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Teses_Monologos-->Emotivismo ético -- 01/06/2001 - 02:25 (Karen Giovanni Borowski Mendes) Siga o Autor Destaque este autor Destaque este Texto Envie Outros Textos
Emotivismo Ético






Que as pessoas aprendam o limite que deve haver entre o querer e o que deve manter as demais pessoas em suas vidas intocavelmente tranqüilas, quando não for para fazê-las crescer...





A ética serviria para que a violência fosse evitada, pois quando se deixa levar pelo desejo e paixão há de se ter limite, e o único limite é este.

Também é importante saber que ao se deixar, permitir, seguir pelos impulsos há e se “medir” o que de mal se pode causar a outrem, quer seja fisicamente ou abrangente de outros aspectos da conduta moral e justa.

O discernimento é imprescindível sempre. Quando uma pessoa é funcionária de uma empresa, ou tenha qualquer outro trabalho, e ganhe pouco e se vê com a chance de alimentar seus fundos monetários por meios ilícitos, quer seja coorborando com algo em uma empresa que não seja o certo, seja por prejudicar muitas pessoas ou uma única, direta ou indiretamente. Há a liberdade, mas há o limite... Mas este não é o desejo primordial de ninguém, pois embora conforto seja imprescindível para que se desfrute de uma vida cômoda não há nada que possa causar bem-estar e dor mais que uma alma tranqüila consigo mesma. Pois uma mente com culpa se torna viciosa e passa a habitar unicamente o universo doentio de um ser, assim também como as pessoas que buscam a verdade de si e não a encontram. Desistem então. Percorrem então todo um processo de transformação para criar um “eu” aos outros aceitável e admissível e admirável até mesmo - ao menos sob os olhos de quem possui uma visão distorcida, tal como a que se é tida como verdade para muitos e que não necessita ser questionada, ou simplesmente que não necessita-se ensinar a que a questionem, pois ainda assim alguém tem um certo lucro que julga ser o tudo.

Isto talvez consista em um crime que jamais passará impune para quem o pratica, pois que está intrinsecamente ligado a alma de quem o pratica e a pessoa passa a ser escravo da fuga e da criação doentia de um “ser” que na verdade nada representa. Não há maior mentira que isto. Nem nada pode causar dor maior, claro que em maior ou menor proporção, mas normalmente o ciclo vicioso tornam as pessoas insensíveis ao mesmo tempo que fragilizadas.

Pessoas que cultivam sua “criança” latente tendem a serem mais realizadas mesmo quando não são “gênios”, pois desenvolvem o que as faz bem, uma “felicidade misteriosa de dor-alegria busca- desejo”. Elas estão aptas a mergulharem em suas verdades indesveláveis. Muitas vezes sim podem pedir a noção de que outros eus devem ser respeitados e não violentados; mas sim indagados e questionados, quando isto os faz crescer, sobretudo sob si mesmos.

Na infância ainda existe o impulso que trouxe a vida. Se ele é “moldado” por pessoas sofredoras que pregam que lutar com toda vontade pode acabar sendo devastador ao ser humano e muitas vezes o levar ao sofrimento e/ou aniquilamento total. Se isto ocorre a pessoa fica perturbada e foge de suas vontades, transformando sua vida num intenso vai-vem que jamais permitirá que ela saia do lugar e que por fim acarretará um adormecimento da alma e quereres.

Assim se esculpe o ser humano, (sim, ser humano e sem alma), que mostra toda sua humanidade em bens materiais e bens humanos. Pois pessoas tornam-se assim nada mais que objetos humanos. Sim, muitas vezes se deseja, para satisfação do “objeto” que deseja, outros valiosos para assim ser bem valorado.

Pessoas assim percorrem o caminho da vida sem se importar com o “ao redor” ou com “o verdadeiro caminho de realização”. Muitas vezes de súbito se lembram da pessoa que adormece em si e que está em constante agoniado pesadelo.

Mas a posição em que se encontram pode vir a se perder. Arriscar é perigoso, a “vida” muitas vezes já se encontra bem direcionada. E se teme o sofrer muito embora se viva em constante sofrimento causado pela miséria da alma outra” , pois sequer possui a sua. Teria até estranheza ao deparar-se com outra alma – pois que seria isto?. Ele não a mais reconhece, mas deve sentir algo bom que não consegue identificar ou traduzir, muito menos encontrar em si claramente, talvez encontre em si uma certa inveja por admirar algo que não pode ter, como objeto. Algo inalcançável se deseja continuar onde se está.

Pessoas que sofrem mas que decidem seguir impulsionadas pelo desejo, desejo de vida, que muitas vezes as faz se deixar levar por intenso desejo de morte, elas são brilhantes para si sobretudo em muitas oportunidades que a morta vida as oferta. Um incessante buscar é muitas vezes suficiente.







No filme Naufrago toda uma vida é impulsionada pela necessidade de busca, pelo sentido de algo mais, por uma luta incessante, onde não se importam os meios. Perdido em uma ilha deserta ele acaba desistindo de ter salvação. Após constatar que não poderia esperar por salvação ele encontra forças.. pensamentos.. nada se passa, apenas a fisionomia do ator ao pensar.. de uma pessoa perdida que procura forças.. e isto é o importante do filme no sentido deste tema...

Pessoas constantemente são denominadas fracas por seguirem algo - que segundo o próprio Nietzsche está além do bem e do mal, e que, talvez, inclua-se na índole de cada um uma das primordiais causas para o que se busca insaciavelmente, ou não. Mas são estas vontades desmedidas que causam uma grande mudança e com certeza as significativas mudanças em toda ordem e classe, de todas as formas e espécies de denominações ou indenomináveis.

Woddy Allen pode ser um bom exemplo disto. O diretor optou por filmar independente de Hollywood e mantêm a produção invejável. Allen participou de cerca de 50 longa-metragens, como ator, diretor, roteirista e até dublador ("FormiguinhaZ"). Este extraordinário neurótico também escreveu peças, roteiros para a televisão, livros, apresentou shows de humor e toca clarineta numa banda de jazz, toda segunda à noite. A versatilidade e o enorme talento consagram Allen como um dos maiores artistas de nosso tempo. Começando por filmes em estilo pastelão logo desvelou o aprofundamento no psicológico dos personagens, ou de algo intraduzível aos olhos que não despertam ao primeiro instante.



Nos deparamos com alarmantes contradições que levam as pessoas a buscarem e fazerem novas aventuras, novos meios, a mergulharem de cabeça... Sem saber a profundidade ou tipo de local no qual tão rápido quanto um suspiro se vêem imersas sem saída... se perdem... vem e vão atormentadamente ou sem destino pensado. Pensam depois.

Antes não há tempo. A pressão é grande. Se tem de ser ágil e sorrir, e chorar, e mostrar que se passa por dificuldades, mas nunca tentar sobrepor-se a elas. Isto. Sim, realidade de muitos, pode se estar parafraseando qualquer um, porque na verdade não almejamos pensar algo pois todos sempre pensam tudo e mostram suas belas teorias com resoluções fantásticas, as quais muitas vezes causam tremenda confusão ao se perceber que a resposta à um problema está em seguir por mais um tempo sufocadamente até se poder sorrir e respirar profundamente para ter ar à voltar a tona.. com toda força, entusiasmo, alegria da dor, persistência. Talvez seja este o mal de se ir fundo demais, e a dor de quem não consiga muitas vezes insuportável além de quem a enfrenta.
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