva filosófica.
O autor, Mario Ribeiro Martins, é Bacharel e Mestre em
Teologia. Licenciado em Filosofia Pura. Bacharel em Ciências
Sociais. Bacharel em Direito. Especializou-se em Educação Moderna
e Administração Publica, respectivamente, em Madrid e
Alcalá de Henares, na Espanha. Professor titular de Filosofia,
Ética Profissional, Sociologia e Filosofia da Educação, na Universidade
Evangélica de Anápolis. Coordenador do Departamento
de Filosofia e Teologia, da Faculdade de Filosofia “Bernardo
Sayão”. Autor de vários livros, entre os quais, Sociologia
da Comunidade, Esboço de Sociologia e Gilberto Freyre, o Ex-
Protestante.
186
Colaborador em jornais e revistas especializadas. Advogado.
Especializou-se em Direito Processual Penal, na Faculdade de
Direito da Universidade Federal de Goias. Promotor de Justiça,
através de Concurso Publico de Provas e Títulos. Membro
da União Brasileira de Escritores, da Academia Internacional de
Ciências Humanísticas, do Instituto de Cultura Hispânica (Madrid),
da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras,
alem de outros títulos que o credenciam para escrever esta obra,
dirigida aos que gostam de refletir e cultivar a inteligência.
O livro, publicado pela Editora Oriente, de Goiânia, Goiás,
com 310 paginas, custa Cr$ 200,00 podendo ser solicitado ao autor
(1), por vale postal, para a Caixa Postal, 827, Anápolis, Goiás, Cep
77.100. (CORREIO BRAZILIENSE. Brasília, DF, 14.06.1979).
E. D´ALMEIDA VICTOR é jornalista, escritor, tradutor.
(1) Este livro se esgotou e o autor, ao mudar-se para o Tocantins, passou a usar a
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77.001-970.
FILOSOFIA DA CIÊNCIA.
Joaquim Rosa*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Lançado em Anápolis, Goiás, na sede do BANORTE
(Banco Nacional do Norte), um livro do Prof. Mario Ribeiro
Martins, com a presença de figuras ilustres, entre as quais,
Ursulino Leão, Fernando Cunha, Elenauro Batista dos Santos,
Afif Farah Hajjar, Sidiney Pimentel, Helena Melazzo, Olimpio
Ferreira Sobrinho, Maristela Duarte Mendes, Maurity Escobar,
187
Arminio da Costa Gomes, Rosina Irene Carvalhães Escobar, Júlio
Alves, etc.
Trata-se de caprichada edição Oriente, com 304 páginas, em
que o autor- responsável por uma série de valiosas publicações
destinadas a estudiosos e universitários- põe à disposição das pessoas
cultas as páginas de FILOSOFIA DA CIÊNCIA.
Um livro que dá nova dimensão didática ao ensino da filosofia,
em linguagem simples, clara e metódica.
Nunca fui muito de filosofias, sociologias, etc, etc. Finalmente
em tempos de aberturas cada qual pode expressar as suas
idiossincrasias a bel prazer, sobretudo nos temas abrangentes, de
que guardo a lição de um...filosofo: “Tão importante é a filosofia
para a vida que, sem ela, a vida correrá da mesma forma”.
Moral da história: FILOSOFIA DA CIÊNCIA é um livro
que deve ser lido até por quem sofre de alergia por filosofias, mas
gosta de aprender, ainda que dobrando o famoso cabo das tormentas,
como este escrevinhador. (JORNAL OPÇÃO. Goiânia,
18.05.1979).
JOAQUIM ROSA é Jornalista, Redator, Editor.
NOTA DO AUTOR: Joaquim Rosa foi fundador do jornal
O IPAMERI e farmacêutico. Nasceu em Ipameri, em 19.04.1901
e faleceu em Goiânia, em 11.11.1982.
188
FILOSOFIA DIVULGA
O NOME DE ANÁPOLISt
Dilmar Ferreira*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Entrevista, concedida ao CORREIO DO PLANALTO
(Anápolis, 31.07.1980), pelo Escritor e Promotor de
Justiça, Prof. Mário Ribeiro Martins, das Faculdades de Filosofia
e Direito.
O QUE É A ACADEMIA ANAPOLINA DE FILOSOFIA,
CIÊNCIAS E LETRAS
A AAFCL, entidade cultural, foi fundada em Anápolis-GO,
pelo seu idealizador, escritor Mário Ribeiro Martins, com a colaboração
de Paulo Nunes Batista e outros intelectuais da terra. De
sua primeira Diretoria Executiva constam, além dos dois nomes
acima, os de Luiz Antônio de Carvalho, Sidiney Pimentel, Iron
Junqueira e João Asmar.
Tem por finalidade principal “congregar intelectuais, anapolinos
ou não, para ampliar, em todos os sentidos, a cultura”
nesta cidade. Assim é que, de seu programa, são itens fundamentais:
“defender os interesses” dos escritores anapolinos ou não,
através do incentivo e do apoio; reivindicar, junto ao poder público,
as justas aspirações afetas à cultura em geral, para o bem da
cidade; promover semanas de estudos e debates culturais; proteger
os direitos autorais e os direitos morais e patrimoniais de seus
associados. Já publicou e registrou os seus estatutos.
189
COMO SE JUSTIFICA A EXISTÊNCIA DAS ACADEMIAS
NO MUNDO MODERNO?
O mundo atual exige reflexão em todas as facetas do conhecimento
humano. Isto significa dizer que a Filosofia, a Ciência e
as Letras não somente impõem tal reflexão, mas também se desenvolvem
pelo processo reflexivo. Filosofia, Ciência e Literatura
representam e significam a participação do intelectual no
processo histórico.
Foi com este espírito que surgiu a Academia Anapolina de
Filosofia, Ciências e Letras, objetivando congregar intelectuais
das mencionadas áreas, que tenham livros ou artigos publicados.
Há sempre na existência das academias o humilde entusiasmo e
o esperançoso ideal.
Aliás, quando perguntaram a Olavo Bilac, por que os membros
das academias eram chamadas imortais, em resposta, disse o
poeta: “É PORQUE NÃO TEM ONDE CAIR MORTOS”.
COMO SURGIU A ACADEMIA ANAPOLINA DE FILOSOFIA
CIÊNCIAS E LETRAS?
No dia 26 de agosto de 1978, o CORREIO DO PLANALTO,
em seu Edital, anunciava a fundação da Academia Anapolina
de Filosofia, Ciências e Letras por intelectuais anapolinos,
liderados pelos escritores Mário Ribeiro Martins e Paulo Nunes
Batista. Em seguida foram elaborados os Estatutos, publicados,
registrados e impressos. Sua Diretoria Executiva é constituída
pelos escritores Mário Ribeiro Martins, Paulo Nunes Batista,
Sidney Pimentel, Luis Antonio de Carvalho, Iron Junqueira e
João Asmar.
Mário Martins, eleito ESCRITOR DO ANO pelo Clube de
Imprensa de Anápolis, com 15 livros publicados. Paulo Nunes,
190
elogiado por Drumond e Jorge Amado, com mais de 100 obras
publicadas. Pimentel, com vários livros publicados, dois deles a
serem lançados. Luis Antonio, com uma tese filosófica, aplicada
à administração sobre a dialética hegeliana. Iron, autor de mais
de 10 livros, com renda dedicada ao Lar Humberto de Campos.
João Asmar, com mais de 100 crônicas publicadas em vários jornais.
QUAIS OS OBJETIVOS DA ACADEMIA?
Os objetivos estão expressos em dois artigos dos Estatutos,
sendo que o Artigo 1º reza: “A Academia Anapolina de Filosofia,
Ciências e Letras é uma entidade civil e cultural, com sede e foro
na Cidade de Anápolis, Goiás, e tem como finalidade principal
congregar intelectuais, anapolinos ou não, para ampliar, em todos
os sentidos, a cultura na referida cidade”. O Artigo 2º trata
das finalidades da Academia, de forma mais minuciosa e específica,
como entre outras, “zelar e defender os interesses fundamentais
dos escritores anapolinos ou não, através do incentivo e do
apoio”, “lutar pela efetiva definição do escritor local e de alhures,
no sentido de proteger os direitos autorais e de estimular a maior
aquisição de livros por parte do povo anapolino”.
QUAIS AS INFORMAÇÕES SOBRE OS MEMBROS DA
ACADEMIA?
O Artigo 3º dos Estatutos apresenta três categorias de membros,
que são: Beneméritos, Efetivos e Correspondentes. Além
das duas primeiras categorias, a Academia conta com mais de 200
membros correspondentes que, através de seus artigos e publicações
diversas, tornam ainda mais conhecido o nome de Anápolis
e que estão distribuídos da seguinte forma. em todo o Brasil: São
Paulo - 51 correspondentes; Rio de Janeiro - 57; Ceará - 9; Minas
191
Gerais - 31; Rio Grande do Sul - 6; Rio Grande do Norte - 5;
Amazonas - 1 Bahia - 11; Santa Catarina - 6; Paraná - 8; Espírito
Santo - 4; Mato Grosso - 2; Pará - 3; Pernambuco - 3; Maranhão
- 4; Distrito Federal - 1; Itália - 1; França - 1.
DE QUE FORMA A ACADEMIA TEM SIDO DIVULGADA?
De muitíssimas maneiras. Na verdade, os principais divulgadores
são os membros beneméritos, efetivos e correspondentes.
Vários livros, jornais, e revistas fazem referência à Academia
e seus membros, destacando-se: ANUÁRIO DA ACADEMIA
DE LETRAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, REVISTA
DA ACADEMIA MUNICIPALISTA DE LETRAS DE MINAS
GERAIS, REVISTA DO ATENEU ANGRENSE DE LETRAS
E ARTES, REVISTA DO CENTRO DE LETRAS DE PARANAGUÁ,
ANUÁRIO DE POETAS DO BRASIL, ESCRITORES
DO BRASIL, além de muitíssimos livros, como: ECOS NA
ETERNIDADE, TROVAS DA MINHA VIDA, FILOSOFIA
DA CIÊNCIA, CARROSEL DE FLORES, VIDA AFORA, EU
DE VOLTA, COLETÂNEA DE TROVAS BRASILEIRAS,
além de artigos, referências e entrevistas, como a de Paulo Nunes
Batista concedida ao TOP NEWS (29/7/79), também CORREIO
DO PLANALTO (19/1/80), FOLHA DE GOI-Z (8/7/79) e outros
jornais, como CORREIO BRAZILIENSE (14/6/79), PRESENÇA
DE LORENA (9/11/78), TRIBUNA DO CEARÁ (3/8/79),
O POPULAR (19/6/79), DIÁRIO DE MOGI (5/7/79), O TAUBATEANO
(23/4/79), O MOVIMENTO (15/10/78), O TAMBAÚ
(22/10/78), O COMÉRCIO (19/11/78), INFORMADOR
TIJUCANO (4/10/78), O CAMINHO (1/79), METRÔ NEWS
DE SÃO PAULO (20/8/79), além de outros que seria enfadonho
mencionar.
192
PODERIA CITAR ALGUNS DOS CORRESPONDENTES?
Todos os membros correspondentes são autores de vários
livros e estão vinculados a entidades congêneres de todo o país. Já
que não é possível citar todos os nomes, lembro alguns: Modesto
de Abreu, Presidente da Academia de Letras do Estado do Rio de
Janeiro; Alípio Mendes, Presidente do Ateneu Angrense de Letras
e Artes; Joaquim Lobo de Macedo, Presidente do Instituto
Cultural do Vale Caririense; Rui Antonio Silva Costa, Presidente
do Instituto Histórico e Geográfico do Jaguarão; João Albano
Mendes da Silva, Presidente da Academia Eldoradense de Letras;
Humberto Feliciano de Carvalho, Presidente da Federação
das Entidades Culturais de Uruguaiana; José Luis de Castro, da
Academia Municipalista de Minas Gerais; Vincenzo Granato, da
Academia de Ciências Humanísticas Y Relaciones de Napoli, Itália,
Madame Geneviève Jean, Presidente de L´Association “La
Cigale Poétique et Littéraire du Cannet”, França e muitos outros
que a exigüidade de espaço não permite mencionar.
OUTRAS INFORMAÇÕES SOBRE A ACADEMIA?
A Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras
comunica-se com o Brasil literário e cultural e também com o
exterior, através da Caixa Postal, 827*. São seus membros reconhecidos,
não somente pelo diploma que recebem, mas também
pela carteira de sócio, expedida para os membros beneméritos,
efetivos e correspondentes. No início do ano, a Academia se fez
presente no Encontro, Nacional de Academias de Letras, realizado
em São Paulo. Enfim, a Academia Anapolina de Filosofia, Ciências
e Letras tem divulgado o nome de Anápolis, de seu povo e
de sua cultura, por todo o Brasil. (CORREIO DO PLANALTO.
Anápolis, 31.07.1980).
193
DILMAR FERREIRA é Jornalista, Redator, Editor.
ATENÇÃO: Com o passar do tempo, a Caixa Postal, 827 foi
desativada. Mas, qualquer correspondência pode ser enviada para
a Caixa Postal, 90, Palmas, Tocantins, 77.001-970.
GILBERTO FREYRE À LUZ DOS
RELATÓRIOS DE RICHMOND
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Uma excelente imagem do famoso escritor nacional, Gilberto
Freyre, quando ainda adolescente, é encontrada
nos relatórios que foram enviados à Junta de Missões Estrangeiras
da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos por alguns missionários
que atuavam no Nordeste, particularmente no Recife.
Assim é que, em seu relatório à Missão Norte-Americana, sobre
o Colégio Americano Gilreath (Colégio Americano Batista),
acentuou o missionário D. L. Hamilton (David Luke Hamilton):
“Digno de nota especial é o diretor do departamento primário,
cuja posição é uma das mais responsáveis nesta instituição.
Gilberto Freyre cujo pai tem ensinado em nossa escola desde a
sua origem, está aqui desde o jardim de infância, curso primário e
até a sua graduação no Colégio, quando foi convidado para servir
como professor. Nele nós encontramos as melhores qualidades
do sistema americano, com a facilidade de adaptá-las às condições
atuais do Brasil. Seu trabalho é altamente satisfatório”. (D.
L. Hamilton, SEVENTY-TWO ANNUAL REPORT OF THE
FOREIGN MISSION BOARD-NORTH BRAZIL MISSION, in
194
ANNUAL OF THE SOUTHERN BAPTIST CONVENTION,
1917 (Nashville, Tenn: Marshall & Bruce Company, 1917, p.154.
Traduzido pelo autor).
Já em 1918, H. H. Muirhead, dando relatório da referida
instituição à Junta de Richmond, assim se expressou:
“Pela primeira vez na história do Colégio, nós tivemos o
privilegio de entregar cinco diplomas de bacharel a cinco jovens.
Escrevo esta última palavra (Jovens) com orgulho, pois eles são
homens no sentido mais autentico da expressão. Dois destes são
agora ativos pastores, enquanto um outro, talvez o mais promissor
do grupo entrou para o ministério desde graduado.
Os outros dois são esplendidos trabalhadores como professores
da instituição. Gilberto Freyre, filho de nosso professor de
Português, veio do departamento primário, ginásio e colégio. Seu
pai tem sido sempre liberal em seus pontos de vista religiosos, e
é agora um sincero crente, embora não batizado ainda, mas sua
esposa é uma católica fanática.
Há dois anos atrás, Gilberto Freyre era um sincero materialista,
mas ao iniciar o seu ultimo ano de Colégio, o Espírito
Santo fez seu trabalho e hoje, embora com apenas dezoito anos
de idade, este pescador de homens é o mais espiritual entre nós e
indiscutivelmente o melhor pregador no campo pernambucano.
Ele vai para o Colégio Bethel, Ky., este ano como estudante assistente
no departamento de línguas modernas”. (H. H. Muirhead,
SEVENTY-THIRD ANNUAL REPORT OF THE FOREIGN
MISSION BOARD-NORTH BRAZIL MISSION, in ANNUAL
OF THE SOUTHERN BAPTIST CONVENTION, 1918
(Nashville, Tenn: Marshall & Bruce Company, 1918, p.217. Traduzido
pelo autor).
Na verdade, em abril de 1918, Gilberto Freyre viajou para
os Estados Unidos, não propriamente para o Colegio Bethel conforme
foi mencionado por H. H. Muirhead, mas para a Universidade
de Baylor, passando a freqüentar a Seventh & James Baptist
195
Church (1), de onde tomou nos rumos.
Finalmente deve ser lembrado que a Gilberto Freyre se
deve o nome Escola de Trabalhadoras Cristãs (hoje Seminário
de Educadoras Cristãs), em substituição ao titulo inglês TRAINING
SCHOOL. (Mildred Cox Mein, CASA FORMOSA. Recife,
Gráfica Editora Santa Cruz Ltda, 1966, p. 24). (JORNAL DO
COMMERCIO. Recife, 04.10.1972).
ATENÇÃO: Sobre o assunto, este autor chegou a publicar o
livro GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. São Paulo,
Imprensa Metodista, 1973.
Para mais informações, leia QUEM FOI GILBERTO
FREYRE, no site: www.mariomartins.com.br
(1) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada
(e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé.
Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife,
Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto
Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais
longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica
Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles
constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo
na adolescência.
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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196
GILBERTO FREYRE
E OUTRAS MEMÓRIAS.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Muito oportunamente Geraldo Azevedo, da revista VISÃO
(27.10.1975), deu à sua entrevista com o Mestre
de Apipucos, o titulo: GILBERTO FREYRE-UM POUCO DE
MEMÓRIAS E UM LIVRO NOVO.
Válida essa manchete não somente porque Gilberto Freyre
escondeu muitas facetas de sua vida que poderiam ser conhecidas
pelo Repórter se tivesse lido o livro GILBERTO FREYRE- O
EX-PROTESTANTE publicado em São Paulo, pela Imprensa
Metodista (1972), de Mário Ribeiro Martins ou os artigos sobre
ele escritos no JORNAL BATISTA, distribuído do Rio de Janeiro
para todo o Brasil pela JUERP, mas também porque Gilberto
Freyre, teimosamente, insiste em ocultar uma realidade que lhe
marcou a vida, o que já foi sobejamente provado e comprovado
nos escritos acima mencionados e, inclusive, ratificado por ele
mesmo ao dizer, referindo-se aos contatos e sua vinculação com
os batistas no Recife:
“São contatos e tendências de que me orgulho. Duraram
ano e meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento
da natureza humana com Deus e com o Cristo que
é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte nada insignificante”.
(Gilberto Freyre, DEPOIMENTO DE UM EX-MENINO
PREGADOR, in DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Recife,
31.12.1972).
Mas não foi isso que Gilberto Freyre disse ao repórter de
VISÃO. Às perguntas feitas sobre o aspecto religioso, Gilberto
197
respondeu de modo tendencioso e desprezível, como se nunca
tivesse sido batizado numa Igreja Batista ou mesmo participado
como membro de Igrejas no Brasil e nos Estados Unidos e de
outras atividades denominacionais tipicamente batistas. Assim
é que declara o Mestre de Apipucos: “Foi no Colégio Gilreath,
hoje Colégio Americano Batista que tive certa iniciação no Cristianismo”.
A expressão “certa iniciação” não revela nada ao leitor. Não
revela, por exemplo, o fato de ter sido ele batizado pelo missionário
H. H. Muirhead em setembro de 1917, na Primeira Igreja Batista
do Recife, conforme seu livro de Atas. Não revela o fato de
ter sido ele membro da Seventh & James Baptist Church, Estados
Unidos, igreja freqüentada pelos alunos da Universidade Batista
de Baylor, onde Gilberto estudou. Não revela o fato de ter sido ele
um pregador, conforme ele mesmo escreveu para o DIÁRIO DE
PERNAMBUCO: “Daí ter me tornado, de fato, durante meses
no Recife, um Menino-Pregador de Jesus a gente de mucambos,
aos pobres mais pobres da cidade, aos mais desvalidos, um dos
quais me lembro- era um funileiro- ter morrido, tuberculoso, nos
meus braços”.
É esse homem que fala em “certa iniciação”. Alias, Gilberto
caiu em contradição quando disse ao repórter: “Depois, encontrei
nos Estados Unidos o filosofo espanhol George Santayana
que me reconciliou com o Catolicismo” (Visão, p.86).
Com a expressão “reconciliou” Gilberto disse tudo, pelo
menos ao bom entendedor. Mas a contradição é muito mais chocante
quando se lê o que Gilberto escreveu para o DIARIO DE
PERNAMBUCO, referindo-se à sua saída da Igreja: “E dei um
rumo um tanto mais anárquico ao que já era o dos meus projetos
de vida. Diferente de todos os rumos convencionais. Todo meu.
Sem nunca desprender-me de todo, do meu entusiasmo de adolescente
e de jovem por Jesus e das minhas preocupações com
os pobres do Brasil, cuidaria do assunto à minha maneira, nem
198
Católica, nem Evangélica”. Esse é o mesmo Gilberto que, contraditoriamente,
diz para VISÃO que se reconciliou com o catolicismo.
A uma outra pergunta do repórter sobre seus estudos nos Estados
Unidos, Gilberto Freyre respondeu: “Eu queria prepararme
para ser escritor” (VISÃO, p.86). É uma contradição chocante.
Não foi isso que disse Diogo de Melo Menezes, ex-secretario
de Gilberto e um de seus melhores biógrafos: “Naquela época, o
menino muito lido nos Evangelhos, em Milton, em Bunyan, na
biografia do Dr. Livingstone pensou em ser missionário” (Diogo
de Melo Menezes, GILBERTO FREYRE. Rio de Janeiro, CEB,
1944, p.42).
Alias, o próprio Gilberto Freyre escreveu para o DIARIO
DE PERNAMBUCO: “Com esse sonho tolstoianamente evangélico
é que pensei nos Estados Unidos, para onde segui e integreime
na mesma Universidade Batista de Baylor, onde já estudavam
meu irmão e meu amigo Edgar Ribeiro de Brito”.
Gilberto Freyre não tinha ido propriamente preparar-se
para ser escritor, o que se conclui não somente de suas palavras
“sonho tolstoianamente evangélico”, mas também de suas cartas
enviadas dos Estados Unidos. Uma delas chegou a ser publicada,
num jornal brasileiro- A MENSAGEM (Recife, 15.03.1919)- sob
o titulo CARTA DE UM SEMINARISTA.
Essa carta, Gilberto escreveu exatamente de um dos quartos
do maior seminário do mundo, o Seminário Batista do Sul
dos Estados Unidos, conhecido como SOUTHWESTERN BAPTIST
THEOLOGICAL SEMINARY, Fort Worth, Texas.
Nessa carta, entre outras coisas, ele diz: “Visitei hoje e tive
boa palestra com o Professor de Missões, Knighe. É jovem, inteligente
e preparado. Eu o quisera ver no Brasil como missionário.
Falei ao velho Gambrel, “papai” dos baptistas do Texas. Hoje à
noite, falarei a um grupo de mexicanos- entre os quais o Seminário-
professores e estudantes- que fazem trabalho missionário.
Misturarei ao meu hespanhol um pouco de português” (CARTA
199
DE UM SEMINARISTA. A MENSAGEM. Recife, 15.03.1919,
p.5).
Sobre o grande pregador Billy Sunday, Gilberto escreveu:
“Já o ouvi duas vezes. É uma maravilha. Billy é hoje o pregador
de maior popularidade no mundo inteiro. E o de mais poder. Basta
dizer que foi ele quem fez cair de joelhos, em New York, 100
(cem mil pessoas). Em Fort Worth começou a pregar há cinco
semanas. Tem havido na media 100 (cem) decisões por noite. Ontem
à noite, houve umas 300 decisões”.
Outros fatos poderiam ser mencionados, mas estes bastam
para mostrar que somente um narcisismo tolo e inoperante, uma
má vontade impertinente e estúpida podem fazer com que Gilberto
Freyre esconda o fato histórico incontestável da contribuição
protestante para a sua formação, desde os seus dias de Colégio
Americano Batista, no Recife, até sua ida para a Universidade
Batista de Baylor, pois enquanto W. C. Taylor escreveu EU O
AJUDEI A IR AOS ESTADOS UNIDOS PARA ESTUDAR
(W.C.Taylor, A Brief Survey of the History of Brazilian Baptist
Doctrine. Rio de Janeiro, 1955, p.57), o velho missionário Johnson
vendeu o seu piano de estimação para ajudar o jovem Gilberto
Freyre na sua viagem à América. (JORNAL BATISTA. Rio de
Janeiro, 11.01.1976).
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200
GILBERTO FREYRE
E SUAS MEMÓRIAS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Com o titulo GILBERTO FREIRE DEFENDE MODELO
DE SOCIEDADE ANÁRQUICA, o Suplemento
Cultural de O POPULAR publicou entrevista do escritor Gilberto
Freyre através de doze perguntas, devidamente respondidas.
Dentre elas, destaca-se a seguinte: “COMO FOI O INICIO
DE TUDO QUE O SENHOR É HOJE E ATÉ QUE PONTO
INFLUIU A ORIENTAÇÃO FAMILIAR NA SUA VIDA DE
ESCRITOR?”
A propósito da resposta dada pelo ilustre brasileiro, é de
grande significação que se apresente para os leitores de O POPULAR,
a resposta que, anteriormente, foi dada pelo celebre sociólogo
e antropólogo Gilberto Freyre à série de ARTIGOS SOBRE
ELE ESCRITOS, não somente no DIARIO DE PERNAMBUCO,
mas também no JORNAL DO COMMERCIO, do Recife, e
ainda no JORNAL HOJE, de São Paulo.
Lançando mão de um titulo expressivo DEPOIMENTO
DE UM EX-MENINO PREGADOR, assim escreveu Gilberto
Freyre no DIARIO DE PERNAMBUCO e para os Diários Associados:
“Num jornal do Recife, simpático e decerto bem intencionado
cronista de coisas evangélicas no Brasil- Mário Ribeiro
Martins- vem recordando meus contatos de adolescente - quase
menino de 17 anos - com o evangelismo. Um evangelismo, o
meu, nesses dias, de caráter o mais popular. O mais antiburguês.
O mais antieclesiastico. Com muito de tolstoiano, portanto”.
201
A influencia protestante de que tanto se tem falado sobre a
infância de Gilberto Freyre é revelada em suas próprias palavras,
quando escreveu:
“São contactos e tendências de que me orgulho. Duraram
ano e meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento
da natureza humana, no sentido de relações dos homens
com Deus e com o Cristo, que é um sentido de que ainda
hoje guardo comigo parte nada insignificante”.
Na verdade, tem razão o Mestre de Apipucos, porque quem
como ele teve a oportunidade de ouvir Billy Sunday (o maior
pregador da época) e dizer: “Elle ora como se Deus estivesse na
frente delle... Já o ouvi duas vezes. É uma maravilha... E o de mais
poder. Elle prega as doutrinas da Graça, da Salvação Pessoal, da
Redempção, etc, na sua pureza evangélica” não poderia sentir outra
coisa senão o pulsar do Cristo dos Evangelhos e sua poderosa
influencia.
“Creio ter sido”- acrescentou Gilberto Freyre- como adolescente
brasileiro, um pequeno precursor, anárquico e a meu
modo, do atual movimento, também um tanto anárquico e, a seu
modo construtivo, chamado de Jesus ou de Cristo. Movimento
atualíssimo que empolga tantos adolescentes e jovens- inclusive
HIPPIES- nos Estados Unidos e noutros paises: adolescentes e
jovens enfastiados de burguesias, de idéias burgueses, de riqueza,
de conforto, de igrejas organizadas em senhoras igrejas”.
Aqui, parece que Gilberto Freyre não se lembrou de que
a Primeira Igreja Batista do Recife (de que ele era membro) era
uma senhora igreja, pelo menos, a ela freqüentavam os grandes
mestres do Colégio Americano Gilreath, inclusive seu próprio
pai que alem de Vice-Diretor do Colégio, era também Juiz.
Pois bem, desta igreja Gilberto fazia parte como paroquiano,
membro (e não foi forçadamente, mas por livre e espontânea
vontade) e nela pregava as doutrinas do Cristianismo na sua pureza
evangélica.
202
Aliás, era difícil naqueles primórdios, ser um pregador anárquico
e a seu modo. O fato é que o futuro Mestre de Apipucos,
conscientemente, fez parte de uma burguesia (se é que a referida
igreja o era) e nela permaneceu por algum tempo nos Estados
Unidos e dela recebeu os mais valiosos préstimos, conforme carta
de W. C. Taylor que disse: “Eu o ajudei a ir aos Estados Unidos
para estudar”.
“O que eu queria”- prosseguiu Gilberto Freyre- Contacto
com gente do povo para lhe falar de um Jesus ou de um Cristo
que devia ser dela e não dos burguesões”. Esta seria uma boa argumentação,
se Gilberto tivesse continuado, independentemente
de Igreja, a falar de Cristo ao povo. Poderá fazê-lo ainda. A bem
da verdade, até vê-lo entre o povo (mas povo mesmo) é difícil.
Continuando, escreveu Gilberto: “As igrejas de qualquer
espécie me pareciam redutos desse burguesismo para mim sem
sentido e sem atração. Pois eu não queria enriquecer. Não queria
ser poder político. Ciente de minhas origens sociais, não sentia
necessidade de ascensão social. Não queria seguir qualquer profissão
rendosa e convencionalmente burguesa”.
Este modo de pensar, contudo, parece ter sido apenas uma
fase na vida do jovem, pelo menos é o que mostra a sua maneira
de ser e viver na Mansão de Apipucos.
Seguindo o raciocínio, acentuou Gilberto: “Daí ter me tornado,
de fato, durante meses no Recife, um Menino Pregador de
Jesus a gente de mucambos, aos pobres mais pobres da cidade, aos
mais desvalidos, um dos quais me lembro- era um funileiro- que
morreu tuberculoso nos meus braços. Braços de um filhinho de
papai que se horrorizaria se tivesse visto o filho tão mimado em
casa, falando de Jesus a um coitado que se desfazia em sangue, que
vomitava sangue numa bacia e mal me podia dizer: “Obrigado,
menino enviado por Deus. Morro feliz. Já estou ouvindo musica
de pancadaria vinda do céu”. Ninguém da família estava no conhecimento
dessas minhas aventuras antiburguesas e anticatolicas”.
203
A dedicação de Gilberto Freyre à pregação do Evangelho
não foi somente “durante meses no Recife”, mas também nos Estados
Unidos, conforme carta de W. C. Taylor que disse, referindo-
se ao jovem Gilberto: “Naquele tempo (1917), ele era o mais
amado Pregador Batista em Pernambuco e CONTINUOU assim
enquanto foi membro da SEVENTH AND JAMES BAPTIST
CHURCH, como Dr. Melton, o Pastor, me contou”.
“A verdade”- acentuou o Mestre de Apipucos- é que ajudei
muito pobre. Confraternizei com muito desgraçado. Fui tolstoianolia
muito Tolstoi- à minha maneira que era a de um menino provinciano
do Brasil que lia, além do grande russo, os Evangelhos”.
A biografia do missionário Livingstone e a leitura do Livro
Sagrado exerceram tanta influencia sobre ele que, como disse
José Lins do Rego, citado por Diogo de Melo Menezes “nessa
fase chegou a pensar em tornar-se missionário”.
Quem sabe se ao ir para os Estados Unidos não estava ele
pensando nesta possibilidade? Alias, ele mesmo disse numa carta
referindo-se ao Seminário: “Visitei hoje e tive boa palestra com
o professor de Missões, Knighe. Eu o quisera ver no Brasil como
missionário”.
No mesmo depoimento ao DIARIO DE PERNAMBUCO,
disse Gilberto Freyre: “O já referido cronista aludiu à Primeira
Igreja Batista do Recife, na qual dificilmente concordei em repetir
uma ou duas das minhas falas à gente de mocambo do Recife, depois
de ter concordado sem entusiasmo em tornar-se seu membro”.
Este “sem entusiasmo” do Mestre de Apipucos não é muito
justo, mesmo por que a Igreja não o batizou, simplesmente por
batizar. Ele se tornou membro da Igreja por sua própria e exclusiva
vontade. Se não houvesse entusiasmo, ele teria permanecido
como seu pai: amigo da Igreja, mas nunca membro dela. Ou será
que filiou-se à Igreja “sem entusiasmo”, com outras intenções.
Um jovem “ativo em coisas de Escolas Dominicais, excursões
evangélicas, cantoria de hinos e pregação do Evangelho”,
204
não poderia ter segundas intenções, nem deixar-se imergir nas
águas batismais, “sem entusiasmo”.
Não tivesse ele entusiasmo, não teria participado de Comissões
Especiais, eleitas pela Igreja ou mesmo apresentado relatórios
e pareceres às Convenções, como ocorreu no dia 01.04.1918,
segundo A. N.Mesquita que diz: “O Prof. Gilberto Freyre leu
outro bem elaborado parecer sobre Missões Estrangeiras”.
Os assuntos tratados eram sérios demais para serem focalizados
por um jovem que entrou para a Igreja “sem entusiasmo”.
Este tipo de argumentação é uma boa saída, mas nunca convincente
quando se conhece as exigências das igrejas daquela época.
“E numa daquelas falas”- prosseguiu o Mestre Gilberto
Freyre- “o templo transbordando de gente de toda espécie- fiz
um apelo- quem quer ser do Jesus de quem acabo de falar?”- a
que atenderam centenas de ouvintes. Entre eles, gente notável: o
então líder socialista, já Bacharel em Direito e já intelectual brilhante,
Cristiano Cordeiro. O futuro jornalista no Rio de Janeiro,
Orlando Dantas, que se tornaria famoso como proprietário do
Diário de Noticias. O advogado João Vicente da Costa e seu filho
dipomaniaco. Episódios “dramáticos”.
A terminologia de que o mestre de Apipucos lança mão aqui
é tipicamente protestante. Expressões como “fiz um apelo” e outras
são linguagem evangélica.
No mesmo depoimento argumentou o ex-menino Pregador:
“Mas quando o missionário, Pastor da Igreja e também meu bom
amigo Rev. Muirhead, entusiasmado com o que acabara de ver,
exclamou que aquela sua Igreja, até então só de gente modesta teria
como membros Advogados, Médicos, Industriais, Intelectuais,
altos comerciantes, impressionados com o Menino Pregador, eu,
indignado lhe disse: “Fique-se com esta Igreja de burguesões e de
ricos. Só me interessam os pobres. Era um tolstoiano radical”.
A sinceridade de Gilberto Freyre para com o missionário é
significativa: “Meu bom amigo”. A argumentação, no entanto,
205
“fique-se com essa igreja de burguesões”, não é das melhores, por
várias razões: Não havia somente a Primeira Igreja Batista do Recife,
o que significa que ele poderia ir para igrejas extremamente
pobres. Por outro lado, embora Gilberto tivesse dito “fiquese
com essa igreja”, ele verdadeiramente não deixou a Igreja, ao
contrario, colaborou em tudo, até o momento em que viajou para
os Estados Unidos, e de lá solicitou carta de transferência para a
SEVENTH AND JAMES BAPTIST CHURCH, Waco, Texas,
conforme foi demonstrado pela carta de W. C. Taylor.
Sua viagem para os Estados Unidos ocorreu em abril de 1918.
Pois bem, no dia 04.03.1918, ele foi eleito em sessão membro de
uma Comissão Especial para tratar de hospedagem da Convenção
e no dia 01.04.1918, como representante da Igreja apresentou um
“parecer sobre Missões Estrangeiras” na Assembléia Convencional.
O “fique-se com essa igreja” foi, portanto, uma força de expressão.
“E um tanto”- acrescentou Gilberto Freyre- “com esse sonho
tolstoianamente evangélico é que pensei nos Estados Unidos-
para onde, nessa época, segui e integrei-me, na mesma Universidade
onde já estudavam, tendo se tornado “evangélicos”,
meu irmão e meu amigo Edgar Ribeiro de Brito, filho do então
Senador Federal e também dois jovens, Guedes Pereira, Ivo
Araújo, filho do Senhor de Engenho, Antonio de Araújo (Usina
Cadete, de Amaragy) e neto do Barão desse nome- estudar (sendo
ainda evangélico) Ciências Sociais e Literatura.
O evangélico a que se refere Gilberto Freyre, vale salientar,
era muito mais do que um simples rótulo. Significava antes de
tudo ser membro de uma igreja e ter responsabilidade com ela.
Dizer-se que o Mestre de Apipucos foi evangélico simplesmente
não tem significado. O que é expressivo e poucos sabem é que ele
foi membro da Primeira Igreja Batista do Recife, batizado pelo
missionário Harvey Harold Muirhead (H. H. Muirhead), que era
Pastor da Igreja, em setembro de 1917.
206
Continuando, disse ele, no mesmo documento: “O que fiz?
Quando, porem, defrontei-me com o tratamento mais que cruel
dado pela burguesia evangélica dos Estados Unidos aos negros,
descri desse evangelismo”. Ainda bem que Gilberto Freyre descreu
do evangelismo, mesmo porque evangelismo diz respeito à
teoria, ao método de evangelizar. Ele não descreu da evangelização
que é a aplicação ou pratica do evangelho.
Alem do mais, a profissão de fé que ele dera na Primeira
Igreja reunida em sessão não foi fundamentada em nenhuma teoria
de superioridade ou inferioridade racial, mas na pessoa de
Jesus Cristo como Salvador pessoal. Uma fé que não permite suportar
as injustiças sociais e outras mazelas da humanidade, não
é fé verdadeira, semelhante à fé dos discípulos, que continuaram
com o Cristo, apesar da traição de Judas.
Ainda acentuando o seu desvio do evangelismo, esclareceu
o autor de CASA GRANDE & SENZALA: “E dei um rumo um
tanto anárquico ao que já era o dos meus projetos de vida”. A
declaração bem analisada parece soar mal. Há como que algo de
insinceridade na entrada de Gilberto Freyre na Primeira Igreja
Batista do Recife, o que os fatos não comprovam e chega-se, portanto,
à conclusão de que o Mestre de Apipucos tenta fugir de
uma realidade que lhe marcou a vida.
Os seus “projetos de vida não eram um rumo um tanto anárquico”,
mas conforme Diogo de Melo Lins, citando José Lins do
Rego, eram o “tornar-se missionário”.
“Diferente de todos os rumos convencionais”- continuou
ele- “todo meu. Sem nunca desprender-me de todo do meu entusiasmo
de adolescente e de jovem por Jesus e das minhas preocupações
com os pobres do Brasil, cuidaria do assunto à minha maneira,
nem católica e nem evangélica”. Esse tipo de argumentação
é também uma forma de fuga. Expressões como “todo meu”, “minhas
preocupações”, “minha maneira”, “meus projetos” revelam
um narcisismo tolo e inoperante.
207
Alem disso, deve haver um nome para “maneira nem católica,
nem evangélica”. Seria cristã? Mas, o Cristianismo jamais
foi uma anarquia intelectual. E mais, se Gilberto nunca se desprendeu
de todo do seu entusiasmo de adolescente de jovem por
Jesus, deve lembrar-se que foi este entusiasmo que o levou às
“mucambarias do Recife”, sendo visto por centenas de pessoas e
nunca por si só e pelas suas próprias maneiras.
Finalmente escreveu o mestre, seguindo sua linha de pensamento:
“Nem ligada a qualquer instituição ou ideologia. Cristãmente
anárquica. Desligado de moralismos e de burguesismos.
Indiferente a posições e riquezas”.
Poder-se-ia lembrar a declaração de São Paulo: “Nos últimos
tempos, sobrevirão dias difíceis, pois os homens serão egoístas,
arrogantes, irreverentes, enfatuados, antes amigos dos prazeres
que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe,
entretanto, o poder”.
O fato, no entanto, é que há homens que nascem em determinada
época e lugar para realizar grandes obras. É o caso de
GILBERTO FREYRE. (O POPULAR. Goiânia, 28.08.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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NOTA DO AUTOR: Alguns anos depois, em 1981, Gilberto
Freyre voltou a escrever sobre o assunto, no jornal FOLHA
DE SÃO PAULO (29.03.1981), com o seguinte teor: “GILBERTO
FREYRE, in FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo, 29 de
março de l98l: “Um simpático Dr. Mário Ribeiro Martins publicou
há pouco um opúsculo -GILBERTO FREYRE, O EXPROTESTANTE.
São Paulo, Imprensa Metodista, 1973. Pena
que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coi208
sas mais, talvez de interesse para o seu estudo. Aliás, anteriormente,
num jornal do Recife -JORNAL DO COMMERCIO- este
simpático e bem intencionado cronista de coisas evangélicas no
Brasil já vinha recordando meus contatos de adolescente -o que
também o fizera no DIARIO DE PERNAMBUCO -com o evangelismo,
quando quase menino de l7 anos. Contatos e tendências
de que me orgulho. Duraram ano e meio. Mas ano e meio que
me enriqueceram a vida e o conhecimento da natureza humana,
no sentido de relações dos homens com Deus e com o Cristo,
que é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte nada
insignificante.”. Sobre este assunto, veja também aqui o artigo O
MESTRE DE APIPUCOS.
O “EX-PROTESTANTE”.
Gilberto Freyre*.
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Uma vez por outra surge um comentário inexato ao fato
de que, dos 17 aos 18 anos eu ter sido protestante.
Foi minha segunda revolta contra a ortodoxia familial em
que, felizmente, me criei e à qual tanto devo. A primeira revolta
foi aos 6 anos: fugi de casa. Fuga sem quê, nem pra quê. Tanto
que eu próprio tomei a iniciativa de voltar aos pais e irmãos e à
avó Francisca e também aos brinquedos e ao gato chamado Fidalgo.
A saudade deles me reorientou como por mágica. Sem lógica.
Como sem lógica fora a fuga.
A segunda revolta contra a ortodoxia familial foi a aventura
protestante. Ou evangélica. Aventura de adolescente inspirada
um tanto por Tolstoi: sua revolta a ortodoxia greco-catolica e
209
contra a burguesia russa. Revolta animada por uma interpretação
anárquica de Cristo.
Fui então no Recife, nesses meus velhos dias, um famoso
MENINO PREGADOR. Pregador de 17 anos nos bairros mais
pobres. Menino dos chamados finos, em contacto com as gentes
mais humildes e mais rudes. Amado por essas gentes. Um funileiro
tísico morreu nos meus braços, deitando sangue pela boca e
me pedindo: me fale mais de Jesus. Falei-lhe. Segurou-me a mão
para me ouvir melhor. Até que me disse: Basta, menino, já estou
ouvindo música de pancadaria. E morreu.
Um simpático dr. Mário R. Martins publicou há pouco um
opúsculo: GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE. Pena
que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas
talvez de interesse para o seu estudo.
Soube ele que, indo do Brasil para os Estados Unidos, aos 18
anos, a fim de, por conta do meu pai, estudar na Universidade Batista
de Baylor- onde já haviam estudado meu irmão Ulisses e outros
brasileiros: três Guedes Pereira, Edgar, filho do então Senador
por Pernambuco, Ribeiro de Brito, José Ermírio de Morais, todos
antigos alunos do Colégio Americano Batista do Recife- freqüentei
uma Igreja Protestante próxima da Universidade. É certo. Fui ainda,
por uns curtos meses, nos Estados Unidos, protestante.
Pensando até em ser missionário não sabia onde: talvez entre
os Índios do Brasil. Mas, repito- só por uns curtos meses. O
que vi de sadismo no tratamento dos negros pelos protestantes
brancos- quasi assisti a um linchamento, dos então comuns- a
rígida divisão, nas próprias igrejas, entre brancos e pretos, hipocrisias
burguesas- desencantou-me com o protestantismo. Com o
que, de algum modo, respondo à carta agora mesmo recebida de
jovem e inteligente brasileiro do Espírito Santo que me pergunta:
Por que não ser protestante?
Não repudiaria de modo algum minha experiência evangélica
ou protestante. Nem o que foi para mim, o estudo em Colé210
gio Americano de orientação protestante. Nem o curso que segui,
como outros brasileiros, na Universidade Batista de Baylor,
antes da Pós-Graduação em Columbia. Mais sobre o assunto em
artigo próximo. (FOLHA DE SÃO PAULO, 29.03.1981). *Informação
da Folha: Gilberto Freyre é sociólogo, ex-deputado federal,
ex-deputado constituinte (1946), ex-delegado brasileiro à
Assembléia Geral da ONU e autor do clássico CASA GRANDE
& SENZALA.
OBSERVAÇÃO: É bom relembrar que embora Gilberto
Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada (e daí dizer
que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma
comunidade de fé. Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a
Igreja Batista da Capunga, no Recife, Rua João Fernandes Vieira,
769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ
de Gilberto Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa
dos artigos e trabalhos mais longos do escritor, mas tambem
Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica Dominical,
membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto.
Eles constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto
e do seu misticismo na adolescência.
211
GOVERNADOR DE GOIÁS
ENALTECE DR. SHEPARD
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Quando da XXXV Assembléia da Convenção Batista
Goiana, na cidade de Iporá, interior do Estado, a Igreja
local aproveitou a oportunidade para inaugurar o seu templo - o
maior e mais belo templo do Estado.
A inauguração contou com a presença não somente dos convencionais
representantes das Igrejas Batistas do Estado, mas
também com a presença do Governador, Engenheiro Dr. Irapuan
Costa Júnior, o mais novo dos governadores estaduais, que fora
especialmente para tal inauguração, acompanhado de sua comitiva
constituída de deputados, secretários e na qual se destacava o
ajudante-de-ordem do Governador, Capitão Elenauro Batista dos
Santos, membro da Primeira Igreja Batista de Goiânia e filho do
veterano obreiro do campo, Pastor Isaías Batista dos Santos.
A porta do majestoso templo e com numerosa assistência,
depois de breve palavra pelo Pastor Wanderley José Álvares,
o Governador descerrou a placa de inauguração, onde se lia:
“Templo da Igreja Batista”. Abertas as portas e ao som de um
hino entoado pelo coral que já se encontrava em pé, o governador
penetrou no templo, subiu a plataforma e ouviu excelente
mensagem proferida pelo pastor da Igreja, Renato Cavalcanti
que além de destacar o acontecimento, expôs com clareza os
princípios batistas e agradeceu por ser aquela a primeira vez que
um governador do Estado assistia pessoalmente a um conclave
dos batistas goianos.
212
Usando a palavra e muito emocionado, o governador disse
ser aquele um momento de muita significação em sua vida porquanto
se lembrava, naquele templo, da Igreja Batista de Itacuruçá
que era semelhante até na disposição das janelas e onde tantas
vezes ouvira as mais preciosas lições, quando aluno do Colégio
Batista do Rio, nos idos de 1948, lições que lhe fizeram tão bem
à vida.
Depois de relembrar fatos relacionados com o internato do
Colégio Batista e suas visitas à Igreja que servia ao Colégio, enalteceu
a obra, a fé e a personalidade do Dr. Shepard, CUJA VIDA
ERA SEMPRE RELEMBRADA NOS SEUS DIAS DE COLÉ-
GIO e que fora para ele uma sublime inspiração. Em virtude da
influência do Colégio é ainda hoje um leitor constante da Bíblia
que ocupa lugar de destaque em seu gabinete governamental.
Parabenizou à Igreja pelo seu templo e disse: “especialmente
porque tendo iniciado suas atividades com apenas sete pessoas,
depois de oito anos, consegue construir este majestoso e funcional
templo”. Após algumas músicas especiais pelo coral da Igreja
local, o governador despediu-se profundamente impressionado.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 19.10.1975).
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213
HINDUISMO FILOSÓFICO
KANADA E KAPILA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Forjada numa conotação materialista, a filosofia de Kanada,
Vaisheshila, afasta-se por completo da índole espiritual
e mística da metafísica hindu e deriva o seu nome de
visesa (particularidade). A individualidade deve ser encontrada
nas partículas do mundo, especialmente nas almas e átomos particularmente
imperceptíveis.
Um sistema de categoria, com uma classificação séxtupla de
padarthas (objetos que podem ser pensados e designados), é estabelecido
pela filosoifa de Kanada: dravya (substância), samaya
(generalidade), visesa (particularidade), samavaya (inerência). A
estas, os discípulos das escolas acrescentaram mais tarde uma outra:
abhava (não existência).
Disto se conclui que o primeiro princípio é: “alguma coisa
existe”. No entanto, nada pode existir sem possuir determinadas
qualidades, as quais, por sua vez, podem existir em uma pluralidade
de coisas, ou somente em algumas.
Uma teoria atômica foi também desenvolvida pela filosofia
Vaisheshika, segundo a qual as coisas do mundo são constituídas
de partículas, que são eternas. O limite da divisão das coisas é
marcado pelo átomo que não tem extensão e cuja heterogeneidade
de sua natureza é a causa da sua visibilidade oriunda da combinação
das partículas.
Kanada contraria a doutrina bíblica segundo a qual “os elementos
ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há, se
214
queimarão”, pois conforme ele nunca haverá um tempo para a
aniquilação das coisas, porquanto os átomos são eternos.
Em Kanada, portanto, se tem os germes da teoria atômica
desenvolvida posteriormente pelo grego Demócrito, embora com
um sentido essencialmente especulativo. O materialismo é encontrado
na filosofia Vaisheshika com uma forte dosagem, pois a
matéria, nos seus constituintes mais íntimos, é eterna.
É também de índole puramente materialista, a filosofia Samkhya,
fundada por Kapila. Surgiu como uma reação ao monismo
espiritualista idealista e místico dos Upanishads. Antagônico
ao panteismo idealista da vedanta, é o panteismo materialista da
filosofia Samkhya.
Kapila, com sua filosofia, nega a existência de um espírito
divino, criador e ordenador do mundo, regulador supremo:
Iswara. Ao contrário, desenvolve a teoria do materialismo e da
evolução. A natureza ou prakriti é a última base constituinte do
universo empírico, de modo que a transformação dessa natureza
resultou o que se chama mundo.
De três elementos ou qualidades se compõe a natureza, a saber:
sattna (consciência potencial), rajas (atividade), tamas (restrição).
A primeira dessas gunas (qualidades) significa a essência
ou forma que deve ser realizada. A segunda constitui a força que
permite a superação dos obstáculos. A terceira diz dos obstáculos
à realização da forma.
As tendências à manifestação das coisas e da atividade são
contidas pelas tendências à não manifestação e não atividade.
Ocorre o desenvolvimento exatamente quando a tensão é relaxada.
O aparecimento das coisas que estão latentes é o desenvolvimento.
O desaparecimento no estado original e primitivo é a
destruição.
Ao contrário de Kanada, Kapila não preconiza a destruição
ou aniquilação das coisas. Sob a influência de purusa (sujeito), no
aparato do pensamento e dos objetos do pensamento desenvolvese
a natureza.
215
Mahat (o grande) ou Bridhi (inteligência) é o primeiro produto
da evolução da natureza, o que significa que a inteligência
universal procede da natureza, daí o materialismo, Purusa é o Eu
inteligente, enquanto prakriti (natureza) é inconsciente. Para experiência
do Eu é que a natureza se desenvolve e toda a evolução
da natureza é adaptada para o Eu.
Cada Eu, ou Ego, ou Purusa possui, além do seu corpo material
que se dissolve com a morte, um corpo mais sutil, formado
do aparelho psíquico, que não é só a base do renascimento, como
ainda o próprio princípio da identidade nas sucessivas existências
do Ego.
M. A. Dynnik, em sua HISTÓRIA DA FILOSOFIA diz:
“Uma das conquistas mais importantes da antiga filosofia hindu
é a tese da escola Samkhya de que o movimento, o espaço e o tempo
são propriedades inerentes da matéria e inseparáveis dela”.
Embora num contexto puramente filosófico, dir-se-ia a teoria
samkhya é, no fundo, a própria tese da relatividade de Einstein
e do universo de Minkhowski em sua forma geral. (O POPULAR.
Goiânia, 30.01.1977).
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216
HINDUISMO FILOSÓFICO:
VARDHAMANA E BUDA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O contemporâneo mais velho de Buda, Vardhamana, foi
o fundador do Jainismo, embora no sentido de que ele
sistematizou as concepções e a fé sustentadas por grandes sábios
antecessores, entre os quais destaca-se Parsvanatha.
Na filosofia jainista, o conhecimento se coloca dentro de um
ponto de vista relativista, segundo o qual qualquer afirmação sobre
um objeto é unilateral ou incompleta, nada se podendo afirmar
ou negar absolutamente de uma coisa. Disso resulta a teoria
Syadvada ou seja, toda proposição nos permite apenas conhecer o
“talvez”, o “pode ser” ou o “syat”.
Na cosmologia jainista, as coisas se dividem em jiva (vivas)
e ajiva (sem vida). As condições necessárias do existente, das almas
e da matéria são: espaço, dharma e adharma. O espaço fornece
o quadro para o que existe; dharma é a força do movimento;
adharma é a tendência ao repouso.
Conforme Vardhamana, a matéria é eterna. Forma-se de
átomos e agregados. Ao lado da teoria atômica, o jainismo admite
a evolução. Da agregação e desintegração dos átomos resultam
as mudanças no mundo físico. Tais mudanças são chamadas de
parinama e significam simplesmente o surgimento de novas qualidades.
Pela sua combinação os átimos homogêneos produzem
diversos elementos.
Somente a matéria mais grossa é percebida pelos sentidos.
A matéria mais sutil está além do alcance dos sentidos e é chamada
de Karma, espécie de matéria que enche todo o universo.
217
Por causa do seu intercâmbio com o mundo a alma está repleta
de partículas de karma. A característica essencial da alma é a
consciência. A alma individual (jiva) é composta de consciência
e matéria (corpo). Uma matéria sutil (uma das oito espécies de
karma) acompanha sempre a alma, mesmo nas transmigrações. A
alma e o mundo são eternos, o que significa dizer serem eternas a
existência e a matéria.
Embora o jainismo não acredite em Deus, crê que as almas
podem alcançar um status divino. Deus é assim um devenir a ser
alcançado pelo homem. Através da prática constante de uma vida
austera, o homem deve procurar o nirvana, é o pensamento do
jainismo que também recomenda o justo conhecimento, a justa
conduta e a justa fé. Não subtrair qualquer espécie de vida é a sua
recomendação. Apesar de poucos adeptos, o jainismo, além de
sua orientação filosófica, é uma religião.
O Budismo, fundado por Buda, constitui uma filosofia herética
diante da filosofia ortodoxa hindu fundamentada na autoridade
dos Vedas. De grande ascendência no Oriente, a doutrina
de Buda é tanto uma filosofia como uma religião. Representa um
dos protestos da Índia de então contra o formalismo do hinduismo
dos Vedas. Negando valor permanente aos deuses do Panteon
dos Vedas e oferecendo um novo caminho para a salvação,
o budismo rejeitou a autoridade dos Vedas e fundou uma nova
moralidade independente.
A filosofia de Buda é principalmente uma filosofia moral.
Ensina a auto-disciplina. É também uma filosofia moral de fundo
social, porquanto ensina a controlar nossas relações com outros
homens. Na tentativa de ensinar o homem a libertar-se da dor,
preocupa-se menos com uma metafísica e muito mais com uma
terapêutica capaz de curá-lo e de levá-lo ao repouso supremo.
A parte moral do sistema se fundamenta nas “quatro verdades”:
A dor é universal. A origem da dor é o desejo. O fim da
dor é a eliminação do desejo. O meio de libertação da dor é a
218
contemplação das coisas. Tais práticas constituem a “octupla via
de libertação”: crer retamente, querer retamente, falar retamente,
obrar retamente, viver retamente, esforçar-se retamente, pensar
retamente, meditar retamente.
O fim da existência humana é alcançar o nirvana. Os brâmanes
já empregavam este termo significando a absorção do Eu
no Brama, Deus, Atman, a imersão da individualidade na existência
divina. O nirvana pode ser a existência positiva, isenta das
transmigrações. Pode ser existência no nada, no vazio. Pode ser
o aniquilamento completo, depois da aparência da vida. Pode ser
extinção da paixão que é conseguida quando o discípulo atinge o
conhecimento da verdade. Na literatura dogmática do budismo,
nirvana significa literalmente extinção do fogo da paixão. Na filosofia
Vedanta, o termo é também usado para designar a união
com Brama. A crítica contemporânea não entende o nirvana
como a extinção total. É, sim, a completa extinção da individualidade,
sem perda da consciência. É uma condição em que cessa
o sofrimento e a dor deixa de existir, numa espécie de Summum
Bonum.
O budismo, no fundo, é um ramo desenvolvido da Yoga. O
fim último do budista não é a moralidade, mas o conhecimento,
a prática da “octupla via” que culmina com meditação mística ou
concentração, o estágio Samadhi da Yoga. O Samadhi consiste
na fixação da atenção sobre um determinado ponto ou assunto,
de modo que o espírito passa por diferentes etapas de auto-hipnotização.
A prática da concentração é pré-budista, possivelmente
veio da Yoga ortodoxa, através de Patanjali, pai da psicologia
hindu e fundador da Yoga, portanto avó da parapsicologia.
O budismo se estendeu de uma filosofia a uma metafísica
e posteriormente uma religião. Assim é hoje em dia, mais uma
religião do que uma filosofia. A literatura sagrada budista é conhecida
mediante dois cânones diferentes: Cânon do sul, na língua
pali, aceito no Ceilão, Birmânia e no Sudeste da Ásia, onde
219
o budismo se irradiou com a escola hinayana. Cânon do norte,
aceito no Nepal, China, Japão, Tibet, onde o budismo se irradiou
com a escola mayayana, na língua sânscrito. Na língua pali o cânon
subsiste em três Pitakas (cestos): Vinaia-Pitaka, suta-Pitaka
e Abidama-Pitaka. Na língua Sânscrito o cânon varia de acordo
com as seitas budistas.
O objetivo budista, na escola hinayana, é alcançar a libertação
do sofrimento. Na sua metafísica Geral, eles afirmam a
eternidade da matéria elementar que se combina e recombina de
acordo com leis laterais. A alma dos seres vivos obedece à mesma
lei de alternância, de elevação e decadência, até que eliminem os
vícios e se eleve pela virtude até o nirvana, que põe fim à transmigração,
e se alcança pelo conhecimento e pela eliminação da
ignorância, assim como pela virtude.
De Buda, disse Albert Schwizter, em LES GRANDS PENSEURS
DE “L’INDE: é um poderoso inovador lembrando Lutero
em muitos traços. Rejeitou o dogmatismo dos vedas e desacreditou
o politeísmo exagerado das massas hindus. Deu maior
emancipação ao poder da razão contra a tradição. é um dos maiores
gênios éticos que produziu a humanidade”. (O POPULAR.
Goiânia, 30.01.1977).
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220
HINDUISMO FILOSÓFICO:
YOGA E NYAYA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Tendência importante do idealismo filosófico hindu é a
filosofia yoga. Originária de Patanjali, tem sido muito
divulgada no Ocidente através dos estudos recentes do Yogue
Ramacharaka.
É, principalmente, pela sua aceitação do teismo e pela sua
insistência na disciplina mental que a Yoga se caracteriza. O Eu
individual pela prática da Yoga se dissolve no Eu cósmico, na
Consciência Cósmica, através de determinados métodos e determinadas
práticas, pelas quais o indivíduo consegue a iluminação
ou identificação com a divindade, mediante o êxtase. Numa certa
dosagem de misticismo repousa a Yoga, como também desenvolve
uma filosofia religiosa teista, em que Deus é dotado de supremo
poder, sabedoria e bondade.
Em oito etapas consiste o método da Yoga, a saber: Yama
(domínio de si). Niyama (observância dos preceitos religiosos e
morais). Asana (atitude e postura). Pranayama (poder de governar
a força vital através da respiração). Dhyana (concentração).
Dhorana (meditação). Samadhi (contemplação).
Como as primeiras etapas são acessórias e levam aos estágios
finais, a caminhada para a consciência cósmica se finaliza com o
êxtase, Samadhi, identificação com o Absoluto, da mesma natureza
que o Eu individual. Aqui a Yoga se nivela com a Vedanta
pela doutrina do Tat tvam asi (tu és isto), de que a essência espiritual
do Eu é a mesma que a da divindade.
Através de várias sendas ou caminhos o ser humano poderá
conseguir a suprema finalidade e daí os diversos tipos de compor221
tamentos preconizados pela Yoga, a saber: Hatha Yoga (domínio
do corpo). Raja Yoga (domínio da mente). Gnani Yoga (domínio
pela sabedoria). Kakti Yoga (aperfeiçoamento pela bondade).
A filosofia psicológica Yogue se aproxima de determinadas
técnicas da psicoterapia, especialmente a terapia da vontade
(Will-therapy). Não chega, porém, à técnica da psicanálise e
está longe de assemelhar-se com ela, pelo menos no sentido de
aumentar a eficiência do ego consciente. A prática da filosofia
Yoga, contudo, mesmo para o ocidental é um tranqüilizante num
universo social perturbado. É sua maneira, é um caminho de libertação,
como o é a própria psicanálise através do clássico divã
do psicanalista.
A filosofia nyaya, por sua vez, relembra um pouco a escolástica,
porquanto discute os problemas lógicos, e é, de todos os
sistemas filosóficos indianos, o que desenvolve intensamente o
formalismo lógico. Fundada por Gotom, a filosofia nyaya apresenta
formas de argumentação, cujas semelhanças são evidentes
com o silogismo aristotélico. Preocupa-se fundamentalmente
com o problema do conhecimento e não afirma como o Vedanta
a simples ilusão do mundo fenomenal.
Partindo de um ponto de vista diverso de que o relato do
mundo que o nosso espírito obtém é digno de valor, a nyaya aprecia
vários caminhos pelos quais o conhecimento é obtido. Seu
alto teor lógico é visto pela análise na intuição, da percepção sensorial,
da inferência (no que relembra o silogismo de Aristóteles),
da indução, da causação e comparação.
Dentro do panorama e do contexto geral da filosofia hindu,
a filosofia nyaya apresenta uma singularidade monumental,
por ser muito mais uma teoria do conhecimento e uma lógica
do que mesmo metafísica e teologia. (O POPULAR. Goiânia,
27.02.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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222
HINDUISMO FILOSÓFICO:
JULGAMENTO CRÍTICO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A Índia é a pátria das grandes religiões. Tanto o bramanismo
como o budismo e o jainismo são florações deste
resplandecente espírito religioso. Tendo uma forte e esplêndida
consistência ética, o budismo permanece como uma rebeldia contra
o bramanismo, no que se pode comparar ao protestantismo
de Lutero em relação à Igreja Católica Romana. Mas a filosofia
budista tem raízes religiosas e desenvolveu-se em função delas, o
que não aconteceu com a filosofia grega. Daí dizer-se que a filosofia,
no fundo, é uma criação grega. Como diz Laurindo Leão,
em sua HISTÓRIA DA FILOSOFIA, é ela a interpretação da
experiência pela razão e esta interpretação puramente racional
tem sua sistemática na Grécia.
Na Índia, portanto, a filosofia está vinculada à religião e à
ética, e se desenvolve em função destas. Sua preocupação é, especialmente,
com as relações entre o Eu e a divindade, como também
com a penosa caminhada do homem para seu aperfeiçoamento e
para a conquista da iluminação. Essa religiosidade, perante as massas,
desgarrou-se num politeísmo desbaratado. Aos milhares se encontram
os deuses orientais nos Vedas e Puramas, livros sagrados
da Índia, com os cultos esquisitos dos deuses orientais, contra os
quais o ateísmo budista reagiu, numa também rebelião contra a
predominância das castas superiores e os seus privilégios, pregando
o igualitarismo da abolição das castas já na Índia milenar.
São de notável pureza os ensinos esotéricos da filosofia religiosa
hindu. Pureza esta continuada com os pensadores dos
223
séculos XIX e XX, entre os quais se destacam: Ram Mohan
Rai (1772-1883), Derendrath Tagore (1817-1905). Ramacrishna
(1834-1886), Svamin Viveka Nanda (1863-1902), Rabindranath
Togore (1861-1941), Mahatma Gandhi (1869-1948) e Aurobindo
Ghose (1872).
De modo geral a filosofia hindu sustenta que a natureza do
homem é divina, seu objetivo na terra é esta caminhada para o
desenvolvimento, com a manifestação do princípio divino que
existe em seu interior. Tal princípio tem uma existência oculta,
mas que se descobre quando o homem realiza a integração com o
Samadh ou união com a divindade atingindo a consciência cósmica,
e que é a verdade universal expressa no conteúdo esotérico
das grandes religiões.
A integração da unidade do Eu individual com o Eu Cósmico
é a consciência cósmica, a forma mais alta do Samadhi ou
super-consciente ou seja a absorção do espírito no Eu Cósmico,
como uma centelha que sai e retorna ao fogo.
O Swami hindu é um monge e um mestre religioso, devoto
de Deus, que ajuda os demais a adquirir fé, prestando sua ajuda à
humanidade, independentemente de preconceitos racistas ou religiosos.
O boddhisattva é o homem que pode tornar-se um Buda,
um iluminado, portanto. Apesar do seu apregoado ateísmo, para
o budismo, no fundo, Deus é um devenir e não um devenido.
A realidade espiritual é um todo único. O resultado desta
tese é que a escola do pensamento hindu a que Buda se opunha
estava na linha da ciência moderna. Daí dizer Arnold Toynbee,
em suas Experiências: “A uniformidade da natureza é ainda um
dos postulados fundamentos da ciência moderna, embora sua
formulação seja talvez menos simples e absoluta hoje do que o
era há um século atrás”. Conforme esta tese, a matéria, é menos
material do que se supõe e o espírito menos espiritual, daí por
que participariam ambos de uma espécie de natureza neutral que
permitiria a sua união.
224
A maior maravilha do mundo e a maior realização até agora
feita no campo da vida é a criação de um ser vivo, dotado de consciência.
Este ser vivo que alarga desde muitos milênios a sua consciência
é o misterioso de hoje que algum dia tornar-se-á claridade.
Até que isto aconteça permanecerá a dúvida que Karl Marx
levantou, em 1841, no prefácio do seu escrito juvenil e tese doutoral
A DIFERENÇA ENTRE A FILOSOFIA NATURAL DE
DEMÓCRITO E A FILOSOFIA NATURAL DE EPICURO
em que considera “Prometeu como o mais nobre dos santos e
mártires do calendário da filosofia”, contestando a Hermes, o
mensageiro dos deuses que disse: “Jamais mudarei minha cadeia
pelo servilismo do escravo. Melhor é estar encadeado a uma rocha
do que obrigado ao serviço de Deus”. (O POPULAR. Goiânia,
13.03.1977).
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HISTÓRIA E ESTATÍSTICA AMEAÇADAS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Os chamados órgãos estatísticos nacionais reclamam seriamente
das igrejas evangélicas, sob o pretexto (verdadeiro)
de que elas não gostam de responder a questionários, e
quando o fazem, demonstram má vontade e imprecisão nas informações
prestadas.
225
As visitas que se tem feito aos órgãos desta natureza resultam
em apelos dramáticos às igrejas para que estas (teoricamente
mais organizadas do que as não evangélicas) enviem informações
precisas sobre seu crescimento, suas transformações, etc., que facilitem
a verdadeira estatística do culto protestante no Brasil.
Ocorre que a dificuldade de se fazer História e Estatística
não é um mal existente apenas entre os grupos evangélicos, mas
é um caso brasileiro. Se o mérito da “Estatística do Culto Protestante
do Brasil” consiste no fato de ser o único levantamento
sistemático sobre o Protestantismo brasileiro, que dizer do Catolicismo
sobre o qual muito pouco se sabe em termos de número
e de formas?
O “desaparecismo” é uma característica de nossas instituições,
sejam elas religiosas, governamentais, educacionais ou quaisquer
outras. Diante de uma pergunta sobre um documento histórico,
há sempre alguém que diz: “Não encontrei: desapareceu.”
A nova lei vai contribuir ainda mais para esta situação, ameaçando
a História e a Estatística brasileiras. Isto é o que se pode
deduzir do artigo 1.215 do novo Código de Processo Civil a entrar
em vigência no dia 1º de janeiro de 1974. Assim esclarece o
mencionado dispositivo:
“Os autos poderão ser eliminados por incineração, destruição
mecânica ou por outro processo adequado, findo o prazo de
cinco (5) anos, contados da data do arquivamento. Parágrafo 1º. É
lícito, porém, às partes dos interessados requerer, às suas expensas,
o desentranhamento dos documentos que juntaram aos autos,
ou a microfilmagem total ou parcial do processo. Parágrafo 2º. Se
a juízo da autoridade competente houver nos autos documentos
de valor histórico, serão eles recolhidos ao Arquivo Público.”
Ora, a historicidade de qualquer texto pode ser atual ou potencial,
o que impossibilita a autoridade de estabelecer um juízo
do “valor histórico” deste ou daquele texto. Um folha de papel
que hoje não tem valor, poderá ser um documento histórico precioso
dentro de 15 ou 20 anos. Tudo o que constitui manifestação
226
de um povo é documento histórico, que poderá ter maior ou menor
valor com o passar dos anos.
Se a despreocupação pelo documento histórico é permitida
ou insinuada no Código de Processo Civil, o que vai alastrar-se
nos órgãos oficiais, tanto pior ocorrerá em outros ambientes, como
entidades religiosas, educacionais, etc., onde a falta de consciência
em relação à importância da preservação de tais documentos
já é comum.
Aplicando-se o fato aos batistas brasileiros, precisamos ter
cuidado com os nossos papéis, porquanto sem documentos a historiografia
se tornará difícil e até mesmo impossível. Um povo,
em termos religiosos ou não, que não possua história conhecida
terá um futuro não muito diferente do presente, sem perspectivas,
porque lhe falta a identificação e o auto-conhecimento.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 05.08.1973).
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IMORTAIS EVANGÉLICOS
GANHAM BIOGRAFIA
Lenna Borges*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Sendo um dos membros da Academia Evangélica de Letras
do Brasil, Mario Martins escreveu uma biografia
dos colegas da entidade.
227
Após lançar em junho deste ano, MISSIONÁRIOS AMERICANOS
E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉ-
LICO, o escritor Mario Ribeiro Martins lança, oficialmente hoje,
na sede da Academia Evangélica de Letras do Brasil (AELB), no
Centro Cultural da Bíblia, no Rio de Janeiro, o livro DICIONÁ-
RIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL, comemorando os
45 anos de fundação da instituição que é composta de 40 Cadeiras
e tem como Presidente o Jornalista Josué Silvestre.
A idéia de escrever esta obra, segundo Martins, surgiu pelo
fato de ser membro da AELB desde 1982 e sempre que procurava
nunca encontrava em um só volume as biografias dos Patronos,
Fundadores e Titulares das 40 Cadeiras, nem mesmo na Internet.
“Fazer esta obra deu um pouco de trabalho porque a maioria
são pastores que estão espalhados em todo Brasil, nem estão
mais em sua região de origem. Alem disso, não se encontra fácil
as biografias em livros, revistas ou mesmo Internet”, explica.
Para conseguir reunir os dados, Martins revela que entrou
em contato através de seu site (www.mariomartins.com.br), de
amigos e conhecidos. “Um exemplo da dificuldade é que em uma
biografia os dados mais importantes são a idade e o local de nascimento
e, muitos dos escritores ao publicar seus livros, não colocam
essas informações”, reforça.
Segundo o autor, foi cerca de um ano trabalhando para conseguir
recolher o material. “O que consegui, em termos de Academia
Evangélica de Letras do Brasil, ainda que frágil, estão nesta
obra. Na verdade, cada Cadeira tem sua própria historia. Um
exemplo é que são vários candidatos para cada cadeira, mas só é o
eleito e, esse fato faz a historia”, diz Martins.
O escritor adianta ainda que se trata de um livro meramente
biográfico, sem nenhuma preocupação literária. Foram elaboradas
120 biografias. “Este dicionário com nomes exclusivamente
vinculados à AELB tem um sentido todo especial. É que sempre
228
gostei das atividades acadêmicas, e de alguma forma, me especializei
em textos de biografias”, explica.
Existem fatos interessantes na vida da Academia, segundo
Martins. Um deles diz respeito aos patronos que são os primeiros
a ocuparem determinada Cadeira, quando foi formada a instituição,
conforme o §2º do artigo sétimo do Estatuto da Academia.
Este sistema, por exemplo, difere da Academia Francesa e da
Academia Brasileira de Letras (ABL), cujo Patrono da Cadeira
foi escolhido pela Diretoria Provisória ou pelo próprio Fundador
da cadeira.
Outro fato interessante, ainda de acordo com o autor, diz
respeito às quatro categorias de membros da Academia: Titular,
Emérito, Honorário e Correspondente. O membro titular poderá
se transformar em correspondente sempre que se afastar ou passar
a viver longe da sede da AELB, que é no Rio de Janeiro. “Este é
o meu caso, uma vez que não mais resido no Rio de Janeiro, fui
conduzido à condição de Membro Correspondente, da Cadeira 31,
da qual fui membro titular, o que muito me orgulha”, confessa.
Sobre o lançamento de a obra ser no Rio de Janeiro, Martins
explica que quando a Academia tomou conhecimento de que ele
estava escrevendo uma obra sobre seus membros, acharam interessante
que o lançamento fosse feito lá, na festa de comemoração
dos 45 ANOS de FUNDAÇÃO da entidade.
Mario Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara, Bahia, em
07.08.1943. Fez o primário nas cidades de Ipupiara e Morpará,
Bahia. O Ginásio, em Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa. O Clássico,
no Colégio Americano Batista Gilreath, do Recife. Ainda no
Recife, fez os cursos de Bacharel e Mestre em Teologia, no Seminário
Batista do Norte. Na Universidade Federal de Pernambuco,
fez o Bacharel em Ciências Sociais. Na Universidade Católica de
Pernambuco, fez Licenciatura em Filosofia. Fez especialização
na área de Sociologia e Educação, no Instituto de Cultura Hispânica
de Madrid, na Espanha, alem de Administração Publica, na
229
Escuela Nacional de Alcalá Henares.
Foi Promotor de Justiça de Abadiânia, Corumbá de Goiás
e Anápolis. É Presidente da Federação das Instituições Culturais
de Anápolis. Membro da Academia Tocantinense de Letras, da
Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico
de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira
de Escritores de Goiás, da Academia de Letras do Estado do Rio
de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Academia
Pernambucana de Letras e Artes.
Internacionalmente, está vinculado ao Club des Intellectuels
Français, à International Academy of Letters of England e
à International Writers and Artists Association of United States.
(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 23.10.2007).
LENNA BORGES é jornalista, redatora e editora.
INTEGRAÇÃO CRISTÃ & ATUALIDADE.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Há algum tempo atrás, no Recife, um pastor batista (1)
teve acesso ao Clube Náutico Capibaribe e terminou
por ser eleito Diretor do Departamento Cultural daquele famoso
clube brasileiro. Teria exercido alguma influência ali dentro?
Esta é a pergunta que normalmente se faz.
O boletim oficial daquele departamento apresentava fotografias
de garrafas de cerveja e dela fazia propaganda, mas a partir
do momento em que aquele obreiro assumiu a direção do referido
departamento, o boletim passou a fazer propaganda não mais de
230
cerveja, porém de guaraná, lembrando-se ainda as diversas conferências
culturais e religiosas que foram realizadas.
É possível que tal mudança tenha provocado um impacto
entre os associados do clube e certamente muitas perguntas foram
levantadas sobre o assunto. Teria sido uma oportunidade para
o testemunho CRISTÃO? O fato é que através daquele obreiro
muitas pessoas passaram a ter conhecimento do Evangelho, recebendo,
inclusive, a preciosidade do Livro Sagrado. Seria esta
uma forma de integração cristã na vida atual?
Não importa a resposta que se dê a este tipo de pergunta, mas
o fato é que um dos assuntos que mais empolga a gente jovem é
a integração na vida de hoje. Esta preocupação, evidentemente,
não é nova. Aliás, deve ser tão antiga quando a existência da própria
juventude, já que integração é problema de maturidade e esta
sempre existiu na vida jovem.
É provável, no entanto, que a necessidade da integração
cristã, hoje, seja mais intensa do que outrora, em virtude dos diferentes
ângulos apresentados pela vida moderna. É possível que
não tenha havido uma juventude distanciada de sua época, ao
contrário, o que sempre houve foi a preocupação de controlar os
avanços demasiados da mocidade, na tentativa de dar soluções
apressadas aos problemas da sociedade.
A interferência da Igreja Católica nos negócios do Estado,
em 1948, por exemplo, recebeu o protesto do Primeiro Congresso
Nacional da Mocidade Batista Brasileira, (ver: COM A BÍBLIA
UM MUNDO NOVO, 1949, p. 186) numa demonstração de que
aquela juventude, numericamente ainda inexpressiva, não estava
alienada da realidade social de sua época e de seus problemas.
Das razões apresentadas para a integração da mocidade
cristã no mundo moderno, é de grande significação e talvez a
mais expressiva aquela que argumenta que o jovem é indispensável
na estrutura atual da sociedade e da igreja. A atualidade
em que se vive é reconhecidamente diversa de qualquer outra,
231
sobretudo orientada no sentido da tecnologia que a torna mais
materializada.
A integração cristã de que se fala, portanto, não pode ser
realizada nesta direção, mas terá de ser fundamentada em bases
espirituais, e só este tipo de participação na sociedade trará para
a Igreja Cristã maior conceito e melhor contribuição. (JORNAL
BATISTA. Rio de Janeiro, 30.07.1975).
(1)Tratava-se do Pastor João Virgílio Ramos André.
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“KOHOUTEK”:
UMA LIÇÃO PARA A CIÊNCIA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Finaliza a viagem de Kohoutek”. “De sua observação
grandes resultados eram esperados, porém até o momento
os dados são pouco originais”. “Lubos Kohoutek abandonou
o Chile”. Com estas manchetes jornais de todo o mundo
noticiaram o desaparecimento do “Cometa do Século”.
No princípio de janeiro chegou a uma cidade - La Serena
- no interior do Chile, Lubos Kohoutek que de um observatório
com mais meios que nenhum outro na História, contemplava
diariamente, posto o sol, o cometa batizado com o seu nome.
232
O certo é que o grande cometa descoberto em 7 de março de
1973 não respondeu às esperanças científicas postas sobre ele. Os
astrônomos mais respeitados pensaram na possibilidade de conhecer
e determinar a composição dos cometas. Alguns - os mais
atrevidos - creram, inclusive, que seria fácil enviar uma sonda
cósmica ao encontro do “Kohoutek”. Esta sonda obteria amostras
de gás e material realmente importante para definir a estrutura
inorgânica do cometa. A tentativa não foi vitoriosa e tudo
indica que o “Kohoutek” não foi o cometa do século.
Já se começa a dizer que se tem de esperar o ano de 1986 para
observar a reaparição do “Haley”, um estranho cometa que com
grande pontualidade se deixa ver regularmente cada setenta e seis
anos. A verdade é que nenhum passou tão perto do Sol como o
“Kohoutek” que no dia 20 de dezembro teve o seu momento mais
luminoso, passando somente a 20 milhões de quilômetros do Sol.
O “Haley” passou no dia 15 de dezembro de 1910 a 120 milhões
de quilômetros da Terra, com uma velocidade de 28,8km por segundo.
O aparecimento dos cometas tem provocado uma série de
associações e profecias. O cometa “Haley”, dizem que teria sido
visto no ano 467 a. C. Sua má fama, porém, começou quando se
apresentou no céu num dia fatal do ano 66, época da destruição
da cidade de Jerusalém. Posteriormente o “Haley” coincidiu, em
1066, com a invasão da Grã-Bretanha por Guilherme, o Grande.
Desde então não foi possível atribuir-lhe outras desgraças, até
que em 1910 ele novamente apareceu e quatro anos mais tarde
estourou a Primeira Guerra Mundial.
Pouco caso se deve fazer destas coincidências, sobretudo
quando se realiza um balanço do que foi o período luminoso do
“Kohoutek”. O fato é que ele ficou como um cometa a mais na
relação dos, aproximadamente, mil e seiscentos que se tem notícia.
Chegou-se a crer, no começo de dezembro, na sua desintegração.
Alguns observatórios europeus confirmaram-na. O Dr.
233
Oro, catedrático de Houston disse: “Eu temia sua desintegração.
Era muito possível que não pudesse resistir ao tremendo calor do
Sol”. A verdade é que ele não se desintegrou e as perguntas sobre
todos eles permanecem sem respostas, o que mostra as limitações
do homem e da ciência.
Os que pensaram que o cometa terminaria por chocar-se
contra a Terra cometeram um erro histórico, porque não há evidência
alguma de que um corpo celeste deste tipo tenha terminado
os seus dias em nosso planeta. Fala-se de um cometa desconhecido
que teria caído nas margens do Rio Tunguska, Sibéria
Ocidental, no dia 30 de junho de 1908. Quase todos, porém que
estudaram o fenômeno o negaram.
Lubos Kohoutek voltou a sua pátria de origem, enquanto
muita gente que não pôde ver o cometa desenhado no céu ficou
desiludida. Mas forte, no entanto, foi a decepção dos astrônomos
que esperavam encontrar no “Kohoutek” elementos adequados
para desvendar os mistérios que, todavia, continuam encerrados,
porquanto ainda pertencem ao Criador do Universo. (JORNAL
BATISTA. Rio de Janeiro, 12.05.1974).
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234
LEI SOCIAL MATOU UMA IGREJA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Com o nome de “União Batista Pernambucana” foi organizada
no dia 19 de julho de 1906, com aproximadamente
22 membros, uma Igreja Batista no Engenho Jardim, interior
do Estado de Pernambuco. Após ter recebido a designação
de Igreja Batista do Jardim, transferiu-se posteriormente, para o
Engenho Jucá, tornando-se Igreja Batista do Jucá. Nesta localidade,
a igreja sofreu terrível perseguição, em virtude da atitude
assumida pela “Senhora do Engenho de não permitir em suas
terras qualquer trabalho evangélico”.
A conversão de um proprietário em Lajedo, Abílio André
Pereira, em 1920, e a conseqüente doação de um terreno aos crentes
fez com que a igreja se transferisse para este novo abrigo, recebendo
o nome de Igreja Batista de Lajedo. Há aspectos significativos
na história desta igreja. Os pastores que a serviram é
um deles. O número de obreiros reflete a instabilidade de uma
comunidade de fé na zona rural.
Seus pastores foram: Eloi Correia de Oliveira, R. E. Petigrew,
Manoel Corinto Ferreira da Paz, Augusto Filipe Santiago,
L. L. Johnson, Benício de Souza Leão, Wilcox, João Norberto,
Eduardo Gobira, Severino Batista, Eliezer Correia de Oliveira,
Apolônio Falcão, Sóstenes Pereira de Barros, Harrison, Antônio
Sales, Alcides Barbosa de Araújo, José Morais, Jedir Ribeiro, entre
outros.
Localizada numa área com acentuados problemas sociais, a
igreja começou a desaparecer. Seus membros, por força de uma
Lei Social, passaram a residir em outros engenhos, até que final235
mente, os proprietários do Engenho Lajedo expulsaram os últimos
residentes como efeito da Lei da Estabilidade do Morador.
A lei formulada para salvaguardar o bem-estar social causou a
morte de uma das representantes da mais legítima instituição social:
a igreja. As famílias perderam tudo, exceto os muitos filhos
que possuíam.
A comunidade de fé batista de Lajedo chegou a ter 173
membros e um dos mais expressivos corais da região, dirigido por
Antônio Ferreira de Alcântara. Entre suas filhas, destacam-se as
seguintes igrejas: Aliança, Timbaúba, Ferreiros, També, Carobé,
Tracunhaém, Grói. Filhos daquela igreja estão espalhados pelas
Igrejas Batistas do Brasil, destacando-se em Pernambuco, a presença
marcante nas seguintes igrejas: Evangélica de Casa Amarela,
Monteiro, Tegipió, Apipucos, Jordão, Beberibe, Garanhuns,
Goiana, Nova Descoberta, entre outras.
Hoje, numa clareira em meio ao canavial, encontra-se fechado
e bem conservado um grande monumento: é o templo da
antiga Igreja Batista de Lajedo, que se abre apenas uma vez no
ano para uma festa espiritual, de confraternização e de saudade.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 23.09.1973).
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236
LETRAS ANAPOLINAS
Coelho Vaz*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Não é fácil organizar uma antologia de vultos ilustres de
uma terra ou de uma região. É um trabalho que deve
ter critérios por parte do pesquisador, a fim de evitar o desgaste
da coletânea e de quem teve a idéia de fazê-la.
É difícil agradar a todos e muitas vezes o biografado se considera
esquecido por algum detalhe vivencional omitido pelo autor.
Outras vezes, são filhos que se consideram ilustres e nem
foram lembrados na antologia.
O que é importante no trabalho é a seriedade da pesquisa,
o levantamento histórico, os velhos jornais, as entrevistas com
pessoas fidedignas, as visitas às bibliotecas para dirimir duvidas,
em fim o carinho necessário dispensado à obra.
Com esse espírito, o escritor, professor e Promotor de Justiça
Mario Ribeiro Martins publicou LETRAS ANAPOLINAS
que não é seu primeiro livro, mas é de grande importância para as
letras uma vez que traz no seu bojo a historia literária da prospera
cidade de Anápolis.
São mais de duas centenas de biografias de filhos que nasceram,
viveram ou passaram pelas terras de SANT’ANA DOS
CAMPOS RICOS, também chamada de SANT’ANA DAS ANTAS
(hoje Anápolis), espalhando conhecimentos literários, participando
dos movimentos culturais e deixando ali, a semente
do saber.
Nomes ilustres como Ada Curado, Adolfo Graciano da Silva
Neto, Arlindo Costa, Augusto Rios, Bernardo Guimarães,
Célia Siqueira Arantes, Carmo Bernardes, Décio Jayme, Fran237
cisco Xavier de Almeida Junior, Gastão de Deus Victor Rodrigues,
Haydée Jayme Ferreira, Humberto Crispim Borges, Iron
Junqueira, Jarbas Jayme, Moacyr Salles, Venerando de Freitas
Borges, Ursulino Tavares Leão, os irmãos José e João Asmar e
muitos outros que fizeram e fazem a historia da nossa literatura,
encontram-se nesta obra.
LETRAS ANAPOLINAS trás ainda a apresentação e prefacio
dos escritores José Mendonça Teles e do Presidente da Academia
Goiana de Letras, Ursulino Leão, respectivamente.
É um livro que careceu de trabalho e tempo, em vista do que
se realizou. São prosadores e poetas que deixaram os nomes ligados
nas folhas do tempo e que serão perpetuados agora e sempre
nas paginas de LETRAS ANAPOLINAS.
Muitos nomes foram omitidos- conforme nos relata o professor
e Promotor de Justiça Mario Ribeiro Martins- mas por razões
dos critérios adotados na feitura da obra ou por outros motivos
não foram inseridos no volume que se encontra já lançado
ao publico.
Podemos afirmar que é uma antologia bem escrita, estilo
claro, esmerado, cuja obra veio para ficar, pois é um trabalho que
enriquece a fotografia cultural de uma cidade e todo aquele que
desejar fazer estudo da evolução literária do Estado, forçosamente
terá de conhecer essa monumental obra. (O POPULAR. Goiânia,
30.05.1985).
GERALDO COELHO VAZ é escritor e foi Presidente da
União Brasileira de Escritores de Goiás e da Academia Goiana
de Letras.
238
MAHATMA GANDHI
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Há em quase todos os lares hindus, três imagens: Shiva
representa a destruição, Vishnu simboliza a conservação
e Brahma retrata a criação. Essa é a trindade hindu existente
há 25 séculos. Uma nova imagem colocada ao lado dessa trindade:
a de Mahatma Gandhi, simbolizando a paz.
Conforme George Woodcock, Gandhi já era venerado, mesmo
em vida, como um verdadeiro deus, por algumas tribos da Índia
Central. Hoje é considerado como um pai da nação e a maior
festa do ano é celebrada em 2 de outubro, dia natalício do herói
legendário.
Os hindus estão acostumados a tratar com deuses, heróis
e fantasmas gloriosos e, às vezes, não distinguem entre vivos e
mortos, nessa unidade fabulosa entre o céu e a terra, entre o passado
e o futuro, entre a abstração e a realidade.
Gandhi sempre foi uma abstração ativa e atuante, que continua
tão poderosa como quando vivia. Seu mito tem crescido
enormemente. É sabido que os grandes mitos, isolados e poderosos,
têm conduzido a humanidade na história: Abraão, Moisés,
Buda, Mohamed e tantos outros.
O último que merece ser citado nesse nível do sobre-humano
é Mahatma Gandhi. Homem excepcional, mas de vida simples.
Conheceu as debilidades humanas.
Quando jovem adaptou-se à vida inglesa, vivendo em Londres,
onde ensaiou os passos de um burguês conformista. Compreendeu,
no entanto, que Oriente e Ocidente representavam
culturas distintas, com maneiras diferentes de entender a vida e
239
a morte. Recolheu-se à sua própria cultura e não tardou a ser essa
figura que milhões de hindus adoram hoje, depois de venerá-lo
em vida.
Respeitam a Mahatma Gandhi não só os hindus, com a mente
condicionada pelos livros sagrados, mas também os cristãos,
anarquistas e ateus. Saindo decepcionado da Inglaterra, Gandhi
foi ao Sul da África, onde levou a cabo, pelo exemplo moral e pregação,
uma revolução vitoriosa sem fuzilamentos, guilhotinas,
comitês clandestinos ou táticas maquiavélicas.
A única vítima violenta de sua doutrina foi ele mesmo, assassinado
na rua por um dissidente. Transladado por um Armon
da artilharia e escoltado pela antiga guarda do governador inglês,
numa procissão fúnebre acompanhada por milhares de soldados,
Gandhi foi sepultado, venerado como deus da paz, enquanto seu
assassino foi condenado pela lei britânica.
Demonstrou com feitos que a não violência pode converterse
na base filosófica da reconstrução da sociedade, de modo que
os excessos de poder e de violência sejam eliminados. Enfrentou
e venceu nos campos de batalha um império moderno, bem armado,
sem outras armas que não as do exemplo moral e de suas
convicções político-religiosas. Teria fracassado diante de inimigos
brutais como Hitler e Stalin? Não o creio.
Atrás desses homens estavam as massas humanas com cérebros
e corações acessíveis. Poderiam ter matado a Gandhi, porém
Mahatma seria o que é: mártir de convicções virtuosas, um desses
mitos que conduzem a sociedade na história. (DIARIO DE PERNAMBUCO.
Recife, 26.08.1974).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
240
MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Desejamos estar sempre na expectativa, porquanto somos
as testemunhas da espera no tempo e para além do
tempo. Por isso, não gostaríamos de ser mais chamados por esta
denominação, tão viciada, de poetas. Mas, como nem sempre se
pode fugir desta inominável mania de nomear as coisas, queremos
sempre ser tidos por expectantes.
Sermos tidos, não é sermos chamados: é simplesmente um
caso de reconhecimento. Como testemunhos inseparáveis da espera,
somos tanto angélicos como diabólicos, porquanto não nos
limitamos ao bem ou ao mal. Contradizemo-nos, muitas vezes,
porque a arte, como a vida, é resultado de uma contradição. Se
deixarmos de esperar, deixaremos de existir. A nossa espera não
deve estar circunscrita apenas ao vocábulo: somos expectantes
não por nomeação, mas por essência.
Adoradores e mágicos é o que somos. Mais do que a verdade
nos interessa a beleza, porque a verdade não existe. Somos os perenes
missionários da perpétua beleza, apesar da sua indiferença
ao nosso desafio. Fora da estética não há vida, por isso nos importamos
mais com a estética do que com a ética. Nunca definimos,
sempre procuramos sentir e captar porque a coisa existe independente
da nossa aceitação ou rejeição: a beleza é sempre bela.
Quando fiz vestibular para Ciências Sociais, em 1969, na
Universidade Federal de Pernambuco, o tema da redação foi: O
ENCANTO BELO DAS PONTES DO RECIFE. Fiquei encantado,
maravilhado com o assunto. Escrevi quase alem do limite
de linhas. Resultado: passei no vestibular e terminei o curso em
dezembro de 1972.
241
Não possui o dom de amar aquele que não sabe violentarse.
Por isso toda expressão artística deve estar carregada também
da tragicidade e da violência da vida. Não se deve supor que os
chamados poetas não sejam técnicos. Somos, pelo contrário, técnicos
da suprema delicadeza. Sem deixar de ser contemplantes,
somos técnicos e temos a técnica poética para qualquer tipo de
epiderme. Mas não ficamos apenas na superfície, pois amamos
a profundidade. Somos portadores de uma espera infatigável na
busca dos meios para os nossos fins.
Qualquer idéia de segurança é algo por demais decepcionante:
mutila todo o amor, a violência e a beleza nas nossas vidas.
Nada existe mais desapaixonado, desfibrado e sem vibração
do que um homem “instalado”, um homem “seguro”. O homem
deixaria de ser homem se supusesse esta idéia de segurança. E um
homem seguro seria um homem morto, porque é a idéia de insegurança
que nos oferece sempre a aspiração de uma incontrolada
e apaixonada permanência. A nossa medida no tempo é precisamente
essa permanência sem limite e nem pouso.
Nomear as coisas é limitá-las no seu campo de ação, por isso
nunca gostamos de ser nomeados, uma vez que nascemos primeiro
do que os nomes. Nada, portanto, deverá modificar nossa feição
original, nada deverá limitar-nos na expansão do nosso Ser.
Nunca postulamos coisa alguma, porque as regras e os postulados
foram feitos para não serem seguidos, principalmente quando
se trata de expressão artística. Entre ser imbecil e contraditório,
preferimos ser contraditórios, porque a própria vida é uma contradição,
mas seria bom provar o contrário.
Nunca somos demasiadamente conservadores, porque detestamos
todo e qualquer instinto de conservação. Alimentamos
a consciência de termos a eternidade dos deuses. Isto nos impõe
um tal ritmo existencial, que enfrentamos e aceitamos todos os
riscos e perigos tanto na nossa vida como na nossa arte. Não mantemos
compromissos com as vanguardas: elas existiram antes e
existirão depois de nós.
242
Somos maiores que qualquer vanguarda, porque somos os
restauradores perpétuos da arte e da esperança. Somos de tudo
por sermos o tudo, já que aquilo que não se ultrapassa a si mesmo
não é: só é, aquilo que assume um caráter de permanência, que
transgride todos os postulados e regras, todos os limites e fórmulas,
e que atinja um grau de expectação tal que jamais acabe.
Por isso cremos na espera definitiva, perfeitamente válida para
o futuro e, porque não dizer, para toda a vida. (JORNAL DO
COMMERCIO. Recife, 25.10.1972).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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MARGINALIZAÇÃO NA
SOCIEDADE URBANA.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O famoso arquiteto Constantino Doxiadis fez uma urgente
advertência sobre os graves problemas do urbanismo
moderno, com a seguinte figura: “Tem-se cometido o gravíssimo
erro de esquecer que a cidade deve ser feita para o homem.
Confunde-se o molusco com a sua concha. Ignora-se o organismo
vivente para cuidar apenas da casca que envolve e a concha acabará
asfixiando o molusco”.
O problema do urbanismo não é questão apenas de número
e de categorias de edifícios ou construções, mas afeta do mesmo
243
modo as condições de trabalho, de estudo, de espaço e, sobretudo,
de relações humanas e comunicação dos habitantes, enfim afeta a
própria vida nesse contexto social.
A maior parte dos problemas de que padecem as cidades
latino-americanas são do tipo sócio-econômico, devidos principalmente
ao estabelecimento de uma sociedade injusta e egoísta,
que se orienta para a busca do bem-estar material, antepondo os
valores econômicos aos valores humanos e sociais.
Um dos problemas mais sérios da sociedade urbana latinoamericana
é a existência dos chamados grupos marginalizados,
isto é, aqueles que não estão plenamente integrados na sociedade
e cultura urbanas, que não desfrutam de modo cabal dos benefícios
e vantagens da vida urbana. Em alguns casos essa marginalidade
se deve à ação direta e injusta da sociedade, noutros à
própria atitude dos grupos de se conservarem à margem, como
um meio de reação e de protesto.
Os habitantes dos bairros marginais constituem grandes
setores da população latino-americana que vivem à margem das
estruturas sociais, econômicas e administrativas e que formam
o âmbito de operação da vida urbana. Algumas da causas dessa
situação têm sua origem no período colonial, mas outras são de
origens mais recentes.
Nas cidades latino-americanas são comuns “os cinturões de
miséria” que as rodeiam e que são bairros marginais, povoados de
habitantes provenientes, em regra, das zonas rurais, em virtude
do crescente processo de migração interna. Os grupos marginalizados,
nas áreas urbanas mais criticamente afetadas, representam
até 50% da população.
Cerca de 35 milhões de latino-americanos residem em bairros
marginais ou em tugúrios dentro das próprias cidades. A miséria
material, ligada á carência moral é o denominador comum
de todos esses habitantes subempregados, com residências subhumanas,
isto é, recolhidos a um círculo vicioso muito difícil de
romper e que necessitam urgentemente de toda espécie de ajuda,
244
mas sobretudo de algo que os levante em sua dignidade humana
e os ajude a superar em todo o sentido.
As crianças abandonadas formam um sério problema que
interessa a todos, já que constitui parte do futuro dos povos. Essas
crianças são encontradas em quantidades nos bairros pobres de
quase todas as cidades latino-americanas e perambulando pelos
caminhos, vivendo da mendicância e iniciando-se no caminho
da delinqüência.
Muitas delas provêm de famílias numerosas que emigram
do campo para a cidade em busca de melhores condições de vida.
Outras são frutos de lares desbaratados pela irresponsabilidade
dos pais. Entre as causas principais está o abandono do lar, principalmente
por parte do homem. Dia a dia cresce o índice de crianças
abandonadas. Em alguns países a quantidade de meninos que
não conhecem seu pai ou que nascem de uniões ilegítimas chega
a quase 50%. Por trás do problema da criança abandonada, está
a paternidade irresponsável e uma sociedade que propicia condições
para o fenômeno.
Os alcoólatras constituem um grupo marginalizado, pois o
alcoolismo é um dos mais antigos males e graves, que aflige quase
todos os países do mundo. O problema torna-se muito mais sério
na América Latina porque se combina com a má alimentação e
a saúde deteriorada dos habitantes. Ainda mais que, para lutar
contra o subdesenvolvimento, os países necessitam, entre outras
coisas, da ativa participação do talento e da energia de todos os
habitantes.
Os alcoólatras são um obstáculo ao progresso material e
imaterial de uma nação. Sua irresponsabilidade e sua degradação
fazem do alcoólatra uma pessoa marginalizada da sociedade, da
mesma sociedade que, de uma ou outra forma, estimulou a bebedeira,
somando-se às inclinações da própria pessoa.
Entre as causas que levam as pessoas ao alcoolismo, encontram-
se vários fatores predisponentes, como o desejo de evadir
245
da realidade, livrar-se das frustrações, desinibir-se, assim como
a pressão do meio social e cultural. Entre as classes populares
abusa-se da bebida mais barata e também mais violenta em seus
efeitos.
Os viciados em drogas afetam um bom setor da juventude,
em quase todas as cidades do mundo. Na última década, é inegável
o crescente aumento do consumo de cocaína, heroína e sobretudo
da maconha, com os problemas conseqüentes da saúde e
da moral, especialmente nos jovens entre os 15 e os 25 anos. São
muitos os jovens que recorrem a drogas como um meio de escapar
à realidade e aos problemas que esta ocasiona. Outros o fazem
para buscar emoções novas e fortes.
Mas parece que é a curiosidade o principal motivo que impulsiona
um número de jovens a ingressar no mundo alucinante
das drogas, como declarou uma adolescente em seu testemunho:
“Estou tão curiosa que tenho pressa de provar a erva. Só uma vez
e nunca mais, prometo”.
O viciado em drogas é marginalizado pela sociedade civilizada,
que não tolera seu comportamento anômalo. O usuário das
drogas termina revelando desordens mentais e físicas que o levam
à incapacidade social, econômica e à dependência total. Trata-se,
no fundo de vidas vazias, carregadas de solidão e angústia, que
necessitam urgentemente de ajuda especializada, que é oferecida
por algumas instituições dedicadas a esse trabalho. Daí a necessidade
de se desempenhar um bom serviço de caráter preventivo,
usando literatura e filmes sobre o problema.
Os presidiários e ex-presidiários, na maioria dos países,
constituem um dos grupos mais abandonados da sociedade. Quase
todo sistema penitenciário padece de falhas. Na prática, são
numerosos os casos em que os internos, em vez de se regenerarem,
agravam seus hábitos e tendências delituosas.
Em muitos cárceres os reclusos vivem em condições subumanas,
onde o ócio, a promiscuidade sexual e outras circunstâncias
246
contribuem para a sua degeneração. Existe também o caso aberrante
de mulheres encarceradas juntamente com seus filhos menores,
por falta de centros especiais para essa classe de crianças.
Os presidiários são uma resultante dessa situação. Muitos
deles ao saírem da prisão, encontram fechadas todas as portas da
sociedade, sendo-lhes impossível encontrar um trabalho honesto.
São pessoas marcadas e facilmente voltam a delinqüir como
meio de sobrevivência ou porque nesse ambiente encontram a
aceitação que a sociedade lhes nega.
Os cegos e os surdos-mudos constituem problema grave,
porque nem todos eles tiveram a oportunidade de ingressar nas
raras instituições especializadas para se habilitarem e se tornarem
úteis, apesar de sua deficiência. Outros há que não desejam
buscar essa assistência, pois fizeram da mendicância uma profissão.
Com o método Braille de leitura e outras técnicas especiais,
os cegos podem superar sua situação e valer-se a si mesmos.
Para os surdos-mundos criou-se todo um idioma por meio
do qual eles podem falar ou melhor comunicar os seus pensamentos
e sentimentos. É verdade que a maioria dessas crianças
terminam por parar em guetos de surdos-mudos, isolados e desarraigados
da sociedade, como seres de outro planeta.
O abandono dos anciões que constituem, muitas vezes, um
grupo marginalizado, começa, quase sempre, pela própria família,
que desumanamente deixa à sua triste sorte homem e mulheres
que, ao chegar à velhice, com as forças debilitadas e as enfermidades
acumuladas, caem na solidão, no vazio e desesperança.
Muitos são os velhinhos que perambulam de casa em casa implorando
a caridade pública para viver.
Em muitos dos países a previdência social abrange apenas
uma pequena parte dos habitantes, por isso um bom número de
anciões jazem à margem desse tipo de proteção. A maioria dos
abrigos de anciões são lugares de internação por caridade, onde
se encerram os velhos mais pobres, abandonados de seus próprios
parentes, amigos e até da sociedade.
247
Os extremistas políticos constituem um grupo marginalizado
e são aqueles cujas posições radicais os levam a usar a violência
e por isso são obrigados a viver à margem da sociedade. No entanto,
por mais que se queira esquecê-los, eles existem como um
problema social. Dir-se-ia que a existência dos diversos grupos
marginalizados na sociedade latino-americana representa um tremendo
desafio para as instituições sociais. O pluralismo da vida
urbana e a magnitude dos problemas envolvidos na atual situação
mundial devem levar as instituições a reavaliar e renovar suas
próprias estruturas. (O POPULAR. Goiânia, 16.10.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
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MÁRIO MARTINS E AS 274
BIOGRAFIAS DA ABL
Elisângela Farias*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Palmas- Você sabia que nove estados brasileiros jamais
tiveram um membro na Academia Brasileira de Letras
(ABL): Acre, Amapá, Amazonas, Brasília, Espírito Santo, Mato
Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins? Ou, ainda, que
um Membro da Academia, também Ministro do Tribunal de
Contas da União, para não ser Aposentado aos 70 anos, falsificou
a sua Certidão de Nascimento, conseguindo ficar mais dois anos
no Tribunal?
Essas são algumas das curiosidades que podem ser encontradas
no livro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEM248
BROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, do escritor
Mário Ribeiro Martins que será lançado hoje, a partir das 9
horas da manhã, na Livraria Palmas Cultural.
Durante o lançamento haverá apresentação de Genésio Tocantins,
exposição de quadros da Artista Plástica Lillian Melo
Campos e de artesanato de membros da Associação dos Artesãos
de Palmas.
Para quem ainda não se satisfez com as curiosidades, Martins
conta que no livro o leitor poderá saber que, ao saudar uma
autoridade estrangeira, um acadêmico morreu do coração na Tribuna
da entidade ou ainda, que “alguns membros que tomaram
posse na Academia, por intrigas pessoais, jamais voltaram lá”.
Segundo Martins, o levantamento bibliográfico foi feito durante
um ano em diversos livros e revistas para conseguir traçar
a biografia de 274 pessoas, dentre elas, Patronos, Fundadores de
Cadeiras e Titulares da Academia. Foram publicados três mil
exemplares pela Editora Kelps, de Goiânia.
A idéia de elaborar um Dicionário da ABL, de acordo com
Martins, foi por nunca ter encontrado em apenas um livro a biografia
dos 40 imortais da instituição. “O site que a Academia possui
na Internet, por sinal muito bem escrito, tem essas informações,
mas não resolve o problema daquele que viaja de metrô, de
trem, de ônibus, de avião, de automóvel que precisa de um texto
escrito para leitura rápida, para consulta imediata”, explica o autor,
na Introdução da obra.
O livro, com 1.037 páginas, não está sendo comercializado.
É enviado para Bibliotecas publicas e particulares, para Bibliotecas
de Academias e para Biblioteca de Universidades, bem como
é cedido para um público-alvo, formado por intelectuais, escritores
e todas as pessoas que gostam de biografias.
“Afinal, são 274 biografias de nomes importantes da literatura
brasileira, todos vinculados à Academia Brasileira de Letras
(1)”, enfatiza o escritor.
249
Martins afirma que, mesmo antes do lançamento, o livro
já foi encaminhado para todas as Universidades do Brasil, para
todas as Academias de Letras e todas as Bibliotecas, inclusive a
Biblioteca Nacional. A obra foi também enviada para todos os
Membros atuais da Academia Brasileira de Letras e do Instituto
Histórico e Geográfico Brasileiro no Rio de Janeiro que são, por
sinal, as duas instituições culturais mais ricas do Brasil.
Com o livro a ser lançado, Martins diz que espera divulgar
o Estado do Tocantins e o seu nome, entre os intelectuais brasileiros.
Mario Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara, Bahia, em
07.08.1943. Fez o primário nas cidades de Ipupiara e Morpará,
Bahia. O Ginásio, em Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa. O Clássico,
no Colégio Americano Batista Gilreath, do Recife. Ainda no
Recife, fez os cursos de Bacharel e Mestre em Teologia, no Seminário
Batista do Norte. Na Universidade Federal de Pernambuco,
fez o Bacharel em Ciências Sociais. Na Universidade Católica de
Pernambuco, fez Licenciatura em Filosofia. Fez especialização
na área de Sociologia e Educação, no Instituto de Cultura Hispânica
de Madrid, na Espanha, alem de Administração Publica, na
Escuela Nacional de Alcalá Henares.
Foi Promotor de Justiça de Abadiânia, Corumbá de Goiás
e Anápolis. É Presidente da Federação das Instituições Culturais
de Anápolis. Membro da Academia Tocantinense de Letras, da
Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico
de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira
de Escritores de Goiás, da Academia de Letras do Estado do Rio
de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Academia
Pernambucana de Letras e Artes.
Internacionalmente, está vinculado ao Club des Intellectuels
Français, à International Academy of Letters of England e à
International Writers and Artists Association of United States.
250
Mario Martins escreveu os livros: Gilberto Freyre, o ex-
Protestante, Historia das Idéias Radicais no Brasil, Filosofia da
Ciência, Sociologia Geral & Especial, Escritores de Goiás, Dicionário
Biobibliográfico de Goiás, Estudos Literários de Autores
Goianos, Dicionário Biobibliográfico do Tocantins, Coronelismo
no Antigo Fundão de Brotas, Dicionário Biobibliográfico de
Membros do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, entre outros.
(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 10.02.2007).
ELISÂNGELA FARIAS é Jornalista, redatora e editora.
(1) Sobre o assunto, Mario Martins escreveu também QUEM NÃO FOI PARA A
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Este texto se encontra também em seu
site www.mariomartins.com.br e ainda em seu livro A CONSCIENCIA DA LIBERDADE
E OUTROS TEMAS (Goiânia, Kelps, 2008).
MARIO MARTINS ESCREVE
MAIS UM DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
Elisangela Farias*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Vinte e nove publicações, sendo seis dicionários biobibliográficos.
O mais recente, lançado em março, em
Goiânia, é o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS
DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE
GOIÁS, autoria do escritor Mario Martins.
A obra é composta por 290 biografias, subdivididas em Biografias
dos Patronos e Sócios Titulares, Quadro dos Sócios Antigos
e Alguns Novos, Quadro dos Patronos e Titulares Substituídos,
Sócios Correspondentes e Honorários.
251
Conforme informações de Martins, o Instituto é composto
por 50 cadeiras, alem dos sócios correspondentes (47), sócios
eméritos (11) e os sócios honorários (19). O numero de correspondentes
e honorários varia de ano para ano. Os dados do livro
são de 2007.
A base de pesquisa para a obra foi no próprio arquivo do
Instituto, por meio das fichas dos membros. Martins ressalta que
teve mais dificuldade de fazer este livro, em virtude da diversidade
de membros correspondentes, honorários, eméritos, etc. “Não
existia livro anterior. É um livro pioneiro”, frisa.
O escritor ressalta que pretende esperar por dois anos para
fazer a reedição da obra, revista e atualizada, levando em consideração
que os membros mudam com o passar do tempo. A próxima
obra de Martins, que ainda está no prelo, é o Dicionário
Biobibliográfico de Membros da Academia Feminina de Letras
e Artes de Goiás.
Os livros estão à disposição de pessoas que se interessem
pelo assunto. Já foi enviado a Bibliotecas e Universidades brasileiras.
Não é vendido.
Mario Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara, Bahia. No Recife,
fez os cursos de Bacharel e Mestre em Teologia. Bacharel em
Ciências Sociais e Licenciatura em Filosofia. Fez especialização
na área de Sociologia e Educação, no Instituto de Cultura Hispânica
de Madrid e Administração Publica, na Escuela Nacional de
Alcalá de Henares, na Espanha.
Foi Promotor de Justiça de Abadiânia, Corumbá de Goiás e
Anápolis. Presidente da Federação das Instituições Culturais de
Anápolis.
Membro da Academia Goiana de Letras, da Academia Tocantinense
de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás,
da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de
Escritores de Goiás, da Academia de Letras do Estado do Rio de
Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Academia
Pernambucana de Letras e Artes.
252
Internacionalmente, está vinculado ao Club des Intellectuels
Français, à International Academy of Letters of England e
também à International Writers and Artists Association of United
States.
Escreveu os livros GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE,
HISTORIA DAS IDEIAS RADICAIS NO BRASIL,
FILOSOFIA DA CIENCIA, SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL,
ESCRITORES DE GOIAS, LETRAS ANAPOLINAS,
DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO DE GOIAS, ESTUDOS
LITERARIOS DE AUTORES GOIANOS, DICIONARIO BIOBIBLIOGRAFICO
DO TOCANTINS, CORONELISMO NO
ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS, entre outros. (JORNAL DO
TOCANTINS. Palmas, 17.04.2008).
ELISANGELA FARIAS é jornalista do Jornal do Tocantins
em Palmas.
MÁRIO MARTINS IMORTALIZADO
PELA AGN
Elisângela Farias*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Palmas- O escritor tocantinense Mário Ribeiro Martins
será empossado amanhã (06.11.2006), com outros 39
imortais, na Academia Goianiense de Letras (AGNL). O evento
será às 20 horas, na Câmara Municipal de Goiânia. Ribeiro é
também imortal da Academia Tocantinense de Letras (ATL) e
da Academia Goiana de Letras (AGL).
O escritor não precisou disputar vaga na AGNL, foi convi-

253
dado pela Diretoria, já que a instituição será instalada com a posse
de seus imortais. Ele ocupará a Cadeira 13, cujo Patrono é Júlio
Paternostro - Médico sanitarista que escreveu o livro VIAGEM
AO TOCANTINS, em 1945.
“Já tinha um vínculo com o pessoal de Goiânia em virtude
do trabalho que fiz quando Presidente da Academia Anapolina
de Filosofia, Ciências e Letras, pelo que sempre estou escrevendo
sobre as Academias, por isso fui convidado”, explica.
A AGNL será composta por 40 membros e a diretoria pelos
seguintes integrantes: Emídio Silva Falcão Brasileiro (Presidente),
Wolmir Therezio Amado (Vice-Presidente), Bariani Ortencio
(Tesoureiro), Helio Rocha (Orador) e Jávier Godinho (Secretário).
Mesmo sem saber como será o funcionamento da AGNL,
Martins já tem projetos futuros. Pretende fazer um levantamento
biográfico dos imortais, da mesma forma que fez no livro RETRATO
DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS.
“Pretendo fazer o Retrato da Academia Goianiense de Letras, levantando
a biografia dos 40 membros e seus patronos”, frisa.
Mario Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara, Bahia, em
07.08.1943. Fez o primário nas cidades de Ipupiara e Morpará,
Bahia. O Ginásio, em Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa. O Clássico,
no Colégio Americano Batista Gilreath, do Recife. Ainda no
Recife, fez os cursos de Bacharel e Mestre em Teologia, no Seminário
Batista do Norte. Na Universidade Federal de Pernambuco,
fez o Bacharel em Ciências Sociais. Na Universidade Católica de
Pernambuco, fez Licenciatura em Filosofia. Fez especialização
na área de Sociologia e Educação, no Instituto de Cultura Hispânica
de Madrid, na Espanha, alem de Administração Publica, na
Escuela Nacional de Alcalá Henares.
Foi Promotor de Justiça de Abadiânia, Corumbá de Goiás
e Anápolis. É Presidente da Federação das Instituições Culturais
de Anápolis. Membro da Academia Tocantinense de Letras, da
Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico
254
de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira
de Escritores de Goiás, da Academia de Letras do Estado do Rio
de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Academia
Pernambucana de Letras e Artes.
Internacionalmente, está vinculado ao Club des Intellectuels
Français, à International Academy of Letters of England e à
International Writers and Artists Association of United States.
Mario Martins escreveu os livros: Gilberto Freyre, o ex-
Protestante, Historia das Idéias Radicais no Brasil, Filosofia da
Ciência, Sociologia Geral & Especial, Escritores de Goiás, Dicionário
Biobibliográfico de Goiás, Estudos Literários de Autores
Goianos, Dicionário Biobibliográfico do Tocantins, Coronelismo
no Antigo Fundão de Brotas, Dicionário Biobibliográfico de
Membros do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, entre outros.
(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 05.11.2006).
ELISÂNGELA FARIAS é Jornalista, redatora e editora.
MÁRIO MARTINS - O HOMEM CORDIAL.
Gilberto Mendonça Teles*
MÁRIO RIBEIRO MARTINS é meu companheiro na
Academia Goiana de Letras, mas ambos vivemos fora
de Goiânia: ele em Palmas, no Tocantins; eu no Rio de Janeiro,
de modo que raramente nos vemos em Goiânia.
Mas no ano passado fui fazer uma conferência em Palmas e
tive o prazer de encontrá-lo, com Isabel dos Santos Neves (Belinha),
à minha espera no aeroporto. Os passeios, os jantares, a conversa
agradável na sua possante caminhonete com ar refrigerado,
tudo me foi revelando uma pessoa admirável, que eu só conhecia
mesmo pelo trabalho de pesquisador cultural do Centro-Oeste.
255
Homem cordial, culto, de conversa cativante e conhecedor
apaixonado da realidade em que vive — Goiás e Tocantins, por
onde fluem os mais importantes rios do Brasil — Mário Martins
realmente me cativou e me deu consciência da sua importância
na consolidação cultural do novo Estado.
Livros como Escritores de Goiás, Dicionário biobibliográfico
de Goiás e Dicionário biobibliográfico do Tocantins, para ficar
apenas nesses, são uma notável trilogia que dá bem uma amostra
de seu poder de pesquisa e organização, suficientes para comprovar
o valor da sua contribuição na leitura do mapa cultural da
região do Centro-Oeste. Daí a minha admiração pelo seu trabalho
intelectual, que reitero (DIÁRIO DA MANHÃ. Goiania,
20.10.2008).
GILBERTO MENDONÇA TELES é escritor, com centenas
de livros publicados. Ocupante da Cadeira 11, da Academia
Goiana de Letras. Professor da Universidade Católica do Rio de
Janeiro.
MÁRIO MARTINS PREPARA
DICIONÁRIO COM OS
ESCRITORES TOCANTINENSES.
Mariá Soares*
O DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS
(1) ainda está em fase de elaboração e deve ser
lançado este ano. Estarão no livro pessoas que já escreveram alguma
obra literária, ou textos, desde que tenham sido publicados.
O Procurador de Justiça e escritor Mário Martins pretende
ainda este ano elaborar o Dicionário Biobibliográfico do Tocantins.
O projeto está em fase de coleta de informações. Neste sen256
tido, Martins está recebendo livros e biografias de escritores para
comporem o dicionário.
A proposta é dar continuidade ao Dicionário Biobibliográfico
de Goiás que ele elaborou em 1998. A exemplo da obra
anterior, estarão no livro pessoas que já escreveram alguma obra
literária ou qualquer texto, desde que tenha sido publicado.
De acordo com o autor, estão no livro de 1998, cerca de 139
autores que nasceram, vivem ou passaram pelo Estado do Tocantins.
Os demais são referentes a Goiás. O nome do Governador
José Wilson Siqueira Campos está no Dicionário de Goiás, na
página 1038.
Conforme Martins, o dicionário tem como objetivo resgatar
a memória dos escritores do passado, divulgar os escritores
do presente e servir de fonte para pesquisadores ou para pessoas
interessadas na história literária de Goiás e Tocantins.
O Dicionário de Goiás possui várias curiosidades, com
muitos nomes que nem sempre são lembrados na História de
Goiás e Tocantins.
“Afrânio de Mello Franco, aluno da Mestra Nhola, em Goiás
Velho e Virgilio Martins de Mello Franco, Juiz de Direito em
Conceição do Norte e Pirenópolis, depois fundador da Faculdade
de Direito de Minas Gerais, são alguns dos nomes lembrados”,
disse Martins, complementando que dos mais humildes aos mais
ilustres estão no Dicionário.(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas,
23.03.2000).
MARIÁ SOARES é Jornalista, Redatora e Editora.
(1) Este Dicionário foi publicado pela Master, do Rio de Janeiro, em 2001, com 924
páginas e foi lançado na Secretaria da Cultura do Tocantins, no dia 04.05.2001, tendo
sido apresentador da obra, o Desembargador Marco Villas Boas.
257
MARIO MARTINS TRAÇA BIOGRAFIA
DE MULHERES ESCRITORAS
Lenna Borges*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Desta vez o autor aborda a historia das 134 membros da
Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás. O escritor
Mario Martins publica mais um dicionário biobibliográfico,
o da ACADEMIA FEMININA DE LETRAS E ARTES DE
GOIAS. Martins possui 30 obras publicadas, artigos, ensaios,
cordel, discursos e redação. Todos os textos, segundo Martins,
estão na internet, no endereço www.mariomartins.com.br
A obra Dicionário Biobibliográfico de Membros da Academia
Feminina de Letras e Artes de Goiás é composta por 134
biografias, entre Patronas, Fundadoras e Titulares. Segundo o
autor, uma obra que trata das mulheres não é fácil, uma vez que
as mesmas não gostam de divulgar a data completa de nascimento,
por isso, teve muita dificuldade de encontrar os dados biográficos
completos, eis que não há biografia, sem data completa de
nascimento.“Mas o que me animou foi o fato de ser amigo pessoal
de várias escritoras que militam na Academia Feminina”, conta.
De acordo com o autor, no livro pode-se pesquisar por cada
cadeira, separadamente, por nome de batismo ou através do índice
onomástico, que ele colocou no final do livro ou seja pelo
ultimo sobrenome.
Martins explica que a Academia Feminina de Letras e Artes
de Goiás (AFLAG), permite maior dinamismo onde a primeira
ocupante da Cadeira é também a futura Patrona. Portanto, a Fundadora
da Cadeira é também a Patrona da Cadeira. Este sistema
difere da Academia Francesa e da Academia Brasileira de Letras.
Por outro lado, permite maior dinamismo à Academia, diz.
258
Os livros não são vendidos, mas estão à disposição de pessoas
que se interessam pelo assunto. Vários exemplares foram
enviados a Bibliotecas e Universidades brasileiras. E o escritor
promete uma nova obra para breve, desta vez, uma coletânea de
artigos de sua autoria publicados em jornais, revistas e na internet.
“Estou tentando reunir os artigos que escrevi e publiquei
para elaborar este novo trabalho”, diz.
Mario Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara, Bahia. No Recife,
fez os cursos de bacharel e mestre em Teologia, bacharel em
Ciências Sociais e licenciatura em Filosofia. Fez especialização
na área de Sociologia e Educação, no Instituto de Cultura Hispânica
de Madrid e de Administração Publica na Escuela Nacional
de Alcalá de Henares, na Espanha. Foi Promotor de Justiça de
Abadiânia, Corumbá de Goiás e Anápolis. Foi Presidente da Federação
das Instituições Culturais de Anápolis.
Membro da Academia Goiana de Letras, da Academia Tocantinense
de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás,
da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira de
Escritores de Goiás, da Academia de Letras do Estado do Rio de
Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Academia
Pernambucana de Letras e Artes.
Internacionalmente, está vinculado ao Club des Intellectuels
Français, à International Academy of Letters of England e a
International Writers and Artists Association of United States.
Mario Ribeiro Martins escreveu os livros: Gilberto Freyre,
o ex-Protestante, Historia das Ideias Radicais no Brasil, Filosofia
da Ciência, Sociologia Geral & Especial, Escritores de Goiás, Dicionário
Biobibliográfico de Goiás, Estudos Literários de Autores
Goianos, Dicionário Biobibliográfico do Tocantins, Coronelismo
no Antigo Fundão de Brotas, Dicionário Biobibliográfico
de Membros do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, entre
outros. (JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 22.07.2008).
LENNA BORGES é jornalista do JORNAL DO TOCANTINS,
em Palmas.
259
MÁRIO RIBEIRO MARTINS
ASSUME CADEIRA NA
ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS
Mariá Soares*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A Academia Tocantinense de Letras (ATL) empossa hoje
(05.04.2002) Mário Ribeiro Martins, em sessão solene,
a partir das 20 horas, no Auditório da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), em Palmas. Martins ocupará a Cadeira 37 (Patrono
Frei José Maria Audrin).
A exemplo de posses anteriores na ATL, a programação será
extensa, com 14 itens, constando coquetel de lançamento dos livros
O QUATI E OUTROS CONTOS, de Fidencio Bogo e A
FORÇA DO REGIONALISMO NA OBRA DE JUAREZ MOREIRA
FILHO, de Ana Braga.
A solenidade começa com a formação da mesa. Em seguida,
o Presidente da ATL, Juarez Moreira Filho abre a sessão e formará
uma Comissão que levará o empossando até a mesa, dando
inicio à solenidade.
Depois, acontece ato solene do Hino Nacional com a Banda
da Guarda Metropolitana. No terceiro ato, o Presidente convida
o empossando a assinar o termo de posse. Em seguida, o primeiro
Orador da Academia faz o uso da palavra. O poeta Osmar Casagrande
recitará o poema A SECURA DA LÁGRIMA, de sua autoria.
Depois, o acadêmico profere seu discurso, encerrando com
o coquetel e inicio da noite de autógrafos.
Baiano de Ipupiara, Mario Martins tem uma extensa trajetória
com experiências nas áreas jurídica, social e teológica. Viveu
parte da infância na Bahia, nas cidades de Morpará, Xique-Xique
260
e Bom Jesus da Lapa. No Seminário Batista do Norte e nas Universidades
Federal e Católica de PERNAMBUCO, fez os cursos
de Bacharel e Mestre em Teologia, Bacharel em Ciências Sociais
e Licenciatura em Filosofia, respectivamente.
Lecionou na Universidade Católica de Pernambuco, na
Universidade Federal Rural, no Seminário Teológico Batista
do Norte do Brasil e na Escola Superior de Relações Publicas.
Estudou na Espanha, onde fez cursos de especialização na área
de Educação e Sociologia, no Instituto de Cultura Hispânica de
Madrid, alem de Administração Publica, na Escuela Nacional de
Alcalá de Henares.
Escreveu para o DIARIO DE PERNAMBUCO e JORNAL
DO COMMERCIO, ambos do Recife.
Transferiu-se para Anápolis, Goiás, em 1975, onde atuou
como Pastor Evangélico e no Magistério Superior, como Professor
da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Direito, onde
também concluiu o curso de Ciências Jurídicas.
Na literatura, Mário Martins escreveu dez livros, destacando-
se GILBERTO FREYRE-O EX-PROTESTANTE, DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS, DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, SOCIOLOGIA GERAL
& ESPECIAL, ESCRITORES DE GOIÁS, entre outros.
Martins vive no Tocantins desde 1998. É Procurador de
Justiça aposentado do Ministério Publico de Goiás.
Quem for à posse de Mário Martins terá a oportunidade de
conhecer aspectos importantes do Frei José Maria Audrin, seu
Patrono na Cadeira 37. Martins fez uma vasta pesquisa sobre o
seu patrono. Um francês que se tornou tocantinense por opção. O
Acadêmico inicia a pesquisa de Audrin desde o seu nascimento
em Bédarieux, Sul da França, em 25.08.1879, discorrendo sobre
sua cadeira acadêmica e sacerdotal.
Aos 17 anos de idade, José Maria Audrin transferiu-se para
Toulouse, ainda na França. Lá em 1896, entrou para a Ordem
261
Dominicana. Depois dos primeiros passos na vida religiosa, foi
ordenado sacerdote, com 23 anos de idade, em 1902.
No ano seguinte veio para o Brasil, acompanhando o recém
nomeado Bispo de Conceição do Araguaia, no Pará, o francês de
Palmiers, Sul da França, DOM DOMINGOS CARREROT, desembarcando
no Rio de Janeiro, depois de 18 dias de viagem no
Navio Niger. Viveu algum tempo com os dominicanos em Uberaba,
Minas Gerais, objetivando assimilar noções básicas da língua
portuguesa.
Em 1904, com 25 anos, foi para Goiás Velho e depois para
Conceição do Araguaia, no Pará, onde trabalhou na Missão Dominicana
até 1921, ao lado de Dom Domingos até este ser transferido
para o PRIMEIRO BISPADO DE PORTO NACIONAL, nomeado
pelo PAPA BENTO XV, tomando posse em 09.07.1921.
Em Conceição do Araguaia, Frei Audrin fundou uma biblioteca
popular. Alguns anos depois, transferiu-se para Porto
Nacional, tornando-se Diretor do Convento Dominicano de Porto
Nacional, de 1921 a 1928. Foi também Professor do Colégio
Sagrado Coração de Jesus e do Seminário Católico Menor São
José, fundado por ele em 1922.
Em 1929, com 50 anos de idade, Frei Audrin retornou a
Conceição do Araguaia, onde permaneceu por 10 anos. Em 1940,
com 61 anos, transferiu-se para Uberaba, São Paulo e Rio de Janeiro.
Escreveu os livros ENTRE OS SERTANEJOS E INDIOS
DO NORTE (1946) e OS SERTANEJOS QUE EU CONHECI
(1963).
Depois de ter trabalhado 48 anos no Brasil, retirou-se para
um dos Conventos do Sul da França, onde permaneceu até a sua
morte, em 1979, com quase 100 anos de idade e em cujo quarto
hasteava a Bandeira Brasileira e falava diariamente a língua portuguesa.
(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 05.04.2002).
MARIÁ SOARES é jornalista, redatora e editora.
262
MARIO RIBEIRO INGRESSOU
NA ACADEMIA
Absaí Gomes Brito*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A Academia Goiana de Letras tem, desde a noite de sábado
(19.03.1983), novo integrante: MARIO RIBEIRO
MARTINS, empossado na Cadeira 37, cujo patrono é Crispiniano
Tavares. Ele foi saudado pelo acadêmico Jaime Câmara e a sessão
solene da AGL, foi presidida por Ursulino Leão, compondo ainda
a mesa diretora José Lopes Rodrigues (secretário), Mario Ribeiro
Martins (empossando), Jaime Câmara (Orador), José Mendonça
Teles (Presidente do Conselho Estadual de Cultura), Guimarães
Lima (Presidente da Academia de Letras e Artes do Planalto, de
Luziânia e Célia Siqueira Arantes (Presidente da Academia Anapolina
de Letras e Artes).
O ato constou de diplomação do novo acadêmico, saudação,
agradecimento e posse, cabendo ao Presidente Ursulino Leão as
palavras finais de boas vindas e agradecimento.
Participaram da reunião os acadêmicos Francisco Ayres,
Bernardo Elis, Venerando de Freitas, Nelly Alves de Almeida,
Bariani Ortêncio, Eli Brasiliense, Alaor Barbosa, José Mendonça
Teles, Jerônimo Geraldo de Queiroz, Colemar Natal e Silva,
Humberto Crispim Borges, Basileu Toledo França, Carmo Bernardes,
Regina Lacerda, Rosarita Fleury, Modesto Gomes da Silva
e Altamiro de Moura Pacheco.
Estiveram também presentes: Felicíssimo de Sena (OAB),
José Pereira da Costa (AGMP), Roldão de Oliveira Carvalho (Juiz
de Anápolis), Walter Silva Reis (Juiz de Anápolis), João Barbosa
das Neves (Juiz de Anápolis), Joaquim Pereira de Souza (Procu263
rador de Justiça), Sebastião Menezes Maia (Procurador de Justiça),
Alarico de Araújo Caldas (Promotor de Justiça), Elenauro
Batista dos Santos (Promotor de Justiça), Nilma Dias do Carmo
(Promotora de Justiça), Maria de Fátima Belchior (Promotora de
Justiça).
Outras presenças: Olimpio Ferreira Sobrinho (Procurador
do Estado), Getulio Targino Lima (Procurador do Estado), Pedro
Pereira Lima (OAB), Elizeu Vieira Machado (OAB), Braz Gontijo
da Silva (OAB), Antonio Baptista de Oliveira (OAB), Joelcio
Natal Barreto (OAB), Geovah Silva (OAB), Minervino Francisco
(OAB), Waldemar Cavalcanti (OAB), Délio Pereira da Cruz
(OAB), Nelci Silvério de Oliveira (UFG), Pedro Muniz Coelho
(Odontólogo), Wanderley Santos (Maçonaria), Sidiney Pimentel
(OAB).
Ainda presentes: Paulo Nunes Batista (Escritor), José Asmar
(Jornalista), Roberto Pimentel (Jornalista), Julio Alves (Jornalista),
Padre Aluisio Catão (Capelão da Base Aérea), Tenente
Lira (Base Aérea), Haydée Jayme (Escritora), Jarbas de Oliveira
(Escritor), Laurentina Muricy (Escritora), João Aparecido (Maçonaria),
Joel Ribeiro (Maçonaria), Afif Farah Hajjar (Maçonaria),
Paulo Frigari (Banespa), Claudovino Alencar (OAB), Maristela
Mendes (OAB).
A cerimônia foi bastante concorrida, comparecendo expressiva
caravana de Anápolis, tendo o Conselho Filosófico de Kadosch
nº 9, do qual o irmão Mario Martins é membro, sido representado
por seu Presidente Irmão Absaí Gomes Brito.
Transcrevemos alguns trechos do discurso de posse do
irmão Mário Martins: “Mais uma vez se abrem as venerandas
portas desta Casa, entre cujas paredes se acolhe fraternalmente
a Academia Goiana de Letras para a recepção deste que vos fala,
o mais humilde dos servos acadêmicos. Neste simbólico recinto
de estudo, meditação e trabalho silencioso e profícuo, reúnem os
cultores das belas letras goianas, em família, para festejar o in264
gresso deste novo companheiro que vem compartilhar a efêmera,
mas confortadora gloria da imortalidade literária”.
“Podeis muito bem avaliar o quanto me está sendo grato e
honroso ser recebido nesta CASA pelo ilustre homem de letras,
jornalista, administrador, Deputado Federal e empresário Jaime
Câmara a quem agradeço a generosidade das palavras”.
“Agradeço, igualmente, ao Excelentíssimo Senhor Presidente
deste Silogeu de Imortais, Dr. Ursulino Tavares Leão e
demais acadêmicos, pela escolha do meu nome para ocupar a Cadeira
37, cujo Patrono é Crispiniano Tavares e que, por certo, há
de vibrar em meu pensamento nesta noite festiva, policroma e
maravilhosa, que passa a fazer parte das minhas recordações mais
gratas”.
E mais adiante, disse Mário Martins: “Portanto, meus amigos,
eis-me aqui nesta Casa. Eis-me como o iluminado da distante
cidade de Ipupiara (Fundão de Brotas ou Jordão de Brotas), na
Bahia, na gloria de sua ascensão...Desvanece-me o fato de poder
me ombrear a homens e mulheres da mais alta estirpe nas letras
goianas, que vão desde o nome de Eurídice Natal e Silva que, nos
idos de 1904, lançou a semente desta Casa, até esta plêiade de ilustres
confrades que engalanam os quadros da Academia Goiana
de Letras, a quem, muito justo e oportunamente, rendo a minha
homenagem e o meu agradecimento”. (JORNAL LIBERDADE
E UNIÃO. Goiânia, 31.03.1983).
ABSAI GOMES BRITO é jornalista. Membro da Loja Maçônica
Liberdade e União, de Goiânia. Presidente do Conselho
Filosófico de Kadosch nº 9.
ATENÇÃO: O Discurso completo de posse na Academia
Goiana de Letras se encontra nos livros do autor, ESTUDOS LITERARIOS
DE AUTORES GOIANOS (Anápolis, FICA, 1995),
ESCRITORES DE GOIAS (Rio de Janeiro, Master, 1996) e ainda
no site www.mariomartins.com.br
265
MENOS UM BALUARTE NO TOCANTINS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Um dos mais ilustres lutadores pela formação do Estado do
Tocantins, faleceu em Goiânia, no dia 26.10.2001, com
96 anos de idade, conforme noticiado pelo jornal O POPULAR.
Trata-se de CATÃO MARANHÃO. Mas quem foi ele? De
Carolina, Maranhão, 18.09.1905, escreveu, entre outros, “TERRITÓRIO
FEDERAL DO TOCANTINS”, sem dados biográficos
completos no texto.
Filho dos cearenses João do Rego Maranhão e Cândida Cavalcante
Maranhão. Irmão de Nelson Maranhão, Othon Maranhão,
Perolina Maranhão e José Américo Maranhão.
Nelson publicou o livro de poesias MUSA ANTIGA. Othon
editou o livro SETENTRIÃO GOIANO. Catão tornou-se Professor
e Jornalista.
Após os estudos primários em sua terra natal, Catão tornouse
Professor, fundando o EXTERNATO BENEDITO LEITE,
por volta de 1927, com 22 anos de idade. Lá estudou, entre outros,
sua prima Sofia Maranhão, filha de seu sobrinho Alfredo
Maranhão. Fundou também o Instituto Coelho Neto.
Nos anos seguintes, a partir de 1931, dedicou-se ao jornalismo,
dirigindo o jornal A TARDE, de Carolina, Maranhão, durante
mais de 30 anos, encontrando-se no exemplar de 05.11.1962, o seguinte
expediente: DIRETOR PROPRIETÁRIO: CATÃO MARANHÃO.
Gerente: Mário Lopes. Redator: Carlos Maranhão.
Casou-se com Ana Rita Vasconcelos, com quem teve vários
filhos. Em duas legislaturas, foi eleito Deputado Estadual pelo
Maranhão. Foi um dos fundadores do Rotary Club e da Loja Maçônica
de Carolina. Foi musico da Banda Euterpe Carolinense.
266
Seu jornal A TARDE passou a defender, em 1931, a criação
do TERRITÓRIO FEDERAL DO TOCANTINS, com Capital
em Carolina ou Pedro Afonso, conforme a tese do Brigadeiro Lysias
Rodrigues.
Na década de 1950, Catão Maranhão, através de seu jornal,
passou a defender o movimento não mais em prol do Território,
mas em favor do Estado do Tocantins.
Depois de mais de trinta anos, defendendo essa idéia, CATÃO
MARANHÃO, no ano de 1959, arrastado também pelos
filhos, transferiu-se para Goiânia, passando a viver de representações
comerciais, até a sua morte, ocorrida neste 26.10.2001.
Faleceu, portanto, um dos mais brilhantes nomes do jornalismo
nacional e que deve ser lembrado pela sua luta em prol da
criação do Estado do Tocantins. (FOLHA POPULAR. Palmas,
02.11.2001).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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MORENO:
UMA IGREJA HERÓICA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Refiro-me à Igreja Batista de Moreno, no interior do Rio
Grande do Norte. Tendo de representar o Seminário
Batista do Norte do Brasil na Convenção daquele Estado, por
267
volta de 1974, passei a procurar no mapa a cidade de moreno,
onde se realizaria a referida Convenção, que, aliás, acompanhou a
orientação governamental de participação pela integração.
Moreno não existe no mapa, porque não chega a ser uma
vila, mas um sítio onde quem não é batista, é da Igreja de Cristo.
Embora esteja fora do mapa, a Igreja Batista de Moreno está perfeitamente
integrada no Rol Cooperativo da Convenção Batista
Brasileira. Moreno é um sítio localizado no vale do Apodi, a região
mais rica do Rio Grande do Norte, celeiro de grande parte
do arroz brasileiro.
Por que destacar Moreno? Por causa de suas singularidades
e das circunstâncias em que vive. Igreja localizada num sítio, mas
que possui no seu rol quase 200 membros. Um coral com mais de
20 vozes, que canta e encanta, como se à frente houvesse um grande
regente, o que não acontece, porque o que existe é a transmissão
dos elementos musicais mais simples de geração a geração.
Esta é uma igreja heróica porque existe e coopera, embora
nenhum obreiro queira ser seu pastor efetivo, em virtude do isolamento
e das circunstâncias, exceto o Pastor Diomédio Alves da
Silva, presidente de uma cooperativa em Apodi, que tem dado a
sua valiosa cooperação. O aparecimento desta igreja data de 1931.
Inicialmente foi uma Congregação da Assembléia de Deus, tornando-
se posteriormente batista, sob a orientação de um antigo
missionário de Richmond, localizado no Rio Grande do Norte.
Ao aceitar o Evangelho, essa vila sofreu a perseguição da
sede do município, fazendo-lhe pressão econômica, religiosa e
política, e muito mais que isto, prendendo alguns de seus líderes.
Foi organizada a Igreja em 1949, eis que, em 1931, era apenas
uma Congregação. A verdade é que hoje a Igreja Batista de Moreno
constitui o centro da comunidade, não só pelo respeito que
impõe, mas também do ponto de vista geográfico, já que todas as
residências são construídas, voltando-se para o simpático e conservado
templo, ao lado do qual se encontra também a casa pas268
toral. Foi esta Igreja, constituída de grandes famílias, das quais
a principal é a Morais, que hospedou de modo impressionante a
Convenção Batista Norte Rio-Grandense. (JORNAL BATISTA.
Rio de Janeiro, 22.12.1974).
ATENÇÃO: Hoje (2008), a vila de Moreno, na região de
Apodi, no Rio Grande do Norte, continua não existindo no mapa,
não sabendo o autor, se a Igreja ainda existe.
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MUIRHEAD:
CAPUNGA AOS TRÊS ANOS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Dentre as igrejas que estão completando cinqüenta anos
em 1973, no Estado de Pernambuco, destaca-se a Igreja
Batista de Capunga. Embora organizada nas mesmas circunstâncias
que as outras, alcançou crescimento rápido, estando colocada
hoje entre as maiores igrejas do Brasil Batista.
Seu surpreendente desenvolvimento já o foi revelado há
quarenta e sete anos atrás, quando H. H. Muirhead que era o pastor
da época, publicou um relatório anual como parte das festividades
comemorativas do terceiro aniversário. Nele há aspectos
269
interessantes e recordativos, sobretudo agora quando a mencionada
igreja comemora o seu Jubileu de Ouro.
Sobre a fundação desta igreja, por exemplo, disse o missionário:
“Há três annos, foi organisada a Egreja Baptista da Capunga,
com 13 membros, numa das salas da velha casa que occupou
este terreno. Dois foram os motivos que levaram aquelle
pequeno grupo a se unir numa egreja: 1 - A convicção de que o
grande districto conhecido pelo nome de Capunga, onde não havia
nenhuma egreja evangélica, constituia campo estratégico na
evangelização desta cidade. 2 - O desejo de trabalhar. As egrejas
da cidade então constituidas tinham passado por um período de
agitação e controvérsia”.
Prosseguindo acentuou H. H. Muirhead: “O pequeno grupo
cançado de tantas luctas estranhas ao espírito do Evangelho, resolveu
afastar-se destas coisas vãs e consagrar as suas energias no
serviço do reino do Mestre. O pequeno grupo tomou como divisa
as palavras do apóstolo Paulo: ‘Esquecendo-me das coisas que
para trás ficam prossigo para o alvo.”
O sentimento da igreja foi expresso através das palavras de
seu pastor: “Nunca nas sessões ou reunião pública da egreja foram
mencionadas as coisas desagradáveis do passado, nem discutidas
questões pessoais que resultam na divisão de muitas egrejas
e são aqui relembradas, simplesmente como dados históricos e
como explicação porque Deus tem abençoado tão ricamente a sua
egreja. A experiência tem ensinado que a prosperidade de uma
egreja é sempre proporcional à sua fidelidade no cumprimento
da Palavra de Deus.”
Na tentativa de comprovar com fatos concretos o crescimento
da nova igreja, disse: “A egreja foi organisada a 19 de abril de
1923 com 13 membros. (Estes tinham sido eliminados da Primeira
Igreja Batista do Recife, na contenda radical, entre eles alguns
missionários, destacando-se, porém, a figura de um leigo, Dr. Arnaldo
Poggi).
270
O relatório apresentado por ocasião do primeiro aniversário
contava 70 membros. O relatório do segundo aniversário contava
90 e hoje no terceiro aniversário podemos apresentar o bom número
de 125 membros em plena comunhão.”
Finalmente acentuou: “A estatística completa desde a organização
da egreja até a data presente, apresenta 74 batismos,
96 cartas e 1 reconciliação. Deixaram de ser membros durante
o período 58 pessoas, sendo 51 por carta para formar 3 egrejas
no campo e 7 por exclusão. A Egreja Baptista da Capunga crê na
cooperação e prova a sua crença pelas obras.” (H. H. Muirhead,
Relatório Annual. Recife: Typographia do C.A. B., 19 de abril de
1926).
A organização da Igreja Batista da Capunga foi um dos resultados
benéficos das lutas de 1923, pois já se fazia necessária
a existência de uma igreja que pudesse servir melhor ao Colégio
Americano Batista. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro,
06.05.1973).
ATENÇÃO: Este autor foi membro da Igreja Batista da Capunga,
no fim de 1974, no pastorado do Pastor Manfred Grellert.
Quando se mudou para Anápolis, em 1975, pediu a sua carta de
transferência, tornando-se co-pastor da Primeira Igreja Batista
de Anápolis, ao lado do Pastor Isaias Batista dos Santos, de saudosa
memória.
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271
NADA MAIS FRACO
DO QUE A ÁGUA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O caos do mundo atual é devido à falta total de uma filosofia
e de um ritmo de vida tais como encontramos
em Laotsé e seu brilhante discípulo Chuangtsé. Laotsé que viveu
aproximadamente no sexto século antes de Cristo tinha a destreza
necessária para fazer Hitler e outros sonhadores da fama mundial
se mostrarem loucos e ridículos.
Se algum livro existe capaz de dar conselhos contra as múltiplas
atividades e frívolas negociatas do homem moderno, este é
o livro de Laotsé, um dos mais profundos livros do mundo filosófico.
É desse admirável Laotsé as palavras: “Nada existe mais fraco
do que a água porém, nada lhe é superior quando ela se torna
forte, pois não há substituto para ela. Sua fraqueza torna-se força,
a gentileza transforma-se em rigidez, sem que ninguém o saiba
nem possa imitá-la”.
É provável que o filósofo chinês pensasse na força da água
que move os moinhos, na violência das enchentes que arrasam
as cidades e destroem as lavouras. Talvez pensasse na fúria das
tempestades, no furor dos mares encapelados.
Laotsé, hoje, teria uma visão mais ampla do poder da água,
vendo-a transformar-se em energia e mover usinas, fábricas e
trens, enfim, sendo a mola do progresso e o grande fator da industrialização
do mundo. Tal como a água são as idéias. Poderse-
ia parodiar Laotsé e afirmar: nada existe mais fraco do que
a idéia, porém nada lhe é superior quando ela se torna forte. A
272
força de uma idéia é, às vezes, subestimada, e depois empolga os
povos, alterando a fisionomia do mundo, daí dizer Rivarol: “Não
se deve dar tiros nas idéias”.
De fato, as idéias são como a água. E o córrego que desliza
suavemente nas pequenas quedas que poderá tornar-se na planície
um Amazonas gigantesco repelindo o mar e na sua queda
transformar-se num monstro como o São Francisco na Cachoeira
de Paulo Afonso.
Como a água são as idéias. Todas elas: as boas e as más. No
primeiro caso idéias devem ser conservadas. No segundo, devem
ser substituídas. De qualquer modo as idéias devem ser respeitadas
e tratadas não com a violência das inquisições, mas com prudência
e serenidade, porque a fraqueza de uma idéia pode transformar-
se em força e a gentileza transformar-se em rigidez, sem
que ninguém o saiba nem possa imitá-la, como disse Laotsé.
O mundo enfrenta uma crise de idéias porque o homem é ordinariamente
mais propenso a contentar-se com as idéias alheias,
do que a refletir e a raciocinar. Por isso mesmo a humanidade
precisa de novas idéias, afinal de contas, como disse Bacon “as
idéias governam o mundo” e, na verdade, quem conduz e arrasta
o progresso não são as lágrimas, mas as idéias. (O POPULAR.
Goiânia, 15.05.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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273
NOVO IMORTAL
TOMA POSSE NA ATL
Isabela Campos e Lisane Braga*
Hoje é dia de festa para os membros da Academia Tocantinense
de Letras(ATL). O novo acadêmico, Mário
Ribeiro Martins, vai ser empossado e dois imortais lançam seus
livros durante a solenidade.
A Academia Tocantinense de Letras recebe hoje um novo
imortal. O escritor baiano Mário Ribeiro Martins, eleito no final
do ano passado, vai ocupar a cadeira 37, cujo Patrono é o Frei
José Maria Audrin. A cerimonia está marcada para as 20 horas,
no auditorio da OAB, em Palmas.
A cerimonia de posse do novo membro vai ser bem formal,
como pede o protocolo da Academia de Letras.
Quem abre a solenidade é o Presidente da ATL Juarez Moreira
Filho. Depois acontece o discurso do orador, o maranhense
José Cardeal dos Santos. A entrega do Diploma ao novo academico
será feita pela Professora Margarida Lemos Gonçalves.
Segue-se o discurso do novo membro que já foi impresso para ser
distribuido entre os presentes e versará sobre seu Patrono Frei
Audrin.
Após a solenidade de posse, vai haver um coquetel, quando
serão lançados dois livros, um de Ana Braga(A FORÇA DO REGIONALISMO
NA OBRA DE JUAREZ MOREIRA FILHO) e
o outro de Fidêncio Bogo(O QUATI E OUTROS CONTOS).
Durante a eleição que aconteceu no dia 28.11.2001, Mário
foi eleito com 14 votos, contra 11 de Helio Miranda(1) e 5 de Gil
Correia.
O Secretário da Academia Tocantinense de Letras, Almecides
explica que há muito tempo Mario já era um nome cogitado
para a Academia. Ele só não se candidatou antes, porque esperava
274
a Cadeira 37, o mesmo número da Cadeira que ocupa na Academia
Goiana de Letras.
No Tocantins, o Patrono da Cadeira é Orador Sacro Frei José
Maria Audrin que lutou pela literatura sacra e foi responsavel por
grandes contribuições sociais na região onde hoje fica o Estado.
Para preparar o discurso, Mario fez uma extensa pesquisa
sobre a vida e a obra do escritor frances que veio para o Norte
de Goiás, aos 17 anos de idade, e mesmo depois de voltar para a
França, 48 anos mais tarde, continuou hasteando em seu quarto
a bandeira do Brasil.
Sobre o novo imortal. Mario Ribeiro Martins é escritor, Procurador
de Justiça Aposentado do Ministerio Publico de Goias.
Membro tambem da Academia Goiana de Letras, do Instituto
Historico e Geografico de Goias, da Associação Goiana de Imprensa,
da União Brasileira de Escritores de Goias.
Vinculado a varias outras instituições, como Academia Pernambucana,
Academia Carioca, Academia Evangélica de Letras
do Brasil, no Rio de Janeiro.
No plano internacional, é membro da International Writers
e ao Club des Intellectuels Français.
Possui 28 livros publicados, entre eles, o DICIONÁRIO
BIOBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS que reune os nomes dos
escritores que nasceram, escreveram ou passaram pelo Estado.
Antes, já havia publicado o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE GOIÁS que tambem já incluia alguns nomes relacionados
ao Tocantins. (FOLHA POPULAR. Palmas, 05.04.2002).
ISABELA CAMPOS e LISANE BRAGA são jornalistas, redatoras
e editoras.
(1) Em 2002, Hélio Miranda foi candidato à Cadeira 39, tendo sido eleito Dourival
Martins Santiago. Não mais se candidatou. Tal como Paulo Bertran que tambem não
foi eleito para a Academia Goiana de Letras, a Academia Tocantinense de Letras terminou
por perder um excelente intelectual. Autor de muitos livros, Hélio Miranda é
hoje(2008) Membro do Tribunal Regional Eleitoral.
275
O ACIDENTE DE AVIÃO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
1965.28.02
Estando em Petrolina, Pernambuco, ganha uma “carona”
num avião “Teco-Teco” para chegar ao Recife, onde estudava.
Ao sobrevoar a famosa SERRA DAS RUSSAS, o avião
apresenta defeito e cai, pegando fogo. É jogado numa “MOITA
DE CAPIM”, onde é encontrado sem sentidos, mas sobrevive
sem qualquer seqüela, sendo levado para o Hospital Barão de Lucena,
no Recife. O Piloto e o Fazendeiro (proprietário do avião)
foram “CARBONIZADOS”.
Em todos os meus livros aparece este texto. E, as pessoas, ao
lerem, ficam ainda muito mais curiosas. Resolvi então contar o
fato todo. Na época, fazia o curso clássico, no Colégio Americano
Batista Gilreath, do Recife.
Tinha ido de férias para a minha cidade natal -Ipupiara- na
Bahia. Ao retornar, peguei um caminhão, carregado de fumo e
fui para Morpará, na Bahia, distante cerca de 100 quilômetros.
Em Morpará, embarquei num vapor, com destino a Juazeiro, na
Bahia. Foram cerca de 7 (sete) dias, descendo o Rio São Francisco.
Do outro lado de Juazeiro, atravessando a ponte, está Petrolina,
em Pernambuco, de onde se pegava o ônibus para chegar ao
Recife. Enquanto aguardava o ônibus, que só viajava duas vezes
por semana, fiquei hospedado num pequeno Hotel.
Pois bem, na noite do dia 27.02.1965 (sábado), aproximou-
-se de mim, ainda jovem (22 anos), um cidadão simpático que me
disse: “E aí, menino, você vai pra onde?” Em resposta, retruquei:
vou para o Recife, onde estudo, no Colégio Americano Batista.
Então, ele disse: “Você não quer pegar uma carona com a
gente? Nós estamos indo para Natal, no Rio Grande do Norte,
mas temos de descer no Recife para abastecer?”
Acertada a viagem, no outro dia, domingo, 28.02.1965, fomos
para o pequeno aeroporto de Petrolina. Ao entrar no avião,
primeiro o piloto, depois o fazendeiro (dono do avião) e final276
mente eu. O piloto falou: “coloque o cinto de segurança”. Peguei
o cinto e coloquei sobre as pernas, sem travar, mesmo porque não
sabia como travá-lo.
Viagem excelente, até que, em certo momento, o piloto começou
a apertar todos os comandos e, finalmente, gritou: “O
MOTOR PAROU E NÓS VAMOS CAIR”. Não se viu mais nada.
O resto da história só fiquei sabendo dois dias depois, através
de terceiros. É que o avião desgovernado, caiu fazendo piruetas
e eu, que estava sem o cinto, fui jogado fora do avião, caindo
numa MOITA DE CAPIM VERDE, enquanto o avião caiu a cerca
de 150 metros dali, espatifando-se e pegando fogo.
Quando os vaqueiros da região chegaram o avião tinha acabado
de explodir e os corpos do piloto e fazendeiro já estavam se
CARBONIZANDO.
Mas eles permaneceram perto do avião, na esperança de encontrar
algo de valor. Já estavam indo embora, quando um deles,
ouviu um gemido fraco, na direção da MOITA DE CAPIM. Correu
para lá e me encontrou ENSANGUENTADO (pelos cortes
do capim), mas ainda respirando.
Disseram eles: “Este deve morrer logo. Mas, como ainda
está vivo, vamos fazer uma maca de madeira, descer a Serra e
entregar para o primeiro que passar na estrada”. De fato, eu fui
conduzido por um dono de caminhão para o Hospital Barão de
Lucena, no Recife.
Estava eu com as roupas rasgadas e sem documento, porque
os documentos estavam na mala que queimou.
Por volta de 5 horas da manhã, depois dos remédios que me
deram, comecei a voltar, meio zonzo ainda e perguntei à enfermeira:
onde estou?. Ela respondeu: “Nós é que estamos querendo
saber quem é você. Sem documento e quase sem roupa. Disseram
que você foi o único sobrevivente de um avião que caiu”.
Contei que era aluno do Colégio Americano Batista, concluinte
do curso Clássico. O Diretor foi me buscar e os colegas
fizeram uma “vaquinha” para me dar algumas peças de roupa.
Evidente, tive de tirar todos os documentos, porque eles estavam
na mala que se queimou.
277
Sobre esta mala, há um fato interessante: Quando eu estava
na Bahia, na casa do meu avô, Gasparino Francisco Martins, conhecido
como VELHO DOUTOR, este se aproximou de mim e
disse: “Mario, este ano você vai se formar no Recife e eu vou lhe
dar algum dinheiro”. Pegou um jornal velho e colocou alguns
maços de dinheiro. Quando cheguei na casa dos meus pais, contei
o dinheiro e tinha o correspondente hoje (2008), a VINTE MIL
REAIS. Pois bem, o dinheiro estava na mala que se queimou.
A felicidade é que eu era ajudado pela enfermeira missionária
Zênia Birkniek e não me faltou recursos para tirar os novos
documentos, comprar roupas, etc.
Alguns meses depois do acidente, estava eu viajando com
uns missionários americanos, quando passamos pela estrada,
próxima do local do acidente. Falei com os missionários que o
avião tinha caído naquela serra. Um deles, entusiasmado, resolveu
conhecer o local e olhar os destroços do avião.
Pois bem, ao subirmos a serra, encontramos o casebre de
um vaqueiro. Este então disse que o local era distante e de difícil
acesso. Mas que poderia nos levar lá.
Ao chegar onde estavam os destroços do avião, suas ferragens,
o vaqueiro disse: “Quando nós chegamos aqui, o avião já
estava se queimando e dois corpos carbonizados. Mas, na moita
de capim, havia um muito ensangüentado que deve ter morrido
logo. Nós colocamos numa maca e levamos para a estrada, porque
ele ainda respirava”.
Foi aí que o missionário disse para ele que o da MOITA DE
CAPIM era eu, ali ao lado. O vaqueiro tomou aquele susto, fez o
sinal da cruz e exclamou: FOI MILAGRE!
Na volta, ainda passamos nos casebres de outros vaqueiros
que tomaram o mesmo susto, sendo que um deles chegou a ajoelhar-
se para agradecer a Deus, a minha ressurreição.
Como os três missionários eram generosos, aproveitaram a
oportunidade para pregar o Evangelho, deixando também com
suas famílias alguns trocados em dinheiro, o que foi uma festa.
Relembre-se que o ano era 1965, em plena ditadura militar
que tinha eclodido no dia 31.03.1964. Chegou-se a especular que
278
o avião tinha sido atingido por guerrilheiros, o que contrariava os
interesses da Revolução. Nada disto, o avião caiu porque apresentou
defeito no único motor que tinha.
Eis aí, a história completa do meu acidente de avião. Mas,
não fiquei com medo de avião, tanto é que, em janeiro de 1973,
viajei num avião da TAP (TRANSPORTES AÉREOS PORTUGUESES),
do Recife para Lisboa, sobrevoando o Oceano Atlântico
durante 9 (nove) horas.
Na verdade, a primeira vez em que viajei de avião foi de Bom
Jesus da Lapa, na Bahia, para Salvador, em dezembro de 1962.
Como fui o primeiro colocado no término do Curso Ginasial no
Colégio São Vicente de Paulo e Orador da Turma, ganhei uma viagem
de avião para Salvador, acompanhado das Freiras do Colégio.
Como eu era evangélico, as Freiras, no domingo, me deixavam
na porta da Igreja Batista dos Mares(nesta mesma Igreja, eu me
casei com Elenaide Batista dos Santos, filha do Pastor Isaias, em
19.01.1970) e iam para a Missa. E assim foi durante os 15(quinze)
dias em que estivemos em Salvador. Uma dessas Freiras, ainda
me lembro, Irmã Catarina, com o seu hábito branco, excelente
professora de matemática.
O acidente foi em 28.02.1965. Quando meu avô ficou sabendo
do fato, me escreveu uma carta, dizendo que faria a reposição do
dinheiro, quando eu retornasse de férias.
As minhas atividades como seminarista do Seminário
Batista do Norte do Brasil, no Recife, junto a diferentes igrejas
em Pernambuco me impediram de retornar de férias a Ipupiara.
Quando pude retornar a Ipupiara, meu avô Gasparino Francisco
Martins já tinha falecido em 19.05.1966. Portanto, a esperança
de reaver os Vinte Mil queimados no acidente de avião se
foram de vez.
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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279
O ARGUMENTO ONTOLÓGICO
DE ANSELMO.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Anselmo de Cantuária é um ponto de referência no escolasticismo,
porquanto é a partir dele que a escolástica
primitiva começa a tomar consciência de si mesmo. Apresenta-
-se Anselmo, muito mais como religioso do que como filósofo,
daí suas premissas apresentarem teses religiosas, tais como: “Não
quero saber para crer, mas crer para saber”.
Daquilo que, em Agostinho, era tão somente uma grande
idéia, Anselmo fez escola. Com roupagem teológica, analisou
problemas filosóficos, expressando suas posições pela frase: “Credo
ut intelligam” (Creio para compreender). Tornou-se célebre,
principalmente, com as duas obras, MONOLOGIUM e PROSLOGIUM.
Esta, tratando da existência de Deus e aquela, acentuando
a sabedoria divina.
Na primeira, desenvolveu uma argumentação cosmológica, que
ia do particular ao universal e deste a Deus. Na segunda, fez uma troca,
desenvolvendo uma argumentação ontológica, em que partindo do
simples conceito de Deus, poder-se-ia demonstrar sua existência.
O argumento ontológico de Anselmo pode ser resumido em
dois aspectos: o que existe na realidade é maior e mais perfeito do
que aquilo que existe só no entendimento. Negar que existe aquilo
sobre o qual nada maior pode pensar-se, significa contradizer-se.
A palavra pensar, conforme Anselmo, tem dois sentidos:
pode-se pensar a palavra que a coisa indica e pode-se pensar a
coisa em sim mesma. Utilizando-se este sentido é possível pensar
que Deus não existe, mas no segundo sentido é impossível pensar
280
que Deus não existe. O ponto de partida do argumento ontológico
é a existência do conceito.
Diante das objeções de Gaunilon, Anselmo reafirma que
Deus é um caso único e incomparável, não sendo limitado como
uma ilha. Suas provas da existência de Deus são essencialmente
platônicas: os graus de perfeição e a idéia do ser supremo.
Depois de provar a existência de Deus, Anselmo acentua as
relações de Deus com o mundo, destacando aspectos que são capazes
de fomentar a piedade, tais como: o mundo depende completamente
de Deus, porquanto é por ele conservado; Deus está
presente em todas as coisas, especialmente no homem que pode
adorá-lo e amá-lo sempre.
Embora destituído de maior profundidade, o argumento
ontológico de Anselmo terminou por exercer extraordinária influência
sobre o alto escolasticismo, alcançando os tempos modernos.
Rejeitado por uns e aceito por outros, o argumento ontológico
de Anselmo é muito mais um princípio do que uma prova.
E como tal, o argumento nada mais é do um círculo vicioso.
No entanto, foi formulado não para eliminar a piedade, mas
para ajudar na compreensão da fé e na elevação dos corações a
Deus, numa consciência plena de sua existência. (JORNAL DO
COMMERCIO. Recife, 19.12.1973).
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281
OBRA TRAZ BIOGRAFIAS
DE IMORTAIS GOIANIENSES
Lenna Borges*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Escritor Mario Martins lançou o ultimo livro biográfico
que tem como tema a Academia Goianiense de Letras.
Depois de vários livros biobibliográficos, o escritor Mário
Martins lançou em Goiânia, no ultimo dia 07.08, o que ele mesmo
diz ser o ultimo livro desta serie, o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE
DE LETRAS. Ele promete uma nova obra para breve, desta vez,
uma coletânea dos artigos de sua autoria publicados em jornais,
revistas e na internet e que já tem titulo: A CONSCIÊNCIA DA
LIBERDADE E OUTROS TEMAS.
De acordo com o escritor, a idéia de elaborar o livro da mais
nova instituição cultural fundada em Goiânia, em 06.11.2006,
é que mesmo sendo nova, ela já foi instalada carregando uma
historia.
“A Academia Goianiense de Letras (AGynL) foi criada para
dar espaço e representatividade ao escritor da Capital e do interior,
uma idéia surgida há mais de 30 anos, por estudantes de
Anápolis que estudavam em Goiânia”, explica.
O objetivo da recém criada Academia é dar identidade
cultural ao escritor para que a sociedade entenda a presença da
AGYNL na vida do autor.
“Porque dei apoio logístico aos estudantes anapolinos de
1976 e por ser membro da nova entidade, decidi elaborar o DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
GOIANIENSE DE LETRAS que tem alem dos Titulares,
também os membros Honorários, Eméritos e Correspondentes,
totalizando cerca de 200 biografias”, diz.
282
Segundo o autor, todos os nomes biografados, bem como
os mais de 30 mil outros nomes, já estão em seu DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL DO BRASIL, disponível
para qualquer interessado em seu site www.mariomartins.com.br
ou www.usinadeletras.com.br.
Mario Martins escreveu os livros: Gilberto Freyre, o ex-
-Protestante, Historia das Idéias Radicais no Brasil, Filosofia da
Ciência, Sociologia Geral & Especial, Letras Anapolinas, Escritores
de Goiás, Dicionário Biobibliográfico de Goiás, Estudos Literários
de Autores Goianos, Dicionário Biobibliográfico do Tocantins,
Coronelismo no Antigo Fundão de Brotas, Dicionário
Biobibliográfico de Membros do Instituto Histórico e Geográfico
de Goiás, Dicionário Biobibliográfico de Membros da Academia
Goiana de Letras, Dicionário Biobibliográfico de Membros
da Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, Retrato da
Academia Tocantinense de Letras, entre outros.
Mario Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara, Bahia, em
07.08.1943. Fez o primário nas cidades de Ipupiara e Morpará,
Bahia. O Ginásio, em Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa. O Clássico,
no Colégio Americano Batista Gilreath, do Recife. Ainda no
Recife, fez os cursos de Bacharel e Mestre em Teologia, no Seminário
Batista do Norte. Na Universidade Federal de Pernambuco,
fez o Bacharel em Ciências Sociais. Na Universidade Católica de
Pernambuco, fez Licenciatura em Filosofia. Fez especialização
na área de Sociologia e Educação, no Instituto de Cultura Hispânica
de Madrid, na Espanha, alem de Administração Publica, na
Escuela Nacional de Alcalá Henares.
Foi Promotor de Justiça de Abadiânia, Corumbá de Goiás
e Anápolis. É Presidente da Federação das Instituições Culturais
de Anápolis. Membro da Academia Tocantinense de Letras, da
Academia Goiana de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico
de Goiás, da Associação Goiana de Imprensa, da União Brasileira
de Escritores de Goiás, da Academia de Letras do Estado do Rio
283
de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do Brasil e da Academia
Pernambucana de Letras e Artes.
Internacionalmente, está vinculado ao Club des Intellectuels
Français, à International Academy of Letters of England e
à International Writers and Artists Association of United States.
(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas, 19.09.2008).
LENNA BORGES é Jornalista, Redatora e Editora.
O COLÉGIO AMERICANO BATISTA
E SUA INFLUÊNCIA NA
FORMAÇÃO NACIONAL
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Os séculos XVII E XVIII constituíram uma espécie de
“Idade média” na história nacional. Portugal, dominado
pela inquisição, tinha receio de que o liberalismo político,
religioso e educacional que havia alcançado a França, Inglaterra
e Alemanha penetrasse também no Brasil.
Em 1800 o cientista alemão Barão Von Humboldt foi impedido
de visitar o Brasil, porque poderia, segundo a ordem do governo
português ao seu delegado no Pará, envenenar a mente do
povo com as chamadas “novas idéias e princípios falsos.” (A.R.
Crabtree, Baptists In Brazil Rio de Janeiro: Baptist Publishing
House, 1953, p. 21).
A presença do elemento missionário no Brasil implicou na
necessidade de escolas que pudessem servir aos seus filhos e às famílias
que se iam convertendo. Tanto nas escolas públicas quanto
284
nas instituições particulares os filhos de protestantes eram obrigados
a participar das práticas católicas, e em muitas das escolas
não tinham acesso.
Em Pernambuco, portanto, em 1899 W. E. Entzminger
dedicou três horas por dia dando aulas para quatro alunos que
desejavam dedicar-se ao ministério batista. Em 1900 a Junta de
Richmond enviou a primeira verba para manutenção da classe
teológica. Em 1902 foi organizada uma classe “para ensinar os
filhos dos batistas” (Ibid, p. 159), ao lado do Seminário Teológico
que tinha sido formalmente instalado em abril do mesmo ano.
O testemunho das famílias beneficiadas quanto ao valor
desta classe forçou os missionários a estender suas atividades ao
público com a organização de uma escola de rapazes.
A concretização deste ideal só foi possível após a conversão
do ex-padre José Piani, conforme informou W. H. Canadá
apresentando seu relatório à Junta de Richmond: “Depois da
conversão do ex-padre Piani, que é um experiente professor, nós
sentimos que o tempo havia chegado de estabelecer nesta cidade
um colégio cristão. A Junta nos garantiu uma pequena verba para
começar. Assim no dia 10 de março nós iniciamos com 10 alunos.”
(W. H. Canadá, “Report of W. H. Canadá,” Annual of the
Southern Baptist Convention, 1906 Nashville, Tenn.: Marshall
& Bruce Company, 1906, p. 99).
A nova escola recebeu o nome de Colégio Americano Gilreath,
e conforme o mencionado relatório, foi organizado no dia 10
de março de 1905. Com a ida de W. H. Canadá para os Estados
Unidos, os missionários substitutos passaram a designar, embora
erradamente, 1906 como ano da fundação do Colégio.
O fato é que o próprio fundador do Colégio escreveu à Junta
de Richmond, dizendo: “Nossa escola de rapazes, que começou
em 1905, imediatamente após a conversão do ex-padre Piani, iniciou
seu segundo ano no dia 15 de janeiro, com 15 alunos, dois
dos quais de famílias católicas... No fim de fevereiro o número
285
já tinha crescido para 40 e quando encerramos as aulas no dia 26
de outubro tínhamos tido durante o ano 67 alunos. Destes 67, 48
eram de famílias católicas.” (Canadá, “Educacional Report Pernambuco
Mission.” Annual of the Southern Baptist Convention, 1907
Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce Company, 1907, p. 90).
É possível que a data de 1906 tenha sido estabelecida por
H. H. Muirhead, que, apresentando o relatório de 1908 disse ser
aquele “o terceiro ano da instituição.” (H. H. Muirhead, “Annual
Report of the Boys Academy of the Pernambuco Mission.” Annual
of the Southern Baptist Convention, 1909 Nashville, Ten.:
Marshall & Bruce Company, 1909, p. 94). Os documentos do Colégio,
talvez por isto, apresentam 1906 como a data da fundação.
Em 1918 a instituição teve o seu nome mudado para Colégio
Americano Batista, passando a ser administrado pela Convenção Batista
Brasileira e exercendo grande influência no Estado e fora dele,
não só no sentido educacional, mas também no sentido de atrair pessoas
para o Evangelho. Escrevendo à Junta de Richmond, disse H.
H. Muirhead: “A escola já ganhou a confiança do povo e tem feito
mais colocando o Evangelho diante do público do que qualquer outro
departamento de trabalho.” (Muirhead, “Sixty-seventh Annual
Report of the Foreign Mission Board - Pernambuco Field,” Annual
of the Southern Baptist Convention, 1912 Nashville, Tenn.: Marshall
& Bruce Company, 1912, p. 135).
A influência do Colégio tornou-se cada vez mais intensa, e
em 1917 diplomou a primeira turma de bacharéis em Ciencias e
Letras (segundo grau), assim constituída: Antonio N. Mesquita,
Tertuliano Cerqueira, Fernando Wanderley, José Munguba Sobrinho
e Gilberto Freyre.
Sobre este grupo, disse o diretor da instituição: “Pela Primeira
vez na história do Colégio nós tivemos o privilégio de entregar
cinco diplomas de bacharel a cinco jovens. Escrevo esta
última palavra (jovens) com orgulho, pois eles são homens no
sentido da expressão... Há dois anos atrás, Gilberto Freyre era
286
um sincero materialista, mas ao iniciar o seu último ano de Colégio,
o Espírito Santo fez seu trabalho e hoje, embora com apenas dezoito
anos de idade, este pescador de homens é o mais espiritual entre nós
e facilmente o melhor pregador no campo pernambucano.” (Muirhead,
“Seventy-third Annual Report of the Foreign Mission Board
- Noth Brazil Mission”, Annual of the Southern Baptist Convention,
1918 Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce Company, 1918, p. 217).
Ao Colégio Americano Batista coube a iniciativa de fundar
a primeira Escola Comercial no Norte do Brasil, introduzindo
também o primeiro curso de Treinamento Doméstico em Pernambuco.
O governador do Estado chegou a solicitar de Mrs. Muirhead,
diretora do departamento de ciência doméstica, sugestões
para a abertura de um departamento similar na Escola Normal
do Estado. Como resultado desta solicitação foi realmente organizado
um departamento, que teve como primeira diretora, uma
brasileira formada no Colégio.
A esta mesma instituição coube o privilégio de organizar a
primeira Escola de Música no Recife. H. H. Muirhead, diretor
do Colégio, foi convidado pelo Secretário de Educação do Estado
para esquematizar o curso de educação primária e também
orientar os professores. (Vide: David Mein, “The Contributions
of Baptists to the Life of Brazil.” Unpublished Th. D. Dissertation,
Southern Baptist Theological Seminary, 1945, p. 24).
Em 1927, por iniciativa dos alunos, foi fundada a Academia
de Ciências e Letras D. Pedro II, cujo requisito para ser membro
era um trabalho escrito que seria aprovado por uma comissão
julgadora. (Vide: Prospecto do C. A. B. Recife, Typographia do
C. A. B., 1929, p. 16). Em 1928, ciente do benefício da disciplina
militar e desejoso de acentuar o amor cívico, o Colégio fundou o
Tiro de Guerra 258, dirigido por um sargento devidamente nomeado
pelo Ministro da Guerra. No próprio Colégio, portanto, os
alunos recebiam sua carteira de reservista. (Ibid, p. 25).
Um relatório publicado na revista FORMAÇÃO da Sociedade
Literária Joaquim Nabuco expressa a influência do Colégio
287
já em 1938: “200 ex-alunos assistiram ao banquete oferecido pelo
Colégio no dia 12 de outubro desse ano, dia dos ex-alunos, e falaram
com muita animação dos benefícios recebidos no decorrer
dos 32 anos de existência do C. A. B.” (“Dia do Ex-Aluno”, Formação,
I, nº. 1, 1938, p. 33).
A influência do Colégio Americano Batista seja em termos
de protestantismo brasileiro ou no sentido da formação nacional
tem sido marcante. De seus bancos, saíram grandes nomes, hoje
atuantes nos diversos setores da vida brasileira. Em 1941 o colégio
teve alunos de 12 países estrangeiros, quais sejam: América
do Norte, Alemanha, Armênia, Canadá, Inglaterra, Itália, Portugal,
Rumânia, Síria, Uruguai, Ucrânia e Trindade.
Brasileiros de renome passaram por esta instituição. Tomando
como exemplo o ano de 1938, nele se destacaram: Nivaldo
Rique - Banqueiro. Ariano Suassuna - Escritor. Isaac Barreto Ribeiro
- primeiro médico de Brasília. José Alimonda - Industrial.
Aurino Valois - Político.
A contribuição que o Colégio Americano Batista tem dado
para o desenvolvimento da educação no Brasil revela a visão dos
pioneiros batistas, a influência protestante no país e constitui a
certeza de que, no futuro, o Colégio alcançará sua justa e perfeita
maioridade. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 14.01.1973).
ATENÇÃO: Este discurso foi feito quando das homenagens
prestadas pelo Colégio Americano Batista, do Recife, ao
ex-aluno Sociólogo Gilberto Freyre. Este autor foi também aluno
do dito Colégio entre 1963 e 1965, quando terminou o Curso
Clássico. Em 1972, quando fez o discurso acima, já era concluinte
do Curso de Mestrado em Teologia.
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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288
O DIÁRIO DE PERNAMBUCO
À LUZ DOS RELATÓRIOS DE RICHMOND
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Uma excelente imagem do famoso matutino Diário de
Pernambuco é encontrada nos relatórios que foram
enviados à junta de Richmond da Convenção Batista do Sul dos
Estados Unidos, por alguns missionários que atuavam no Nordeste
e especialmente no Recife.
Assim é que, em seu relatório à Missão Norte-Americana,
sobre alguns aspectos da vida nacional, principalmente quanto
à liberdade de consciência e imprensa brasileira acentuou o missionário
D. L. Hamilton: “Digno de nota especial, no Brasil, é o
jornal Diário de Pernambuco. Sua posição é uma das mais responsáveis
neste país. Nele, nós encontramos as melhores qualidades
de um jornal, dentro das condições atuais do Brasil. Sua função
jornalística é altamente satisfatória” (D. L. Hamilton, “Seventytwo
Annual Report of the Foreign Mission Board-North Brazil
Mission”, Annual of the Southern Baptist Convention, 1917
(Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce Company, 1917), p. 154.
Em 1918, H. H. Muirhead (ex-professor de História de Gilberto
Freyre), dando relatório à Richmond do Colégio Americano
Gilreath (hoje Americano Batista), ratificou o elogio de D. L.
Hamilton, dizendo sobre o Diário de Pernambuco: “Sua tradição
é o melhor comprovante de fidelidade à verdade dos fatos”
(H. H. Muirhead, “Seventy-third Annual Report of the Foreign
289
Mission Board-North Brazil Mission”, Annual of the Southern
Baptist Convention, 1918 (Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce
Company, 1918), p. 217.
“Foi ele” - continuou Muirhead - “que numa época de intolerância,
abriu suas colunas para a defesa dos princípios da liberdade
de consciência”.
Salomão Ginsburg, que jamais viveu separado da imprensa
e tinha o hábito de escrever e publicar, apresentando seu relatório
à junta de Richmond, acentuou: “Temos publicado alguma coisa
importante pelo Diário de Pernambuco que é uma das mais úteis
publicações que conhecemos, dos mais antigos e sérios jornais
do Continente” (Salomão L. Ginsburg. “Sixty-fourth Annual Report
of the Foreign Mission Board-Report of the Pernambuco
Baptist Mission”, Annual of the Southern Baptist Convention
1909 (Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce Company, 1909, p. 89.
Estes relatórios, impressos em mais de cinqüenta exemplares,
existentes apenas nos dois grandes seminários deste país - Seminário
Teológico Batista do Norte do Brasil e Seminário Teológico
Batista do Sul, respectivamente no Recife e Rio de Janeiro
- dão informações preciosíssimas sobre o Brasil, sua História, seu
povo e sua imprensa, destacando a já marcante presença do Diário
de Pernambuco e sua contribuição para a formação nacional.
Daí dizer Salomão L. Ginsburg: “No começo de 1906 nos
colocamos um anúncio no DIÁRIO DE PERNAMBUCO, oferecendo
enviar grátis certos de nossos tratados para alguém que
os desejasse. Como resultado pedidos vieram de todas as partes
do Brasil” (Salomão L. Ginsburg. “Sixtysecond Annual Report
of the Foreign Mission Board-Report of the Pernambuco Baptist
Mission”, Annual of the Southern Baptist Convention 1907
(Nashville, Tenn.: Marshall & Bruce Company, 1907, p. 88.
290
Assim tem o Diário de Pernambuco sua mensagem impressa
e seu nome perpetuado, como um verdadeiro monumento, nos
anais da maior Convenção Batista do mundo: The Southern Baptist
Convention of the United States of America. (DIÁRIO DE
PERNAMBUCO. Recife, 30.11.1974).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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O EVANGÉLICO GILBERTO FREYRE
Paulo Nunes Batista*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Trabalho de pesquisa dos mais importantes sobre a vida
na fase juvenil do escritor GILBERTO FREYRE, o
grande sociólogo de CASA GRANDE & SENZALA, é o que o
intelectual Mario Ribeiro Martins publicou, primeiro em serie de
artigos na imprensa e, em 1973, em livro, editado pela Aliança Biblica
Universitária, via Imprensa Metodista, de São Paulo. Trata-
-se de GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE, cuja segunda
edição o autor anuncia para breve, incluindo novos fatos.
Embora o volume não tenha mais de 64 páginas, pela sua
seriedade e valor documental, esse trabalho do pesquisador Mario
R. Martins constitui um desses “grandes pequenos livros” que
valem, muitas vezes, mais do que certos volumosos compendios,
pesados de má literatura, vazios de substancia, pobres de conteúdo.
É que Mario Ribeiro Martins é dono de um invulgar poder
de sintese, aliado a uma cultural geral respeitável. Dominando o
291
idioma com total segurança, estudioso do evangelismo nacional
em todos os seus aspectos, com diversos outros trabalhos de pesquisa
e doutrina publicados, professor universitario, Mario Martins
é um intelectual honesto, consciente de seu oficio de escritor
e de suas responsabilidades com o leitor.
Tenho lido, com satisfação, os artigos que o Professor Mario,
como o chamo na Faculdade de Direito de Anápolis, vem
publicando há tempos, nas colunas do Suplemento Cultural de
O POPULAR, de Goiania, tão bem dirigido pelo escritor Miguel
Jorge. E nos frequentes contatos, sempre que trocamos idéias,
admiro-o cada vez mais.
É que alem de homem culto e religioso, Mario Ribeiro Martins
é cativante pessoa humana, simples, sem essas poses de Magister
e sem ranços sectaristas, a despeito de ser um protestante
convicto. Dedicado de corpo e alma às coisas do espirito, aos labores
intelectuais, o escritor, que é baiano, formado em Teologia,
Filosofia, Sociologia e Direito, no Recife e, atualmente, radicado
em Anapolis, Goias, tem dado valiosa contribuição para o enriquecimento
das letras anapolinas, e por que não dizer goianas.
Para escrever sobre uma fase da juventude de Gilberto
Freyre, o famoso Mestre de Apipucos, Mario Martins que conhece
tão bem a lingua inglesa quanto a nossa, teve de traduzir do
original inglês vários documentos em que se baseia para provarcomo
de fato comprova- a participação de Freyre nos movimentos
evangélicos do Recife, entre 1917 e 1919, quando o grande
sociólogo e antropólogo brasileiro andava entre os 17 e os 19 anos
de idade.
O proprio Gilberto Freyre, em varios escritos, embora conteste
a influencia que o protestantismo exerceu sobre a sua formação
cultural, não nega o fato de haver participado mesmo, naqueles
verdes anos, como um engajado no evangelismo, embora esse
engajamento tivesse mais um cunho social do que propriamente
religioso. É Gilberto quem o afirma, conforme se lê à página 56
do livro de Mario Martins:
292
“A verdade”- acentuou o Mestre de Apipucos- “é que ajudei
muitos pobres. Confraternizei com muito desgraçado. Fui
tolstoiano- lia muito Tolstoi- à minha maneira que era a de um
menino provinciano do Brasil que lia, alem do grande russo, os
Evangelhos”.
Por essa época (1917), Gilberto Freyre não era um simples
simpatizante das idéias evangelicas, mas um militante entusiasta,
ativista aplaudido nos circulos protestantes locais, em que pese a
sua pouca idade. A confissão é do mais tarde famoso escritor:
“São contactos e tendências de que me orgulho. Duraram
ano e meio. Mas ano e meio que me enriqueceram a vida e conhecimento
da natureza humana, no sentido de que ainda hoje
guardo comigo parte nada insignificante”.
E linhas abaixo “Creio ter sido”- acrescentou Gilberto
Freyre- “como adolescente brasileiro, um pequeno precursor,
anárquico e a meu modo, do atual movimento, tambem um tanto
anarquico e, a seu modo construtivo, chamado de Jesus ou de
Cristo. Movimento atualissimo que empolga tantos adolescentes
e jovens- inclusive hippies nos Estados Unidos e noutros paises.
Adolescentes e jovens enfastiados de burguesias, de idéias burguesas,
de riqueza, de confortos, de igrejas organizadas em senhoras
igrejas”.
À página 55, do seu excelente trabalho, Mario Ribeiro Martins
repete ainda Gilberto Freyre, reproduzindo estas palavras
suas: “O que eu queria?”- prosseguiu Gilberto- “Contacto com
o povo para lhe falar de um Jesus ou de um Cristo que devia ser
dela e não dos burguesões”.
E logo adiante, na mesma página: Continuando disse ele:
“As Igrejas de qualquer especie me pareciam redutos desse burguesismo
para mim sem sentido e sem atração. Pois eu não queria
enriquecer. Não queria ser poder politico”.
Para concluir: “Daí ter me tornado, de fato, durante meses,
no Recife, um menino pregador de Jesus, a gente de mucambos, aos
pobres mais pobres da cidade, aos mais desvalidos, um dos quais
me lembro- era um funileiro- ter morrido, tuberculoso, nos meus
293
braços. Braços de um filho de papai e de mamãe que horrorizariam
se tivessem visto o filho, tão mimado em casa, falando de Jesus a
um coitado que se desfazia em sangue, que vomitava sangue numa
bacia e mal me podia dizer: ‘Obrigado, menino enviado por Deus.
Morro feliz. Já estou ouvindo musica de pancadaria vinda do céu´.
Ninguem da familia estava no conhecimento dessas minhas aventuras
antiburguesas e anticatólicas” (1).
Como se vê, o estudo de Mario R. Martins sobre o ex-protestantismo
de Gilberto Freyre traz revelações do maior interesse
para um melhor conhecimento da personalidade desse escritor
brasileiro, hoje, traduzido nas principais linguas do mundo. Nenhum
biografo do autor de SOBRADOS E MOCAMBOS poderá
prescindir da consulta a esse pequeno grande livro, onde Mario
Ribeiro Martins nos revela, ainda, que numa das pregações do jovem
Gilberto Freyre, em que “centenas de ouvintes” atenderam
ao apelo do orador- “Quem quer ser do Jesus de quem acabo de
falar”, figuravam pessoas que mais tarde se tornariam ilustres,
como, Cristiano Cordeiro, lider socialista, que conheci em Goiania
em 1947, já em pleno ostracismo politico e Orlando Dantas,
jornalista e Deputado Federal por Sergipe, Diretor-Proprietário
do DIARIO DE NOTICIAS, do Rio de Janeiro.
Relendo agora, a notável contribuição que o escritor Mario
Martins trouxe para um melhor entendimento do intelectual e do
homem Gilberto Freyre- sem dúvida alguma um dos mais respeitados
“monstros sagrados” da cultura brasileira- vêm-me à lembrança
as palavras que escrevi, há oito anos atrás, na coluna EM PROSA E
VERSO que eu então assinava no desaparecido diário O ANÁPOLIS,
sob o titulo “A fala impressionante de um lider evangelico”.
Nesse artigo, dizia eu, falando sobre a preparação que ouvira,
na Igreja Metodista de Anapolis, a cargo do Pastor João Paraiba
Daronc da Silva: “O Profeta Miquéias e o Apostolo Mateus
foram os pontos de apoio do Pastor João. Mostrou-nos ele o quanto
se tem mal interpretado a mensagem biblica, o quanto se tem
torcido o espirito da letra, o quanto se tem procurado acomodar a
interesses de classe, de casta, de grupos, o que convencionalmente
se chama “a Palavra de Deus”.
294
E eu assim terminava: “Querer servir a Deus sem servir aos
homens é mera pretensão desinteligente de egoistas orgulhosos. Não
é à-toa que a juventude hoje, em sua esmagadora maioria, está entregue
ao mais cru ateismo, ao mais declarado materialismo. De tanto
ver a dureza de coração de certos “religiosos”, o Jovem se revolta e
descrê de tudo. O Brasil precisa de muitos João Paraiba”.
Não creio que o escritor Gilberto Freyre, já bem amadurecido,
volte mais a filiar-se a qualquer corrente religiosa, daqui ou de fora.
Mas estou certo de que a experiencia por ele vivida, por mais de ano,
entre os evangelicos pernambucanos e, depois, norte-americanos,
nos Estados Unidos, foi marcante em sua vida e obra.
Basta ver o acentuado interesse que o escritor manifestou
cada vez mais, pelo estudo da Sociologia, buscando as raizes sociais
da formação da gente brasileira, o conhecimento de nossa
realidade como povo, tornando-se um Mestre no assunto, um
profundo entendedor de Antropologia do homem brasileiro, escrevendo
livros e livros que se tornaram classicos no ramo.
Aquele “contacto com gente do povo” que a prática do evangelismo
proselitista lhe possibilitou, deu a Gilberto Freyre a base
de uma filosofia, de um cristianismo que evoluiria para um campo
cada vez mais intelectual, por assim dizer mais sofisticado que o
evangelico, ao invés de continuar pregando à pobreza dos mocambos
recifenses, passou a doutrinar a todos quantos estudam o Brasil,
demonstrando as causas históricas de nosso subdesenvolvimento.
Leitor de Tolstoi, não teve Gilberto Freyre a “loucura cristã”
do gênio de TASNAIA POLIANA, que, para ser fiel ao Cristo,
preferiu deixar o conforto (ele era um Principe) para viver ao lado
dos escravizados russos daquele tempo. Gilberto Freyre, como
bem concluiu Mário Ribeiro Martins, dizendo à página 60 de seu
precioso livro: “E mais, se Gilberto nunca se desprendeu de todo
do seu entusiasmo de adolescente por Jesus, deve lembrar-se que
foi este entusiasmo que o levou à mocambarias do Recife, sendo
visto por centenas de pessoas e nunca por si só e pelas suas maneiras”
(O POPULAR. Goiania, 07.11.1976).
295
PAULO NUNES BATISTA é Jornalista, Escritor, Cordelista.
(1) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada
(e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé.
Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife,
Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto
Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais
longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica
Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles
constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo
na adolescência.
O EX-PROTESTANTE
GILBERTO FREYRE.
Robinson Cavalcante*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
(Divulgação da Aliança Biblica Universitária do Brasil)
“Não apagueis o Espírito”. I Tes. 5:19.
De parabéns o historiador Mário Ribeiro Martins pela
série de crônicas que tem escrito no JORNAL DO
COMMERCIO sobre o “periodo evangélico” da vida do Mestre
de Apipucos. Outros estudos sobre o mesmo assunto já haviam
sido feitos, mas ficaram restritos aos leitores da comunidade
evangélica. Mário trouxe suas despretenciosas pesquisas ao grande
publico e aos leitores especializados de uma página literária.
Cremos que poucos dos leitores já haviam ouvido ou lido
algo a respeito. Não somente com autores nacionais, mas igual296
mente com os de fora, os biografos silenciam sobre convicções
religiosas, parecendo que aos grandes homens as coisas de Deus
pouca importância tinham.
Quantos cientistas, filosofos ou literatos foram homens de
comunhão com o Senhor, leitores da Biblia, frequentadores de
igrejas! Mas em suas biografias- especialmente em lingua portuguesa-
nem uma linha.
Outros, como o autor de CASA GRANDE & SENZALA tiveram
suas crises espirituais ou periodo de maior crença, que por
motivos varios são substituidos, posteriormente pela indiferença,
retraimento ou afastamento da comunidade de fé.
É o caso do escritor Josué Montello, da Academia Brasileira
de Letras, filho de presbítero de uma igreja de São Luis do
Maranhão. Este ultimo- embora afastado da fé de seu pai- teve o
mérito de colocar os primórdios do Evangelho no Brasil em nossa
literatura, criando um personagem típico- o Pastor Tobias de
seu livro DEGRAUS DO PARAISO, cuja leitura recomendamos.
Nossa imprensa pode relatar de um modo sério a mudança
de religião protestante para a romana de um Jacques Maritain, na
França ou de um Euripedes Cardoso de Menezes, no Brasil.
Reconhecemos o valor daqueles senhores, embora conheçamos
os lances de suas mudanças. Propositadamente, usamos a
expressão “mudança de religião” e não “conversão” por ser esta
outra coisa, uma experiência espiritual genuína, mudança de
vida, encontro com Cristo e não mudança de grêmio religioso, de
rótulo, etc. As mudanças em direção contraria são silenciadas ou
mal interpretadas ou levadas na gozação.
E o que dizer a nossa “gente bem” de um dos maiores nomes
de nossa cultura que foi membro em plena comunhão com a
Primeira Igreja Batista do Recife, pregando de Bíblia em punho
de um púlpito, fazendo visitas de evangelismo pessoal, compartilhando
suas experiências com missionários americanos, mesmo
vindo de uma família tradicionalmente católica-romana?
297
E que sua viagem aos Estados Unidos, ponto de partida de
sua obra e fama, foi feita com a ajuda de missionários, dirigindo-
-se para uma Universidade Batista, a de Baylor, onde talvez estudasse
para pastor?
Em artigo publicado em nossa imprensa há poucas semanas
intitulado DEPOIMENTO DE UM EX-MENINO PREGADOR,
Gilberto Freyre faz alusão às pesquisas de Mario Ribeiro
Martins e a seu período protestante.
Reconhece o valor daquela experiência em sua formação,
mas procura dar uma explicação tolstoiana e não biblica para suas
ações daquele tempo. Não sabemos se àquela época, ele daria a
mesma explicação.
O autor não se aprofunda na analise dos fatos, deixa muitas
interrogações na mente de seus leitores e não parece muito convincente
em suas explicações. Termina dizendo que depois dali
deu rumo mais anárquico e não convencional à sua vida, cuidando
do assunto à sua maneira e, desligando-se de moralismos.
Como explicamos, tais ocorrências, quando não se tratava
de um esfriamento de filho de crente, mas a saída da comunhão
dos pecadores remidos de alguém que nela entrara e militara com
entusiasmo?
É muito temporário fazermos julgamento da vida espiritual
de alguém. Pelo artigo citado, deduz-se que a motivação era
humanista e não bíblica. Inspirada em um escritor russo e não
no Espírito Santo. Crise de identidade de um adolescente e não
conversão genuína e duradoura. E que o mesmo estava olhando
muito mais para organização e para os homens do que para o próprio
Cristo, a “embriagues” das muitas letras, a “alergia” à moral
cristã, o pecado, enfim de todo o homem. Mas, a Bíblia fala de
“filhos pródigos”. Volta aos púlpitos, velho pregador! (JORNAL
DO COMMERCIO. Recife, 14.01.1973).
ROBINSON CAVALCANTI é Jornalista, Escritor, Poliglota.
298
O GOVERNO DO TOCANTINS
E A SEDE DA ACADEMIA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O Governo de Goiás comprou uma sede própria para
a Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás na
RUA 132-C, NÚMERO 114, SETOR SUL, Goiânia, sem que tenha
nenhum membro da Academia, no governo.
Comprou uma sede própria para a União Brasileira de Escritores
de Goiás, na RUA 21, Nº 262, CENTRO, GOIÂNIA, em
iguais condições.
O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás tem a sua sede
própria na RUA 82, NUMERO 455, SETOR SUL, GOIÂNIA,
há muitas décadas.
A Academia Goiana de Letras tem a sua sede própria na
RUA 20, NÚMERO 175, CENTRO, GOIANIA.
A história da conquista desta sede da Academia Goiana já é
bem divulgada, além de curiosa.
A Academia Goiana tinha sido fundada em 22.04.1939 e instalada
em 29.04.1939, sob a presidência de Pedro Ludovico Teixeira
que era o Titular da Cadeira 01. Pois bem, Pedro Ludovico
mandou e desmandou em Goiás. Foi Senador. Foi Governador
por vários anos e nunca conseguiu uma SEDE PRÓPRIA para a
Academia.
Somente no governo de Henrique Santillo que não tinha
nada a ver com a Academia é que foi conseguida a sede própria.
Santillo autorizou seu Secretário da Cultura, Kleber Adorno, a
comprar a Casa de Colemar Natal e Silva e doar para a Academia,
por volta de 1988. Como se vê, somente 49 anos depois de fundada,
a Academia ganhou a sua SEDE PRÓPRIA.
299
O que está acontecendo no Tocantins não é mera coincidência.
É uma realidade. Siqueira Campos é o 1º ocupante da Cadeira
01, da Academia Tocantinense de Letras, fundada em 12.12.1990
e instalada em 02.03.1991. Siqueira mandou e desmandou no Tocantins.
Foi Governador durante muitos anos e nunca conseguiu a
sede para a Academia Tocantinense de Letras, embora o assunto
tivesse constado em Ata, do dia 02.03.1991, nos seguintes termos,
“A seguir o Cerimonial anunciou a assinatura, pelo Exmº Sr. Governador
do Estado José Wilson Siqueira Campos, de várias medidas
que beneficiam o mundo cultural do Tocantins: 1)Oficializando
o Hino do Estado do Tocantins. 2)Considerando a Academia
de Letras do Tocantins, Entidade de Utilidade Pública.
3)DANDO UMA ÁREA NA ZONA URBANA DE PALMAS,
DESTINADA À CONSTRUÇÃO DA SEDE DA ACADEMIA.
4)Concedendo subvenção anual à Academia. Tais atos foram sancionados
sob acalorada salva de Palmas”.
O fato é que a Academia, depois de passar pelas casas dos
Presidentes, foi abrigada numa sala nos fundos da Biblioteca Pública
Municipal Jaime Câmara, no Espaço Cultural de Palmas,
graças à gentileza do antigo Prefeito de Palmas, Manoel Odir Rocha,
mas não dispõe de espaço para nada. A Academia tem 40
membros, mas a sala não cabe os dez primeiros que chegarem.
Não tem espaço para Biblioteca, Secretaria, etc.
Esperança de ganhar a sua sede própria a Academia já teve
muitas, a começar pelo elenco de seus presidentes.
Entre 1991 e 1993, foi Presidente o Desembargador José Liberato
Costa Póvoa muito bem relacionado e com livre trânsito
no governo.
Entre 1993 e 1995, foi Presidente Margarida Lemos Gonçalves,
Missionária e Professora de muito prestigio. Entre 1995 e
1998, retornou à presidência, o Desembargador Liberato Póvoa.
Entre 1998 e 2001, foi Presidente a Advogada Mary Sonia Matos
Valadares.
300
Entre 2001 e 2003, foi Presidente o Advogado Juarez Moreira
Filho, cujo irmão Deputado Estadual Laurez Moreira,
sendo da bancada do governo, na época, poderia ter ajudado na
conquista da sede própria da Academia. Sem se falar, é claro,
no antigo Deputado Federal Darci Coelho que, sendo membro
da Academia na Cadeira 05, foi até Vice-Governador do Tocantins
e seu Deputado Federal, da bancada do governo, entre
1993 e 2004.
Entre 2003 e 2006, foi Presidente Isabel Dias Neves. Belinha
foi a que mais teve condições de conseguir a sede própria da Academia,
por ser amiga da família do Governador Marcelo Miranda
e de seu pai-membro da Academia - Brito Miranda. Preocupou-se
com alguns projetos culturais e se esqueceu da sede própria.
A partir de 2007, foi eleito Presidente o Procurador de Justiça
Aposentado Eduardo Silva de Almeida que continua batalhando
pela sede da Academia.
Infelizmente, alguns presidentes não se empenharam com
afinco na conquista da sede própria, eis que, preocupados muito
mais em conseguir passagens aéreas do governo para viagens,
alem de outras mordomias.
A Academia Tocantinense conta hoje com um nome forte
para conseguir a sua sede própria que é José Edimar Brito Miranda
que, sendo membro da Academia, na Cadeira 25, é também pai
do Governador Marcelo Miranda e seu SECRETÁRIO GERAL
DA INFRA-ESTRUTURA.
Em Goiás, todas as sedes próprias de entidades culturais foram
compradas pelo Governo Estadual e nenhuma pelo Governo
Municipal.
No Tocantins, não importando de onde venha, se do Governo
Estadual ou Municipal ou da iniciativa privada, o importante
é que a Sede Própria da ACADEMIA TOCANTINENSE DE
LETRAS apareça o mais rápido possível.
Sobre o assunto, há uma matéria publicada no jornal TRIBUNA
DO PLANALTO (Palmas, 2003), em sua coluna “Labo301
ratório Cultural”, sob o titulo “Inicio Pífio da Academia de Letras”
que diz:
“Será o fim ou pesadelo? Agora, para completar a crise que
vem se arrastando há tempos na Academia Tocantinense de Letras,
o Projeto Cidade do Conhecimento tomou na marra a minisala
que acomodava a Presidência da ATL, na Biblioteca do
Espaço Cultural, nesses últimos dias.
Para falar com a Presidente Belinha é necessário ir até a sua
residência, isto porque a ATL é lá. Diante da implacável certeza
de que a literatura é finita, a Academia encolhe-se, acuada. Morrer
lhe parece um futuro absurdo, desconcertante.
Por que a existência dessa arte aqui no Tocantins é tão curta
quando comparada à imensidão dos letrados do planeta terra?
Qual sentido traz uma obra que vive à sombra de seu nome? A
Academia de Letras do Tocantins, simplesmente, não existe. Lá
há acadêmicos que não têm sequer um gibi escrito nos anais de
nossa história. Como diz o grande escritor e poeta Fidêncio Bogo:
“Temos acadêmicos que nunca foram às reuniões”.
É uma vergonha, a Academia ser conhecida nacionalmente
por seus concursos literários e quando alguma comitiva chega
em Palmas para visitá-la não tem onde sentar-se. (JORNAL DO
TOCANTINS. Palmas, 02.04.2008).
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302
O HINDUISMO FILOSÓFICO
E SEU ESPÍRITO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Sempre houve na Índia uma intensa floração do espírito filosófico.
De variadas tendências, é verdade, desde o espiritualismo
ao agnosticismo e ao materialismo, ao homem do ocidente menos
conhecedor das idéias da Yoga e da Vedanta, ou ainda do Budismo,
esta filosofia se apresenta, principalmente, com um sentido duplo: reconhecimento
da espiritualidade da psiquê e sua integração cósmica,
técnica de auto-domínio e auto-disciplina, que se aproxima da moderna
psicoterapia e da hipnose, especialmente da “will-therapy”.
Representam os marcos simbólicos de tal orientação espiritualista,
sobretudo, a Yoga, a Vedanta e o Budismo. No entanto,
há rotas diversas, desde o materialismo de Kapila e o dualismo de
Kanada até especialmente a doutrina Lokayata que se associa ao
nome de Brihapasti com seu sistema charvaka.
O estudo das soluções mais originais do pensamento filosófico
é o que especialmente interessa ao ocidental, já que as teses do materialismo
e da sociedade tecnológica são comuns à civilização europeu-
americana a que nenhuma outra cultura conseguiu exceder.
Por volta do século VI A.C., houve na Índia uma acentuada
tendência de explorar a psique humana, a mente. A psicologia e
a psicoterapia tiveram o seu início, emolduradas ambas de uma
conotação filosófica.
Daí assinalar Toynbee, em sua obra EXPERIÊNCIAS: “Na
Índia, no tempo de Buda, muitos pensadores inclusive o próprio
Buda, não dirigiam o pensamento para o mundo exterior revelado
ao ser humano pelos sentidos e recentemente interpretado em
303
termos quantitativos pela ciência moderna. Exploravam o mundo
interior que um ser humano descobre dentro da psique”.
A Yoga de Patanjali por sua vez e a psicologia de Buda são
ainda técnicas de auto-disciplina. Dominar-se a si próprio é o que
o homem tem de aprender e é o que Buda já ensinava no século
VI a.C. Dominando-nos, devemos aprender como dominar nossas
relações mútuas com os outros homens, sob pena de perigo da
própria espécie humana.
Desde que o conhecimento poder ser usado para o bem ou
para o mal, o homem deve autodisciplinar-se no seu uso para
o bem. São de Dostoiewsky as palavras: “Desde o princípio do
mundo, Deus luta contra Satã, e o campo de batalha é a alma humana”.
Orientar o homem no uso do conhecimento para o bem,
garantindo a sua sobrevivência no planeta, é também o que a técnica
da auto-disciplina pode fazer.
A técnica da auto-disciplina e a tese do monismo metafísico
do hinduísmo filosófico (de que a realidade espiritual é um
todo único) são os dois momentos simbólicos e interpretativos
da filosofia hindu, enfim a parte culminante do hinduismo filosófico.
Apesar do seu imenso avanço, a ciência moderna traz
poucas luzes sobre o mundo circundante e a psique, o que significa
que há muito ainda para ser desvendado, bastando ler-se
os livros de Louis Paudwels e Jaques Bergier, respectivamente,
O PLANETA DAS POSSIBILIDADES IMPOSSÍVEIS E O
DESPERTAR DOS MÁGICOS, nos quais os autores delineiam
as possibilidades do III milênio depois de Cristo.
Dir-se-ia, portanto, que Tales é o pai da Física, que hoje já
alcança um rumo incomum. A psicologia ainda está na sua madrugada,
podendo ser a rainha das ciências. Apenas explora as capas
mais superficiais da mente humana. A exploração do abismo
subconsciente da pisque humana, camada por camada, é muito
recente, datando de Freud, Adler, Yung e prosseguindo com os
modernos parapsicólogos.
304
Por Toynbee foi dita uma grande verdade: “Nosso estudo
e domínio do subconsciente se encontrarão em 1973 aproximadamente
no mesmo estágio que o estudo da Física alcançara na
geração dos “diadochi” de Tales, Anaximandro e Anaximenes.
Durante a história helênica e a história ocidental, o estudo da
psique humana limitou-se virtualmente a traçar o mapa da superfície
consciente e voluntária da psique humana. Um grande
abismo existiu entre a epistemologia e auto-disciplina, apesar dos
esforços da escola estóica e da epicurísta para fazer a filosofia baixar
à terra”.
A partida para o III milênio apenas começou, daí dizer Paudwels:
“O universo esconde mais segredos do que jamais se acreditou”.
A realidade não é apenas mais fantástica do que acreditamos,
é muito mais fantástica ainda do que tudo quanto podemos
imaginar. A partir disto concluiu Oppenheimer: “Chegamos assim
a saber o quanto o mundo é descomunal”. (O POPULAR.
Goiânia, 06.03.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS-PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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O MATERIALISMO E A MAÇONARIA
Mario Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A presença de determinados tipos de influência materialista
se faz presente, não somente em todas as facetas
305
da vida humana, mas também em todos os sistemas filosóficos,
morais e religiosos. Em suma, sempre que há relações entre seres
humanos, a influencia materialista chega a ser necessária, inclusive,
para a sobrevivência do próprio grupo.
A religião, por exemplo, que tem um caráter extraordinariamente
espiritual, não subsistiria, se a conotação materialista
não se fizesse sentir para permitir o equilíbrio dentro da própria
atividade religiosa.
Não constitui surpresa e não deve constituir escândalo, a
existência da influencia materialista em qualquer sistema em que
esteja em jogo o pensamento humano.
Daí ter razão o poderoso irmão Morivalde Calvet Fagundes,
ao focalizar em sua tese O MATERIALISMO E A MAÇONARIA,
os diversos aspectos dessa influencia materialista.
A ordem dos FILHOS DA VIUVA não poderia constituir
exceção à regra. Se tal fosse, a maçonaria não seria uma instituição
constituída de homens, mas de anjos. Evidentemente, a
preocupação maior não foi detectar simplesmente a existência da
matéria como tal, mas a presença da influencia de postulados materialistas
dentro da sublime ordem.
Embora a maçonaria tenha um caráter essencialmente espiritualista,
sua função não é espiritual, eis que a ordem não é
uma religião e não pode ser ela confundida com qualquer sistema
religioso. Assim, não se poderia falar da maçonaria como sendo
uma instituição tão somente espiritual que não tivesse qualquer
influencia materialista.
O materialismo que permeia determinados princípios maçônicos
não altera a filosofia básica e fundamental da sublime
ordem, eis que, perfeitamente normal e peculiar a todos os sistemas
humanos.
A maçonaria, tal como o cristianismo, combate o materialismo
em sua forma pura. Mas o materialismo como forma essencial
de vida, como movimento que atribui tudo que existe à matéria, a
ponto de ser esta uma realidade essencial e única.
306
O materialismo combatido pela maçonaria é aquele adjetivado,
em sua forma dialética ou histórica, consoante preconizado
por Karl Marx ou o materialismo de Nietzsche que destaca a doutrina
do Super-Homem, agarrado à terra, sem nunca levantar os
olhos para o céu, ateu, violento, tirano e egoísta.
A maçonaria, portanto, não é este materialismo, embora
tenha em seus postulados a influencia de alguns aspectos deste
mesmo materialismo que, no entanto, não chega a nortear os destinos
da ordem ou até mesmo abalá-la.
A influencia materialista “intrínseca” a que se refere o poderoso
irmão General Morivalde Calvet Fagundes em sua tese é
aquela que está presente nos símbolos, nos ensinamentos e nas
alegorias e que constitui CONDITIO SINE QUA NON para a
sobrevivência da própria filosofia maçônica, mas que não deve
ser confundida com qualquer forma de panteísmo ou de naturalismo.
Assim, a influencia materialista está presente quando se encontra
no Delta Luminoso, com seu Olho Divino no centro, o
símbolo do Primeiro Principio ou quando o Sol e a Lua simbolizam
o Macho e a Fêmea.
A influencia materialista “extrínseca” é aquela que tem sido
acrescentada, consoante situações históricas, geográficas, políticas,
etc., e que não constitui parte fundamental, mas que é a demonstração
de que a maçonaria não é uma instituição estática,
mas dinâmica.
Expressão dessa influencia materialista é a tentativa, através
dos séculos, de transformação dos princípios da ordem. Os racionalistas
franceses, por exemplo, entre os quais, Diderot e Voltaire,
ao lado de positivistas como Littré, chegaram a eliminar a
palavra DEUS da Constituição Maçônica bem como o LIVRO
SAGRADO de seus rituais.
Mas esse tipo de materialismo existe até mesmo dentro da
própria religião. Algumas seitas, por exemplo, ditas cristãs, che307
garam a substituir a palavra sagrada CRUZ pela palavra ESTACA
que tem um sentido puramente materialista.
Tem havido não poucas vezes, através dos tempos, a tentativa
de modificar ou de adaptar as Constituições Maçônicas a
certas situações locais ou nacionais em flagrante desrespeito aos
LANDMARKS que são considerados absolutamente básicos
para a maçonaria. Tais tentativas são formas extrínsecas de materialismo
que fogem ao espírito da Constituição de Anderson
e que juntamente com os ANTIGOS LINDEIROS formam os
textos fundamentais da Maçonaria Universal. É com base em tais
documentos que cada Potência Maçônica elabora e aprova a sua
Constituição.
A influencia materialista “extrínseca” se fez presente na Maçonaria
Francesa, Italiana, Mexicana, Uruguaia e de outros paises,
principalmente, em termos de GRANDE ORIENTE e através de
determinadas palavras e expressões, tal como a substituição da
frase CRENÇA EM DEUS, existente na Constituição do Grande
Oriente da França, pela expressão CRENÇA NA EXISTÊNCIA
DE UM PRINCIPIO CRIADOR, existente na Declaração oriunda
da Convenção de Lausanne.
Outras expressões são também encontradas, especialmente
nos rituais dos diversos graus, revelando que as influencias materialistas
originarias do Século XVIII, pela instrumentalidade
do Racionalismo Francês e através das concepções filosóficas de
Kant, Fichte, Schelling, Hegel, Lessing, Comte, Taine, Spencer,
Renan, Proudon, Feuerbach e outros, alguns deles maçons, espalharam-
se pelo mundo maçônico, impregnando-se nos Grandes
Orientes Nacionais que se foram formando através dos tempos.
Colocando-se de lado a especulação materialista, a substituição
da palavra DEUS pela expressão PRINCIPIO CRIADOR
foi também a tentativa de tornar ainda mais universal a doutrina
maçônica, lançando mão de uma terminologia destituída de qualquer
vinculação religiosa. A palavra DEUS é essencialmente cris308
tã, de tradição judaica e a maçonaria não tem cor religiosa. Assim,
a expressão PRINCIPIO CRIADOR foi de mais fácil adaptação
aos diversos sistemas políticos, religiosos, filosóficos e morais.
Mas, isto não elimina a influencia materialista.
Como o Grande Arquiteto do Universo é muito mais do que
o PRINCIPIO CRIADOR, já que o próprio Criador é mais do
que principio ou origem, a expressão ideal seria INTELIGENCIA
SUPREMA que a tudo criou e que preside a todas as coisas.
Se de um lado, a influencia materialista “intrínseca” poucas
alterações tem trazido para a vida pratica da Ordem Maçônica,
por outro lado, a influencia materialista “extrínseca” tem contribuído
para a tentativa de quebra de unidade da instituição, eis que
todas as divergências ocorridas dentro da Maçonaria estão fundamentadas
nas palavras e expressões, oriundas dessa influencia.
A prova está no fato de que de todos os poderes maçônicos
(executivo, legislativo, judiciário e litúrgico), este, o litúrgico, é
sempre o pomo de discórdia dentro da Maçonaria.
Demonstração dessa influencia materialista “extrínseca” é o
Rito Moderno ou Francês, principalmente no espírito que o anima,
professadamente agnóstico e materialista, eis que, retirando
de seus templos o Livro da Lei, substituído pela Constituição Política,
e abolindo a fórmula de invocação ao Grande Arquiteto do
Universo, substituída pelas expressões LIBERDADE, IGUALDADE
E FRATERNIDADE, fugiu dos postulados fundamentais
maçônicos.
Tal influencia materialista é também detectada, fazendose
uma análise teológica entre a doutrina maçônica e a doutrina
cristã, o que é perfeitamente compreensível, visto que a Maçonaria
não tem cor de Religião.
Poder-se-ia destacar na doutrina maçônica, por exemplo, a
influencia materialista em alguns juramentos, entre os quais, o
do Grau 19, do Rito Escocês Antigo e Aceito, que diz, nas entre
linhas: “...juro e prometo, sob palavra de honra...não reconhecer
309
outro guia senão a Razão”. Tal assertiva é materialista e nega a
existência do Ser Supremo como Supremo Guia.
Dir-se-á finalmente que a tese O MATERIALISMO E A
MAÇONARIA, de Calvet Fagundes, resulta plenamente provada,
pois que, corroborada com exemplos e fatos, tem validade permanente,
podendo contribui de modo decisivo para a melhor compreensão
da filosofia e doutrina maçônicas, pelo que a sua aprovação
há de ser proposta com voto de louvor, não somente pela
profundidade, mas também pela sua importância. (CP, 827, Anápolis,
Go).CORREIO DO PLANALTO. Anápolis, 15.08.1982.
ATENÇÃO: Este parecer foi apresentado no Congresso
Maçônico Internacional, no Rio de Janeiro, em julho de 1981, na
Academia Maçônica de Letras.
O MATERIALISMO NO
HINDUISMO FILOSÓFICO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Pelo nome de Lokayata é chamado o materialismo na filosofia
hindu, pretendendo que só o loka (mundo) é real.
A respeito escreveu Y. P. Frantser: “A mais brilhante expressão
da tendência materialista na antiga filosofia india era a doutrina
Lokayata ou sistema Charvaka, a cujo aparição se costuma associar
o nome de Brihapasti”.
Com precisão os adeptos da doutrina Charvaka abordaram
os problemas da teoria do conhecimento. É realista a sua gnosiologia.
São discutidos também os problemas da lógica. Só é ver310
dadeiro o conhecimento derivado da percepção, pois os adeptos
de Charvaka adotaram a tese de que a percepção é a única fonte
para conhecer a verdade. Fora disso todas as supostas fontes de
conhecimento são apenas duvidosas.
Negando os Vedas como fonte da verdade, os filósofos charvakas
descobriram contradições e erros nessa literatura, manifestando
uma atitude cética sobre a dita tradição sagrada e sobre a
revelação divina, como sendo sem nenhum fundamento para o
conhecimento fidedigno. O materialismo da filosofia charvaka se
ligava diretamente ao ateísmo.
Sustentavam os partidários da filosofia Charvaka que o mundo
é material e tudo o que nele existe se compõe de quatro elementos:
fogo, ar, água e terra, no que se assemelhavam à concepção
do grego Empédocles. Os seres vivos e os homens se formam das
partículas materiais, pois a matéria é o fundamento de toda a existência,
donde a afirmativa Brihapasti: “A vida surgiu da matéria”.
A consciência é função da matéria e por isso o homem não
é senão o corpo dotado de consciência. O materialismo Charvaka
rejeita a tradicional teoria hindu da metempsicose, porquanto
não crê na vida futura, e rejeita a concepção da liberação (moksa)
da alma com respeito ao corpo. O inferno é a dor, o paraíso é o
prazer. Daí sua posição contrária ao budismo que põe em guarda
os homens contra os prazeres mundanos como um legítimo anelo
do homem de buscar a felicidade.
Conforme a Lokayata a alma não é imortal, mas desaparece
com a dissolução e a destruição do corpo. Deus é apenas um mito
que o homem aceita por ignorância e incapacidade. O mundo não
foi criado por ele. Ao contrário, o mundo e o universo nasceram
por sí próprio e a sua natureza é puramente material.
Em seu livro DESCOBRIMENTO DA INDIA, J. Nehru
resume a orientação dos antigos materialistas hindus, dizendo:
“Só existe o que os sentidos percebem diretamente, e o que não é
percebido não existe. Somente pode admitir-se a existência que
311
é susceptível de uma percepção imediata. Qualquer outro raciocínio
ou suposição pode ser, com o mesmo êxito, verdadeiro ou
falso”. (O POPULAR. Goiânia, 30.01.1977).
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O MESTRE DE APIPUCOS
(GILBERTO FREYRE-IMPORTÂNCIA
E ATUALIDADE)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Conhecido como o festejado MESTRE DE APIPUCOS
(por residir num antigo casarão do Bairro de Apipucos,
no Recife), GILBERTO FREYRE morre aos 87 anos de idade
(18.07.1987), deixando a mais forte lacuna na área das Ciências
Humanas no Brasil, por tudo que produziu e pelas novas idéias
que estava desenvolvendo em cima da ciência que ele próprio
criara, a LUSOTROPICOLOGIA.
Jamais o campo das Ciências Sociais, no Brasil, recebeu contribuição
tão significativa, como a que fora dada por Gilberto Freyre.
Conseguiu unir o real ao agradável, num verdadeiro “doublé”
de sociólogo e esteta.
Nascido no Recife, em 15.03.1900, e após ter estudado no
Colégio Americano Batista (de que seu pai Alfredo Freyre era
312
Diretor), seguiu para os Estados Unidos, passando pelo Seminário
Teológico Batista de Fort Worth, no Texas, e indo para a
Universidade Batista de Baylor, onde, como protestante, se tornou
membro da SEVENTH & JAMES BAPTIST CHURCH e
um de seus pregadores, “especialmente na B.Y.P.U. (BAPTIST
YOUNG PEOPLE UNION) ou seja na União Batista de Jovens,
onde falou ao grupo em varias ocasiões sobre o Brasil e suas possibilidades
para a obra missionária”. (David Mathews, Carta da
Seventh & James Baptist Church, Waco, Texas, 05.01.1973).
Ainda na Universidade de Baylor, defendeu sua tese de
Mestrado com o titulo: “SOCIAL LIFE IN BRAZIL IN THE
MIDDLE OF THE 19TH CENTURY” (A VIDA SOCIAL NO
BRASIL NA METADE DO SÉCULO 19). Para publicação no
Brasil, a tese recebeu o nome de CASA GRANDE & SENZALA,
obra hoje traduzida em mais de 50 idiomas.
Escreveu vários livros de inestimável valor, tendo se preocupado
ultimamente com a aclimatação e colonização lusitana
nas zonas tropicais.
As verdadeiras nascentes culturais e espirituais de onde jorrou
a fabulosa obra do festejado Mestre de Apipucos têm sido
expostas através de diferentes livros, entre os quais, GILBERTO
FREYRE, O EX-PROTESTANTE, de Mario Ribeiro Martins,
traduzido para o Espanhol, por Jorge Piñero Marques.
Há homens que nascem em determinada época e lugar para
realizar grandes obras. É o caso de Gilberto Freyre.
Sua obra CASA GRANDE & SENZALA constitui um verdadeiro
monumento nacional. Através dela se dá a redescoberta
do homem brasileiro. Dir-se-á até que, enquanto Cabral descobriu
o Brasil, Gilberto Freyre descobriu a brasilidade e sua vocação
de democracia racial e étnica.
313
A tão decantada CASA GRANDE & SENZALA apresenta
características próprias.
Possui apenas cinco capítulos. O primeiro, trata da COLONIZAÇÃO
PORTUGUESA NO BRASIL. O segundo, focaliza o
INDIGENA NA FORMAÇÃO BRASILEIRA. O terceiro, fala
do COLONIZADOR PORTUGUÊS. Os dois últimos, tratam do
ESCRAVO NEGRO E SUA VIDA SEXUAL NO BRASIL.
Com cerca de 500 páginas, CASA GRANDE & SENZALA
contem só de prefácio 30 paginas (escrito em Lisboa, em 1931) e
40 páginas de bibliografia, envolvendo documentos, manuscritos,
periódicos, livros, artigos, entrevistas pessoais, etc.
Sobre Gilberto Freyre já foram escritos dezenas de livros,
entre os quais, o de seu ex-secretário, Diogo de Melo Menezes,
publicado no Rio de Janeiro, em 1944, talvez o retrato mais fiel
do cosmopolita pernambucano, até aquele ano.
Construtor de idéias, teses, teorias e princípios, Gilberto
Freyre tornou-se famoso pela teoria de que o Brasil é uma democracia
racial e étnica, o que foi, no entanto, questionado por Octavio
Ianni, no livro RAÇAS E CLASSES SOCIAIS NO BRASIL.
Graças aos estudos sócio-antropológicos e científicos de Gilberto
Freyre, o Brasil derrubou os tabus construídos na Europa
e na América do Norte sobre os paises tropicais, especialmente
as posições de HUMTINGTON, ZISCHKA, CLARK, GOURROU
e PAUL RIVET que defenderam a tese da vocação única
do Brasil - a agrícola.
Acreditando no futuro do Brasil, escreveu Gilberto Freyre,
em seu livro BRASIS, BRASIL, BRASILIA: “O Brasil se apresenta
como uma já meia potencia moderna, à qual parece reservada
uma missão internacional, não só dentro, como fora do Continente
Americano”.
314
Aí está a importância e atualidade de Gilberto Freyre (1),
cujo talento multiforme, como sociólogo, antropólogo, escritor
e pintor, dificilmente será encontrado. (REVISTA IMAGEM
ATUAL. Anápolis, 31.07.1987).
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(1) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada
(e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé.
Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife, Rua
João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto Freyre,
única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais longos do
escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica Dominical,
membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles constituem uma
prova cabal das origens evangélicas de Gilberto e do seu misticismo na adolescência.
O MISTICISMO
DE BERNARDO DE CLAIRVAUX
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A espiritualidade do século XII, idade áurea da vida contemplativa,
encontrou em Bernardo de Clairvaux um
núcleo de interpretação da vida mística. Identificou o desejo de
conhecer como “uma torpe curiosidade”, acentuando que as dis315
cussões dos filósofos eram “loquacidade cheia de vento” e daí ter
afirmado: “Minha mais sublime filosofia é esta - conhecer a Jesus
e sua crucificação”.
Clairvaux é opositor típico da investigação escolástica e ao
mesmo tempo exaltador dos caminhos místicos. Para ele, a investigação
racional é inútil. Sua preocupação única é compreender e
viver diretamente, de acordo com os poderes da graça, a verdade
suprema.
Seu misticismo foi expresso não somente em seus tratados
e epístolas, mas também nos hinos que escreveu. Bernardo concluiu
que o homem foi criado à imagem de Deus, mas ele não é a
própria imagem. Somente o “Verbo” é a imagem eterna da Justiça,
da Verdade, da Sabedoria, porque só o filho é Deus de Deus
é Luz da Luz. O homem, no entanto, apesar das suas limitações,
tem possibilidade de compreender essa imagem eterna.
Para ele a alma é curva (anima curva), se ela não utiliza a
possibilidade que tem para compreender a imagem eterna. Desde
que ela use a possibilidade, torna-se reta (anima reta). A grandeza
da alma consiste nesta capacidade de identificar-se com o divino.
Se ela não exercita essa capacidade, ainda assim, permanece sua
inclinação para as coisas espirituais, o que já é uma grandeza.
Clairvaux acentuava a queda do homem, mas não colocava
entre ele e Deus um abismo que pudesse separá-lo completamente
do criador. Em outras palavras, o homem, apesar do pecado,
continuava a ser “magna creatura” e não um “pau torto”. Este
“modus pensandi” de Bernardo parece aproximar-se da linha
de pensamento de Agostinho, porquanto embora conhecesse “o
mundo da dessemelhança”, não desconhecia o elemento divino
no ser humano.
Para ele, a humanidade é a primeira e fundamental condição
da investigação mística. É o caminho que conduz à verdade e
é a virtude pela qual o homem, conhecendo-se verdadeiramente,
se encontra diante de si mesmo, daí ter dito: “Eu não estou unido
316
com Deus e por isto estou dividido em mim mesmo. Ora, não
posso unir-me com Deus a não ser pela caridade, nem a ele sujeitar-
me, senão pela humildade, nem ser verdadeiramente humilde,
senão pela verdade, que eu só posso encontrar pela renúncia”.
O mais que se poderia dizer de Bernardo de Clairvaux é que
ele foi, na opinião de W. Valker, a maior força religiosa do seu
século e, no consenso geral, tido como um dos principais santos
medievais. Aliás, quando da controvérsia entre o papa Inocêncio
II e o antipapa Anacleto IV, em 1130, foi a atuação de Bernardo
que impediu o cisma, depois de convencer Anacleto a renunciar
sua posição.
Daí por que tendo falecido no ano de 1153, foi canonizado
em 1174, recebendo em 1830 o título máximo de Doutor da Igreja.
(O POPULAR. Goiânia, 04.07.1976).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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O MOMENTO É DE
INVERSÃO DE VALORES.
Roberto Pimentel*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Uma dessas manhãs fui à Editora Oriente. Lá o Domingos
Félix me apresentou ao Professor Mário Martins
que, recentemente, lançou por essa editora a obra FILOSOFIA
317
DA CIÊNCIA que vem recebendo criticas elogiosas. Mário Ribeiro
Martins é homem de muitos títulos. Afável, simples, de excelente
conversa, contou-me coisas interessantes da sua vida, da
sua formação, da sua experiência. Leia sua entrevista.
A INICIAÇÃO LITERÁRIA. Nasci em Ipupiara, Bahia,
em 07.08.1943. Fiz o primário em Morpará. Conclui o ginásio
em Bom Jesus da Lapa. No jornal escolar, publiquei os primeiros
escritos, inclusive o discurso de formatura, como Orador da
Turma de Concluintes. Em 1963, com 20 anos, fui para o Recife,
terminando ali o colegial, no Colégio Americano Gilreath. Com
um trabalho sobre Machado de Assis, ganhei o premio literário,
tendo como um dos jurados, o hoje escritor Marcus Accioly.
A PARTIR DAÍ COMO ACONTECERAM AS COISAS?
A partir daí e terminado o colegial, ainda no Recife, fiz o Seminário,
concluindo os cursos de Bacharel e Mestre em Teologia, com
especialização em Historia do Cristianismo. Simultaneamente,
terminei Filosofia Pura e Ciências Sociais. Nos anos seguintes,
passei a lecionar, já em nível superior. Lecionei na Universidade
Católica de Pernambuco, na Universidade Federal Rural, no
Seminário Teológico do Norte e na Escola Superior de Relações
Publicas, sempre nas áreas de Sociologia, Filosofia, Teologia, Estudos
Brasileiros, Política, etc.
E NO CAMPO LITERÁRIO, QUAIS AS SUAS INCURSÕES?
COMO FORAM SURGINDO? Depois daquele premio
literário no Colégio Americano Batista, comecei a escrever para
jornais locais e nacionais, inclusive pequenas revistas, aparecendo
também os primeiros livros publicados.
Durante muito tempo escrevi para o JORNAL DO COMMERCIO,
do Recife, ao lado de escritores e poetas, como Alberto da Cunha
Melo, Jaci Bezerra, Ângelo Monteiro, Audalio Alves, José Mario Rodrigues,
Maximiano Campos e outros pertencentes à nova geração.
Posteriormente, escrevi para o DIARIO DE PERNAMBUCO,
ao lado de Artur Carvalho, Orlando Parahym, Marcus
318
Accioly, Mauro Mota, Gláucio Veiga, Andrade Lima Filho, Luiz
Delgado, Costa Porto, Hermilo Borba Filho e muitos outros. Tenho
escrito para jornais de circulação nacional e revistas, tais como
JORNAL BATISTA, JORNAL HOJE, respectivamente do Rio de
Janeiro e São Paulo, alem do JORNAL DE LETRAS. Entre as revistas,
poderia destacar CAMPUS, do Rio de Janeiro, EDUCAÇÃO
E REALIDADE, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
E OS LIVROS, COMO SURGIRAM? FALE SOBRE
ELES. Bem, eles surgiram em meio aos labores do magistério, alguns
deles, em função do próprio ensino e outros como resultado
de escritos esparsos em jornais e revistas, etc. O primeiro livro foi
CORRENTES IMIGRATÓRIAS DO BRASIL que, na primeira
impressão, apareceu sob o pseudônimo de Snitram M. Oriebir e
foi quando ele foi mais vendido. Depois veio SUBDESENVOLVIMENTO:
UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA.
Outros surgiram, como SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE,
ESBOÇO DE SOCIOLOGIA, HISTÓRIA DAS IDÉIAS
RADICAIS NO BRASIL, BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS
EM PERNAMBUCO. Posteriormente, veio MISCELÂNIA POÉTICA,
dedicado ao ilustre poeta sertanejo Carlos Ribeiro Rocha.
O livro mais curioso, no entanto, é GILBERTO FREYRE,
O EX-PROTESTANTE, publicado em São Paulo, pela Imprensa
Metodista, em 1972. O livro apresenta uma fotografia histórica
de 1917, só encontrada graças à inundação que sofreu o Recife,
em 1970.
Andava eu pela Avenida Rosa e Silva, quando, ao passar
numa calçada, vários livros molhados estavam jogados. Dentro
do livro raríssimo DICIONÁRIO DE PERNAMBUCANOS CÉ-
LEBRES (1882), de Francisco Augusto Pereira da Costa, estava
toda molhada a dita fotografia, com os seguintes dizeres:
PRIMEIRA TURMA DE BACHARÉIS EM CIENCIAS E
LETRAS DO COLEGIO AMERICANO BATISTA NO ANO
DE 1917. DA ESQUERDA PARA A DIREITA: GILBERTO
319
FREYRE, TERTULIANO CERQUEIRA, ANTONIO NEVES
MESQUITA, MANOEL DIAS e FERNANDO WANDERLEY.
Esta fotografia foi colocada no meu livro, descrevendo cada
um dos formandos de 1917. É um trabalho de pesquisa muito
sacrificial, com um questionário, inclusive, respondido nos Estados
Unidos, pelo Reverendo David Matheus, através da CARTA
DA SEVENTH & JAMES BAPTIST CHURCH, Waco, Texas,
05.01.1973, onde o Gilberto passou boa parte de sua vida.
Alem desses livros, há também participações, como por
exemplo, na coletânea ANUARIO DE POETAS DO BRASIL e
ESCRITORES DO BRASIL. O livro mais recente, no entanto, é
FILSOFIA DA CIENCIA.
NO CAMPO PROFISSIONAL, QUAIS AS EXPERIENCIAS
DE UM MODO GERAL? As experiências têm sido acumuladas,
especialmente, em relação ao Magistério, Ministério
Publico e à literatura, em termos de escritos esparsos. Os Congressos
e as Conferencias de que se tem participado, ora como ouvinte
ora como expositor, tem ajudado muito. Mas destaco, principalmente,
em termos de acumulo de experiências, o curso de
Especialização em Educação Moderna e Sociologia Espanhola,
feito no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid, na Espanha,
além de viagens culturais e profissionais pela Espanha, Portugal,
Inglaterra e França.
SOBRE A LITERATURA BRASILEIRA, PRODUZIDA
PELAS NOVAS GERAÇÕES, COMO VOCÊ A ENCARA? É
uma fase de transição esta por que passa a literatura nacional.
O momento universal é de indecisão e de inversão de valores.
A literatura está acompanhando este momento. O importante é
estimular a literatura, aliás, é preferível MAIS LITERATURA E
MENOS CAFÉ SOCIETY. O livro no Brasil ainda é, em grande
escala, funcional: Existe como Manual. Outras vezes é objeto:
Existe como Enfeite. Só ultimamente, o livro está se tornando
literário, isto é, para leitura espontânea.
320
E A LITERATURA GOIANA? Em todos os Estados brasileiros
há nomes ilustres vinculados às novas gerações. No caso
de Goiás, já que sua pergunta é essencialmente objetiva, há autores
ilustríssimos, mencionados e lidos em todo o Brasil, como
Bernardo Elis, Eli Brasiliense, Miguel Jorge, Ieda Schmaltz, Aidenor
Aires, Gabriel Nascente, Brasigois Felício, Paulo Nunes
Batista, Ursulino Leão, Álvaro Catelan, Regina Lacerda, Marieta
Teles, Nely Alves e uma plêiade de outros nomes, como Basileu
Toledo França, Adovaldo Sampaio, Alaor Barbosa e muita
gente boa.
Uma analise da literatura em Goiás mostra que o conto, a
crônica, a poesia e o romance estão em processo de evolução e
daí a abundancia com que aparecem nas livrarias locais, o que
não acontece com o livro didático de autores goianos. É que há
pouca receptividade para este tipo de publicação por parte das
editoras locais, sendo pouquíssimos os títulos nesta área, alem do
preconceito da parte dos professores locais que preferem os livros
traduzidos ou procedentes do eixo Rio de Janeiro e São Paulo.
QUAIS OS PLANOS PARA O FUTURO? Bem, o presente
é aquilo que você já sabe. Durante o dia, a luta no Ministério Publico,
como Promotor de Justiça, tentando dinamizar o serviço de
responsabilidade do Promotor, na Comarca. À noite, as aulas na
Faculdade de Filosofia e Direito de Anápolis. O pouco de tempo
que, porventura sobra, se destina a escrever artigos para jornais
e revistas, o que não deixa de ser deveras gratificante para quem
está no jornalismo literário há tantos anos. Quanto ao futuro, há
muitos projetos de vida. Com relação à literatura, por exemplo,
não poderia deixar de ser a publicação de alguns trabalhos que
estão prontos, aguardando o momento oportuno.
COMO EXPLICA SEU ÚLTIMO LIVRO “FILOSOFIA
DA CIÊNCIA”? Trata-se de um livro de reflexão filosófica, destinado
a universitários que estudam a disciplina, nos diversos
cursos superiores. É um livro altamente informativo, produto
321
de experiências vividas nas salas de aula, com a participação direta
dos alunos. Sua preocupação básica é fornecer ao estudante
e aos estudiosos uma visão panorâmica da realidade filosófica
presente em todas as áreas do conhecimento humano. Alguns
capítulos, por exemplo, são de significação toda especial. É o
caso de “Filosofia e Liberdade”, “Reflexões sobre o homem”,
“Movimentos Filosóficos no Brasil”, “Filosofia Contemporânea”,
“Temas esparsos da Filosofia do Direito”, “O Pensamento
Epistemológico de Piaget”, “Correntes Filosóficas e Educação”
e “Problemas Gerais da Filosofia”. (FOLHA DE GOIAZ. Goiânia,
08.07.1979).
ROBERTO PIMENTEL é Jornalista, redator e editor.
O MUNDO PRECISA FILOSOFAR.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Embora o centro da gravidade dos interesses do homem
esteja voltado, modernamente, para o campo da ciência
e da tecnologia, a filosofia ainda exerce um atrativo ímpar e tem
sua presença marcante. A filosofia tem um presente e terá um futuro,
como teve um passado de vinte e cinco séculos. Não tivesse
ela a sua grandeza e a sua significação já teria sido abandonada
pelo homem, como vai acontecer com tudo aquilo que é inútil ou
que se torna desnecessário.
Para o homem só tem valor aquilo que tem atualidade e é
vivencial. A filosofia tem a sua atualidade inegável e indiscutível,
porque sem ela, através dos grandes princípios diretores do pen322
samento, não existirá verdadeiramente cultura, senão mera acumulação
de conhecimentos, incapaz de oferecer uma visão global
do mundo, do homem e da vida. Uma síntese última e crítica de
todos os conhecimentos especulativos e práticos só pode ser realizada
pela filosofia.
O conteúdo polêmico que a filosofia apresenta não significa
incerteza do conhecimento filosófico, mas tão somente o esforço
constante do espírito humano à procura da verdade e da solução
para questões seculares que o simples uso da razão não poderia
elucidar.
A filosofia é matéria de reflexão. Não é matéria de conhecimento
ao mesmo nível em que o é a matemática, a química e a física.
Nas outras disciplinas há sempre algo a conhecer, na filosofia
há sempre algo a refletir. Saber é ciência, então a filosofia não
é saber. Poder é técnica, então filosofia não é poder. A filosofia é
uma reflexão crítica sobre o saber e o poder.
O mundo precisa filosofar exatamente porque a reflexão filosófica
permite a explicação do meio em que o homem vive, possibilita
ao homem conhecer a si mesmo, conhecendo também as
coisas que o cercam. A filosofia é sempre procura e nunca posse,
por isso, do ponto de vista filosófico as perguntas são mais importantes
do que as respostas e cada resposta se transforma numa
nova pergunta.
Foi partindo dessa realidade filosófica que André Verguez
disse: “Sócrates é o filósofo por excelência, precisamente porque
nada ensinou, só nos fez refletir”.
A explicação do mundo é tarefa da ciência e não da filosofia.
Há, no entanto, problemas para os quais a ciência não tem
explicação e nestes casos a filosofia pode falar. Seu dever é tornar
as coisas mais refletidas e mais profundas, o que é uma das raras
possibilidades da existência criadora. Neste mundo em que
se vive caracterizado pelo tecnicismo, há a necessidade de um
sistema de idéias e teses que ofereça ao homem uma visão total do
323
mundo, apoiada na filosofia e na ciência, uma verdadeira metafísica,
enfim a extrapolação de um campo técnico-científico para
um campo filosófico ou seja a afirmação de tudo aquilo que não
se pode dizer apoiado apenas na ciência.
O mundo precisa filosofar exatamente porque, embora a
ciência conheça a matéria, nada ela diz sobre o seu valor. Se o
homem quiser conhecer o valor da matéria, terá de apelar para a
especulação filosófica. Inegavelmente a ciência possui a tarefa de
oferecer os meios ao homem, a técnica tem a função de aplicar,
mas cabe à filosofia julgar a validade ou não destes meios colocados
ao alcance do espírito humano. (O POPULAR. Goiânia,
17.07.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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O NORDESTE E SUA CULTURA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A palavra “nordeste” e todos os seus derivados, mesmo
para o nordestino, carregam uma acentuada conotação
de realidade social pitoresca e exótica. Tal fato não é senão conseqüência
da situação particular do Nordeste no desenvolvimento
histórico das relações sócio-econômicas inter-regionais no quadro
da sociedade brasileira.
Em conseqüência, a expressão “cultura nordestina” nos envia
de imediato e inconscientemente ao bumba-meu-boi, à feijoada,
ao caju, à ciranda, ao mamulengo, ao maracatu. E não se
324
pode negar uma boa parte de responsabilidade aos intelectuais
da Semana de Arte Moderna, com suas intenções de “descoberta”
dos Brasis não-cosmopolitas, não-europeizados, pela criação e
propagação dessa imagem do “Nordeste folclórico”.
E, muito frequentemente, o intelectual, não apenas o artista,
mas até mesmo o cientista social da região se deixa seduzir
por essa imagem falaciosamente “poética” de crendices, ex-votos,
contadores de feitos, folhetos de cordel.
Sem dúvida, é recomendável na arte a recitação erudita ou
para-erudita da tradição artística popular da região. Mas é necessário
não confundir essa atitude saudável de consciência dos nossos
valores culturais com o folclorismo subserviente de quem se
preocupa antes em atender às expectativas do consumidor do Rio
e de São Paulo, perpetuando a imagem de avis rara do Nordeste
e do nordestino.
Não será que, como acredita Renato Carneiro Campos, a
pseudo-valorização deslumbrada do folclore é função direta de
atitudes tradicionais, ou, antes, da incapacidade de perceber outra
realidade social que não a do Nordeste arcaico: a realidade
incontestável da super-cultura urbana, industrial e cosmopolita,
cada vez menos restrita aos seus focos metropolitanos de difusão
internacional?
Mas se a cultura e sociedade não são assimilares ao puramente
geográfico nem o simples demográfico, a região nordestina
não possui a homogeneidade cultural monolítica que aquele
clichê insinua. Do mesmo modo inequívoco com a subcultura
urbana cosmopolitizada e cosmopolitizante da sociedade brasileira.
O nordestino da Penha talvez continue preferindo os baiões
de Luiz Gonzaga, enquanto a adolescente de Boa Viagem (Recife)
desbota com esmero a sua calça LEE. O resultado da loteria
esportiva é acompanhado, à mesma hora, graças à transmissão via
satélite, pelo apostador de Caruaru e pelo torcedor do Flamengo
que assistiu à partida diretamente do Maracanã.
325
Mas, como o intelectual nordestino reflete, através do mecanismo
de efeito-demonstração, os conceitos e preconceitos do
intelectual dos focos de difusão da cultura urbano-cosmopolita no
Brasil, enquanto este último, por sua vez, importa - geralmente e
ainda pelas caravelas, como dizia Oswald de Andrade - as modas
intelectuais das metrópoles internacionais, são através da ética
das elites intelectuais dos grandes centros urbanos brasileiros que
o intelectual do Nordeste conhece a cultura da sua própria região.
E, por esta razão, tende a cultivar e perpetuar em prosa e em
verso apenas o Nordeste arcaico e apetitoso das batidas de maracujá,
dos bonecos de Vitalino e das bandas de pífano. É quando
a valorização erudita da cultura popular da região é confundida
com o folclorismo mais ingênuo e vulgar da “industrialização”
dessa cultura.
Mas, certamente, não há mesmo razão para menosprezar a
tradição da cultura popular nordestina, ainda pouco ou nada “industrializada”
para turista, ao contrário do que vem acontecendo
com as tradições lúdicas coletivas dos subúrbios dos nossos centros
urbanos mais importantes. Como também não há por que
fechar os olhos às elaborações eruditas do passado ou do presente
da cultura nordestina.
Em que medida popular informa, no presente, o erudito na
cultura do Nordeste? Qual a importância das matrizes tradicionais
da nossa cultura para as nossas elaborações de nível erudito?
Até onde o intelectual nordestino, pertencendo, pela sua própria
condição sócio-cultural, ao universo da super-cultura urbano-
-cosmopolita, se distancia da cultura de sua região?
Como conciliar o compromisso irreversível e inevitável com
a super-cultura internacional com as conseqüências psicossociais
da localização no espaço geográfico do Nordeste? Quais as implicações
dessa defasagem? Até que ponto prevalece o Nordeste
urbano sobre o rural? ou o rural sobre o urbano? Qual o papel
das nossas elites intelectuais nesta fase híbrida da nossa cultura?
326
Qual o sentido da participação do Nordeste super-cultura da televisão
e dos supermercados?
Essas questões representam uma imposição e um desafio da
realidade atual no Nordeste brasileiro às suas elites intelectuais.
A crescente participação do Nordeste na super-cultura urbanoindustrial
cosmopolita e as conseqüências dessa participação na
afirmação de uma cultura erudita consciente de suas raízes e de
sua responsabilidade na preservação dos valores básicos e intransferíveis
do homem nordestino, mais que um problema aparentemente
bizantino, é uma realidade que se impõe ao cientista,
ao técnico, ao humanista e ao artista da região. (O POPULAR.
Goiânia, 22.02.1976).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77001-970.
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ORDEM DOS MINISTROS BATISTAS
DE PERNAMBUCO:
UMA AGÊNCIA DE CONFRATERNIZAÇÃO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Sob a liderança do dinâmico pastor José de Almeida Guimarães,
a Ordem dos Ministros Batistas de Pernambuco
cumpriu mais um ano de expressivas atividades. Com um programa
de confraternização e integração dos obreiros, esta entidade
327
se reúne na última segunda-feira de cada dois meses, em lugares
estratégicos e aprazíveis.
As igrejas e instituições convidam, voluntariamente, a Ordem
dos Pastores para hospedá-la, por algumas horas, em seu
edifício de educação Religiosa, Templo ou qualquer outro local.
É costume das entidades hospedarias oferecerem um lanche ao
grupo de pastores. (Algumas se excedem em bondade e terminam
por oferecer um lauto jantar.)
Durante o exercício anterior, a Ordem dos Ministros esteve
reunida nos seguintes lugares: Igreja Batista da Rua Imperial,
Igreja Batista de Água Fria (Convenção Pernambucana), Igreja Batista
da Encruzilhada e por duas vezes na Junta Evangelizadora.
Anualmente, no mês de março, a referida organização elege
sua nova diretoria, e foi o que aconteceu no dia 26 de março de
1973, quando os ministros batistas deste Estado escolheram os
seguintes irmãos para dirigir os destinos da entidade por mais
um ano: Presidente: Pastor Mário Ribeiro Martins - Igreja Batista
de Tegipió. Vice-Presidente: Pastor José de Almeida Guimarães
- Igreja Batista da Concórdia. Primeiro Secretário: Pastor
Gamaliel Perruci - Primeira Igreja Batista de Areias. Segundo Secretário:
Pastor Moisés Dias da Silva - Igreja Batista de Prazeres.
Tesoureiro: Pastor Inácio Jordão da Silva - Igrejas Batistas Nova
Betânia e Passarinho.
Congrega a Ordem dos Ministros cerca de 120 pastores das
Convenções Evangelizadora de Pernambuco e Batista Pernambucana.
Todos integrados na grande obra de evangelização, num
grande espírito de fraternidade e sinceridade cristã. Uma das
grandes promoções da entidade é o retiro anual dos pastores, geralmente
realizado no mês de janeiro.
Em 1973 foi realizado no Sítio Silvânia, de propriedade da
Junta Evangelizadora, lugar muito simpático e próprio para confraternização
desta natureza. As reuniões da Ordem obedecem,
geralmente, a um critério: A primeira parte é dedicada a um lan328
che; a segunda parte é devocional, informações, distribuição de
brindes, leituras de relatórios e atas, etc.
É de observar-se que estas reuniões de confraternização entre
os pastores, no Estado de Pernambuco, tiveram a sua origem
em 1919, quando foi organizada a Associação dos Pastores, com
estatutos aprovados, inicialmente apenas para obreiros nacionais.
Em 1935 foi criado o Instituto dos Pastores Batistas de Pernambuco,
permanecendo com este nome até 1956, quando se filiou
à Ordem dos Ministros Batistas do Brasil e tornou-se secção
de Pernambuco. O referido instituto foi criado dentro da Convenção
Batista Pernambucana, sendo seu primeiro presidente o
pastor Carlos Barbosa.
A designação “secção de Pernambuco” foi mudada posteriormente
para Ordem dos Ministros Batistas de Pernambuco.
Seus filiados contribuem com uma taxa mensal simbólica e são
identificados por carteiras permanentes, sujeitas a renovação no
fim de cada exercício. Uma das grandes metas dos pastores batistas
pernambucanos é a aquisição de uma sede própria, possuindo
a Ordem dos Ministros, uma conta apropriada na Comissão Predial
Batista para esse fim. (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro,
13.05.1973).
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329
ORDEM E RACIONALIDADE
DO COSMOS NA FILOSOFIA.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O mundo na sua totalidade, a natureza, a história e a sociedade
são governados pela razão. Daí dizer-se que a
razão governa o mundo. O primeiro filósofo e pensador a mostrar
que o nous (razão) governa o cosmos foi Anaxágoras. Tal descoberta
foi tão significante que Aristóteles resolveu elogiá-lo dizendo
parecer Anaxágoras um sóbrio entre bêbados.
O cosmos possui uma ordem, uma racionalidade que está
submetida ao império de leis gerais, fazendo transitar os acontecimentos
com férrea necessidade. Hegel chegou a dizer: “O movimento
do sistema solar obedece às leis invariáveis: essas leis são
a própria razão de que nem o sol nem os planetas têm consciência.
Assim, a idéia de que há razão na natureza, que é invariavelmente
governada por leis gerais não nos choca”.
Há um salto qualitativo de uma escala e de uma ordem para
outra, e ser é um permanente devenir, porque o mundo está em
permanente mudança, surgindo a vida dos inorgânicos e a própria
consciência emergindo da vida. A idéia de ser no devenir é
de Heráclito diante de cuja filosofia Hegel ficou deslumbrado, a
ponto de exclamar: “Não há uma só posição de Heráclito que eu
não admita em minha lógica”.
No fundo, a doutrina de Heráclito é de que a realidade fluxo
é a realidade total. A forma ativa do devenir é a contrariedade e a
transitoriedade é o motor. Em permanente mudança está o ser e
através dela surgem novas qualidades. A dialética da contradição
aparece tanto em Heráclito quanto em Hegel. Só que o filósofo
330
grego sustenta o filósofo alemão entende como lei necessária. Embora
o retorno aos gregos seja sempre um progresso pela luminosidade
de sua filosofia, é em Heráclito que se encontra o espólio da metafísica
herética que vai enriquecer o arsenal hegeliano.
É na dialética que se encontra o grande espólio da metafísica
de Heráclito e também autodinâmica evolutiva do cosmos.
O desenvolvimento do mundo é presidido por leis invariáveis
que refletem a sua racionalidade progressiva, passando do
inorgânico para o orgânico ou vital e deste para a consciência.
Tudo isto numa evolução emergente, em que a novidade surge
do anterior pelo salto qualitativo. Assim, a consciência se alarga
pela filosofia e fica deslumbrada ao descobrir que a mesma razão
que impera no cosmos também impera na consciência. (O POPULAR.
Goiânia, 07.08.1977).
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OS BATISTAS NA
“ESMERALDA DO ATLÂNTICO”
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Com uma população de cerca de duas mil pessoas e localizada
a 145 km do atol das Rocas (Rio Grande do Norte),
a “Esmeralda do Atlântico” - Fernando de Noronha - também
331
conta com a presença marcante dos batistas, um curso de educação
teológica por extensão e um pastor visitante.
Descoberta por Gonçalo Coelho em 1503, a “Esmeralda do
Atlântico” recebeu o nome de Quaresma e posteriormente de
Fernando de Noronha a quem foi doada como primeira Capitania
Hereditária, assim permanecendo até 1700. Holandeses e
franceses a ocuparam, respectivamente nos anos de 1645 e 1736,
o que forçou os portugueses a construírem o Forte dos Remédios.
Posteriormente pertenceu à Capitania de Pernambuco, foi
administrada pelo Ministério da Guerra e Ministério da Justiça,
após o que serviu como Colônia Correcional do Governo Pernambucano
até que, depois de ser administrada pela Federação
como presídio político, tornou-se Território Federal em 1942.
Com doze quilômetros de comprimento e seis de largura, a
ilha de Fernando de Noronha tem relevo variado, destacando-se
o morro do Pico com 323 metros. Sua maior altitude e temperatura
média de 26 graus C, sendo sua vegetação de matas e solo
pedregoso. Embora tendo apenas riachos de regime torrencial,
possui duas usinas geradoras de energia elétrica e a maior placa
de cimento da América do Sul para recepção das águas de chuva.
Sua agricultura é de subsistência e a sua pecuária limitada.
O transporte naval, devido às difíceis condições de desembarque,
é restringido às cargas susceptíveis de serem molhadas.
Além da Força Aérea Brasileira, há os vôos turísticos da Transbrasil
sábados e domingos, comunicação por telefone e via Embratel.
Para qualquer visita há a necessidade de licença especial
do Ministério do Exército.
Contudo, o mais importante é que, além de um Hospital,
Ginásio, Agência Bancária, Escola Profissional e do Palácio São
Miguel, sede do Governo do Território, a “Esmeralda do Atlântico”
possui uma vibrante Congregação Batista, com cerca de 40
membros, entre militares e nativos, um pastor visitante, na pessoa
do Pastor Inácio Jordão que, indo ali com licença especial
332
é, quase sempre hóspede do Governador do Território que faz
questão de apoiar publicamente o trabalho batista no Território
Federal de Fernando de Noronha. (JORNAL BATISTA. Rio de
Janeiro, 30.03.1975).
ATENÇÃO: Com a Constituição de 1988, Fernando de Noronha
passou para Pernambuco. Conforme a Enciclopédia Barsa,
de 2005, “Fernando de Noronha é Arquipélago do Brasil, no
Oceano Atlântico, a 510 km de Pernambuco. Integra um distrito
de Pernambuco, junto com o Atol das Rocas e os penedos de São
Pedro e São Paulo. Superfície total: 25km2. 2.051 habitantes”.
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OS 177 ANOS DA ELEIÇÃO
DE TEOTÔNIO SEGURADO
Mário Ribeiro Martins*
Comemorou-se ontem, os 177 anos da eleição de Teotônio
Segurado, como Governador Separatista do Norte de Goiás, hoje
Tocantins.
JOAQUIM TEOTÔNIO SEGURADO nasceu em Moura
(Província do Baixo Alentejo, com a Capital em Beja), Portugal,
no dia 25.02.l775, escreveu, entre outros, “MEMÓRIAS SOBRE
A CAPITANIA DE GOIÁS”(l8ll), texto que lhe valeu elogio
por Carta Real de cinco de setembro de l8ll. Escreveu também
“MEMÓRIA SOBRE A AGRICULTURA E O COMÉRCIO DA
333
CAPITANIA DE GOIÁS”(1807) e “MEMÓRIA SOBRE O COMÉRCIO
DA CAPITANIA DE GOIÁS”. Filho de José Mendes
Segurado e de Maria das Dores Segurado, naturais, respectivamente,
de Moura e Serpa, duas vilas do Sul de Portugal.
Após os primeiros estudos na vila de Moura, sua terra natal,
foi para a Universidade de Coimbra, com 16 anos, onde estudou
de 17.11.1791 a 19.10.1795, formando-se em Leis, correspondente
a Ciências Jurídicas e Sociais, atualmente Direito, quando tinha
20 anos de idade.
Tornou-se JUIZ DE FORA, na cidade de Porto e também
na cidade de Melgaço, Portugal, com 24 anos.
Depois de ter se iniciado no Brasil, através de São João Del-
-Rei e Ouro Preto, em Minas Gerais, donde a teoria histórica de
que tivesse alí nascido, tornou-se Ouvidor Geral da Capitania de
Goiás, na velha capital, Vila Boa(Goiás Velho), nomeado pelo
Decreto de 12 de outubro de 1803, com 28 anos de idade, pelo
Príncipe Regente Dom João, que substituia a Rainha D. Maria I,
doente mental.
Relembre-se que D. João VI só veio para o Brasil, em 1808,
com a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro.
(D. Maria I faleceu em 1816 e o Príncipe foi coroado Rei, com
o nome de D. João VI, em 1818. Em abril de 1821, D. João voltou
para Portugal e em seu lugar ficou o Príncipe Regente D.
Pedro I, que se tornou Imperador do Brasil, em 07.09.1822. Em
07.04.1831, D. Pedro I renunciou, ficando em seu lugar o Pedro
de Alcântara, D. Pedro II que tinha cinco(5) anos de idade), sob
os cuidados de José Bonifácio).
Voltando a Joaquim Teotônio Segurado, foi promovido ao
cargo de Desembargador da Relação do Rio de Janeiro, em 1805.
Desembargador da Comarca de Goyaz, em 1806. Desembargador
da Relação da Bahia, em 1808.
Em 1809, no dia 21 de junho, foi nomeado Desembargador
da recém-criada Comarca de São João das Duas Barras, com Ca334
pital no Povoado de Palma(hoje cidade de Paranã), com 34 anos
de idade.
Em 1810, Dom João VI, percebendo o valor do ouro existente
no Norte de Goiás(CARMO E PONTAL), transferiu para Porto
Real(hoje Porto Nacional), a sede(CABEÇA DE JULGADO)
da Comarca de São João das Duas Barras e determinou que para
alí se transportasse o Corregedor Segurado.
Embora o povoado de Porto Nacional tenha sido fundado
por Antônio Sanches, em 1738, seu crescimento, no entanto,
coube ao Desembargador Segurado. É que ele alí residiu durante
algum tempo e estimulou a navegação do Tocantins, única estrada
sem encruzilhada(as estradas com encruzilhada permitiam
tocaias) e por onde passaram a correr toneladas de ouro para o
porto de Belém, rumo à cidade de Lisboa.
Em 26.01.1815, feita a instalação da Vila de São João da Palma,
com capital na hoje Paranã, mudou-se Teotônio Segurado
de Natividade para a nova vila. Tinha agora 40 anos de idade.
Residiu durante muito tempo nas cidades de Natividade, Arraias,
Paranã, no hoje Estado do Tocantins.
Foi Deputado JUNTO às Cortes Portuguesas, pela Provincia
de Goyaz, eleito no dia 7 de agosto de 1821, quando tinha 46 anos
de idade, ainda sob a administração do Príncipe Regente Dom
Pedro I(Ele só se tornou Imperador do Brasil em 07.09.1822).
Em 27.08.1821, o Brigadeiro Manoel Inácio Sampaio, como
Chefe do Executivo Goiano, no período colonial(Goiás só se tornou
Província do Império, em 13.09.1824), mandou prender os
principais líderes do movimento da independência do Brasil, em
Goiás, entre os quais, os Padres José Cardoso de Mendonça, Lucas
Freire de Andrade e Luiz Bartolomeu Marques. E ainda o
Soldado Felizardo de Nazaré, além do Capitão Francisco Xavier
de Barros, bem como o Capitão Felipe Antonio Cardoso.
Cada um deles foi enviado preso para lugar diferente. Os
padres foram enviados para aldeias distantes. O Capitão Francisco
335
Xavier de Barros foi para Santa Maria, no Rio Paranã, afluente do
Rio Tocantins. O Capitão Felipe Antonio Cardoso foi para o distrito
de Arraias, na Comarca de São João das Duas Barras. Todos
eles desejavam a formação de um Governo Provisório, mas teriam
sido traídos. Ficaram pouco tempo presos, porque, logo no ano
seguinte, 07.09.1822, deu-se a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL.
Felipe Antonio Cardoso enviado preso para Arraias e depois
para a então Capital Federal, depois de ser absolvido pelo
Conselho de Guerra, no Rio de Janeiro, por injunções políticas,
terminou por ser promovido a General em 12.10.1825, tornando-
-se Governador das Armas da Província de Goiás, em 1830.
Teotônio Segurado viajou, no entanto, para Portugal em
janeiro de 1822, como Representante Goiano, junto à CONSTITUINTE
EXTRAORDINÁRIA DAS CORTES REUNIDAS DE
BRASIL, PORTUGAL E ALGARVES, tomando posse na sua cadeira
como Deputado, no dia 08 de abril de 1822, com 47 anos.
Ao voltar, no ano seguinte(1823), havia perdido a condição
de DEPUTADO, eis que o país já não era mais Colônia de Portugal
e sim Império do Brasil. Em 23.06.1823, por ordem do Imperador
Dom Pedro I, foi destituído de seus bens. Tal ordem foi
cumprida através do ofício de 10 de julho de 1823, assinado pelo
REPRESENTANTE da Província de Goiás, o Padre Pirenopolino
Luis Gonzaga de Camargo Fleury, quando de sua passagem
por Porto Nacional.
Diz Americano do Brasil, in “PELA HISTÓRIA DE GOIÁS”,
página 77: “Em 1823, quando Cunha Matos percorria o
Norte, Segurado entrou em Goiás, indo residir em suas propriedades
nos arredores da Palma(hoje Paranã), cercado de esposa e
filhos. Debalde os Presidentes da Província procuraram afastá-lo
da vida privada. Ficou alheio à evolução política. Para ele, liberalismo
era sinônimo de anarquia”.
Em 1827, quando D. Miguel I, tornou-se Rei de Portugal
e passou a perseguir os liberais e constitucionalistas, Teotônio
336
Segurado já tinha voltado escondido para o Brasil. Mesmo assim,
continuou a ser perseguido, porque não queria a Independência
do Brasil, mas apenas a criação da Província de Palma, separada
da Província do Sul, em Vila Boa(Goiás Velho).
Entre os benefícios que Joaquim Teotônio Segurado conseguiu
para o hoje Estado do Tocantins, destacam-se a navegação
do Rio Tocantins e a abertura de uma estrada ligando São Romão,
em Minas Gerais a Porto Nacional.
A ele se deve a descoberta de várias minas de ouro e a criação
do Julgado de Flores. Entre seus títulos honoríficos, destaca-
-se o de COMENDADOR DO HÁBITO DE CRISTO.
Chegou a ser eleito Governador Separatista de Goiás, no
hoje Estado do Tocantins, no dia 14 de setembro de 1821, escolhendo
a cidade de Cavalcante e posteriormente Natividade e
Arraias para Capital da futura Província de Palma e, consequentemente,
do futuro Estado do Tocantins.
Retornando de Portugal, em 1823, após a Independência do
Brasil e com as censuras que lhe foram impostas pelo Governo
Português, Joaquim Teotônio Segurado afastou-se da vida pública.
Tornou-se um cidadão comum, perdendo inclusive seus títulos
honoríficos e seus principais bens materiais, conforme determinação
do Imperador Dom Pedro I. Aliás, de seu inventário,
consta apenas, uma casa, uma mesa, um banco e sete livros. Exagero
de inventário, como sói acontecer! Afinal de contas, morreu
em sua fazenda na Comarca de Palma, hoje Paranã. Com 56 anos
de idade, não poderia ter lhe restado apenas a casa, a mesa, o banco
e os livros!
Apesar de todas as pesquisas feitas e em virtude das dificuldades
pelas quais passou a família do Desembargador Segurado,
ainda não se conseguiu chegar a todos os filhos e descendentes,
o que constitui um verdadeiro desafio para os pesquisadores e
genealogistas.
337
Um de seus filhos, Rufino Teotônio Segurado, chegou a ser
Juiz Municipal de Carolina, no Maranhão, no tempo em que esta
cidade pertencia à Província de Goiás e tinha o nome de TRÊS
BARRAS.
Aliás, Carolina foi a designação dada pelo Governador
de Armas de Goiás, Padre Luiz Gonzaga de Carmargo Fleury,
em homenagem à Imperatriz Maria Leopoldina Carolina. Este
mesmo Rufino, foi também Juiz de Direito da Comarca de Palma(
1846) e de Conceição do Norte, no hoje, Estado do Tocantins.
Rufino, conforme a voz corrente, teria nascido na própria
Vila de Palma, Paranã, Goiás, hoje Tocantins, em l820, portanto,
onze anos antes da morte de seu pai que falecera em 14(catorze)
de outubro de 1831.
Para Sacramento Blake, em seu Dicionário, teria nascido
em Minas Gerais, sem dizer a cidade. Para outros, teria nascido
em Belém do Pará, de onde seguiu para a Capital Paulista,
formando-se, com 20 anos de idade, em 1840, na Faculdade de
Direito de São Paulo.
Em 1846, com 26 anos, já estava integrando a Assembléia
Legislativa Provincial de Goiás, como um de seus Deputados.
Em 1847, fez a viagem de navegação entre “AS PROVÍNCIAS
DE GOYAZ E DO GRÃO-PARÁ”, pelos rios Araguaia e Tocantins,
viagem esta publicada na REVISTA DO INSTITUTO
HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO, do Rio de Janeiro,
em 1848. A viagem foi iniciada em Porto Imperial(Porto
Nacional), no dia 04.04.1847, tendo chegado em Belém, no dia
03.05.1847. Foi pelo Rio Tocantins e voltou pelo Rio Araguaia,
alcançando Vila Boa(Goiás Velho), 07 de março de 1848.
Rufino Segurado, com 28 anos de idade, em 1848, conforme
o livro “PRESIDENTES E GOVERNADORES DE GOIÁS”,
de Joaquim Carvalho Ferreira teria se tornado também Presidente
da Sociedade de Navegação do Araguaia, fundada pelo 7º
Presidente da Província de Goiás, em 1848, Joaquim Inácio de
Ramalho(BARÃO DE RAMALHO).
338
Diz Joaquim Carvalho, página 22: “A 14.02.1848, chegaram
a Leopoldina, os dois barcos-Natividade e Santo Antonio- com,
respectivamente, 1000 e 1200 quilos. Era Presidente da Sociedade,
o Dr. Rufino Teotônio Segurado, Juiz Municipal de Carolina,
com assento na Assembléia Municipal”.
Foi também Juiz de Direito da Comarca de Palma(1846) e
Conceição do Norte, no hoje, Estado do Tocantins. Depois de ter
sido Juiz Municipal de Carolina, tornou-se em 1854, Juiz de Direito
de Carolina, quando transferiu a sede da Comarca para Boa Vista do
Tocantins(Tocantinópolis). Mas, como brigou com o Frei Francisco
de Monsavito, transferiu-se para o Araguaia, em 1859.
Relembre-se que Rufino Teotônio Segurado era Juiz da
Comarca de Palma(hoje Paranã, Tocantins) quando faleceu na
Fazenda ENGENHO, de sua propriedade, em Conceição do
Norte(Tocantins), sepultado na Igreja Matriz, em 29.08.1868, com
48 anos de idade, na presença do Vigário João de Deus Gusmão,
que assinou o termo de sepultamento, no Governo de João Bonifácio
Gomes de Siqueira, 21º Presidente da Provincia de Goias.
Sua Certidão de Falecimento, em sua forma original, foi divulgada
por Antonio Costa Aires, no site www.dno.com.br, no
seguinte teor: “Aos 29 de agosto de 1868, nesta vila e freguesia
de Nossa Senhora de Conceição do Norte, do Bispado de Goyaz,
sepultamos nesta Matriz, do Arco para sima(1), com todos os sacramentos,
o Doutor Juiz de Direito desta Comarca de Palma,
Rofino Theotonio Segurado, pardo, casado com Dona Mariana
Francisca de Azevedo e foi encomendado e acompanhado por
mim, do que para constar, fiz este termo que assignei. Vigário
João de Deus Gusmão”.
Joaquim Teotônio Segurado Filho foi Promotor Público de
Natividade e Porto Nacional a partir de 1870, além de ter sido
CURADOR GERAL, em 1864. Tem sido muitas vezes confundido
com o próprio pai, por ter omitido o “FILHO”, em seu nome.
Essa omissão era proposital. Tinha o objetivo de homenagear o pai.
339
Este Joaquim Teotônio Segurado FILHO residiu em Porto
Nacional, no Lago São Francisco(Lago Recantão), na casa que foi
arrematada, anos depois, por Florência Rodrigues Nogueira. Segurado
Filho teria falecido em 1899, com mais de 68 anos de idade.
Entre os parentes de Teotônio Segurado, são conhecidos
Carolino Ferreira e Ananias Segurado Rodrigues.
Simplício Teotônio Segurado, outro descendente, foi Promotor
Público de Porto Nacional entre 1878 e 1884, ano em que
se tornou Tabelião do Cartório Geral de Porto e nesta condição
aparece até 1896.
Este filho de Joaquim Teotônio, o Simplício Segurado casou-
se, em Porto Nacional, com Maria Ayres da Silva, de tradicional
família portuense, em 11 de janeiro de 1880.
Quanto a Joaquim Teotônio Segurado(o pai) é citado pelo
baiano José Martins Pereira de Alencastre, no livro ANNAES
DA PROVINCIA DE GOYÁZ, como Ouvidor da Comarca de
São João das Duas Barras, com sede em Palma(Paranã) e depois
em Natividade, com o território correspondente ao hoje Estado
do Tocantins.
Quando da eleição de Segurado, para Governador Separatista,
em setembro de 1821, o Sul de Goiás, com Capital em Vila
Boa, reagiu e revidou, destruindo o sonho de independência do
Norte de Goiás.
A destruição deste sonho foi feita através da instrumentalidade
do Padre Luis Gonzaga Camargo Fleury que se fez acompanhar
de soldados armados e percorreu o atual Estado do Tocantins
durante mais de um ano, prendendo os líderes separatistas e
sequestrando seus bens.
No desejo de acabar com o levante do Norte, o Padre Luís
Gonzaga saiu de Pilar de Goiás, em abril de 1822, passando por
Traíras(região de Niquelândia), São José do Duro, Cavalcanti,
Arraias, Conceição, Natividade, Carmo, Porto Nacional.
Retornou a Goiás Velho, em junho de 1823, exatamente quando o
340
militar Raimundo José da Cunha Matos foi nomeado Governador
de Goiás e o próprio Segurado já tinha voltado de Portugal,
destituído de seus títulos e honrarias.
Alguns anos depois, Joaquim Teotônio Segurado terminou
por ser ASSASSINADO, em sua Fazenda, na vila de Palma
(Paranã), por ele fundada. Morto no dia 14 de outubro de 1831,
com 56 anos de idade, por problemas de “barra de saia”, a mando
de sua esposa, Bruna Maria de Santana que, para isso, mandara
fabricar uma bala de ouro, conforme tradição oral na região e
cuja notícia foi estampada pelo único jornal do Norte do país, “A
MATUTINA MEIAPONTENSE”, publicada em Pirenópolis,
interior goiano, no dia 3 de dezembro de 1831.
Naquela época, diferentemente de hoje, os ASSASSINATOS
eram, de modo geral, por três motivos: “BARRA DE SAIA”,
“BARRA DE OURO” e “BARRA DE CÓRREGO”.
Outra versão atribui sua morte a questões meramente
políticas, eis que tinha sido contrário à independência do Brasil,
em 07.09.1822 e tinha voltado escondido de Portugal em 1823.
Sobre esta versão, escreveu Joaquim Carvalho Ferreira, em
seu livro PRESIDENTES E GOVERNADORES DE GOIÁS,
página 17: “Coube ainda ao Brigadeiro Miguel Lino de Morais, 2º
Presidente da Província de Goiás(de 1827 a 1831), o lançamento
da idéia da transferência da sede do governo para outro local às
margens do Tocantins, iniciativa que, como era de se esperar,
encontrou forte oposição, tornando-se impopular, de tal forma
que o golpe de 14 de agosto de 1831, afastou-o da direção da
Província de Goiás, sendo substituído por Luiz Bartolomeu
Marques que assumiu o governo, tratando, imediatamente, de
demitir todos os portugueses”.
Observe-se que o Padre Luiz Bartolomeu Marques(que já
tinha sido preso em 14.08.1821) permaneceu no governo durante
4 meses, de 14.08.1831 até 30.12.1831, sendo que Joaquim
Teotônio Segurado, que era português, foi assassinado no auge
341
de seu governo, no dia 14 de outubro de 1831. Poucos dias antes
de 14.08.1831 houve também outro assassinato, o do Ouvidor
Jerônimo Castro (14 de agosto foi o dia do golpe patrocinado
pelo Governador das Armas de Goiás, Coronel Felipe Antonio
Cardoso, que derrubou o Brigadeiro Miguel Lino de Morais e
nomeou o Padre Luiz Marques como 3º Presidente de Goiás).
Pois bem, poucos dias antes deste GOLPE(14.08.1831), já
tinha sido ASSASSINADO no Norte de Goiás, no dia 26.06.1831,
em Arraias, Comarca de Palma(hoje Paranã), o Ouvidor Jerônimo
José da Silva Castro, que também era português e casado com
a filha do Senador João Evangelista. O responsável por esta
morte foi o Capitão Honório, Pernambucano, que se intitulava
“comandante dos brasileiros” e se fazia acompanhar de sete
homens armados.
A esposa do Ouvidor morto retornou para o Rio de Janeiro,
levando dois filhos, goianos de nascimento ou melhor nascidos
na hoje Paranã, Estado do Tocantins, o mais novo, nascido antes
da morte do pai, em junho de 1831.
Dois Ouvidores portugueses assassinados no Norte, no
curto período de três meses. Teria sido mera coincidência?
Americano do Brasil, in “PELA HISTÓRIA DE GOIÁS”, página
72, tenta explicar: “Na fronteira de Goiás com a Bahia, surgiu
um dos primeiros BANDOS que espalhava estar incumbido de
TRUCIDAR todos os portugueses que encontrasse”.
O fato é que o Padre Luiz Bartolomeu Marques terminou
sendo CENSURADO pela Regência do Brasil e foi substituido
por José Rodrigues Jardim que permaneceu no Governo de Goiás,
de 31.12.1831 a 19 de março de 1837, quando, eleito Senador, foi
para o Rio de Janeiro, onde faleceu em 27.10.1842.
A época era propícia para tais assassinatos, pois havia muitas
revoltas no período regencial e uma perseguição notória aos
portugueses. Alguns políticos, inclusive o próprio Teotônio Segurado,
queriam a volta de Dom Pedro I ao trono do Brasil(Dom
342
Pedro tinha renunciado no dia 07.04.1831), como era o caso de
Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, etc. Outros queriam a independência
completa de suas províncias do Governo Central,
como era o caso do Rio Grande do Sul e da Bahia.
Voltando à família Segurado, o JOAQUIM TEOTÔNIO
SEGURADO que aparece como CURADOR GERAL, em 1864,
era o Joaquim Teotônio Segurado Filho que omitia o “filho” para
homenagear o próprio pai e que se tornou Promotor Público de
Natividade e de Porto Nacional, a partir de 1870 e que teria falecido
em 1899, com mais de 68 anos de idade. (Seu pai faleceu com
56 anos, em 14.10.1831).
Pela sua luta em favor da Independência do Norte, Joaquim
Teotônio Segurado(2), o Pai, foi homenageado com o nome da
principal Avenida de Palmas, recém-construida Capital do Estado
do Tocantins ou seja AVENIDA JOAQUIM TEOTÔNIO
SEGURADO, bem como foi feito PATRONO da Cadeira 01, da
Academia Tocantinense de Letras, hoje(2004) ocupada por José
Wilson Siqueira Campos que nela tomou posse no dia 02.03.1991,
em Porto Nacional, no Colégio Sagrado Coração de Jesus, quando
da instalação da Academia.(JORNAL DO TOCANTINS. Palmas,
15.09.1998).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77001-970.
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E-MAIL: mariormartins@hotmail.com
(1) A expressão do ARCO PARA SIMA significava que o morto foi enterrado perto
do Altar Principal.
(2) Outras informações sobre Segurado, leia no site www.mariomartins.com.br o artigo
QUEM FOI JOAQUIM TEOTONIO SEGURADO?
343
OS PASTORES DE TATUAMUNHA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
É provável que poucos batistas do Brasil já tenham ouvido a expressão
Tatuamunha. Não é um termo qualquer, mas o nome
de uma Igreja que se tornou célebre na história dos batistas do Brasil.
Vila do município de Porto de Pedras, Alagoas, Tatuamunha teve uma
das mais prósperas igrejas da região.
A Igreja que recebeu o nome da Vila - Igreja Batista de Tatuamunha
- é hoje lembrada por várias razões: a) Pelas lutas que enfrentou. b)
Pelos pastores que deu à denominação. c) Pela sua localização. d) Pelo
seu desaparecimento, como igreja, depois de tantas glórias.
Organizada no dia 17 de novembro de 1922, com 37 membros,
teve como seu primeiro pastor, o missionário Dr. John Mein.
No cemitério da Vila os crentes foram proibidos de enterrar os
seus mortos, além de sofrerem outras perseguições. A construção
de seu templo “causou admiração no povoado e influenciou
alguns inimigos para a Causa, e despertou muitos proprietários a
concertarem ou remodelarem as suas residências.” (John Mein, A
Causa Baptista em Alagoas).
Em janeiro de 1926 Tatuamunha hospedou a Convenção
Estadual. No mesmo ano a Igreja recebeu seu segundo pastor, o
missionário John L. Bice. O fato, porém, que fez Tatuamunha
notável, foi a plêiade de obreiros que ela deixou como herança
(porque já morreu, como igreja) para a denominação: filhos da
terra, filhos da igreja.
Apesar do seu tamanho e localização, ela deu os seguintes
nomes para o evangelismo nacional:
Pastor Hermes da Cunha e Silva - quem não o conhece
no Brasil batista? Acaba de completar 40 anos de ministério na
344
mesma igreja - a Igreja Batista da Rua Imperial - onde sucedeu a
Antonio Neves Mesquita. Este é um dos poucos casos no Brasil.
Antes de ser consagrado, já havia passado 5 (cinco) anos como seminarista
na mesma igreja. É uma das glórias do ministério batista
nos últimos tempos. Durante 20 anos, em períodos alternados,
foi Presidente da Junta Administrativa do Seminário Teológico
Batista do Norte do Brasil.
Pastor Antonio Dorta, da Igreja Batista da Torre, além de
outras. Vai completar também 40 anos de ministério no próximo
ano. Representante da Junta de Beneficência. Ex-professor do Seminário
do Norte e mestre de incontáveis méritos do Seminário
de Educadoras Cristãs, no Recife.
Pastor Plácido Moreira. Atuou durante vários anos na Igreja
Batista do Bebedouro, Maceió, Alagoas. Um dos ilustres promotores
da causa batista na “Terra dos Marechais”.
Pastor Abel Santos, valoroso obreiro da Igreja Batista de
Sertânia, Pernambuco. Advogado e Professor naquela cidade, é
um dos nomes representativos da Sociedade Sertaniense.
Pastor Samuel Santos, digno obreiro da Igreja Batista de
Itapetinga, Bahia, uma das mais progressistas do interior baiano.
Ilustre diretor de um Colégio Batista naquela cidade.
Todos estes frutos da Igreja Batista de Tatuamunha foram
também alunos do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil.
Como igreja, ela não mais existe. Fatores vários, entre os quais,
o êxodo rural, fizeram com que descesse à categoria de Congregação,
hoje pertencente à Primeira Igreja Batista de Maceió, que
lhe dá carinho e presta as homenagens devidas a uma heroína.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 12.08.1973).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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345
OS UPANISHADS E A
FILOSOFIA VEDANTA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Uma típica manifestação do pensamento filosófico hindu
e de seu conteúdo especulativo é a filosofia vedanta.
Os Upanishads formam a parte concluinte do Veda e por isso são
chamados de Vedanta ou fim dos Vedas.
Sua finalidade é dupla: não só a conquista da verdade filosófica,
mas ainda a conquista da paz e da liberdade para o espírito
aflito e ansioso.
A natureza do espírito, chamado de Atman é motivo de um
inquérito realizado pela análise subjetiva da Vedanta. Brama e
o Atman são um só. A parte mais profunda da natureza universal
é idêntica ao eu. A expressão Brama, no sânscrito, significa
Absoluto, Alma Suprema, Universal, Ente Supremo, Indivisível,
Iniciado, Eterno. A natureza dessa realidade última não pode ser
bem definida, mas pode ser apreendida pela intuição.
A doutrina do Maya (ilusão) significa que o mundo fenomenal
é uma ilusão. Tudo o que não é Brama não existe. A multiplicidade
dos seres é uma ilusão. Mas se tudo se resume afinal em
Brama, só o Absoluto é o real e fora dele não há senão, o mal, a
dor. Portanto a vida, a existência fenomênica é um mal.
O único meio de libertação da dor é a união do espírito individual
(Atman) com o Absoluto (Brama). A meta final é a imersão
do eu individual no Absoluto, na chamada consciência cósmica.
Quando a alma ainda não atingiu esta perfeição ela se transmigra
e a metempsicose é própria desta filosofia religiosa. Esta marcha
da perfeição moral do individuo é governada pela lei do Karma
346
que enfatiza a responsabilidade individual: cada pessoa recebe a
recompensa pelo bem ou pelo mal que pratica.
A Vedanta preconiza então uma série de práticas ascéticas e
religiosas que aceleram a libertação do eu e sua integração com a
consciência cosmica (O Absoluto). Duas fases mais importantes
são distinguidas na filosofia Vedanta: a filosofia Vedanta originária
dos Upanishads e os Vedanta Sutra, com o desenvolvimento
específico através de determinados pensadores, como Kamkara,
Ramanuja e Madhva.
Para a Vedanta, de um modo geral, o Eu individual se identifica
com o Eu Cósmico, tem a mesma natureza, é uma emanação
deste absoluto e com ele se identifica para libertar-se da ilusão do
mundo fenomenal.
Os Upanishads representam a doutrina dos brâmanes, são
os escritos filosóficos e racionais da literatura védica, geralmente
conglobados com nome de bramanismo ou doutrina dos brâmanes
a que se opõe o budismo. Geralmente se ensina que os
Upanishads foram escritos depois dos vedas, porém antes do aparecimento
do budismo. São mais de duzentos os Upanishads, dos
quais os mais antigos e originais são os primeiros dez, conforme
destaca Radakrishnam em seu livro THE HINDU VIEW OF
LIFE AND INDIAN PHILOSOPHI (Londres, 1953).
O fato é que a literatura filosófica e religiosa é muito rica
e excitante. Toda a sua primitiva literatura formou-se em torno
dos Vedas, livros sagrados de hinos e orações. A expressão Veda
literalmente significa saber. Ascende a quatro o número dos vedas
genuínos. O Rig-Veda é o mais antigo, datando de cerca de
1500 A.C e contendo 1.028 hinos. Mostra a crença num Deus único
e Supremo, Chamado de vários nomes: Indra, Varuna, Agui,
Mitra, Lama. O Sama - Veda e o Yagur - Veda são posteriores e
transcedem mais a um teor litúrgico, de preces, sacrifícios como
um manual de orações. O Atharva - Veda é um manual de fórmulas
mágicas, encantamentos, sortilégios, contendo o que popularmente
se chama de magia.
347
Aos Vedas se conectam várias obras de caráter especulativo,
metafísico e hermenêutico, destacando-se a coleção Brâmane, os
Sutrãs, os Aranyaka e os já mencionados Upanishads. A Coleção
Brâmane é a parte mais antiga e rica dos Vedas e contém os
primeiros lineamentos da especulação filosófica - Os Sutras são
aforismos relativos às ciências e às artes, incluindo as idéias filosóficas
dos Upanishads. Os nomes a eles acrescentados representam
os seus compiladores. Os Aranyaka foram compostos para
meditação dos ascetas que viviam nas selvas e bosques, aparentados
com os Upanishads.
Uma das tentativas de elaborar uma divisão da filosofia hindu
pertence ao professor S. Radakrishnan, da Universidade de
Calcutá e autor de várias obras, segundo o qual, o período védico,
o período épico e o período dos seis sistemas representam o desenvolvimento
dessa milenar filosofia. (O POPULAR. Goiânia,
06.03.1977).
O ÚNICO PROFESSOR NÃO BATIZADO
DO SEMINÁRIO DO NORTE
(ALFREDO FREYRE)
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Não se poderia privar os leitores do JORNAL BATISTA,
do contato com o Dr. Alfredo Freyre, pai de Gilberto
Freyre, o Mestre de Apipucos.
Dr. Alfredo Freyre foi o homem que deu tudo de si, nos primórdios
do trabalho batista no Brasil, inclusive sendo alvo dos
melhores encômios por parte dos missionários.
348
Quase todos os relatórios da época, enviados à Junta de Richmond,
mencionavam seu nome.
Há de observar-se que não poucos articulistas ou mesmo historiadores
têm o hábito de referir-se ao Dr. Alfredo Freyre simplesmente
com a expressão: O PAI DE GILBERTO FREYRE.
Outros quando lhe citam o nome colocam entre parêntesis a já
mencionada observação. Parece, portanto, que há um pouco de
esquecimento à pessoa insigne do Juiz pernambucano, talvez
diante da expressividade do filho.
A primeira vez em que aparece o nome deste valoroso senhor
nos documentos de Richmond é no Relatório de 27.11.1908,
quando o Colégio do Parque Amorim (Colégio Americano Batista)
tinha apenas três anos, com esta referência: “Dr. Alfredo
Freyre, nosso mais sábio Professor de Português e Francês”. (H.
H. Muirhead, ANNUAL REPORT OF THE BOYS ACADEMY
OF THE PERNAMBUCO MISSION, in Annual of the
Southern Baptist Convention, 1909. Nashville, Tenn, Marshall
& Bruce Company, 1909, p. 94).
É provável que date de 1907, sua vinculação ao Colégio
Americano Batista Gilreath. Alias, é isto que informa A. R. Crabtree,
quando diz: “Em 1907, Dr. Alfredo Freyre veio ajudar os
missionários e com seu prestigio e cooperação a Escola tomou
nova vida” (A. R. Crabtree, BAPTISTS IN BRAZIL. Rio de Janeiro,
Baptist Publising House, 1953, p.159).
Referindo-se a uma verba que viera da Missão Norte-Americana
para a compra de uma parte da atual propriedade do Colégio,
disse H.H. Muirhead: “A Missão inteira, inclusive Dr.
Alfredo Freyre, nosso esplendido professor nativo, riu e gritou,
cantou hinos e se abraçou, de tal modo que os vizinhos pensaram
que nós estivéssemos prontos para o asilo” (H. H. Muirhead,
Seventy-First Annual Report of the Foreign Mission Board-Pernambuco
Field, in ANNUAL OF THE SOUTHERN BAPTIST
CONVENTION, 1916, p. 163).
349
Sobre a situação religiosa do Dr. Alfredo Freyre, há um depoimento
muito expressivo de H. H. Muirhead que assim escreveu:
“Tem sido sempre liberal em seus pontos de vista religiosos e é agora
um crente professo, embora não batizado ainda” (H. H. Muirhead,
Seventy-third Annual Report of the Foreign Mission Board- North
Brazil Mission, in Annual of the Southern Baptist Convention,
1918, Nashville, Tenn, Marshall & Bruce Company, 1918, p. 217).
W. C. Taylor, no seu relatório de 1921, solicitou a atenção
de Richmond para a importância de Alfredo Freyre, dizendo: “É
justo também que este reconhecimento seja dado como divida
dos Batistas do Sul dos Estados Unidos e batistas brasileiros ao
Dr. Alfredo Freyre. Ele tem ensinado a cerca de 60 missionários,
colocando-os em contato com a vida brasileira. É sua capacidade
que tem guiado, incólume, nossas instituições através de meses
de dificuldades. Tem sido pregador constante da mensagem do
Cristianismo contra a corrente do Materialismo. Tem influenciado
poderosamente nossos estudantes para o bem. A compreensão
que ele tem do seu próprio povo tem resistido a movimentos imorais
na vida estudantil”.
“É sua devoção ao ensino”- continua W. C. Taylor- “sem
qualquer preocupação de honra e lucro, que tem tão ricamente
dotado nossa escola com a dádiva do seu gênio e o charme de sua
personalidade” (W. C. Taylor, Seventy-seventh Annual Report of
the Foreign Mission Board- North Brazil Mission, in Annual of
the Southern Baptist Convention, 1922, Nashville, Tenn, Marshall
& Bruce Company, 1922, p. 222).
Embora não fosse membro de nenhuma igreja, Dr. Alfredo
Freyre deu excelentes contribuições para a obra batista em Pernambuco
e também no Brasil. Traduziu juntamente com D. Alina
Muirhead, o chamado “Novo Manual Normal” que foi adotado
pelas Igrejas Batistas do Brasil, nos idos de 1918.
Do seu relacionamento com Dona Alina resultaram sérias
acusações que embora sem fundamento, tiveram repercussões
350
desagradáveis e contribuíram para o fortalecimento da contenda
radical (Mario Ribeiro Martins, HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS
NO BRASIL, Recife, Acácia Publicações, 1974, p. 19).
Traduziu, posteriormente, o livro intitulado A IGREJA DO
NOVO TESTAMENTO, publicado pela Tipografia do C.A.B,
1919. Coube ainda ao Dr. Alfredo Freyre fazer a apresentação da
BREVE HISTÓRIA DOS BAPTISTAS, traduzida pela classe de
Historia do Seminário Batista do Norte do Brasil, dirigida pelo
Prof. H. H. Muirhead e publicada em 1918, no Recife, pela Tipografia
de A MENSAGEM.
Entre as expressões significativas do Dr. Alfredo na apresentação
do dito livro, destacam-se estas: “Não é a nosso ver, a
simples historia de uma seita religiosa através dos tempos e dos
paises. É muito mais. É a historia da democracia. É o registro de
um grande esforço pela liberdade religiosa. É a bandeira sob a
qual se deverão abrigar os lutadores de convicções...Vede e contemplai
esse povo forte guardando a sua pureza de princípios e
sempre fiel ao Novo Testamento” (Henrique C. Vedder, BREVE
HISTÓRIA DOS BAPTISTAS. Tradução da classe de História
do Seminário. Typographia de A MENSAGEM, 1918, p.2).
O Dr. Alfredo Freyre foi professor de quase todas as disciplinas
do Colégio Americano Batista Gilreath, tendo sido contratado,
especialmente, para Português e Francês. Lecionou, contudo,
Direito Comercial, Economia Política, Literatura, Língua
Latina, etc. Permaneceu nesta instituição de 1907 até 1934. Sobre
a sua contratação, disse Carlos Barbosa: “Suspensas as aulas do
vernáculo por falta de um mestre, vem em boa hora preenche-la,
a convite do corpo docente, o Dr. Alfredo Freyre, conhecido professor
e advogado de nomeada no fórum do país. (Carlos Barbosa,
COLEGIO AMERICANO BATISTA, in CORREIO DOUTRINAL.
Recife, 15 a 22 de janeiro de 1926, p.6).
W. C. Taylor, referindo-se à importância e simpatia do Dr.
Alfredo Freyre, em sua HISTÓRIA DA DOUTRINA BATISTA
351
NO BRASIL, disse: “Crente declarado, grande amigo do Evangelho,
que no tempo das perseguições teve, como Juiz, de ser respeitado,
colocando-se à frente dos nossos cultos, com maravilhosa
paciência e habilidade, comprando, inclusive, para nós todas
as nossas grandes propriedades no Recife. Foi nosso advogado
em cada momento, constante defensor do Evangelho de mil maneiras,
professor de mais de 60 missionários, professor em nossa
escola, etc.”
“Ele se colocou” - acentuou W. C. Taylor com referencia ao
movimento radical- “arrojadamente no caminho destes lideres
tomando nosso Colégio, que era o que eles queriam. Os conspiradores
enraivecidos desta tomada, vingaram-se dele, levantando
uma campanha de que ele era um descrente porque não era
batizado. Os estudantes do Colégio sempre comentavam sobre o
que Dr. Alfredo Freyre pregava cada dia”. (W. C. Taylor, A Brief
Survey of the History Brazilian Baptist Doctrine. Rio de Janeiro,
1955, p. 35).
A contribuição do Dr. Alfredo Freyre foi de tal modo significativa
que, em 1915, foi eleito Professor do Seminário do Norte
(hoje Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil) para ensinar
Latim Eclesiástico, Filosofia da Religião Cristã e Leitura
Expressiva da Bíblia. (A. N. Mesquita, HISTÓRIA DOS BAPTISTAS
EM PERNAMBUCO. Recife, Typographia do CAB,
1930, p. 186).
Sua integração na obra batista, embora não fosse membro
de nenhuma igreja, foi tal que, na secção “Noticiário”, do JORNAL
BATISTA, pode-se ler: “Extrato de uma carta do Dr. W.
C. Taylor, do Recife, com data de 11 do corrente. Estamos no
principio de uma classe noturna, no Manual Normal- para a Escola
Dominical Batista- que vai continuar duas semanas. Temos
uns 50 matriculados. Eu, o Dr. Muirhead e o Dr. Alfredo Freyre
ensinamos esta semana”. (Noticiário, O JORNAL BAPTISTA.
Rio de Janeiro, 27.03.1919, p.8).
352
Sobre sua dedicação ao Colégio, disse Carlos Barbosa: “Um
dos primeiros e bem acertados actos desta Directoria foi convidar
o Dr. Alfredo Freyre, que vinha ensinando no Colégio apenas
algumas aulas para dar todo o seu tempo ao serviço da instituição.
E o notável jurisconsulto um dos mais fulgurantes talentos
do CAB, num rasgo de verdadeiro patriotismo e amor à causa da
educação deixa a sua rendosa banca de advogado no Fórum da cidade
do Recife, onde goza de merecido conceito, vindo juntar-se
ao destemido grupo de pioneiros que trabalham pelo engrandecimento
do C. A. B” (Carlos Barbosa, AMERICANO BATISTA.
Recife, Correio Doutrinal, p.7).
Alem de professor nas instituições batistas, ocupou vários
cargos. Um deles não muito conhecido, foi mencionado por Carlos
Barbosa: “Ainda este mês de janeiro de 1925, o Dr. Alfredo
Freyre foi nomeado “registrar” (secretário). Foi também Diretor
do Departamento de Línguas do Colégio Americano Batista Gilreath.
No Seminário Batista do Norte, funcionou como Diretor
do Departamento de Filosofia. Segundo informação de Melo Menezes,
foi Vice-Diretor do referido Colégio Gilreath, ao lado do
Diretor H. H. Muirhead. (Diogo de Melo Menezes, GILBERTO
FREYRE. Rio de Janeiro, CEB, 1944, p.39).
O Dr. Alfredo Freyre foi também Professor da Escola de
Trabalhadoras Cristãs, de 1918 a 1919, lecionando a Cadeira de
LEITURA EXPRESSIVA DA BIBLIA. (Prospecto da Escola de
Trabalhadoras Cristãs, 1918, p.1).
Aliás, a ele se deve uma grande participação na compra da
propriedade desta instituição, conforme escreveu Mildred Cox
Mein: “A Missão autorizou o Dr. Alfredo Freyre a comprá-la.
Ele conseguiu empréstimo de um amigo, em termos generosos”.
(Mildred Cox Mein, CASA FORMOSA. Recife, Editora Santa
Cruz, 1966, p.26).
A convicção religiosa do Dr. Alfredo Freyre foi expressa na
apresentação de suas disciplinas no Seminário Batista do Norte.
353
Sobre a INTERPRETAÇÃO VOCAL E LITERÁRIA DA
BIBLIA, por exemplo, disse ele: “Não há parte do culto publico
mais importante ou menos efetiva, geralmente, do que a leitura
da Palavra de Deus”.
Quanto ao LATIM ECLESIÁSTICO, escreveu: “A vulgata
de Jerônimo tem um interesse especial para o pregador brasileiro,
pois é a base das traduções usadas nesta terra e a única Bíblia
de muitos, assim como a autoridade invocada pelos inimigos do
Evangelho”.
Referindo-se à PHILOSOPHIA DA RELIGIÃO CHRISTÃ,
acentuou: “Os pastores hão de encontrar todas as formas de
philosophia e por isso devem ser instruídos no movimento philosóphico
através dos séculos e no systema de pensamento a respeito
do universo”. (Prospecto Annual do Seminário Baptista do
Norte do Brazil, 1918, p. 20).
O Dr. Alfredo Freyre permaneceu como Professor do Seminário
Batista do Norte de 1915 a 1919, quando saiu por pressão
dos “radicais” (1) que acusavam os missionários de terem colocado
no Seminário um professor incrédulo, isto é, não batizado.
Continuou, no entanto, no Colégio Americano Batista até a década
de 1930 ou mais precisamente até 1934, quando tinha quase
60 (sessenta anos).
Em 1942, já com 67 anos de idade, chegou a ser preso no
Recife, junto com o filho Gilberto Freyre, por pura perseguição
política. (Diogo de Melo Menezes, GILBERTO FREYRE. Rio
de Janeiro: CEB, 1944. p.293).
Quanto ao filho Gilberto Freyre (2), leia-se QUEM FOI
GILBERTO FREYRE? no seguinte endereço: www.mariomartins.
com.br ou neste mesmo endereço, leia QUEM FOI ALFREDO
FREYRE?
Entre as fontes pesquisadas para se escrever sobre a vida do
Dr. Alfredo Freyre, destacam-se:
354
1)Martins, Mário Ribeiro. GILBERTO FREYRE, O EX-
-PROTESTANTE. São Paulo: Imprensa Metodista, 1973.
2)Meneses, Diogo de Melo. GILBERTO FREYRE. Rio de
Janeiro: CEB, 1944.
3)Mesquita, A. N. HISTORIA DOS BAPTISTAS EM
PERNAMBUCO. Recife: Typographia do C. A. B., 1930.
4)Taylor, W. C. A BRIEF SURVEY OF THE HISTORY
BRAZILIAN BAPTIST DOCTRINE. Rio de Janeiro, 1955.
5)Crabtree, A.. R. BAPTISTS IN BRAZIL. Rio de Janeiro:
Baptist Publishing House, 1953.
6)Freyre, Gilberto. “DEPOIMENTO DE UM EX-MENINO
PREGADOR”, in DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Recife, 31
de dezembro de 1972.
7)A MENSAGEM. Recife: Jornal dos Baptistas do Norte
do Brasil, 1918.
8)ANNUAL OF THE SOUTHERN BAPTIST CONVENTION.
Nashville, Tenn: Marshall & Bruce Company, 1909.
9)LIVRO DE ACTAS DA PRIMEIRA IGREJA BAPTISTA
DO RECIFE, 1915-1920.
10)Mathews, David. CARTA DA SEVENTH & JAMES
BAPTIST CHURCH. Waco, Texas, 05.01.1973.
(JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 15.06.1975).
(1) Sobre este assunto que perturbou a vida batista brasileira, leia aqui no meu site
(www.mariomartins.com.br), o tema HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO
BRASIL.
(2) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada
(e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé.
Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife,
Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto
Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais
longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica
355
Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles
constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo
na adolescência.
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
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POSSE DE MÁRIO MARTINS NA ATL.
Rubens Gonçalves*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O escritor tornou-se um imortal ao assumir, na ultima
sexta-feira, na OAB, em Palmas, a Cadeira 37.
Confraternização. Esta é, talvez, a palavra que melhor defina
a solenidade de posse do escritor Mario Ribeiro Martins na Academia
Tocantinense de Letras (ATL). O evento realizado na noite
da ultima sexta-feira, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil-
Seccional Tocantins (OAB-TO), em Palmas, reuniu imortais da
entidade, familiares do empossado, alem de autoridades políticas,
entre as quais, a Presidente da Fundação Cultural do Estado do
Tocantins, Kátia Rocha e o Deputado Estadual Laurez Moreira.
Antes da abertura da solenidade de posse, pelo Presidente
da ATL Juarez Moreira Filho, aconteceu uma apresentação do
HINO NACIONAL, pela Banda da Guarda Metropolitana de
Palmas. Em seguida, a acadêmica Margarida Lemos Gonçalves
entregou o diploma de posse a Mario Martins. O orador oficial da
ATL, José Cardeal chamou de “invejável” o currículo do nome
imortal da Academia.
356
Mario Martins tomou posse na Cadeira 37, cujo Patrono é
o Frei José Maria Audrin. Durante o discurso de posse, ele falou
sobre a importância ainda não reconhecida do patrono. “Estou
aqui, não para falar sobre mim mesmo, porem para tecer considerações
sobre o meu patrono, isto é, da Cadeira 37 que hoje ocupo.
José Maria Audrin é talvez um dos nomes mais desconhecidos na
literatura tocantinense”.
Segundo o acadêmico, o francês José Maria Audrin se tornou
tocantinense por opção no inicio do século passado. Para Martins,
José Maria Audrin exerceu papel fundamental na formação
cultural e educacional de Porto Nacional. José Maria Audrin foi
também Professor do Colégio Sagrado Coração de Jesus, lembrou
em seu discurso de posse.
Foi ele quem recebeu a COLUNA PRESTES no Convento
Dominicano de Porto Nacional. Era o Reitor do Seminário Menor
São José, quando em 12.10.1925, hospedou por sete dias, os
Comandantes da Coluna Prestes, entre os quais, Paulo Kruger,
João Alberto, Miguel Costa, CARLOS PRESTES, Siqueira Campos,
Cordeiro de Faria, Djalma Dutra e Juarez Távora, conforme
revela em seu livro ENTRE SERTANEJOS E INDIOS DO
NORTE (Rio de Janeiro, AGIR, 1946).
Após a solenidade de posse, foram lançados os livros A
FORÇA DO REGIONALISMO NA OBRA DE JUAREZ MOREIRA
FILHO, da acadêmica Ana Braga e também O QUATI E
OUTROS CONTOS, do acadêmico Fidencio Bogo. Depois dos
lançamentos foi servido um coquetel para os convidados. (JORNAL
DO TOCANTINS. Palmas, 07.04.2002).
RUBENS GONÇALVES é jornalista, redator e editor.
357
POSSE DO ESCRITOR
MÁRIO MARTINS NA ATL
Waldir Braga*
O escritor Mário Martins tomou posse na Academia Tocantinense
de Letras (ATL), no dia 05.04.2002, recebendo
muitos aplausos e nos enviou seu magnífico Discurso de
Posse.
Foi orador da ocasião, o confrade José Cardeal dos Santos,
numa solenidade presidida pelo escritor Juarez Moreira Filho. O
diploma lhe foi entregue pela Professora Margarida Lemos Gonçalves.
Tudo no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil,
em Palmas.
Em seu discurso, Mário Ribeiro Martins retrata a história
do Patrono de sua Cadeira 37, o Frei Dominicano José Maria
Audrin que escreveu dois livros ENTRE SERTANEJOS E INDIOS
DO NORTE (Rio de Janeiro, Agir, 1946) e OS SERTANEJOS
QUE EU CONHECI (Rio de Janeiro, Editora José Olympio,
1963).
Este Frei foi aquele que ao retornar para um Convento Dominicano
no Sul da França, em 1952, asteava em seu quarto a
Bandeira Brasileira, o que fez até a sua morte, com quase 100 anos
de idade, em 1979.
Mário Martins, em seu discurso, cita tambem personalidades
e encantos de sua terra natal- Ipupiara, Bahia, onde nasceu
em 1943. Faz referência ao seu amor às academias, dizendo: “Eis-
-me aqui porque amo as academias”.
Finaliza com uma declaração plena de humildade, contrastando
com o orgulho de ser mais um membro honroso da ATL,
ao dizer: “Assim, nada melhor do que ombrear-me a esta pleiade
358
de ilustres confrades que engalanam os quadros da Academia Tocantinense
de Letras, a quem, muito justa e oportunamente, rendo
as minhas homenagens e os meus agradecimentos”. (FOLHA
DO MARANHÃO DO SUL. Carolina, 28.05.2002).
WALDIR DE AZEVEDO BRAGA é Jornalista, Diretor-
-Proprietário do jornal Folha do Maranhão do Sul.
PRECISAMOS DE MAIS LITERATURA
E MENOS CAFÉ-SOCIETY
Brasigóis Felício*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Lançamento do livro FILOSOFIA DA CIÊNCIA, de
Mário Ribeiro Martins, na Agencia do BANORTE, em
Anápolis, com o comparecimento de dezenas de pessoas, entre
as quais, Ursulino Leão, Fernando Cunha, Elenauro Batista dos
Santos, Afif Farah Hajjar, Sidiney Pimentel, Helena Melazzo,
Olimpio Ferreira Sobrinho, Maristela Duarte Mendes, Maurity
Escobar, Arminio da Costa Gomes, Rosina Irene Carvalhães Escobar,
etc.
Segundo seu autor, “em todos os capítulos há o mister de
filosofar, mesmo porque a filosofia não se apresenta como um sistema
cristalino no tempo. É doutrina, é vida, é dinâmica, e como
tal é um perene evoluir. A filosofia é precisamente esse conjunto
de temas que aqui se desenvolve. A filosofia está presente na
verdade, na razão, nos valores, no conhecimento, na reflexão, no
mito, no ídolo”.
359
O livro de Mario Ribeiro Martins é altamente informativo,
não é uma tradução e não se apresenta impregnado de termos,
temas e conceitos abstratos. Embora o autor evite o hermetismo,
não se deixa cair, contudo, na simplicidade desfiguradora dos
problemas fundamentais da filosofia.
Em entrevista concedida a Brasigóis Felício, Mario Ribeiro
Martins diz que o momento universal é de indecisão e inversão
de valores: “A literatura está acompanhando este momento. O
importante é estimular a literatura, aliás, é preferível mais literatura
e menos café-society”. Para o autor, o livro no Brasil ainda é,
em grande escala, funcional. “Existe como manual. Outras vezes
é objeto - existe como adorno, enfeite. Só ultimamente, o livro
está se tornando literário, isto é, para leitura espontânea”.
Num dos livros de Mario Ribeiro Martins, mostra-se o sociólogo
Gilberto Freyre como fanático protestante - o que é, sem
dúvida, um documento historicamente revelador.
FALE DA SUA VIDA E DA SUA INICIAÇÃO LITERÁ-
RIA? Nasci em Ipupiara, Bahia, em 07.08.1943. Terminei o Primário
em Morpará. Conclui o Ginásio na cidade sertaneja de Bom
Jesus da Lapa, depois de ter passado pela cidade de Xique-Xique,
Bahia. Após ter estudado no Ginásio Bom Jesus, com Antonio
Barbosa, terminei o curso no Ginásio São Vicente de Paulo, sob
a direção da Freira Irmã Eunice Castelo Branco Bessa. No jornal
escolar deste Colégio publiquei os primeiros escritos, inclusive o
discurso de formatura, como Orador da Turma de Concluintes,
quando ganhei uma viagem de avião para Salvador, juntamente
com as Freiras do Colégio.
Em 1963, graças à instrumentalidade da Enfermeira Leta
Zênia Birznieck (Missionária da Junta de Missões Nacionais), fui
para o Recife, terminando ali o Colegial, no Colégio Americano
Batista Gilreath. Com um trabalho sobre Machado de Assis e tendo
como um dos jurados, o hoje famoso escritor Marcus Accioly,
ganhei o primeiro Prêmio Literário num Concurso Interno. Foi
o começo de tudo.
360
A PARTIR DAÍ COMO ACONTECERAM AS COISAS?
Terminado o Colegial, ainda no Recife, fiz o Seminário Teológico
Batista do Norte do Brasil, concluindo os cursos de Bacharel e
Mestre em Teologia, com especialização em História do Cristianismo.
Simultaneamente, terminei Filosofia Pura e Ciências Sociais,
respectivamente, na Universidade Católica de Pernambuco
e Universidade Federal de Pernambuco.
Passei a lecionar no próprio Seminário e também na Universidade
Católica, na Universidade Federal Rural e na Escola
Superior de Relações Publicas, sempre nas áreas de Sociologia,
Filosofia, Teologia, Estudos Brasileiros, Política, etc.
Em 1968, com 25 anos de idade, fui Consagrado Pastor Batista,
na Igreja Batista de Tegipió, no Recife, onde permaneci ate
1973. O Concílio Examinatório foi formado dos seguintes teólogos:
DOUTORES DAVID MEIN, LÍVIO LINDOSO, JOÃO
VIRGÍLIO RAMOS ANDRÉ, RAIMUNDO FROTA DE SÁ
NOGUEIRA, H. BARRY MITCHELL, JOSÉ DE ALMEIDA
GUIMARÃES, RENATO CAVALCANTI, ZACARIAS FERREIRA
LIMA, VALDOMIRO LUIS DE SOUZA, ELIZEU
MARTINS FERNANDES, LUIZ JOSÉ DE SIQUEIRA, ALCIDES
PEREIRA MACHADO, JOSÉ VIANA DE PAIVA, JONAS
BARBOSA DE LIMA, PEDRO BATISTA DOS REIS, JOÃO
LUIS DE SOUZA, MANOEL NAZÁRIO DA SILVA, GENÉ-
SIO GUIMARÃES LIMA E OSÉAS CORREIA SANTOS. Em
1974, fui membro da Igreja Batista da Capunga, sob a direção
do Pastor Manfred Grellert. Em 1975, mudei-me para Anápolis,
Goiás, como Co-Pastor da Primeira Igreja Batista, sob a direção
do Pastor Isaias Batista dos Santos.
E NO CAMPO LITERÁRIO, QUAIS AS SUAS INCURSÕES?
COMO FORAM SURGINDO? Depois daquele Premio
Literário no Colégio, comecei a escrever para jornais locais e nacionais,
inclusive pequenas revistas, aparecendo também os primeiros
livros publicados.
361
Durante muito tempo escrevi para o JORNAL DO COMMERCIO,
do Recife, ao lado de escritores e poetas, como Alberto
Cunha Melo, Jaci Bezerra, Ângelo Monteiro, Audalio Alves, Jose
Mario Rodrigues, Maximiano Campos e outros pertencentes à
nova geração. Posteriormente, escrevi para o DIARIO DE PERNAMBUCO,
ao lado de Arthur Carvalho, Orlando Parahym, Marcus
Accioly, Mauro Mota, Gláucio Veiga, Andrade Lima Filho,
Luiz Delgado, Costa Porto, Hermilo Borba Filho e muitos outros.
Guardo, com carinho, os recortes amarelados destes jornais.
Tenho escrito também para jornais de circulação nacional
e revistas, tais como, JORNAL BATISTA, JORNAL DE HOJE,
respectivamente, do Rio de Janeiro e São Paulo, além do JORNAL
DE LETRAS. Entre as revistas poderia destacar REVISTA
CAMPUS (Rio de Janeiro), EDUCAÇÃO E REALIDADE (Rio
Grande do Sul).
E OS LIVROS, COMO SURGIRAM? FALE SOBRE
ELES. Bem, eles surgiram em meio aos labores do magistério, alguns
deles em função do próprio ensino e outros como resultado
de escritos esparsos em jornais e revistas.
O primeiro livro foi CORRENTES IMIGRATÓRIAS DO
BRASIL (Recife, Acácia Publicações, 1972). Na primeira impressão,
apareceu sob o pseudonimo de Snitram M. Oriebir e foi extraordinariamente
bem vendido. Na segunda impressão, já com
o nome de Mario Ribeiro Martins, praticamente desapareceram
as vendas. Depois veio SUBDESENVOLVIMENTO - UMA
CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA (Recife, Acácia
Publicações, 1973).
Outros surgiram, como: SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE
(Recife, Acácia Publicações, 1973), GILBERTO FREYRE,
O EX-PROTESTANTE (São Paulo, Imprensa Metodista, 1973),
MISCELÂNIA POÉTICA (Recife, Acácia Publicações, 1973),
HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS NO BRASIL (Recife,
Acácia Publicações, 1974), BREVE HISTÓRIA DOS BATIS362
TAS EM PERNAMBUCO- Co-Autoria com Zaqueu Moreira de
Oliveira (Recife, Acácia Publicações, 1974), ESBOÇO DE SOCIOLOGIA
(Recife, Acácia Publicações, 1974), FILOSOFIA
DA CIÊNCIA (Goiânia, Oriente, 1979).
O livro mais curioso, no entanto, é GILBERTO FREYRE,
O EX-PROTESTANTE. O livro apresenta uma fotografia histórica
de 1917, só encontrada graças à inundação que sofreu o Recife,
no ano de 1970. Andava eu pela Avenida Rosa e Silva, quando,
ao passar numa calçada, vários livros molhados estavam jogados.
Dentro do livro raríssimo DICIONÁRIO DE PERNAMBUCANOS
CÉLEBRES (1882), de Francisco Augusto Pereira da Costa,
estava toda molhada a dita fotografia, com os seguintes dizeres:
PRIMEIRA TURMA DE BACHARÉIS EM CIENCIAS E
LETRAS DO COLEGIO AMERICANO BATISTA NO ANO DE
1917. DA ESQUERDA PARA A DIREITA: GILBERTO FREYRE,
TERTULIANO CERQUEIRA, ANTONIO NEVES MESQUITA,
MANOEL DIAS e FERNANDO WANDERLEY (1).
Esta fotografia foi colocada no meu livro, descrevendo cada
um dos formandos de 1917. É um trabalho de pesquisa muito
sacrificial, com um questionário, inclusive, respondido nos Estados
Unidos, pelo Reverendo David Matheus, através da CARTA
DA SEVENTH & JAMES BAPTIST CHURCH, Waco, Texas,
05.01.1973, onde o Gilberto passou boa parte de sua vida.
Alem desses livros, há também participações, como por
exemplo, na coletânea ANUARIO DE POETAS DO BRASIL e
ESCRITORES DO BRASIL. O livro mais recente, no entanto, é
FILOSOFIA DA CIÊNCIA.
NO CAMPO PROFISSIONAL, QUAIS AS EXPERIÊNCIAS
DE UM MODO GERAL? As experiências têm sido acumuladas,
especialmente, em relação ao Magistério, Ministério
Publico e à literatura, em termos de escritos esparsos. Os Congressos
e as Conferencias de que se tem participado, ora como ouvinte
ora como expositor, tem ajudado muito. Mas destaco, principalmente,
em termos de acúmulo de experiências, o curso de
363
Especialização em Educação Moderna e Sociologia Espanhola,
feito no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid, na Espanha,
além de viagens culturais e profissionais pela Espanha, Portugal,
Inglaterra e França.
SOBRE A LITERATURA BRASILEIRA, PRODUZIDA
PELAS NOVAS GERAÇÕES, COMO VOCÊ A ENCARA? É uma
fase de transição esta por que passa a literatura nacional. O momento
universal é de indecisão e de inversão de valores. A literatura está
acompanhando este momento. O importante é estimular a literatura,
aliás, é preferível MAIS LITERATURA E MENOS CAFÉ
SOCIETY. O livro no Brasil ainda é, em grande escala, funcional:
Existe como Manual. Daí a razão por que Teobaldo Miranda Santos
e outros escreveram os manuais: MANUAL DE SOCIOLOGIA,
MANUAL DE PSICOLOGIA, MANUAL DE FILOSOFIA, etc.
Outras vezes é objeto: Existe como adorno, enfeite. Dificilmente era
tirado da prateleira para ser lido. Só ultimamente, o livro está se tornando
literário, isto é, para leitura espontânea.
E A LITERATURA GOIANA COMO VOCÊ A ANALISA?
Em todos os Estados brasileiros há nomes ilustres vinculados
às novas gerações. No caso de Goiás, já que sua pergunta é
essencialmente objetiva, há autores ilustríssimos, mencionados
e lidos em todo o Brasil, como Bernardo Elis, Eli Brasiliense,
Miguel Jorge, Ieda Schmaltz, Aidenor Aires, Gabriel Nascente,
Brasigois Felício, Paulo Nunes Batista, Ursulino Leão, Álvaro
Catelan, Regina Lacerda, Marieta Teles, Nely Alves e uma plêiade
de outros nomes, como Basileu Toledo França, Adovaldo
Sampaio, Alaor Barbosa e muita gente boa.
Uma analise da literatura em Goiás mostra que o conto, a
crônica, a poesia e o romance estão em processo de evolução e
daí a abundancia com que aparecem nas livrarias locais, o que
não acontece com o livro didático de autores goianos. É que há
pouca receptividade para este tipo de publicação por parte das
editoras locais, sendo pouquíssimos os títulos nesta área, alem do
364
preconceito da parte dos professores locais que preferem os livros
traduzidos ou procedentes do eixo Rio de Janeiro e São Paulo.
FALE SOBRE O PRESENTE E O FUTURO. QUAIS OS
PROJETOS DE VIDA? Bem, o presente é aquilo que você já
sabe. Durante o dia, a luta no Ministério Publico, como Promotor
de Justiça, tentando dinamizar o serviço de responsabilidade
do Promotor, na Comarca. À noite, as aulas na Faculdade de Filosofia
e Direito de Anápolis. O pouco de tempo que, porventura,
sobre, se destina a escrever artigos para jornais e revistas, o que
não deixa de ser deveras gratificante para quem está no jornalismo
literário há tantos anos. Quanto ao futuro, há muitos projetos
de vida. Com relação à literatura, por exemplo, não poderia
deixar de ser a publicação de alguns trabalhos que estão prontos,
aguardando o momento oportuno.
COMO SE EXPLICA SEU ÚLTIMO LIVRO “FILOSOFIA
DA CIÊNCIA”? Trata-se de um livro de reflexão filosófica,
destinado a universitários que estudam a disciplina, nos
diversos cursos superiores. É um livro altamente informativo,
produto de experiências vividas nas salas de aula, com a participação
direta dos alunos. Sua preocupação básica é fornecer ao
estudante e aos estudiosos uma visão panorâmica da realidade
filosófica presente em todas as áreas do conhecimento humano.
Alguns capítulos, por exemplo, são de significação toda especial.
É o caso de “Filosofia e Liberdade”, “Reflexões sobre o
homem”, “Movimentos Filosóficos no Brasil”, “Filosofia Contemporânea”,
“Temas esparsos da Filosofia do Direito”, “O
Pensamento Epistemológico de Piaget”, “Correntes Filosóficas
e Educação” e “Problemas Gerais da Filosofia”. (O POPULAR.
Goiânia, 19.06.1979).
BRASIGÓIS FELÍCIO é Jornalista, Escritor, Editor.
(1) Estes nomes e mais outros foram biografados no meu livro MISSIONÁRIOS
AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO (Goiânia,
Kelps, 2008) e estão tambem no meu site www.mariomartins.com.br.
365
PROMOTOR GOIANO LANÇA
LIVRO DE FILOSOFIA
Luiz Otávio Soares*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O Promotor de Justiça Mario Ribeiro Martins lançou
há pouco o livro FILOSOFIA DA CIÊNCIA, editado
pela Oriente, “resultado, evidentemente, das experiências vividas
no Magistério Superior, como Professor da Faculdade de Direito
de Anápolis”.
É um trabalho de proposições didáticas e desenvolvido dentro
de uma ortodoxa metodologia pedagógica, destinado, portanto,
a toda a área de ciências humanas.
Ao apresentá-lo, o editor explica que “FILOSOFIA DA CIÊNCIA
é uma nova dimensão didática da Filosofia, em linguagem
simples, clara e com apresentação metódica. Através dela,
o autor oferece uma visão panorâmica da realidade filosófica,
abrangendo as grandes linhas do pensamento”.
Diz ainda que “embora não esteja preocupado em polemizar,
o autor faz uma reflexão critica e sistemática dos principais
problemas filosóficos sem esquecer, contudo, o objetivo primordial
que é facilitar ao estudante o contato com a Filosofia, de forma
fácil e agradável”.
É uma contribuição importante para a literatura filosófica e,
por extensão, para o Direito, uma ciência hoje muito pragmatizada,
mas de raízes e justificativas filosóficas.
A sétima parte do livro trata da Filosofia do Direito, a partir de
uma conceituação da problemática, passando por uma abordagem
das disciplinas afins, dos filósofos do Direito, compreensão jusfilosofica,
temas diversos da Filosofia do Direito e do Direito Natural.
366
O autor é bacharel e mestre em Teologia, licenciado em
Filosofia Pura, bacharel em Ciências Sociais e em Direito, com
especialização em Educação Moderna e Administração Publica
na Espanha, professor em Anápolis, colaborador de O POPULAR
e revistas especializadas, especializou-se em Direito Penal
e Processual Penal e é Promotor de Justiça, alem de membro de
diversos institutos culturais nacionais e internacionais. (O POPULAR.
Goiânia, 14.06.1979).
LUIZ OTÁVIO SOARES é Jornalista, Redator e Editor.
PROTESTANTES FRANCESES
NO RECIFE HOLANDÊS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Quando da presença holandesa no nordeste brasileiro, os
protestantes franceses aproveitaram o ensejo para fazer
alguns progressos e incursões religiosas. Um dos mais célebres
pregadores franceses desta época foi o “Domino” Vicente Joaquim
Soler, pastor calvinista. Dele são cinco cartas escritas em
francês e enviadas à câmara da Zeelândia, com críticas severas ao
governo holandês da colônia.
Talvez sua contribuição mais significativa, do ponto de vista
intelectual, seja o CORT ENDE SONDERLINGH VERHAEL.
Trabalho raro e possivelmente único em que descreve a vida
social da colônia, sobretudo em termos da situação do negro sob
o domínio holandês.
367
O pastor Vicente Joaquim Soler é um tipo que merece estudo
especial. Realizou os maiores esforços junto às autoridades holandesas
para a construção do templo protestante francês, o que os
holandeses não desejavam, porque estavam acostumados a tão-somente
reformar os templos católicos, adaptando-os ao culto protestante
holandês. Tanto no interior como na capital vários templos
foram adaptados, destacando-se, no Recife, a Igreja do Corpo Santo
e, na Maurícia (Praça XVII), a Igreja do Convento São Francisco.
A interferência do pastor Soler fez com que os holandeses
construíssem um templo - o único que construíram - e não para
eles, mas para a comunidade protestante francesa, já que preferiram
freqüentar a pequena Igreja do Corpo Santo. O templo construído
foi o da Igreja Francesa em Maurícia.
Vicente Joaquim Soler, pastor e pregador calvinista, exerceu
influência sobre os reverendos La Riviere e Auton, como deputados
do Sínodo que eram para conseguirem o auxílio de construção.
Oito mil florins foram gastos na construção do templo em
1642, sendo quatro mil doados pelo Conselho dos XIX e a outra
metade por Nassau que os havia recebido de um judeu multado.
Em outubro do mesmo ano o templo estava definitivamente terminado,
passando a ser denominado “A Nova Igreja Francesa” e
com localização excepcional na hoje chamada Praça 17.
Quando o pastor Soler voltou para a Holanda na mesma frota
em que seguiu Nassau, não ficou nenhum pregador na língua
francesa. Os holandeses passaram a usar o templo para realizar
cultos em sua língua. Nesta época o Evangelho foi proclamado
a toda a cidade: Na Igreja do Corpo Santo os holandeses se reuniam
para ouvir a pregação, em seu idioma, através do pastor
Frans Plante.
Na Igreja do Convento São Francisco os ingleses reunidos
ouviam, em sua língua, o sermão proferido pelo pastor Samuel
Batslaer. Na “Nova Igreja Francesa” o pastor Vicente Joaquim
Soler proclamava a mensagem aos membros da comunidade francesa
em sua própria língua.
368
A expulsão dos holandeses trouxe mudanças radicais, inclusive
a transformação de templos protestantes em Igrejas Católicas.
Foi assim que o templo da “Nova Igreja Francesa” construído
para a propagação do Evangelho passou a ser usado pela atual
Igreja Católica do Espírito Santo.
Por ter sido edificado especialmente para serviços religiosos
calvinistas, a “Nova Igreja Francesa” foi o primeiro templo
protestante no Recife, o que mostra, ao contrário de que insinua
Agnelo Rossi, que o Evangelho nestas paragens do nordeste brasileiro
já completou mais de três séculos. (JORNAL BATISTA.
Rio de Janeiro, 28.04.1974).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
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REAÇÃO FEMININA DE 23
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A denominação batista brasileira já vinha sendo abalada
por uma série de movimentos regionais, particulares,
que terminaram por estourar em Pernambuco, no ano de 1923,
inclusive com a participação expressiva do sexo feminino, que
tomou partido na situação. (Vide: Mário R. Martins, História das
Idéias Radicais no Brasil. Acácia Publicações, 1974).
Documentos da época e mais precisamente uma carta histórica,
encontrada no Arquivo Antonio Simões, do Seminário Te369
ológico Batista do Norte do Brasil, revela aspectos interessantes
desta participação, que era audaciosa para a época em que ocorreu
e daí considerar-se, historicamente, uma verdadeira subversão feminina.
Este documento de grande valor histórico foi dirigido à
“Exma Snra Diretora da Escola de Trabalhadoras Cristãs”.
Nela se lê “Attendendo a que as Egrejas que nos enviaram
para estudar nesta Escola, fizeram-no convencidas de que iriamos
nos preparar para o magistério christão em uma instituição
genuinamente baptista” - e continuam - “attendendo a que o Collégio
Americano Baptista, cujas aulas estamos cursando não está
correspondendo aos ideiais batistas, democráticos e christãos,
como se evidencia o facto de dar preferência aos incrédulos, em
lugar dos crentes.
“Hostilizar a Convenção Batista Regional, e por conseqüência
a quase totalidade das egrejas deste campo, desrespeitar a expressa
determinação de sua junta administrativa, em maioria o
que não é democrático, expulsar pela pressão os moços estudantes
ministeriais, por quererem usar da liberdade de consciência,
pela qual se têm batido os baptistas em todos os tempos, e que
lhes garantem o Evangelho de Christo”.
Seguindo a mesma linha de pensamento, argumentaram:
“attendendo a que nós também temos o direito à liberdade da
consciência e que estamos constrangidas e nem siquer podemos
assimilar o que estudamos, uma vez que a situação acctual do
Collégio não nos permite ter a paz de espírito que os estudantes
requerem. Attendendo a que não concordamos com a preferência
dada a professores incrédulos, sobre os professores crentes, visto
que o melhor mestre é o exemplo, e os incredulos não nos podem
dar exemplos christãos.
Finalmente declararam: “Vimos as Trabalhadoras Christãs
abaixo assignadas, scientificar-vos da firme resolução que tomamos
de não ir mais as aulas do Collegio, enquanto o mesmo permanecer
na situação presente e de continuarmos aqui na Escola
370
de Trabalhadoras Christãs, para onde fomos enviadas por nossas
igrejas, a não ser que sejamos expulsas da mesma por qualquer
maneira. Recife, 28 de fevereiro de 1923”.
O presente documento é assinado por Quiteria de Mello,
Ernestina Carvalho, Irva Dias, Maria Leite, Erudina Simões,
Rosalina Conceição, Maria Gomes, Rachel do Nascimento, Olga
Rasolin, Elisa Rodrigues, Emília Perruci, Esther Galvão, Emilia
Coutinho, Sarah Cavalcanti, Antonieta Araujo, Aurea Cunha, Almerinda
Silva, Amara de Paula, Octávia Messias, Antoninha Miranda,
Felismina Moura e Luisa Bastos. (BATISTA PERNAMBUCANO.
Recife, 15.02.1975).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
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RELIGIÃO E RAÇA
NOS ESTADOS UNIDOS
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Desde que os problemas raciais são essencialmente problemas
religiosos, é de grande significação que se saiba
o que as comunidades religiosas têm feito quanto à questão
racial. Além de meros pronunciamentos, as comunidades de fé
norte-americanas possuem bem elaborados programas que dizem
respeito às relações raciais.
371
Conforme estudo feito pelo Dr. Paulo Wailler, especializado
em assuntos ético-sociais, o programa educacional é uma das
atividades dessas organizações, bastando notar-se que a comissão
de Vida Cristã, oriunda da comunidade batista, tem preparado
excelentes panfletos tratando da questão racial e com base nos seguintes
princípios: a) Pensar-se do homem de cor como pessoa e
assim tratá-lo. b) Ensinar os filhos que preconceito é anticristão.
c) Eliminar do vocabulário termos contenciosos.
As comunidades de fé constituintes do Concílio Nacional
de Igrejas sugeriram aos cristãos as seguintes posições quanto ao
problema racial: a) Evitar generalizações. b) Evitar histórias com
implicações depreciativas a respeito de raça e cor. c) Apoiar a legislação
que garanta os direitos, sem qualquer distinção.
Estes programas são apenas uma parceria do grande trabalho
que está sendo feito nos Estados Unidos por organizações e
indivíduos, que inclusive oferecem cursos sobre a questão racial e
seus problemas. Embora os programas e pronunciamentos sejam
importantes, só se tornam realmente válidos quando acompanhados
pela ação. Os resultados práticos tem sido verificados. Na comunidade
batista da Universidade, em Austin, Texas, encontra-
-se o seguinte letreiro: “Pessoas de todas as nações e raças são
bem-vindas”. Em 1972, a 99ª. Assembléia de Convenção Batista
da Califórnia foi realizada numa comunidade de negros, Igreja
Batista Beth Eden.
Conforme declaração do presidente da N.A.A.C.P. (Associação
Nacional para o bem-estar dos Negros) há cerca de 200 comunidades
de fé onde pessoas de raça negra são admitidas. Cerca de
25 seminários, de Vários grupos religiosos, no Sul dos Estados
Unidos, considerados somente para brancos, abriram suas portas
para pretos. Na Virgínia, uma comunidade religiosa de brancos, a
Igreja Batista de Portsmouth, recentemente convidou um pastor
negro para dirigi-la.
372
A história da integração racial nos Estados Unidos é comum
a todos os grupos religiosos. A comunidade luterana de São João,
em Charleston, conta em seu rol de membros número igual de
brancos e pretos. A comunidade presbiteriana desta mesma cidade
teve experiência interessante quando 28 ilustres cidadãos
brancos se submeteram à liderança dos negros.
Foi talvez, pensando nestes fatos, no sentimento de solidariedade
e cooperação cada vez mais intenso que disse o eminente
escritor de cor, Cleavant Derricks: “O horizonte está mais claro
para a raça negra”. (O POPULAR. Goiânia, 07.11.1976).
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RETRATO DA
ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS
Moura Lima*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Retrato da Academia Tocantinense de Letras”, 1ª edição,
é o novo livro de Mario Martins, que foi lançado recentemente,
em 26.05.2005, às 15h49min, no sistema de comunicação
mundial-INTERNET, no site www.usinadeletras.com.br ou
www.mariomartins.com.br para o conhecimento global do que se
fez e faz presente no campo das letras tocantinenses.
Agora, neste festivo 12 de julho de 2005, vem a publico a
robusta 2ª edição, de 490 paginas, revista e ampliada. E assim, em
373
primeira mão, eu tenho a honra de compulsá-la. É obra pioneira
e de fôlego, que reúne no seu bojo um acurado estudo de pesquisa
analítica das obras literárias e vida dos acadêmicos, alem dos patronos
das respectivas cadeiras, que de certa forma, contribuíram
com suas atuações na vida publica ou privada para a consolidação
do novo Estado da Federação.
Não tenho duvida em afirmar que a obra, em si, é um estudo
critico avançado, de grande alcance sociológico e histórico. Também
pudera, o autor é um escritor de currículo invejável (para a
gloria das letras tocantinenses e do país), bom baiano, do Fundão
de Brotas, oriundo do tronco dos Coronéis da Chapada Diamantina,
o que lhe explica o ânimo combativo e o temperamento independente
às curvaturas hipócritas.
É um templário da pena, que não tolera a injustiça literária
e o anonimato preconcebido. E assim vem palmilhando com
denodo e competência os caminhos do saber, ao longo dos anos.
Ora na tribuna jurídica, ora no magistério superior, onde tive a
honra de ser seu aluno na saudosa Universidade Evangélica de
Anápolis, nas disciplinas de Sociologia e Filosofia, sendo as obras
adotadas de sua própria autoria.
Mario Martins é senhor de seu oficio, percuciente, cioso da
verdade histórica, sempre empenhado em extrair dos fatos e das
pessoas uma visão social profunda, no binômio - responsabilidade
e ética literária.
Com esta postura de estirpe superior, o escritor Mario Martins,
como homem de letras e ação, vem, através dos anos, construindo
e organizando titanicamente, sem apoio público, um painel
vasto da Literatura Brasileira, no resgate de valores esquecidos
no mundo cultural. Com isto, acaba praticando justiça social
no campo das letras.
É um trabalho gigantesco e farto para os estudiosos, pesquisadores
e professores. De tão minucioso que é, se não fosse a
sua força de vontade incansável de pesquisador, dificilmente se
374
acreditaria que foi realizado por uma só pessoa. Por isso merece o
aplauso oceânico das multidões.
E aí está para comprovar a grandeza deste trabalho, o DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRAFICO DE GOIAS, com 1230 paginas,
o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS,
com 924 paginas e o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRAFICO
REGIONAL DO BRASIL, com mais de dez mil biografias,
encontra-se na internet, no site www.mariomartins.com.br
RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS
é obra planejada de escritor para escritores, de professor
para professores, de pesquisador para pesquisadores, com um objetivo
maior ou seja, alcançar o ensino médio e as comunidades
universitárias do Tocantins e do país. É um livro bem elaborado,
suculento, de agradável leitura e de fácil consulta, em razão do
índice onomástico.
É riquíssimo em dados históricos relevantes, onde podemos
viajar no tempo e que certamente o professor, o pesquisador, o bibliotecário,
o amante da cultura em geral guardarão com imenso
prazer na sua estante.
Um outro ponto interessante que Mario Martins usou para
elaborar a magistral obra foi o critério sistematizado da contextualização.
Todo o seu trabalho girou em torno de observações
iluminadoras, associadas a uma afinada percepção de perspectiva,
num exame rigoroso dos dados biográficos.
Com isso, salvou do esquecimento contribuições de suma
importância. Não mutilou o perfil dos biografados, com omissões
intencionais de deslustrar o sucesso de cada um, em proveito
próprio. Mas, pelo contrário, procurou exaustivamente valorizar
a obra de cada escritor, suas vitórias e grandezas advindas com
sacrifício do áspero caminho da escrita.
Com isso, fez uma obra de humanismo vivo! E escapou com
altivez da indignação secular de Balzac que preterido por um biografo
medíocre, exclamou:
375
“É tão natural destruir o que não se pode possuir, negar o
que não se compreende, insultar o que se inveja”.
Já no livro PERFIL DA ACADEMIA TOCANTINENSE
DE LETRAS, de Juarez Moreira Filho, nos faz lembrar uma velha
passagem do Talmude:
“É melhor pecar com boas intenções do que praticar uma
boa ação com más intenções”.
O autor do PERFIL, na pagina 112, numa omissão gritante,
de erros de composição e estilização, deixou de citar a obra completa
do autor destas linhas, apesar de tratar-se de obra popularíssima no
Tocantins, com várias passagens em vestibulares, como os romances
SERRA DOS PILÕES-JAGUNÇOS E TROPEIROS, CHÃO
DAS CARABINAS-CORONÉIS, PEÕES E BOIADAS (que retrata
o massacre dos Barbosa no Peixe), SARGENTÃO DO BECO
(peça teatral), MUCUNÃ-CONTOS E LENDAS DO SERTÃO.
Com os outros biografados esse lapso intencional não ocorreu.
Não citou também, nominalmente, os prêmios nacionais
que este autor conseguiu para a cultura do Estado, como MALBA
TAHAN DE LITERATURA, outorgado pela Academia Carioca
de Letras e União Brasileira de Escritores, em solenidade ocorrida
na Academia Brasileira de Letras. Também não registrou o
titulo de CIDADÃO PIAUIENSE que foi outorgado ao autor,
pela Assembléia Legislativa do Estado do Piauí, por força do Decreto
Legislativo 188, de 17.12.2004, numa justa homenagem à
produção literária tocantinense do homenageado.
E não citou o livro de ensaio MOURA LIMA-A VOZ PONTUAL
DA ALMA TOCANTINENSE, da renomada critica literária
brasileira de Goiás, Moema de Castro e Silva Olival, doutora
em Letras Clássicas e Vernáculas pela USP, titular da Academia
Brasileira de Filologia, professora emérita e fundadora do curso
de Mestrado da UFG.
Não mencionou o livro de ensaio do critico brasileiro
piauiense Francisco Miguel com o titulo MOURA LIMA-DO
376
ROMANCE AO CONTO-TRAVESSIA FECUNDA PELOS
SERTÕES DE GOIAS E TOCANTINS.
Informação não faltou ao autor, pois os dados biográficos ora
questionados estão devidamente registrados nas próprias obras e
no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRAFICO DO TOCANTINS,
de Mario Martins, na ENCICLOPEDIA DE LITERATURA
BRASILEIRA (2ª EDIÇAO), de Afrânio Coutinho, bem como
na Biblioteca Nacional, no acervo da Academia Tocantinense de
Letras e na internet, no site www.usinadeletras.com.br
Uma biografia com intenções de metodologia cientifica não
pode conter sinete, sinalização do biografo, como se fossem marcas
do dono na anca de bois. Revelando assim, um outro lado da
mente - a insegurança e a pretensão arrogante de auto-afirmação.
Uma biografia deve abarcar tudo, isto é, de forma expressa - nascimento,
formação escolar, profissional, obras publicadas, estudos
ensaisticos, prêmios, títulos e honrarias conquistadas com o
histórico literário.
Em caso contrario, não será uma biografia, mas sim, uma
maçorocada com disfarces estilísticos desta natureza: “figura
como verbete em dicionários, enciclopédias. É citado com abundância
em muitos estudos literários”. Com isso, furta, oculta e
camufla os dados informativos de suma importância a outros pesquisadores
e esconde as atitudes não confessadas.
Portanto, não há espaço para o inacabamento composicional
de uma biografia, quando se trata de citação imperativa nominal
da obra do biografado e de outros dados de domínio publico.
No romance, segundo Bakhtin, é permitido o inacabamento,
como também o plurilingüismo, a plurivocalidade e a pluridade
de estilos. Mas isto é para o romance, jamais para pesquisas biográficas.
Voltando ao livro RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE
DE LETRAS, de Mario Martins, observamos então
que, de fato, o autor se esmerou proficuamente no estudo cuida377
doso dos traços biográficos dos 26 (vinte e seis) membros fundadores
da Academia Tocantinense de Letras e respectivas cadeiras.
Digo assim, porque o são, de fato e de direito, num ato jurídico
perfeito e acabado, os eternos fundadores da Academia Tocantinense
de Letras. Sem eles não existia a Academia. E o Estatuto
da ATL, juntamente com o testemunho presencial do autor
destas linhas, corrobora essa assertiva. Vejamos:
“Os vinte e seis membros efetivos que assinaram a ata da
fundação da ATL, são membros fundadores” (Estatuto da ATL,
titulo II, Caput I, artigo 4º, p.3º).
Todavia, quanto a este despretensioso ensaísta (conforme
copia do meu arquivo), foi convidado para a fundação da ATL,
pela historiadora Ana Braga, organizadora da reunião preliminar
que contou com a colaboração dos 26 membros fundadores.
E todos compareceram com a alma transbordando de intenções
superiores, para colaborar com a formação da identidade cultural
do novo Estado, visando à integração com a constelação maior da
cultura nacional. E não com a intenção de render culto a personalidades,
numa auto-ilusão de egos fragmentados.
Mas isto são questiúnculas, catilinaria, que não somam nem
subtrai o mérito de ninguém. Uma academia não tem dono, está
a serviço da evolução do homem, da sociedade, e, consequentemente,
torna-se um patrimônio da humanidade. O mais importante
de tudo foi a fundação da Academia Tocantinense de Letras
pelos 26 membros e a sua consolidação na brilhante e histórica
gestão do primeiro presidente, Desembargador Liberato Povoa,
para a gloria da cultura tocantinense e brasileira.
Com efeito, pensar o contrario é erguer monumento à vaidade
e ao personalismo arrogante. E é de bom alvitre parafrasear as
palavras do historiador Monsenhor Chaves: “A historia que temos
é a da classe dominante, a classe que produz os documentos
e organiza os arquivos”.
378
Assim sendo, a verdadeira historia não se pode confundir
com culto à vaidade que muitas vezes é usada para justificar o
“status quo” e santificar os erros de perspectiva do personalismo.
Notoriamente, sepultado nas areias gordas do horripilante
inferno concêntrico de Dante, através da marcha das civilizações
e dos séculos. Ressuscitá-lo em pleno século XXI é erguer templo
à vaidade. Um pouco de humildade não faz mal a ninguém, só
engrandece a dimensão cósmica da alma.
Da sua cátedra, que foi moldada na tradicional Escola do Recife,
que deu tantas glórias ao Brasil, como Tobias Barreto, Gilberto
Freyre e outros, Mario Martins conhece que não “há ciência
social, mas ciências sociais, direito, política, economia, religião,
moral e que todos esses domínios se penetram multiplamente”.
Com essa visão sociológica expressiva, o autor da monumental
obra dá aos mais obscuros textos históricos dos patronos
uma luminosidade esclarecedora, como da vida trágica e tumultuada
de Teotônio Segurado, até o seu assassinato na vila da Palma
(Paranã) e dos demais. Sempre numa seqüência cronológica,
espantosa e didática. Um outro registro que não escapou ao autor,
e, até inovador, foi de catalogar a biografia dos candidatos que
concorreram à ATL. Com a palavra o próprio autor:
“Mas o RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE
DE LETRAS é um livro “Sui Generis” porque ele faz justiça aos
que foram candidatos nas diferentes cadeiras e não conseguiram
se eleger. E como estes candidatos tiveram votos de vários confrades,
nada mais justo do que homenageá-los, incluindo suas biografias
neste livro”.
Aí está a grandeza de Mario Martins, nesta obra vingadora
que intrinsecamente restaura, corrige os erros, as omissões intencionais
e oferece ao pesquisador sério, ao professor, ao estudante
uma fonte segura e rica em dados históricos.
No confronto da obra de Mario Martins com outras do mesmo
gênero, notadamente a de seu predecessor, a dele é sem som379
bra de duvida, a mais completa, a mais abrangente e a mais precisa,
no que tange à verdade dos fatos históricos e da vida e obra
dos imortais da Academia Tocantinense de Letras. É uma obra
que veio para ficar e vai atravessar gerações. A sua contribuição
é imensa para formação da identidade cultural do Estado do Tocantins.
(PÚBLICO-A REVISTA DO TOCANTINS. Gurupi,
To, Agosto de 2005).
MOURA LIMA é advogado, escritor, romancista. Pós-Graduado
em Língua Portuguesa. Membro fundador da Academia
Tocantinense de Letras. E-mail: j.mouralima@zipmail.com.br
RODOVIA FRANCISCO AYRES
Mário Ribeiro Martins*.
É preciso que o Governo do Tocantins preste uma homenagem
ao ilustre médico de Porto Nacional, Dr.
Francisco Ayres da Silva, construindo e inaugurando a “sua
Rodovia”.
Trata-se, evidentemente, daquele caminho por ele construído
e percorrido de caminhão, nos idos de 1928.
Da mesma forma que foi inaugurada a Rodovia Coluna
Prestes, com destino a Brasília, por onde passou o extraordinário
Luis Carlos Prestes e a Rodovia de acesso à Bahia, via Dianópolis,
é necessário também inaugurar a Rodovia Francisco Ayres.
Uma leitura rápida, que talvez já tenha sido feita, pelo ilustre
Governador do Tocantins, do livro do Dr. Francisco Ayres,
“CAMINHOS DE OUTRORA- DIÁRIO DE VIAGENS” permite
ter uma visão do que se fala neste artigo.
Na terceira parte deste livro, com o titulo “DO RIO DE JANEIRO
A PORTO NACIONAL- 1928/1929”, tem-se o drama
380
vivido pelo Dr. Francisco Ayres para trazer um automóvel e um
caminhão do Rio de Janeiro a Porto Nacional.
Do Rio de Janeiro, de onde saiu a 16.10.1928, em direção a
Pirapora(MG), foi relativamente fácil, porque já havia estrada de
chão até Juiz de Fora e a Estrada de Ferro Central do Brasil até
Pirapora.
Nas margens do Rio São Francisco, em Pirapora, embarcou
o caminhão e o automóvel no vapor “Wenceslau Braz”, descendo
o Rio São Francisco até a cidade da Barra, na Bahia, onde chegou
no dia 06.11.1928, por volta das vinte horas.
A Rodovia Francisco Ayres está exatamente no trecho entre
Barra(Ba) e Porto Nacional(outrora Norte de Goiás, hoje Tocantins).
Aí o Doutor Ayres, para passar com o seu automóvel e o seu
caminhão, teve de ser herói e antes de tudo, “um forte”, no dizer
de Euclides da Cunha.
Abertura de estrada a machado, foice, picareta e enxada.
Construção improvisada de pontilhões e pontes. Remoção de
empecilhos. Carros de boi puxando o automóvel e o caminhão.
Chuvas e mosquito, alem de febres desconhecidas. Medicamentos
da flora.
Revezamento de camaradas até a sua vitória final, com a
chegada festiva em Porto Nacional, no dia 16.02.1929, sendo recebido
com discurso solene pelo Frei Reginaldo Tournier que
destacava o feito heróico da chagada dos primeiros automotores à
cidade de Porto Nacional. Gastou, portanto, três meses e oito dias
para percorrer cerca de setecentos(700) quilômetros.
Basta ler apenas um parágrafo do discurso do Frei Reginaldo
para se ter uma idéia da importância deste caminho de outrora:
“Senhores, temos automóvel, temos caminhão no Porto!
Ontem, essa maravilha parecia um sonho irrealizável, quase que
um paradoxo. Hoje, porem, é um fato consumado, um sucesso
notável. Digno de ser consignado no nosso arquivo, como um dos
mais felizes acontecimentos de nossa história portuense”.
381
Na verdade, a Rodovia Francisco Ayres está num mapa estampado
na capa de seu próprio livro CAMINHOS DE OUTRORA,
onde descreve légua por légua, os setecentos(700) quilômetros
percorridos da cidade da Barra(também chamada Barra do
Rio Grande), na Bahia até Porto Nacional.
Saindo de Barra(Ba) às margens do Rio São Francisco, no
dia 08.11.1928, seguiu abrindo estrada, para Santa Rita de Cássia
e depois Formosa do Rio Preto, numa extensão de duzentos e
oitenta(280) quilômetros.
De Formosa dirigiu-se para São Marcelo, numa distancia
quarenta (40) quilômetros. De São Marcelo prosseguiu para Ponte
Alta do Tocantins, numa extensão de duzentos e trinta(230)
quilômetros, passando por Pedra de Amolar(hoje Mateiros).
De Ponte Alta seguiu para Porto Nacional, passando por
Monte do Carmo, numa distancia de cento e quarenta(140) quilômetros.
Relembre-se aqui o fato de que, alem do aspecto histórico da
viagem, a Rodovia Francisco Ayres tem hoje importância econômica
e turística de extraordinário significado.
Ao chegar em Formosa do Rio Preto, por exemplo, a Rodovia
terá de cruzar com a famosa Brasília/Fortaleza(já asfaltada)
que dá acesso também a Teresina, no Piauí e todo o Nordeste
brasileiro.
Indo um pouco mais à frente, na cidade da Barra(dos antigos
Mariani), a rodovia vai encontrar a famosa “ESTRADA
DO FEIJÃO”(já asfaltada), ligando Xique-Xique, Irecê, Feira de
Santana e Salvador.
Como se não bastasse, a Rodovia Francisco Ayres será também
uma das portas de entrada para o fabuloso JALAPÃO, alem
do encontro da divisa dos Estados do Tocantins, Maranhão, Piauí
e Bahia, divisas estas que se localizam no Sudeste Tocantinense,
na Chapada das Mangabeiras, alem de Mateiros.
382
Por estas e outras razões, é de suma urgência que o Governo
do Tocantins tome as necessárias providencias para a construção
e inauguração da RODOVIA FRANCISCO AYRES(1), prestando-
lhe, talvez, a maior homenagem(2) que já recebeu, desde a sua
morte, com oitenta e quatro(84) anos de idade, em 24.05.1957,
na sua lendária Porto Nacional. (JORNAL DO TOCANTINS.
Palmas, 14.08.1998).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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ROTEIRO CULTURAL
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Uma viagem ao Nordeste do Brasil é sempre a oportunidade
de um reencontro com as raízes e com a cultura
nordestina.
Para quem sai de Anápolis, via Barreiras, o contato com o
Nordeste se inicia a partir do Rio São Francisco, quando se atravessa
a mais nova ponte sobre aquele rio, na cidade de Ibotirama.
Ali se encontra um porto fluvial que, nos velhos tempos, recebia
centenas de vapores da NAVEGAÇÃO BAIANA e da NAVEGAÇÃO
MINEIRA, posteriormente COMPANHIA DE NAVEGAÇÃO
DO SÃO FRANCISCO, quando o “VELHO CHICO” era
ainda o Rio da integração nacional.
383
O portal de entrada para o Nordeste, no entanto, é a CHAPADA
DIAMANTINA, na Bahia, de beleza singular, cujas cidades
em seu entorno encerram muitas historias e tradições, alem
de elementos culturais de inestimável valor.
Ao lado da cidade de Palmeiras, com suas construções da
época dos diamantes, entre as quais, a casa de João Macedo, encontram-
se também outras cidades incrustadas no Parque Nacional
da Chapada Diamantina, na Serra Sincorá. Andaraí é uma
delas, com suas edificações coloniais e muitas marcas da mineração
de diamantes, alem da própria beleza natural. Mucugê tem
características próprias, especialmente pelos seus túmulos em estilo
bizantino e construções coloniais da febre do diamante.
No entanto, LENÇÓIS é a mais importante cidade da Chapada
Diamantina, não só pela natureza que a envolve, mas também
pela sua cultura, história e tradição expressas através de seus
antigos casarões, ruas estreitas e velhas minas de diamantes.
Entre os antigos casarões, está o Quartel General de Horácio
de Matos, de onde o ilustre nordestino comandou as mais duras
lutas na Bahia, alem do casarão de dois andares, hoje MUSEU,
onde viveu Afrânio Peixoto, escritor da região, membro da Academia
Brasileira de Letras.
De beleza singular, o Parque Nacional da Chapada Diamantina
compreende um conjunto fabuloso de obras da natureza: Cachoeira
da Fumaça, Gruta do Lapão, Morro do Pai Inácio, Cascata
do Serrano, Lagoas, Rios, Areias coloridas e muito mais.
Atravessando a “Estrada do Feijão”, via Rui Barbosa, chega-
-se a Senhor do Bonfim, prosseguindo-se depois para alcançar
duas grandes cidades do Nordeste, onde mais uma vez se cruza
o Rio São Francisco: JUAZEIRO E PETROLINA. Ambas as cidades
sendo acariciadas pelas águas da Barragem de Sobradinho,
maior lago artificial do mundo.
De um lado, Juazeiro na Bahia, com o seu Museu Regional
do São Francisco. Do outro lado, Petrolina com o seu Museu do
384
Sertão, ambos preocupados em mostrar o artesanato e todo o processo
de historia, tradição e cultura da região.
Prosseguindo-se, vai-se a Salgueiro, sertão pernambucano,
onde, no município de Serrita, se encontra o Parque Nacional
do Vaqueiro, em homenagem ao sertanejo, em função do qual se
celebra anualmente uma Missa Campal.
No inicio do sertão paraibano, pelo lado Oeste, está Cajazeiras,
retrato fiel de toda a problemática da seca, mas exemplo
também de como o desenvolvimento pode chegar.
Em Souza, ainda na Paraíba, tem-se uma cidade voltada para
a produção de óleos vegetais e com muitas manifestações da cultura
nordestina. No município e suas imediações, há, por exemplo,
o Vale dos Dinossauros, onde se encontram rastos de gigantescos
répteis da Pré-História. Na mesma região, está localizada a Fazenda
Acauã, uma das Prisões de Frei Caneca, no Século XVIII.
Não muito longe de Souza, está Pombal, simpática cidade
de antigos cantadores, poetas populares, repentistas e violeiros.
Entrando pelo Sudoeste do Rio Grande do Norte, encontra-
-se a boa cidade de Caicó, servida por grandioso açude, mas cuja
atração principal é o CASTELO DE ENGADV, de construção
medieval, com suas torres, diferentes andares, muralhas medievais,
tudo isto em pleno sertão, em meio a mandacarus, juremas,
unhas de gato e outros cactos da região, sendo também Caicó famosa
pela sua carne de sol.
Seguindo-se em direção à Capital do Estado (Natal), chega-
-se a Currais Novos, cidade de tradição e famosa pelos seus eventos
culturais, entre os quais, Congressos de Cantadores, Violeiros,
Poetas Populares e Repentistas. Servida pelo Açude Gargalheiras,
Currais Novos se apresenta como uma das grandes cidades
do Rio Grande do Norte.
Natal, Capital do Estado, é cantada e decantada como a Cidade
Sol, voltada hoje muito mais para o turismo. Seus valores
culturais, no entanto, estão presentes em toda parte. Na antiga
385
Penitenciaria do Estado está instalado o Centro de Turismo, no
qual se encontra também o Museu dos Minérios do Rio Grande
do Norte. O Museu Café Filho, alem do mobiliário, apresenta
objetos de uso pessoal do ilustre norte-riograndense que chegou
a ser Presidente da República.
No entanto, o mais importante dos museus é o MUSEU
CAMARA CASCUDO, em homenagem a um dos mais famosos
nomes que o Rio Grande do Norte já teve.
O Forte dos Reis Magos permite ter uma visão da história da
cidade. Na área do turismo, há muitas atrações, alem das praias,
entre as quais, o Cajueiro de Piranji, uma única arvore com copa
superior a sete mil metros quadrados.
Não se pode esquecer que bem próximo da Capital, no Município
de Eduardo Gomes, está a Barreira do Inferno: A BASE
BRASILEIRA DE LANÇAMENTOS DE FOGUETES. (GAZETA
CULTURAL. Anápolis, 30.04.1988).
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SATANÁS: MITO OU REALIDADE?
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Chega-se à conclusão de que em torno do assunto -SATANÁS-
há duas posições que resumem todas as outras: A
posição dos que não aceitam a existência de Satanás como pessoa
386
e para os quais o que se diz sobre o assunto não passa de lenda e
a posição dos que aceitam a existência de Satanás como pessoa,
alicerçados não só na experiência, mas também no que ensinam
as Escrituras Sagradas, conforme a narrativa da Primeira Carta
de Pedro, capítulo cinco e verso oito.
Satanás é a palavra hebraica para adversário, acusador. Diabo
é palavra grega para Satanás (Chefe). Demônio é a palavra
grega para os subordinados do diabo. Lucifer é a palavra hebraica
para Porta-Luz. Destruidor é a palavra que procede do grego
Apollyon e do hebraico Abaddon. Outras expressões são usadas
para Satanás, como: Serpente, Tentador, Príncipe deste mundo.
Há também as expressões folclóricas, tais quais: Capeta, Satan.
Deve-se notar que os termos Satanás e Demônio têm um
sentido próprio na religião revelada, o que não acontece nas religiões
não reveladas. Há uma consciência universal sobre satanás,
daí a diversidade de nomes aplicados ao ser que vive em oposição
ao Ser Supremo.
No mito dos MORDVINE, povo hoje sedentário, CHAITAN
(demônio), é o opositor do criador Tscham Pas. No Mito
dos TÁRTAROS meridionais, depois de o Ser Supremo haver
criado o homem de barro, e ao mesmo tempo um cachorro cuja
função era a de guardar o homem, vem o inimigo NGAA que engana
o cachorro e em seguida devora o homem, obrigando o Ser
Supremo a recomeçar a obra da criação.
No Mito dos Wintun da Califórinia Central, OLELBIS, o
Ser Supremo deseja que, entre os homens não haja morte nem
nascimento, entretanto SEDIT, o demônio, vem com artimanhas
e consegue introduzir a morte. No Mito dos ARAPAHO, tribo
Algonguim, o Ser Supremo depois de haver criado as coisas, aparece
o adversário, NIHASE e põe obstáculos à obra.
Alguns há que fazem objeção, dizendo que esse dualismo é
de influência cristã, maniquéia ou budista. Evidentemente, há
em certos mitos de pastores da Ásia Setentrional, elementos des387
tas religiões. Por outro lado, estudo mais percuciente das religiões
dos povos uralo-altaicos e turcos, demonstra que, a idéia de
antagonismo entre o ser bom e mau não é um elemento externo,
mas uma idéia intrínseca à própria religião.
Então, que ensinam todos esses mitos? Inegavelmente, é a
existência de um antagonista e inimigo do Ser Supremo, Deus.
É uma demonstração viva de que a existência do demônio ou satanás
não é uma afirmação apenas de algumas religiões, mas há,
como que, uma consciência universal.
A origem de Satanás está também na Bíblia. Conforme as
Escrituras Sagradas, Lucifer era anjo de Luz, o mais belo dos
anjos. Mas, por causa da iniqüidade, do ódio e do orgulho, ele foi
lançado dos céus, tornando-se inimigo de Deus. Ele não queria
permanecer na verdade.
Há duas passagens bíblicas clássicas que fazem referência à
grandeza e queda de Satanás: A primeira está em Isaias 14:12-17:
“Como caíste do céu, estrela da manhã, filha da alva! Como foste
lançado por terra, tu que debilitavas as nações!... Subirei acima
das mais altas nuvens e serei semelhante ao altíssimo. Contudo
levado serás ao inferno.”
A segunda passagem bíblica é a de Ezequiel 28:12,15,17,19:
“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado
até que se achou iniqüidade em ti... em grande espanto te tornaste
e nunca mais serás para sempre”.
Diante destas passagens, diz o padre Lefevre: “Como veio
a cair de modo tão baixo ele, Lucifer, o anjo da Luz, o mais belo
dos anjos? Como se tornou o mentiroso, o Maligno, o Belzebu, o
Príncipe das Trevas e dos anjos decaídos, o Rei do Inferno?”
Satanás, portanto, era primeiramente anjo de luz, perfeito
em formosura e cheio de sabedoria, era querubim, ungido para
proteger, perfeito nos seus caminhos. Caiu porque nele foi encontrada
a iniqüidade e orgulho. Consequentemente Deus o precipitou
das alturas, pois, no pecado, na rebelião, ele não podia estar
388
diante de Deus. Tornou-se inimigo do bem, príncipe das trevas
e rei da maldade.
Sobre o inferno, o verso 39, da Segunda Surata do Alcorão,
diz: “Os incrédulos que desmentirem nossos versículos serão
condenados ao inferno, onde permanecerão eternamente”. O
verso 36, da Segunda Surata do Alcorão, refere-se a Satanás, dizendo:
“Todavia Satã os seduziu, impedindo-os de desfrutar a
felicidade”.
Também o ALCORÃO fala sobre a origem de Satanás, ao
dizer no verso 34, da segunda Surata: “E quando dissemos aos
anjos: prostai-vos ante Adão! todos se prostaram exceto Lucifer
que, enfatuado, se negou e incluiu-se entre os incrédulos”.
No seu comércio formidável pelo mundo a fora, Satanás age
sem parar. Ele não se cansa de desbaratar tudo aquilo que o homem
realiza. Procura sempre tirar partido. Segundo as Escrituras
Sagradas, a obra nefanda de Satanás é vastíssima, não podendo,
porém, ir além daquilo que lhe é permitido por Deus.
Satanás é acusado de: Introduzir o pecado no mundo (Genesis
3:1-16). Possuir e controlar o mundo (J3/4 9:24). Procurar
esconder a obra de Deus (Mateus13:39). Tentar, enlaçar e guiar
os homens ao mal (Atos 5:3). Causar enfermidades (Lucas 13:16).
Ter o poder da morte (Hebreus 2:14).
Do exposto fica provado que Satanás dispõe, na realização
da sua grande obra de grande poder. Igual ao de Deus? Não. Toda
a obra do diabo está, como bem diz Simmons: “Senhoreada pela
onipotência e onisciência de Deus e é feita para operar ultimamente
para a glória de Deus e para o bem dos Santos”.
EXISTE O DIABO? Há duas razões para afirmar: Uma delas
é a existência, o poder e a persistência do mal moral no mundo.
A outra é que a bíblia fala do Reino do Mal.
SATANÁS FOI CRIADO? Diz-se que o diabo foi criado
porque Deus fez todas as coisas visíveis e invisíveis, conforme
se lê em Colossenses 1:16. Argumenta-se que Satanás foi criado
389
porque só pode haver um Ser Eterno que nunca foi criado. Diz-
-se que o Diabo foi criado porque Deus não o fez como um ente
pecaminoso.
QUAL O FIM DE SATANÁS? Não seria possível que o
príncipe das trevas ficasse indefinidamente em posição ao Rei
do Universo, que as trevas tivessem domínio sobre a luz, que o
império do pecado tivesse domínio sobre o Reino do Amor e da
perfeição.
Daí por que um fim espera Satanás: ele será julgado pelos
males causados e não está agora no inferno como querem alguns.
Está em franca atividade juntamente com os seus anjos, causando
toda sorte de males. Satanás como pessoa será finalmente lançado
no inferno com todos os seus anjos, conforme Apocalipse
20:10 que diz: “O diabo, o sedutor deles foi lançado para dentro
do lago de fogo e enxofre, onde também se encontram não só a
besta como o falso profeta e serão atormentados de dia e de noite
pelos séculos dos séculos.
Dir-se-ia, portanto, que à luz das Escrituras Sagradas não é
possível negar a existência de Satanás como pessoa, isto porque
implicaria em negar a infalibilidade e inspiração da Bíblia. Por
outro lado, há um consenso na História das Religiões de um Ser
Maligno em oposição ao Ser Supremo. (O POPULAR. Goiânia,
18.09.1977).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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390
SOBRE O DICIONÁRIO DA
ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS
Nelci Silvério de Oliveira*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Mário Ribeiro Martins é um expoente da cultura brasileira.
Espírito versátil, ele domina vastas áreas do
conhecimento, a começar pelo Direito, em que se sobressai doutrinária
e profissionalmente. Incursiona ainda com elegância,
leveza e muito sucesso nos campos da religião, da filosofia, da
ciência, da sociologia, da historia, da pedagogia, da biografia, da
critica literária, da poesia e muito mais, tendo inúmeras obras
publicadas em todos esses diferentes domínios do saber.
Alem de festejado escritor e brilhante pesquisador, é também
professor reconhecido e grande conferencista. Mas, é mesmo
na qualidade de escritor que Mario Martins mais se desponta
no cenário nacional, com uma obra tão vasta quanto diversificada
e qualitativamente importante, graças, sobretudo, ao seu espírito
abrangente, panorâmico e polígrafo.
Este autor incansável, agora nos brinda com um livro opulento
e generoso, rapidamente escrito, ao correr da pena: “DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
GOIANIENSE DE LETRAS” (Goiânia, Kelps, 2008).
Nesta obra de referência, obrigatória para todos aqueles que
almejam conhecer a arte, o pensamento e a alma de nossa gente,
que impulsiona os Estados de Goiás e Tocantins, digna de figurar,
com o devido destaque, em todas as melhores bibliotecas publicas
e particulares, o autor biografa magistralmente, com toda a
clareza e a precisão que lhe são inerentes, os membros desta novel
Academia, instituída no coração pulsante de nossa Pátria.
391
Desfilam, então, ante as retinas do leitor atento e embevecido,
um elenco de figuras, agora bem mais conhecidas, celebradas
e respeitadas, em virtude da capacidade do autor, no sentido de
selecionar dados, separar o joio do trigo, e mais ainda, de seu estilo
criterioso, cristalino, sintético e objetivo.
Cada uma dessas biografias, a envolver os sócios da Arcádia,
bem como seus respectivos Patronos, é um primor de simplicidade,
com toda a beleza que lhe é peculiar, já que, neste mundo em
que vivemos, a complexidade, quase sempre, serve mesmo é para
enganar, iludir e encobrir limitações, ambigüidades, deficiências
e defeitos de diversa natureza. Disto, a literatura é pródiga em
exemplos. Infelizmente.
Assim sendo, cumprimentamos o ilustre confrade Mario
Ribeiro Martins, pela feliz iniciativa de dar a conhecer, com
tanto engenho, com tanta arte e com tanta maestria, as virtudes,
os talentos, os ideais e as realizações deste pugilo de homens e
mulheres, desta plêiade de seres amorosos, construtivos e abnegados,
que compõem a nossa augusta e querida ACADEMIA
GOIANIENSE DE LETRAS.
Ao ilustre autor, a nossa admiração, o nosso preito de incondicional
e fraternal amizade e o nosso muito obrigado. (Goiânia,
04.09.2008).
NELCI SILVÉRIO DE OLIVEIRA é Professor da Universidade
Federal de Goiás e também da Universidade Católica. Autor
de vários livros.
392
SOCIOLOGIA DA MENDICÂNCIA
E SIMULAÇÃO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
A mendicidade é um refúgio obrigado para os menos válidos
que são postergados por uma sociedade que os
segrega, assim como um adequado “modus vivendi” para os simuladores.
O instrumento fácil para a exploração da caridade pública,
através dos tempos, tem sido as crianças. São inutilizadas
ou ensinadas a parecer inúteis com o fim de estimular a dádiva
do transeunte.
Guzman de Alfarache faz referência ao caso do mendigo de
Florença, a quem seu pai “deformou”, como costumava acontecer
na época, a ponto de apresentar-se como se fosse de cera,
formando várias monstruosidades para estimular mais piedade.
Hernandez Gomes descreveu a panorâmica deste arrepiante tráfico
e argumentou ter nascido no mundo uma nova profissão: a
de mendigo. Como indica sua raiz latina, é o “mentiroso”, mente
para conseguir o que quer.
Com o passar do tempo surgiram os que invocam a caridade
em nome do “Senhor”, os que pedem “por Deus”, os que ocupam
as portas dos templos como lugares mais idôneos para sua profissão
embora algumas vezes não fossem tão bem sucedidos, como
narra o bispo Jacque de Vitry:
“Estando dois mendigos, um coxo e outro cego, próximos
às milagrosas relíquias de São Martins, que haviam sido usadas
quando da procissão, para não serem “curados” e escapar com
maior rapidez, o cego carrega nas costas o coxo, que guia seu companheiro.
O povo sem dúvida, advertido da manobra se aproxima
deles e ambos se separam com grande pena”.
393
Organizou-se a “mendicante” com suas confrarias de ladrões,
tão expressivamente descritas por Cervantes e com suas
ordenanças mendicativas que Mateo Aleman colocou na boca de
Alfarache: “Quando pessoas se aproximavam, nos apressávamos
a coxear, carregando-nos uns aos outros, torcendo a boca, voltando
as pálpebras para cima, fazendo-nos de mudos, coxos, cegos e
valendo-nos de muletas, de maneira que com isto e boa conversa
sempre se tinha dinheiro”.
Não vamos relatar aqui toda a riquíssima e sugestiva literatura
de velhacos e mendigos desde “O Guia de Cego de Tormes”,
até “O Ladrão Manhoso” de Quevedo, onde há exemplos numerosíssimos
de toda a patologia simulativa.
Ao lado de tudo isto, porém, encontra-se o drama tétrico
e espantoso dos grupos de “traficantes de anões e deformados”.
Sabe-se que em todos os tempos os anões têm sido estimados pela
hilaridade que seus corpos provocam e os ricos e poderosos podiam
comprar esta diversão, como um capricho a mais, ou melhor
dizendo, como um sinal de riqueza e distinção.
Como os anões não abundavam o melhor era fabricá-los. Na
China o sistema era muito simples: tomar o menino condenado
a ser anão e introduzi-lo em uma ânfora, submetendo-o durante
anos a uma dieta carencial que provocava um raquitismo de
extremidades contorcidas e o corpo moldado pela vasilha que o
continha.
No ocidente recorria-se mais a procederes cirúrgicos. Enquanto
o Dr. Conquest, em Londres, publicava um tratado sobre as intervenções
cirúrgicas para produzir monstros, o irlandês Aven-More
negociava com eles. Na Espanha várias normas foram estabelecidas
sobre os mendigos e anões, tais como as de Alfonso X, Pedro II ou
Henrique II. Na Inglaterra Guilherme II de Orange teve que promulgar
severas leis para conter este baixo comércio.
Os anões, espontâneos ou provocados, sempre foram bem
estimados como presentes próprios de Reis.
394
Sobre isto há muitos dados: Marco Antonio tinha um anão
a que jocosamente chamava “Sísifo”, segundo o costume romano
de dar nomes de semideus ou gigantes mitológicos aos anões. Domiciano
se fazia acompanhar de um anão vestido de escarlata. E
não foi menos famoso o anão mouro Cercon que da África passou
ao general romano Aspar e quando este foi derrotado pelos Hunos
passou a Bleda, irmão de Atila.
Na Turquia eram muito apreciados os anões e os mudos para
distração dos sultões. A Europa também experimentou a moda
dos bobos e anões. Carlos, o Temerário, terminou os festejos de
sua boda com Margarita de York presenteando-lhe uma anã de 44
cm que um pajem portava em uma bandeja de ouro.
Os duques de Bukingham, por sua vez, ofertaram a Henriqueta
Maria, esposa de Carlos I, da Inglaterra, um anão chamado
Jeffery Hudson, de oito anos de idade, que saltou sobre a mesa do
interior de um pastel onde estava escondido.
A caprichosa Catarina de Medices se entretinha unindo em
matrimônio parelhas de anões, com o intento de obter uma raça
deles. Isabel, marquesa de Montova reunia anões em tal quantidade
que hoje se vista turisticamente os minúsculos apartamentos
que tinha em seu palácio para a vivência dos anões.
Blas de Vignere conta que num banquete que o Cardeal Vitali
ofereceu em Roma em 1556 tudo foi servido por trinta e quatro
anões “pequeníssimos e feios e por numerosos deformados de
ambos os sexos”.
Nos 125 anos que durou o reinado da Casa de Áustria passaram
pelo Palácio Real 123 bobos. Apreciava-se tanto ter um bobo
que não havia casa principal que não o tivesse. Nem todos eles
eram retardados mentais. Alguns eram muito vivos e haviam escolhido
uma profissão fácil, enquanto outros eram demasiadamente
loucos e por isso muitas vezes, devolvidos aos lugares de origem.
Filipe IV tinha um bobo cuja função era entretê-lo jogando
xadrez. O Conde-Duque de OLIVARES, quando estava no auge
395
de seu prestígio, perguntou ao bobo de sua corte, se em Balsain
(terra do bobo) havia olivas, ao que respondeu o bobo: “Senhor,
nem olivas, nem OLIVARES”. Foi expulso do palácio.
O fato é que durante muito tempo a sociedade marginalizou
o menos válido, negando-lhe a capacidade de trabalho e impondo
uma carga econômica demasiadamente pesada sobre o todo social.
Tanto no caso dos bobos como na mendicância havia sempre
a figura do velhaco ou simulador, ainda muito comum na atualidade,
apesar da revolução técnica e social dos últimos tempos.
(DIARIO DE PERNAMBUCO. Recife, 05.08.1974).
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SOCIOLOGIA E MEDICINA
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O grande desenvolvimento experimentado pela Sociologia
durante este século não tem sido alheio a outras
disciplinas científicas, que se acham impregnadas de sua seiva e
metodologia, modificando seus conceitos e campos de ação tradicionais.
A medicina é uma das ciências sociológicas.
O conceito de organismo que se enferma transformou-se no
conceito de pessoa que sofre dentro de seu grupo. Rudolf Virchow
escreveu, profeticamente, em 1849: “Se a medicina é a ciência
tanto do ser humano são como enfermo, que outra ciência
396
há mais adequada para propor as leis básicas da estrutura social? A
medicina é uma ciência social, em seu esqueleto e em sua medula”.
A crescente convergência da medicina com a sociologia se
remonta a tempos mui remotos. Os dados que as culturas pré-
-históricas nos legaram falam das práticas com que a medicina
mágico-religiosa atuava no enfermo por meio de sacerdotes-feiticeiros.
A falta da razão científica não excluía a eficácia, talvez por
causa da ênfase na terapêutica sugestiva.
Hipócrates tem não poucos escritos de matizes fortemente
sociológicas nos quais recomenda uma terapêutica baseada na
bondade do clima, da alimentação, do repouso, da paz do espírito,
etc.
No período medieval há muitas referências a medidas profiláticas
e sociais, como as “quarentenas” para evitar as epidemias.
No renascimento os assombrosos médicos Vesalio, Paré, Paracelso
e outros atendiam muito mais o perfil psicosociológico de seu
enfermo do que seus problemas fisiológicos.
No século XIX a medicina conquistou um maior rigor como
ciência e seus métodos se racionalizaram.
O novo conceito de medicina preventiva, a técnica cirúrgica,
o descobrimento da quimioterapia tudo contribui para reduzir
grandemente a mortalidade, produzindo, por sua vez, um divórcio
com os primitivos e empíricos laços sociológicos. É curioso
observar o paralelismo dialético entre a história da Sociologia e a
história da Sociedade e a Medicina nos últimos 150 anos.
Quando ambas começaram a adquirir o qualificativo de
“Ciências Positivas” passaram a se negar terminantemente. A
medicina teria como campo de estudo o orgânico e individual, a
sociologia, o supra orgânico e geral, Seus fins pareciam divergir,
porém as transformações sociais e o desenvolvimento de ambas
têm conduzido a uma convergência de, métodos e interesses que
se apresentam indissolúveis no futuro.
O sociólogo está profundamente interessado em conhecer as
397
influências ambientais sobre os grupos humanos, uma das quais
é a enfermidade, também a atitude da sociedade face aos grupos
marginalizados, a distribuição e extensão de enfermidades de uma
população definida com suas repercussões sócio-econômicas.
O clinico se interessa pelo funcionamento do corpo sob o
impacto da enfermidade, os sintomas e como a enfermidade se
desenvolveu desde o começo. O fisiólogo se preocupa com o impacto
da enfermidade sobre as funções dos órgãos relacionados
com ela.
Do ponto de vista sociológico, é mais interessante o impacto
das enfermidades sobre a vida do grupo do que a figura de uma
enfermidade particular, já que as enfermidades constituem uma
ameaça para a unidade e sobrevivência do grupo, seja a família ou
a sociedade.
A cerimônia culminante deste casamento medicina-sociologia
sucedeu quando na primeira metade do século XX, o médico
americano, Dr. Rusk, definiu os objetivos e a constituição de uma
nova, e em princípio ambígua, Medicina Sociológica: a Reabilitação.
Disto se conclui que o médico reabilitador tem que contar
com a Sociologia para poder executar sua função, o que significa
ser imprescindível o ensino da Sociologia nos programas acadêmicos
de medicina e em especial no ensino dos meios reabilitadores.
(DIARIO DE PERNAMBUCO. Recife, 22.07.1974).
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398
UM DICIONÁRIO PARA
OS ESCRITORES TOCANTINENSES
Zuleide D´Angelo*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O escritor Mario Ribeiro Martins autografa hoje
(04.05.2001), às 20 horas, na Galeria da Cultura, o Dicionário
Biobibliográfico do Tocantins. A noite também será dedicada
aos Artistas Plásticos que abrirão exposição.
Estudiosos da literatura tocantinense e leitores que se dedicam
a pesquisar sobre a história de escritores do Tocantins contarão,
a partir de agora, com um banco de dados de 925 páginas.
Trata-se do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO
TOCANTINS, escrito pelo baiano Mario Ribeiro Martins. A
obra será lançada hoje em Palmas, na Galeria de Artes da Secretaria
Estadual da Cultura (SECULT), a partir das 20 horas. A apresentação
do livro será feita pelo Juiz Marco Anthony Vilas Boas,
vice-presidente da Academia Tocantinense de Letras (ATL).
No lugar do prefácio, o Dicionário traz uma nota ao leitor e
um índice onomástico (nomes) de 1.500 autores e suas respectivas
obras, duas páginas em média para cada um.
As informações começam pelo Curriculum Vitae do escritor,
se estendendo à análise de suas obras.
Todos os estilos compilados pelo dicionarista Ribeiro Martins
abordam a poesia, prosa, conto e a historia. As categorias
analisadas por ele visam, conforme ele mesmo frisou, “facilitar a
busca do leitor”.
Para tanto, ele analisa autores que nasceram no Estado, os
que vieram de outras regiões, os que outrora passaram pelo Tocantins
e publicaram livros, e por ultimo, aqueles que, de alguma
forma mencionaram o Tocantins em suas obras.
399
O dicionarista fala ainda da quantidade de obras de cada
escritor em estudo. Esta primeira edição feita pela Master Editora
Ltda., do Rio de Janeiro, tem 2.500 exemplares e da um será
comercializado por R$ 59,00.
Mario Ribeiro Martins traz na bagagem a experiência de
ter feito um livro nos mesmos moldes, com Escritores de Goiás.
Desta vez, no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS,
ele presta homenagem aos que denomina de grandes
dicionaristas biobibliográficos brasileiros, dentre eles, Aurélio
Buarque de Holanda, de quem fala junto a outros 70 escritores expressivos
no País. Uma menção especial é feita a Gilberto Freyre,
quando se refere aos negros do antigo Norte de Goiás.
Ex-professor de Sociologia, Filosofia e Direito na Faculdade
de Filosofia Bernardo Sayão e também na Faculdade de Direito,
ambas de Anápolis, Mario Ribeiro Martins também lecionou na
Cátedra de Sociologia, na Universidade Católica de Pernambuco
e na Escola Superior de Relações Publicas, do Recife.
Foi professor de Problemas Brasileiros, na Universidade
Federal Rural de Pernambuco. Professor do Seminário Teológico
Batista do Norte do Brasil, no Recife, onde ensinou Teologia,
Teoria do Conhecimento, etc., tendo sido também Pastor da
Igreja Batista de Tegipió, no Recife.
Aposentado em Goiás, como Procurador de Justiça, do Ministério
Público de Goiás, mudou-se para Palmas, em 1997.
O professor Ribeiro justificou o seu projeto de publicar o
Dicionário, porque detectou a necessidade de mostrar num só volume
as obras regionais mais importantes, quem são seus autores
e como se colocam no contexto literário.
Já publicou outros 23 livros. Dentre os mais expressivos se
destacam FILOSOFIA DA CIÊNCIA, SOCIOLOGIA GERAL
& ESPECIAL, GILBERTO FREYRE-O EX-PROTESTANTE,
ESCRITORES DE GOIÁS, MISCELÂNIA POÉTICA, SUBDESENVOLVIMENTO-
UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTI400
CA E DINÂMICA, DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
GOIÁS, etc.
Depois do Dicionário Biobibliográfico do Tocantins, Ribeiro
Martins pretende publicar o DICIONÁRIO DE ARTES
PLÁSTICAS NO TOCANTINS (1). Ele acredita que tem muita
gente produzindo nesse setor, sem divulgação. Pretende expor no
livro não apenas a biografia do artista, mas também uma mostra
do que ele faz. Sem previsão de data, Ribeiro argumentou que
não é fácil encontrar os dados desses artistas.
Numa apreciação à própria critica, o dicionarista dedica um
capitulo a ela. No capitulo FORTUNA CRÍTICA, ele mostra trechos
de matérias jornalísticas feitas sobre o seu vasto trabalho.
Na lista, centenas de nomes famosos e não tão famosos. (JORNAL
DO TOCANTINS. Palmas, 04.05.2001).
ZULEIDE D´ANGELO é jornalista e editora.
(1)Como se pode observar este Dicionário jamais foi terminado, porque o número
de Artistas Plásticos, no Tocantins, se tornou extraordinariamente grande e o autor
não conseguiu pegar os dados pessoais de cada um, tipo nome de pai e de mãe, data
completa de nascimento, cidade em que nasceu, etc. Continua aguardando uma parceria
para terminar o trabalho.
UM HOMEM NOTÁVEL:
MÁRIO RIBEIRO MARTINS
Othon Ávila Amaral*
Leitor de O JORNAL BATISTA desde os meados de
1960. Colecionador do mesmo desde 1921 (com raras
exceções, 1942, 1943, 1944 e 1947) à espera de ser presenteado
com coleções anteriores a 1921 e das quatro já mencionadas, desfruto
da companhia de homens e mulheres notáveis do passado e
do presente.
401
Poderia mencionar alguns: William Edwin Entzminger, Archiminia
Barreto, William Carey Taylor ( com CANTOS DOS
BEREANOS), Coriolano Costa Duclerc, José dos Reis Pereira
(extraordinário editorialista, autor de pequenas biografias em suas
TORRES e narrador de excelentes notas de viagens pelo Brasil e
pelo mundo), Ebenezer Gomes Cavalcanti (polemista e historiador),
Ebenezer Soares Ferreira, Zaqueu Moreira de Oliveira, Carlos
César Peff Novaes (ausente há algum tempo das páginas de nosso
jornal) e Isaltino Gomes Coelho Filho, entre os mais novos.
A introdução para ressaltar um nome que há muito não colabora
com O JORNAL BATISTA, mas que, num passado recente,
nos deixou artigos memoráveis sobre a figura do grande brasileiro
que foi GILBERTO FREYRE, artigos que abordaram a vida
do General José Ignácio de Abreu e Lima, artigos que trataram da
Igreja Evangélica no Brasil Holandês, artigos que focaram THOMAS
HELWYS- A consciência da liberdade, artigos que estudaram
aspectos da História Batista e Evangélica no Brasil.
Contudo, muito ainda precisa ser dito sobre a obra monumental
desse notável escritor de nossas letras que se chama MÁ-
RIO RIBEIRO MARTINS.
Voltamos a nos contatar bem recentemente. E através dessa
aproximação tenho avaliado melhor a capacidade e a perseverança
de Mário Ribeiro Martins.
Nasceu ele em Ipupiara, Bahia, em 07.08.1943. Passou a infância
e parte da adolescência nas cidades de Ipupiara, Morpará,
Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa, onde concluiu o curso ginasial,
tendo sido Orador da Turma e, classificado em primeiro
lugar, ganhou uma viagem de avião para Salvador, acompanhado
das freiras diretoras do Colégio.
No Recife (PE), em 1965, no Colégio Americano Batista
Gilreath, terminou o curso colegial (clássico) e fez os cursos de
Bacharel e Mestre em Teologia, Bacharel em Ciências Sociais e
Licenciatura em Filosofia Pura, nas faculdades locais.
402
Lecionou na Universidade Católica de Pernambuco, na
Universidade Federal Rural, no Seminário Teológico Batista do
Norte do Brasil e na Escola Superior de Relações Publicas.
Escreveu para o DIARIO DE PERNAMBUCO e JORNAL
DO COMMERCIO, ambos do Recife.
Como Ministro Evangélico, foi Presidente da Ordem dos
Ministros Batistas do Estado de Pernambuco, em 1972.
Em 1973, estudou na Espanha, onde fez cursos de especialização
na área de Sociologia e Educação, no Instituto de Cultura
Hispânica de Madrid, alem de Administração Publica, na Escuela
Nacional de Alcalá de Henares. Seu diploma assinado por Alfonso
de Borbon, lhe foi entregue por Juan Carlos de Borbon,
posteriormente Rei da Espanha.
Transferiu-se para Anápolis, Goiás, em 1975, dedicando-se
ao Ministério Evangélico e ao Magistério Superior, como Professor
da Faculdade de Filosofia e da Faculdade de Direito.
Após ter sido Pastor da Igreja Batista de Tegipió, no Recife,
desde 1968, tornou-se Co-Pastor da Primeira Igreja Batista de
Anápolis, em 1976, ao lado do Reverendo Isaias Batista dos Santos.
Depois de ter concluído o curso de Bacharel em Ciências
Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de Anápolis, tornou-
-se, mediante Concurso Público de Provas e Títulos, em 1978,
Promotor de Justiça de Abadiânia, Corumbá de Goiás e posteriormente
Anápolis. Aposentou-se como Procurador de Justiça
do Estado de Goiás, em 24.04.1998.
Em 1983, numa eleição disputada também pelos escritores
Antônio Baptista de Oliveira e Aidenor Aires Pereira, foi eleito para
a Cadeira 37, da Academia Goiana de Letras, sendo recebido em
sessão solene, presidida pelo Acadêmico Ursulino Tavares Leão,
com discurso de recepção proferido pelo Acadêmico Jaime Câmara.
No dia 07 de agosto de 1997, foi promovido pelo Conselho
Superior do Ministério Público, ao cargo de Procurador de Justiça
do Estado de Goiás, em Goiânia, último degrau da Carreira
Ministerial.
403
Presidente da Federação das Instituições Culturais de Anápolis,
é também membro da Academia Goiana de Letras, do Instituto
Histórico e Geográfico de Goiás, da Associação Goiana de
Imprensa, da União Brasileira de Escritores de Goiás e da Academia
Goianiense de Letras.
Em outros Estados, é membro da Academia de Letras do
Estado do Rio de Janeiro, da Academia Evangélica de Letras do
Brasil e da Academia Pernambucana de Letras e Artes.
Fora do Brasil, está vinculado ao Club des Intellectuels Français,
à International Academy of Letters of England, bem como à
International Writers and Artists Association of United States.
Autor de livros valiosíssimos, citaremos apenas alguns títulos,
dentre os mais destacados da obra literária desse notável escritor
que, após aposentar-se, “dedica-se exclusivamente à literatura,
proferindo palestras e conferências na divulgação de seus livros”:
“GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (São Paulo,
Imprensa Metodista, 1972), “HISTORIA DAS IDÉIAS RADICAIS
NO BRASIL” (Recife, Acácia Publicações, 1974), “FILOSOFIA
DA CIÊNCIA” (Goiânia, Oriente, 1979), “SOCIOLOGIA
GERAL & ESPECIAL” (Anápolis, Walt Disney, 1980), “LETRAS
ANAPOLINAS” (Goiânia, O Popular, 1984), “ESTUDOS LITERÁRIOS
DE AUTORES GOIANOS” (Anápolis, FICA, 1995),
“ESCRITORES DE GOIÁS” (Rio de Janeiro, Máster, 1996), “DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS” (Rio de Janeiro,
Máster, 1999), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO
TOCANTINS” (Rio de Janeiro, Máster, 2001), “CORONELISMO
NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS” (Goiânia, Kelps,
2004), “RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE
LETRAS” (Goiânia, Kelps, 2005), “DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGÉLICA
DE LETRAS DO BRASIL” (Goiânia, Kelps, 2007), “DICIONÁ-
RIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
BRASILEIRA DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2007”, “DICIONÁ404
RIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
GOIANA DE LETRAS” (Goiânia, Kelps, 2007).
Com o advento da INTERNET, a ela se vinculou, tendo
uma página literária completa no seguinte endereço: http://www.
mariomartins.com.br
Transferiu-se, posteriormente, para o novo Estado do Tocantins,
mantendo residência em Palmas e Anápolis, alem de
Ipupiara, Bahia, sua terra natal.
Em 2001, numa eleição também disputada pelos escritores
Hélio Miranda e Gilberto Correia, foi eleito para a Cadeira 37,
da Academia Tocantinense de Letras, tendo como Patrono José
Maria Audrin, tomando posse no dia 05.04.2002.
Mário Ribeiro Martins realiza com seus livros biobibliográficos
um trabalho de paciência beneditina e da mais elevada
dedicação à causa da cultura. Seus dicionários, particularmente
o da Academia Brasileira de Letras, em que focaliza em sínteses
biográficas os seus membros, cadeira por cadeira, desde os fundadores,
é uma obra preciosíssima. Tê-los em nossas estantes é
uma demonstração de nosso apreço àqueles que se dedicaram à
formação intelectual do Brasil.
Seu DICIONÁRIO BIOBLIBLIOGRÁFICO REGIONAL
DO BRASIL, com mais de 40 (quarenta) mil biografias encontrase
na INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.mariomartins.
com.br
Endereço para correspondência: Caixa Postal, 90, Palmas,
Tocantins, 77001-970. Telefone: (063) 3215 4496. Celular: (063)
9977 9311. E-mail: mariormartins@hotmail.com (O JORNAL
BATISTA. Rio de Janeiro, 19.08.2007).
OTHON ÁVILA AMARAL é Jornalista, Historiador, Escritor
e Autor de, entre outros, MARCOS BATISTAS PIONEIROS.
405
UM MENINO DE JESUS
Ebenézer Gomes Cavalcanti*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
MARIO RIBEIRO MARTINS reclama dos arquivos de
mais de meio século uns traços da influencia protestante
na adolescência de GILBERTO FREYRE, pesquisa a que
acode o sociólogo com indisfarçável sentimento de ternura pelo
reencontro com o passado remoto:
“Num jornal do Recife- Mario Ribeiro Martins- simpático e
de certo bem intencionado cronista de coisas evangelicas no Brasil,
vem recordando meus contactos de adolescente- quase menino
de 17 anos- com o evangelismo. Um evangelismo, o meu, nesses
dias, de caráter o mais popular. O mais antiburguês. O mais antieclesiastico.
Com muito de tolstoiano, portanto. São contactos e
tendências de que me orgulho. Duraram ano e meio. Mas ano e
meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento da natureza
humana, no sentido de relações dos homens com Deus e com o
Cristo, que é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte
nada insignificante” (DEPOIMENTO DE UM EX-MENINO
PREGADOR, in DIARIO DE PERNAMBUCO, 31.12.1972).
Algumas de suas alusões ao protestantismo vinham sendo
interpretadas no sentido de uma intencional tentativa de negar
ou apagar aquela marcante influencia. É que certo critério sectarista
deslocou tais alusões de seu contexto sociologico, em que me
parece havê-las situado o festejado Mestre de Apipucos (1).
Agora que se escavam velhas raizes, que acontece? Nem contestação,
nem repudio. Antes, o confessado orgulho daqueles contactos
que lhe enriqueceram a vida, daquele inesquecivel “impulso
de bondade” que o levara, um Tolstoi ainda adolescente, a falar do
amor de Jesus aos pobres filhos da lama, na cidade do Recife.
406
Seu tranquilo depoimento nada tem de amargo ou evasivo.
Confirma os registros, emprestando-lhes com outras evocações
mais sabor e mais vida. Alarga-lhes a interpretação em termos de
uma experiência religiosa ainda valida, para ele, em seus efeitos,
no que significou autentico entusiasmo por Jesus e compreensão
de um Cristianismo não institucionalizado.
Desde então, cuidará de imprimir orientação “cristãmente
anárquica” à sua obra de cultura, indiferente aos padrões da burguesia
comprometida com velhas estruturas.
Isto posto, quebrado o gelo, não será muito pedir ao escritor-
fonte obrigatória de referencia e citação- que contribua ele
próprio, para enriquecer e ilustrar os anais do protestantismo
brasileiro, pondo à disposição de curiosas de “coisas evangélicas
no Brasil”, o arquivo daquele doce período galileu de sua vida.
O tocante apelo do menino de Jesus continua a ecoar através
doutros meninos- QUEM QUER SER DO JESUS DE QUEM
ACABO DE FALAR? (Prefácio do livro GILBERTO FREYRE,
O EX-PROTESTANTE. São Paulo, Imprensa Metodista, 1973).
EBENÉZER GOMES CAVALCANTI é Pastor da Igreja
Batista Dois de Julho e Conselheiro do Tribunal de Contas da
Bahia.
(1) É bom relembrar que embora Gilberto Freyre esteja distanciado da Igreja institucionalizada
(e daí dizer que não é católico, nem protestante, mas que possui o seu
cristianismo), suas raizes familiares ainda estão vinculadas a uma comunidade de fé.
Quem tiver o ensejo, por exemplo, de visitar a Igreja Batista da Capunga, no Recife,
Rua João Fernandes Vieira, 769, Boa Vista, poderá conhecer não somente Dona Gasparina
Freyre Costa, membro da Igreja há mais de meio século, IRMÃ de Gilberto
Freyre, única interprete de sua letra e ex-datilografa dos artigos e trabalhos mais
longos do escritor, mas tambem Paulo Costa, assiduo aos trabalhos da Escola Biblica
Dominical, membro da Igreja, antigo solista do Coro e cunhado de Gilberto. Eles
constituem uma prova cabal das origens evangelicas de Gilberto e do seu misticismo
na adolescência.
407
UM PREFÁCIO HISTÓRICO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Em 1880, a pedido da Convenção Batista do Sul dos Estados
Unidos e com o “imprimatum” da Junta de Missões
Estrangeiras, foi publicado um trabalho intitulado The Foreign
Missions of the Southern Baptist Convention (As Missões Estrangeiras
da Convenção Batista do Sul). Em virtude de sua importância,
recebeu o selo da aprovação denominacional, tornando-
se muito popular, mas pouco encontrado, principalmente por
causa da pequena tiragem editorial.
Assim, quando H. A. Tupper escreveu o seu precioso livro,
em 1891, A Decade of Foreign Missions (1880 - 1890) - Uma Década
de Missões Estrangeiras - resolveu incluir no prefácio do
seu trabalho um resumo do conteúdo de The Foreign Missions
of the Southern Convention, dizendo: “de modo que o leitor que
não tem o trabalho original possa ter uma visão histórica de nossas
Missões desde o seu início. Este resumo estende-se até o ano
de 1881. Portanto, há alguma repetição no presente tratado de
nossas Missões nos anos de 1880 e 1881. Por esta combinação de
métodos uma consideração de todas as missões juntas, ano por
ano e uma revisão de cada Missão de modo acurado poderá ser
adquirida. Mas inútil será o livro, embora os melhores métodos
sejam empregados, a menos que os leitores reconheçam sua dívida
para com as nações” (H. A. Tupper, A Decada of the Foreign
Missions (1880 - 1890). Richmond, Virgínia, 1891, p. 19).
Em seguida Tupper justificou a obra de Missões com um
verdadeiro sermão, dizendo: “Paremos, portanto, e procuremos
ajudar, cada um, a realizar”:
408
I - Nossa obrigação de dar o Evangelho a toda a humanidade.
Esta obrigação repousa sobre várias bases:
1 - Fundamenta-se na base da natural fraternidade. Embora
sejam complexas e várias as condições dos povos de nosso globo,
nós todos somos irmãos.
2 - Fundamenta-se na base da fidelidade cristã. O Evangelho
é comissionado ao povo de Deus. Cada discípulo é um castiçal
para levar a luz da verdade.
3 - Fundamenta-se, principalmente, na ordem positiva de
Cristo: “Ide”. A “Grande Comissão” como é chamada: a) Baseia-
-se na suprema autoridade de nosso senhor. b) A quem obedecer
esta ordem é prometido o mais alto prêmio. c) Esta ordem
é claramente ligada a todos os dias da Igreja. d) O sucesso dessa
ordem depende da presença dele que é “toda autoridade no céu e
na terra”.
4 - Fundamenta-se no fato de que esta suprema obrigação
tem dado origem a grandes organizações missionárias no mundo
entre as quais a da Convenção Batista do Sul, organizada em
1845.
II - Tenhamos agora um resumo de nossas Missões, de 1845
a 1881. “O leitor sentirá prazer em ler os fatos agora, como se
tivesse visto em 1881”. Tupper começa o seu resumo com a “Brazilian
Mission” (Missão Brasileira) e depois a Missão Mexicana, a
Missão Italiana, as Missões Africanas (note o plural) e as Missões
Chinesas.
Finalmente faz o resumo das receitas e despesas, dizendo: “A
soma das receitas e despesas de 1846 a 1881 foi de $1,034,642.32
(SIC). A propriedade da Convenção Batista do Sul, no estrangeiro,
em 1880, pode ser estimada em $ 55,000. Nossa Junta (1881)
não tem débitos”. (Ibid, p. 29).
Interessa-nos, especialmente, seu resumo da “Brazilian
Mission” (Missão Brasileira), cujas palavras foram as seguintes:
“Esta Missão, na província de São Paulo, adotada em 1879, tem
409
uma Igreja de 30 membros em Santa Bárbara e uma outra de 12
membros na “Estação”. Rev. E. H. Quillen tem sido professor e
pregador. No dia 13 de janeiro de 1881, Rev. W. B. Bagby e esposa,
do Texas, foram enviados para reforçar a Missão.
Em 1859, a Convenção começou um trabalho no Rio de Janeiro
com o Rev. T. J. Bowen e esposa, ex-missionários na África.
A Missão foi abandonada em 1861 por conta de obstáculos que
agora não mais existem e a saúde precária de Mr. Bowen. Na presente
panorâmica, o trabalho está prometendo, embora o campo
seja difícil. Mr. Bogby é pastor da Igreja de Santa Bárbara com
quem a Igreja da Estação será provavelmente unida. Seu endereço
é: Campinas, São Paulo, Brazil” (Ibid, p. 21). (JORNAL BATISTA.
Rio de Janeiro, 01.02.1976).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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UM SERMÃO PROFÉTICO
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
Quando da realização da primeira assembléia anual da
União Batista Pernambucana, na Primeira Igreja Batista
do Recife, de 12 a 15 de abril de 1906, pregou o sermão oficial o
Rev. João Borges da Rocha. O que impressiona nesta mensagem,
que foi dividida em quatro pontos, é o segundo item, assim denominado:
A FALTA DO MANÁ.
410
Após uma ligeira introdução, disse o pregador: “Depois que
comeram do trigo da terra, do ano antecedente, cessou o maná.
Até hoje tem sido mal entendido o esforço com bom ânimo, que
fazem os nossos irmãos Americanos do Norte para evangelizar o
Brasil. Porque até os próprios obreiros têm descurado o dever de
ensinar a contribuição para o sustento de obreiros nacionais? É
crença, quase geral, que os irmãos da América do Norte devem
pagar, e pagar bem, os que trabalham na vinha do Senhor. Mas
a passagem citada nos ensina que Deus fizera cessar o maná logo
que comeram o trigo da terra.” (João Borges da Rocha, “Sermão
Official” (Actas da Primeira Reunião da União Baptista Pernambucana,
1906. Rio de Janeiro: Casa Editora Baptista, 1906, p. 24).
Na mesma ocasião, acentuou o mensageiro: “Si não é bonito
que os filhos emancipados sejam sustentados por seus paes, que
só têm essa obrigação até a idade da lei, não será bonito também
que as egrejas nacionaes se tornem sanguesugas da Missão impedindo,
assim, que esta leve a outras plagas o annuncio das Boas
Novas da nova Jerusalém.” (Ibid, p. 25).
Em seguida profetizou: “E si amanhã, supponhamos, FOR
SUSPENSO O AUXILIO DA MISSÃO em proveito de outro
Estado ou Paiz, ficaremos de braços cruzados até que apparecça
um novo Saulo, como aconteceu com os apóstolos em Jerusalém?
Não. Porque dariamos a prova de que não estávamos convencidos
da ordem do senhor como sucedeu com os fraternos conventuais.”
(Ibid).
Mais adiante, com muita precisão argumentou: “É preciso
não confundir a evangelização da Missão com a da Egreja. Aquela,
vae até o Monte Nebo, como foi Moisés, aponta a terra prometida
ao povo alimentado com o maná. Esta, conquista os reinos
e estabelece a lei do Senhor em seu reinado. É justamente o que
todos precisam compreender, sem os conflitos que vão apparecendo
entre as egrejas e a Missão, pastores e missionários, porque
o povo na direção de Josué jamais esqueceu Moisés.” (Ibid, p. 24).
411
Finalmente disse o orador: “É preciso esforço para o sustento
próprio d’aquelles que podem comer o trigo da terra. Senão
será preciso, mais tarde, vir um rio de dinheiro dos Estados
Unidos da America do Norte, para sustentar pastores nacionaes...
Muitos irmãos olham para o auxílio da Missão, do mesmo modo
que os israelitas olhavam para o maná. SUSTENTAVAM-SE
delle, mas desejavam ansiosos os pepinos do Egypto.” (Ibid, p.
25). (JORNAL BATISTA. Rio de Janeiro, 31.12.1972).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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UMA VISÃO PANORÂMICA
DA REALIDADE SOCIOLÓGICA
Fernando Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O presente livro, SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL
é o resultado das experiências vividas por Mario Ribeiro
Martins dentro do magistério superior. Com ele pretende
o autor conferir uma visão panorâmica da realidade sociológica,
abrangendo grandes linhas de pensamento.
Trata-se- e isto está claro na apresentação da obra- de um
trabalho especialmente dedicado aos cursos superiores que exigem
fundamentação sociológica, podendo ser de grande utilidade
da mesma maneira, aos secundaristas e todos que se in412
teressam por uma argumentação segura acerca de assunto tão
importante.
SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL foi lançado no ultimo
dia 30 de abril de 1982, na Associação Comercial de Anápolis,
cidade onde reside o escritor e professor Mario Ribeiro
Martins. Para se ter uma idéia da receptividade conseguida, basta
citar que antes mesmo da noite de autógrafos já contavam mais
de 400 (quatrocentos) exemplares vendidos, sendo que o livro foi
adotado na Faculdade de Direito e na Faculdade de Filosofia de
Anápolis, onde o autor leciona.
O livro está sendo distribuído também em São Paulo, através
da ATLANTIS LIVRO e pelo reembolso postal, mediante as muitas
solicitações que diariamente chegam para o escritor. Inclusive,
prevê-se para breve, uma segunda edição de Sociologia Geral &
Especial, visando atender aos pedidos de várias partes do país.
O texto da obra é considerado altamente informativo. “Não
é uma tradução que reflita uma visão sociológica de outros centros
de cultura ou que use uma terminologia complexa e abstrata,
é, antes de tudo, uma experiência já vivida nas salas de aula, com
a participação direta dos alunos ou em cursos rápidos, oferecidos
em oportunidades diferentes”.
O livro está sendo visto como indispensável aos estudantes
de Sociologia, nos cursos de Ciências Sociais, Comunicação Social,
Direito, Pedagogia, Historia, Geografia, Letras, Estudos Sociais,
podendo servir também para leituras complementares em
outros cursos, entre os quais, Moral e Cívica, Serviço Social, Jornalismo,
Relações Publicas, Economia, Administração e muitos
outros - de acordo com informações prestadas pelo autor.
Escritor, Professor e Promotor de Justiça, Mario Ribeiro
Martins nasceu na Bahia, em 1943. Realizou os primeiros estudos
em Ipupiara e Morpará, depois Xique-Xique e Bom Jesus da Lapa.
Transferiu-se para o Recife, onde fez o curso clássico e cursou
Filosofia Pura, na Universidade Católica de Pernambuco, fez
413
Teologia no Seminário Batista do Norte, Sociologia na Universidade
Federal de Pernambuco e Direito na Faculdade de Anápolis.
Cursou Especialização em Educação Moderna e Sociologia, na Universidade
Autônoma de Madrid, na Espanha. Especializou-se em
Direito Penal e Processual Penal, na Universidade Federal de Goiás.
Atualmente, (1982), alem de Promotor de Justiça é também
Professor da Faculdade de Direito de Anápolis e da Faculdade
de Filosofia Bernardo Sayão. Na década de 1970, foi Professor da
Universidade Católica de Pernambuco, da Universidade Federal
Rural de Pernambuco, da Escola Superior de Relações Publicas.
Foi conferencista no Instituto de Cultura Hispânica de Madrid,
na Espanha.
Está previsto para o final deste ano, o lançamento de seu
próximo livro ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS.
Na verdade, se trata de uma coletânea de artigos que escreveu
para jornais e revistas, analisando os autores goianos. (O
POPULAR. Goiânia, 12.05.1982).
FERNANDO MARTINS, jornalista, escritor, editor.
URBANISMO E MENOSVALIA.
Mário Ribeiro Martins*
(REPRODUÇÃO PERMITIDA, DESDE QUE CITADOS
ESTE AUTOR E O TÍTULO, ALEM DA FONTE).
O Urbanismo e a Arquitetura têm de levar em conta a
situação especial em que se encontram as pessoas que
possuem limitações físicas. Esta é uma preocupação que inquieta
o mundo moderno. É fundamental que nas soluções urbanísticas
e arquitetônicas sejam respeitadas e contempladas tais limitações,
414
o que seria muito mais grato e fácil para a totalidade das pessoas.
A readaptação profissional e social do menos válido é uma
exigência da sociedade moderna, mas é preciso suprimir as barreiras
arquitetônicas, entendendo-se por barreiras todos os entraves,
impedimentos ou obstáculos que se apresentem diante do
diminuído físico, impossibilitando-o de realizar plenamente seu
trabalho, suas atividades sociais, desportivas ou culturais.
Essas escadarias, portas estreitas, transportes coletivos com
portas e assentos inadequados, em síntese todas as edificações
pensadas e concebidas para pessoas fisicamente dotadas são algumas
das barreiras arquitetônicas.
Para se chegar a uma cidade - como dizia Corbusier - onde
todo ser humano, inclusive o que precisa de cadeira de rodas para
a sua locomoção, possa circular livre e facilmente, é preciso uma
tomada de consciência do problema e para isso tem havido uma
série de soluções elementares que se levadas em consideração e
aplicadas nos projetos futuros, ter-se-á dado um passo decisivo
nessa tarefa humana e social que é a incorporação do menos válido
no mundo do trabalho, no mundo da cultura e da sociedade.
O fenômeno mais palpável e mais catastrófico da situação
atual é a sua desumanização. O cidadão se encontra imerso em um
conjunto de espaços fora de sua escala e sem possibilidades cordiais
de convivência. A esquina conhecida, a pequena curva da rua
e a pracinha têm desaparecido e com elas muitas possibilidades de
relação vicinal. Para as pessoas que sofrem alguma deficiência e
que se encontram adicionadas à família dos menos válidos estas
carências são ainda mais duras e cruéis, já que à sua particular
indefesa, soma-se outra brutal e artificialmente criada.
Os menos válidos merecem, além de tudo, respeito e atenção,
mas especialmente carinho e espaço nas grandes cidades. Aos menos
válidos, na maioria dos casos, são inacessíveis os transportes
coletivos e também destituídos de comodidades. Aos espetáculos
públicos realizados em lugares com profusão de escadarias e falta
415
de rampas ou entradas a nível, os menos válidos são impossibilitados
de assistir.
A integração deste grupo na sociedade é um problema angustiante
e não deve ser confundido com paternidade social, antes
é a troca da segregação pela integração social. Esta, no entanto, é
difícil, principalmente quando há a desvalorização do indivíduo
motivada pelo desenvolvimento desumanizado das grandes cidades
o que dificulta em grande medida todo tipo de participação
na dinâmica social, conduzindo os indivíduos a um isolamento
forçado que, às vezes, se traduz em reclusão.
Não se tem pensado o suficiente na população menos válida
ou diminuída fisicamente ao projetar novos edifícios ou quaisquer
outras utilidades, o que é claro pela inexistência de normas
que nas edificações favoreçam os menos válidos ou nos transportes
coletivos favoreçam os que usam cadeiras de rodas. (O POPULAR.
Goiânia, 24.10.1976).
MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
SITE: www.mariomartins.com.br
CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS, 77001-970.
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417
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02/06/2011
ANIVERSÁRIO DO EDUARDO
Hoje 01.06.2011. Completou 73 anos, nesta data, nosso
Presidente da Academia Tocantinense de Letras,
EDUARDO SILVA DE ALMEIDA (Porto Alegre, Rio Grande
do Sul, 01.06.1938). Não podemos comparecer à sua casa para as
necessárias comemorações. É que, na segunda-feira à noite, dia
30 de maio, depois de estarmos juntos, pela manhã, na ATL,
Eu, Odir e ele, Eduardo teve uma espécie de “derrame”, também
chamado AVC e foi conduzido pela sua esposa Maura, graças
à interferência do Dr. Odir e da Dra. Mônica, para a UTI do
IOP(Instituto Ortopédico de Palmas). Hoje, dia 02.06, continua
na UTI, mas passando bem. De Goiânia, onde estuda Medicina,
veio sua filha FERNANDA. Vários confrades da Academia
Tocantinense de Letras se fizeram presentes, entre os quais,
Juarez Moreira, Mario Martins, José Cardeal, Mary Sônia, etc.
Também se fizeram presentes vários pastores evangélicos das
Igrejas freqüentadas por Eduardo. Sobre Eduardo, grande amigo
e companheiro, se pode dizer o seguinte: “EDUARDO SILVA
DE ALMEIDA, de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, 01.06.1938,
escreveu, entre outros, “LIÇÕES DE QUÍMICA”, sem dados
biográficos e sem qualquer outra informação ao alcance da
pesquisa, via texto publicado. Filho de José de Almeida e Regina
Silva de Almeida.
Após terminar o curso primário e secundário, matriculou-se na
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, onde
BACHARELOU-SE EM QUÍMICA, em 1960. No ano seguinte,
418
fez o curso de Licenciatura, pela mesma Universidade, tornandose
Professor de Química. Foi Professor Secundário de Química em
diversos Colégios e Cursos Pré-Vestibulares de Porto Alegre.
Como QUÍMICO, de 1962 a 1971, tornou-se funcionário
do Departamento Nacional de Produção Mineral. Nos anos
seguintes, vinculou-se à Companhia de Pesquisa de Recursos
Minerais, mudando-se para Goiânia, por volta de 1977, como
Chefe do Laboratório Regional, ocasião em que trabalhou em
Arapoema e Palmeirópolis, ambas hoje no Estado do Tocantins,
no LEVANTAMENTO GEOQUÍMICO DO PROJETO DE
PROSPECÇÃO DO CONVÊNIO BRASIL-CANADÁ.
Em 1982, BACHARELOU-SE EM DIREITO, pela Faculdade
de Direito, da Universidade Federal de Goiás. Em 1987, fez concurso
para o Ministério Público Goiano, tornando-se Promotor de Justiça
de Araguacema, no hoje Estado do Tocantins.
Com a criação do novo Estado, optou pelo Estado do
Tocantins, fazendo-se o Primeiro Promotor de Justiça de Terceira
Entrância da Comarca da Capital em Miracema e depois Palmas.
Em 30.01.1990, foi promovido a Procurador de Justiça, sendo o
Primeiro nomeado e empossado em Palmas.
Como Procurador de Justiça, teve atuação no Tribunal Pleno
e na Câmara Civil e Criminal, do Egrégio Tribunal de Justiça
do Estado do Tocantins. Participou das diversas comissões de
concurso para ingresso na carreira do Ministério Público do
Estado do Tocantins.
Em 1995, tornou-se Corregedor-Geral do Ministério
Público do Tocantins, eleito pelo Colégio de Procuradores de
Justiça. Professor de Direito Penal e Processo Penal, da Academia
de Polícia Civil do Estado do Tocantins. Cidadão Honorário de
Araguacema, Goianorte e Miranorte.
Aposentou-se como Procurador de Justiça do Estado do
Tocantins, em 30.10.1997, com 59 anos de idade.
419
É estudado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
GOIÁS, de Mário Ribeiro Martins. Encontra-se na ESTANTE
DO ESCRITOR TOCANTINENSE, da Biblioteca Pública do
Espaço Cultural de Palmas.
Na Academia Tocantinense de Letras é Titular da Cadeira
30, cujo Patrono é o Frei Gil Villanova. Para esta Cadeira, não
foi eleito, mas indicado pela Assembléia Geral da ATL, tendo
tomado posse no dia 22.06.1996, na cidade de Pium, conforme
o livro PERFIL DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE
LETRAS, de Juarez Moreira Filho, mesmo dia em que também
se empossara o confrade José Gomes Sobrinho.
Biografado no DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO
TOCANTINS, de Mário Ribeiro Martins, MASTER, Rio de
Janeiro, 2001, bem como no livro RETRATO DA ACADEMIA
TOCANTINENSE LETRAS(Goiania, Kelps, 2011).
Foi candidato a Vereador em Palmas, pelo PT. Fora da
política, tornou-se em 2003, aluno do curso de Letras, do CEULPULBRA(
Universidade Luterana do Brasil).
Apesar de sua importância, não é suficientemente estudado
na ENCICLOPÉDIA DE LITERATURA BRASILEIRA, de
Afrânio Coutinho, edição do MEC, 1990, com revisão de Graça
Coutinho e Rita Moutinho, em 2001, ou no “DICIONÁRIO
HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO” (2001, 5
volumes, 6.211 páginas), da Fundação Getúlio Vargas, e nem
é convenientemente referido, em nenhuma das enciclopédias
nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/
Houaiss, Larousse Cultural, etc.
Seus livros com informações completas: LIÇÕES
DE QUIMICA. Porto Alegre, RGS, 1961. PROCESSOS
INORGÂNICOS. Porto Alegre, RGS, 1962.
Atualmente, é Presidente da Academia Tocantinense de Letras.
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via
INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.com.br/
exibelotextoautor.php?user=mariorm .ouwww.mariomartins.com.br
420
06/06/2011
UMA NOVA SEMANA
Hoje, 06.06.2011. Deve ser enterrado hoje em Ipupiara(06.06),
o meu primo FREDERICO FRANCISCO MARTINS(Ipupiara,
08.04.1931). Frederico é irmão, dentre outros, do meu amigo
Fábio. Como se vê, estava com 80 anos. Frederico foi casado com
Loide Martins(Ipupiara, 20.07.1936/18.11.1976). Viúvo casouse
com Elzita Martins, tendo os filhos Almira Neta, Frederico
Filho(BABI), Paulo Sobrinho, Lídia, Leoni, Ligia, Francolino
Neto, Leoci e Luzinete. Era aposentado como Serventuário da
Justiça da Bahia. De todos os irmãos, Abelita, Firmo, Flávio,
Alice, ficou apenas o meu amigo Fábio(Brotas, 23.01.1937). Que
Deus o console, neste momento triste. Mudando de assunto. No
sábado, dia 04.06, fui com meu amigo Luciolo Gomes, buscar sua
sobrinha no Aeroporto de Palmas. Trata-se de Janaina(foto no
meu orkut) que veio de Brasília fazer o Vestibular para Medicina,
na UFT. Ficou hospedada no EDUARDUS HOTEL, junto
com seu amigo Felipe. 149 candidatos por vaga para Medicina.
Só de Brasília, vieram 10 onibus. Desejo boa sorte para os dois.
Outro assunto: Estou empolgado com o meu novo álbum no
Orkut- ALGUNS LIVROS RAROS DA BIBLIOTECA MÁRIO
MARTINS. É claro que os meus livros mais importantes e
raros estão na Biblioteca de Anápolis. Mas hoje domingo, tive a
oportunidade de falar com primas e primos. Com a Guiomarzinha,
em Ipupiara, via celular. Com a Janete, em Brotas, via celular. Com
a LICINHA, no Coxim(Ipupiara), via celular. Para completar o dia,
fui para a casa do Lot, no Taguaralto, conversar fiado. Amanhã,
segunda, visitarei o Eduardo no apartamento 10, do IOP, onde está
internado, para recuperar do seu AVC. Deve ficar de cadeira de
rodas por algum tempo. Para acompanhá-lo, veio de Goiania, sua
filha, estudante de Medicina, Fernanda. De Porto Alegre, veio sua
filha Clarice. Durante a semana, escrevo muito, mas, no domingo,
421
como dizia o poeta pernambucano Assenço Ferreira, “DE PERNAS
PRO AR QUE NINGUEM É DE FERRO”.
18/06/2011
MAIS UMA SEMANA
Hoje, 18.06.2011. Sexta-feira muito movimentada esta.
Por volta das 10 horas da manhã, lançamento do livro da minha
amiga Karla Adryana Leitão Azevedo. Local: Câmara Municipal
de Palmas. Toda sexta, sob a direção de Jovenir, a Câmara realiza
a sua SEXTA CULTURAL. O livro da Karla, SILENCIO
REVELADOR, com apresentação de Eduardo Almeida e prefácio
de Odir Rocha, conta a sua história de vida. Com apenas 25 anos
de idade e mãe de Marcelo e Ludmilla, ficou grávida do terceiro
filho(Alexandre), nome do pai ALEXANDRE UBALDO. Com
2 meses de gravidez, teve um AVC(Derrame) que lhe deixou
completamente paralisada. Socorrida e de avião, foi para uma
UTI, em Goiânia. Sua mãe não permitiu que lhe tirassem o filho.
Depois de muito tempo na UTI, começou a sua recuperação e o
filho nasceu de parto cesariano. Hoje, dia 17.06, no lançamento
do livro, tive o prazer de conhecê-lo, ao lado de seus irmãos. Não
vou contar a história toda, para que você possa lê-lo em toda a
sua plenitude. Mas, Karla que foi casada com o atual Secretário
da Infra-Estrutura, Alexandre Ubaldo, nasceu em Goiânia, em
05.07.1971, mas foi criada em Novo Acordo, Tocantins, às margens
do Rio Sono, afluente do Rio Tocantins. Estudou no Colégio D.
Pedro 1º. Formou-se em Pedagogia, pela ULBRA, de Palmas. Fez
Pos-Graduação, em Psicopedagogia, pelo IBPEX. Atualmente, é
chefe de capacitação e desenvolvimento da Câmara Municipal
de Palmas. No lançamento, a apresentação de seu livro foi feita
pelo causídico José Cardeal dos Santos, com a presença de figuras
ilustres, representando o mundo social, cultural, destacandose,
Mario Ribeiro Martins(Academia Tocantinense de Letras),
Kátia Rocha(Secretaria da Cultura), Mônica Avelino(Arquiteta),
422
Vereadores, parentes da Karla, entre outros. Logo mais às 19
horas, no Sindicato dos Policiais Civis, foi o lançamento do
livro QUANDO À MEIA VOZ, das escritoras RAY LUCENA
e NOELIA CÁRDENAS. A Ray nasceu Raimunda, em Balsas,
MA, em 25.07.1948. A Noelia nasceu em Matanças, Cuba,
em 17.05.1943. Para terminar a noite, homenagem ao Luiz de
Carvalho, na Loja Maçônica, pelos seus 80 anos, com a presença de
figuras ilustres, destacando-se, Mario Ribeiro Martins(Academia
Tocantinense de Letras), Aristides Sambaiba(Palmas Cultural),
Fernando Lins(tradutor), Jales Paniago(médico), Jair
Paniago(Grão-Mestre), Eduardo Lobo(Jornal do Tocantins),
Ione Carvalho(Academia Tocantinense de Letras), Osmar Casa-
Grande(Academia Palmense de Letras) e dezenas de outros
amigos. Quanto a mim, estarei viajando para Anápolis, no
domingo 19, mas estarei de volta na quinta-feira, dia 23.06.2011.
Sobre todos estes eventos, veja as fotos no meu orkut(MARIO
MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS).
11/06/2011
UMA OUTRA SEMANA.
Hoje, 12.06.2011. DIA DOS NAMORADOS. Tanto
pela manhã, como também no Jornal da Noite, da Televisão
Anhanguera(Globo), deste sábado dia 11.06.2011, vi uma figura
ilustre comemorando o Dia dos Namorados. Trata-se do meu
amigo pessoal, Dr. Bolívar, acompanhado de sua esposa Dona
Bárbara. Dr Bolívar, como se sabe, é Advogado, com escritório
perto da Pousada das Artes. É leitor dos meus livros. E por isso, se
encontra no meu orkut, no álbum “MARIO E SEUS AMIGOS”.
Deu brilhante entrevista, falando dos seus mais de cinqüenta anos
de casamento, vale dizer, com a mesma mulher, a Dona Bárbara.
Os dois são freqüentadores da velha Natividade e, quando vão lá,
trazem deliciosos biscoitos, de que sou sócio nestas ocasiões, sem
nenhum constragimento. Gosto de ir à casa do Bolívar e da Dona
423
Bárbara. MUDANDO DE ASSUNTO. Meu amigo Dr. Eduardo
Almeida saiu da UTI do IOP e foi para casa, cujo endereço é 1006
SUL, ALAMEDA 17, LOTE 26. Ainda está em Cadeira de Rodas.
Falando bem, está com dificuldades no lado esquerdo. Ainda não
pude visitá-lo em casa. Por uma razão simples. É que toda vez que
chego lá e me identifico no interfone como “MARIO MARTINS,
DA ACADEMIA”, a secretária diz: “ELE ESTÁ REPOUSANDO”.
Estive 10 horas da manhã, ele estava repousando. Estive 4 horas da
tarde, ele estava repousando. De tanto ouvir “TÁ REPOUSANDO”,
achei por bem DESISTIR. Não sabe a secretária, que todos os dias,
exatamente às 10 horas da manhã, nos reuníamos na SALA DA
ACADEMIA, Eu(Mario Martins), Odir Rocha e Eduardo Almeida
para conversar e trocar idéias. Eduardo(Procurador de Justiça
Aposentado), Mario Martins(Procurador de Justiça Aposentado)
e Odir Rocha(Médico Aposentado). Quem quizesse falar com um
dos TRÊS, era só ir às 10 horas da manhã, na Sala da Academia, no
fundo da Biblioteca Jaime Câmara, no Espaço Cultural de Palmas.
Nós TRÊS sempre tínhamos solução para tudo. Vamos aguardar o
retorno do Eduardo, mas nós dois ODIR e MARIO continuamos
indo à Academia, sempre às 10 horas da manhã.
25/06/2011
MAIS OUTRA SEMANA.
Hoje 25.06.2011. No dia 19(domingo), às 6 da manhã, saí
para Anápolis, onde cheguei às 15 horas. O SORENTO, correndo
a 140, 160, não negou fogo. Depois de ir ao salão da Odália(fotos
no orkut), voltei para o Fantástico que é sagrado. Na segunda(20),
fui pagar o IPTU, no Vapt-Vupt do Anashoping. Uma verdadeira
fortuna para a casa da Rua Inglaterra, nas Nações Unidas que,
embora com a minha biblioteca e todos os outros móveis, fica
fechada porque só vou lá de 2 em 2 meses. Comprei a casa em 1975 e
meu antigo sogro me disse: “Você é doido. Como compra uma casa
424
naquele fim de mundo?” O tempo passou e a casa hoje vale uma
fortuna. Quando comprei a casa, entre a Catedral do Bom Jesus
e a casa, num espaço de 3 quilometros, só havia poeira e nenhum
carro estacionado. Hoje, a Avenida Pedro Ludovico, estrada de
Nerópolis, tem inúmeros sinais de transito, intenso comercio
e até pardais para reduzir a velocidade. Nunca quis vender a
casa porque tenho gratas recordações. Lá foram criadas as duas
preciosidades que tenho: Nívea Zenia(Recife, PE, 04.10.1971) e
Nívea Keila(Anápolis, GO, 13.03.1977). Sim, pago o IPTU que é
cobrado pelos 2 andares da casa(900 reais para 2011), fui visitar
os amigos. O Eudes(da sorveteria) é o primeiro. Casado com a
Leila(que registrou a Keila) é um amigão. A “dona Maria” casada
com o Chico(que está com AVC) é outra vizinha formidável e que
toma conta da minha outra casa de aluguel. Não deixo de visitar o
Prof. Alípio Nunes da Mata. Casou-se com Idalina na Catedral de
Porto Nacional, quando era norte de Goiás. Não deixo de visitar o
meu confrade da Academia Goiana de Letras, Paulo Nunes Batista,
com todas as suas idiossincrasias. Na casa da Dona Cleusa não
posso deixar de ir porque lá tem “BOLINHO DE CHUVA”. No
dia 21(terça-feira) ida ao Flamboyant. Que maravilha. Dá gosto
passar o dia lá. Na Livraria Saraiva, comprei o VOCABULÁRIO
TUPI-GUARANI e o DICIONÁRIO DA MUSICA POPULAR
BRASILEIRA. No dia 22(quarta-feira), rumei para Pirenópolis
com o objetivo de visitar a casa que a amiga Dra. Arlete comprou
lá, na Rua Direita, 68 e que transformou em ASSOCIAÇÃO
PIRENOPOLIS ONTEM, HOJE E SEMPRE(foto no orkut).
Embora já tenha o HOTEL FAZENDA AGNUS DEI, entre
Pirenopolis e Planalmira, diz que vai transformar a casa da Rua
Direita, em Pousada. Ainda em Pirenopolis, almoço na famosa
PENSÃO PADRE ROSA, fundada em 1950(foto no orkut).
Sobrou tempo para visitar duas figuras ilustres, CLEIDE e
DONA OLGA, na casa do meu amigo Dr. Ronivam Peixoto de
425
Moraes que tem o Rudy(advogado), Cibele(advogada), Ronivam
Junior(advogado) e Roniclay(Juiz de Direito em Gurupi). Visita
a Heloí e João(junto com Carol e Giovana), com direito a muitas
guloseimas e fotos para o orkut. Visita e jantar na casa da Nina,
Kennedy, Danilo e Letícia, com muito strogonof de franco. Dia
23(quinta-feira), retorno a Palmas, saindo às 6 horas da manhã
e chegando às 15 horas. Maria de Jesus Lopes Correa, chamada
Nonon ou Patrícia, voltou dirigindo o seu SORENTO da KYa.
Correu mais do que eu, entre 160 e 180. Estrada sem buracos.
Uma maravilha.
30/06/2011
REUNIÃO DA FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL
DO TOCANTINS(FLIT).
Hoje 30.06.2011. Mais uma reunião da FLIT no auditório
da SEDUC, em Palmas, comandada pelo Secretário da Educação
DANILO DE MELO SOUSA. Relatório completo de como se
está caminhando para a realização do evento que ocorre entre
25.07.2011 e 03.08.2011. Na Praça dos Girassóis, centro de Palmas,
já se vê a montagem da TENDA onde ocorrerá o evento. Dezenas
de pessoas presentes à reunião. Para se saber quem esteve lá, é
só olhar as fotos que coloquei no ORKUT, no álbum MARIO E
SEUS AMIGOS. Nem todos foram mencionados, mas estavam
lá porque as fotos comprovam. Ao meu lado, Juarez Moreira,
Kátia Rocha, Danilo e dezenas de jornalistas, secretários,
sub secretários, etc. Em outro ângulo, Odir Rocha, Luis de
Carvalho, Jales Paniago, Aristides Sambaiba(Palmas Cultural),
Leila(Livraria GEP). Entre as diretoras de núcleo e assessoras,
destaco, Edna, Heloisa, Val, Mônica, Rosane, Adriane e muitas
outras. No quadro do lançamento do Café Literário, está marcado
para o dia 26 de julho, às 16 horas, o lançamento dos meus livros
426
RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS,
RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES e
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS.
Neste mesmo dia e horário, também o lançamento do livro do
Dr. Odir Rocha, chamado IPOBAJÁ. É pena que não tenha sido
distribuída uma planilha com a distribuição dos espaços para
cada grupo e organização. Não se esqueça de olhar o meu orkut,
no álbum Mario e seus amigos e Mario e suas leitoras, bem como
o meupt.netlog.com/mariormartins.
29/06/2011
HOJE 29.06.2011. DIA DE PROTESTAR.
MEU AMIGO RAPHAEL LEMOS ESCREVEU NO SEU
FACEBOOK E EU COMPLETEI
“É um absurdo que em um estado como o Tocantins com
potencial hídrico para 07 usinas hidrelétricas e com 02 hidrelétricas
em pleno vapor a Celtins informa que teremos um reajuste de 7% na
conta de energia elétrica. Já somos a 5a. tarifa mais ...cara do Brasil.
Será que o objetivo da Celtins é chegar ao 1º lugar?
Se vocÊ é tocantinense e é contra esse reajuste copie e cole esse tópico
no seu face e proteste”. EU COMPLETEI: SIQUEIRA CAMPOS,
quando candidato a Governador do Tocantins, prometeu baixar a
energia. Todo mundo achou que ele estava fazendo esta promessa
num acordo com a CELTINS. Por que a televisão não coloca
esta promessa no ar? E cobra dele uma explicação? Ou será que a
promessa era apenas mais uma maracutáia politica?
06/07/2011
VIAGEM AO MARANHÃO
Hoje, dia 07.07.2011. A partir de hoje, quem quiser fazer
contato comigo só pelo 63 9977 9311. É que 5 horas da manhã,
427
estarei saindo, via Blaser, para São Luis do Maranhão. Ficarei
hospedado no GRAND SÃO LUIS HOTEL, do dia 08 até 12
de julho, no Centro Histórico de São Luis. Como não conheço a
Capital Maranhense, quero conhecê-la em toda sua plenitude. Vou
ficar num hotel do centro histórico, exatamente para conhecer
tudo, especialmente a pé. Quando terminar a parte histórica, passo
para outros setores modernos, onde só posso ir de carro. 8, 9, 10,
11 e 12 são suficientes para ir a Shopping, Praia, etc. De São Luis,
após atravessar o FerryBoat, passarei por Alcântara, com seus 70
mil habitantes e sua Base Naval, depois Pinheiro(terra de José
Sarney), Três Furos e Curva Grande, terra natal de Maria de Jesus
Lopes Correa que vai levando o seu caríssimo(2.500,00) álbum
de formatura, vale dizer, em DIREITO. Uma preciosidade, com
seus pais(DETE E PAULINO), alem de parentes e aderentes. É
verdade que quase todas estas fotos já estão no meu ORKUT, nos
álbuns MARIO E SEUS AMIGOS. Depois deste giro, retornarei
a Palmas, no dia 19 de julho. Voltarei em tempo ou a tempo de
participar da FEIRA LITERARIA INTERNACIONAL DO
TOCANTINS(FLIT), que se realizará entre 25 de julho e 3 de
agosto, quando também farei o lançamento de alguns livros, entre
os quais, RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE
LETRAS, RAZÃO DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES,
A CONSCIENCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS, bem
como DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS.
Como se vê, viagem para Ipupiara, Bahia e depois Itapetinga, só
na segunda semana de Agosto, depois do meu aniversário, em 07
de agosto, quando completo 68 anos e que seja sem AVC ou coisa
parecida. Agora, olhar o Jornal Nacional, as Novelas e arrumar o
carro que vai percorrer amanhã cerca de 1300 km. Dormir, quem
sabe, em algum hotel da estrada para não perder a novela das seis.
Mas, qualquer noticia sobre mim, com o meu “olheiro” e amigo
Aristides Sambaiba, da PALMAS CULTURAL.
428
21/07/2011
VIAGEM AO MARANHÃO E CURVA GRANDE
HOJE 21.07.2011
De fato, tendo saído às cinco da manhã, do dia 07.07.2011,
parei para almoçar no Estreito, já no Maranhão. Prosseguindo
a viagem e como sou viciado em novela, fiquei no Hotel São
Cristóvão, em Santa Luzia do Tide, apartamento 14, com todo o
conforto, inclusive excelente jantar. Na parte da manhã, logo depois
do café, rumamos para São Luis. Estrada super movimentada.
Travessia da ponte José Sarney para se chegar ao CENTRO
HISTÓRICO, onde fica o GRAND SÃO LUIS HOTEL, na Praça
Dom Pedro II, 299, ao lado da Catedral da Sé. O apartamento
329, uma maravilha. Escolhi este hotel exatamente para deixar
o carro no estacionamento e visitar o Centro Histórico a pé,
fotografando, sem qualquer preocupação com automóvel(fotos
no meu orkut, no álbum MARIO NO MARANHÃO. Endereço
do orkut: MARIO MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS).
Prédios históricos interessantíssimos, com seus azulejos azuis,
portugueses. No sábado, uma visita simpaticíssima das irmãs
da Maria de Jesus que moram em São Luis: A LUCILENE e
a LEINE, com seus respectivos maridos e filhos. A Leine teve
de ir trabalhar, mas a LUCILENE nos acompanhou pela parte
COMERCIAL DA CIDADE. Foi uma festa. Almoçamos juntos.
No domingo, contratamos uma Empresa de Turismo e fomos
para duas cidades interessantes: SÃO JOSÉ DE RIBAMAR e
RAPOSA. Em São José de Ribamar, visitamos tudo, conforme
fotos no orkut. Cidade bonita e bem administrada. Depois do
almoço, no RESTAURANTE DO CAPOTE, onde só se come
Peixe, fomos para a cidade de RAPOSA. Tomamos um barco e
navegamos mar a dentro. Praias lindas na região. No fim da tarde,
retornamos ao Hotel. Na segunda-feira, fomos visitar o TIO DA
PATRICIA, seu JOCA, com 83 anos e que está em cadeira de
429
rodas, em virtude de um AVC. Reside num dos bairros de São
Luis. Aproveitamos para ir ao FERRY BOAT, onde compramos
a passagem com antecedência. Travessia da BLAZER, 70,00. No
outro dia, terça-feira, após o café da manhã, pedimos a conta
no Hotel. A bagatela de 1.200,00, por todas as mordomias.
Em São Luis, ficaram os livros RAZÃO DO MEU VIVER, A
CONSCIENCIA DA LIBERDADE e ENCANTAMENTO DO
MUNDO. O FERRY BOAT marcado para 12:30. Muito longe
do Centro Histórico de São Luis até chegar na Plataforma de
embarque. Diferentemente de outros Ferrys, você tem de fazer
manobra lá dentro para colocar o carro de ré. Um sufoco porque
todos querem fazer isto ao mesmo tempo. Depois de 2 horas de
viagem, chegamos ao outro lado, no COJUPE. Passagem por
Alcântara, onde tem até BASE AMERICANA. Seguimos depois
para Pinheiro(terra natal de José Sarney). Por causa da novela, tive
de ficar no Hotel Babu, de Pinheiro. Fomos visitar os parentes da
Patrícia: Dona Zuleide, em seu Salão de Beleza(fotos no orkut),
Residência do vereador Chagas, onde ficam suas filhas Iranete
e também Iliane, alem de Iranilde. Residencia da Baixinha e
familiares. No outro dia, 13.07.2011, logo cedo, alcançamos a
cidade de Presidente Sarney. Corremos um pouco mais e chegamos
em TRES FUROS. Neste povoado, deixamos o carro no quintal
do CARLINHOS. No potente barco do seu Paulino(pai da Maria
de Jesus), seguimos pelo Rio Turiaçu até chegar ao porto de
CURVA GRANDE. Do porto até a casa da Dete e do Paulino,
cerca de 1 km a pé. Muito bem acomodados num dos quartos da
casa, inclusive com banheiro interno, o que não existe nas demais
casas de Curva, ficamos nos preparando para passeios e aventuras.
Zé Miúdo nos levou de barco para a Lagoa de Curva(fotos no
orkut). Lugar maravilhoso. Mas a casa preferida no fim da tarde,
era a casa da avó da Patrícia, conhecida como VEVÉIA, onde se
reúnem os amigos e parentes sentados em cadeiras e tamboretes
na porta da rua. Esta Vevéia tem história e me lembra um fato
430
interessante. Quando esteve me visitando em Palmas, levei-a às
CACHOEIRAS DE TAQUARUÇU. Não é que ela desceu e subiu
os 140 DEGRAUS da escadaria sem parar e sem reclamar. Com
seus 80 anos, é uma preciosidade. Em Curva Grande, sua casa
de chão batido é gostosa demais. Mora com a filha Chica, com o
filho Zé Miúdo e o outro filho Zé. Mas, na mesma Rua, moram os
demais parentes e familiares. Um hábito interessante: Todos que
passam na frente de sua casa, vão lá, dão a BENÇÃO E BEIJAM A
MÃO DA VEVÉIA. Lá, no domingo 17.07.2011, por volta das 16
horas, vi o desastre da SELEÇÃO BRASILEIRA, desclassificada
da COPA AMERICA. Segunda-feira, dia 18.07.2011, após o
Café da Manhã, hora de retornar. Colocar as bagagens no Barco.
Atravessar o rio. Pegar o carro no quintal do Carlinhos. Dois
companheiros até Pinheiro: o vereador Chagas que ficou em
sua casa e o amigo Zé Miúdo que nos mostrou sua casa nova, de
muito bom gosto. Pegamos a estrada de volta. Não precisamos
voltar pelo FERRY BOAT. Fomos para São Bento(terra do Pastor
Brito), São Vicente Ferrer, Viana, Vitória do Mearim e Santa Inês.
Almoçamos num Posto Carreteiro, super organizado. Na parte
da tarde, seguimos para Santa Luzia do Tide, Buriticupu, Bom
Jesus das Selvas e Açailândia. Como estava na hora da novela,
procuramos o RC HOTEL, na própria rodovia. Uma maravilha.
O apartamento 209, com uma cama espetacular. No outro
dia(19.07.2011), passagem por Imperatriz, Estreito. Almoço em
Colinas. Finalmente, chegada em Palmas. Agora, uma montanha
de jornais para ler, o que inclui o JORNAL DO TOCANTINS e O
POPULAR, atualização do BLOG, verificação de e-mails, orkut,
facebook, twitter, etc. Mas ainda não fui à minha Caixa Postal,
90, buscar as correspondências. Entre 25 de julho e 03 de agosto,
teremos a FLIT(FEIRA LITERARIA INTERNACIONAL DO
TOCANTINS), ocasião em que farei o lançamento de alguns
livros. Depois disto, só a viagem a Ipupiara no mês de agosto.
431
30/07/2011
LANÇAMENTO DO MARIO NA FLIT.
Hoje 30.07.2011. Meus amigos, ontem dia 29.07.2011,
foi um dia especialíssimo para mim na FEIRA LITERÁRIA
INTERNACIONAL DO TOCANTINS(FLIT). Foi o dia do
lançamento de meus três livros: RETRATO DA ACADEMIA
TOCANTINENSE DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2011), RAZÃO
DO MEU VIVER E OUTRAS AMENIDADES(Goiânia,
Kelps, 2011) e DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO
TOCANTINS(Goiânia, Kelps, 2011). O meu lançamento
se tornou especial porque ele foi precedido por duas mesas
redondas: PANORAMA DA LITERATURA PIAUIENSE, com
o Juiz de Direito, José Elmar Carvalho e Reginaldo Miranda,
Presidente da Academia Piauiense de Letras. A outra mesa
redonda LITERATURA E ECOLOGIA foi com o escritor Assis
Brasil(Parnaíba, Pi, 18.02.1932). Seu horário estava marcado
para 20 horas, mas em virtude de sua idade(79) foi antecipada sua
palestra para 15 horas. Sobre sua biografia, leia o meu site WWW.
MARIOMARTINS.COM.BR ou meu livro DICIONÁRIO
DO TOCANTINS, onde há um capitulo sobre os grandes
antologistas brasileiros. Quando me foi dada a palavra fiz um
resumo dos três livros. Estavam presentes, conforme fotos no
orkut, o Secretário da Educação Danilo Melo, o Presidente da
Academia do Piauí, Reginaldo Miranda, o Juiz de Direito, Elmar
de Carvalho, o próprio Assis Brasil, o homenageado da FLIT,
Juarez Moreira, Odir Rocha e o publico em geral. Expliquei
que nestas ocasiões não vendia o livro, mas faria o sorteio entre
os presentes. Com a ajuda das amigas da SEDUC(Secretaria
da Educação),encabeçadas pela SHEILA foram distribuídos
números para o sorteio. Pedi ao amigo Casagrande para gritar
números aleatórios. Foram sorteados cerca de 150 livros, entregues
432
por Casagrande, SHEILA e outros, entrando títulos como A
CONSCIENCIA DA LIBERDADE, ENCANTAMENTO DO
MUNDO, CONFLITO DE GERAÇÕES, CORONELISMO NO
ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS e GILBERTO FREYRE,
O EX-PROTESTANTE. Quem ganhou os livros, foi receber o
autógrafo na sala da Academia Tocantinense de Letras. Foi uma
festa. A FLIT continuará até o dia 3 de agosto.
27/07/2011
NOVIDADES DA FLIT
HOJE 28.07.2011. Meus amigos, tenho estado tão
envolvido com a FEIRA LITERÁRIA INTERNACIONAL DO
TOCANTINS(FLIT), de manhã, de tarde e de noite, tirando
fotografias com amigos e companheiros para o meu ORKUT, que
me esqueci de escrever para o meu BLOG. Peço desculpas aos
meus fieis leitores, entre os quais, ARISTIDES SAMBAIBA, da
PALMAS CULTURAL. Pois bem, no dia 25.07.2011, por volta
das 18 horas, deu-se a ABERTURA OFICIAL. O Governador
Siqueira Campos que já havia percorrido todos os setores da
Feira, terminou chegando ao AUDITÓRIO CENTRAL para a
Abertura. Presentes figuras ilustres, entre Deputados, Vereadores,
políticos, aspones e asmenes de todos os tipos. Destaque para o
povo em geral, que compareceu com a maior dignidade. Falaram
na ocasião o Secretário da Educação(Danilo Melo) e o Governador
Siqueira Campos. Discursos muito bem postados. Conforme
fotos no orkut, também se fizeram presentes MARIO RIBEIRO
MARTINS(da Academia Tocantinense de Letras, da AGL e
outras), Dr. Odir Rocha(Presidente da Academia Palmense, da
ATL e da SOBRAMES), Dr. Mucio Breckenfeld(ATL, APL e
SOBRAMES), Juarez Moreira(homenageado da FLIT, Presidente
da ATL), Padre Rui Cavalcanti(da Academia Tocantinense de
Letras), Dr. José Cardeal(da Academia Tocantinense de Letras),
433
Jornalista Luis Pires(da Academia Tocantinense de Letras), Ana
Braga(fundadora da Academia Tocantinense de Letras, da AGL),
Dourival Martins Santiago(da Academia Tocantinense de Letras),
Isabel Dias Neves(da Academia Tocantinense de Letras) e muitos
outros acadêmicos. Presente também a Secretaria da Cultura,
Kátia Rocha. No dia 26, começaram as atividades da Feira. Logo
pela manhã, a palestra da Profa. Paula, filha do Presidente da
ATL, Eduardo Almeida, que teria vindo do Sul do País, para
rever o pai que está com AVC e proferir a sua conferencia, o
que fez com muita sabedoria. Ainda no dia 26, na parte da
tarde, lançamento do livro do Prof. Marcos Rogério Silva(de
Araçatuba, SP, 04.12.1964), que editou o texto SER LEITORUM
HÁBITO POSSÍVEL DE ADQUIRIR(Scortecci, SP, 2010),
com novas revelações e excelentes referencias bibliográficas.
Ainda na tarde de 26, lançamento do livro do Dr. Odir Rocha,
IPOBAJÁ-CONTOS(Goiânia, Kelps, 2011), texto prefaciado por
Juarez Moreira Filho e que teve repercussão entre os presentes,
em virtude dos temas tratados, dentre outros, O CAÇADOR DE
ONÇA, O ESTURRO DA PINTADA, etc. 30 exemplares do
livro foram sorteados entre os que se achavam presentes. Vejase
que estou falando de eventos ocorridos no Café Literário. No
dia 27.07.2011, novos fatos ocorreram, com muitos lançamentos,
dentre outros, MUSICA AFRICANA NA SALA DE AULA,
da Profa. Lílian Rocha de Abreu, de São Paulo, vinculada ao
Colégio Vértice. Mais tarde, no mesmo dia, foi o lançamento do
livro CAMINHOS QUE ANDAM: O RIO TOCANTINS E A
NAVEGAÇÃO FLUVIAL, da Profa. Kátia Maia. Neste mesmo
dia, lançou também o seu livro com o titulo JULIO SANTOS,
MESTRE DA FOTOPINTURA CEARENSE, o escritor
Julio Santos. Nilo Alves se apresentou como Cantor Regional.
Participação magnífica. Por hoje é só, volto depois. Outros setores
da FLIT estão funcionando maravilhosamente.
434
04/08/2011
ENCERRAMENTO DA FLIT.
Hoje, 04.08.2011. De fato, ontem dia 03.08.2011, deuse
o encerramento da FLIT(Feira Literária Internacional do
Tocantins). A feira foi subdividida em diferentes lugares, dentro
da Praça dos Girassóis. Alguns deles: 1)AUDITÓRIO JUAREZ
MOREIRA FILHO, com cerca de mil cadeiras, onde se deu a
abertura e também a apresentação de peças teatrais, inclusive
o MONÓLOGO ENCONTRO COM FERNANDA(Fernanda
Montenegro). 2) ESTAÇÃO CORDEL, por onde passaram os
mais famosos cordelistas, entre os quais, Gonçalo Ferreira, Mestre
Azulão. 3) CONCHA ACÚSTICA-SHOWS, onde se apresentaram,
entre outros, Maria Eugenia, Mart’nália, Balé Bolshoi, Orquestra
Sinfônica de Brasília, Genésio Tocantins, Braguinha Barroso,
Juraildes da Cruz, etc. 4) ESTAÇÃO JOVEM CAMPEÃO, com
diferentes atividades. 5) ESTAÇÃO FOLGUEDOS, onde se
apresentaram grupos de Quadrilha, Capoeira, Escolas de Samba,
etc. 6) ESTAÇÃO CINEMA, apresentação de filmes. 7) ESTAÇÃO
SEBO, onde foi possível permutar livros. 8) ESTAÇÃO CIRCO.
Mas ainda houve apresentações nos prédios do TRIBUNAL
DE JUSTIÇA, ASSEMBLEIA LEGISLATIVA, MINISTÉRIO
PUBLICO, MEMORIAL COLUNA PRESTES. 9) CAFÉ
LITERÁRIO. Deixei este por ultimo, por ser o que mais me
interessou. Conforme fotos no meu orkut(MARIO MARTINS,
DE PALMAS, TOCANTINS), nos álbuns MARIO NA FEIRA
LITERÁRIA e MARIO E SUAS LEITORAS cada um com 100
fotos, portanto, cerca de 300 fotos, participei de quase todos os
eventos(palestras, lançamentos, etc). Foram centenas de palestras
e dezenas de lançamentos. A Academia Tocantinense de Letras,
de que sou membro, na Cadeira 37, foi parceira do evento. Sua
sala, muito bem decorada pela Ione, ficou ao lado do auditório do
Café Literário, de tal forma que o escritor lançava o seu livro e ia
435
dar os AUTÓGRAFOS na sala da Academia. Pessoalmente, não
vendi os livros lançados. Fiz o sorteio de 150 exemplares para os
que estavam presentes. Foi uma festa. Tudo registrado no orkut.

Sobre o assunto, escreveu a jornalista Fernanda Dias, para o
site CLEBER TOLEDO: “Mário Ribeiro Martins lança três obras
no Café Literário
29/07/11 21h53
Fernanda Dias
Especial para o CT
Com muito humor, o escritor Mário Ribeiro Martins lançou
suas três obras no espaço do Café Literário na tarde dessa sextafeira,
29. São elas: ‘Retrato da Academia Tocantinense de Letras’,
‘Razão do meu Viver e Outras Amenidades’ e o ‘Dicionário
Bibliográfico do Tocantins’. Natural da Bahia e morador de
Palmas desde de 1998, Mário Martins tem um grande legado em
seu currículo: é membro da Academia Tocantinense de Letras, da
Academia Goiana de Letras, da Academia de Letras do Estado do
Rio de Janeiro e da Academia Pernambucana de Letras e Artes.
No Retrato da Academia Tocantinense de Letras apresenta
a biografia de todos os membros da academia e tem a biografia
também daqueles que foram convidados para fazer parte
da academia e não eleitos. NoDicionário Bibliográfico do
Tocantins retrata a parte biográfica de todos que nasceram e
viveram ou moram no Tocantins e que publicaram livros. São
cerca de 3 mil biografias. Já o livro Razão do meu viver e Outras
Amenidades é uma obra com vários artigos de jornais e revistas.
Mário Ribeiro Martins já lançou 35 livros, entre eles
dicionários, bibliografias e assuntos gerais. O escritor sorteou 150
436
livros no Café Literário e no stand da Academia Tocantinense de
Letras, no Espaço Girassol da Flit. Nestas ocasiões, ele não vende
os livros. Faz sorteio entre os presentes, o que é uma FESTA.”
Dezenas de outros lançamentos ocorreram, lembrando aqui
os da Academia Tocantinense e tambem da Academia Palmense,
tais como: Odir Rocha(IPOBAJÁ), Juarez Moreira(TIPOS
PITORESCOS), Kleber Bucar(ARAGUACEMA-DUZENTOS
ANOS DE HISTÓRIA), Otávio Barros(PRESENÇA DA FRANÇA
NO TOCANTINS). Foi presença marcante no Café, a figura de
Casagrande, com sua interferência via recital de poesias. Entre os
palestrantes, destaco Helio Moreira e Getulio Targino(Academia
Goiana de Letras), Junio Batista(Academia Palmense),
Margarida Gonçalves(Academia Tocantinense), Didimo
Heleno(Academia Palmense), Francisco Concesso(Acalanto),
Aleilton Fonseca(Academia Baiana de Letras), Múcio
Breckenfeld(Academia Tocantinense), Antonio Matos(Academia
Paraense de Letras), Alexandre Acampora(Academia Palmense),
e muitos outros. Não poderia deixar de destacar aqui, a figura
ilustre do Secretário da Educação, DANILO MELO, bem
como suas auxiliares na SEDUC, destacando-se, entre outras,
Sheila, Monica, Josi, Rosangela, Rosane, Edna, Nubia que
tambem tiraram fotos comigo e meus livros, conforme dá conta
o meu orkut, no endereço: MARIO MARTINS, DE PALMAS,
TOCANTINS. Mas, se alguem desejar qualquer um dos livros, é
só mandar um recado aqui ou pelo meu e-mail: mariormartins@
hotmail.com ou ainda pelo celular: 63 9977 9311.
09/08/2011
ANIVERSÁRIO DO MARIO
Hoje, 08.08.2011. Mas, ontem(domingo), dia 07 de agosto,
completei 68 anos, eis que nasci em 1943, por volta das 17 horas,
na gloriosa JORDÃO DE BROTAS(1911), FUNDÃO DE
437
BROTAS(1865), hoje, IPUPIARA(1936), Bahia, depois de ter sido
CAMPOS BELOS(1842), FORTALEZA DE SÃO JOÃO(1906),
VANIQUE(1935). Não convido ninguém para o meu aniversário.
Preparo uma MESA DE FRUTAS(melancia, abacaxi, banana,
maçã, uva, melão, atemóia, pinha, laranja, nectarina, pêra, etc,
etc) e quem for aparecendo vai comendo. Lá no meu orkut, no
netlog, no facebook, coloco a foto com a mesa de frutas. Alguns
amigos apareceram, entre os quais, Aristides Sambaia(da Palmas
Cultural) e meu olheiro quando viajo. É ele que recolhe os jornais
e revistas que vão sendo jogados no quintal, enquanto dura a
viagem. Leva os jornais, lê e depois devolve para que eu possa
me atualizar. Quando chego, gasto dois ou três dias para ler tanto
jornal. Sandra, sua esposa, também se faz presente, exigindo
alem das frutas, um FRANGUINHO ASSADO COM ARROZ,
tomate, etc. Este ano, o Aristides trouxe alem do baguncento
Tarcisio, também a mimosa Angélica, e mais ainda a NIRA, sua
irmã, funcionária do Banco do Brasil, nascida em Montes Altos,
Maranhão, hoje residente em Palmas, depois de ter passado por
Imperatriz e mãe da simpaticíssima enfermeira Mariana, que
trabalha no Hospital Geral de Palmas. O advogado Marcio, junto
com a Marcilene e seu filhote é presença de todos os anos, dando
nos noticia do asfaltamento da estrada de Barrolândia que passa
a oito quilômetros da minha CHACARA, nas imediações de
Luzimangues. Lá por volta das 10 horas(22), toca a campainha
o meu amigo Dr. José Machado, Diretor Geral do Tribunal de
Justiça. É acompanhado de sua esposa CLAUDIA e de sua filha
Sofia. O EUGENIO seu filho, não sai, só quer saber de Internet.
Eu também gosto de INTERNET, por isto, tenho ORKUT,
FACEBOOK, TWITTER, NETLOG, MSN, SITE(www.
mariomartins.com.br), mas isto não me impede de visitas os
amigos, todas as noites. De todas estas presenças foram colocadas
fotos no orkut. Terminada a noitada do aniversário, tenho a
semana para me arrumar e preparar a viagem para Ipupiara,
438
no sábado, 13 de agosto, devendo retornar no fim do mês. Não
posso me esquecer aqui os amigos que se manifestaram, via sites
de relacionamento, me cumprimentando pelo aniversário. Alem
das minhas filhas, Nívea Zenia e Nívea Keila, também o genro
Kennedy, os netos Danilo, Letícia, Sâmara, João e Heloí, todos
do Facebook, do Orkut, etc. Alguns deles: Zacarias Martins, JJ
Leandro, Guarabira Filho(cantor de O SERTÃO VAI VIRAR
MAR), Antonio Costa Campos, Eugenio Lourenço Filho, Bonato,
Parisi, Halcima, Parriul, Edna, Julimar, Levi, Ezequiel, Wilame,
Lucielia, Aquino, Teske, Guarabyra, Brasigóis, Januário, Filemon,
Lalinha, Guiomar, Cinthia, Roberto Novais, Stella Maris,
André, Valdete, Ronei, Keila, Carla, Fatima, Edizio, Everaldo,
Osmar, Gabrielle, Najara, Orley, Marco, Bella, Orlandina, Cizi,
Marilena(ceresina), etc.
03/09/2011
CASAMENTO DE JULIETTE E GLAUCO
HOJE, 03.09.2011. No dia 16.09.2011, às 20:00 horas, no
ESPAÇO LUNE, Rodovia BR 153, em Anápolis, Goiás, haverá o
casamento de JULIETTE e GLAUCO FILHO. Com o convite em
mãos, estaremos presentes, por várias razões: 1) A dra. Orlandina
e o dr. José Maurílio, seus pais, são meus amigos de longa data.
Assim, como estive presente ao casamento de Carlinha, filha da
dra. Arlete, tenho o dever de me fazer presente ao casamento da
Juliette. 2) Vi a Juliette nascer e crescer. Sinto-me no dever de
apoiá-la em seu casamento. Eu e a Orlandina trabalhamos juntos
em Anápolis, como Promotores de Justiça. Como eu era mais velho
na carreira, aposentei-me primeiro, em 24.04.1998. Ela continua
na ativa. Eu e a Maria de Jesus Lopes Correa(Patrícia), depois de
visitarmos outros lugares, pelo interior de Goiás, chegaremos lá
para o casamento no dia 16 de setembro. Ficaremos hospedados
na ESTÂNCIA PARK HOTEL, lugar chiquetérrimo, na estrada
para Corumbá. Não queremos ter o trabalho de chegar na nossa
439
casa em Anápolis(na Rua Inglaterra, Nações Unidas) e tirar todos
os cadeados e trancas, em cima da hora e de afogadilho para o
casamento às 20 horas. Preferimos, então, ir para a Estância. Esta
ESTANCIA PARK HOTEL tem uma história em minha vida: É
que quando me casei com a então estudante Amália de Alarcão,
no dia 26 de dezembro de 1989, fomos passar a “lua de mel” na
Estância Park Hotel. Passamos os últimos dias de dezembro de
89, até viajarmos para a Bahia, em janeiro de 1990. Sobre este
casamento, todos já sabem: depois de 10 anos, DIVORCIAMOS.
Amália, depois de ter sido JUIZA DE DIREITO de Tocantinia,
Pedro Afonso e de Paraíso do Tocantins, APOSENTOU-SE
POR INVALIDEZ PERMANENTE, conforme DIARIO
DA JUSTIÇA 2327, de 08.12.2009. Voltando ao casamento de
Juliette, no dia 17 de setembro(sábado), depois de visitarmos
amigos, voltaremos para Palmas, onde as diferentes atividades
nos esperam. Darei um relatório completo depois da viagem.
28/08/2011
VIAGEM AO ESTADO DA BAHIA.
HOJE, 28.08.2011. Ontem, dia 27, retornei da Bahia. Viagem
excelente. Saí daqui de Palmas, no dia 13 de agosto, por volta de
6 da manhã. Cheguei em Ibotirama às 15 horas. Gosto de dormir
no PLAZA HOTEL porque tenho de visitar parentes e amigos.
Por volta das 17 horas, recebi a visita de dois amigos ilustres:
CARLOS ARAUJO e ANTONIO MONTEIRO(Fotos no orkut).
Carlos Araújo reside em Ibotirama, mas Antonio Monteiro estava
de passagem, indo para Morpará. À noite, fui visitar Esterzinha e
o Pastor Pedro. Não estavam em casa. Aproveitei e visitei outros
amigos na cidade. Depois disto, jantar no Restaurante LEITOA
ASSADA. No outro dia 14 de agosto, rumei para Ipupiara.
Depois de 90 km, está o trevo, com letras bem grandes: BROTAS
DE MACAUBAS. São 72 km para Ipupiara, mas só tem 38 km
asfaltados. MAS VEJAM A MALANDRAGEM QUE FIZERAM.
440
Logo no inicio, no ENTRONCAMENTO, está escrito: “DNITOBRA
DO GOVERNO FEDERAL”. Deste entroncamento até
Ipupiara são 72 km. Asfaltaram apenas 38 km que chegam até
Brotas. Para os 34 restantes que chegam a Ipupiara, “comeram
o dinheiro” e não fizeram o asfalto. Uma vergonha! Enganaram
o povo, os sindicatos, e o Ministério Público. Veja como foi a
TRAMÓIA. No ENTRONCAMENTO, colocaram a placa 106,
104, 102 e assim, sucessivamente, até chegar na PLACA 72(que
seria em Ipupiara, até onde deveria ter sido feito o asfalto). Pois
bem, fizeram 38 km(do entroncamento a Brotas) e comeram o
dinheiro dos outros 34 km. No DNIT, em Brasília, está registrado:
72 KM DE ASFALTO DO ENTRONCAMENTO A IPUPIARA.
O que me impressiona é o número de pessoas, de Ipupiara, que
trabalha em Brasília e que poderia denunciar o fato ao DNIT.
Onde está o Arides Leite, irmão do ex-prefeito de Ipupiara? O
próprio prefeito Davi, meu primo, que passa constantemente pela
estrada de chão tida como asfaltada, para ir a Salvador e Brasília? É
preciso que os jovens de Ipupiara que lidam com o FACEBOOK,
Orkut, MSN, etc se mobilizem para DENUNCIAR este fato.
Não divulgaram o ASSALTO AO BANCO, em Ipupiara, que
divulguem também o ASSALTO À ESTRADA. Fazer 38 km e
receber por 72 é um DESRESPEITO AO POVO DE IPUPIARA.
Voltarei à minha viagem, no parágrafo seguinte.
29/08/2011
VIAGEM AO INTERIOR DA BAHIA
(segunda parte)
Feita esta denuncia, vou retornar à minha viagem. No
dia 14 de agosto, domingo, cheguei ao COXIM. Almocei com
a Licinha, Isidoro, Roberto e Roberio, alem da Patrícia que é
também motorista da Blazer. Após o almoço, me deito numa
REDE AMARELA, na casa de farinha. Muita conversa jogada
441
fora e relatório de tudo. Por volta de 17 horas, acabo de chegar
na minha casa em Ipupiara, Rua Pedrito Alves, 1. Domingo,
de noite, começo a receber visitas, especialmente dos primos
Guiomarzinha, Lalinha, Silas, Sueli, etc. Dia 15, segunda-feira,
é o dia da FEIRA. A cidade vive em função da feira. Do restante
do município e de outras cidades aparecem pessoas para vender
e comprar. Dia 16, terça-feira, tudo volta ao normal. Dia 17,
quarta-feira, logo cedo, viajamos para Itapetinga, no interior
da Bahia. Eu, a Patrícia, o Fabio, o Isidoro e o Robério. Fomos
ao entroncamento e no Posto Beira Rio, viramos à esquerda no
sentido de Oliveira dos Brejinhos. Prosseguimos para Boquira,
Macaúbas, Caturama, Paramirim, Livramento, Dom Basílio,
Brumado, Aracatu, Anagé, Vitória da Conquista, Itambé e
Itapetinga. Nesta cidade baiana, de 70 mil habitantes, fomos
deixar o Roberio que estuda no Instituto Tecnológico(fotos no
orkut). Entre outras grandiosidades da cidade, está o templo da
Primeira Igreja Batista. Um monumento, digno dos melhores
encômios(fotos no orkut). Durante 50 anos(de 1957 até 2007), foi
Pastor desta Igreja, Pastor Samuel de Oliveira Santos. Ficamos
hospedados no Hotel Morumbi: Eu e Patricia, num quarto. Fabio
e Isidoro, em outro. No dia seguinte(18), após o café da manhã,
no Hotel, tomamos o rumo de Itambé e Vitória da Conquista. Ao
passar por Macaúbas, resolvi entrar na cidade e conhecê-la. Com
seus 50 mil habitantes, é uma cidade super organizada. Resolvi
conhecer porque BROTAS DE MACAUBAS, do outro lado
da BR 242, foi distrito de Macaúbas, distante 130 km(fotos no
orkut). Depois de passar por Boquira, Oliveira e Brotas, chegamos
ao Coxim, por volta de 17 horas, onde nos aguardava um belo
jantar feito pela Licinha. No outro dia, 19 de agosto, fomos
para o velório do Adão Costa que faleceu em São Paulo, mas foi
enterrado em Ipupiara, às 18 horas(fotos no orkut). Dias 20 e 21
de agosto, outras visitas aos povoados, conforme fotos no orkut.
Casa do Totinha, Deme, filho da Deme. Casa do Valdo, tio Lula,
442
Arlindo, Liozinho, Luiza e Manoel. Casa da Arcanja, do Didi,
etc, etc. Dia 22, dia da feira, em Ipupiara. Estava eu na casa da
“Pretinha”, conversando com o tio Lula, bem perto do Banco do
Brasil e do Bradesco, quando se ouve lá fora um tiroteio. Assalto
aos bancos, através de OITO rapazes encapuçados que estavam
numa camionete. Levaram o dinheiro dos bancos, mas também
dos clientes que estavam na fila. Dois policiais. Um deles, que
estava com a metralhadora, era evangélico e não podia atirar nos
bandidos. A primeira coisa que os bandidos fizeram foi atirar nos
quatro pneus da viatura policial. Durante a semana, passaram a ser
perseguidos por policiais de varias regiões. Consta que já tinham
prendido quatro. Na terça-feira, 23, fui para outros povoados.
Visitei muita gente: Tio Nezinho, Nilza, tia Almerinda, Mosa,
João da Celina, Guiomarzinha, Lalinha, Luzia, etc, etc. No dia
26, sexta-feira, fui ao Brejão. Saímos cedo: eu, Patrícia, Roberto,
Roberio e Fabio. Lugar maravilhoso. Neste lugar, a Primeira
Igreja Batista de Ipupiara tem um prédio para acampamento:
quartos, banheiros, cozinha, campo de futebol, etc. Como já era
hora do almoço, fizemos um piquenique: O Roberto, o Robério
e o Fabio fizeram o fogo, com galhos, debaixo de uma arvore
frondosa. Eu peguei a panela que trazia no carro. Dentro, tudo
misturado: feijão, arroz, carne, frango, a torta da Sueli, requeijão,
etc. Foi um almoço formidável. Depois, ainda visitamos algumas
famílias no Brejão, conforme fotos no orkut. No sábado, dia 27,
por volta das 6 horas da manhã, trancamos a nossa casa, que fica
sempre aos cuidados do Silas e da Sueli, e voltamos para Palmas.
Desta vez, não vi a Najara(filha do Silas), com o seu namorado
Abelardo Neto. A Regina e o Neurim, Thalia e Pedro nos
encheram de atenção. Alem da marmita que nos fornecia todos
os dias, ainda fazia “bolinho de chuva” para me agradar. Por volta
das 16 horas, do sábado 27, chegamos em Palmas. Muito trabalho
para colocar fotos no orkut, escrever legenda, etc. Escrever
oBlogdomariomartins.zip.net, visitar o site www.mariomartins.
443
com.br, rever Facebook, MSN, netlog, etc. Agora, recomeçar tudo
aqui: já visitei a Alessandra(filha do Deusim), o Lot, e a minha
construção(kitinetes para alugar). Se esqueci alguém ou algum
fato, queiram me relembrar. Quero agradecer publicamente ao
meu amigo ARISTIDES SAMBAIBA(da Palmas Cultural) que
recolhe os meus jornais e molha o meu pé de umbu. É o meu
“olheiro” quando viajo.

445
OUTROS TEXTOS PARA MANIFESTO
CONTRA O ÓBVIO
DEFESA DO MARIO NO CASO
DIVINA LÚCIA MONTELLO DA SILVA..
REF: Processo 5006825.26.2010.8.09.0056.
Anexo: Instrumento particular de procuração.
MARIO RIBEIRO MARTINS, brasileiro, divorciado,
Procurador de Justiça Aposentado do Ministério Publico de Goiás,
portador do CPF/MF 032629014-15, residente e domiciliado na
QUADRA 106 NORTE, ALAMEDA 01, LOTE 36, SETOR
CENTRAL, PALMAS, TOCANTINS, por intermédio de seu
bastante procurador(m.j), advogado inscrito na OAB/GO, 15.153,
com escritório na Rua S-100, Quadra 111, Lote 18, Anápolis-
City, Quinta Etapa, Anápolis, Goiás, onde receberá as intimações
de estilo, vem, mui respeitosamente, à digna presença de Vossa
Excelência, com fundamento no inserto do artigo 30, c.c. artigo 31,
ambos da Lei 9.099/26.09.1995, apresentar a competente Defesa,
fazendo-o nos termos infra expendidos e, ao final, requerer:
1.- DOS FATOS.
1.1. Aos 27.01.2010, a Reclamante, Divina Lucia
Montello da Silva, brasileira, solteira, Engenheira
de Alimentos, filha de Raimundo Sales Silva e
Neuza Montello da Silva, CPF 001 003 461-70, já
qualificada nos autos do processo em referencia,
propôs, junto a esse douto Juizado, em face do
446
Reclamado, a presente ação de INDENIZAÇÃO
por danos morais, consoante o inserto na exordial
de fls. 02 usque 12.
1.2. Em apertada síntese e considerando o núcleo
ou o foco da presente lide, a Reclamante alega que,
em razão de haver rompido, incondicionalmente,
o RELACIONAMENTO AMOROSO COM O
RECLAMADO, este, com o fito de chantageá-la,
postou em seu orkut uma foto em que aquela se
apresentava nua ou despida das vestes de costume.
A Reclamante sustenta que ela é quem rompeu
o relacionamento amoroso com o Reclamado
e que este, em razão disto, chantageava-a,
para que o relacionamento fosse, novamente,
reestabelecido, todavia, tal assertiva não condiz
com a realidade dos fatos, pois, COMO INFRA
DEMONSTRADO, é aquela que tem buscado, a
todo custo, o restabelecimento da relação amorosa
desfeita nos idos do mês de setembro de 2009.
Aos 21 de março de 2010, portanto, há pouco
menos de um mês, a Reclamante com o fito de
restabelecer a relação amorosa com o Reclamado,
a este, às 19:42 da data, ut supra mencionada,
enviou-lhe por intermédio do telefone celular
(62) 9328 1258, de sua propriedade, a seguinte
mensagem:
“Agora serei a sua mulher de verdade. Minha
família e meus amigos vão conhecer o meu
homem Mario Martins. É só você falar quando
447
devo me mudar para Palmas. A Patrícia me falou
que saiu de casa e que você pediu a separação.
Isso foi um gesto maravilhoso meu amor. Provou
que me ama. Diga quando posso me tornar tua
mulher eternamente? Divina Engenheira”.
No dia 01 de abril de 2010, às 15:35 horas, a
Reclamante, por meio de seu telefone celular (62)
9328 1258, enviou, para o celular (63) 9244 6036,
de propriedade do Reclamado, a mensagem infra
transcrita, agradecendo-o por deposito feito em
sua conta:
“Muito obrigado meu amor. Eu te amo e não vou
desistir de você nunca. Divina Engenheira”.
Diante dos teores insertos nas mensagens
telefônicas, já transcritas, indaga-se: SERÁ
QUE O RELACIONAMENTO AMOROSO
entre Reclamante e Reclamado fora rompido
por aquela? A resposta transparece, cristalina e
indelevelmente, negativa, pois, em regra, aquele
que rompe um relacionamento amoroso não fica
insistindo, de forma sistemática, na busca de seu
restabelecimento.
IN CASU presente, o relacionamento entre
a Reclamante e o Reclamado fora por este
desfeito ou interrompido, não e nunca por
àquela, como bem demonstrado restou pelos
teores das mensagens enviadas por àquela a
este. Portanto, não procedem as razões e os
fundamentos insertos na petição inicial, vez que
448
o Reclamado nunca chantageou a Reclamante
com vistas ao restabelecimento da mencionada
relação amorosa. Até porque, o Reclamado, após
haver rompido o relacionamento amoroso com
a Reclamante, reatou seu relacionamento com a
sua ex-namorada de nome Patrícia.
1.3. A foto da Reclamante nua ou despida fora,
de fato, inserida no ORKUT do Reclamado,
fato este inquestionável. Todavia, de duas, uma:
ou a mencionada foto fora inserida no orkut do
Reclamado pela própria Reclamante ou por algum
Hacker, a mando, obviamente, da Reclamante,
vez que, como conhecedora da boa situação
socioeconômica do Reclamado, vislumbrou
a possibilidade de tirar proveito daquele seu
inescrupuloso ato, como de fato tentou, por
intermédio da mensagem a ele enviada às 17:05
horas, do dia 17.03.2010, através de seu telefone
celular (62) 9328 1258, cuja mensagem fora
endereçada ao telefone celular (63) 8126 8581, de
propriedade do Reclamado, com o seguinte teor:
“Meu amor, tive pensando, se você mandar
QUATRO MIL REAIS para minha conta do
Banco Bradesco(237, 02562, 27049) CPF 001
003 461-70, no dia em que você voltar da Bahia
e mandar a mensagem dizendo que transferiu,
EU VOLTO PARA VOCE E DESISTO DO
PROCESSO. A gente se encontra e faz amor como
se fosse a primeira vez. Eu não consigo lhe esquecer.
Tenho que pagar umas contas pendentes. Você
aceita a minha proposta? Divina Engenheira.”
449
No dia 03 de abril de 2010, às 21:00 horas,
portanto, há pouco mais de 2(duas) semanas, a
Reclamante, por meio de seu celular (62) 9328
1258, transmitiu para o Reclamado a mensagem
abaixo, a qual fora enviada para o telefone celular
(63) 9244 6036, de propriedade do Reclamado que
tem um nítido caráter da pratica de extorsão:
CONSULTEI O MEU ADVOGADO E
ELE DISSE QUE EU POSSO PEDIR UMA
MESADA PELO TEMPO QUE FIQUEI
COM VOCE. Divina Engenheira”.
Na realidade, o Reclamado fora, duplamente,
vitimado: A UMA, quando teve o seu meio
de comunicação virtual- ORKUT- invadido,
clandestina e ilegalmente, ou na calada da noite,
pela Reclamante ou por alguém a mando desta,
com o objetivo de obter vantagem indevida
e ilegal. A DUAS, quando se viu acionado,
judicialmente, pela Reclamante, que, como já
supra demonstrado, quer porque quer, obter de
alguma forma, qualquer quantia em dinheiro para
fazer frente as suas dividas, para tanto, buscou as
vias judiciais para extorquir o Reclamado, já que
não conseguiu pelas vias, que por ela, vinham
sendo utilizadas.
Claro que, se o Reclamado tivesse aceito a
inescrupulosa proposta supra transcrita, que fora
formulada pela Reclamante e se o Reclamado
tivesse feito a remessa do valor “solicitado”,
esta, como prometera, teria desistido da presente
450
reclamação ou de indenização, vez que a mesma
deseja e quer é apoderar, indevidamente, de
alguma quantia em dinheiro.
1.4. Ao tomar conhecimento da invasão
clandestina em seu ORKUT e vendo a foto da
Reclamante NUA inserida no campo visual de seu
equipamento, por ser uma pessoa já de uma certa
idade(68 anos) e com pouquíssimo conhecimento
técnico, no que pertine ao campo da informática,
tratou de contratar um especialista para que
aquela foto fosse dali retirada, como de fato tal
foto fora de imediato deletada.
O imaginado ocorrera, pois quando o Reclamado
tomou conhecimento da inserção de tal foto
em seu Orkut, imaginou, de plano, que seria
vitima de uma planejada extorção, como de
fato foi e continua sendo, pois como já alhures
demonstrado, a Reclamante quer, de alguma
forma, arrumar algum dinheiro, para, como ela
mesma afirmara, pagar as suas dividas, não se
importando com os meios escusos utilizados
para alcançar o seu escopo, que é a obtenção,
a qualquer custo, de dinheiro, numa postura,
indelevelmente, maquiavélica.
Em concluindo, como já se disse alhures, o
Reclamado está sendo vitima de uma pessoa
inescrupulosa, que, por intermédio de uma
conduta torpe, busca, a qualquer preço,
arrancar dinheiro de suas vitimas. E, vitimas
da virtualidade é o que mais se vê hoje em dia,
451
vitimas de pessoas inescrupulosas que buscam o
dinheiro fácil, ou o dinheiro oriundo do suor do
rosto de seus semelhantes.
2. DOS PEDIDOS.
Destarte, EX VI POSITIS, o Reclamado
requer a Vossa Excelência a improcedência do
pedido de INDENIZAÇÃO formulado pela
Reclamante na petição inicial e, de conseqüência,
o ARQUIVAMENTO dos presentes autos por ser
uma questão da mais lidima JUSTIÇA.
Termos em que,
Pede e espera deferimento.
Goiânia 16 de abril de 2010.
ROLDÃO IZAEL CASSIMIRO
OAB/GO 15.153.

453
GENTE EM FOCO
Mario Ribeiro Martins
COLUNA DO SAUL*
(JORNAL NOVO VISTO, BOM JESUS DA
LAPA, BAHIA, 25.02.2011)
O Dr. Mário Ribeiro Martins escreveu e publicou
inúmeros livros e artigos para os jornais de grande
circulação no Brasil. Ele passou quatro anos estudando aqui
em Bom Jesus da Lapa. É professor universitário e tem muitas
experiências interessantes para estudantes e profissionais.
Nesta semana, estou realizando um desejo que vinha bradando e
levando a minha memória a lembrar e relembrar de vários amigos de
longas datas, desde os meus tempos de estudante do curso secundário.
Por oportuno, quero escrever algumas linhas sobre o meu
grande amigo, Dr. Mario Ribeiro Martins. São mais de cinco
décadas de amizade ininterrupta.
O companheirismo começou antes do alisar dos bancos
acadêmicos. A personalidade do meu nobre amigo tem sido
construída sobre fortes pilares. A dedicação aos estudos e
pesquisas vem lhe rendendo títulos e dividendos intelectuais
bem merecidos.
Depois de muitos anos, ele teve a chance de voltar à nossa querida
Bom Jesus da Lapa, onde encontrou amigos, velhos conhecidos e fez
pesquisas e entrevistas para suas futuras obras literárias.
Vale observar que aqui em Bom Jesus da Lapa, Mario,
seu irmão Gutemberg e eu, o autor destas linhas, fizemos uma
rápida visita à Secretaria Municipal de Educação, onde o Mario
fez doação de livros de sua autoria para a Biblioteca Publica
Municipal.
454
Entre as suas inúmeras obras já publicadas que mais
me impressionam estão: DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁ-
FICO DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE
LETRAS (Goiânia, Kelps, 2007, 1034 páginas), MISSIONÁ-
RIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL
EVANGÉLICO(Goiânia, Kelps, 2007, 496 páginas), CORONELISMO
NO ANTIGO FUNDÃO DEBROTAS(Goiânia, Kelps,
2010, 320 páginas).
Mas há outras obras, como:
1) CORRENTES IMIGRATÓRIAS DO BRASIL. Recife: Acácia
Publicações, 1972. 2) SUBDESENVOLVIMENTO: UMA
CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA. Recife: Acácia
Publicações, 1973. 3) SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE.
Recife: Acácia Publicações, 1973. 4) GILBERTO FREYRE,
O EX-PROTESTANTE (Uma Contribuição Biográfica). São
Paulo: Imprensa Metodista, 1973. 5) MISCELÂNIA POÉTICA.
Recife: Acácia Publicações, 1973. 6) HISTÓRIA DAS IDÉIAS
RADICAIS NO BRASIL. Recife: Acácia Publicações, 1974. 7)
BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS EM PERNAMBUCO
(Co-autoria com Zaqueu Moreira de Oliveira). Recife: Acácia
Publicações, 1974. 8) ESBOÇO DE SOCIOLOGIA. Recife:
Acácia Publicações, 1974. 9) FILOSOFIA DA CIÊNCIA.
Goiânia: Editora Oriente, 1979. 10) GILBERTO FREYRE,
EL EX PROTESTANTE. Tradução deJorge Pinero Marques.
Argentina: Libreria Y Editorial, 1980. 11)SOCIOLOGIA GERAL
& ESPECIAL. Anápolis: Editora Walt Disney, 1980. 12) PERFIL
LITERÁRIO. Rio de Janeiro: Editora Arte Moderna, 1981. 13)
LETRAS ANAPOLINAS. Goiânia: Editora O POPULAR, 1984.
14) JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES DE ANÁPOLIS.
Goiânia: Editora O Popular, 1986. 15) ENDEREÇÁRIO
CULTURAL BRASILEIRO. Anápolis: Editora Anapoli- na,
455
1987. 16) CADEIRA 15 (Perfil Biográfico). Anápolis: Editora
Anapolina, 1989. 17) ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS. Anápolis: Fica, 1995. 18) ESCRITORES DE
GOIÁS. Rio de Janeiro: Master, 1996. 19) DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS. Rio de Janeiro: Master, 1999.
20) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS.
Rio de Jáneiro: Master, 2001. 21) CORONELISMO NO ANTIGO
FUNDÃO DE BROTAS. Goiânia: Kelps, 2004. 22) RETRATO
DA ACADEMIA TOCAN-TINENSE DE LETRAS. Goiânia:
Kelps, 2005. 23) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
Goiânia: Kelps, 2007. 24) DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA
FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS. Goiânia: Kelps, 2007, em coautoria
com Filemon Francisco Martins. 25) MISSIONÁRIOS
AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL
EVANGÉLICO. Goiânia: Kelps, 2007. 26) DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL. Goiânia:
Kelps, 2007. 27) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS. Goiânia:
Kelps, 2007. 28) DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO
DE GOIÁS. Goiânia: Kelps, 2007. 29. DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
FEMININA DE LETRAS E ARTES DE GOIÁS.Goiânia:
Kelps, 2008. 30)DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS.
Goiânia: Kelps, 2008. 31)A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE
E OUTROS TEMAS. Goiânia: Kelps, 2008. 32)MANIFESTO
CONTRA O ÓBVIO E OUTROS ASSUNTOS. Goiânia: Kelps,
2009. 33)ENCANTAMENTO DO MUNDO E OUTRAS IDÉIAS.
Goiânia: Kelps, 2009. 34)CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS
PROVOCAÇÕES. Goiânia: Kelps, 2010. 35)RAZÃO DO MEU
VIVER E OUTRAS AMENIDADES. Goiânia: Kelps, 2011.
456
A esta altura o prezado leitor pode estar querendo saber e
perguntando: QUEM É O DR. MARIO RIBEIRO MARTINS? Pois
então pode anotar. Eis aqui o breve perfil da trajetória ascendente
do Dr. Mario Ribeiro Martins, o maior biobibliógrafo do Brasil.
Ele é baiano, natural de Ipupiara, região da Chapada Diamantina.
Nasceu em 07.08.1943 e é filho de Adão Francisco Martins e
Francolina Ribeiro Martins.
Em 1949, com 6 anos, ainda em Ipupiara, é alfabetizado pela
sua tia Almerinda Ribeiro Santos e pela Profa. Miriam Ribeiro
Barreto, irmã do Dr. Isaac Ribeiro Barreto, um dos primeiros
médicos de Brasília.
Em 1950, muda-se para Morpará, onde seu pai se torna
comerciante, político e pregador batista. Ajudando na Loja de
Tecidos “A PRIMAVERA”, preocupa-se com os livros e a pescaria
no Rio São Francisco.
Entre 1954 e 1957, terminou o primário em Morpará, Bahia,
com a Professora Dona(Maria Jerônima Magalhães Mariani),
depois de estudar também com a Profa. Zélia Magalhães.
Em 1958, foi para Xique-Xique, com o seu primo Fábio
Martins, estudar na Escola Batista, dirigida pelo Pastor Jonas
Borges da Luz e Dona Eth, com a finalidade de fazer ADMISSÃO
AO GINÁSIO. Como nenhum dos dois passou no ADMISSÃO,
no Ginásio dirigido por Padres que os perseguiram por serem da
Igreja Batista, FÁBIO retornou para Ipupiara e Mário foi para
Bom Jesus da Lapa.
Em 1959, com 16 anos, veio estudar em Bom Jesus da Lapa,
onde recebeu forte influencia de políticos, principalmente do
Senhor Benvenuto Ribeiro dos Santos e muitos outros lideres
políticos da época.
Nesta cidade, morou, inicialmente, na casa do Pastor Pedro
Pereira Nascimento e sua esposa Esther. No ano seguinte, passou
a residir na casa do coletor Eliel Barreto. Nos anos seguintes, e até
terminar o Ginásio, viveu na casa de Benvenuto e Dona Lindaura.
457
Provavelmente muitas pessoas aqui na cidade ainda se
lembram dos discursos proferidos por ele, como Orlando Fraga,
Silvio Bastos e outros.
Aqui ele estudou no Colégio Bom Jesus, sob a direção do
Prof. Antonio Barbosa, sendo seus mestres, entre outros, o Prof.
Josino e o Juiz de Direito da cidade. Estudou também no Colégio
São Vicente de Paula, onde terminou o Ginásio. Ao concluir o
curso ginasial, foi classificado em primeiro lugar, foi o Orador da
Turma e ganhou como premio uma viagem a Salvador.
Em 1963, com 23 anos de idade, matriculou-se no Colégio
Americano Batista do Recife (o mesmo colégio onde em 1907
estudou o sociólogo Gilberto Freyre).
Fez o curso de Bacharel em Teologia no Seminário Teológico
Batista do Norte do Brasil, no Recife e depois o curso de Mestrado
em Teologia, na mesma instituição. Fez o curso de Sociologia na
Universidade Federal de Pernambuco. Assumiu o pastorado da
Igreja Batista de Tegipió, no Recife, em 1968. Em 1970, ingressou
na carreira jornalística. Escreveu muitos artigos para diversos
jornais, com destaque para JORNAL DO COMMERCIO(o maior
jornal do Nordeste) e o JORNAL DIARIO DE PERNAMBUCO(o
mais antigo da América Latina).
O Dr. Mario continuou estudando e em 1971 formou-se
em Filosofia Pura, na PUC(Pontifícia Universidade Católica
de Pernambuco). Em 1973, demonstrou muita coragem, cruzou
o Atlântico e foi estudar na Espanha, onde se especializou em
Educação Moderna e Administração Publica, recebendo o
diploma diretamente das mãos de Dom Juan Carlos de Borbon,
atual Rei da Espanha.
Em 1976, com 33 anos, concluiu o curso de Direito e ingressou
na Academia de Letras Manchester. Em 1978, o Dr. Mario Ribeiro
Martins especializa-se em Direito Penal na Universidade Federal
de Goiás e assinala seu ingresso no “PARQUET” do Estado de
Goiás, como Promotor de Justiça, inicialmente designado para
servir na Comarca de Abadiânia, Goiás.
458
Em 1980, foi eleito para ocupar a Cadeira 3, da Academia
de Letras do Estado do Rio de Janeiro. Em 1983, tomou posse na
Cadeira 37, da Academia Goiana de Letras, tendo sido orador da
solenidade o jornalista Jaime Câmara, proprietário do jornal O
POPULAR. Em 1993, recebeu com distinção e honra, o MÉRITO
JUSCELINO KUBITSCHEK. Em 1995, torna-se membro do
Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal.
É importante observar que a partir de 1995, o Dr. Mario
Ribeiro Martins, usando o dom que Deus lhe deu, passa a
lançar uma excelente coleção: DICIONÁRIOS BIOGRÁFICOS
relacionados com grandes escritores brasileiros, conforme relação
acima, e lança o livro ESTUDOS LITERÁRIOS.
Também vale a pena voltar um pouco e registrar que em
1981, ele foi escolhido pela REVISTA BRASILIA, como “O
INTELECTUAL DO ANO”.
Esse é o breve perfil da trajetória do Dr. Mario Ribeiro
Martins. Em 05.04.2002, tomou posse na Cadeira 37, da Academia
Tocantinense de Letras, tendo como Patrono o Frei José Maria
Audrin, sendo recebido pelo orador da Academia, o maranhense
de Alto Parnaíba, José Cardeal dos Santos.
Desde 1998 ele está aposentado pelo Ministério Publico de
Goiás, como Procurador de Justiça e reside na cidade de Palmas,
Capital do Tocantins(Coluna do Saul, Bom Jesus da Lapa,
VISTO, Ano IV, N 227, 25.02.2011, página 12).
QUEM É ZÊNIA BIRZNIEK?
ZÊNIA BIRZNIEK, de Riga, Letônia, 11.11.1917.
Com três anos de idade, fugindo das conseqüências da
Primeira Guerra Mundial(1914-1918), deixou a Europa vindo
para o Brasil. Estabeleceu-se na Colônia Leta de Palma, interior
de São Paulo, onde ficou até os 15 anos de idade. Após os estudos
459
primários em sua terra adotiva, deslocou-se para outros centros,
onde também estudou.
Em 1931, com 14 anos, foi batizada em Varpa, interior
paulista. Nos anos seguintes, mudou-se para São Paulo, Capital,
passando a trabalhar num ambulatório médico. Concluiu o curso
de enfermagem. Apresentou-se à Junta de Missões Nacionais, da
Convenção Batista Brasileira, para servir no sertão do Brasil.
Chegou em Ipupiara(antigo Fundão ou Jordão de Brotas),
em janeiro de 1957, com 40 anos de idade, como Enfermeira
Missionária da Junta de Missões Nacionais. No ano seguinte
1958, passou a ajudar os estudos de dois adolescentes Fábio
Francisco Martins e Mário Ribeiro Martins na cidade de Xique-
Xique, onde ambos viveram com o Pastor Missionário Jonas
Borges da Luz.
Em 1959, tendo Fábio desistido, continuou a ajudar o autor
destas notas- Mario Ribeiro Martins-, em Bom Jesus da Lapa,
Bahia, primeiro no Ginásio Bom Jesus e depois no Ginásio
São Vicente de Paulo, onde concluiu o Ginásio, sendo Orador
da Turma, em 1962, depois de ter residido com o Pastor Pedro
Nascimento, Eliel Barreto e Bevenuto Ribeiro.
No ano seguinte, 1963 e até 1965, sustentou o autor destas
notas, no curso clássico, como Pré-Seminarista do Colégio
Americano Batista Gilreath, no Recife.
Em 1966 e até 1970, continuou a ajudá-lo como aluno do
Curso de Bacharel em Teologia, do Seminário Teológico Batista
do Norte do Brasil, no Recife.
Em 1972, ainda ajudou o autor destas notas, quando
concluiu o curso de Mestrado em Teologia, defendendo a tese O
RADICALISMO BATISTA BRASILEIRO, sob a orientação do
Professor Doutor Zaqueu Moreira de Oliveira.
Depois de muitos anos em Ipupiara, Zênia Birzniek foi
transferida para Natividade, norte de Goiás, hoje Tocantins, onde
ficou dez meses.
460
Novamente transferida foi para Sergipe, chegou em
Japaratuba no dia 22.05.1964, já com 47 anos de idade e onde
permaneceu por muitos anos, fundando igrejas e cuidando da
saúde do povo. Em virtude de seu trabalho, recebeu o título de
CIDADÃ JAPARATUBENSE.
Em seguida, foi para Pacatuba e depois São José, ainda
no interior de Sergipe, onde se aposentou em outubro de 1987,
com 64 anos de idade e 30 anos de serviços prestados à Junta de
Missões Nacional.
Além do autor destas notas, ajudou também nos estudos de
Maria Áurea Andrade, Rosa Maria Teles e Gizalva Alves Menezes.
Sobre ela, escreveu excelente matéria a jornalista Sandra
Regina Bellonce, para a revista VISÃO MISSIONÁRIA, Rio de
Janeiro, 3T 2001.
Hoje(2005), com 88 anos de idade, continua residindo na
Praia de São José, Sergipe. É referida no livro UMA EPOPÉIA DE
FÉ: HISTÓRIA DOS BATISTAS LETOS NO BRASIL(1974),
de Osvaldo Ronis.
Apesar de sua importância, não é citada na HISTÓRIA DOS
BATISTAS NO BRASIL(2001), de José dos Reis Pereira ou no
“DICIONÁRIO HISTÓRICO-BIOGRÁFICO BRASILEIRO”,
da Fundação Getúlio Vargas, publicado em 2002 e nem é
convenientemente referida, em nenhuma das enciclopédias
nacionais, Delta, Barsa, Larousse, Mirador, Abril, Koogan/
Houaiss, Larousse Cultural, etc.
É verbete do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
REGIONAL DO BRASIL, de Mário Ribeiro Martins, via
INTERNET, dentro de ENSAIO, no site www.usinadeletras.
com.br ou www.mariomartins.com.br
461
TRANSAÇÃO PENAL (A QUEM INTERESSAR POSSA)
TRANSAÇÃO PENAL
(Texto transcrito do WWW.BLOGDOMARIOMARTINS.
ZIP.NET)
Hoje, 30.03.2011. Divina Lucia Montello da
Silva,(28.06.1983) Engenheira de Alimentos, filha de
Raimundo Sales Silva e Neuza Montello da Silva, CPF 001 003
461-70, Curriculo Lattes 07431665875537778, propôs, no Juízo
de Goiânia, em 25.01.2010, UMA AÇÃO, pelo fato de um Hacker
ter colocado a sua foto pelada no orkut de MARIO RIBEIRO
MARTINS, Procurador de Justiça e escritor, fato este que levou
o Procurador, ao saber do acontecido, DESTRUIR A FOTO,
deletando completamente a sua página de orkut e substituindo
por outro orkut(que atualmente tem o seguinte endereço: MARIO
MARTINS, DE PALMAS, TOCANTINS).
Prosseguido o feito, sem que o Procurador tivesse tido
qualquer oportunidade de defesa através de seu advogado
Dr. Roldão Izael Cassimiro e julgado À REVELIA, veio para
Palmas, o Termo de Audiência de TRANSAÇÃO PENAL que
se iniciou às 14:10, do dia 30.03.2011. PRESENÇAS: 1. Dr. Luiz
Zilmar dos Santos Pires, JUIZ DE DIREITO. 2. Dra. Cristina
Seuser, PROMOTORA DE JUSTIÇA. 3. Dr. Luciolo Cunha
Gomes, ADVOGADO. 4. Dr. Mario Ribeiro Martins, brasileiro,
divorciado, Procurador de Justiça Aposentado, do Ministério
Público de Goiás.
OCORRENCIAS: 1. Declarada aberta a audiência, foi feita
a leitura da proposta de TRANSAÇÃO PENAL oferecida pelo
Representante do Ministério Público consistente em prestação
462
de serviços à comunidade. 2. A Defesa requereu que a PSC
fosse substituída por pena pecuniária de um salário mínimo.
3. Com a palavra, a Dra. Promotora de Justiça manifestou-se
no sentido da substituição da PSC por pecuniária no valor de
um salário mínimo por mês, em três meses, a ser revertida a
entidade credenciada na CEPAMA ou seja AMBULATÓRIO
EVANGÉLICO DE PALMAS. 4. Com a palavra, o Procurador
e seu Defensor aceitaram a proposta. Nada mais havendo, Eu,
Lívia Lüdke, Assessora Jurídica, lavrei o presente. Palmas, To,
30.03.2011.
URSULINO LEÃO
(62 anos do romance MAYA)
Mário Ribeiro Martins*
Não foi por acaso que, uma vez, citando ocasionalmente
o escritor Ursulino Tavares Leão chamei-o de “retrato
de uma geração e do trabalho”. Além de muitas coincidências de
gostos e de idéias há muitas coisas que nos aproximam, dentre as
quais não será menos importante o fato de que, assim como eu
sou filho do sertão, ele é um sertanejo.
É esse “menino do sertão” morando dentro dele que explica
quase todo o escritor Ursulino Leão. Digo “quase todo” porque o
contista, romancista e cronista deixou a sua terra natal ainda cedo
para sofrer a influência dos grandes centros, entre os quais, Belo
Horizonte.
Ali, na Capital Mineira, em 1949, com 26 anos, publica o
romance MAYA(que agora completa 62 anos), pela Pongetti,
do Rio de Janeiro. Com 204 páginas e 15 capítulos, muito
bem distribuídos. Como na época, não se fazia INDICE
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ONOMÁSTICO, é impossível saber quantos nomes são
mencionados no romance.
Um nome, no entanto, abre o primeiro capitulo do romance
e fecha o ultimo com ele. Trata-se da figura do HERMANO.
A primeira fase do primeiro capítulo é: “O HERMANO
NÃO FALAVA NUNCA DE SUA CASA”. A ultima frase do
ultimo capitulo diz: “A PINTA MARROM DO HERMANO”.
Mas, há centenas de nomes no romance MAYA. Figuras
interessantíssimas, como a DONA EULÁLIA, proprietária da
PENSÃO, seu MULLER, um alemão bom. Só mesmo lendo o
romance se pode aquilatar e entender sua profundidade.
Pois bem, é aí em Belo Horizonte que inicia os seus
primeiros passos na política que o levaria mais tarde, já em
Goiás, a deputado e a vice-governador do Estado, sem perder,
contudo, aquela fidelidade à literatura mantida, especialmente,
através do conto e da crônica que transformados em LIVRO
DE ANA, EXISTÊNCIA DE MARINA e FONTE EXPRESSA
o conduziram muito justamente à Academia Goiana de Letras
e posteriormente à Academia Brasiliense de Letras, além de
Correspondente da Academia Catarinense de Letras e muitas
outras entidades.
Seja quando, com sua generosa capacidade de admirar,
vibra em consonância com as criações e invenções dos poetas e
contistas que o tocam (como se lê na crônica “Poesia em Goiás:
Viva”), seja nas suas próprias descobertas e criações (como na
crônica “Recado ao Prefeito”), seja na sua existência de homem
e escritor, jurista e professor que ama tanto a Arte e a Literatura
como a vida.
Essa natureza generosa e extrovertida, capaz de transfundir
e transfigurar na alegria da fruição que se transforma em Ursulino
Leão, capaz até de curvar-se sobre o trabalho de poetas, escritores
e contistas (como se lê na crônica A Cátedra de Leo Lynce) em
busca de uma ampliação e de uma dignificação do Brasil, de um
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fortalecimento, de uma justiça para o povo brasileiro (como se lê
na crônica “Niquelândia, uma promessa”).
Não admira, portanto, que Ursulino Leão tenha tanta
compreensão para o mundo poético, artístico e literário. O
menino de Crixás, com os olhos treinados pelas bandeiras,
cores e emblemas da Festa do Divino, menino que cresceu e se
transformou, sem perder a noção das festivas novenas e das tardes
chuvosas da sua terra, está apto como ninguém a interpretar o
mundo mágico da Literatura e da Arte.
Interpretando-as, Ursulino Leão interpreta a si mesmo
como aquele menino do sertão que joga com o azul, com o verde,
com o vermelho, com o amarelo das bandeirolas heráldicas de
sua infância - cores e emblemas que, se por um lado, são pejadas
de significação, por outro não passam de um desses jogos só
aparentemente gratuitos e inocentes, pois é através deles que os
homens tentam dar um sentido de beleza e ternura à sua passagem
pelo mundo.
As paisagens dos seus contos, crônicas e romance não são
paisagens meticulosamente descritas. Lembram muito mais
quadros impressionistas, momentos estéticos de quem se sente
marcado por sua região e deseja alcançá-la de maneira profunda e
não meramente fotográfica.
Sua linguagem provoca a criação de imagens no espírito, a
ponto de o leitor depois de ter lido “Recado ao Prefeito”, no livro
de Ana passar pela rua 7 de setembro procurando as árvores tão
decantadas. Essas imagens provocadas no espírito não são imagens
óticas de quem evoca, mas imagens semelhantes às da pintura.
Sua visão da natureza e das obras de arte ou até mesmo de
outros objetos do conhecimento humano é tida como um dos
principais estímulos para a sua criação literária. No conto, na
crônica, no romance de Ursulino Leão se pode notar, com toda
evidência, a força desse estímulo.
Olhando o campo sertanejo, encontra inspiração para
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escrever “Crixás, Irmãos, é tudo isso”, depois de ler Pitanga surge
“O Vila Boa de Regina Lacerda”, depois de contemplar a própria
cidade encontra inspiração para escrever sobre o seu dia-a-dia,
sem nada escapar.
Coloca diante do leitor a alma da cidade e fala sobre pontes,
casas, ruas, árvores, estradas e pessoas. Daí dizer Ático Vilas Boas:
“Anápolis já tem o seu cronista: Ursulino Leão”.
É difícil para o crítico falar de conto, romance e crônica
sem invadir o domínio de outras artes. A crônica de Ursulino
Leão é cheia de efeitos pictóricos e musicais, o que se verifica
perfeitamente em “Moldura de Maio para o quadro de Abril”,
“Olhai as Estrelas”, “Céu de Estrelas” e “Galeão no consolo das
luzes sem nome”.
Tudo em Ursulino Leão é resultado daquela luta tremenda
que trava todo escritor latino-americano em seu grande esforço
de emancipação cultural, na procura de uma expressão nova e
mística que reflita a sua alma americana, o seu povo, a sua região.
Luta que se espicha, às vezes, nos embates sociais e políticos,
ora falando em asfalto e universidade, ora em ICM, ora em
homens de rua, ora em bombas, timbó e peixes, como se fosse um
reencontro ou o regresso de quem, estando no mundo, volta ao
sertão.
Em seus contos e crônicas, mas também em seu romance,
Ursulino não se deixa levar pelo influxo exagerado das idéias
socialistas, pelo industrialismo sempre crescente ou mesmo pela
tendência de alguns romancistas que escrevem os seus romances,
como se eles já fossem roteiros cinematográficos.
Seus escritos indicam que ele procura apoio nos valores
regionais e tradicionais, afastando-se da influência daqueles
escritores que se exageram na reação contra os excessos da primeira
geração modernista. Escritores que se requintaram na abordagem de
assuntos universais, no hermetismo da mensagem e no aristocratismo
com que se entregaram a meros jogos de palavras.
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Assim procederam muitos seguidores da chamada geração
de 45, descambando para um verdadeiro neo-parnasianismo.
Ao falar de influências, sei que existem pessoas para quem
o ato de imitar significa aprendizado, exercício, procura de um
caminho próprio na atitude de admirar os melhores, o que é
preferível a ser impermeável e fazer parte da vasta legião dos que
vivem repisando frases gastas e conceitos ocos, e são imitados
apenas por pessoas que querem provocar risos.
Ursulino Leão divulga as influências recebidas, as
conscientemente recebidas. Dentre suas melhores qualidades
uma delas é a capacidade de admirar as coisas com entusiasmo e
transportá-las para o mundo das letras com a mesma vibração, tal
qual nesse trecho: “Muitas dessas profundas alterações sociais que
a gente lê, estampadas, nos jornais estão sucedendo aos nossos pés.
Só que pela forma perigosa do silêncio, isto é, pelo processo
que a natureza escolhe para se exprimir de maneira criadora.
Processo lento, que não retrocede. Como certas doenças, dirão
os amargos. Para mim, como as cores da alvorada que, variando
incessantemente os seus tons, comunica o nascimento do dia,
suas luzes, suas esperanças”.
Este livro MAYA, de Ursulino, teria sido republicado,
em 1975, pela extinta Editora ORIENTE, de Goiânia, mas
este articulista não localizou nenhum exemplar em qualquer
biblioteca. A bem da verdade, encontrou 1(um)exemplar no sebo
da Livraria São José, no Rio de Janeiro, ao preço de 13,95, através
da Estante Virtual.
Sobre o assunto, muito bem escreveu Domingos Neto de
Velasco: “O MAYA, de Ursulino Tavares Leão, me despertou
interesse, porque, de certo modo, o seu tema está na órbita de
minhas preocupações intelectuais. Ora, o que me ficou da leitura
do MAYA, foi aquela constante que está em todas as páginas e
impregna todos os personagens do romance. É a inquietação
espiritual contemporânea. O desejo de crer em alguma coisa, de
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esquecer a dúvida, de libertar-se dos preconceitos que dominam
o século”.
* MÁRIO RIBEIRO MARTINS - PROCURADOR DE JUSTIÇA E ESCRITOR.
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BREVE INFORMAÇÃO
BIOBIBLIOGRÁFICA DE MÁRIO RIBEIRO MARTINS
(Este texto está na INTERNET, no seguinte endereço:
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MARIO RIBEIRO MARTINS
(CAIXA POSTAL, 90, PALMAS, TOCANTINS,
77001-970) FONES: (063) 3215 4496 - (063) 99779311
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E-MAIL: mariormartins@hotmail.com)
1943 (07.08). Nasce em Ipupiara (antigo Fundão ou Jordão de
Brotas), Bahia, na Região da Chapada de Diamantina, criado com
a avó Maria Ribeiro dos Santos, filho de Adão Francisco Martins
e Francolina Ribeiro Martins, sendo seus irmãos, Adão Martins
Filho (falecido), Eunice Ribeiro Martins (falecida), Marli Ribeiro
Martins, Nina Ribeiro Martins, Filemon Francisco Martins,
Gutemberg Ribeiro Martins e Manoel Ribeiro Neto.
1949. É alfabetizado, ainda em Ipupiara, Bahia, pela sua tia Almerinda
Ribeiro Santos e pela Professora Miriam Ribeiro Barreto,
irmã do Dr. Isaac Ribeiro Barreto, primeiro Médico de Brasília.
1950. Muda-se para Morpará, Bahia, onde seu pai se torna comerciante,
político e pregador batista. Ajudando na Loja de Tecidos
“A PRIMAVERA”, preocupa-se com os livros e a pescaria no Rio
São Francisco.
470
1954. Depois de estudar com a Professora Zélia Magalhães, conclui
o PRIMÁRIO, ainda em Morpará, com a Professora “DONA”
(Maria Jerônima Magalhães Mariani).
1955. Retorna à cidade natal Ipupiara, antigo Fundão ou Jordão
de Brotas, (onde também nascera, em 1859, o Coronel Militão
Rodrigues Coelho), dedicando-se à lavoura, inclusive à construção
de cercas de pedra e de arame, roçagem de pastos e outras
atividades agro-pastoris.
1958. Através da instrumentalidade da missionária batista Zênia
Birzniek, sua mãe de criação, de origem leta, muda-se para Xique-
Xique, Bahia, onde estuda durante algum tempo, residindo
com o Pastor Jonas Borges da Luz.
1959. Transfere-se para Bom Jesus da Lapa, Bahia, onde passa
a residir com o Pastor Pedro Pereira Nascimento, depois com o
Coletor Eliel Barreto e, finalmente, com Bevenuto Ribeiro, político
local, de quem recebe forte influência, especialmente evangélica,
tornando-se alí pregador batista.
1962. Após ter sido aluno do Ginásio “BOM JESUS”, dirigido
pelo Dr. Antonio Barbosa, conclui o GINÁSIO no Colégio São
Vicente de Paulo, sendo Orador da Turma e pelo primeiro lugar,
recebe “MEDALHA DE HONRA” e uma viagem a Salvador,
acompanhado pelas Freiras Diretoras do Colégio, quando viaja
de avião pela primeira vez, saindo da cidade de Bom Jesus da
Lapa, interior baiano.
1963. Matricula-se no Colégio Americano Batista (GILREATH)
do Recife, na Rua Dom Bosco, Boa Vista, (onde também, nos idos
do ano de 1907, estudara Gilberto Freyre). Trabalha para se manter
nos estudos, no Centro Batista, sob a direção da missionária
Mattie Lou Bible.
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1964. Como “Carteiro do Colégio” é detido por algumas horas,
nos CORREIOS E TELÉGRAFOS, do centro do Recife, quando
da REVOLUÇÃO DE MARÇO para verificação da pasta onde se
encontram correspondências retiradas da Caixa Postal do referido
Colégio, destinadas aos professores, algumas delas oriundas
da União Soviética e de Cuba.
1965. 28.02. Estando em Petrolina, Pernambuco, ganha uma “carona”
num avião “Teco-Teco” para chegar ao Recife, onde estudava.
Ao sobrevoar a famosa SERRA DAS RUSSAS, o avião
apresenta defeito e cai, pegando fogo. É jogado numa “MOITA
DE CAPIM”, onde é encontrado sem sentidos, mas sobrevive
sem qualquer seqüela, sendo levado para o Hospital Barão de Lucena,
no Recife. O Piloto e o Fazendeiro (proprietário do avião)
foram “CARBONIZADOS”.
1965. 20.12. Termina, no mesmo Colégio Batista, o curso CLÁSSICO.
Ganha seu primeiro prêmio literário, o “PRÊMIO MACHADO
DE ASSIS”, de cuja Comissão faz parte o poeta Marcus
Accioly, também ex-aluno do Colégio, hoje, escritor de renome
nacional, autor de, entre outros, “GURIATÃ-UM CORDEL
PARA MENINO”.
1966. Após Exame Psicotécnico com o Dr. J. N. Paternostro, de
São Paulo, matricula-se no Seminário Teológico Batista do Norte
do Brasil, também no Recife, na Rua Padre Inglês, 243, Boa Vista.
1968. É consagrado MINISTRO EVANGÉLICO, tornando-se
Pastor da Igreja Batista de Tejipió, nos arredores do Recife, onde
permanece como Pastor até 1973, de cujo CONCÍLIO EXAMINATÓRIO
participam os Teólogos DOUTORES DAVID
MEIN, LÍVIO LINDOSO, JOÃO VIRGÍLIO RAMOS ANDRÉ,
RAIMUNDO FROTA DE SÁ NOGUEIRA, H. BARRY
472
MITCHELL, JOSÉ DE ALMEIDA GUIMARÃES, RENATO
CAVALCANTI, ZACARIAS FERREIRA LIMA, VALDOMIRO
LUIS DE SOUZA, ELIZEU MARTINS FERNANDES,
LUIZ JOSÉ DE SIQUEIRA, ALCIDES PEREIRA MACHADO,
JOSÉ VIANA DE PAIVA, JONAS BARBOSA DE LIMA,
PEDRO BATISTA DOS REIS, JOÃO LUIS DE SOUZA, MANOEL
NAZÁRIO DA SILVA, GENÉSIO GUIMARÃES LIMA
E OSÉAS CORREIA SANTOS.
1968. Vincula-se ao GRANDE ORIENTE DE PERNAMBUCO,
através da Loja Maçônica “CAVALEIROS DA CRUZ”, do Recife,
onde faz o curso de “Formação de Veneráveis”.
1970. Bacharela-se em TEOLOGIA, no Seminário Teológico Batista
do Norte do Brasil, tornando-se professor da mesma instituição,
nas áreas de Teologia Bíblica, História do Cristianismo,
Teoria do Conhecimento, História da Filosofia, Sociologia da
Comunidade, entre outras.
1970. Passa a escrever para “O JORNAL DO COMMERCIO”,
“DIÁRIO DE PERNAMBUCO”, ambos do Recife, e “JORNAL
BATISTA”, do Rio de Janeiro. Publica seu primeiro livro “CORRENTES
IMIGRATÓRIAS DO BRASIL”, sob o pseudônimo
de SNITRAM M. ORIEBIR.
1971. Licencia-se em FILOSOFIA PURA, na Universidade Católica
de Pernambuco, tornando-se professor de Pesquisa Social,
na mesma instituição. Neste mesmo ano leciona também no Ginásio
Manoel Arão, na Escola Técnica de Comércio da cidade de
Moreno, na Escola Superior de Relações Públicas e na Faculdade
de Turismo e Comunicação. Do casamento com Elenaide Batista
dos Santos, de quem se divorciou anos depois, nasce sua primeira
filha, Nívea Zênia dos Santos Martins (04.10.1971).
473
1972. Conclui o curso de MESTRE EM TEOLOGIA, no Seminário
Teológico Batista do Norte do Brasil, com especialização
em História do Cristianismo, defendendo a tese “O RADICALISMO
BATISTA BRASILEIRO”, sob a orientação do Dr. Zaqueu
Moreira de Oliveira.
1972. Termina o curso de BACHAREL EM CIÊNCIAS SOCIAIS,
na Universidade Federal de Pernambuco, tornando-se professor da
Universidade Federal Rural de Pernambuco, na disciplina Estudo
de Problemas Brasileiros. É Examinador na Comissão de Vestibular
da Escola Superior de Relações Públicas, no Recife.
1973. Estuda na Espanha, onde se especializa em EDUCAÇÃO
MODERNA, SOCIOLOGIA e ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA,
em Madrid e Alcalá de Henares. Seu diploma, assinado por Alfonso
de Borbon, lhe é entregue por Juan Carlos de Borbon, posteriormente
Rei da Espanha.
1973. Participa da Conferência Nacional sobre Integración del
Minusvalido en la Sociedad e do V Congresso Internacional de
Sociologia, em Barcelona. Profere Conferência no Instituto de
Cultura Hispânica de Madrid, com o tema “LA ALFABETIZACIÓN
EN EL CONTEXTO DE LA EDUCACIÓN PERMANENTE”.
Faz viagens culturais a Portugal, França e Inglaterra.
1973. Retornando ao Recife, é eleito Presidente da Ordem dos
Ministros Batistas de Pernambuco. Torna-se Diretor do Centro
de Educação Teológica por Extensão, do Seminário Batista do
Norte. Faz o curso de FORMAÇÃO DE VENERÁVEIS DE LOJAS,
sob o patrocínio do Grande Oriente de Pernambuco.
1973. Lança em São Paulo, pela Imprensa Metodista, o seu livro
“GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE”, traduzi474
do para o Espanhol por Jorge Piñero Marques. Publica também,
ainda no Recife, os livros “MISCELÂNIA POÉTICA”, “SOCIOLOGIA
DA COMUNIDADE”, “SUBDESENVOLVIMENTO:
UMA CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA”.
1974. Representa o Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil,
na Conferência Nacional Teológica, em Brasília. Faz o curso da Fraternidade
Teológica Latino-Americana. Torna-se componente da
Banca Examinadora dos Exames Vestibulares da Escola Superior de
Relações Públicas. Leciona no Colégio Pré-Vestibular ESUDA. É
biografado por Osvaldo Ronis no livro “UMA EPOPÉIA DE FÉ-A
HISTÓRIA DOS BATISTAS LETOS NO BRASIL”.
1974. Faz Conferência no COLÉGIO AMERICANO BATISTA,
quando das homenagens prestadas a Gilberto de Mello Freyre.
Funciona como Expositor na II Semana de Sociologia da Universidade
Católica de Pernambuco, o mesmo ocorrendo no II Seminário
de Relações Públicas.
1974. Publica , ainda no Recife, o livro “ESBOÇO DE SOCIOLOGIA”.
Lança também a “HISTÓRIA DAS IDÉIAS RADICAIS
NO BRASIL”, sua tese de mestrado transformada em livro.
Em colaboração com o Dr. Zaqueu Moreira de Oliveira, publica a
“BREVE HISTÓRIA DOS BATISTAS EM PERNAMBUCO”.
1974. Participa como Expositor do II Simposium de Direitos
Humanos, promoção da Universidade Católica de Pernambuco.
Participa, igualmente, do III Encontro Nacional de Professores e
Orientadores de Moral e Civismo, numa promoção da Secretaria
de Educação e Cultura do Governo de Pernambuco.
1974. Em Campinas, São Paulo, sob o patrocínio da JURATEL,
conclui o curso de COMUNICAÇÃO SOCIAL. Torna-se Rela475
tor da Comissão de Reestruturação do Trabalho Cristão entre Universitários,
como também participa do Grupo de Trabalho da Junta
Executiva da Convenção Batista de Pernambuco. É autor do Ante-
-Projeto de Criação do Departamento de Educação Teológica por
Extensão do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil. É referenciado
por David Mein no livro “CATÁLOGO GERAL”.
1975. APÓS 12 ANOS DE ESTUDOS E TRABALHOS NO RECIFE,
DEIXA O ESTADO DE PERNAMBUCO, ONDE MANTEVE
CONTATO COM OS MAIS IMPORTANTES NOMES
DO MUNDO LITERÁRIO, JORNALÍSTICO, TEOLÓGICO
E UNIVERSITÁRIO.
1975. Muda-se para Anápolis, Goiás, tornando-se Professor da Faculdade
de Direito e da Faculdade de Filosofia Bernardo Sayão,
lecionando, entre outras matérias, Estudos de Problemas Brasileiros,
Introdução à Filosofia, Orientação Vocacional, Sociologia,
Ética Profissional, Teologia, Filosofia da Educação, Sociologia
do Desenvolvimento, Cultura Religiosa, Estrutura e Funcionamento
do lº e 2º Graus e Prática de Ensino das Disciplinas Pedagógicas,
todas com autorização do Conselho Federal de Educação,
através dos Pareceres 1875/75, 066/77, 2941/77 e 735/78.
1975. Leciona também Moral e Cívica e História, no Colégio
Cosmorama. É referenciado por Lena Castello Branco Costa no
livro “DOCUMENTA 175”, do Ministério da Educação e Cultura
(MEC).
1976. Conclui o curso de DIREITO. Torna-se Coordenador do
Departamento de Filosofia e Teologia da Faculdade de Filosofia
Bernardo Sayão e, posteriormente, do Departamento de Cultura
Geral e Básica, bem como do Departamento de Direito Público,
da Faculdade de Direito de Anápolis. Vincula-se ao Instituto
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Histórico e Geográfico de Anápolis. É conferencista no III Encontro
Nacional de Universitários, no Rio de Janeiro.
1976. Toma posse na Academia de Letras da Manchester Goiana.
Participa do VIII Encontro Regional do Ensino Superior Isolado,
em Brasília, numa promoção do Ministério da Educação e
Cultura (MEC). É entrevistado pelo jornalista Paulo Nunes Batista,
d’O POPULAR, sob o título “Mais literatura e menos café
society”. Torna-se membro da SOCIEDADE DE HOMENS DE
LETRAS DO BRASIL, no Rio de Janeiro.
1977. Torna-se Co-Pastor da Primeira Igreja Batista de Anápolis,
quando adquiri, juntamente com o Pastor Isaias Batista dos
Santos, na Rua Quintino Bocaiuva, centro, o terreno da Indústria
Nasciutti, onde hoje se localiza o atual templo. É resenhado
por Israel Belo de Azevedo na CAMPUS-REVISTA DO ESTUDANTE,
do Rio de Janeiro.
1977. Passa a escrever para os jornais MANCHESTER, O POPULAR,
FOLHA DE GOIÁS, CORREIO DO PLANALTO, O
ANÁPOLIS, DIÁRIO DA MANHÃ, EDUCAÇÃO E REALIDADE
(Rio Grande do Sul), REVISTA CAMPUS (Rio de Janeiro),
JORNAL HOJE (São Paulo). Do casamento com Elenaide
Batista dos Santos, de quem se divorciou anos depois, nasce
sua segunda filha, Nívea Keila dos Santos Martins (13.03.1977).
É entrevistado pelo jornalista Paulo Nunes Batista d’O POPULAR,
sob o título “Vida e Iniciação Literária”. É referenciado
por José Vieira de Vasconcellos no livro “DOCUMENTA 203”,
do Ministério da Educação e Cultura (MEC).
1978. É aprovado em 13º lugar no CONCURSO PÚBLICO
PARA PROMOTOR DE JUSTIÇA. É nomeado pelo Governador
Irapuan Costa Júnior para a Comarca de Abadiânia. Quando
477
da posse no Centro Administrativo de Goiânia, é orador da turma,
sendo o discurso publicado em vários jornais.
1978. Faz curso de Especialização em DIREITO PENAL e PROCESSUAL
PENAL, respectivamente, com os Doutores Licínio
Leal Barbosa e Romeu Pires de Campos Barros. É referenciado
por Lafayette de Azevedo Pondé no livro “DOCUMENTA 207”,
do Ministério da Educação e Cultura (MEC).
1978. Funda, juntamente com outros, a Academia Anapolina de
Filosofia, Ciências e Letras. Tem seus trabalhos literários publicados
nos livros ANUÁRIO DE POETAS DO BRASIL E ESCRITORES
DO BRASIL, editados no Rio de Janeiro, por Aparício
Fernandes.
1978. Vincula-se à ACADEMIA INTERAMERICANA DE LITERATURA
E JURISPRUDÊNCIA. Funda o CLUBE BRASILEIRO
DE LITERATURA. É eleito membro da UNIÃO BRASILEIRA
DE ESCRITORES DO AMAZONAS. É resenhado
por J. Heydecker, em São Paulo, no volume “LIVROS NOVOS”.
1979. Publica, pela Editora Oriente, de Goiânia, o livro “FILOSOFIA
DA CIÊNCIA” que recebe elogios do Boletim Informativo
da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. É entrevistado
pelo jornalista Brasigóis Felício, d’O POPULAR, sob o título
“Precisamos de mais literatura”.
1979. Recebe o DIPLOME D’HONNEUR DU CANNET, do
Clube dos Intelectuais Franceses. É eleito ESCRITOR DO ANO,
pelo Clube de Imprensa de Anápolis. É biografado por Nysa Moraes
Figueiredo no ANUÁRIO DA ACADEMIA DE LETRAS
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. É elogiado por J. Heydecker
no JORNAL DO BRASIL, Rio de Janeiro.
478
1979. É entrevistado pelo jornalista Roberto Pimentel, da FOLHA
DE GOIAZ, sob o título “O momento é de inversão de
valores”. Vincula-se ao INSTITUTO CULTURAL DO VALE
CARIRIENSE, em Juazeiro do Norte, Ceará. Recebe o MÉRITO
BIBLIOGRÁFICO, da Associação Uruguaiense de Escritores e
Editores. Torna-se membro da ACADEMIA ELDORADENSE
DE LETRAS, no Estado de São Paulo. É referenciado por Sidiney
Pimentel no livro “O MENINO DOURADO”.
1979. É eleito DESTAQUE DO ANO EM LITERATURA, pelo
Jornal TOP NEWS, de Goiânia. É Examinador na Comissão Julgadora
do Concurso Literário Hugo de Carvalho Ramos, numa
promoção da UBE-GO e patrocínio da Prefeitura Municipal
de Goiânia. Vincula-se à ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS.
É entrevistado pela jornalista Mariinha Cunha, do TOP
NEWS, sob o título “Literatura como destaque do ano”. É referenciado
por Neila Monteiro no jornal FOLHA DE GOIAZ.
1980. Recebe o MÉRITO FILOSÓFICO, da Academia Internacional
de Ciências Humanísticas. É eleito para a Academia de
Letras do Estado do Rio de Janeiro, na Cadeira 3, tendo como
Patrono Gonzaga Duque. É referenciado por Sebas Sundfeld no
livro “ROSAS SOBRE O PIANO”.
1980. É recebido como membro do Ateneu Angrense de Letras
e Artes, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. É entrevistado pelo
jornalista Dilmar Ferreira, do CORREIO DO PLANALTO, sob
o título “Filosofia divulga o nome de Anápolis”. É biografado por
Joaryvar Macedo no BOLETIM DO INSTITUTO CULTURAL
DO VALE CARIRIENSE.
1980. Torna-se membro da INTERNATIONAL ACADEMY
OF LETTERS OF ENGLAND, em Londres. Recebe a distinção
479
HONRA AO MÉRITO, da Federação das Entidades Fronteiristas
do Rio Grande do Sul. É Examinador na Comissão Julgadora
do Concurso de Poesia Moderna, promoção do Boletim Perfil,
em Anápolis.
1980. Conclui o curso de ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO
PROCESSUAL PENAL, na Faculdade de Direito da UFG, sob
a orientação do Doutor Romeu Pires de Campos Barros. É referenciado
por Pompília Lopes dos Santos na REVISTA DA ACADEMIA
FEMININA DE LETRAS DO PARANÁ.
1981. É eleito INTELECTUAL DO ANO EM GOIÁS, pela Revista
Brasília. É biografado por Alípio Mendes na REVISTA DO
ATENEU ANGRENSE DE LETRAS. É referenciado por Clério
José Borges, em Vitória, no jornal CORREIO POPULAR. Torna-
se membro da Academia Maçônica de Letras do Brasil, no Rio
de Janeiro. É elogiado por Raimundo Araújo no jornal A VOZ
DOS MUNICÍPIOS, Rio de Janeiro.
1981. É Examinador na Comissão Julgadora do II Concurso de
Poesia, promoção do Serviço Social do Comércio, em Anápolis.
É eleito membro da ABRARTE CULTURA ARTÍSTICA DE
PETRÓPOLIS. É entrevistado pelo jornalista Júlio Alves, da
FOLHA DE GOIAZ, sob o título “A Filosofia ensina a viver
e a pensar”. É biografado por Isaias Batista dos Santos no livro
“LIÇÕES QUE O MINISTÉRIO ENSINA”. É referenciado por
Modesto de Abreu no livro “MEUS 80 ANOS”.
1981. Vincula-se à ACADEMIA DE LETRAS DA REGIÃO DO
ABC, em Santo André, São Paulo. Recebe a distinção HONRA
AO MÉRITO, da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de
Cordel, em Salvador. É eleito para a Academia de Letras José de
Alencar, em Curitiba, no Paraná. Recebe a honraria GLORIA
480
AO IMORTAL, da Ordem Brasileira dos Poetas da Literatura de
Cordel, em Quixadá.
1981. Toma posse na ACADEMIA MAÇÔNICA DE LETRAS,
no Rio de Janeiro. É Examinador na Comissão Julgadora do III
Concurso de Poesia, promoção do Serviço Social do Comércio,
em Anápolis. É referenciado por Arthur F. Baptista no livro
“PRIMAVERA EM TROVAS”. É biografado por Abdias Lima
no jornal O ESTADO, de Fortaleza.
1981. Toma posse na Academia Anapolina de Letras e Artes, na
Cadeira 37. É entrevistado pelo jornalista Modesto de Abreu, no
ANUÁRIO DA ACADEMIA DE LETRAS DO ESTADO DO
RIO DE JANEIRO, sob o título “Por que as academias hoje?”.
Recebe a distinção “LIDER DE LA FECHA SIMBOLO”, pela
Comissión Argentina Permanente Pro 20 de Julio.
1981. É resenhado por Benedicto Silva no BOLETIM INFORMATIVO
DA FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. É referenciado
por Vanildo de Senna no livro FUNDAMENTOS JURÍ-
DICOS DA MAÇONARIA ESPECULATIVA. É referenciado
por Abdias Lima no jornal FORTALEZA.
1981. Recebe o grau de CAVALEIRO ROSA CRUZ-GRAU 18,
do Supremo Conselho do Brasil, no Rio de Janeiro. É Examinador
na Comissão Julgadora do Concurso de Acrósticos, promoção
da AAFCL, de Anápolis. Torna-se membro da ACADEMIA DE
ESTUDOS LITERÁRIOS E LINGUÍSTICOS, na Cadeira 15,
tendo como Patrono, seu pai Adão Francisco Martins.
1981. É resenhado por Modesto de Abreu no ANUÁRIO DA
ACADEMIA DE LETRAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
É referenciado por J. Leite Sobrinho no JORNAL DA PARAÍBA.
481
1982. Lança o livro “SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL”.
Publica, no Rio de Janeiro, bem como o livreto “PERFIL LITERÁRIO”.
É empossado na Cadeira 31, da Academia Evangélica
de Letras do Brasil, no Rio de Janeiro, tendo como patrono, o
Teólogo Almir Gonçalves. É eleito titular do Centro Literário de
Felgueiras, em Portugal. É referenciado por Mariinha Mota, em
São Paulo, no JORNAL A RUA.
1982. É entrevistado pelo jornalista Roberto Pimentel, da FOLHA
DE GOIAZ, sob o título “A Literatura Goiana acompanha
o momento atual”. É Examinador na Comissão Julgadora
do Concurso de Sonetos, promoção do Boletim Perfil. Preside a
FEDERAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES CULTURAIS DE ANÁ-
POLIS. É pesquisado por Betty Antunes de Oliveira no livro
“ANTONIO TEIXEIRA DE ALBUQUERQUE-O PRIMEIRO
PASTOR BATISTA BRASILEIRO”.
1982. É Expositor no Congresso Maçônico Internacional do Rio
de Janeiro, com o tema “O MATERIALISMO E A MAÇONARIA”,
tese publicada no CORREIO DO PLANALTO, em l5 de
agosto de l982. É nomeado pelo Decreto 2682/82, Membro do
Conselho Municipal de Cultura de Anápolis, pelo então Prefeito,
Dr. Olimpio Ferreira Sobrinho. É elogiado por Abdias Lima no
jornal CORREIO DO CEARÁ.
1982. É entrevistado pelo jornalista Fernando Martins, d’O POPULAR,
sob o título “Uma Visão Panorâmica da Realidade Sociológica”.
Recebe a honraria PRIMEIRO PRÊMIO DE PLAQUETE,
do Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana. É
biografado por Reis de Souza na REVISTA BRASÍLIA. É referenciado
por Maurílio Lemes no jornal DIÁRIO DA MANHÃ.
1983. No dia 19 de março, no Auditório da FEDERAÇÃO DAS
INDÚSTRIAS DO ESTADO DE GOIÁS (FIEG), toma posse
482
na Cadeira 37, da ACADEMIA GOIANA DE LETRAS, tendo
como Patrono Crispiniano Tavares e sendo recebido pelo jornalista
Jaime Câmara, em solenidade presidida pelo acadêmico
Ursulino Leão. É biografado por José Mendonça Teles no livro
“GENTE & LITERATURA”.
1983. Torna-se Diretor da Revista PERFIL, da Academia Anapolina
de Filosofia, Ciências e Letras. É entrevistado pelo jornalista
Roberto Pimentel, da FOLHA DE GOIAZ, sob o título “A
Literatura Goiana atual”. É Examinador na Comissão Julgadora
do Concurso de Trovas, promoção da AAFCL, de Anápolis. É
pesquisado por José dos Reis Pereira no livro “BREVE HISTÓ-
RIA DOS BATISTAS DO BRASIL”.
1983. Recebe o diploma de MEMBRE D’HONNEUR, do Clube
dos Intelectuais de Paris. É Expositor na Loja Maçônica União e
Justiça, com o tema “O CÓDIGO CANÔNICO DO PAPA JOÃO
PAULO II”. Prefacia o livro “NATUREZA DO VENTO”, de
Petrônio Botelho Rocha. É entrevistado pelo jornalista Roberto
Pimentel, da REVISTA NACIONAL, do Rio de Janeiro, sob o
título “Obras de Goiás e sobre Goiás”.
1983. Torna-se Membro Fundador da Academia de Letras Municipais
do Brasil, com sede em São Paulo. Participa da Comissão
Julgadora do “PRÊMIO CULTURAL FOLHA DE GOIAZ”, focalizando
a vida e a obra de James Fanstone. É examinador do III
Concurso de Poesia Moderna, do SESC, em Anápolis. É referenciado
por Renato Baez no livro “GENEALOGIA E OPINIÕES”.
1983. Figura no livro de José Mendonça Teles “GENTE & LITERATURA”,
como um dos 32 nomes ligados à literatura goiana. É
verbete do “DICIONÁRIO LITERÁRIO BRASILEIRO”, de Raimundo
Menezes. É entrevistado pelo jornalista Fernando Martins,
d’O POPULAR, sob o título “Pensamento de um novo acadêmico”.
483
1983. Como membro titular correspondente, vincula-se a diferentes
entidades culturais do país, entre as quais, Academia de
Letras e Artes de Pernambuco, Academia Conquistense de Letras,
Academia Internacional de Ciências Humanísticas, Academia
Poços-Caldense de Letras, Academia Eldoradense de Letras,
Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana, Instituto Histórico
e Geográfico de Jaguarão.
1983. Tem seus trabalhos literários publicados em vários jornais
e revistas, entre os quais, CORREIO DO CEARÁ, de Fortaleza,
REVISTA NACIONAL, do Rio de Janeiro, JORNAL DA PARAIBA,
de Campina Grande, REVISTA BRASILIA, do Distrito
Federal, TRIBUNA PIRACICABANA, de Piracicaba. Conclui
o curso de ESPECIALIZAÇÃO EM DIREITO PENAL, na Faculdade
de Direito da UFG, sob a orientação do Doutor Licínio
Leal Barbosa.
1984. É eleito Orador Oficial da Loja Maçônica LEALDADE E
JUSTIÇA II, sob a Presidência do Venerável Mestre, Dr. Pedro Muniz
Coelho. Como Membro do Conselho Filosófico de Kadosch nº
09, de Goiânia, presidido pelo Grão Mestre, Dr. Absaí Gomes Brito,
alcança o GRAU 30. Vincula-se como membro titular correspondente
à Academia de Letras de Brasília e à Academia de Letras do
Planalto, em Luziânia. É biografado por Luiz Vital Duarte no livro
“RUY BARBOSA-SUA OBRA, SUA PERSONALIDADE”.
1984. Publica artigos de crítica literária, em diferentes jornais,
sobre mais de uma centena de autores goianos e nacionais. Recebe
referências elogiosas, via jornais e revistas, através de artigos
de Gilberto Freyre (FOLHA DE SÃO PAULO), Carlos
Alberto Azevedo (DIÁRIO DE PERNAMBUCO), Robinson
Cavalcanti (JORNAL DO COMMERCIO), José dos Reis Pereira
(JORNAL BATISTA), E. D’Almeida Vitor (CORREIO
484
BRAZILIENSE), Abdias Lima (TRIBUNA DO CEARÁ), Sebas
Sundfeld (O MOVIMENTO), Modesto de Abreu (REVISTA
DA ACADEMIA), Reis de Souza (REVISTA BRASÍLIA),
Ângelo Monteiro (JORNAL DE LETRAS), Carlos Ramos
(TRIBUNA DE CAXIAS), etc.
1984. Lança o livro “LETRAS ANAPOLINAS”, Antologia de
Poesia e Prosa, reunindo mais de duzentos literatos de Anápolis.
É Expositor no III Ciclo de Conferências Jurídicas, em Anápolis,
com o tema “OS CURSOS JURÍDICOS NO BRASIL”. Vincula-
se à CASA DE CULTURA DE ITABERABA, no sertão da
Bahia. Prefacia o livro “ESTILHAÇOS DE SAUDADE”, de Rosalina
Marques da Costa.
1985. É Examinador na Comissão Julgadora do Concurso Literário
José Décio Filho, promoção da UBE-GO. É referenciado por Eustázio
Pereira, em Santos, no JORNAL DESTAQUE. Recebe “DIPLOME
D’ACADEMICIEN”, da La Fleur des Neiges, France. É
agraciado com o “MÉRITO CULTURAL”, da Escola Humanista e
Cultural do Rio Branco, Acre. É referenciado por Henriette Kaisser
na revista ACADEMIE DE LA FLEUR DES NEIGES, FRANCE.
Recebe a Comenda “KNIGHT GRAND CROSS”, da Royal Order
of Our Lady of Grand Gothia, Inglaterra.
1985. É referenciado por Anna Leite, de São Paulo, no jornal A
REGIÃO. É eleito para a ACADEMIA PETROPOLITANA DE
EDUCAÇÃO, em Petrópolis. É referenciado por Enéas Athanázio,
em Santa Catarina, no jornal TRIBUNA DA FRONTEIRA.
É referenciado por Raimundo Araújo, do Rio de Janeiro, no
jornal A VOZ DOS MUNICÍPIOS.
1986. Recebe o título “COMMANDEUR DE JUSTICE DE
L’ORDRE ROYAL DE SAINT-ANDRE DE SCYTHIE, In485
glaterra. É entrevistado pelo jornalista Júlio Alves, da IMAGEM
ATUAL, sob o título “AAFCL divulga Anápolis no Brasil e
exterior”. Recebe a honraria “COMENDA BISPO AZEREDO
COUTINHO”, da Academia de Letras e Artes de Pernambuco.
É biografado por Altamiro de Moura Pacheco na REVISTA DA
ACADEMIA GOIANA DE LETRAS. É referenciado por Luiz
Vital Duarte no livro A EDUCAÇÃO EM PERNAMBUCO.
1986. Publica o livro “JORNALISTAS, POETAS E ESCRITORES
DE ANÁPOLIS”, antologia de poesia e prosa, com 600
páginas. Vincula-se à ACADEMIA PETROPOLITANA DE
POESIA RAUL DE LEONI, em Petrópolis. É designado Coordenador
das atividades do Ministério Público, em Anápolis. É
resenhado por Apolônia Gastaldi no livro “A FORÇA DO BERÇO”.
É referenciado por Jacy Gomes de Almeida no livro “IMINÊNCIAS
III”. É biografado por Jaime Câmara na REVISTA
DA ACADEMIA GOIANA DE LETRAS.
1987. É Examinador na Comissão Julgadora do Concurso de Decoração
Natalina, numa promoção do Clube de Diretores Lojistas
de Anápolis. É entrevistado pela jornalista Mirza Seabra Toschi,
da GAZETA POPULAR, sob o título “Academia divulga Anápolis”.
Recebe o “DIPLOME DE MEMBRE D’HONNEUR, da
Societé des Poètes et Ecrivains Régionalistes, Nimes, França.
1987. É referenciado por Luiz Carlos Mendes no jornal GAZETA
POPULAR. Publica o livreto “CADEIRA 15-PERFIL BIOGRÁFICO”.
Tem seu livro “FILOSOFIA DA CIÊNCIA” resenhado
por Antonio Paim no volume BIBLIOGRAFIA FILOSÓ-
FICA BRASILEIRA. É referenciado por Geraldo Coelho Vaz no
livro REVIVENDO.
1987. É entrevistado pelo jornalista Fábio di Souza, da GAZETA
POPULAR, sob o título “Endereçário Cultural Brasileiro”. Pre486
facia o livro FUNDO DE GAVETA, de João Batista Machado.
É referenciado por Luiz do Couto Filho no jornal CIDADE DE
GOIÁS. Recebe o título de PROFESSOR DECANO da Faculdade
de Direito de Anápolis. Toma posse na ACADEMIA PETROPOLITANA
DE LETRAS, em Petrópolis.
1987. Publica o livro “ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO”,
com nomes e endereços de instituições culturais. É biografado
por Ari Lins Pedrosa no livro “O VÉU DO VENTO”.
É referenciado por Diniz Felix Santos, em Brasilia, no boletim
POIETIKÉ.
1988. É Examinador na Comissão de Concurso para Oficial de
Registro Civil, em Souzânia, Anápolis, numa promoção do Tribunal
de Justiça de Goiás. Prefacia o livro FOLHAS ESPARSAS,
de Laurentina Murici de Medeiros. É biografado por Francisco
Igreja no “DICIONÁRIO DE POETAS CONTEMPORÂNEOS”.
É referenciado por Eno Teodoro Wanke no livro “XIXI
NO ABISMO”.
1988. Recebe a distinção MEDALHA COMEMORATIVA DA
ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA, do Instituto Histórico e Cultural
Pero Vaz de Caminha, em Brasília. Prefacia o livro BARRO
DO MESMO BARRO, de Paulo Valença. É eleito VICE-PRESIDENTE
DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES DE
GOIÁS, sob a Presidência de Geraldo Coelho Vaz. É resenhado
por Haydée Jayme Ferreira no livro “O CANTO DO CISNE”.
1989. Prefacia o livro A FACE OFENDIDA, de Paulo Valença.
É eleito para a ACADEMIA ACREANA DE LETRAS, no Acre,
Rio Branco. É referenciado por Ismael Gomes da Silva no livro
“SEARA DE ILUSÕES”. Prefacia o livro UM PEDACINHO
DO MEU SONHO, de Euripedes Balsanulfo de Freitas. Torna-
-se membro do Conselho Fiscal da Associação Goiana do Ministério
Público.
487
1989. 26.12.1989. Casa-se com Amália de Alarcão, de quem se divorcia
alguns anos depois. É referenciado por José Pinheiro Fernandes
no livro “O REAL INIMAGINÁVEL”. É referenciado
por Wanderley de Medeiros no jornal O POPULAR. É elogiado
por Luiz Vital Duarte no livro “EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO
COMUNISMO NO BRASIL”.
1990. Prefacia o livro RELVA AZUL, de Leonice Pesci Vidotto.
Recebe a distinção PERSONALIDADE CULTURAL DA DÉ-
CADA NEOTROVISTA, do Clube dos Trovadores Capixabas,
em Vitória, Espírito Santo. Prefacia o livro “PÔ...EMAS”, de
Manoel Messias de Morais. É biografado como verbete na ENCICLOPÉDIA
DE LITERATURA BRASILEIRA, de Afrânio
Coutinho. É referenciado por Gênio Eurípedes em Jataí no jornal
FOLHA DO SUDOESTE.
1991. É Examinador na Comissão Julgadora do Concurso Nacional
Coplaven de Literatura, numa promoção do Grupo Coplaven.
Toma posse como membro da INTERNATIONAL WRITERS
AND ARTISTS ASSOCIATION, nos Estados Unidos. É eleito
titular do MOVIMENTO POÉTICO EM SÃO PAULO.
1992. É Examinador na Comissão Julgadora do Concurso Nacional
Master de Literatura, numa promoção do Grupo Master.
É referenciado por Rosemary Pereira, no jornal O RADAR,
no Paraná. Recebe a honraria DESTAQUE DE IMAGEM, da
Revista Imagem Atual, de Anápolis. Toma posse como MIEMBRO
ACADEMICO “AD HONOREN”, da ACADEMIA DE
BELLAS LETRAS DEL CONO SUR, Uruguai. É referenciado
por Anand Rao no jornal CORREIO BRAZILIENSE.
1993. Recebe a distinção MÉRITO JUSCELINO KUBITSCHEK,
do Supremo Conselho Internacional, em Brasília. É
488
Conferencista na Fundação Universidade Estadual de Anápolis
(UNIANA). É referenciado por Alaor Scisínio, do Rio de Janeiro,
no jornal LETRAS ITAOCARENSES.
1993. Recebe o título de CIDADÃO ANAPOLINO, da Câmara
Municipal de Anápolis, pelo Decreto Legislativo 001/93, de
l6.03.93, de autoria do Vereador Achiles Mendes Ribeiro, sendo
Presidente o Vereador José Escobar Cavalcante. É biografado por
Adrião Neto no livro “ESCRITORES PIAUIENSES DE TODOS
OS TEMPOS”. É biografado por Lucélia Cunha no jornal
O POPULAR.
1994. Recebe a honraria COMENDA GOMES DE SOUZA RAMOS,
da Prefeitura Municipal de Anápolis. É resenhado por
Nelly Alves de Almeida no livro “REGISTRO DE UMA OBRA”.
Torna-se verbete do DICIONÁRIO DA INTERNATIONAL
WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION, nos Estados Unidos.
É eleito para a ACADEMIA JATAIENSE DE LETRAS, em
Jataí, Goiás. Toma posse como membro da ACADEMIA FLUMINENSE
DE LETRAS, em Niterói.
1994. É verbete na ENCICLOPÉDIA BRASILEIRA DE LITERATURA
CONTEMPORÂNEA, editada no Rio de Janeiro. É
referenciado por Darcy França Denófrio no livro “ANTOLOGIA
DO CONTO GOIANO I”. É referenciado por Napoleão Valadares
no DICIONÁRIO DE ESCRITORES DE BRASÍLIA. É
mencionado por Vera Maria Tietzmann Silva no livro “ANTOLOGIA
DO CONTO GOIANO II”.
1995. Lança o livro “ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS”, dicionário biobibliográfico, com 1052 páginas. Assume
a Cadeira 59, da ACADEMIA ITAOCARENSE DE LETRAS,
em Itaocara, Rio de Janeiro. É eleito para a ACADEMIA
CATALANA DE LETRAS, em Catalão, Goiás.
489
1995. Torna-se membro do INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO
DO DISTRITO FEDERAL, em Brasília. É referenciado
por Vera Maria Tietzmann Silva no livro “ANTOLOGIA
DO CONTO GOIANO II”. É analisado por Gabriel Nascente no
jornal DIÁRIO DA MANHÃ. Publica artigo na ANTOLOGIA
DE VERBETES DA ENCICLOPÉDIA LITERÁRIA, no Rio de
Janeiro.
1995. Recebe OFÍCIO CONGRATULATÓRIO da Assembléia
Legislativa do Estado de Goiás, pelo lançamento do livro ESTUDOS
LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS, numa iniciativa
do Deputado José Lopes. Vincula-se à Cadeira 23, da ACADEMIA
TAGUATINGUENSE DE LETRAS, no Distrito Federal,
tendo como Patrona Leodegária de Jesus. É referenciado por Gabriel
Nascente no livro “VENTANIA”.
1996. Pela MASTER, do Rio de Janeiro, publica o livro “ESCRITORES
DE GOIÁS”, dicionário biobibliográfico, com 815 páginas.
Toma posse, na Cadeira 23, do INSTITUTO HISTÓRICO
E GEOGRÁFICO DE GOIÁS, tendo como Patrono Crispiniano
Tavares, sob a Presidência de José Mendonça Teles. É referenciado
por Paulo Nunes Batista no livro “O SAL DO TEMPO”.
1996. Prefacia o livro “LIRA LIVRE”, de Celso Cavalcante Batista.
Tem seus livros expostos, na EXPOSIÇÃO DE ARTE E LITERATURA,
de Leonice Pesci Vidotto, em Osvaldo Cruz, São
Paulo. Escreve o POSFÁCIO do livro ARESTAS DE SEDA, de
Francisco Nascimento. É referenciado por Hugo Ayaviri Amurrio
no livro “CULTURA MUSICAL”.
1996. Torna-se membro da ASSOCIAÇÃO DOS ESCRITORES
DO AMAZONAS, em Manaus. Recebe a distinção MEDALHA
COMEMORATIVA DOS 300 ANOS DA MORTE DE ZUMBI,
490
em Brasília, DF, através do Supremo Conselho Internacional da
OIC. É Examinador no IV Momento Poético da Rede Municipal
de Ensino. É citado por Joanyr de Oliveira no livro “PLURICANTO”.
1996. Concede entrevista aos alunos da Universidade Estadual de
Anápolis (UNIANA). É Conferencista na Aula Inaugural da Faculdade
de Educação, Ciências e Letras de Iporá, Goiás. Prefacia
o livro “IMPÉRIO DOS DESEJOS”, de Maria da Luz. Ao lado
de Alaor Barbosa e Geraldo Coelho Vaz, integra a Comissão que
analisa o CURRICULUM VITAE e opina sobre a candidatura
de Ubirajara Galli à Cadeira 26 da Academia Goiana de Letras.
Esta cadeira terminou sendo ocupada por Augusta Faro Fleury
de Melo.
1997. Tem sua HOME PAGE publicada na INTERNET, no seguinte
endereço: http://www.genetic.com.br/~mario, tendo como
e-mail: mariormartins@hotmail.com. É eleito para a ACADEMIA
MANTIQUEIRA DE ESTUDOS FILOSÓFICOS, em Barbacena,
Minas Gerais. Recebe o segundo lugar no OITAVO CONCURSO
NACIONAL DE OBRAS PUBLICADAS, com o livro
“ESCRITORES DE GOIÁS”, em São Lourenço, Minas Gerais.
No dia 07 de agosto, é promovido pelo Conselho Superior do Ministério
Público, ao cargo de PROCURADOR DE JUSTIÇA DO
ESTADO DE GOIÁS, último degrau da carreira ministerial.
1997. Assume a Cadeira 98, da ACADEMIA DE LETRAS E
CIÊNCIAS DE SÃO LOURENÇO, Minas Gerais, tendo como
Patrono o Marquês de Olinda. É biografado na coluna PERSONALIDADES-
VULTOS ANAPOLINOS, do Jornal “A NOTÍ-
CIA”, pelo jornalista Júlio Alves. Profere palestra na Universidade
Estadual de Anápolis (UNIANA), focalizando a literatura
goiana. Tem seus poemas publicados na antologia OFICINA
491
CADERNOS DE POESIA, de Sérgio Gerônimo, do Rio de Janeiro.
É bibliografado no livro LITERATURA PIAUIENSE
PARA ESTUDANTES, de Adrião Neto. É referenciado no livro
MEIO SÉCULO FORMANDO GERAÇÕES, de Olimpio Ferreira
Sobrinho.
1998. Em 24 de abril, é publicada no DIÁRIO OFICIAL, sua
aposentadoria como Procurador de Justiça do Estado de Goiás.
Passa a residir também na cidade de Palmas, Capital do Estado
do Tocantins.
1999. Pela Editora Master, do Rio de Janeiro, publica o seu livro
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS, com 1230
páginas, apresentando a obra e a biografia de todos os escritores
que nasceram ou viveram no Estado de Goiás.
2000. Dedica-se exclusivamente a atividades literárias, fazendo
palestras, seminários e conferências sobre literatura goiana e tocantinense,
bem como pesquisando material para o seu novo dicionário.
2001. Pela Editora Master, do Rio de Janeiro, publica o seu livro
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DO TOCANTINS, com
924 páginas, focalizando a obra e a biografia de todos os escritores
que nasceram, passaram ou viveram no antigo Norte de Goiás e
no hoje Estado do Tocantins.
2001. Faz Pós-Graduação em Administração Pública, no III
CEPE (CICLO DE ESTUDOS DE POLÍTICA E ESTRATÉ-
GIA), num convênio entre a UNITINS (UNIVERSIDADE DO
TOCANTINS) e a ADESG (ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS
DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA), quando estuda
no Rio de Janeiro para complementação do curso, através de visitas
aos diferentes Ministérios e Instituições Públicas.
492
2001. 28.9. Recebe o título de “PERSONA INTELECTUAL”,
pela Casa de Letras, de Paraiso, no Tocantins, em solenidade
pública realizada no Teatro Municipal “Cora Coralina” daquela
cidade.
2002. No dia 05.04.2002, sob a Presidência do Dr. Juarez Moreira,
toma posse como membro da Academia Tocantinense de Letras,
Cadeira 37, tendo como Patrono o Frei José Maria Audrin,
sendo recebido pelo orador da Academia, o maranhense, de Alto
Parnaíba, José Cardeal dos Santos.
2002. Como resultado de trabalho feito juntamente com Mery
Ab-Jaudi Ferreira Lopes e Vânio José Simoneto, seu texto “REFLEXOS
DA LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL NAS
FINANÇAS MUNICIPAIS” é publicado no livro CURSO DE
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CONTEMPORÂNEA, editado
pela EDUCON/UNITINS, com apresentação do professor Galileu
Marcos Guarenghi, Diretor do Projeto Telepresencial.
2003. Continuou suas atividades literárias, proferindo palestras,
seminários e conferências sobre literatura goiana e tocantinense.
Com o título de DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO REGIONAL
DO BRASIL, inseriu na Internet, todas as biografias do
dito dicionário, no site www.usinadeletras.com.br ou www.mariomartins.
com.br
2004. 14.01. Concede entrevista à Rádio Comunitária de Ipupiara,
também chamada de “FORTALEZA DE SÃO JOÃO”, sobre sua
infância na cidade e suas atividades profissionais e literárias, ocasião
em que é entrevistado pelos locutores Paula Saldanha, Aristides
Silva, Mary e André, além de seu Diretor Renato. Além da atualização
constante do DICIONÁRIO, via internet, continua produzindo
artigos literários e proferindo palestras sobre literatura.
493
2004. 12.03. Pela Portaria 003/2004, da Presidente Isabel Dias
Neves, foi nomeado Coordenador do Projeto PATRONO, da
Academia Tocantinense de Letras, em Palmas, com a finalidade
de levantar a vida e obra de cada um dos PATRONOS da Academia,
em número de 40.
2004. 13.07. Lança em sua cidade natal-Ipupiara e também em
Lençóis, Bahia- seu novo livro CORONELISMO NO ANTIGO
FUNDÃO DE BROTAS, focalizando as figuras de Horácio de
Matos, Militão Rodrigues Coelho, Franklin de Albuquerque e
Abílio Wolney, além de Feliciano Machado Braga, Antonio de
Siqueira Campos, José Wilson Siqueira Campos e mais os Coronéis
Isidório Ribeiro dos Santos e Artur Ribeiro dos Santos. Este
livro foi focalizado pela jornalista Elisangela Farias, no JORNAL
DO TOCANTINS, de 15.09.2004, sob o título “HOMENAGEM
AOS CORONEIS BRASILEIROS”.
2004. 26.08. Na Escola Técnica Federal de Palmas, como representante
da Academia Tocantinense de Letras, profere palestra
sobre LITERATURA.
2004. 01.09. Recebe OFÍCIO CONGRATULATÓRIO da Assembléia
Legislativa do Estado do Tocantins, pelo lançamento
do livro CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS,
numa iniciativa do Deputado Laurez Moreira.
2005. 17.06. Lança na Livraria Palmas Cultural, em Palmas, Tocantins,
a 2ª Edição do livro RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE
DE LETRAS, apresentando a biografia dos 40
(quarenta) PATRONOS e dos 40 (quarenta) TITULARES.
2006. Coloca na INTERNET, no site www.mariomartins.com.br,
o livro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS
DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, apresentando a
494
biografia de todos os PATRONOS, FUNDADORES DE CADEIRA
e TITULARES DAS 40 CADEIRAS. Foram elaboradas
274 biografias entre os Patronos, Fundadores e Titulares da Academia
Brasileira de Letras.
2006. 16. 06. Funciona como cicerone do escritor Gilberto Mendonça
Teles que esteve em Palmas, proferindo palestra no Auditório
do MEMORIAL COLUNA PRESTES, na Praça dos Girassóis.
2007.15.01. Lança em Ipupiara, na Bahia, juntamente com seu
irmão Filemon Francisco Martins, o livro DICIONÁRIO GENEALÓGICO
DA FAMÍLIA RIBEIRO MARTINS, com 587
nomes de parentes e aderentes.
2007. 10.02. Lança na Livraria Palmas Cultural, em Palmas, Tocantins,
a 2ª Edição do livro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS,
apresentando 274 biografias dos PATRONOS, FUNDADORES
DE CADEIRAS e dos 40 (quarenta) TITULARES atuais.
2007.10.05. Lança em Palmas, Tocantins, o livro MISSIONÁRIOS
AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO,
apresentando mais de 200 biografias de missionários norte-
americanos e ilustres nomes do evangelismo brasileiro.
2007. Trabalha na elaboração do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGÉLICA
DE LETRAS DO BRASIL, de que é Membro Correspondente.
O texto parcial se encontra na internet, no site www.mariomartins.
com.br O livro já foi publicado.
2007. Trabalha na elaboração do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANA DE LE495
TRAS, de que é Membro Titular, na Cadeira 37. O texto parcial
se encontra na internet, no site www.mariomartins.com.br
2007. Trabalha na elaboração do DICIONÁRIO BIOBLIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DO INSTITUTO HISTÓRICO E
GEOGRÁFICO DE GOIÁS, de que é Membro Titular, na Cadeira
23. O texto parcial se encontra na internet, no site www.
mariomartins.com.br
2008. Trabalha na elaboração do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE
LETRAS E ARTES DE GOIÁS (AFLAG). O texto parcial se
encontra na internet, no site www.mariomartins.com.br
2008. Lança na FEIRA DO LIVRO, em Palmas, na Praça dos
Girasóis, no dia 18.05.2008, dois livros de sua autoria, Dicionário
do Instituto Histórico e Dicionário da Academia Feminina, para
um auditório com mais de 200 pessoas.
2008. Trabalha na elaboração do DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE
DE LETRAS, de que é Membro Titular na Cadeira 13. O texto
parcial se encontra na internet, no site www.mariomartins.com
br e ainda em www.academiagoianiense.org.br
18.09.2008. Pelo seu livro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA GOIANIENSE DE LETRAS,
a ASA EDITORA GRÁFICA LTDA (KELPS), de Goiania,
recebeu da SIGEGO e da ABIGRAF, o Diploma OURO,
concedido pelo IV PRÊMIO AQUINO PORTO de Excelência
Gráfica-Criação e Produção.
496
2008. Trabalha na elaboração de seu novo livro, contendo alguns
dos artigos publicados em Jornais e Revistas, alem da Internet,
com o titulo A CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS
TEMAS.
2008. Conclui seu livro MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E
OUTROS ASSUNTOS, reunindo outros artigos de jornais e revistas,
além de textos na Internet.
497
FORTUNA CRÍTICA
COMENTÁRIOS SOBRE OS LIVROS DE
MÁRIO RIBEIRO MARTINS)
ABDIAS LIMA, in TRIBUNA DO CEARÁ. Fortaleza, 20
de julho de l979: “FILOSOFIA DA CIÊNCIA é o novo livro
de reflexão filosófica de Mário Ribeiro Martins. É uma outra
dimensão didática da filosofia, em linguagem simples, clara e
com apresentação metódica. Utilizado por diferentes segmentos,
o livro tem recebido os maiores elogios da crítica especializada,
especialmente pela forma objetiva como a matéria é apresentada.
O autor, Mário Ribeiro Martins, é Bacharel e Mestre em Teologia,
Licenciado em Filosofia Pura, Bacharel em Ciências Sociais e
Direito. Especializou-se em Educação Moderna e Administração
Pública, respectivamente, em Madrid e Alcalá de Henares, na
Espanha. Seu livro é indispensável aos estudantes e estudiosos de
filosofia, podendo servir também para leituras complementares
em outros cursos”.
ABEL BEATRIZ PEREIRA, via Correspondência. Florianópolis,
SC, 16.02.1998: “Muito me vali e tenho me valido até hoje, de
seu ENDEREÇÁRIO CULTURAL BRASILEIRO. Se houver
uma 2ª Edição ou quando houver, se houver, não esqueça de A
FIGUEIRA. Eu é que me esqueci do eminente amigo, o dr. Mario
Martins. Onde é que eu estou com esta minha cabeça? Ou será
ingratidão mesmo? Você é o “endereçarista cultural impar” no
Brasil e, quiçá, no mundo”.
498
ABSAÍ GOMES BRITO, in LIBERDADE E UNIÃO. Goiânia,
30 de março de 1983: “A Academia Goiana de Letras tem, desde
a noite de sábado, novo integrante-Mário Ribeiro Martinsempossado
na Cadeira 37, cujo Patrono é Crispiniano Tavares
que, como Mário Martins, era também baiano, mas tornouse
goiano por adoção. Autor de vários livros, nas áreas de
filosofia, teologia, sociologia, literatura, destacando-se, entre
outros, “GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE”,
“FILOSOFIA DA CIÊNCIA”, “MISCELÂNIA POÉTICA”, o
novo acadêmico é também Professor Universitário e Promotor de
Justiça na Manchester Goiana, onde se destaca como Presidente
da Federação das Entidades Culturais de Anápolis”.
ACADEMIA CARIOCA DE LETRAS, via Correspondência. Rio
de Janeiro, 08.06.2007: “Prezado Mario Ribeiro Martins, Muito
grata! Acabo de receber DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS,
CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS,
DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMILIA RIBEIRO
MARTINS e MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS
FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO. Na Biblioteca da
Academia Carioca de Letras serão lidos com a devida atenção e
cuidado que merecem, a começar por mim, atual Presidente da
Academia. Tudo de bom, bonito e um abraço fraterno da Stella
Leonardos, secretária geral da UBE”.
ACADEMIA DE LETRAS DA BAHIA, via Correspondência.
Salvador, Bahia, 27.06.2007: “Prezado Escritor Dr. Mario Ribeiro
Martins, tenho a satisfação de acusar e agradecer o
recebimento das seguintes obras de sua autoria-DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
BRASILEIRA DE LETRAS, CORONELISMO NO ANTIGO
FUNDÃO DE BROTAS, DICIONÁRIO GENEALÓGICO
499
DA FAMILIA RIBEIRO MARTINS e MISSIONÁRIOS
AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL
EVANGELICO, já inseridos na biblioteca desta casa, o que é uma
honra, eis que Vossa Excelência é também um baiano da Chapada
Diamantina. Atenciosamente, Edivaldo Boaventura, Presidente
em exercício”.
ADRIÃO NETO, via e-mail. Teresina, Piauí, 25.11.2004. “Pelo
inestimável valor e magnitude de sua gigantesca obra, Mário
Ribeiro Martins tem lugar garantido na honrosa galeria dos
maiores escritores e homens de letras do Brasil. Com a construção
desta obra, de colossal importância para a Literatura Nacional,
Mário Ribeiro Martins – um dos mais notáveis dicionaristas
biográficos e homens de letras do país –, pode e deve ser
considerado com o seu conterrâneo, o baiano Sacramento Blake
da Literatura Brasileira”.
AFFONSO ARINOS DE MELLO FRANCO FILHO, via e-mail.
Rio de Janeiro, 20.12.2006: “Agradeço, penhorado, a amável
gentileza do seu fecundo DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS,
com 1.034 páginas, eis que, além do meu nome na Cadeira 17,
lá estão também muito bem retratados meu pai Afonso Arinos
de Mello Franco(1905), na Cadeira 25 e o velho Affonso Arinos
de Mello Franco(1868), na Cadeira 40. Parabéns pelo excelente
livro”.
AFRÂNIO COUTINHO et al, in ENCICLOPÉDIA DE
LITERATURA BRASILEIRA. Rio de Janeiro: Mec/Fae, 1990,
II vol, página 870: “Mário Ribeiro Martins, nascido em 07 de
agosto de 1943, Ipupiara, Bahia, poeta, biógrafo, Promotor de
Justiça, Professor Universitário, diplomado em Ciências Sociais,
Teologia e Direito. Membro da Academia Goiana de Letras, da
500
Academia de Letras e Artes de Pernambuco, da Academia de
Letras José de Alencar, entre outras. Autor de ários livros, entre os
quais, GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE, PERFIL
LITERÁRIO, MISCELÂNIA POÉTICA, SOCIOLOGIA
DA COMUNIDADE, CORRENTES IMIGRATÓRIAS NO
BRASIL, ESBOÇO DE SOCIOLOGIA, etc”.
AIDENOR AIRES, via correspondência. Goiânia, 21.07.2008:
“Ilustre escritor Mário Ribeiro Martins, com meus cumprimentos,
dirijo-me ao prezado confrade para agradecer a sua especial
gentileza de enviar ao Instituto Histórico e Geográfico de
Goiás exemplares de suas importantes obras: Dicionário
Biobibliográfico da Academia Goianiense de Letras, Dicionário
Biobibliográfico da Academia Goiana de Letras, Dicionário
Biobibliográfico da Academia Evangélica de Letras do Brasil,
Dicionário Biobibliográfico da Academia Feminina de Letras
e Artes de Goiás, Dicionário Biobibliográfico do Instituto
Histórico e Geográfico de Goiás. Saliento a relevância destes
trabalhos para o acervo do IHGG, como também para divulgação
das Instituições e dos intelectuais goianos. Nestes trabalhos, como
no restante de sua vasta produção cultural, destaca-se o acurado
tino de pesquisador, historiador e amoroso trabalhador de nossas
letras. Reiterando meus cumprimentos, renovo, ao ensejo, em
nome da comunidade do IHGG, as expressões de nossa admiração
e reconhecimento”.
ALAN BARBIERO (Reitor da UFT), via Oficio. Palmas,
20.10.2009: “Assunto: Parabenizar pelo lançamento do livro
CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES.
Prezado Mario, agradeço ao eminente escritor a gentileza de
repassar-me o livro com o titulo acima. Parabenizo-o por mais
esta conquista com a certeza de que seu trabalho ocupará um
lugar de destaque no acervo literário da humanidade. Lamento
501
não ter comparecido à sessão de autógrafos m razão de viagem a
Porto Alegre, para reunião da ANDIFES. enovamos o nosso voto
de estima e consideração. Atenciosamente, Alan Barbiero”.
ALARICO VELLASCO, in O POPULAR. Goiânia, 17 de abril
de 1995: “Ainda há pouco o escritor Mário Ribeiro Martinsque
é também Promotor de Justiça, em Anápolis, Goiás- acaba
de lançar o livro ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS, com l.052 páginas, de extraordinária qualidade, onde
o autor consigna à página 93, entre os l.500 nomes ali focalizados,
um verbete especial sobre o Professor Benedicto Silva, goiano,
de Campo Formoso, hoje Orizona, que completa nesta data os
noventa anos de idade e a quem homenageamos, nesta festa
realizada no salão da CASA SUIÇA, aqui no Rio de Janeiro”.
ALOISIO MIGUEL MARQUES, in JORNAL DA SEGUNDA.
Goiânia, 16 de maio de 1995: “Mário Ribeiro Martins enriquece
o acervo da cultura goiana com mais uma obra de peso. O livro
ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS, com 1.052
páginas, já nas melhores livrarias do ramo, transcende o comum
das pesquisas. É obra de consulta obrigatória e indispensável para
se conhecer melhor a história do pensamento escrito nesta parte
do Brasil, cobrindo os séculos XVIII, XIX e XX, com mais de
1500 verbetes apresentados em ordem alfabética e entrada pelo
nome de batismo, focalizando autores que nasceram, viveram ou
passaram pelo Estado de Goiás”.
ANA BRAGA, in IMAGEM ATUAL. Anápolis, l5 de fevereiro
de 1995: “ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS
é fruto de uma pesquisa literária de mérito incomensurável.
Trabalho de fôlego, como costumamos dizer. Texto onde o
autor se revela um notável pesquisador, um analista dos gêneros
literários e um coordenador organizado, conhecedor de nossos
502
valores literários e, acima de tudo, o idealista que soube garimpar
nomes ilustres, desde o século
dezoito até a modernidade, resumo dos nossos autores, ressaltados
os gêneros e as obras dos mesmos. Seu livro, Mário Ribeiro
Martins, foi um presente régio para a literatura goiana”.
ANN HARTNESS, in THE GENERAL LIBRARIES.
UNIVERSITY OF TEXAS AT AUSTIN. 20.06.2000: Mário
Ribeiro Martins, agradeço o envio do seu interessante livro
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS. Ele
representa uma contribuição importante para a bibliografia
de Goiás. Eu sei o quanto é trabalhoso escrever uma obra de
referência como esta. Muito me agrada saber que o amigo gostou
do meu livro BRASIL: OBRAS DE REFERÊNCIA-1965-1998.
Este foi um projeto muito interessante que levou quase dez anos
e eu já estou trabalhando na próxima edição.
ANTONIO GERALDO RAMOS JUBÉ, in O POPULAR.
Goiânia, 24 de setembro de 1978: “Fiquei bastante sensibilizado
com a sua apreciação crítica de meu despretensioso livro SINTESE
DA HISTÓRIA LITERÁRIA DE GOIÁS, publicado pela
Editora Oriente, em Goiânia. Não conhecia eu- do Mário Ribeiro
Martins- essa face de seu talento multiforme. De significação
profunda e bela, seu artigo “A LUCIDEZ DO SENSO CRÍTICO
NOS ENSAIOS DE RAMOS JUBÊ”, publicado no jornal O
POPULAR, é uma excelente contribuição para a construção da
crítica literária em Goiás”.
ANTONIO LISBOA, in O POPULAR. Goiânia, 17 de abril de
1995: “Possuidor de vasto currículo, o Promotor de Justiça Mário
Ribeiro Martins- residente em Anápolis- terminou recentemente
uma pesquisa de muito fôlego. Trata-se do volumoso(1051
páginas) ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS,
503
um conjunto de textos publicados em jornais, revistas e livros
sobre autores goianos. Há também entrevistas do autor concedidas
a diversos periódicos, discursos e outros fatos literários. Num
trabalho de mais de duas décadas, Mário Martins relaciona os
nomes mais expressivos das letras em Goiás e no Brasil”.
ANTONIO MONTEIRO, via correspondência. São Paulo,
04.12.2006: “Em anexo, estou enviando para você, 8 páginas de um
jornal com narração, fatos e fotos totalmente coloridas, retratando
uma inesquecível viagem pelo Rio São Francisco, através do Vapor
Benjamin Guimarães, com data de 24.04.1976, conforme você verá
no Logotipo da então Revista Manchete, daquela época. A meu ver,
esta belíssima reportagem, além de histórica, é inédita também.
Tenho uma leve impressão de que você deverá colocar(todas
essas fotos num só quadro), transformando-os numa só fotografia
e acredito que, feita por um excelente profissional, tornar-se-á
um quadro com uma foto invejável, jamais vista em qualquer
lugar de nosso país. Gostei muito da referencia que você fez no
seu DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS(páginas
11 e 12). ‘Pode haver erros graves que a consciência me diz ter
premeditado e cometido, mas, ainda assim, é preciso relembrar
aos que falarem do livro, que ninguém me arrebatará o direito de
ter sido o primeiro, EMBORA SENDO BAIANO, a escrever um
dicionário exclusivamente sobre os escritores goianos, o que fiz
com o maior desvelo, EIS QUE GOIANO DE CORAÇÃO”.
ANTONIO MONTEIRO, via Correspondência. São Paulo,
17.05.2008: “Gostaria de destacar que seus livros são muito
específicos, preciosidades raras e verdadeiras Obras Literárias,
ricas em informações precisas, em conhecimentos, além de
fáceis de interpretar e bons para ler. Um homem extremamente
organizado, muito dedicado em tudo que faz, com empenho,
entusiasmo, força de vontade, inteligência e principalmente, com
504
a sabedoria divina que Deus lhe deu. Um excelente pesquisador
dos tempos contemporâneos, pois através dos seus livros, tem
dado uma grande parcela de colaboração e contribuição para o
desenvolvimento e o enriquecimento para a cultura do povo dos
Estados de Goiás, do Tocantins e porque não dizer do Brasil. Com o
seu caráter, sua personalidade própria e sua maneira simples de ser,
possui dentro do seu interior,uma das coisas mais ricas que a vida
possa oferecer ao ser humano: A sua simplicidade. Você se identifica
muito com uma pessoa que não se encontra mais presente nesta
terra, Adão Francisco Martins, seu pai, já que Deus o levara tão cedo
para a vida eterna. Lembro-me muito bem
dele por volta dos idos dos anos 60, eu, ainda adolescente, quando
o conheci, na sua pequena loja de tecidos em Ipupiara, um homem
simples, humilde, prestativo, atencioso, íntegro, na verdade uma
pessoa de conduta e caráter exemplar. Parabenizo-lhe pelo privilégio
de ter tido um pai tão honrado quanto o saudoso Adão Martins”.
ALBERTO CUNHA MELO, in JORNAL DO COMMERCIO.
Recife, 15 de março de 1973: “O Sociólogo Mário Ribeiro Martins
está preparando a edição de um ensaio de sua autoria, cujo título
GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE, a ser publicado
pela Imprensa Metodista, de São Paulo, inclui artigos publicados
na secção literária deste jornal e do JORNAL BATISTA, do Rio
de Janeiro, devendo trazer novos dados sobre a vida evangélica,
no Recife e nos Estados Unidos da América, do internacional
mestre de Apipucos”.
ÂNGELO MONTEIRO, in JORNAL DE LETRAS. Rio de
Janeiro, 10 de novembro de 1972: “Mário Ribeiro Martins
está concluindo um ensaio que terá o título de GILBERTO
FREYRE, O EX-PROTESTANTE, estudando as atividades
intelectuais do escritor pernambucano, antes de CASA GRANDE
& SENZALA”, quando se dedicou ao evangelismo, ainda que
505
ligado ao Colégio Americano Batista Gilreath, onde estudou nos
idos de 1917, bacharelando-se em Ciências e Letras, tendo como
colegas, os pastores Tertuliano Cerqueira, Manoel Dias, Fernando
Wanderley e Antonio Neves de Mesquita”.
APARÍCIO FERNANDES, in ANUÁRIO DE POETAS DO
BRASIL. Rio de Janeiro: Folha Carioca Editora, 1980, IV volume,
página 405: “Mário Ribeiro Martins passou a infância e parte da
adolescência nas cidades de Ipupiara, Morpará, Xique-Xique e
Bom Jesus da Lapa. Escreveu para o DIARIO DE PERNAMBUCO
e JORNAL DO COMMERCIO, ambos do Recife. Possui os
seguintes livros publicados, entre outros: SOCIOLOGIA DA
COMUNIDADE, ESBOÇO DE SOCIOLOGIA, MISCELÂNIA
POÉTICA, FILOSOFIA DA CIÊNCIA, etc”.
A. RODRIGUES MENEZES, in JORNAL DE HOJE. São Paulo,
dezembro de 1972: “Gilberto Freyre e a Primeira Igreja Batista
do Recife. Sob o título acima, escreveu para as páginas de um dos
nossos matutinos em Recife, o confrade Mário Ribeiro Martins,
focalizando o nome do nosso eminente Sociólogo e Antropólogo
Gilberto Freyre, não somente como membro daquela igreja
pernambucana, no Recife, mas também como membro e pregador
da SEVENTH & JAMES BAPTIST CHURCH, em Waco, Texas,
nos Estados Unidos”.
ARTHUR REZENDE, in O POPULAR. Goiânia, 22 de fevereiro
de 1995: “COMPLETÍSSIMO. A coluna acaba de receber
exemplar de ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS, de Mário Ribeiro Martins, opúsculo de 1.052
páginas. O livro já se encontra nas livrarias. Vale dizer que se
trata da mais completa publicação no gênero por aqui. Cerca de
1.500 nomes são focalizados no Dicionário Biobibliográfico dos
Escritores, além outras informações importantíssimas sobre os
diferentes aspectos da literatura goiana. Ideal para consultas e
506
indispensável para se conhecer melhor a história do pensamento
escrito da região. Tão completo que até referência ao titular da
Coluna lá está”.
ÁTICO VILAS BOAS DA MOTA, via carta. Bucareste,
Romênia, 11.01.2000. “Prezado amigo Professor Mario:
Recebi, com muita alegria e honra, o volume do seu precioso
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIAS, obra de
suma importância para a memória cultural brasileira, pois, sem
ele, muitas personalidades estariam condenadas ao limbo do
esquecimento. Espero que essa obra tenha muitas reedições e
que seja enriquecida e corrigidas algumas lacunas ou pequenas
contradições. Por exemplo, o verbete que trata de Vivaldo Vieira
da Silva apresenta-o como Carioca. Ele é baiano. Foi professor na
antiga Faculdade de Filosofia e Letras da UFG(atual Instituto
de Letras). Vivaldo faleceu em Goiás, mas nasceu, se não estou
enganado no Sul ou Sudoeste da Bahia. Gostaria que nas próximas
edições fosse incluído o nome da poetisa goiana Leontina
Silva(Nenzinha). Endereço: Rua 83-A, numero 47, Setor Sul,
Goiânia, Goiás, 74.083.030, telefone 3223 2345. Acredito que sua
obra devia merecer um patrocínio constante, a fim de ser reeditada
constantemente, isto é, de tempo em tempo, a fim de torná-la,
cada vez mais, uma obra exaustiva. O seu trabalho em favor da
cultura brasileira em Goiás já merece uma homenagem publica.
Agradeço-lhe, mais uma vez, comovido e feliz em poder contar com
mais um instrumento de pesquisa cultural. Abraço de gratidão,
do Ático Vilas Boas da Mota. CALEA VICTORIEI, 102/108,
APT. 24- ETAJ 8, BUCARESTI-I-ROMÂNIA(ROUMANIE).
BELKISS SPENCIERI CARNEIRO DE MENDONÇA, in
IMAGEM ATUAL. Anápolis, 13 de dezembro de l996: “Ao ler
“ESCRITORES DE GOIÁS”, de sua autoria- Mário Ribeiro
Martins- muito admirei sua capacidade de, em pesquisa
507
meticulosa e valorizadora, relacionar tão grande número
de escritores de nosso Estado. Constitui- se numa grande
realização sua, demonstrando ser possuidor de “força superior às
circunstâncias”. Louvo, também, sua decisão de fazer constar, em
livro, sua preciosa produção literária, que, pela transitoriedade da
publicação jornalística, estaria fadada ao esquecimento”.
BENEDICTO SILVA, in INFORMATIVO FUNDAÇÃO
GETÚLIO VARGAS. Rio de Janeiro, 10 de junho de 1981: “O
presente trabalho- FILOSOFIA DA CIÊNCIA-, publicado pela
Editora Oriente, em Goiânia, de autoria do ilustre professor Mário
Ribeiro Martins, não se restringe aos seus objetivos pedagógicos,
mas busca, sobretudo, reafirmar a grandeza e a significação da
investigação filosófica, através da qual o homem se descobre
como ser no mundo, daí a razão por que se trata de um livro do
mais alto valor, essencial à reflexão filosófica”.
BIBLIOTECA DO MUSEU PAULISTA, via carta. São Paulo,
28.02.2008: “Prezado Senhor Mario Ribeiro Martins. A Biblioteca
do Museu Paulista da Universidade de São Paulo agradece os
livros enviados DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS,
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA GOIANA DE LETRAS, CORONELISMO NO
ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS, os quais enriquecerão nosso
acervo proporcionando mais uma opção de pesquisa aos usuários
que normalmente freqüentam e acessam nossa biblioteca. Sem
mais para o momento, firmamo-nos, cordialmente, Célia Maria de
Sant’Anna, Bibliotecária Responsável pela Aquisição de Livros”
BRASIGÓIS FELÍCIO, in O POPULAR. Goiânia, 05 de outubro
de 1984: “O escritor e professor Mário Ribeiro Martins, membro
da Academia Goiana de Letras, está colocando nas livrarias
508
um livro que é importante contribuição ao conhecimento da
história e atualidade das letras de Anápolis. Trata-se de LETRAS
ANAPOLINAS, antologia de poesia e prosa, com mais de
seiscentas páginas e trezentos nomes estudados, notas de orelha
de José Mendonça Teles e prefácio de Ursulino Leão, focalizando
nomes de Jornalistas, Poetas e Escritores da Manchester Goiana”.
BRAZ LIMONGI, in O ARAUTO. Florianópolis, SC, 08 de
dezembro de 1978: “Radicado em Anápolis, Goiás, Mário Ribeiro
Martins, Promotor de Justiça e Professor Universitário, com
seus trinta e cinco anos apenas, é um autor fecundo, produzindo
obras sociológicas, literárias, filosóficas e teológicas, como se
observa em SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE, ESBOÇO DE
SOCIOLOGIA, MISCELÂNIA POÉTICA, O MISTICISMO
DE BERNARDO DE CLAIRVAUX ou ainda no ARGUMENTO
ONTOLÓGICO DE ANSELMO, bem como em VIDA E OBRA
DE THOMAS HELWYS, entre outros”.
CARLOS ALBERTO AZEVEDO, in JORNAL DO
COMMERCIO. Recife, 6 de agosto de 1974: “O teólogo e
sociólogo Mário Ribeiro Martins é fruto de poucas gerações, exaluno
do Colégio Americano Batista e do Seminário Teológico
Batista do Norte do Brasil, onde também é professor, bem como
da Universidade Federal Rural de Pernambuco e Universidade
Católica, tem-se inquietado com problemas escolásticos, entre os
quais, O ARGUMENTO ONTOLÓGICO DE ANSELMO, O
MISTICISMO DE BERNARDO DE CLAIRVAUX, etc”.
CARLOS CAVALCANTE, in DIÁRIO DE PERNAMBUCO.
Recife, 06 de setembro de 1974: “Habitualmente leio o Diário de
Pernambuco e, por último, artigos bem produzidos do Sociólogo e
Teólogo Mário Ribeiro Martins, formado em Ciências Sociais, pela
Universidade Federal de Pernambuco, mas também em Teologia
509
e Filosofia, respectivamente, pelo Seminário Protestante da Rua
Padre Inglês e pela Universidade Católica do Recife. Este jornal, que
já tinha nomes como Mauro Mota, Orlando Parahym, Glaucio Veiga
e outros, enriqueceu ainda mais as suas páginas seculares”.
CARLOS RAMOS, in TRIBUNA DE CAXIAS. Caxias, RJ, 20
de janeiro de 1981: “Mário Ribeiro Martins é natural de Ipupiara,
Bahia, mas radicado hoje em Goiás, onde é Ministro Evangélico,
Promotor Público e Professor, volta-se para a atividade literária e
cultural, como autor de diversos livros, sendo um dos mais
interessantes, o GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE
que focaliza a adolescência evangélica do Mestre de Apipucos no
Recife, trazendo histórias fascinantes como aquela do missinário
americano que vendeu seu piano para ajudar na passagem de
Gilberto para os Estados Unidos”.
CASAGRANDE (Osmar), via e-mail, em 04.08.2011, In
NOTICIAS CULTURAIS: “Produção do Mário Martins
Mais uma vez aconteceu o festival de livros patrocinado
pelo Mário Martins. Já é tradição que o profícuo Mário faça
expressiva doação de exemplares de seus livros sempre que haja
alguma festividade literária, notadamente quando ocorrem
lançamentos de suas obras. Desta vez não foi diferente. Mário
desdobrou-se. Primeiramente, porque lançou 3 livros e porque
tenho a impressão que os livros estão cada vez mais fornidos. Aí
aconteceu o tradicional sorteio... com o Casagrande catando os
números. Chegou um momento que não havia mais número para
cantar (eu já tinha perdido o tom, o ritmo e o rebolado com esse
“cantar” dos números) e o pessoal lá, desmanchando pacotes e
mais pacotes para doar os livros ao público presente. Se a FLIT
crescer na proporção em que cresce o acervo lançado pelo Mário
Martins, a FLIP que se cuide...”
CELSO ALOYSIO SANTOS BARBOSA, via e-mail. Rio de
Janeiro, 09.07.2007: “Prezado Dr. Mário Martins. Li tudo o que
510
escreveu sobre José Cabral de Vasconcelos e sou de opinião que
o texto não pode ser melhor, por falta absoluta de informações.
SUGIRO PUBLICAR ASSIM. Parabenizo-o pelo esforço e por
ter chegado ao final do livro. Estaremos todos orando a Deus pelo
irmão e aguardando o produto final de seu trabalho. Continuamos
a sua disposição para qualquer ajuda que ainda esteja em nosso
alcance. Forte abraço, CELSO ALOÍSIO”.
CLAUDETE RIBEIRO DE ARAUJO, via e-mail: “Floriano,
Piauí, 12.12.2010. Meu nome é Claudete Ribeiro de Araújo,
sou filha de Alvino Ribeiro, filho do velho Chico de França na
cidade de Ipupiara. Não conheci meu avô, mas todas as vezes que
acompanhei meu pai em Ipupiara, ouvia as histórias dele e da
família. Fui muitas vezes com meu pai para Ipupiara, e fiquei
apaixonada pela cidade e maravilhada em saber que escreveu livros
sobre a história de nossa terra e da Igreja Batista. Eu também sou
da Igreja Batista e estou morando há dois anos aqui no Piauí,
na cidade de Floriano. Estou vendo a possibilidade de visitar
Ipupiara em janeiro...se não der, irei em julho que tenho férias
aqui. Gostaria de saber como posso adquirir seus livros sobre a
Igreja Batista, sobre os missionários e sobre o coronelismo, pois
minhas pesquisas aqui no nordeste estão em torno desses temas.
Que bom saber que você se interessou em manter o vínculo com
sua história, pois muitos migram e esquecem de sua gente. Eu,
apesar de ter apenas os vínculos familiares com a cidade, sinto
que tudo é parte da minha história e do que herdei e morando
hoje no nordeste, vejo o quanto é importante a gente não perder
nossas raízes e contribuir com nossas pesquisas. Parabéns pelo
seu trabalho!Atenciosamente. Claudete Araújo”.
CLEBER PEREIRA DE OLIVEIRA, via e-mail. Goiânia,
09.06.2008: “Boa tarde Dr. Mário, inicialmente gostaria de
manifestar aqui a minha satisfação em poder descobrir que em
511
nossa família temos um membro tão ilustre e que desenvolve um
trabalho de tão importância para o conhecimento e a cultura dos
povos. Na casa de minha tia Diva na cidade de Coribe, Estado da
Bahia, tive o primeiro contato com uma publicação sua. Olhei-a,
mas não pude lê-la, pois estava de viagem para Goiânia. Trata-se da
publicação “Coronelismo no Antigo Fundão de Brotas”, trabalho
que pude apreciá-lo recentemente, quando fui presenteado por
minha tia Germínia com um exemplar de tão bem elaborada
pesquisa. Hoje estive novamente com a minha tia Germínia e
ela me mostrou um outro trabalho seu, intitulado “Dicionário
da Árvore Genealógica da Família Ribeiro Martins”. O livro me
interessou, já que nele pude perceber o registro da história e as
origens de meus ancestrais. Gostaria de obter um exemplar desse
título e para tal gostaria de seu auxílio, pois a minha tia me disse
que através desse contato com certeza eu iria obtê-lo. Quero mais
uma vez manifestar minha alegria por esse primeiro contato
e dizer que gostaria muito de conhecê-lo pessoalmente. Sou
também um Ribeiro, do Distrito de Ramalho, antigo município
de Carinhanha e hoje município de Feira da Mata, onde meu avô
José Ribeiro se estabeleceu e formou família, depois retornando
para Ipupiara, precisamente ao lugar denominado Chiquita. De
lá conheci alguns parentes, entre eles o tio Durval, tia Izidória,
tia Maria, a Margarida, o Euclides entre outros. Aguardo ancioso
por um contato seu. Um forte abraço. Cléber Pereira de Oliveira”.
CONDESSA DE MEIA-PONTE(VERA LOPES DE
SIQUEIRA), in A NOTÍCIA. Anápolis, 19 de outubro de 1997:
“FILHA DILETA DO SENHOR. Para o eminente Promotor,
Professor e Escritor Mário Ribeiro Martins. Um elogio feito com
sinceridade, não há coisa melhor para nos ajudar a procurar olhar
sempre para frente e ver que o mundo continua lindo. Assim me
senti, ao tomar conhecimento do livro ESCRITORES DE GOIÁS.
Fui premiada. Se há um nome que tem enriquecido a cultura em
512
Goiás, este é Mário Ribeiro Martins. Seu livro focaliza, entre
outros, meu pai, José Assuero de Siqueira que, sendo jornalista,
ao fundar o jornal O PIRINEUS, em 1931, escrevia os seus artigos
com o pseudônimo de Conde de Meia-Ponte, de que me apropriei
para também escrever meus artigos”.
CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE GOIÁS,
via Correspondência. Goiânia, 18.12.2006: “Senhor Escritor Dr.
Mario Ribeiro Martins, agradecemos a Vossa Senhoria a gentileza
de enviar-nos um exemplar do livro RETRATO DA ACADEMIA
TOCANTINENSE DE LETRAS, de sua autoria, trabalho
que demonstra o ótimo desempenho e a seriedade com que
o nobre escritor trata as questões relativas à instituição
cultural tocantinense. Receba nossos parabéns pela iniciativa.
Atenciosamente, Samuel Albernaz, Presidente”.
DILMAR FERREIRA, in CORREIO DO PLANALTO.
Anápolis, 08 de setembro de 1978: “CANTO DE MORTE NOS
POETAS NACIONAIS, publicado no livro ESCRITORES DO
BRASIL, editado por Aparício Fernandes, no Rio de Janeiro,
é um trabalho de análise que Mário Ribeiro Martins elaborou,
estudando as composições poéticas de vários autores brasileiros,
não somente contemporâneos, como também pertencentes a várias
escolas literárias, chamando a atenção do leitor para a constante
presença da expressão MORTE nos escritores do Brasil”.
DIONÍSIO S. MARTINS, via e-mail (dsmartins@hoteldelencois.
com). Lençóis, 05.05.2008: “Manuseando a estante de livros na
sala de estar do nosso Hotel de Lençóis tivemos a grata satisfação
de encontrar o “Dicionário Biobibliográfico de Membros do
Instituto Histórico e Geográfico de Goiás” importante trabalho
de autoria de V.Sa. Ficamos lisongeados e honrados quando
verificamos que esta obra tinha sido oferecida pelo autor ao
513
nosso Hotel. Em nome da diretoria e de toda equipe do nosso
Hotel queremos expressar toda nossa gratidão pela delicadeza e
generosidade de V.Sa”.
DIVALDO SURUAGY, in O ANÁPOLIS. Anápolis, 23 de junho
de 1999: “Gostaria de parabenizá-lo pela magnífica compilação
realizada sobre os ESCRITORES DE GOIÁS. Imagino não
existir, em nenhum outro Estado do País, uma obra de tão grande
vulto. Receba minha admiração com os votos de que prossiga
utilizando sua sólida cultura, aliada à imensa capacidade de
trabalho e dedicação à pesquisa, para continuar engrandecendo
a literatura brasileira”.
DOMICIO PEREIRA DE MATTOS, via Correspondência. Rio
de Janeiro, 28.06.2007: “Dr. Mario Ribeiro Martins, atendendo
circular do confrade Ebenezer Soares Ferreira, estou lhe
remetendo 4 dos 8 livros por mim editados. Neles o nobre confrade
encontrará subsídios sobre o titular da Cadeira 10, da AELB,
Domicio Pereira de Mattos, aliás, um dos 40 patronos. Presentes
ainda hoje apenas 2, eu e o querido companheiro Ebenezer(cadeira
27). Veja no livro DEVANEIOS, ligeiro resumo de como nasceu
a nossa Academia(capitulo 27, página 117). Valorizo a sua tarefa e
peço a Deus que lhe dê animo para completá-la”.
EBENÉZER GOMES CAVALCANTI, in GILBERTO FREYRE,
O EX-PROTESTANTE. São Paulo, Imprensa Metodista, 1973,
página 15: “Mário Ribeiro Martins reclama dos arquivos de
mais de meio século uns traços da influência protestante na
adolescência de Gilberto Freyre, pesquisa a que acode o sociólogo
com indisfarçável sentimento de ternura pelo reencontro com
o passado remoto, num artigo intitulado DEPOIMENTO DE
UM EX-MENINO PREGADOR, publicado no DIARIO DE
PERNAMBUCO. Seu tranquilo depoimento nada tem de amargo
514
ou evasivo, antes confirma os registros de Mário Martins, dandolhes
mais sabor, mais vida e mais evocações”.
EBENÉZER SOARES FERREIRA, in CORRESPONDÊNCIA.
Rio de Janeiro, 30.05.2007: “Recebi, ontem, os três exemplares
do livro MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS
FIGURAS DO BRASIL EVANGELICO. Estarei entregando o
exemplar do Semináriodo Sul e da Academia Evangélica. Comecei
a ler a obra e fui me deliciando, pois sou fascinado por esse tipo
de literatura. Agradeço-lhe o envio da referida obra, bem como o
exemplar do DICIONÁRIO DE MEMBROS DA ACADEMIA
BRASILEIRA DE LETRAS, que é o atestado eloqüente da sua
grande veia de pesquisador beneditino. Imagino quanto tempo não
gastou nessa garimpagem intelectual,para oferecer ao leitor ávido
de conhecimentos a sua incomensurável contribuição. Sei que
sua pena destra vai nos legar uma preciosidade: o DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
EVANGÉLICA DE LETRAS DO BRASIL. Rogando ao Senhor
abençoá-lo, sempre, firma-se o amigo e colega.”
E. D’ALMEIDA VITOR, in CORREIO BRAZILIENSE.
Brasília, 28 de março de 1979: “GILBERTO FREYRE, O EXPROTESTANTE,
de Mário Ribeiro Martins é uma pesquisa que
objetiva contribuir para a biografia global do eminente sociólogo
pernambucano, focalizando aspectos interessantíssimos, inclusive
as fontes pesquisadas, entre as quais se destaca o ANNUAL OF
THE SOUTHERN BAPTIST CONVENTION, datado de 1915,
nos Estados Unidos. Mas Mário Ribeiro Martins é também
colaborador em jornais e revistas especializadas. Seu outro livro-
FILOSOFIA DA CIÊNCIA- de caráter essencialmente didático,
interessa a todos os que participam dos problemas do homem e
que queiram refletir sobre a vida e o mundo, de uma perspectiva
filosófica, daí a razão por que tem recebido os maiores encômios
da crítica nacional”.
515
EDUARDO SILVA DE ALMEIDA. SOBRE O LIVRO
“GILBERTO FREYRE, O EX- PROTESTANTE” DE MÁRIO
MARTINS. Para os que conhecem a trajetória do escritor
Mário Ribeiro Martins, não chega a ser surpreendente tomar
conhecimento de esmeradas pesquisas que realiza, ou que tenha
realizado, ao longo de seus laboriosos estudos, buscando a
verdade dos fatos que ornamentam a vida de ilustres figuras da
intelectualidade brasileira. Os inúmeros livros de sua autoria, se
listados por ordem cronológica de edição, nos demonstram a sua
dedicação ao gênero de biografias, no qual se especializou.O que
surpreende é que lá pelos idos de 1972/73, Mário Martins publicou
no Jornal do Commercio do Recife uma série de artigos sobre
aspectos pouco conhecidos da vida de Gilberto Freyre, trazendo
a lume a adolescência do mestre de Apipucos, vivida no seio e
sob proteção de uma comunidade de missionários evangélicos.
Significativa foi a publicação dos artigos de Mário Martins,
tanto é verdade que Gilberto Freyre, de maneira educada e com
muita sinceridade, houve por bem dar a sua resposta, publicada
no Diário de Pernambuco. Com fidelidade ao culto à verdade
histórica, Mário Martins fez uma coletânea dos artigos de sua
autoria, juntou, com comentários, a resposta que mereceram de
Gilberto Freyre e publicou, em 1973, “Gilberto Freyre, o exprotestante”(
São Paulo, Imprensa Metodista, 1973), um pequeno
livro de grande importância para os estudiosos da influência
da vida no meio religioso na obra do autor de Casa Grande &
Senzala. Decorridos mais de trinta anos, o livro de Mário Martins
não perdeu, nem pode perder, a atualidade, pois trata de assunto
com perpetuidade de interesse, dada a importância literária da
obra do escritor alvo da pesquisa(Palmas, Tocantins, 07.07.2009).
*Eduardo Silva Almeida é Procurador
de Justiça Aposentado do Ministério Público do
Tocantins. Presidente da Academia Tocantinense de Letras.
516
ELIEL BARRETO FILHO, via e-mail: (Sobre Eliel, recebi o
seguinte e-mail de Elielzinho: Enviado Por: ELIEL BARRETO
FILHO -eliel.barreto@uol.com.br Da cidade : Salvador-
Bahia(04.04.2010). “Querido e grande amigo Mário: acabo de ler
seus escritos e fiquei muito emocionado ao ver você mencionar
nossos nomes. Minha mãe faleceu em dezembro/98, vítima de
câncer generalizado no intestino. Meu pai também faleceu em
2007, também vítima de câncer, quando pastoreava a Igreja Batista
em Conceição da Feira-Bahia. Elide já tem filhos e netos. Eliane
também tem e mora em Cruz das Almas-Bahia. Eu moro em
Salvador, fui professor durante muitos anos e estou aposentado,
tenho 3 filhos e ainda não tenho netos. Confesso minha alegria
em poder enviar-lhe nossas notícias. Qualquer outra informação,
pode procurar-me. Um grande abraço,Elielzinho”).
ELISANGELA FARIAS, in JORNAL DO TOCANTINS.
Palmas(TO), 15.09.2004: “Fundão de Brotas, hoje Ipupiara, este
é o cenário da obra CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO
DE BROTAS, do autor e membro das Academias Goiana e
Tocantinense de Letras, Mário Ribeiro Martins que foi lançado
recentemente na cidade de Lençóis, Bahia e já pode ser encontrado
nas livrarias de Palmas, Capital do Tocantins. O livro que fala
sobre os Coronéis Horácio de Matos e Militão Rodrigues Coelho,
focaliza também um outro Coronel baiano, Franklin Lins de
Albuquerque, do médio São Francisco, bem como a figura do
Coronel Abílio Wolney, do antigo Norte de Goiás, hoje Dianópolis
e ainda trata de outros assuntos interessantes, entre os quais, OS
DOIS SIQUEIRA CAMPOS e um JUIZ GUERREIRO”.
ENÉAS ATHANÁZIO, via carta de Camboriú, Santa Catarina,
12.11.2004: “Refiro-me ao pequeno e substancioso livro
“GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE”, de autoria
de Mário Ribeiro Martins, publicado em 1973, pela Imprensa
517
Metodista, de São Paulo e que tem o esclarecedor subtítulo de
“uma contribuição biográfica”. Embora se trate de obra esgotada,
é interessante comentá-la em face do ineditismo do tema e
as consequências para o biografado. Nessas páginas, o autor
mergulha fundo no tema, rebuscando papéis e variadas fontes em
laboriosas pesquisas. Mostra ele que o Dr. Alfredo Freyre, pai do
Mestre de Apipucos, manteve estreitas relações com os batistas
de Pernambuco, com eles colaborando(tendo sido Diretor do
Colégio Americano Batista Gilreath) e professando sua fé, embora
nunca batizado”.
ESCOLA SUPERIOR DA MAGISTRATURA DE
PERNAMBUCO, via Correspondência. Recife, 26.02.2007:
“Dr. Mario Ribeiro Martins, é com satisfação que recebemos
e agradecemos os livros RETRATO DA ACADEMIA
TOCANTINENSE DE LETRAS E DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
BRASILEIRA DE LETRAS de sua autoria. Informamos,
outrossim, que as publicações ficarão à disposição dos alunos,
professores e magistrados, bem como do Tribunal de Justiça do
Estado de Pernambuco, sendo uma grande fonte de consulta.
Atenciosamente, Joseane Ramos Duarte Soares, Gestora da
Biblioteca”.
ESCOLA TECNICA FEDERAL DE PALMAS, via
Correspondência. Palmas, 01.06.2007: “Dr. Mario Ribeiro
Martins, Recebemos e agradecemos os livros DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
BRASILEIRA DE LETRAS, DICIONÁRIO GENEALÓGICO
DA FAMILIA RIBEIRO MARTINS e MISSIONÁRIOS
AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL
EVANGELICOS todos de sua autoria, já inseridos na Biblioteca
João Paulo II, desta escola. Atenciosamente, Ana Cristina
Schmidt Salgado”.
518
EUZÉBIO CARDOZO NETO - ecarneto@yahoo.com.br, em
25.11.2008. Da cidade : America Dourada, Bahia. Festejado Mário
Martins, “O livro caindo n’alma é germe que faz a palma É chuva
que faz o mar”.. Fiquei encantadíssimo com o seu comentário
sobre o livro de Otávio Barros da Silva. Riquíssimo e muitíssimo
didático. Só me resta fazer-lhe um apelo: POR GENTILEZA ME
CONCEDA UMA CORTESIA DO REFERENCIADO LIVRO.
Colho o ensejo para renovar meus protestos de estima e elevada
consideração. Soli Deo Gloria, Pr. EUZÉBIO CARDOZO NETO
Praça do Comércio s/n - IPANEMA AMÉRICA DOURADA -
BAHIA44910-000 (74) 3692-7084 / 99712726.
EVERARDO GUERRA, in DIÁRIO DE PERNAMBUCO.
Recife, 10 de novembro de 1974: “ Um dos seus mais recentes
biógrafos, Mário Ribeiro Martins, no epílogo de seu precioso
livro GILBERTO FREYRE, O EX-PROTESTANTE, afirma:
Há homens que nascem em determinadas épocas e lugares para
realizar grandes obras. É o caso de Gilberto de Mello Freyre,
cuja biografia, focalizando especialmente a sua adolescência
protestante no Colégio Americano Batista Gilreath, no Recife e
em Fort Worth, no Texas, Estados Unidos, revela a importância
da obra escrita pelo Ministro Evangélico, Sociólogo e Professor
Mário Martins”.
FACULDADE TEOLOGICA BATISTA DE SÃO PAULO, via
Correspondência. São Paulo, 04.06.2007: “Dr. Mario Ribeiro
Martins, pela presente expressamos a nossa palavra de gratidão pelos
exemplares dos livros DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRAFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS,
CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS,
DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMILIA RIBEIRO
MARTINS e MISSIONÁRIOS AMERICANOS E ALGUMAS
FIGURAS DO BRASIL EVANGÉLICO. Informamos que os
519
livros já se encontram no acervo de nossa biblioteca. Rogamos
a Deus as mais ricas bênçãos pela sua vida e ministério.
Atenciosamente, Marilza Delgado”.
FENELON TEODORO REIS, in IMAGEM ATUAL. Anápolis,
26 de setembro de l996: “Tenho a honra de acusar o recebimento
do exemplar de seu livro que ostenta o apropriado título
“ESCRITORES DE GOIÁS”, onde o nobre escritor traça o perfil
dos grandes nomes da literatura goiana. Mário Ribeiro Martins,
realmente merece aplauso essa sua iniciativa, sempre tão rara,
entre nós, porém, próprias de homens cuja inteligência não é
apenas direcionada ao próprio intelecto, e sim, a utiliza também
para enaltecer os valores de outras pessoas que se dedicam ao
mesmo ramo de atividade, ou seja, levar conhecimento e as
experiências de vida a quem gosta de atualizar-se através de uma
boa leitura”.
FERNANDA DIAS. Via Site CLEBER TOLEDO. Palmas,
29.07.2011. Mário Ribeiro Martins lança três obras no Café
Literário, da FLIT. 29/07/11 21h53 Especial para o CT– Com
muito humor, o escritor Mário Ribeiro Martins lançou suas três
obras no espaço do Café Literário na tarde dessa sexta-feira, 29.
São elas: ‘Retrato da Academia Tocantinense de Letras’, ‘Razão do
meu Viver e Outras Amenidades’ e o ‘Dicionário Bibliográfico do
Tocantins’. Natural da Bahia e morador de Palmas desde de 1998,
Mário Martins tem um grande legado em seu currículo: é membro
da Academia Tocantinense de Letras, da Academia Goiana de
Letras, da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro e
da Academia Pernambucana de Letras e Artes. No Retrato da
Academia Tocantinense de Letras apresenta a biografia de todos
os membros da academia e tem a biografia também daqueles que
foram convidados para fazer parte da academia e não eleitos.
No Dicionário Bibliográfico do Tocantins retrata a biográfica
de todos que nasceram e viveram ou moram no Tocantins e
520
que publicaram livros. São cerca de 3 mil biografias. Já o livro
Razão do meu viver e Outras Amenidades é uma obra com vários
artigos de jornais e revistas. Mário Ribeiro Martins já lançou 35
livros, entre eles dicionários, bibliografias e assuntos gerais. O
escritor disse que sorteou 150 livros no Café Literário e no stand
da Academia Tocantinense de Letras, no Espaço Girassol da Flit.
Nestas ocasiões, ele não vende os livros. Faz o sorteio entre os
presentes, o que é uma festa.
FERNANDO LINS, in E-MAIL FERLINS@ZAZ.COM.
BR Palmas, 09 de julho de 1998. “Uma das maiores satisfações que
tive aqui em Palmas, Tocantins, foi conhecer tanto pessoalmente
quanto a grandiosa obra literária, filosófica e sociológica de
Mário Ribeiro Martins. Missionário da fé e homem imbuído dos
mais elevados valores morais e espirituais, com refinado senso
de justiça, de generosidade, de amizade e de humildade. Você é
daquelas pessoas que nós, seus contemporâneos, não temos como
avaliar devidamente, pois seu pensamento iluminado está acima
das nossas mensurações. Mas os pósteros saberão reconhecer e
apreciar a sua verdadeira grandeza”.
FERNANDO MARTINS, in O POPULAR. Goiânia, 12 de maio
de 1982: “O presente livro, SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL,
é o resultado das experiências vividas por Mário Ribeiro Martins
dentro do Magistério Superior. Pretende o autor conferir uma
visão panorâmica da realidade sociológica. Não se trata de
uma tradução que reflita uma concepção sociológica de outros
centros de cultura, mas de um conjunto de experimentos, todos
eles vividos nas salas de aula, como Professor de Sociologia nos
Cursos de Ciências Sociais, Filosofia e Direito”.
FERNANDO PY, in DIÁRIO DE PETRÓPOLIS. Petrópolis,
RJ, 08 de dezembro de l996: “ESTUDOS LITERÁRIOS DE
521
AUTORES GOIANOS, de Mário Ribeiro Martins. O autor,
Promotor de Justiça e Professor Universitário, membro da
Academia Goiana de Letras, elaborou uma obra valiosíssima de
referência, com mais de mil páginas, onde faz um Dicionário
Biobibliográfico de Autores de Goiás, extremamente minucioso,
e mais estudos sobre escritores goianos e outros, além do registro
de jornalistas e mais intelectuais do Estado. Excelente fonte de
informação”.
FILADELFO BORGES DE LIMA, in O POPULAR. Goiânia,
02 de abril de 1995: “Adquiri em Goiânia, o livro ESTUDOS
LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS, de Mário Ribeiro
Martins. Deleiteime no manuseio das suas páginas e muito ainda
o farei. A obra é completa. Completíssima, conforme a definiu o
mestre e jornalistaArthur Rezende. Com 1.052 páginas e mais de
1.500 verbetes estudados e focalizados, todos eles referentes aos
escritores de Goiás, há também temas como Ministério Público,
Academia Goiana de Letras, entre outros. O autor a escreveu para
a imortalidade. Cumprimento-o de pé e me alegro sobremaneira”.
FILEMON FRANCISCO MARTINS, in email, filemonmartins@
bol.com.br: “O escritor Mário Ribeiro Martins acaba de nos
brindar com mais um livro de sua brilhante pena. Desta feita,
“CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS”,
que retrata fatos importantes ocorridos nas cidades interioranas
da Bahia e do Brasil, envolvendo figuras notáveis e polêmicas,
como Horácio de Matos, Militão Rodrigues Coelho, Abílio
Wolney e Franklin Lins de Albuquerque. O autor, competente e
talentoso, tem-se mostrado um dos mais experientes e pacientes
pesquisadores da atualidade. É festejado como cronista, poeta,
dicionarista criterioso, crítico consciente e cultor exemplar
da verdade histórica, trazendo à luz da publicidade, através do
seu livro, episódios interessantes da vida destes líderes, pouco
522
conhecidos do grande público leitor. Essas reflexões nos vêm à
mente com a leitura amena e prazerosa de “CORONELISMO
NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS” que prova tratar-se de
uma obra de fôlego, contribuindo para resgatar a memória quase
sempre esquecida de nossos antepassados.
FRANCISCO DE ASSIS NASCIMENTO, in LETRAS
ITAOCARENSES. Itaocara, RJ, 15 de maio de 1995: “No
MOSAICO de março, deparei-me com o nome ilustre do
intelectual goiano, Dr. MárioRibeiro Martins no rol dos
acadêmicos correspondentes da distinta Academia Itaocarense
de Letras. Pesquisador talentoso da literatura de Goiás, editou
em livro, com l.051 páginas, cerca de l.500 verbetes, focalizando
homens e mulheres que ao longo dos séculos XVIII, XIX e XX
escreveram e publicaram livros no Estado de Goiás e várias
críticas literárias, incluindo prefácios, entrevistas, discursos, etc,
com o título ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS, já considerado pela crítica como completíssimo”.
FRANCISCO IGREJA, in DICIONÁRIO DE POETAS
CONTEMPORÂNEOS. Rio de Janeiro: OFICINA, 1991,
página 228: “Mário Ribeiro Martins nasceu em Ipupiara,
Bahia, em 1943. Bacharel em Teologia, Filosofia, Sociologia e
Direito. Promotor de Justiça e ProfessorUniversitário. Detém
prêmios literários e condecorações diversas. Produtor cultural,
organizador de antologias, publicou livros didáticos, biográficos
e ensaios literários, entre os quais, GILBERTO FREYRE, O
EX-PROTESTANTE; SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE,
ESBOÇO DE SOCIOLOGIA, HISTÓRIA DAS IDÉIAS
RADICAIS NO BRASIL, CORRENTES IMIGRATÓRIAS NO
BRASIL”. FUNDAÇÃO CASA DE JOSÉ AMÉRICO, via
Correspondência. João Pessoa, Paraíba, 26.06.2007: “Dr.
Mario Ribeiro Martins, recebemos e agradecemos os livros
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS
523
DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, RETRATO
DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS,
CORONELISMO NO ANTIGO FUNDÃO DE BROTAS,
GENEALOGIA DA FAMILIA RIBEIRO MARTINS e
MISSIONARIOS AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS
DO BRASIL EVANGELICO, todos reveladores de seu talento
multiforme e de sua capacidade de produzir obras realmente
úteis para a pesquisa. Atenciosamente, Maria de Fátima Bezerra
da Silva Duarte Cruz”.
GABRIEL NASCENTE, in DIÁRIO DA MANHÃ. Goiânia, 19
de março de 1995: “Ufa! Haja fôlego! O livro do Professor Mário
Ribeiro Martins - ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOSchegou de carreta. É provável que, para o seu traslado,
de Anápolis a Goiânia, precisou de bons ombros, muita vitamina
e sol... visto, naturalmente, como um tijolaço, tal o número de
páginas: l052. A mais completa bibliografia de autores goianos
feita até hoje entre os escribas da terra. Um verdadeiro arrastão
da cultura goiana, com investidas até lá pelos rincões do século
XVIII, onde o autor foi buscar elementos para edificar o seu
catatau bibliográfico”.
GERALDO BONADIO, in JORNAL CRUZEIRO DO SUL.
Sorocaba, SP, 23 de julho de 1995: “Nos ESTUDOS LITERÁRIOS
DE AUTORES GOIANOS agora editados por Mário Ribeiro
Martins, além de analisar a produção de escritores nacionais
como Almir Gonçalves, Carlos Rocha, Crispiniano Tavares, Érico
Veríssimo, Gilberto Freyre, Joaquim Nabuco, Jorge Amado,
Machado de Assis, entre outros, entrega ao público uma obra
de referência de fundamental importância que é o Dicionário
Biobibliográfico dos Autores de Goiás, com mais de l.500 verbetes
apresentados em ordem alfabética, bem como uma listagem de
jornalistas e articulistas de Goiás, de todos os tempos”.
524
GERALDO COELHO VAZ, in O POPULAR. Goiânia, 30 de
maio de 1985: “O escritor e professor Mário Ribeiro Martins
publicou LETRAS ANAPOLINAS, antologia de poesia e prosa,
que não é seu primeiro livro, mas é de grande importância para
as letras goianas, uma vez que traz no seu bojo a história literária
da próspera cidade de Anápolis. Estudando mais de trezentos
nomes, entre jornalistas, poetas e escritores, o autor se preocupou
em divulgar os dados biográficos de cada um, além de algum tipo
de produção literária, recolhida de livros, jornais e revistas”.
GERALDO OLIVEIRA, in O TAUBATEANO. Taubaté, SP, 30
de abril de 1979: “FILOSOFIA DA CIÊNCIA” é o novo livro
de reflexão filosófica do escritor, professor e Promotor de Justiça
Mário Ribeiro Martins, de Anápolis, Goiás, também Presidente
da Academia Anapolina de Filosofia, Ciências e Letras. Com
sua diversidade de temas, entre os quais, ÂMBITO GERAL DA
FILOSOFIA, PERSPECTIVA HISTÓRICA DA FILOSOFIA,
PROBLEMAS GERAIS DA FILOSOFIA, FILOSOFIA E
EDUCAÇÃO, FILOSOFIA NO BRASIL, ANTROPOLOGIA
FILOSÓFICA, FILOSOFIA E DIREITO, FILOSOFIA
E CIÊNCIA, o autor fornece uma visão completa de toda a
problemática filosófica”.
GESSY SABALA, in IMAGEM ATUAL. Anápolis, 30 de
outubro de 1995: “Sobre ESTUDOS LITERÁRIOS DE
AUTORES GOIANOS, que tive o prazer de comprar aqui em
Santa Maria, Rio Grande do Sul, talvez, por ser o senhor um autor
consagrado, entre os grandes literatos nacionais, com a grande
experiência da arte de bem escrever, seu trabalho se agiganta e
torna-se notável em todos os sentidos, dentro da técnica, do tema
e do entendimento, de tal forma que se torna fácil para o leitor
compreender e aquilatar o valor das 1.051 páginas que formam
um verdadeiro monumento à cultura goiana”.
525
GÊZA MARIA, in O POPULAR. Goiânia, 07 de maio de 1999: “Já
está pronto o primeiro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE GOIÁS. Depois de muita pesquisa e dedicação, o escritor e
Procurador de Justiça Mário Ribeiro Martins, um baiano que se diz
goiano de coração, fez o lançamento da obra na Biblioteca Pública
de Salvador, no dia 23. O local foi escolhido para homenagear
Sacramento Blake, autor do Dicionário Bibliográfico Brasileiro,
o primeiro livro do gênero, publicado há 116 anos. São mais de
1200 páginas contendo informações sobre a vida e a produção de
mais de dois mil autores que publicaram livros em Goiás”.
GILBERTO FREYRE, in FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo,
29 de março de l98l: “Um simpático Dr. Mário Ribeiro Martins
publicou há pouco um opúsculo-GILBERTO FREYRE, O EXPROTESTANTE.
São Paulo, Imprensa Metodista, 1973. Pena
que não me tenha ouvido outras vezes. Eu lhe teria contado coisas
mais, talvez de interesse para o seu estudo. Aliás, anteriormente,
num jornal do Recife - JORNAL DO COMMERCIO- este
simpático e bem intencionado cronista de coisas evangélicas
no Brasil já vinha recordando meus contatos de adolescente -
o que também o fizera no DIÁRIO DE PERNAMBUCO-com
o evangelismo, quando quase menino de l7 anos. Contatos e
tendências de que me orgulho. Duraram ano e meio. Mas ano e
meio que me enriqueceram a vida e o conhecimento da natureza
humana, no sentido de relações dos homens com Deus e com o
Cristo, que é um sentido de que ainda hoje guardo comigo parte
nada insignificante.”.
GILBERTO MENDONÇA TELES, in CORRESPONDÊNCIA.
Rio de Janeiro, 27.02.2007: “MÁRIO RIBEIRO MARTINS é
meu companheiro na Academia Goiana de Letras, mas ambos
vivemos fora de Goiânia: ele em Palmas, no Tocantins; eu no
Rio de Janeiro, de modo que raramente nos vemos em Goiânia.
526
Mas no ano passado fui fazer uma conferência em Palmas e tive
o prazer de encontrá-lo, com Isabel dos Santos Neves (Belinha),
à minha espera no aeroporto. Os passeios, os jantares, a conversa
agradável na sua possante caminhonete com ar refrigerado, tudo
me foi revelando uma pessoa admirável, que eu só conhecia mesmo
pelo trabalho de pesquisador cultural do Centro-Oeste. Homem
cordial, culto, de conversa cativante e conhecedor apaixonado da
realidade em que vive — Goiás e Tocantins, por onde fluem os mais
importantes rios do Brasil — Mário Martins realmente me cativou
e me deu consciência da sua importância na consolidação cultural
do novo Estado. Livros como Escritores de Goiás, Dicionário
biobibliográfico de Goiás e Dicionário biobibliográfico do Tocantins,
para ficar apenas nesses, são uma
notável trilogia que dá bem uma amostra de seu poder de pesquisa e
organização, suficientes para comprovar o valor da sua contribuição
na leitura do mapa cultural da região do Centro-Oeste. Daí a minha
admiração pelo seu trabalho intelectual, que reitero”.
GILSON VALADARES, via e-mail (gilson@tjto.jus.br).
JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL, Palmas, Tocantins,
08.12.2008: “Evidentemente que não tenho o conhecimento e
a perspicácia do dileto amigo (Mário Ribeiro Martins), no que
diz respeito ao uso do vernáculo. O teor do mencionado artigo
condiz com a realidade do Juizado do qual tenho a honra de
dirigir há alguns anos. O sucesso de meu trabalho certamente
não seria possível não fosse a dedicação de minhas diletas auxiliares
(Nerineire, Valquiria, Silvana, Fabrísia,Liliana, Bruna e Lucivani).
O Juiz sem o servidor é como um carro de grande porte com um
motor de mil cilindradas, não saiu do lugar. Estou juiz, porém, não
sou juiz. No ônibus da vida, quase nunca atuamos como motoristas
e geralmente somos passageiros. Mantenhamos contato. Um ótimo
natal e um 2009 muito venturoso. Um forte abraço”.
527
GINO FREY, in LETRAS ITAOCARENSES. Itaocara, RJ, 8
de setembro de l995: “O intelectual de Anápolis, Goiás, Mário
Ribeiro Martins, lançou o seu livro ESTUDOS LITERÁRIOS
DE AUTORES GOIANOS, obra que já se encontra nas livrarias.
São mais de 1.500 verbetes dentro do Dicionário Biobibliográfico
dos Escritores de Goiás, além de outros assuntos importantes,
entre os quais, Poetas e Escritores do Evangelismo Brasileiro,
Academia Goiana de Letras, Ministério Público, Escritores
Nacionais, Jornalistas e Articulistas de Goiás, etc”.
GUIDO BILHARINHO, in DIMENSÃO. Uberaba, MG, 25 de
agosto de 1995: “Recebi e agradeço o exemplar de ESTUDOS
LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS, com 1.052 páginas,
livro de Mário Ribeiro Martins, cuja aquisição me foi por demais
proveitosa. Dada a histórica, geográfica e cultural ligação de
Goiás com o (futuro) ESTADO DO TRIÂNGULO, a obra em
referência, com centenas de nomes procedentes das Minas Gerais
e agora radicados em terras goianas, é da mais alta importância
para todos que, aqui, participam, de um modo ou de outro, da
construção de um patrimônio cultural comum”.
GUILHERMINO CUNHA(Reverendo), Presidente da AELB,
via carta. Rio de Janeiro, 29.02.2008: “Ilustre Confrade Mario
Ribeiro Martins- A Academia Evangélica de Letras do Brasil,
através de sua Diretoria, deseja externar ao brilhante escritor
e jornalista, ilimitada gratidão pela magnífica obra com que
agraciou esta Árcade, o DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA EVANGELICA DE LETRAS
DO BRASIL. Tanto pela excelência da apresentação de cunho
bibliográfico, fruto de análise e pesquisas trabalhosas, quanto
bonita obra gráfica, o Dicionário Biobibliográfico com o qual
nos favorece, figurará como régio presente à AELB pelos seus 45
anos de vida atuante. Assinando pelo Presidente em Exercício,
528
Acadêmico Guilhermino Cunha, a Diretora Primeira Secretária,
Acadêmica Daria Gláucia Vaz de Andrade”.
GUIMARÃES LIMA, in O POPULAR. Goiânia, 22 de março de
l983: “E poucas academias têm o privilégio de possuir em seu seio
os cultores da Ciência de Platão-a Filosofia. Mário Ribeiro Martins
será a sua estrela solitária. Com suas idéias, ele vai abastecer a
Academia Goiana de Letras. Autor de um livro específico sobre
o assunto-o FILOSOFIA DA CIÊNCIA, além de centenas de
artigos publicados em jornais e revistas, sobre os problemas
filosóficos. Mário Martins, escritor, professor universitário e
Promotor de Justiça chega à Academia de Colemar Natal e Silva
com um cabedal de conhecimentos extraordinariamente grande
que só contribui para engrandecer as letras goianas”.
HAYDÉE JAYME FERREIRA, in CORREIO DO PLANALTO.
Anápolis, 18 de outubro de 1980: “O interessante, Professor Mário,
é que deve ter havido entre nós, uma comunicação telepática,
independente da nossa vontade e do nosso conhecimento.
Lendo os seus artigos, quando da revisão, aqui na redação do
jornal, verifiquei tratar-se de um mestre da lingua portuguesa,
dada a forma escorreita como escreve e transmite suas idéias.
Claro, objetivo, conciso, seu estilo agrada sobremaneira e
permite concluir a razão por que a sua presença está inserida
em jornais como DIARIO DE PERNAMBUCO, JORNAL DO
COMMERCIO DO RECIFE, JORNAL BATISTA, do Rio
de Janeiro, O POPULAR, FOLHA DE GOIAZ, DIÁRIO DA
MANHÃ e tantos outros espalhados pelo Brasil”.
HÉLIO DE BRITO, in CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA.
Goiânia, 26 de maio de 1999: “Com anuência do PLENÁRIO, envia
correspondência ao escritor Mário Ribeiro Martins, expressandose
efusivos cumprimentos deste poder LEGISLATIVO, pelo
529
lançamento do seu livro DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE GOIÁS. Muito nos deixa orgulhosos a ilustre iniciativa
de Mário Ribeiro Martins, ao formular o vasto Dicionário
Biobibliográfico de Goiás, obra esta que, sem resquício de dúvida,
irá corroborar com o fortalecimento dos alicerces sustentadores
da literatura goiana. Mais do que um eficiente meio de pesquisa,
o livro possui a notável proposta de reestruturar e conservar
nomes inolvidáveis, responsáveis pela formação e consolidação
da história literária de Goiás. Além disso, assume a importante
incumbência de difundir o trabalho de escritores de nossa
atualidade, que, por sua vez, jamais deverá se tornar imemorável
perante as gerações seguintes”.
HENRIQUE MENDONÇA, in CONTEXTO CULTURAL,
“LETRAS & LIVROS”, Anápolis, Goiás, 17.01.2008: “O
POLIGRAFO MÁRIO RIBEIRO MARTINS. Um dos escritores
mais produtivos de Goiás é o polígrafo Mário Ribeiro Martins
(Ipupiara, Ba, 07.08.1943), que residiu por muitos anos em
Anápolis, desde 1975 e deu continuidade à sua veia literária,
discorrendo sobre os mais variados assuntos, como já fazia desde
bem jovem e mesmo antes de sua publicação “GILBERTO
FREYRE, O EX-PROTESTANTE” (São Paulo, Imprensa
Metodista, 1972). Em Recife, concluiu bacharelado e mestrado
em Teologia, tendo também estudado Ciências Sociais e Filosofia
e lecionado na Universidade Católica de Pernambuco, no
Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, na Universidade
Federal Rural e na Escola Superior de Relações Publicas.
Estudou na Espanha e foi Pastor Batista, tanto no Recife, quanto
em Anápolis. Mario Ribeiro Martins é antes de tudo pesquisador
dedicado e disciplinado. O numero de seus livros soma algum
as dezenas, que vão de biografias e historia e sociologia a
filosofia, antologias e dicionários biobibliográficos. Seu trabalho
é de incalculável importância para a memória das letras em
530
Anápolis, Goiás e Tocantins, porquanto os registros reunidos em
seus livros dificilmente são encontrados em outras fontes sem
grandes dificuldades. Obra lapidar e de cabeceira de sua autoria é
“LETRAS ANAPOLINAS” (Goiânia, O Popular, 1984), alentado
trabalho que reúne nomes antesinos desde o século retrasado.
Publicou ainda, dentre outros livros, FILOSOFIA DA CIÊNCIA
(Goiânia, Oriente, 1979), SOCIOLOGIA GERAL & ESPECIAL
(Anápolis, Walt Disney, 1980), ESCRITORES DE GOIAS
(Rio de Janeiro, Master, 1996), ESTUDOS LITERÁRIOS DE
AUTORES GOIANOS (Anápolis, Fica, 1995), DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE GOIÁS (Rio de Janeiro, Master,
1999), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRAFICO DO TOCANTINS
(Rio de Janeiro, Master, 2001), CORONELISMO NO ANTIGO
FUNDÃO DE BROTAS (Goiânia, Kelps, 2004), DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
BRASILEIRA DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2007), RETRATO
DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS (Goiânia,
Kelps, 2005), DICIONÁRIO GENEALÓGICO DA FAMILIA
RIBEIRO MARTINS (Goiânia, Kelps, 2007), MISSIONÁRIOS
AMERICANOS E ALGUMAS FIGURAS DO BRASIL
EVANGÉLICO (Goiânia, Kelps, 2007), DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
EVANGELICA DE LETRAS DO BRASIL (Goiânia, Kelps, 2007),
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA GOIANA DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2007),
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DO
INSTITUTO HISTORICO E GEOGRAFICO DE GOIAS
(Goiânia, Kelps, 2007), DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO
DE MEMBROS DA ACADEMIA FEMININA DE LETRAS
E ARTES DE GOIAS (Goiânia, Kelps, 2008), DICIONÁRIO
BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA ACADEMIA
GOIANIENSE DE LETRAS (Goiânia, Kelps, 2008), A
CONSCIÊNCIA DA LIBERDADE E OUTROS TEMAS (Goiânia,
Kelps, 2008), MANIFESTO CONTRA O ÓBVIO E OUTROS
531
ASSUNTOS (Goiânia, Kelps, 2009), ENCANTAMENTO
DO MUNDO E OUTRAS IDÉIAS (Goiânia, Kelps, 2009),
CONFLITO DE GERAÇÕES E OUTRAS PROVOCAÇÕES
(Goiânia, Kelps, 2010). Sua contribuição para a imprensa
anapolina e goiana é também apreciável e seus escritos dentro das
letras jurídicas são cristalinos e de personalidade, marcados pelo
inédito do pensamento. Aposentou-se no cargo de Procurador de
Justiça do Estado de Goiás, em abril de 1998. Reside atualmente em
Palmas, Tocantins e mantém o site www.mariomartins.com.br
ILDIBAS ANTONIO DO NASCIMENTO(Diretor Geral do
CAB), in CORRESPONDÊNCIA. Recife, 13.02.2007: “Com
imensa satisfação o Colégio Americano Batista expressa sua
gratidão pelo DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE
MEMBROS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
Enviamos um carinhoso abraço ao nosso ilustre EX-ALUNO e
relembramos que o CAB continua zelando pela divulgação dos
valores eternos que foram defendidos pelos pioneiros fundadores
desta casa nos idos de 1906”.
INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO,
via Correspondência. Rio de Janeiro, 29.03.2007: “Dr. Mario
Ribeiro Martins, o IHGB, reconhecido à cativante gentileza de
Vossa Senhoria, gradece-lhe as publicações, a seguir mencionadas
RETRATO DA ACADEMIA TOCANTINENSE DE LETRAS
e DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS que enriquecerão sua
biblioteca. Atenciosas saudações, Corrêa e Castro”.
INOCÊNCIO CANDELÁRIA, in DIARIO DE MOGI. Mogi das
Cruzes, SP, 05 de julho de 1979: “Em sequência a esse fato, tomamos
conhecimento do talento, da cultura e da produção literária
de Mário Ribeiro Martins, escritor, professor universitário
532
e Promotor de Justiça na cidade de Anápolis, em Goiás, autor
de vários livrosdestacando-se GILBERTO FREYRE, O EXPROTESTANTE
e FILOSOFIA DA CIÊNCIA- e nome dos
mais expressivos da cultura goiana, eis que, membro de dezenas
de entidades culturais no Brasil e exterior, além de Presidente da
Federação das Instituições Culturais de Anápolis”.
IRON JUNQUEIRA, in JORNAL O TOPNEWS. Goiânia, 25
de novembro de l996: “A mais completa enciclopédia de autores
goianos, a que mais abrange escritores, jornalistas e intelectuais, é
de autoria de um garimpeiro tenaz e meticulosamente indagador, o
Professor Mário Ribeiro Martins que escreveu o livro ESTUDOS
LITERÁRIOS DE AUTORES GOIANOS e mais recentemente
ESCRITORES DE GOIÁS. Não há quem milite nas letras que
escape desse intelectual que, antes de ser Promotor de Justiça,
devia ser Promotor de Cultura. Seu livro recebeu avaliação dos
mais consagrados críticos e é conhecido por todo o Brasil, estando
presente nas mais diferentes bibliotecas particulares, municipais,
estaduais e nacionais. Uma coisa se pode garantir: SE ELE NÃO
CONHECE UM ESCRITOR ESTREANTE, ANÔNIMO, É SÓ
POR ENQUANTO. UM DIA ELE VAI BATER À SUA PORTA
OU LHE TELEFONAR”.
ISVALDINO DOS SANTOS, via e-mail (isvaldino@gmail.com).
Rio de Janeiro, 19.02.2010. “Prezado Mário Ribeiro Martins: Sou
leitor dos seus textos e quero parabenizá-lo por seu trabalho e suas
publicações através da internet. Na oportunidade, peço permissão
para citar parte das informações do vosso texto sobre B. H.
Foreman, o missionário batista que deixou sua terra (Arkansas) e
evangelizou minha cidade (Campos Belos) e região, no Nordeste
Goiano, na década de trinta. Estou preparando um trabalho
sobre “Vida e obra de B. H. Foreman”. Já faz algum tempo venho
recolhendo dados e informações sobre o mesmo e acredito que
533
estarei brindando a literatura goiana e aquela região com dados
nunca dantes publicado sobre Foreman. Eu tinha quatro anos de
idade quando ele foi evangelizar em nossa fazenda, a Petrolina,
próxima a Campos Belos, em 1955. Lembro-me como hoje, mesmo
criança, quando ele entrou em casa, colocando na mesa da sala a
sua vitrola (rotação 78) para tocar hinos batistas. Minha infância
em Campos Belos foi ao lado de sua obra missionária e social, até
que aos 14 anos fui para Porto Nacional, onde fui seminarista de
D. Alano, entre 1965 a 1969. Sobre Foreman, lembro-me que após
o acidente com o seu monomotor, os seus ossos chegaram depois
a Campos Belos, sendo enterrado numa tarde no cemitério local.
Lembro ainda, num fim de tarde chuvosa, quando desabou o seu
hangar, num barulho que ecoou fortemente, ao tempo em que
corri para ver os escombros, tendo, inclusive, furado o meu pé
num prego em taboas daquele hangar. Anos depois (1983), como
jornalista, fui trabalhar na JUERP, editora da Convenção Batista,
convivendo com as principais lideranças batistas e missionárias.
Por fim, estava agora em Jerusalém, entre 6 e 15 de janeiro de 2010,
quando conheci um pastor batista de Pernambuco, que estudou
morou nos Estados Unidos; e que conviveu com B.H.Foreman
no Seminário Batista do Nordeste, em Recife, e estará fornecendo
dados importantes sobre ele para esta publicação. Estou colhendo
todos os passos possíveis de Foreman para esta obra e creio que
a citação de vosso nome será importante para a literatura goiana
e também honrar a sua pesquisa. Sobre Francisco Cardoso
(Chiquinho), ele era o procurador de minha mãe em Campos Belos,
para venda de gado e terra. Meu pai foi dono da fazenda Fundação
(vendida posteriormente aos Meireles), tendo adquirido depois a
fazenda Petrolina, onde conheci B.H.Foreman pessoalmente pela
primeira e única vez. Outro fato
importante, é que estou terminando de colher dados sobre Dom
Alano para uma possível publicação, pois fui o seu secretário
particular por cerca de três anos, quando cursei o seminário
534
menor em Porto Nacional, entre 1965 e 1969. Convivi com
Dom Alano não só como seminarista, mas principalmente pelo
privilégio, naquele período, de cuidar do seu escritório dentro
do seminário. Depois que deixei Porto, mais tarde ele optou por
morar em minha cidade, Campos Belos. Após colher dados de
sua história, tem-me i ntrigado o seguinte fato: o que teria levado
realmente aquele jovem francês trocar Paris pelo Tocantins e
por fim Campos Belos. Após a vida militar, veja bem que a sua
vinda para o Brasil coincidiu com o crescimento do Nazismo e a
Segunda Guerra Mundial. Estou pesquisando o assunto. Passei
por Paris três vezes rapidamente, numa delas fiz cerca de 500 fotos
do Palais du Versalles e do Louvre, mas pretendo, na próxima
vez, fazer uma pausa maior para colher informações sobre o seu
tempo no exército francês e sobre a sua família em Saint Servant.
Acredito que as impressões publicadas pelos ex-padre Samuel
Aureliano da Silva e o professor Rui Rodrigues da Silva são dados
importantes, mas não revelam, de forma informativa, o que foi
a figura de Dom Alano Marie Du Noday, principalmente sua
presença no Rio de Janeiro, onde foi professor universitário.
Estarei, portanto, relatando de forma histórica e informativa
estas lacunas, sem agredir qualquer sentimento ou publicações
em torno dele. É isso o que eu pretendo! Se não conseguir, é
porque Deus, o Senhor, não permitiu. Mas como jornalista e
pesquisador, a tarefa está sendo trabalhada para uma obra de
consulta aos pesquisadores e admiradores”. Pastor Isvaldino dos
Santos é Bacharel em Teologia (IBP), Comunicação Social (UGF),
Direito (UGF), Pós-graduado em Direito do Estado e
Administrativo (UGF). É assessor parlamentar (Câmara dos
Deputados).
IVAN MENDONÇA, in O POPULAR. Goiânia, 28 de julho
de l996: “Já nas melhores livrarias, o livro ESCRITORES
DE GOIÁS, de Mário Ribeiro Martins. O autor, Professor
535
Universitário, Promotor de Justiça na cidade de Anápolis,
membro da Academia Goiana de Letras, escreveu um livro para a
posteridade, destacando aspectosinteressantíssimos da literatura
goiana, além de incursões pela literatura nacional. Com 815
páginas e mais de 1.800 verbetes, focalizandonomes de pessoas
que nasceram, viveram ou escreveram sobre Goiás. Trata-se de
texto de leitura obrigatória”.
IVES GANDRA DA SILVA MARTINS(Presidente da Academia
Paulista de Letras), in DEDICATÓRIA do Livro CEM
SONETOS. São Paulo, 07.12.2006: “Prezado acadêmico
Mario Martins, agradeço, sensibilizado, o obséquio de
2(dois) exemplares(para a Academia e para mim), de seu belo
DICIONÁRIO BIOBIBLIOGRÁFICO DE MEMBROS DA
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, de fina sensibilidade
e de importância histórica para as letras nacionais, retribuindolhe
com o meu CEM SONETOS, publicado em 2006”.
JAIME CÂMARA, in O POPULAR. Goiânia, 22 de março de
1983: “Mário Ribeiro Martins chega à Academia Goiana de
Letras com uma bibliografia interessantíssima. Poderia discorrer
aqui, por muitas horas sobre a vida e a obra desse cultor da
ciência de Platão, tão rica de exemplos edificantes, tão cheia de
episódios que não só o engrandecem, mas dignificam a Casa que,
agora, ele passa a integrar. Há homens que enchem a sua época,
pelas qualidades que possuem, pela atividade que desenvolvem,
pelos serviços que prestam à coletividade. São expoentes da
cultura, repositórios da sabedoria, da inteligência, do talento,
da criatividade. São homens simples, na maioria das vezes, mas
de uma imensa grandeza de coração. Mário Ribeiro Martins que
hoje transpõe os umbrais da Academia Goiana de Letras é um
desses homens”.
536
JARLENE SOUZA, in JORNAL DO TOCANTINS. Palmas,
12.12.2010: “O escritor Mario Ribeiro Martins reuniu a trajetória
e os acontecimentos de duas décadas de história da Academia
Tocantinense de Letras no livro RETRATO DA ACADEMIA
TOCANTINENSE DE LETRAS(Goiânia, Kelps, 2011). A obra
apresenta a biografia de todos os 40 titulares da Academia e também
de todos os 40 patronos. Segundo Martins, a pesquisa do livro
foi baseada no currículo de cada um, na historia e obras de cada
imortal. Na Academia tem o currículo de cada um deles, mas fica
guardado. Muitas vezes, os alunos das escolas perguntam sobre
os membros da Academia e fica difícil o acesso a estes currículos.
Achei mais fácil reunir todas as informações em livro, explica o
escritor, acrescentando que a obra está atualizada porque traz a
historia e trajetória do mais novo membro empossado, o escritor
Célio Pedreira”.
JERUZA BORGES, via e-mail. Brasília, DF, 10.06.2007: “Ontem
eu dei uma lida no livro sobre os americanos e também brasileiros
que ajudaram no trabalho evagelístico no Brasil, e vi sobre D.
Zênia, que bom!!! Acho que ela gostaria de saber. Não sei se vc
já se comunicou com ela ou enviou p/ ela. Nós, eu, Luiz Carlos e
Paulo estivemos com ela em janeiro/2007. Fomos lá em Pirambu
onde ela mora. Ela ficou muito feliz em nos ver e quis notícias
suas. Ela sempre fala em vc, querendo algum contato. Acho que ela
ficaria muito feliz se vc enviasse esse livro e escrevesse algo p/ ela
ou ligasse. Nós ficamos até procupados porque ela mora só e vive
somente com a aposentadoria dela, parece que as igrejas onde ela
trabalhou não a ajudam. Ela tem uma vida bem simples e acredito
que só não passa dificuldades porque Deus é fiel. A oração dela
em relação a isso é que Lula dê aumento para os aposentados.
Ele deu agora parece-me que 3,5% o que deve representar uns
R$ 20,00 reais de aumento p/ ela que ganha menos de dois sal.
Mínimos. Quanto aos americanos, acredito que a colaboração
537
deles para o evangelho no Brasil foi muito valiosa e a homenagem
e reconhcimento que vc faz no seu livro é louvável. Foram eles
que trouxeram o evangelho para nós, colaborando demais com
construção de templos e escolas. Lembrei-me dos americanos que
iniciaram a Faculdade Teológica Batista de Brasília - FTBB. O
Pr Dwey Muholland e sua esposa Edith, a Miss. Mabel Sheldon
iniciaram seu ministério aqui lá no Piauí, num Instituto Bíblico que
foi transferido p/ Brasília se tornando na FTBB. Eles se aposentaram
e voltaram para os EUA, mas o filho do casal (que nasceu no PI) é o
vice-reitor da UNB - Timothy Muholland. Temos um outro casal
Laurence e Maria Rea que se aposentaram e escolheram viver aqui
em Valparaizo-GO. São boas lembranças e que bom que alguém
reconhece o trabalho deles. P A R A B É N S!!!”.
J. LEITE SOBRINHO, in JORNAL DA PARAÍBA. Campina
Grande, PB, 12 de novembro de 1981: “ Mário Ribeiro Martins,
Promotor de Justiça, escritor, poeta, jornalista e professor é um dos
mais ilustres nomes das letras em Goiás, exercendo também outros
papéis relevantes na cultura daquele Estado. Autor de centenas de
artigos em jornais e revistas especializadas, bem como de dezenas
de livros, entre os quais, poder-se-ia relembrar CORRENTES
IMIGRATÓRIASNO BRASIL, SUBDESENVOLVIMENTOUMA
CONCEITUAÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA, ESBOÇO
DE SOCIOLOGIA, SOCIOLOGIA DA COMUNIDADE, etc”.
JOANYR DE OLIVEIRA, in IMAGEM ATUAL. Anápolis, 18
de agosto de 1995: “No último domingo, por acaso, vi em mãos
de um de seu livro ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS. Tive a grata surpresa de nele encontrar dois verbetes
sobre mim, razão por que me apresso em escrever para agradecerlhe
pelo privilégio de estar presente em tão valiosa obra, certamente
a mais importante no gênero editada no Planalto Central. Meus
calorosos aplausos por páginas tão ricas de informações, que
538
passam a ser de consulta obrigatória, especialmente por escritores,
professores e estudantes de literatura”.
JOÃO ROSA, in O COMERCIÁRIO. Anápolis, 10 de maio de
1996: “Mário Ribeiro Martins, embora Promotor de Justiça,
dedica boa parte de seu tempo, ao levantamento das letras em
Goiás, daí o seu livro ESTUDOS LITERÁRIOS DE AUTORES
GOIANOS, com mais de 1.051 páginas, focalizando nomes
interessantíssimos de pessoas que já escreveram livros e estão, de
alguma forma, ligados à literatura goiana. Formado em Teologia,
Filosofia, Sociologia e Direito, além de curso de Mestrado.
Membro da Academia Goiana de Letras, está também vinculado
a várias outras instituições no Brasil e Exterior”.
JOAQUIM ROSA, in JORNAL OPÇÃO. Goiânia, 18 de maio de
1979: “Moral da história- FILOSOFIA DA CIÊNCIA- de Mário
Ribeiro Martins, é um livro que deve ser lido até por quem sofre de
alergia por filosofias, mas gosta de aprender, ainda que dobrando
o famoso Cabo das Tormentas, como este escrevinhador. O texto
produzido pelo Promotor de Justiça e Professor Universitário de
Anápolis é extraordinário e tem recebido os melhores elogios.
Quanto a mim, continuo com o mesmo pensamento sobre o
assunto: A FILOSOFIAÉ TÃO IMPORTANTE PARA A VIDA,
QUE A VIDA, SEM ELA, SERIA A MESMA COISA”.
JOEL DE SANT’ANNA BRAGA(Presidente do Colégio
de Procuradores de Justiça), via Correspondência. Goiânia,
28.03.1983: “Cumpre-me, em virtude de decisão unânime desse
Colendo Colégio de Procuradores, apresentar a Vossa Excelência,
congratulações pelo ingresso brilhante e merecido na Augusta
Academia Goiana de Letras, o que enobrece e dignifica a
Instituição do Ministério Publico Goiano, fileiras a que pertence
o nobre colega, como Promotor de Justiça da Comarca de
539
Anápolis. Ao ensejo, receba os cumprimentos do Colegiado, com
os protestos de elevada estima e apreço”.
JOSE BRITTO BARROS (prj33arros@ig.com.br), via e-mail.
João Pessoa, Paraiba, 25.12.2008: “Pastor Dr. Mário, Cordiais
saudações. Como vai aquele sorriso? Sempre que menciono ou
escrevo teu nome é só o que me chega ao pensamento....Desejo
que o Natal e as comemorações do fim de ano te tragam muito
prazer. Para não tomar muito do teu tempo aí vai o meu poema
de Natal e outros escritos assim como notícias da Cruzada que
continua em franca atividade. Deus te bendiga sempre. Não
esqueci que me prometeste responder aquela carta... quem sabe
um dia ela chegará ANTES DE EU PA